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EXPEDIENTE
Editor Responsável Italo Amadio
Coordenadora de produção editorial Katia F. Amadio
Assistente Editorial Edna Emiko Nomura
Organização Deocleciano Torrieri Guimarães
Colaboração na Atualização Eduardo Mokagel Guimarães
Preparação Kimie Imai
Projeto Gráfico Jairo Souza
Revisão Kimie Imai
Sandra Garcia Cortez
Diagramação Art Feita Designer Gráfico
Av. Casa Verde, 455 – Casa Verde
Cep 02519-000 – São Paulo – SP
www.rideel.com.br – e-mail: sac@rideel.com.br
© Copyright – todos os direitos reservados à:
Proibida qualquer reprodução, seja mecânica ou eletrônica,
total ou parcial, sem a permissão expressa do editor.
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04 07
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
1. Dicionários : Termos médicos e de enfermagem :
Ciências médicas 610.3
2. Termos médicos e de enfermagem : Dicionários :
Ciências médicas 610.3
Dicionário de termos médicos e de enfermagem /
organização Deocleciano Torrieri Guimarães.
1. ed. – São Paulo : Rideel, 2002.
ISBN 978-85-339-0525-2
1. Enfermagem – Dicionários 2. Medicina – Dicionários I.
Guimarães, Deocleciano Torrieri.
02-6302 CDD-610.3
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Apresentação
Com a contínua evolução e a complexidade dos termos da área da
saúde os estudantes, enfermeiros, técnicos de enfermagem e pro ssionais
assemelhados necessitam de uma obra de referência rápida, disponível,
compacta e completa.
Com o objetivo de esclarecer e simpli car a linguagem da área das
ciências da saúde, elaboramos o Dicionário de Termos Médicos e de
Enfermagem.
Além da explicação milhares de termos da área da saúde, uma
introdução sobre alimentação, hábitos saudáveis e tudo o que merece a
atenção de pro ssionais que valorizam a qualidade de vida e investem na
excelência do seu trabalho, enriquece ainda mais este dicionário.
O Editor
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ÍNDICE DE EMERGÊNCIA
Acessos - Ver Convulsão............................................................ 128
Afogamento .................................................................................. 28
Ver Respiração arti cial ....................................................... 395
As xia .......................................................................................... 65
Ataque do coração - Ver Trombose coronária ............................ 444
Choque elétrico .......................................................................... 107
Ver Respiração arti cial ....................................................... 395
Coma .......................................................................................... 123
Ver As xia .............................................................................. 65
e Respiração arti cial ........................................................... 395
Concussão .................................................................................. 124
Convulsão .................................................................................. 128
Ver Epilepsia ........................................................................ 187
Desmaio ..................................................................................... 150
Engasgo ...................................................................................... 181
Ver As xia .............................................................................. 65
Escaldaduras - Ver Queimaduras ............................................... 386
Fratura ........................................................................................ 223
Ver Choque ........................................................................... 106
Mordida de cachorro .................................................................. 315
Morte .......................................................................................... 316
Ossos quebrados - Ver Fratura ................................................... 223
e Choque .............................................................................. 106
Overdose - Ver Coma ................................................................. 123
e Envenenamento ................................................................. 183
Parto ........................................................................................... 346
Queimaduras .............................................................................. 386
Ver Choque ........................................................................... 106
Respiração arti cial ................................................................... 395
Sangramento .............................................................................. 406
Sufocação ................................................................................... 422
Ver Respiração arti cial ....................................................... 395
e As xia ................................................................................. 65
Trombose coronária ................................................................... 444
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INTRODUÇÃO
Vida Saudável
É melhor prevenir que remediar. O conhecimento moderno, principal-
mente as medidas para a saúde pública, tem nos ensinado a prevenir muitas
doenças, e, se esse conhecimento fosse aplicado em nossa vida diária, a
saúde da comunidade seria melhor. Infelizmente, as condições atuais estão
sempre em con ito com o ideal de uma vida saudável. Ainda assim, muito
pode ser feito para se ter um organismo saudável, e dar-lhe condições no
combate a qualquer doença.
O corpo humano é um mecanismo extremamente delicado. Para traba-
lhar com e ciência, ele requer um constante abastecimento de combustível,
que pode ser ajustado às necessidades do organismo; ele requer um descanso
regular e pode sofrer muitas in uências — ataques de pequenos organismos
vivos, conhecidos como micróbios (bactérias e vírus), calor ou frio excessivo,
violência, ar inadequado e outros fatores. Antes de discutir doença, tentaremos
indicar os principais fatores de manutenção da saúde. As regras na verdade são
tão simples que parece perda de tempo repeti-las, mas observamos — como
médicos — muitos problemas de saúde causados por negligência. A saúde
é o seu mais precioso bem, e essa preciosidade geralmente não é percebida,
até o momento em que talvez seja tarde demais. Proteja-a.
Dieta
O alimento é o combustível do organismo, e é necessário não só uma
quantidade su ciente, mas também um equilíbrio adequado entre os seus
vários tipos para manter o organismo saudável. Todos os alimentos têm um
potencial de energia conhecido, geralmente medido em calorias. Falando de
um modo geral, os alimentos podem ser divididos em cinco categorias, as
quais devemos examinar rapidamente, a m de podermos entender o que
signi ca uma dieta balanceada.
a) Carboidratos
São os alimentos com açúcar e amido, cuja principal função é fornecer
energia ao organismo. O amido é digerido até o açúcar, antes de ser absorvido
pelo sangue. O açúcar é encontrado nos doces, bolos, biscoitos, sucos de
frutas e vários alimentos enlatados e em conserva. O açúcar é chamado às
vezes de “calorias inúteis”, pois não contém vitaminas ou microelementos.
O amido está presente na batata, arroz, massas, cereais e pão.
Atualmente, recomenda-se para uma alimentação saudável reduzir
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os alimentos doces, mas aumentar a quantidade de alimentos com amido,
principalmente as variedades com farinha integral, que são ricas em bras. As
bras não são absorvidas e ajudam no bom funcionamento do intestino.
b) Gorduras
A maioria das pessoas está familiarizada com vários tipos, tais como
gordura animal, manteiga, margarina e óleo. No entanto, existem gorduras
escondidas em alimentos, como biscoitos, batata frita, amendoim e salsicha.
As gorduras são a forma mais concentrada de calorias e os principais alimen-
tos a serem evitados por qualquer pessoa que queira emagrecer.
Para manter o coração saudável, evite gorduras animais e utilize óleo
rico em poliinsaturados, como o óleo de milho ou de girassol. O óleo de
peixe é também bené co.
c) Proteínas
Alimentos que sustentam o organismo. Elas são vitais durante o período
de crescimento; são necessárias aos adultos para reparar e repor os tecidos
do organismo. As proteínas também são necessárias para manter a defesa do
organismo contra infecções e produzir substâncias (anticorpos) que combatam
os micróbios invasores. As principais fontes de proteínas em muitas regiões
são carnes, peixes, aves, ovos e queijos; leguminosas, como o feijão, também
contêm boa proteína.
d) Sais inorgânicos
Esse termo indica certas substâncias minerais de que o organismo
necessita.
O sal de cozinha (cloreto de sódio) é um exemplo. Ao mesmo tempo
em que é essencial para a vida, ele está presente em tantos alimentos que a
maioria de nós o ingere mais do que o necessário. Para algumas pessoas, isso
pode ocasionar um aumento da pressão arterial; nesse caso é aconselhável
que se reduza a quantidade de sal colocada na comida. O cálcio é necessário
para ossos e dentes saudáveis; leite desnatado é uma excelente fonte. O ferro
é necessário para a produção de hemácias; é encontrado nas carnes vermelhas
— principalmente de fígado —, na gema do ovo e nas verduras.
e) Vitaminas
Essas importantes substâncias são freqüentemente mal compreen didas,
sendo consideradas como uma espécie de supertônico para curar todos os
males. As vitaminas são substâncias químicas complexas, utilizadas pelo
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organismo para algumas funções importantes, mas são necessárias somente
em quantidade minúscula. O organismo não pode funcionar sem as vitaminas,
e a falta delas pode trazer sérias conseqüências. Uma vez que o organismo
já tenha uma quantidade su ciente de uma determinada vitamina, ele não a
utiliza mais. Não há, portanto, razão em acumular vitaminas no organismo
desde que as exigências básicas já estejam cumpridas. Algumas vitaminas
quando tomadas em excesso podem ser prejudiciais. Uma dieta boa e variada,
contendo proteínas (carne, frango, peixe, queijo), leite, pão, cereais, frutas,
verduras e legumes, reúne todas as vitaminas necessárias para se permanecer
saudável, e elas não precisam ser consideradas separadamente.
Nas farmácias podem ser encontradas vitaminas em gotas e comprimi-
dos para crianças, mulheres grávidas e que estejam amamentando.
Alimentação Saudável
Para uma boa saúde é importante manter um peso razoável. Um
número muito grande de pessoas tem excesso de peso, e esse é um sério
problema de nutrição, em certas regiões. As pessoas com excesso de peso
são mais suscetíveis a desenvolver doenças cardíacas, pressão alta, doenças
na vesícula e diabetes.
Infelizmente, algumas têm a má sorte de engordar com muita facilidade.
Não há nenhum remédio milagroso para emagrecer. Regimes rápidos rara-
mente produzem efeitos duradouros. É muito melhor tentar perder de 1/2 kg a
1 kg semanalmente, fazendo uma dieta de 1.200 a 1.500 calorias por dia. Isso
incluiria alimentos com proteínas, como carne, ovos, queijo, peixe, muitas
frutas, verduras e legumes frescos, pão integral, arroz, massas e batatas. As
gorduras, o açúcar e o sal devem ser reduzidos.
Uma vez obtido o peso desejado, pode-se incluir mais calorias, desde
que se siga o mesmo padrão de alimentos, isso irá proporcionar uma dieta
saudável para cada um.
As crianças geralmente passam por um estágio de querer “novidades
alimentares”. Quando estiverem rejeitando carnes, estas poderão ser subs-
tituídas por outros alimentos protéicos, como leite ou ovos; esses alimentos
poderão facilmente passar por “pudins”. O feijão é uma valiosa fonte de
proteínas secundárias, e as crianças geralmente o apreciam.
As mães preocupadas com as pequenas quantidades de alimentos
“saudáveis” que seus bebês comem podem car tranqüilas, pelo fato de que
um ou dois pedaços de laranja, cereais com bastante leite, um ovo “disfar-
çado” e feijão satisfazem as necessidades diárias da criança. Os alimentos
protéicos menos aceitos devem continuar a ser oferecidos — sem insistência
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— e dessa forma serão aceitos gradualmente. Nesse meio tempo, não haverá
nenhum prejuízo.
As pessoas mais idosas, que criaram o hábito de viver de pão com
manteiga, xícaras de chá e biscoitos, também devem ser incentivadas a comer
verduras, legumes e frutas frescas, e a tomar sucos de frutas. As dentaduras
podem se tornar um problema; dessa forma, deve-se procurar um dentista se
os problemas na boca estiverem interferindo numa boa dieta.
Leguminosas como a lentilha são ótimas fontes de proteínas secundárias
e, apesar de a soja ser mais famosa que os outros alimentos protéicos, na
verdade ela é apenas mais um membro dessa família.
Um número de pessoas cada vez maior está se tornando vegetariano.
Essa forma de alimentação vegetal pode ser muito saudável, mas é necessária
uma grande variedade de alimentos para satisfazer as necessidades protéi-
cas, minerais e vitamínicas. Todas as pessoas que queiram seguir uma dieta
vegetariana devem consultar livros especiais sobre o assunto.
O Sono
O sono é essencial e permite que o organismo reponha as perdas do dia
e se reabasteça de energia. As necessidades variam de pessoa para pessoa,
mas, geralmente, o mínimo satisfatório é de oito horas para um adulto; as
crianças necessitam de um sono mais longo, e os idosos precisam talvez de
cinco ou seis horas apenas.
A insônia é comum, mas tem geralmente causas simples. Em primeiro
lugar, veri que se sua cama é confortável. O gasto com um bom colchão
é bem restituído. As roupas de cama devem ser quentes, mas não pesadas;
nesse caso, é útil um edredom — é mais fácil de arrumar para quem sofre
de dor nas costas, e reduz a poeira da casa para os asmáticos. O quarto deve
ser arejado, nunca exposto a correntes de ar, e o mais silencioso possível.
Tente relaxar quando for dormir. Não adianta levar as preocupações do dia
para a cama e esperar pelo sono. Deixe as preocupações de lado, acomode-
se, concentre-se para relaxar. Aqueles com problemas de insônia devem
evitar, à noite, comidas pesadas e bebidas estimulantes, como chá ou café. A
insônia causada por preocupação geralmente pode ser curada levantando-se,
comendo-se um biscoito ou tomando-se leite, e dessa forma voltando mais
confortável para a cama. Uma longa caminhada no nal da tarde é uma boa
maneira de relaxar.
As pessoas necessitam de menos tempo de sono conforme vão cando
mais velhas; portanto, não devem car preocupadas se acharem que estão
dormindo menos. Winston Churchill (ex-primeiro ministro inglês) é exemplo
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de um homem que dizem ter dormido pouco, mas apesar disso realizou coisas
importantes e chegou a uma idade avançada. Se a a ição ou a an siedade
estão fazendo com que as horas de insônia sejam um tormento, procure um
médico, que poderá tratar a causa fundamental ou receitar um calmante
suave, que não o torne dependente. Os aposentados geralmente gostam
de descansar uma ou duas horas depois do almoço e depois cam acordados
até mais tarde. Em certos casos, a preocupação com uma insônia pode ter
conseqüências mais sérias que a própria doença! (V. Insônia.)
Exercícios Físicos
Qualquer máquina criada para um determinado propósito requer
uso regular para se manter em bom funcionamento. O corpo humano é
semelhante; mas infelizmente, hoje em dia, as pessoas cada vez mais
usam menos o corpo. Uma condução as leva para o trabalho de manhã;
elas sentam-se curvadas numa cadeira o dia todo, voltam para casa de
carro ou ônibus e cam largadas numa poltrona em frente da televisão até
a hora de dormir. É alguma novidade o fato de que, sob essas condições, o
corpo que enfermo e se torne vítima dos milhões de micróbios que estão
esperando para atingi-lo? A energia vinda dos alimentos não é aproveitada,
e, em vez de serem queimados, muitos dos alimentos são armazenados,
sobrecarregando o organismo de quantidades crescentes de gordura. Ele
ca preguiçoso, de forma a estabelecer um ciclo vicioso. Quanto menos
exercícios, menor a tendência de praticar algum, e mais ácido e fora
de forma ca o corpo.
Todas as pessoas devem procurar fazer algum tipo de exercício físico
pelo menos uma vez por dia. Aqueles que trabalham na cidade devem re-
servar um tempo extra em seu trajeto e caminhar pelo menos uma parte do
caminho na ida e volta do trabalho. Deve-se aproveitar os ns de semana e
feriados para entregar-se a um hobby ao ar livre, como natação, ou outros
jogos adequados, ou uma caminhada vigorosa. O cooper pode ajudar, porém
com orientação de seu médico.
Caminhe como um soldado: cabeça erguida, queixo e barriga enco-
lhidos. O quadril, segundo o Dr. Bill Tucker — uma autoridade mundial
em osteoartrite —, deve ser mantido numa posição de nádegas à prova de
beliscões. Os joelhos devem car levemente exionados, pois assim você
usa os músculos e não os ligamentos. Tente de vez em quando lembrar-se
desses pontos favoráveis à saúde. Uma série de exercícios deve durar alguns
minutos só para começar, e ser repetida em intervalos de cinco minutos, em
períodos de meia hora. Escolha algo que lhe agrade, e assim a sua paciência
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em relação ao esforço envolvido vai logo aumentar.
Ar Fresco
As mesmas circunstâncias que resultam no fato de se fazer pouco
exercício tendem a limitar o uso do ar fresco. O ar pode estar inadequado
para o organismo por várias razões. Ele pode conter impurezas prejudiciais;
apesar das manifestações contra a poluição, o ar nas cidades ainda contém
substâncias tóxicas, como o anidrido sulfuroso e o chumbo (da gasolina). O
ar pode estar úmido demais, o que indica que está carregando muito vapor
d’água, e isso interfere no trabalho normal das glândulas sudoríparas. Ele
pode conter pouco oxigênio; normalmente, o organismo consome o oxigênio
do ar e libera um outro gás, chamado gás carbônico. Quando muitas pessoas
estão num espaço limitado, o oxigênio tende a ser reduzido e o gás carbônico
a aumentar.
O outro perigo que resulta da super lotação e pouca ventilação é a pro-
pagação de micróbios. Estes estão sempre presentes, mas o número é muito
maior quando as pessoas estão aglomeradas e, assim, há o risco da propagação
de doenças contagiosas. Quase todo mundo sabe como um resfriado, trazido
por uma pessoa a um escritório, se espalha até que quase todos os ocupantes
do local sejam atingidos.
O ar fresco é desejável sob vários aspectos. A maioria de nós não
pode escolher seu trabalho, mas podemos pelo menos olhar se as janelas
estão abertas no escritório e nos ônibus em que andamos, desde que sejam
evitadas as correntes de ar e as objeções das outras pessoas!
Não seja relapso, pois as correntes de ar podem fazer mal; porém, deve
haver uma ventilação su ciente para trocar o ar do ambiente várias vezes por
dia, sem que haja uma agitação excessiva. Com bebês e pessoas de mais de
65 anos, deve-se tomar cuidado para evitar que a temperatura do local não
baixe mais que 20
o
C - 21
o
C (68
o
F
- 70
o
F). Essas pessoas não conseguem
manter com facilidade a temperatura do corpo e correm o risco de uma hi-
potermia (um dano ao organismo causado por excesso de frio). Todavia, os
bebês necessitam do ar em circulação — nunca se deve enrolá-los de forma
apertada em muitas camadas de manta.
O Fumo
O fumo é um tipo de vício, dependendo do efeito sedativo da nicotina
no cérebro e no sistema nervoso. Não há dúvida de que o cigarro é nocivo e
prejudica os pulmões, o coração, as artérias, os olhos e o sistema digestivo.
Os pulmões são envolvidos pelo alcatrão, provocando falta de ar, bronquite e
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o pior de tudo — o câncer de pulmão. O fumo é também um fator importante
no desenvolvimento das doenças coronárias e da obstrução das artérias nas
pernas. As úlceras pépticas são mais comuns nos fumantes, e podem ocorrer
também graves de ciências de visão.
O cachimbo traz um risco menor, embora haja o perigo de câncer labial
e de língua. Os charutos são menos nocivos e, quando um fumante de cigarros
achar que não consegue (ou não irá) acabar totalmente com o vício, podem
ser uma boa alternativa. Usar uma marca de cigarro com menos alcatrão não
é uma forma de abandonar o vício. (V. Vício.)
Como Parar de Fumar
Desconheço alguma forma fácil para os ansiosos em deixar de fumar.
Trata-se de ter força de vontade. A primeira semana sem o tabaco pode ser
desagradável, mas acho que cortar aos poucos só prolonga a agonia. A solução
é parar de fumar e resistir à tentação de apenas um cigarro.
Algumas pessoas acham que chupar balas ou mascar chicletes ajudam
durante os primeiros estágios. Outras acham úteis as gomas de mascar de
nicotina. Depois de uma ou duas semanas, a vontade de fumar desaparece.
Essas tentativas de passar sem o tabaco podem ajudar, contanto que a pessoa
seja perseverante. Ao contrário de outros vícios, esse pode ser abandonado
sem um tratamento especial, porque você pode parar. Trabalhar num lugar
onde se estabelece a regra de não fumar é útil, assim como manter-se o mais
ocupado possível. Pesquisas feitas na Inglaterra indicam que os grupos de
renda alta e média têm deixado bastante o vício, mas parece que entre as
pessoas de renda mais baixa o vício aumenta à medida que sobe o seu padrão
de vida. O mais sensato a fazer é nunca começar a fumar, ou nunca tragar.
Se você precisa de algo para se acalmar, limite o fumo às ocasiões
sociais, ou siga uma regra de nunca fumar antes do café da tarde ou apenas à
noite ou apenas em festas. Em alguns lugares existem clínicas especializadas
que oferecem tratamentos contra o fumo.
Bebidas Alcoólicas
O uso do álcool é comum nas comunidades civilizadas. O álcool é
um tanto venenoso; por isso, quanto mais consumido, mais prejudicial
ele se torna. Se tomado em grandes quantidades e durante um período
prolongado, ele irá causar um dano insidioso e permanente ao cérebro
e ao fígado.
Os Intestinos
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A principal função dos intestinos é a de eliminar do organismo as
substâncias inaproveitadas. Estas são na maioria derivadas dos alimentos que
comemos e produtos residuais da digestão. Geralmente, grande quantidade
de bras de cereais e vegetais e uidos devem garantir que os intestinos
funcionem com e ciência. Os laxantes, que em muitos casos agem ativando
os intestinos, devem ser evitados o máximo possível. Qualquer mudança
persistente no hábito intestinal necessita de uma investigação médica.
É importante para a saúde que os intestinos funcionem normalmente, e é
comum — nas condições da civilização atual — que eles não funcionem
bem. (V. Prisão de ventre.)
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Muitos itens importantes para uma vida saudável estão sendo conside-
rados, mas é óbvio que isso não é tudo. O estresse é um importante fator de
doença no estilo de vida moderno. O organismo está sob um domínio muito
grande da mente e, se esta não estiver em bom estado, o funcionamento do
organismo pode ser abalado, resultando em algum dano à saúde. É inútil
advertir as pessoas para que não quem preocupadas. Todos nós temos
preocupações e, de fato, a vida é em grande parte cercada por elas. O perigo
existe não por considerarmos nossos problemas, mas por permitirmos que
eles nos afetem de forma negativa. Não deixe que suas preocupações o ator-
mentem, de forma que você as leve para a cama, as reexamine cada manhã e,
nalmente, chegue a um estado em que a vida parece não ter mais nenhuma
alegria. Mantenha suas preocupações sob controle, e você verá que até os
problemas graves quase sempre são resolvidos em tempo.
Se você percebe que está constantemente matutando sobre problemas,
prejudicando seu trabalho, seu sono ou sua vida familiar, pode ser que você
precise de ajuda por esse estado de ansiedade. Discutir os problemas com o
marido ou a esposa, ou com um amigo íntimo, às vezes ajuda a descobrir, ou
talvez diminuir a causa do estresse. Se isso não resolver, você deve procurar
ajuda de seu médico. (V. estado de Ansiedade.)
Uma outra consideração a ser feita é a atitude mental em relação à
saúde. O homem possui apenas um corpo que agüenta a sua vida toda e, se
descuidar dele até que não haja mais conserto, nada poderá substituí-lo. A
moral da história é óbvia: se você quer permanecer com saúde, não ignore os
avisos do organismo. Leve seu corpo ou a sua mente a um médico, para uma
consulta, tão rapidamente quanto você levaria seu carro a uma o cina.
É igualmente descabido ir ao extremo oposto e imaginar que cada dor-
zinha ou indisposição é um grande distúrbio. O organismo é um conjunto de
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mecanismos delicado e pode facilmente car abalado. Todos nós sofremos de
indisposições temporárias, de um ou de outro tipo, mas isso não tem grande
importância e passa logo. As condições em que devemos procurar ajuda são
muitas para serem enumeradas, mas devemos car atentos ao menor sinal
de alguma doença que persista ou se repita regularmente. Assim, uma
dor de cabeça casual atinge todos nós, mas não tem um signi cado especial;
contudo, se você acorda com uma dor de cabeça horrível todas as manhãs,
durante uma semana ou dez dias, sem que haja uma causa aparente, estaria
sendo negligente em não procurar um médico.
Os hipocondríacos são pessoas cujas doenças são em grande parte ima-
ginárias. Nos últimos anos, tem aumentado o número desses doentes, trazendo
sofrimentos a suas famílias, que em parte são in uenciadas pela crescente
informação médica transmitida pela mídia — onde geralmente se enfatiza
mais a catástrofe do que a esperança. No decorrer desta obra trataremos de
forma mais completa dessas doenças mentais e outros tópicos.
Não é difícil viver uma vida saudável. Cuidado com as excentricidades
e modas; utilize uma dose generosa de bom senso em sua vida diária; use
a moderação — até mesmo ao obedecer às regras —, pois nada é mais
prejudicial que o tédio e, quando estiver em dúvida, consulte um especialista
— seu médico.
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A
A
A, AN - Pre xo indicando “ausên-
cia”. Ex.: amenorréia (falta de
menstruação); anoxia (falta de
oxigênio).
AA - Abreviatura que os médicos
usam nas receitas e que signi ca
“partes iguais”.
ABASIA - Falta de coordenação no
andar.
ABDOME - Cavidade oval situada
entre o limite inferior do tórax e
a pelve. Fica protegido, anterior e
lateralmente, pelos músculos abdo-
minais e, posteriormente, pelas vér-
tebras e músculos da espinha dorsal.
Abriga o estômago, os intestinos
grosso e delgado, o fígado, a vesícu-
la biliar, o pâncreas, o baço, os rins
com as correspondentes glândulas
supra-renais, a aorta abdominal, va-
sos sangüíneos e nervos do sistema
vegetativo e simpático.
ABDOME AGUDO - Emergência
cirúrgica resultante de distúrbios
nas vísceras do abdome.
ABDOMINAL - Que se refere ou diz
respeito ao abdome.
ABDOMINO-HISTERECTOMIA
- Extir pação do útero através do
abdome.
ABDUÇÃO - Movimento de afas-
tamento de um membro ou de um
segmento do eixo do corpo.
ABDUTOR - Músculo que ao con-
trair-se afasta do eixo do corpo
alguma parte do organismo. Por
exemplo, o deltóide ao contrair-se
afasta do eixo do corpo o braço,
elevando-o.
ABERRAÇÃO - Desvio do normal.
Genética - Anomalia na situação ou
na conformação de um órgão ou no
exercício de suas funções.
ABERRAÇÕES CROMOSSÔMI-
CAS - Alteração na anatomia dos
cromossomos normais que geral-
mente afetam a função de um ou
alguns oncogenes.
ABERRANTE - Que se desvia do nor-
mal, do padrão comum. Ex.: artéria
aberrante, veia aberrante.
ABLAÇÃO - Separação por incisão
ou amputação cirúrgica de qualquer
parte do corpo, por exemplo um
órgão atingido por um tumor.
ABLEPSIA - Cegueira, perda ou falta
de visão.
ABLUÇÃO - Banho, lavagem. Ato
de lavar-se, banhar-se.
ABORTAMENTO - Expulsão do feto
antes de 180 dias de gestação. De-
pois desse prazo, chama-se “parto
prematuro”.
ABORTAR - Expulsar o feto por ele
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18
não ter condições de vitalidade; dar
à luz antes do tempo de gestação.
ABORTO - Este termo é usado
quando a gravidez é interrompida
antes da 28
a
semana. A partir daí é
considerado como parto prematuro.
Algumas mulheres, mesmo estando
grávidas, perdem um pouco de
sangue na época da menstruação
no primeiro mês de gravidez. Afora
isso, não deve haver nenhuma perda
de sangue durante a gravidez e, se
houver, signi ca que alguma coisa
está errada, e um aborto pode ocor-
rer. São necessárias providências
rápidas para não prejudicar o feto.
Às vezes, durante os três primei-
ros meses, em geral sem nenhum
motivo aparente, a gestante perde
um pouco de sangue. Ela pode até
mesmo ter alguma dor lombar in-
ferior e se queixar de indisposição.
Ela deve ser levada para a cama
ime diatamente e car aquecida, e
o médico deve ser chamado com
urgência. Ela pode ir ao banheiro
acompanhada, caso precise de
ajuda, e não deve trancar a porta.
Qualquer sangue ou tecido expelido
deve ser guardado para o médico
examinar (um urinol ou penico de
criança é valioso para esse m).
Os tampões internos devem ser
evitados por causa do risco de in-
fecção. Nesse momento, é melhor
um absorvente higiênico normal.
Geralmente, o sangra mento se in-
terrompe bem rápido e, depois de
descansar alguns dias em casa, a
gestante terá condições de retomar
suas atividades normais. Depois de
um ameaço de aborto, ou depois
de vários abortos repetidamente, é
aconselhável evitar relações sexuais
durante os três primeiros meses de
gravidez.
Se a perda de sangue continuar por
muitos dias, ou se houver contra-
ções, pro vavelmente o aborto será
inevitável. Seu médico lhe dará mais
informações e providenciará uma
internação se achar necessário.
No hospital, depois de um aborto,
faz-se uma limpeza delicada do
útero, retirando-se todo o tecido
restante, para que a perda de sangue
seja mínima. Adverte-se sempre
à mulher que evite a gravidez por
dois ou três meses, mas isso varia,
e em um mês muitas mulheres
já têm condições para uma nova
gravidez.
Em alguns países, o aborto provoca-
do é permitido em certas circunstân-
cias. No Brasil, é permitido somente
em dois casos: se houver risco de
vida para a mãe e se a gravidez for
resultado de um estupro. A cirurgia
deve ser feita em uma clínica ou
hospital autorizados.
Em outros países, como a Inglaterra,
ele é permitido também se houver
um risco real de que a criança irá
nascer com uma séria deformidade
ou anomalia. Uma causa importante
dessa anormalidade é a ocorrência
da rubéola (Sarampo Alemão) na
mãe, durante os três primeiros
ABO ABO
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19
meses de gravidez.
O aborto pode ser espontâneo ou
provocado. É espontâneo quando é
resultado de uma anormalidade no
crescimento do feto ou interfe rência
externa involuntária. E provocado
se resultar da prática deliberada.
Ocorre quando há desligamento
dos tecidos que unem o embrião à
parte interna, o que é geralmente
entre a 7
a
e 12
a
semana de gestação,
porque nesse período o embrião
ainda não está totalmente aderido
ao útero e muda com freqüência a
estrutura e circulação. 10% a 18%
dos em briões são expulsos por
essa causa.
O abortamento espontâneo não
decorre, em geral, de exercícios
excessivos ou de acidente (queda),
por doença infecciosa ou distúrbio
glandular. Causas de abor tamento:
intoxicação por chumbo, mercúrio
ou zinco; falta de vitamina, espe-
cialmente E e K; exposição ex-
cessiva aos raios X ou radiação do
elemento rádio. E, ainda, anomalias
da constituição no desenvolvimento
do útero, in amação de seus tecidos
de revestimento; a sí lis, quando a
gestação, em geral, é interrompida
no 5
o
mês.
ABRASÃO - Lesão super cial exter-
na da pele, por atrito ou raspagem,
terapêutica ou acidental, deixando
expostas as camadas internas. Essas
esfoladuras são comuns, princi-
palmente nas crianças, e não são
graves. Pode sangrar ligeiramente;
essa secreção sanguinolenta ao se-
car forma uma crosta. O principal
perigo é a infecção. Minúsculos
organismos vivos (micróbios)
podem penetrar nos tecidos, onde
produzem inflamação e pus, ou
supuração. As escoriações devem
ser limpadas com água fervida,
fresca, à qual se adiciona algum
anti-séptico. Quando não se tem
água limpa disponível, a saliva
- que possui algumas propriedades
antimi cro bianas - é útil, embora seja
uma alternativa rude. No caso de
uma escoriação pequena, é melhor
deixá-la descoberta para cicatrizar.
Se for grande, deve ser coberta
com um curativo não adesivo. Se
criar pus, apesar desse tratamento,
consulte o médico, pois podem ser
necessários antibióticos. Odonto-
logia - Desgaste das superfícies
dentárias ou de revestimento do
esmalte e dentina.
ABRUPÇÃO - Separação, ruptura
ou desligamento. Assim, entende-se
por abrup ção de placenta (abruptio
placentae) o desprendimento pre-
maturo da placenta.
ABSCESSO - Acúmulo de pus.
Quando as bactérias entram no
organismo, há uma luta entre elas
e as defesas do organismo, e, geral-
mente, se forma o pus. O abscesso
contém micróbios mortos, células
san güíneas mortas e fluido que
emana da região afetada.
Muitos dos abscessos localizam-se
perto da superfície, por causa das
ABR ABS
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bactérias que invadem a pele, e são
geralmente chamados de “furúncu-
los” ou “carbúnculos”. Às vezes, os
abscessos formam-se internamente
depois de várias doenças, como,
por exemplo, no pulmão, depois
de uma pneumonia. (V. Furúnculo
e Car bún culo.)
ABSCESSO FRIO - Abscesso de
evolução lenta, sem febre, sem ver-
melhidão, com pouca ou nenhuma
dor. Localiza-se geralmente num
gân glio ou numa articulação. Pode
estar também relacionado ao mal de
Hansen e à Aids.
ABSCESSO PERIAMIDALIANO
- Pode desenvolver-se em tecidos
próximos das amídalas. Implica-
ção grave de amidalite, que requer
tratamento cirúrgico.
ABSCESSO PULMONAR - Área
localizada de infecção e necrose do
parênquima pulmonar.
ABSORÇÃO - Penetração de líquido
ou de outras substâncias pela pele
ou pelas mucosas. Faculdade da
pele, das membranas serosas e mu-
cosas de se deixarem atravessar por
gases, líquidos e substâncias nutri-
tivas. Pele e membranas absorvem
medicamentos aplicados em sua
superfície. O mesmo faz o aparelho
digestivo com alimentos digeridos.
No intestino grosso ocorre a absor-
ção de líquidos e no delgado, a de
materiais sólidos. Assim, hidratos
de carbono, gorduras e proteínas
são absorvidos, incorporados ao
sangue e distribuídos por todo o
corpo.
ABSORVENTE - Que absorve os
líquidos por sucção. Ex.: algodão
absorvente, gaze absorvente.
ABSTÊMIO - Abstinente, que se
abstém (geralmente de bebidas
alcoólicas).
ABSTINÊNCIA - Contenção, ato de
abster-se.
ABULIA - Incapacidade de tomar
decisões, diminuição da força de
vontade. É próprio de doenças men-
tais, como a esquizofrenia.
ACALMIA - Período de calma no
decurso de uma infecção ou de uma
doença aguda.
ACANTOSE - Espessamento da
epiderme.
ACAPNÉIA - Diminuição de gás
carbônico no sangue.
ACARDIA - Ausência congênita de
coração. É monstruosidade incom-
patível com a vida.
ACARÍASE - Sarna, escabiose.
ÁCARO - Gênero de parasita a que
pertence o causador da sarna.
ACATALEPSIA - Incerteza, falta de
compreensão.
ACÉFALO - Sem crânio (encéfalo).
ACESSOS - V. Convulsão e Epi-
lepsia.
ACETÁBULO - Cavidade cotilóide
do osso ilíaco onde se articula a
cabeça do fêmur.
ACETATO DE ALUMÍNIO - Ads trin-
gente, usado em geral na concen-
ABS ACE
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tração de 5% na solução de Burow
em compressas úmidas destinadas
ao tratamento de afecções da pele,
furúnculos e erisipela. Proporciona
também alívio na fase inicial do eri-
tema solar, lesão da pele que pode
chegar a queimaduras graves, por
causa de raios ultra violetas do Sol
ou de uma lâmpada de quartzo.
ACETESTE - Nome comercial de um
pequeno aparelho, com o qual os
diabéticos podem comprovar, por si
mesmos, a presença de acetona na
urina. A presença dessa substância
na urina indica acidose.
ACETICOLINA - Derivado da co lina,
podendo ser produzida endogena-
mente em certas reações antíge-
no-anticorpo. É responsável pela
transmissão dos impulsos da bra
pré-ganglionar, estimulando os
neurônios pós-ganglionares; age
também diretamente sobre as célu-
las da musculatura lisa; participa na
transmissão dos impulsos na placa
motora terminal.
ACETONA - Solvente incolor e
volátil. Forma-se no organismo,
no diabetes e em outros distúrbios
do metabolismo. Líquido incolor
e volátil, presente em pequenas
quantidades no sangue e na urina.
Como qualquer aumento de sua pre-
sença no sangue é perigoso para os
diabéticos, é preciso realizar nesses
doentes exames regulares para sua
detecção, da mesma maneira que
para detectar o açúcar.
ACIANOBLEPSIA - Cegueira para
a cor azul.
ACIDEMIA - Aumento de acidez do
sangue com baixa do pH.
ACIDENTES - Ocorrências traumá-
ticas ou provocadas por doença,
as primeiras constituindo grave
problema social em nações de-
senvolvidas. Exemplos: quedas na
banheira; frascos mal rotulados;
remédios manipulados por crianças;
assoa lhos excessivamente encera-
dos; tapetes soltos ou enrugados;
queimaduras; fios e dispositivos
elétricos avariados; automobilísti-
cos; escapamento de gás. Caseiros:
são muito freqüentes as quedas,
das quais resultam fratura de osso,
hemorragia ou contusão. Corpos
estranhos: são objetos que aciden-
talmente penetram por qualquer
orifício do corpo humano, os quais
devem ser extraídos rapidamente.
Exemplos: criança que engole um
pequeno objeto; corpo estranho ou
um inseto que se aloja no ouvido,
pedaço de vidro ou al nete que a
criança engole. Feridas: implica
em ruptura da pele. Para tratá-la, o
encarregado do socorro deve lavar
bem as mãos com água e sabão e,
se possível, com álcool; a gaze ou
o pano para ban da gem deve estar
esterilizado. Queimaduras: entre as
causas estão a água fervente, ferros
quentes, eletricidade, a chama de
fósforo, vela ou fogão. Se a quei-
madura atingir mais da metade da
superfície corpó rea, é considerada
ACE ACI
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mortal. Elétricos: há duas causas
principais, o contato eventual com
uma corrente elétrica e o raio. Deve-
se afastar o acidentado da origem da
corrente elétrica e cortar o o con-
dutor; quem prestar socorro deve
manejar a vítima cuidadosamente
com o auxílio de material isolante,
para proteger-se do choque que
pode receber através do corpo do
acidentado.
ACIDENTE DO TRABALHO - Even -
to ocorrido durante o exercício
laboral (ou em algumas situações
específicas, fora dele), do qual
resultam danos para a saúde do
trabalhador.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
- Episódio agudo de distúrbio
neurológico secundário a doença
dos vasos cerebrais; pode ser hemor-
rágico ou isquêmico. Ocorre por
ruptura ou bloqueio de uma artéria
no cérebro; mais freqüente em
pessoas cujas artérias estão com-
prometidas pela idade ou pressão
arterial elevada. Nas pessoas jovens
é devido em geral à obstrução de
um vaso cerebral por um coágulo
procedente de outra parte do corpo.
Pode apresentar-se de várias ma-
neiras: nas pessoas idosas, durante
o sono noturno regular, sem causa
externa aparente; ou associado a
uma crise emocional, um esforço
intenso repentino ou uma tensão
aguda. Uma conseqüência típica
é a paralisia parcial, independente
da causa.
ACIDIMETRIA - Mensuração do
grau de acidez.
ÁCIDO - Composto contendo hi-
drogênio e que forma sais com a
substituição deste por um metal.
Os ácidos tornam vermelho o papel
azul de tornassol. Alguns são pro-
duzidos naturalmente no corpo, que
os elimina pelo sistema excretor.
Entre os ácidos minerais estão o
clorídrico, o nítrico e o sulfúrico;
entre os orgânicos, os ácidos cítrico,
láctico e úrico.
ÁCIDO ACÉTICO - Líquido incolor
que constitui a base ácida do vina-
gre. Ácido acético glacial ou ácido
anidro puro: usados como cáustico
para eliminar verrugas. Em con-
centrações fracas o ácido acé tico é
empregado para extirpar as lêndeas
(piolho-da-cabeça).
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO - No-
me que se dá à aspirina. Empregado
contra febres e dores diversas. Não
deve ser usado em pessoas com
dengue, porque pode causar graves
complicações.
ÁCIDO ASCÓRBICO - Vitamina
C. Composto orgânico presente em
sucos e frutas cítricas, nas couves,
brócolos, tomates e morangos.
Essencial para o desenvolvimento
dos dentes, ossos e das paredes dos
vasos capilares. Combate infecções
e sua ausência produz escorbuto.
ÁCIDO AZÓTICO - Ácido nítrico,
água forte.
ÁCIDO BARBITÚRICO - Maloni-
ACI ÁCI
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luréia. Composto do qual derivam
centenas de sedativos e hipnóti-
cos.
ÁCIDO BÁSICO (EQUILÍBRIO)
- Proporção de ácidos e bases
no metabolismo necessária para
conservar o sangue neutro ou
ligeiramente alcalino, num pH de
7,35 a 7,43.
ÁCIDO BÓRICO - Substância que
se apresenta em forma de escamas
ou cristais incolores, ou pó branco e
cristalino dissolvido em água. Usa-
se como anti-séptico. Exemplo:
usado em pequenas quantidades
externamente, misturado após seda-
tivos, por sua propriedade de deter
a proliferação dos vermes.
ÁCIDO BUTÍRICO - Produto de
fermentação das substâncias gra-
xas, como manteiga, banha, suor,
fezes, etc.
ÁCIDO CIANÍDRICO - Ácido prús-
sico, veneno potente.
ÁCIDO CÍTRICO - Não tem valor
vitamí nico e não pode substituir
os frutos cítricos. (V. Ácido as-
córbico.)
ÁCIDO CLORÍDRICO - (V. Ácido
mu riático.)
ÁCIDO DIACÉTICO - Ácido aceto-
acético que aparece na urina em
certos casos de diabetes.
ÁCIDO FÊNICO - Fenol, ácido
carbólico.
ÁCIDO FÓLICO - Componen-
te do complexo vitamínico B,
com poderosa ação antianêmica.
Essencial para todas as células,
colabora na síntese dos ácidos
nucléicos, colina e em todas as
enzimas in dispensáveis para multi-
plicação celular. Ele regula também
o de senvolvimento das células
neuro lógicas do feto; seu uso tem
mostrado redução da incidência de
lesões no tubo neural. É indispen-
sável para a maturação do glóbulo
vermelho associado à vitamina
B12, assim como na construção dos
aminoácidos.
ÁCIDO INORGÂNICO - Ácido
que não contém carbono em sua
mo lécula.
ÁCIDO MÁLICO - Ácido que existe
na maçã e em outros frutos quando
verdes.
ÁCIDO MURIÁTICO - (V. Ácido
clorídrico.)
ÁCIDO NICOTÍNICO - Também
chamado “vitamina PP” (preven-
tivo da Pelagra); é um componente
do complexo B, e sua falta produz
a doença Pelagra.
ÁCIDO ORGÂNICO - Ácido cuja
molécula contém um grupo carbo-
xila COOH.
ÁCIDO PÍCRICO - Outrora usado
nas queimaduras; também conhe-
cido por ácido amargo, amarelo
amargo de Welter.
ÁCIDO RESISTENTE - Diz-se de
bactérias que não descoram pelos
ácidos, como os bacilos da tuber-
ÁCI ACI
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culose, da lepra e outros.
ÁCIDO TÂNICO - O mesmo que
tanino.
ÁCIDO ÚRICO - Produto do meta-
bolismo das proteínas. Encontrado
na urina humana e animal. Seu
aumento provoca a uricemia ou
gota.
ACIDÓFILO - Que retém os corantes
ácidos.
ÁCIDOS GRAXOS - Ácidos que
combinam com gliceróleos, for-
mando sabões. Ex.: ácido oléico,
ácido esteárico, etc.
ACIDOSE - Este termo tem um
signi cado médico exato quando
aplicado às condições em que au-
menta a quantidade de ácido no or-
ganismo, principalmente no sangue.
Fre qüentemente, este termo é usado
pelos leigos, num sentido mais
amplo, para abranger condições de
uma indisposição de estômago ou o
vômito das crianças. Nesse sentido,
essas condições podem ser causadas
por um exagero na alimentação ou
bebida, e o melhor remédio é dar
um descanso ao estômago. Um
antiácido e alimentos leves no de-
correr do dia ge ralmente melhoram
os sintomas. (V. Diabetes.)
ACIDULAR - Tornar ligeiramente
ácido.
ACÍDULO - Ligeiramente ácido.
ACINESIA - Impossibilidade de
movimentos voluntários; paralisia.
(V. Músculo.)
ÁCINO - Pequenina formação de
células em forma de cacho.
ACLORIDRIA - Ausência de ácido
clorídrico livre no suco gástrico.
ACNE - Trata-se de um processo de
in amação crônica das glândulas
sebáceas da pele, com erupção
super cial provocada por superati-
vidade, e bloqueio das pequenas
glândulas e folículos pilosos si-
tuados abaixo da superfície da pele;
compõe-se de pequenas pústulas.
Em torno da acne pode haver in-
amação e o pus pode escapar da
pele ou formar pequenos abscessos.
As zonas mais afetadas são testa,
nariz, bochechas, queixo, podendo
es tender-se também ao ombro,
peito e costas. Ocorre na época
da pu berdade, entre 12 e 20 anos,
mais freqüente nos rapazes. Não
é uma doença contagiosa, não se
estende além da pele e pode ser
tratada com higiene pessoal e ali-
mentação ade quada, mas existem
outros tratamentos alternativos e
mais rápidos. Em alguns casos a
acne pode ser resultante de um foco
de infecção dentária, da sinusite e
da in amação das amí dalas ou de
qualquer transtorno menstrual ou
glandular.
ACNE PAPULOSA - Acne associada
à formação de pápulas.
ACNE ROSÁCEA - Afecção seme-
lhante à acne comum. Caracteriza-
se pela vermelhidão do rosto, espe-
cialmente em torno do nariz, e pode
estender-se também à testa e ao
ÁCI ACO
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pescoço. Aparecem pequenos vasos
dilatados nas zonas eritematosas e
formam-se abscessos diminutos,
mais super ciais do que os da acne,
e não deixam marcas.
ACNE VULGAR - Acne comum.
ACOLIA - Ausência de bílis no
in testino, resultando cor esbran-
quiçada das fezes.
ACOLÚRIA - Ausência de pigmento
biliar na urina.
ACOMODAÇÃO - Propriedade que
tem o globo ocular de acomodar-se
às várias distâncias.
ACONDROPLASIA - V. Nanismo.
ACRE - V. Ácido.
ACRO - Pre xo que indica extre-
midade.
ACROASFIXIA - As xia das extre-
midades.
ACROCEFALIA - Cabeça de forma
cônica.
ACRODINIA - Dor nas extremidades
inferiores dos membros. Enfermi-
dade que ocorre geralmente entre
os 4 meses e os 3 anos de idade.
Sintomas: edema doloroso das
mãos e pés, dores musculares que
di cultam o movimento, perda de
energia com lentidão física e men-
tal. Não é conta giosa e atribui-se a
uma dieta de ciente.
ACROMEGALIA - Doença com de-
senvolvimento exagerado das mãos
e dos pés, rosto e extremidades.
Liga-se a distúrbios da hipó se. (V.
Gigantismo.)
ACROMIA - Falta de pigmentação.
ACTÍNICO - Relativo à ação química
das radiações.
ACTINOMICETO - Bactéria que
causa a actinomicose no gado bo-
vino e no homem.
ACTINOMICOSE - Infecção produ-
zida pela bactéria actinomiceto, da
família dos actinomices.
ACTINOTERAPIA - Emprego, em
Medicina, das radiações luminosas
ultravioletas, infravermelhas, etc.
AÇÚCAR COMUM - V. Sacarose.
AÇÚCAR DE AMIDO - V. Gli-
cose.
AÇÚCAR DE CARVÃO DE PEDRA
- V. Sacarina.
AÇÚCAR DE FRUTA - V. Levu-
lose.
AÇÚCAR DE LEITE - V. Lactose.
AÇÚCAR DE MEL - V. Glicose.
AÇÚCAR MINERAL - V. Sacarina.
AÇÚCAR NO SANGUE - Determi-
nada porcentagem de glicose no
sangue. Normalmente é de 80 a 120
mg por 100 ml. Passando disso é
hiperglicemia.
ACUPUNTURA - Arte medicinal
antiga dos chineses de inserir
pequenas agulhas em pontos espe-
cos do corpo, de acordo com os
sintomas e pulsação do paciente.
É freqüentemente usada como anes-
tesia para aliviar alguma dor e, em
ACO ACU
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certos locais, parece ser mais e cien-
te no tratamento de dores crônicas,
como a neuralgia e a dor lombar
inferior. Tem sido usada também no
tratamento da toxicomania.
Na China são realizadas cirurgias
importantes com o paciente cons-
ciente, usando-se a acupuntura
como anestésico. Laxantes e outros
remédios podem ser dados ao mes-
mo tempo.
Os médicos do Ocidente começam
a ter maior esclarecimento sobre os
efeitos da acupuntura, embora na
maioria das vezes pareça ser usada
para aliviar dores, é possível que ela
inter ra na passagem das sensações
de dor pelas várias juntas de nervos.
Muitos pensam que esse fato seja
causado pelo condicionamento psi-
cológico do paciente. A acupuntura
não vai deter nenhuma doença em
estado progressivo como o câncer,
e não deve ser considerada como
um tratamento alternativo em tais
doenças.
Os chineses negam a influência
psicológica e, entre outras coisas,
afirmam que as agulhas ajudam
a drenar as energias negativas do
corpo, para recuperar o equilíbrio
natural.
ADÃO (POMO DE) - Proeminência
da cartilagem tireóide da traquéia.
ADDISON (DOENÇA DE) - Doença
causada por insu ciência da porção
cortical das glândulas supra-renais,
acarretando modi cações importan-
tes no organismo, como perda de
sal, água e diminuição progressiva
do líquido circulante. O nome re-
corda o médico inglês que identi -
cou a afecção. Sintomas: manchas
bronzeadas na pele, manchas nas
mucosas, grande astenia, dores
lombares, pressão baixa, vômitos,
perda de peso, diminuição do uxo
de urina.
ADENITE - In amação dos gânglios
linfáticos, especialmente do pesco-
ço. Pode ser provocada por in ama-
ção da garganta, ou amidalite, assim
como uma infecção no braço ou na
mão pode afetar os gânglios linfá-
ticos da axila e da perna e produzir
adenite na virilha.
ADENOCARCINOMA - Adenoma
combinado com carcinoma.
ADENOFLEIMÃO - Adenite su-
purada.
ADENÓIDE - Massa de tecido
linfóide em forma de lóbulos, no
fundo das fossas nasais, no ponto
em que estas desembocam na gar-
ganta. Atuam como barreira contra
a invasão de germes.
ADENOIDECTOMIA - Extirpação
cirúrgica das adenóides.
ADENOIDIANA (FACIES) - Aspecto
especial da sionomia dos que so-
frem de vegetações adenóides: boca
entreaberta, olhar sem expressão,
aspecto de idiota.
ADENOIDITE - Infecção das ade-
nóides que se in amam, aumentam
de tamanho e obstruem a passagem
ADÃ ADE
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do ar das fossas nasais para a gar-
ganta. Pode também obstruir as
aberturas das trompas de Eustáquio
e di cultar a passagem de ar para os
ouvidos, que é a causa mais comum
de infecção do ouvido e da sinusite
nas crianças. Nas crianças provoca
sono agitado e micções noturnas
involuntárias.
ADENOMA - Tumor produzido no
tecido celular de uma glândula, que
reproduz a estrutura dela.
ADENOMA PLEOMÓRFICO -
Tumor benigno mais freqüente das
glândulas salivares.
ADENOPATIA - In amação crônica
das glândulas linfáticas.
ADERÊNCIA - Nome dado à ade-
são de órgãos adjacentes ou de
superfícies que são normalmente
sepa radas.
ADESIVO - Medicamento que adere
bem. O esparadrapo é o adesivo
mais conhecido.
ADIANOCINESIA - Impossibilidade
de fazer movimentos rápidos alter-
nados. Ex.: com dois dedos, girando
um sobre o outro.
ADINAMIA - Grande fraqueza
muscular.
ADIPOSE - Acumulação excessiva
de gordura no organismo, em geral
localizada.
ADIPOSIDADE - V. Adipose.
ADJUVANTE - Ingrediente secun-
dário numa preparação farma-
cêutica.
ADOÇANTE - Substância não nutri-
tiva utilizada em pequenas quanti-
dades para conferir sabor doce aos
alimentos. Chamado também de
edulcorante, classi cado ou divi-
dido em arti cial e natural.
ADOLESCÊNCIA - Período da
vida humana que ocorre entre o
nal da infância e a chegada ao
pleno desenvolvimento físico.
Com modi cações glandulares e o
amadurecimento dos órgãos sexu-
ais, a puberdade se dá aos 12 anos
nas meninas e aos 14 nos meninos:
menstruação, aparecimento dos
seios, arredon damento do corpo
nas meninas; pilosidade facial,
alteração na laringe, nos meninos;
transformações ligadas ao desen-
volvimento emo cional e mental.
Algumas mani festações normais na
conduta do ado lescente: sublimação
do herói, paixões súbitas e vivo
desejo de independência.
ADRENAL - V. Supra-renal.
ADRENALECTOMIA - Extirpação
de uma ou de ambas as glândulas
supra-renais.
ADRENALINA - Hormônio pro-
duzido pela porção medular das
glândulas supra-renais, isolado em
1901 pelo cientista japonês Jokicoi
Takamine. (V. Epinefrina.) Estimu-
la a ação cardíaca, eleva a pressão
sangüínea e tem ação relaxadora
dos músculos ligados aos brôn-
quios, auxiliando no tratamento de
ADE ADU
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crises asmáticas graves.
ADRENOCORTICOTRÓFICO -
Hormô nio ACTH do córtex supra-
renal.
ADSORÇÃO - Aderência de uma
substância à superfície de outra.
ADUÇÃO - Mover para o centro ou
para a linha mediana.
ADUTOR - Músculo que movimenta
uma parte do corpo em direção ao
eixo do próprio corpo.
AEDES AEGYPTI - Mosquito trans-
missor da febre amarela e da den-
gue. (V. Dengue.)
AERAÇÃO - Mudança do sangue
venoso em arterial no interior dos
pulmões.
AERÓBIO - Microorganismo que
tem necessidade de ar para viver.
AEROCOLIA - Acúmulo de gases no
interior dos intestinos.
AEROCOLPOS - Distensão da va-
gina pelo ar.
AEROFAGIA - Deglutição voluntária
ou não de ar em quantidade acima
do normal e que se acumula no es-
tômago. Mais comum em crianças
ou em pessoas histéricas.
AEROGASTRIA - Presença de ar no
estômago.
AEROTITE MÉDIA - Afecção dolo-
rosa provocada por in amação do
ouvido médio, que afeta pessoas
em razão de mudança de altitude.
Sinto mas: congestão e in amação,
às quais podem seguir-se perturba-
ções temporárias ou permanentes
de audição.
AFACIA - Ausência do cristalino.
AFAGIA - Impossibilidade de de-
glutir.
AFAQUIA - Ausência de cristalino.
AFASIA - Impossibilidade de falar.
Afeção orgânica causada por lesão
no córtex cerebral. Produz a perda
ou a diminuição da faculdade
de usar palavras para expressar
idéias.
AFEBRIL - Sem febre, apirético.
AFECÇÃO - Conjunto de fenôme-
nos que dependem de uma mesma
lesão.
AFERENTE - Que conduz para um
centro.
AFINIDADE - O mesmo que
atração.
AFLUXO - Vinda para determinado
lugar.
AFOGAMENTO - O afogamento
ocorre quando não chega oxigênio
su ciente nos pulmões devido à
submersão. As xia provocada den-
tro da água ou outro líquido. Sem
que haja um fornecimento contínuo
de ar, os tecidos do corpo morrem
rapidamente. No afogamento, por-
tanto, é vital recobrar a respiração
normal, se houver a mínima chance
de recuperação. (V. Respiração
arti cial.)
AFONIA - Perda total da voz.
AFRODISIA - Exagero mórbido do
AER AGA
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apetite sexual.
AFRODISÍACO - Preparado ou agen-
te estimulador do apetite sexual.
Toda droga que anule as inibições
pode atuar como afrodisíaco.
AFTA - Úlcera super cial da mu-
cosa.
AFUSÃO - Aspersão. Jato de água
sobre o corpo para abaixar a tem-
peratura.
AGALACTIA - Ausência de secreção
de leite das glândulas mamárias
maternas após o parto.
AGALACTORRÉIA - Supressão da
secreção de leite.
AGAMAGLOBULINEMIA - Síndro-
me que se caracteriza pela redução
ou au sência de síntese de imuno-
globulinas; em geral, manifesta-se
por infecções re petidas.
ÁGAR - Alga malaia que a Medi-
cina usa como laxante, graças à
sua propriedade de aumentar o
volume dos materiais de excreção
no i ntestino.
ÁGAR-ÁGAR - Gelose, polissaca-
rídeo usado em Microbiologia
como meio de cultura, com acrés-
cimo ou não de nutrientes.
AGENESIA - Ausência de desenvol-
vimento de um órgão.
AGLUTINAÇÃO - Atividade que
leva determinadas células, como
bactérias ou glóbulos sangüíneos,
em suspensão, a aglomerar-se
ou a aglutinar-se quando se trata
essa suspensão com soro imune.
Esta propriedade é básica para
alguns testes biológicos ou provas
labora toriais para o diagnóstico de
algumas doenças.
AGLUTININA - Substância encon-
trada em certos soros e que tem a
propriedade de aglutinar micróbios
ou hemácias.
AGNOSIA - Ausência da faculdade
de percepção ou reconhecimento
em um ou mais de um dos sentidos
corporais.
AGONIA - Período que precede a
morte.
AGORAFOBIA - Sensação mórbida
de grande angústia quando se está
em espaços abertos. Diz-se também
do medo patológico de abrir apo-
sentos fechados. Opõe-se a claus-
trofobia (V. Claustrofobia.)
AGRAFE DE MICHEL - Pequeno
grampo metálico usado nas suturas
da pele.
AGRAFIA - Impossibilidade de
traduzir os pensamentos por meio
da gra a.
AGRANULOCITOSE - Ausência de
leucó ci tos granulosos polimorfo-
nucleares (glóbulos brancos) no
sangue. Aumentam os linfócitos.
Coexiste geralmente com lesões
ulceradas na garganta (angina
agranulocítica).
AGRIPINO (PARTO) - Parto com
apresentação de nádegas.
ÁGUA - Essencial para a vida, está
presente na maior parte dos ali-
AGA ÁGU
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mentos e serve para o transporte de
elementos nutritivos até as células.
Composto químico de hidrogênio
e oxigênio (H
2
O), representa dois
terços do corpo humano e cerca de
75% do proto plasma, que envolve
o núcleo da célula. Eliminada
como resíduo pelo sistema urinário,
glândulas sudorí paras, pulmões
e intestinos. Pode ser veículo de
bacté rias patogênicas: febre tifóide,
cólera e disenteria.
ÁGUA DESTILADA - Hidrolato
simples.
ÁGUA DE JAVEL - Solução de hipo-
clorito de potássio.
ÁGUA DE LABARRAQUE - Solução
de hipoclorito de sódio.
ÁGUA FORTE - (V. Ácido azótico.)
ÁGUA LAXATIVA VIENENSE - In-
fuso de sene tartarizado.
ÁGUA OXIGENADA - Peróxido de
hi drogênio.
ÁGUA VEGETOMINERAL - Solu-
ção de acetato de chumbo e álcool
vulnerário.
AGUARDENTE ALEMÃ - Tintura de
jalapa composta.
AGUARRÁS - Essência de tere-
bintina.
AGULHA DE REVERDIN - Agulha
para sutura.
AIDS (Síndrome de defi ciência imu-
no lógica) - Atualmente é a mais
séria doença sexualmente transmis-
sível. Os primeiros casos reconhe-
cidos foram relatados em 1981, nos
Estados Unidos, em homossexuais.
Ela é causada por um vírus (HIV),
o qual foi isolado em 1983. O vírus
se propaga principalmente por meio
de relação sexual (vaginal e anal) e
de sangue contaminado. Enquanto
que no Oeste tem sido propagada
quase que exclusivamente entre
homossexuais e viciados em dro-
gas que compartilham agulhas, na
África ela é transmitida entre hete-
rossexuais. Muitos homossexuais
mudaram seus hábitos sexuais, mas,
infelizmente, os heterossexuais
estão entrando cada vez mais nas
estatísticas da doença.
Estudo da Unifesp - Universidade
Federal de São Paulo provou, pela
primeira vez, que uma pessoa pode
ser contaminada pelo HIV se for
mordida por um portador do vírus.
O estudo, analisado em tese de
mestrado em 1999, envolve duas
pessoas da mesma família. Du-
rante uma convulsão e sem saber
que tinha Aids, o lho de 31 anos,
vítima de toxicoplasmose, doença
oportunista que se manifesta em
20% dos doentes, mordeu a mão da
mãe, 27 dias depois ela apresentou
a primeira manifestação de Aids.
A contaminação pode ter ocorrido
pela mistura do sangue do lho, que
tinha feridas na boca, com o da mãe,
cujo ferimento sangrou muito.
Depois da infecção com o vírus
HIV, este permanece inativo e só
depois de alguns anos é que a Aids
ÁGU AID
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31
se desenvolve realmente. Ela pode
se manifestar com uma grande
variedade de sintomas, que vão de
uma simples perda de peso e diar-
réia até um câncer de pele ou uma
forte infecção no peito.
No nal de 1988 foram registrados
mais de 130.000 casos de Aids em
142 países. A OMS estima que pelo
menos 5 milhões de pessoas estejam
infectadas com o HIV atualmente. No
Reino Unido, até dezembro de 1988,
foi registrado um total de 1.982 casos
de Aids, com 1.059 mortes.
Ainda não há cura, apenas um
processo de prolongamento da
vida do aidético, com vários labo-
ratórios produzindo remédios que
diminuem a progressão da doença.
Mas, com o uso indiscriminado de
drogas antiaids (coquetéis), os cien-
tistas advertem que o HIV está-se
tornando mais resistente a qualquer
tratamento. A cidade de Genebra, na
Suíça, é a sede do primeiro Fundo
Global de Luta Contra a Aids,
Malária e Tuberculose, com ação
independente da OMS e dispõe de
recursos da ordem de 700 milhões
de dólares.
Formas de transmissão do vírus:
sangüí nea (transfusão, uso de dro-
gas injetáveis); sexual (esperma e
secreção vaginal), e de mãe para
lho (dentro do útero, na hora do
parto e no aleitamento). Há uma
forma acidental de contágio: a do
pro ssional de saúde infectado pelo
sangue ou secreções de um pacien-
te. O vírus também está presente,
segundo o médico Amato Neto,
professor emérito da Faculdade de
Medicina da Universidade de São
Paulo, na lágrima, na saliva, na
urina, no suor e no líquido céfalo-
raquidiano (da espinha) mas são
quantidades pequenas e morrem
muito depressa ao sair do corpo.
Uma vez instalado no corpo, o HIV
se integra ao DNA da célula con-
duzido pela enzima trans criptase
reversa. Outra enzima, a integrase,
faz com que o vírus penetre no
núcleo da célula. No vírus está
presente o material genético RNA
que se transforma em DNA e mata
a capacidade de defesa da célula.
A protease, último componente do
processo, forma um vírus ainda
mais forte que se multiplica no
sistema imunológico, cuja função
é proteger a pessoa de infecções
graves, fatais e de alguns tipos de
câncer. Com o decorrer do tempo,
o HIV destrói os linfócitos CD4,
glóbulos brancos especiais que,
reduzidos a pequenas quantidades,
comprometem a defesa do corpo.
Um novo vírus do HIV, mais resis-
tente, começa a multiplicar-se pelo
sistema imunológico, espalhando a
doença pelo corpo.
A prevenção é fundamental, daí
as campanhas o ciais em favor do
uso de camisinhas entre os jovens
e de maneira geral. As futuras mães
devem: 1) exigir do médico o exame
anti-HIV; 2) usar medicamento sob
orientação médica para diminuir a
AID AID
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carga viral; 3) escolher parto cesa-
riano em vez de parto normal; 4)
não amamentar o bebê no peito. Os
médicos são obrigados a fornecer o
exame às pacientes que o solicita-
rem. Outra campanha desenvolvida
pelo Governo é o fornecimento de
seringa aos viciados em drogas, pois
o uso de seringas contaminadas é
o que mais difunde a Aids nesse
grupo. Há uma busca permanente
por uma vacina capaz de deter o
avanço da doença. O Brasil ganhou
prêmio internacional como o país
que oferece o melhor tratamento
aos doentes. Por acordo rmado
pelos Ministérios do Trabalho e o
da Saúde com representantes sin-
dicais de empregados e de patrões,
em 26/04/02, o preservativo será
um dos itens da cesta básica de
alimentos entregue mensalmente
a 7,5 milhões de trabalhadores
brasileiros. A distribuição será
acompanhada de um programa de
prevenção contra a Aids.
AINHUM - Afecção caracterizada
pela queda espontânea dos dedos
dos pés.
ALARÉM (OU CLOROQUINA) -
O produto antimalárico de grande
consumo no Brasil e no mundo.
ALASTRIM - Doença transmissível
semelhante à varíola, porém mais
benigna.
ALBINISMO - Ausência de colo-
ração na pele e em outras partes
do corpo (pêlos), por carência de
melanina, pigmento escuro que dá
cor à pele, ao cabelo e a uma parte
do olho, a íris. A falta de pigmento
no olho afeta a visão e produz
extrema sensibilidade à luz; os
albinos devem evitar a exposição
direta da vista ao sol. Não constitui
doença e é hereditário, se mãe e
pai possuem genes albinos, o lho
será albino.
ALBINO - Pessoa afetada de albi-
nis mo.
ALBUMINA - Proteína do soro
sangüíneo, dissolve-se em água e
coagula com o calor. É o principal
alimento da maioria dos tecidos
animais e vegetais, e também a
parte principal do soro sangüíneo
ou plasma. Abundante na clara
do ovo.
ALBUMINÍMETRO - Instrumento
para medir a quantidade de albu-
mina na urina.
ALBUMINÓIDE - Semelhante à
albumina.
ALBUMINÚRIA - Presença de
albu mina na urina, sinal precoce
de mau funcionamento dos rins.
Aparece também após dieta rica
em proteínas ou de exercício físico
cansativo.
ALCALEMIA - Alcalinidade anormal
do sangue, com pH acima de 7,5.
ÁLCALI - Os álcalis são quimicamen-
te os hidróxidos de metais alcalinos;
combinados com ácidos formam
os sais com reação alcalina, que
AIN ALC
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tornam azul o papel vermelho de
tornassol; com as gorduras transfor-
mam-nas em sabões solúveis. São
álcalis: o bicarbonato de sódio, a
potassa (de cujo equivalente árabe
se deriva o nome), o amoníaco, e
o carbonato de sódio. Os dois úl-
timos podem provocar irritação na
pele pelo uso freqüente, por serem
venenos corrosivos.
ALCALIMETRIA - Dosagem dos
álcalis.
ALCALINO - Que tem as proprie-
dades de um álcali; o pH é acima
de 7.
ALCALÓIDE - Substância orgânica
nitro ge nada com propriedades
alcalinas; alguns desses compostos
são derivados de animal ou vegetal,
e usados como drogas: morfina,
atropina, quinina, etc.
ALÇA DE HENLE - Em Nefrologia, é
parte do néfron, unidade fundamen-
tal do rim, que ca entre os túbulos
proximal e distal, e é dividida no
mínimo em duas partes: descenden-
te e ascendente.
ALCALOSE - Excessiva alcalinidade
dos líquidos orgânicos. Considera-
da doença grave.
ALÇA SIGMÓIDE - Porção en-
curva da do cólon, em forma da
letra “S”.
ALCATRÃO DA NORUEGA - Al-
catrão vegetal.
ÁLCOOL - O álcool etílico é um lí-
quido incolor obtido por destilação
de soluções fermentadas de açúcar,
cereais ou substân cias que contêm
amido, e obtido também por um
processo arti cial. Também conhe-
cido como “espírito de vinho”. Pode
atuar como medicamento: aplicado
à pele produz efeito refrescante; em
soluções a 70% ou mais é emprega-
do como anti-séptico.
ALCOOLISMO - As bebidas alco-
ólicas são consumidas há séculos.
Pesquisas anulam o conceito de
que o álcool seja um estimulante
para o cérebro. Ele enfraquece as
principais funções, de modo que a
pessoa ca menos inibida, menos
cien te de seus defeitos e apresenta
um espírito de boa vontade para
com outros. Quando consumido em
excesso, ou apenas regularmente, o
álcool pode viciar. Beber excessi-
vamente é um sinal de fraqueza e
não de força.
Os danos ao fígado podem acon-
tecer muito antes de tornarem-se
óbvios os efeitos sociais. Os jovens
e ocupados executivos envolvidos
em almoços e viagens ao exterior
cam freqüentemente surpresos
ao saber que seus testes de fí-
gado dão anormais nos exames
de rotina.
Nesse estágio, uma abstinência
absoluta de bebidas alcoólicas pode
fazer com que as funções do fígado
voltem ao normal. Se o perigo for
ignorado, os danos ao fígado podem
se tornar permanentes, desenvol-
ALC ALC
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vendo uma cirrose. Essa situação
pode estar associada a uma doença
crônica, precedendo uma icterícia,
um coma, seguindo-se eventual-
mente a morte.
Pode-se dizer que se trata de alco-
olismo se o hábito de beber estiver
trazendo um efeito desfavorável no
trabalho, na vida familiar ou social
do indivíduo. Deve-se procurar ur-
gentemente a ajuda de um especia-
lista, pois a situação é progressiva,
e pode ocorrer tanto a desintegração
da personalidade como danos ao
cérebro e outros sistemas do orga-
nismo. A organização Alcoólicos
Anônimos é de grande ajuda para
a maioria dos sofredores, e sua
organização irmã, Al Anon, para
os parentes angustiados, também
fornece um valioso serviço.
O delírio alcoólico é um estado
grave comumente visto em pessoas,
geralmente jovens, que têm o hábito
de beber. O paciente ca delirando,
tremendo e tem alucinações fortes
e desagradáveis. O estado é tão
a itivo que a pessoa geralmente
implora por algum sedativo. É, com
freqüência, seguido de uma parada
cardíaca ou pneumonia, sendo ne-
cessário um tratamento urgente.
O álcool barato, como o cirúrgico,
o industrial e o metilado, é ex-
tremamente perigoso, pois contém
álcool metílico, que pode causar
cegueira e morte. Têm ocorrido
tragédias entre jovens, em festas,
em que se misturam bebidas com
álcool industrial ou metilado. Tal
comportamento é considerado
criminoso.
Outras tragédias resultam do gran-
de volume de bebidas alcoólicas
consumido por jovens como um
desa o. Em tais circunstâncias, a
morte por intoxicação aguda ocorre
rapidamente. Não se deve esquecer
de que até em quantidades mode-
radas o álcool é um veneno. Ele
também reage com certas drogas,
causando desgraças. No Brasil, a
lei proíbe a venda de álcool líquido,
como prevenção a acidentes graves.
(V. Bebida e Vício.)
ALDEÍDO FÓRMICO - Formol.
ALEITAMENTO MATERNO - A
criança alimentada ao seio, segundo
pesquisas modernas, terá vantagens
sobre uma outra amamentada com
mamadeira, sendo sempre o método
mais indicado. Com o leite materno
evitam-se muitas doenças, e a crian-
ça cresce mais saudável. Aceita-se,
porém, o aleitamento com mama-
deira quando a mãe tiver problemas
que a impedem de amamentar seu
lho. (V. Alimentação infantil.)
ALÉRGENO - Substância que sen-
sibiliza o organismo, podendo
provocar estado de alergia, desen-
cadeando, em contato com o orga-
nismo sensibilizado, manifestações
alérgicas.
ALERGIA - Estado de sensibilidade
anormal do organismo a certas
in uências externas e a substâncias
ALD ALE
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35
como: pó, polens, alimentos, caspa
animal, cosméticos, tintas, pêlos,
tecidos, produtos químicos, etc. Ini-
cialmente, dava-se a esse fenômeno
o nome de “Hipersensibilidade”.
Sintomas: dor de cabeça, febre do
feno, asma, diarréia, eczema, urti-
cária, di culdade para respirar. Essa
sensibilidade geralmente é herdada.
Algumas pessoas são alérgicas a
certos gêneros alimentícios, como,
por exemplo, mariscos, castanhas,
ovos, etc. Nesses casos, pode
ocorrer uma inchação do rosto ou
da língua, ou uma erupção na pele,
parecendo urticária espalhada. Uma
reação alérgica semelhante pode
ocorrer com antibióticos, especial-
mente a peni cilina.
Em certos casos, principalmente
nas alergias a picadas de insetos ou
a remédios, a reação pode se tornar
mais acentuada a cada ocorrência,
até que possa, eventualmente, pro-
vocar di culdade de respiração e
um colapso.
É importante observar e informar
ao médico sobre qualquer reação
anormal a remédios e sobre aler-
gias comprovadas, e evitar tais
substâncias. As pessoas devem
sempre ter consigo um cartão (em
alguns luga res usa-se um bracelete)
com informações sobre alergias
e dados médicos, o que pode ser
valioso numa emergência quando,
por alguma razão - como a perda
da consciência -, não estiverem em
condições de dar verbalmente tais
informações.
Ao mesmo tempo em que evitar
substâncias a que se tem alergia
seja o melhor preventivo, existem
remédios - re ceitados pelo médico
- que podem controlá-la.
Injetar na pele minúsculas doses de
substâncias suspeitas pode ser uma
forma proveitosa de se identi car
os alérgenos. A informação obtida
pode ser utilizada para preparar
séries de vacinas dessensi bilizantes,
por meio das quais uma exposição
regular a doses progressivas de
substâncias alérgicas provoca a
redução da reação alérgica. Es-
sas injeções podem causar sérias
reações e hoje em dia são dadas
raramente.
ALEXIA - Forma de afasia em que
a vítima não reconhece nem com-
preende palavras escritas. Pode
decorrer de alteração do cérebro
por doença ou lesão. É chamada, às
vezes, de “cegueira de palavras”.
ALGÉSICO - O mesmo que do -
loroso.
ALGIA - V. Dor.
ÁLGICO - Relativo à dor.
ALGIDEZ - Resfriamento das ex-
tremidades com tendência ao co-
lapso.
ÁLGIDO - O mesmo que frio.
ALGODÃO ABSORVENTE - Al-
godão desengordurado e puri ca-
do, que absorve rapidamente os
lí quidos.
ALE ALI
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ALGOGÊNICO - Que produz dor.
ALGOR - Sensação de frio.
ALIENIA - Ausência de baço.
ALIENISTA - O mesmo que psi-
quiatra.
ALIMENTAÇÃO - Ato voluntário de
ingerir alimentos.
ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
- Alimentação balanceada em nu-
trientes de acordo com as necessida-
des nutricionais de cada indivíduo.
Em cada refeição, o indivíduo deve
consumir no mínimo um alimento
de cada grupo construtor, energéti-
co e regulador.
ALIMENTAÇÃO INFANTIL (e Falha
no Desenvolvimento) - Em geral,
o leite materno (que vem num reci-
piente esterilizado, na temperatura
certa!) certamente é o melhor para
alimentar os bebês nos primeiros
seis a nove meses. Algumas mães
não conseguem amamentar; po-
dem, porém, assegurar-se de que
a alimentação com mamadeiras
preparadas cuidadosamente oferece
uma boa alternativa. Parece certo
que as mães, que no passado se
sentiam obrigadas a parar com a
amamen tação, por motivos de leite
insu ciente, obstrução, etc., pro-
vavelmente estavam com falta de
informações e habilidades corretas
nos cruciais primeiros estágios. Em
alguns estudos feitos, constatou-se
que os bebês que mamam no peito
têm menos infecções, problemas
de peso ou alergias, menos doenças
celíacas e, posteriormente, menos
doenças cardíacas e menos cáries.
O seu médico também poderá
aconselhá-la antes e depois de o
bebê chegar.
Um dos segredos do sucesso da
amamen tação materna, é a alimen-
tação completa que o bebê necessita
sem se acrescentar a mamadeira nas
primeiras horas. Isso pode signi car
até dez amamentações por dia no
primeiro mês, reduzindo-se nos me-
ses seguintes. O suprimento de leite
depende da sucção freqüente e não
de algum fator inerente ao peito. A
obstrução ocorre geralmente devido
a amamentações infre qüentes ou
a um horário rígido. Você deve
amamentar seu bebê quando ele
chorar, se o seu peito estiver cheio,
toda vez que você senti-lo assim,
e se o bebê estiver há umas quatro
horas sem mamar. É possível suba-
limentar um bebê novo, que pode
dormir longos períodos, dando a
impressão de satisfeito. Infeliz-
mente, isso pode fazer com que um
bebê aparentemente satisfeito que
gravemente subnutrido. Poucos
bebês com menos de três meses
conseguem agüentar menos de
cinco amamentações diárias.
O bebê alimentado com mamadeira
tem uma pequena vantagem, pois a
sua alimentação pode ser medida.
Como medida aproximada, um
bebê novinho precisa de 78 g de
leite diariamente para cada 0,5 kg
de peso. Assim, depois da primeira
ALI ALI
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semana, um bebê de 2,6 kg precisa
de 544,5 g de leite, divididos em
cinco ou seis amamentações, ou
seja, 93 g aproximadamente de cada
vez. O bebê vai tomar quantidades
variadas nas diferentes vezes, mas
isso dá uma idéia.
Os bebês ganham de 124 g a 217
g, aproximadamente, por semana,
nos primeiros meses. Se ele falhar
consistentemente nisso, signi ca
que alguma coisa pode estar errada,
e é necessário o conselho de um
médico. Fora a causa comum, que
é um problema de alimentação,
existem outras, como uma infecção
- em especial no sistema hidráulico
- e, raramente, defeitos congênitos,
como doenças cardíacas.
Os alimentos sólidos, como os
cereais, não devem ser oferecidos
pelo menos antes dos três meses.
Depois disso, pode-se começar
com legumes e frutas passados na
peneira e, nalmente, a carne pode
ser in troduzida aos poucos. O bebê
provavelmente vai ter caprichos e
pre ferências, mas não se preocupe
com isso, pois o leite completado
com vitaminas é o alimento mais
importante para os primeiros nove
ou dez meses. Quando os dentes
começam a nascer - por volta dos
seis meses -, ele vai, é claro, querer
morder alguma coisa um pouco
mais dura, como um biscoito, mas
é improvável que ele coma mais
da metade. O valor nutricio nal de
um biscoito é semelhante ao do
cereal.
Uma mãe tranqüila provavelmente
tem menos problemas com ama-
mentação do que uma mãe tensa;
dessa forma, ela deve procurar
guardar um tempinho, diariamente,
para os seus interesses e para um
relaxamento.
ALIMENTO - Substância ingerida
pela boca que mantém a vida e
o crescimento, fornecendo ener-
gia, construindo e substituindo
tecidos.
ALIMENTOS CONSTRUTORES
- Responsáveis pela manutenção e
crescimento do organismo, assim
como renovação de tecidos e cé-
lulas. São as proteínas, forne cidas
pelas carnes, ovos, leite, feijão.
ALIMENTOS ENERGÉTICOS - Res-
ponsáveis pela energia do organis-
mo. São os carboidratos fornecidos
pelo açúcar, massas, pães, farinhas,
raízes e tubérculos, e os lipídios,
fornecidos pelas gorduras, mantei-
ga, margarina, óleo vegetal.
ALIMENTOS REGULADORES -
Responsáveis pela regulação das
atividades no organismo, garantin-
do o bom funcionamento por meio
da água, das bras, sais minerais e
vitaminas, fornecidos pelas verdu-
ras e frutas.
ALIMENTOTERAPIA - Tratamento
die téti co.
ALOÉS - Pó amarelo-pardacento
obtido do suco desidratado das
ALI ALO
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folhas do aloé, planta natural da
África e das Antilhas. É usado na
constipação crônica, por exercer
efeito estimulante sobre o intestino
grosso. Tomado em doses muito
elevadas e demasiado freqüentes
pode produzir lesões renais.
ALOPATA - Médico que trata pela
alopatia.
ALOPATIA - Método de tratamento
que emprega medicamentos que
agem sobre os sintomas e causas da
doença que se quer tratar.
ALOPECIA - Perda de cabelos e ou-
tros pêlos, ocasionada por diversas
doenças. Pode ser parcial ou total,
prematura ou senil. Se localizada
em zonas isoladas é chamada “Pe-
lada” (alopecia areata) e se provém
de desnutrição geral, alopecia
caquética. (V. Calvície.)
ALOPLASTIA - Prótese. Substituição
de uma parte do corpo por material
estranho.
ALUCINAÇÃO - Condição em que
se observa alguma coisa que não
existe. Pode referir-se a qualquer
um dos sentidos, de modo que
as alucinações podem ser vistas,
sentidas ou ouvidas. Elas podem
ocorrer em momentos de febre ou
delírio, mas são geralmente um
sintoma de doença mental - como
a esquizofrenia - ou o resultado do
uso de drogas - como o L. S. D. Às
vezes, uma alucinação é confundida
com uma delusão, que é a interpre-
tação errada de alguma coisa real.
Um paciente que olha para uma
parede branca e vê guras dançando
está sofrendo uma alucinação. Um
homem que escuta a mulher tele-
fonando para o açougueiro e ca
absolutamente convencido de que
ela está combinando um encontro
com o amante, provavelmente está
sofrendo uma delusão. (V. Delírio
e Doença mental.)
ALUME - (Pedra ume) Substância
cristalina, incolor e inodora, so lúvel
em água. Atua como emético e caz
nas intoxicações, mas raramente é
administrado por via oral. O alume
AlK (SO
4
)
2
12H
2
O - P.M. = 474,39
é o sulfato duplo de alumínio e po-
tássio, muito usado também como
adjuvante, com determinados tipos
de vacinas, como a anatoxina tetâ-
nica ou diftérica, a m de se obter
melhor resposta imunológica.
ALVAIADE - Carbonato de chum-
bo.
ALVEOLITE - In amação do alvéolo
dental ou do alvéolo pulmonar.
ALVÉOLO PULMONAR - Fundo
de saco que determina as últimas
rami cações brônquicas.
ALVINO - Referente ao intestino.
AMÁLGAMA - Liga metálica em
que entra o mercúrio.
AMARGOS - Medicamentos que
estimulam a secreção do suco gás-
trico, e, portanto, o apetite.
AMARÍLICO - Referente à febre
ALO AMB
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amarela.
AMARILLA - Nome internacional
para a febre amarela.
AMAUROSE - Cegueira total ou
parcial sem lesão visível.
AMBIDESTRO - Pessoa que tem a
mesma habilidade em ambas as
mãos.
AMBIVALÊNCIA - Coexistência, em
uma mesma pessoa, de sentimentos
opostos e contraditórios. Aplica-se
o termo a impulsos, conscientes ou
inconscientes, que podem constituir
sintomas de esquizo frenia. (V. Es-
quizofrenia.)
AMBLIOPIA - Diminuição da agu-
deza visual.
AMBULATÓRIA (FEBRE) - Moda-
lidade de infecção em que o doente
mesmo febril apresenta bom estado
geral e não se deita.
AMBULATÓRIO - Consultório
médico onde se examinam doentes
que podem andar.
AMEBA - Organismo microscópico,
mono celular, dotado de movimentos
ditos amebóides. Algumas espécies
produzem doença no homem.
AMEBÍASE - Infecção causada
pelo parasito Entamoeba histolyti-
ca. Esta doença causa, em geral,
di senteria amebiana, e, quando
al cança o fígado, abscesso ame bia-
no. A doença é adquirida através
da ingestão de água ou alimentos
conta minados com fezes contendo
a forma cística madura do parasi-
to, podendo também ocorrer pela
transmissão sexual, em indiví duos
homossexuais, pelo contato fecal-
oral.
Sob ação de estímulos ainda não
definidos no trato intestinal, o
cisto se rompe, formando oito
trofozoítos por divisão nuclear e
citoplas mática. Ao atingir a posi-
ção terminal do intestino delgado
se dá o desencistamento, que pode
ser influenciado pelas enzimas
intestinais, bactérias ou a baixa
tensão de hidrogênio. O desencis-
tamento ocorre por uma fenda ou
poro existente na parede cística,
colocando em liberdade uma massa
com quatro núcleos que originam
trofozoítos metacísticos. Estes
migram para o intestino grosso,
promovendo a colonização, com
crescimento e multiplicação, ali-
mentando-se de bactérias e detritos.
Os trofozoítos são a forma móvel do
parasito e contêm um núcleo único
e pseudópode. Os trofozoítos são os
agentes causais da doença colônica
e invasiva, que em alguns casos é
acompanhada por disseminação
no fígado, resultando em abscesso
amebiano hepático. Os trofozoítos
multiplicam-se por divisão biná-
ria e não desempenham papel na
transmissão da doença, porque
degeneram-se rapidamente fora do
organismo humano, além de serem
destruídos pela acidez gástrica.
AMEBÓIDE - Com aparência de
ameba.
AMB AME
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AMÊNCIA - Desenvolvimento
sub normal da mente. Equivale a
doença mental ou idiotia. Pode ser
congênita ou começar na infância
ou adolescência.
AMENORRÉIA - A cessação da
menstruação normal - das regras da
mulher. A menstruação geralmente
acaba entre 44 e 54 anos, na época
da menopausa - depois da qual a
mulher não engravida mais.
Uma causa temporária comum da
amenor réia antes da menopausa é a
gravidez. Muitas doenças comuns,
principalmente as prolongadas e
que enfraquecem, também estão
ligadas à ausência de menstruação;
às vezes, a menstruação falha numa
mulher saudável sem nenhum
motivo aparente. A preocupação
também pode causar a amenorréia,
e a mulher pode car tão preocu-
pada pela possibilidade de uma
gravidez, que a menstruação chega
a falhar. O rompimento da rotina
e a saudade podem provocar falha
da menstruação. As enfermeiras,
estudantes e novatas das Forças
Armadas, geralmente sofrem desse
distúrbio nos primeiros meses. As
pílulas anticoncepcionais diminuem
a menstruação e, ocasionalmente,
provocam a falha desta.
Na falta de outros sintomas, uma
menstruação que falhou uma vez
não deve ser motivo de alarme, mas
se falhar uma segunda vez, procure
um médico. Menos comumente, a
amenorréia pode ser indício de que
o ovário está deixando de produzir
normalmente óvulos, e isso ocorre
de vez em quando em alguns dis-
túrbios glandulares.
A amenorréia é também um sintoma
importante da anorexia nervosa e
indica que um regime exagerado
tenha provocado um distúrbio hor-
monal na mulher.
Ataques freqüentes de amenorréia
em mulheres saudáveis, em outros
aspectos, podem estar associados
à subfertilidade, e essas pacientes
provavelmente não devem usar
pílulas anticoncepcionais, que
agem impedindo a ovulação. (V.
Anore xia.)
AMETRIA - Ausência de útero.
AMICROBIANO - Não causado por
micróbios. Sem micróbios.
AMÍDALA - O nome passa a ser
Tonsila palatina, conforme nova
terminologia cientí ca, a m de
evitar confundi-la com a outra
amídala, que faz parte do cérebro.
Massas de tecido linfóide esponjo-
so, em ambos os lados da gargan-
ta, na entrada das vias digestiva
e respiratória. Infec tam-se com
freqüência, com in amação, dor,
irritação, di culdade para deglutir,
aumento dos gânglios linfáticos do
pescoço, febre, pulso rápido e mal-
estar generalizado. Considera-se
bené ca a extirpação das amídalas
em crianças no caso de crises repe-
tidas, com in amação dos gânglios
AME AMI
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cervicais. A operação chama-se
amida lec tomia.
AMIDALECTOMIA - Extirpação
das amídalas.
AMIDALITE - As amídalas fazem
parte do sistema de gânglios lin-
fáticos, e capturam micróbios que
entram pela boca. Normalmente,
elas próprias são atacadas com
freqüência; a in amação resultante
é chamada amidalite. O primeiro
sintoma é uma garganta irritada e,
quando examinada, descobre-se que
está in amada. A temperatura do
corpo se eleva, o paciente ca indis-
posto, com di culdade de deglutir
e, geralmente, tem dor de cabeça.
Enquanto a in amação se desenvol-
ve, as amídalas cam inchadas; em
geral podem ser observadas peque-
nas bolhas de pus (pontos brancos)
sobre elas. O paciente deve procurar
logo um médico, pois pode precisar
de antibiótico. Ataques periódicos
de amidalite e glândulas do pescoço
persistentemente dilatadas indicam
que as amídalas não estão mais
trabalhando, e pode ser melhor
removê-las. (V. Glândulas). A mais
grave das amidalites é a tonsilar
séptica, causada em geral pelo
Streptococcus pyogenes. O perigo
mais imediato é a formação de
abscessos periamigdalianos.
AMIDALOTOMIA - Extirpação das
amída las.
AMIDALÓTOMO - Instrumento
para extirpação das amídalas.
AMIDALOTRIPSIA - Extirpação
das amídalas por meio de trituração
ou esmagamento com aparelho
es pecial.
AMIDO - Amilo. Polvilho.
AMIDOPIRINA - O mesmo que
piramido.
AMILÁCEO - Que tem amido. Que
tem a estrutura do amido.
AMILASE - Qualquer enzima que
decompõe o amido em substâncias
mais simples.
AMINOÁCIDO - Ácido aminado;
composto orgânico que intervém
na formação das proteínas; utilizado
para substituir as proteínas que são
destruídas e eliminadas; forma mais
simples das proteínas. Presente em
carnes, ovos, peixes, queijo, leite,
aves. Exemplos de aminoácidos:
histidina, leusina, metionina, nilala-
nina, lesina.
AMINOACIDÚRIA - Presença de
amino ácidos na urina.
AMINOFILINA - Pó de sabor amar-
go, branco ou amarelado, utilizado
geralmente em doenças de impli-
cações cardíacas, na congestão
pulmonar e no tratamento da asma.
Administra-se por injeção intra-
venosa, lenta, e em determinados
casos como supositório.
AMINOFÓRMIO - Urotropina.
Formina. Uroformina.
AMINOPTERINA - Droga sintética
usada contra leucemia aguda, que
impede o aumento anormal de
AMI ÂMN
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glóbulos brancos. Usada ainda no
tratamento de algumas formas de
câncer.
AMIOTROFIA - Atro a muscular.
AMNÉSIA - Perda de memória.
Pode-se perder a memória depois de
um ferimento na cabeça, e essa per-
da permanece durante um período
variável, depois do trauma. Em ou-
tros casos, a perda da memória pode
ser sintoma de uma doença mental
ou de um estresse. Essa situação
exige um auxílio especializado,
mas, felizmente, a memória é quase
sempre recobrada. Alguns pacien-
tes ngem ter perdido a memória
(talvez para chamar a atenção). (V.
Doença mental.)
ÂMNIO - Membrana interior da
bolsa que circunda e protege o em-
brião. Nela está o líquido amniótico
que envolve o feto.
AMNIOCENTESE - Punção trans-
abdo minal da câmara âmnica, com
agulha adequada para retirada de
líquido amniótico.
AMÔNIA - Hidróxido de amônio. É
de forma gasosa.
AMONÍACO - Solução aquosa de
hidróxi do de amônio, usado am-
plamente em medicina no lar, sob
a forma de sais odoríferos em casos
de desmaio, graças à sua proprieda-
de de enérgico estimulante. Na in-
toxicação por amoníaco costuma-se
usar como antídotos o óleo de oliva
por via oral, com grande quantidade
de água, e o vinagre ou suco de
limão diluídos em água.
AMORFO - Sem forma cristalina.
Gela tinoso.
AMPOLA - Qualquer dilatação de
canais. Ex.: a ampola retal.
AMPUTAÇÃO - Ablação de um
membro, ou segmento de um
membro, ou de um órgão. Ex.: am-
putação do colo uterino, amputação
da perna.
ANABOLISMO - Assimilação.
Transformação do material alimen-
tar em tecido vivo.
ANACIDEZ - Falta de acidez.
ANACROTO - Pulso tardo.
ANAEROBIOSE - Vida sem oxi-
gênio.
ANAFIA - Diminuição ou perda da
sensibilidade táctil.
ANAFILAXIA - Conjunto de sinais
e sintomas observados em alguns
animais e, às vezes, no homem,
após introdução de determinado
antí geno, com o qual o organismo
foi previamente sensibilizado. Exal-
tação sucessiva da sensibilidade do
organismo à ação de determinada
substância.
ANAFORESE - Diminuição da ativi-
dade das glândulas sudoríparas.
ANAFRODISÍACO - Que suprime o
desejo sexual.
ANALBUMINEMIA - Falta de albu-
mina no soro sangüíneo.
ANALÉPTICO - Tônico restaura-
dor.
AMN ANA
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ANALERGIA - Ausência de alergia.
ANALÉRGICO - Que não produz
alergia.
ANALGESIA - Falta de sensibili-
dade à dor; é causada por drogas,
anestésicos ou bloqueio nervoso.
Para grandes dores usam-se anes-
tésicos fortes como a mor na, o
ópio e a codeína, sob vigilância de
controle médico porque causam
depen dência.
ANALGÉSICO - Que suprime a
dor.
ANALGIA - Ausência de dor.
ANÁLISE - Separação de um corpo
em seus elementos.
ANALISTA - A pessoa que analisa.
O psicanalista.
ANAMNESE - História pessoal do
doente e de sua família.
ANA NÉRI - A patrona da enfer-
magem brasileira; viveu de 1814
a 1880.
ANASARCA - Edema generalizado.
ANASTOMOSE - Conjunção de um
órgão a outro semelhante.
ANATOMIA - Parte da Medicina que
estuda o corpo humano em todas as
suas peculiaridades.
ANATOMIA PATOLÓGICA - Estu-
do das doenças por métodos morfo-
lógicos. É comum o emprego do
termo patologia como sinônimo de
anatomia patológica, o que é correto
somente quando, além dos métodos
morfológicos, necessitamos para
a compreensão dos fenômenos
básicos da doença, ou para seu diag-
nóstico de dados fornecidos pela
clínica, bioquímica, bacteriologia,
imunologia, etc.
ANATOXINA - Toxina microbiana
privada de seu poder tóxico e con-
servando seu poder imunizante.
ANAVACINA - Vacina desin to-
xicante.
ANCILOSTOMÍASE DUODENAL -
Infes tação intestinal produzida pelo
Ancylos toma duodenale, que se de-
senvolve principalmente no homem
ou outros animais. Constitui-se no
Brasil, junto com o Necator ameri-
canus, em doença endê mica de
signi cativa importância pela sua
freqüência, especialmente em zonas
rurais. (V. Lombrigas.)
ANCÔNIO - Relativo ao cotovelo.
ANDROGÊNICO - Substância que
estimula ou produz os caracteres
sexuais masculinos.
ANDRÓGENO - Hormônio masculi-
no produtor e regulador dos carac-
teres sexuais secundários do ho-
mem, como a barba, a musculatura
e a voz. O andrógeno primário é a
testosterona, hormônio sexual mas-
culino secretado pelos testícu los.
ANDROGINIA - Malformação con-
gênita em que os órgãos sexuais
externos se parecem com os de um
sexo, ao passo que as gônadas cor-
respondem ao sexo oposto; também
se dá o nome de pseudo-hermafro-
ANA ANE
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ditismo a essa anomalia.
ANDRÓGINO - Indivíduo com
características ao mesmo tempo
femininas e masculinas.
ANDRÓIDE - Semelhante ao mas-
culino.
ANDROMORFO - Com forma de
homem.
ANDROSTERONA - Hormônio
sexual masculino.
ANEMIA - O corpo humano possui,
em média, 4,5 litros de sangue, que
é bombeado pelo coração e alimenta
os tecidos. Grande parte do sangue
é composta de pequenas partículas
conhecidas como hemácias. Elas
levam o oxigênio dos pulmões até
os tecidos, e o oxigênio é necessário
para mantê-los vivos. Na anemia,
o número de hemácias (ou cor-
púsculos) é reduzido, e o organismo
não consegue trabalhar como deve.
O paciente ca geralmente pálido,
pois a quantidade de pigmentos
vermelhos no sangue é reduzida.
Fica facilmente cansado, com falta
de ar, e pode ter dor de cabeça e dor
no peito. A anemia é mais comum
nas mulheres do que nos homens,
pois a menstruação provoca a perda
de hemácias. São várias as causas
da anemia, mas a mais comum é
a falta de ferro na alimentação,
já que o ferro é necessário para a
produção de hemoglobina - o pig-
mento contido nas hemácias - no
organismo.
Na gravidez, há um risco ainda
maior de se desenvolver uma
anemia, pois tem-se que obter
hemoglobina su ciente para dois.
A mulher grávida precisa de ferro
adicional tanto quanto de ácido
fólico (outro fator essencial no de-
senvolvimento das hemácias).
A anemia pode também ser provo-
cada pela falta da vitamina B12,
vitamina C e hormônios de tiróide, e
pelo desarranjo ou perda excessiva
de hemácias. Esta última ocorre em
hemorragia aguda ou sangra mentos
freqüentes por causa de hemor-
róidas ou hérnias de hiato.
Uma alimentação rica em carne,
ovos, fígado, verduras e frutas
frescas deve equilibrar a maioria
das pequenas de ciências. Com-
plementos de ferro e vitaminas B
e C podem ajudar. Se não derem
resultado, pode ser que haja uma
causa mais complexa para a anemia,
sendo necessário, então, um exame
médico mais completo. (V. Anemia
perniciosa.)
ANEMIA FERROPRIVA - Falta de
glóbu los vermelhos por carência
de ferro.
ANEMIA PERNICIOSA - Enquanto
muitas anemias ocorrem devido à
falta de ferro, a anemia perniciosa
ocorre devido à falta de vitamina
B12, também essencial para a
produção de hemácias. É causada
mais por uma má absorção do estô-
mago do que por uma alimentação
inadequada, e ocorre nas pessoas
ANE ANE
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mais idosas, em que o revestimento
do estômago ca no e incapaz de
lidar com essa vitamina.
A falta de vitamina B12 (cianocoba-
lamina) também provoca danos às
células nervosas, de modo que,
assim como os sintomas da anemia
(cansaço, falta de ar, etc.), o pacien-
te pode ter distúrbios de sensação
(formigamento, adormecimento,
etc.) e fraqueza nos braços e pernas.
Como o paciente é incapaz de ab-
sorver vitamina B12 do estômago,
o tratamento é feito por meio de
injeção regular. Quando a condição
é diagnosticada, as injeções podem
ser dadas várias vezes na semana.
No entanto, depois de uma ou duas
semanas, elas devem ser reduzidas
para uma vez por mês.
Uma condição semelhante surge
se a alimentação estiver de ciente
em vitamina B12 (rara em alguns
países), ou depois de uma cirurgia
para úlcera péptica - quando uma
parte do estômago é removida. Para
o primeiro caso, é aconselhado um
consumo maior de fígado, e para o
se gundo, injeções regulares de B12.
(V. Anemia.)
ANERGIA - Desaparecimento do
estado alérgico.
ANÉRGICO - Sem energia, inativo.
ANERÓIDE - Que funciona sem
líquido.
ANESTESIA - Ausência de sensação
dolorosa com ou sem perda de
consciência, durante cirurgias,
geralmente fazendo com que o
paciente durma. Quem usou esta
palavra a primeira vez foi Oliver
Wendell Holmes em 1846. Existem
três formas de insensibilidade à dor:
1) anestesia geral com perda de
consciência; 2) anestesia regional
com privação de dor numa região
limitada; 3) anestesia local com
ausência de dor na superfície de
determinada região, graças à apli-
cação direta de um anestésico. A
substância utilizada é chamada de
“anestésico”; o óxido nitroso (gás
hilariante) e o halotano são, pro-
vavelmente, os mais conhecidos.
Eles agem diminuindo a ação do
cérebro até a perda da consciência,
e o paciente ca então relaxado.
Um relaxamento ainda maior é
conseguido com o uso de injeções
no músculo. Sob essas condições,
as cirurgias podem ser feitas facil-
mente e sem dor. A anestesia é dada
geralmente através de uma injeção
no uxo sangüíneo, e é mantida
por gases.
As pequenas cirurgias dentárias são
geralmente feitas com anestesia
local. As injeções são dadas nos
nervos da região a ser operada, de
maneira que o paciente não sinta
nenhuma dor. A injeção dada pelo
dentista no ângulo da mandíbula
é um tipo de bloqueio de nervo.
Injeções semelhantes podem ser
feitas na parte de baixo da medula
espinhal, deixando adormecida toda
a metade inferior do corpo. Esse
ANE ANE
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tipo de anestesia, conhecida como
“epidural”, pode ser utilizada em
partos. Ela requer uma habilidade
especializada, e não são todas as
mulheres que não querem sentir
nada num momento tão emocio-
nante. Muitos dos benefícios da
cirurgia moderna só são possíveis
por causa dos recentes progressos
em anestésicos.
ANESTESIOLOGIA - Estudo dos
procedimentos anestésicos usados
em medicina, uma especialidade
médica.
ANESTESIOLOGISTA - O médico
que se especializou em anestesia e
anestesiologia.
ANESTESISTA - O que administra o
anestésico; ele executa um trabalho
de alta especialização que exige
rigoroso treinamento. Em colabo-
ração com o cirurgião o anestesista
determina o tipo de anestésico ou
a combinação deles convenientes
em cada operação. Também faz
transfusões de sangue e soluções
endo venosas quando o estado do
paciente o exige. O anestesista
participa da operação veri cando
a freqüência e força do pulso e a
pressão sangüínea.
ANESTRO - Período de repouso
sexual dos animais.
ANEURINA - Vitamina B1, clori-
drato de tiamina.
ANEURISMA - Dilatação de uma
artéria ou de uma veia, causada por
dano local das paredes de um vaso
sangüíneo. Um tipo de aneurisma
pode se desenvolver em pessoas
mais idosas, no grande vaso san-
güíneo (a aorta) que está ligado
ao coração. Pode formar-se em
qualquer artéria do corpo.
ANEURISMA ARTERIOVENOSO
- Aneu risma em que uma artéria e
uma veia se comunicam.
ANEURISMA DE AORTA - Dilata-
ção mais ou menos localizada da
parede da aorta causada geralmente
por processo in amatório.
ANEURISMECTOMIA - Ablação de
um aneurisma.
ANEURISMECTOMIA DO VEN TRÍ -
CULO ESQUERDO - Res secção
ou remoção de áreas do músculo
cardíaco do ventrículo esquerdo,
que se tornam dilatadas ou aneuris-
máticas por causa da perda de sua
capacidade contráctil conseqüente a
cicatrização brótica da necrose do
músculo cardíaco ocasionada pelo
infarto do mio cárdio.
ANEURISMORRAFIA - Sutura de
um aneurisma.
ANEURISMOTOMIA - Incisão de
um aneurisma.
ANEXITE - In amação da trompa e
dos ovários, os anexos do útero.
ANEXOPEXIA - Operação de xa-
ção dos anexos do útero (trompas
e ovários).
ANEXOS - Partes adjacentes de
qualquer órgão, como a trompa de
falópio e os ovários, que são anexos
ANE ANF
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do útero.
ANFETAMINA - Estimulante ad-
ministrado por via oral (pílula) e
algumas vezes por injeções; exerce
poderoso efeito sobre o cérebro e
provoca mudanças psicológicas.
Sob forma mais branda, o efei-
to assemelha-se ao da cocaína.
Quando ocorre ingestão excessiva
ou intoxicação crônica surgem os
seguintes sintomas: nervosismo,
apreensão, tremores, insônia, hi-
pertensão e dilatação da pupila.
Como seqüelas psicóticas podem
ocorrer alucinações e delírios do
tipo paranóico.
ANFIARTROSE - Articulação que
se movimenta muito pouco. Ex.:
as falanges.
ANFÓRICO (SOPRO) - Variedade
de sopro análogo ao ruído que se
obtém soprando numa ânfora ou
cântaro vazio.
ANGEÍTE - In amação de um vaso,
sangüíneo ou linfático.
ANGIECTASIA - Dilatação anormal
de um vaso.
ANGIECTOMIA - Extirpação ci-
rúrgica de um vaso, sangüíneo ou
linfático.
ANGINA PECTORIS (Angina do
peito) - Um tipo de doença cardí-
aca, na qual o suprimento de sangue
para o coração se torna inadequado.
Conforme o organismo envelhece,
os vasos sangüíneos se tornam mais
rijos e grossos, de forma que trans-
portam menos sangue para o cora-
ção. O coração é um músculo que
bombeia o sangue e, se as artérias
coronárias - que nutrem o músculo
do coração - cam enrijecidas, não
consegue trabalhar com eficiên-
cia. Quando o sofredor tenta um
esforço exagerado para o coração,
como, por exemplo, escalar uma
montanha, surge no meio do peito
uma dor (que passa depois de um
pequeno repouso). Os sofredores
necessitam do conselho de um mé-
dico, pois existem vários remédios
que podem ser úteis. O objetivo é
tornar acessível a circulação nas
artérias não afetadas e reduzir o
esforço do coração.
O paciente pode colaborar parando
de fumar, reduzindo o excesso
de peso, fazendo uma alimenta-
ção com pouca gordura animal e
desenvolvendo, aos poucos, uma
atividade física - dentro do limite
de sua angina. O exercício mais
adequado para se começar é cami-
nhar num lugar plano, e isso pode
ser aumentado gradativamente,
conforme não haja mais dor. Mui-
tas pessoas vivem trinta anos, ou
mais, depois de um diagnóstico de
angina. Então, não desanime nunca
e mexa-se!
ANGINA PULTÁCEA - Faringite
com formação de camada mucosa
esbranquiçada.
ANGIOCOLITE - Inflamação das
vias biliares.
ANG ANG
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ANGIOESPASMO - Espasmo dos
vasos sangüíneos.
ANGIOGRAFIA - Radiogra a dos
vasos sangüíneos após injeção de
um meio de contraste por via in-
travenosa. Estudo radiológico para
visualizar os vasos sangüíneos.
ANGIOGRAMA - O lme ou chapa
radiográ ca de uma angiogra a.
ANGIOMA - Nevo. Tumor formado
de vasos sangüíneos.
ANGIONEURÓTICO (EDEMA) -
Edema gigante. Edema de Quincke.
Variedade de edema de origem alér-
gica que aparece e desaparece em
horas, sem prurido, localizando-se
na pele e nas mucosas.
ANGIOPARALISIA - Paralisia vaso-
motora.
ANGIOPLASTIA - Procedimento
usado para tratamento de doenças
obstrutivas valvares, tais como:
artérias coronárias, artérias renais,
artérias femurais e outras artérias
periféricas. Consiste na dilatação
da obstrução detectada por estudo
angio gráfico, através de cateter-
balão que se insu a no local desta,
remoldando a luz da artéria por
rotura e dilatação.
ANGIORRAFIA - Sutura de vasos.
ANGIORREXE - Ruptura de um
vaso.
ANGIOSCLEROSE - Esclerose dos
vasos.
ANGIOSSARCOMA - Sarcoma de
tecido vascular.
ANGIOSTENOSE - Estreitamento
dos vasos.
ANGÚSTIA - Sensação de compres-
são na região epigástrica, seguida
de mal-estar geral, acelerando-se o
pulso, a respiração e a ansiedade.
Psiq. Segundo Freud, é o estado
afetivo (emocional) puro corres-
pondente à ansiedade, ao medo e ao
susto, mas que pode prescindir do
objetivo, ou seja, pode existir como
sentimento isoladamente sem ne-
cessitar de causa, motivo ou razão
de ser. Contudo, ao longo do tempo,
devido a ampla utilização do termo,
apresentou seu signi cado técnico
diluído e muito vinculado a teorias
especí cas. Deste modo, o termo
angústia, na psiquiatria atual, não
costuma ser utilizado na linguagem
técnica, por não possuir sentido
psicopatológico bem definido,
sendo no entanto muito citado pelos
pacientes ao descreverem alguns
sentimentos e/ou sensações desa-
gradáveis, tais como a ansiedade
nas fobias ou transtornos do pânico,
a inquietude e agitação interna nos
casos de mania, ou ainda a sensação
de falta de esperança e de vazio
interior nas depressões.
ANIDRIDRO CARBÔNICO - V.
Dióxido de carbono.
ANIDRO - Que não contém água.
ANIDROSE - De ciência da perspi-
ra ção.
ANIDRÓTICO - Medicamento que
ANG ANI
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reduz a secreção de suor.
ANILINA - Líquido que se obtém
do alcatrão de hulha, benzeno ou
índigo, oleoso e incolor que a indús-
tria utiliza para elaborar produtos
químicos, como o azul-de-metileno
e outros corantes anti-sépticos. É
muito venenosa e pode provocar
intoxicação. Fenilamina usada para
colorir medicamentos.
ANIMA MOBILE (IN) - Expressão
latina que signi ca “experiência em
ser humano”.
ANIMA VILI (IN) - Expressão latina
que signi ca “experiência em ani-
mais de laboratório”.
ÂNIO - A mais interna das mem-
branas fetais e que forma a bolsa
d’água. (V. Âmnio.)
ANIOCENTESE - Punção do ânio e
aspiração do líquido ali contido. (V.
Amnio centese.)
ANISO - Pre xo que signi ca de-
sigual.
ANISOCITOSE - Desigualdade no
tamanho das hemácias.
ANISOCORIA - Desigualdade das
pupilas.
ANISOCROMIA - Desigualdade da
co loração.
ANISOMELIA - Desigualdade de um
par de órgãos. Ex.: as duas pernas,
as duas mãos.
ANISOMETROPIA - Desigualdade
de refração dos olhos.
ANÓDINO - Que faz cessar a dor.
ANÓDIO - Eletrodo com carga
positiva.
ANOMALIA - Desvio do normal.
ANOMALIA ANO-RETAL - Altera-
ção congênita em que o ânus e o reto
estão ausentes, com exte riorização
em posição anômala.
ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS
- (V. Aberrações cromossômicas.)
ANONÍQUIA - Ausência de unhas.
ANOPERINEAL - Referente ao ânus
e ao períneo.
ANOREXIA - Inapetência, aversão
aos alimentos. Nome cientí co para
perda de apetite.
ANOREXIA NERVOSA - Estado que
se caracteriza por profunda aversão
aos alimentos, devido a transtorno
histérico. Acontece geralmente em
mulheres (neuróticas) jovens que
fazem regimes exagerados e pode,
às vezes, trazer resultados fatais.
Pode ser difícil reconhecer e tratar
o caso, pois essas garotas são peritas
em disfarçar seu peso e a falta de
alimentação. Em primeiro lugar,
elas nem sempre têm excesso de
peso e, apesar da anorexia signi -
car, literalmente, perda de apetite,
essas pacientes podem estar contro-
lando um ávido apetite com força
de vontade. As fases de regime
podem se alternar com bebedeiras,
nas quais a sofredora bebe secreta
e indis criminadamente. Depois
de uma bebedeira, a garota pode
provocar o vômito, colocando o
ANI ANO
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50
dedo na garganta. Num determi-
nado ponto, essas fases são inter-
rompidas, e esse é um importante
sintoma da anore xia. Esse estado
pode representar um fracasso ao se
tentar chegar a um acordo com o
desenvolvimento da sexualidade,
e a garota geralmente tem outros
sintomas de distúr bios emocionais.
É necessário um tratamento urgente
com um especialista.
ANORQUIDIA - Falta de testí-
culos.
ANORRETAL - Referente ao ânus
e ao reto.
ANOSMIA - Diminuição ou perda
comple ta do olfato, transitória ou
permanente.
ANOVULATÓRIO - Que faz cessar
a ovulação.
ANOXEMIA - Falta de oxigênio no
sangue, por causas diversas.
ANOXIA - Redução de oxigênio no
sangue e nos tecidos orgânicos. (V.
Hipoxia e As xia.)
ANQUILOGLOSSIA - Freio lingual
curto; a popular língua presa.
ANQUILOSE - Diminuição ou
supressão total dos movimentos
de uma articulação. Perda total da
mobilidade articular ativa e passiva.
Óssea: por fusão dos ossos que
formam uma articulação; Fibrosa:
por retração ou aderência das
partes moles articulares ou periar-
ticulares.
ANSERINO - Semelhante ao pato.
Marcha anserina é aquela em que o
doente oscila como um pato.
ANSIEDADE - Qualidade de emoção
vinculada ao medo e à expectativa
(o sujeito pode ou não perceber a
apreensão), associada por de nição
a um estado emocional negativo
ou aver sivo, isto é, descrita como
desagradável e, em geral, sempre
acompanhada de sintomas físicos
inespe cí cos associados à excitação
auto nômica, como: palpitações,
sudo reses, tremores, respiração ofe-
gante, sensação de sufo cação, entre
outros. Desta forma, a ansiedade se
diferencia de outros estados de ex-
pectativa, não associados à vivência
emocional aversiva, como a ssura
presente em distúrbios de controle
do impulso. Ela pode ser conside-
rada normal ou patológica, a partir
da relação entre os seus fatores
desencadeantes e a intensidade das
manifestações. A ansiedade é tônica
ou generalizada quando é mantida
ao longo do tempo; fásica, quando
ocorre em surtos (ou “ataques”,
como no transtorno do pânico); situ-
acional, quando relativa a estímulos
particulares (como nas fobias); ou
espontânea.
ANSIEDADE (NEUROSE DE) -
Medo e apreensão dominando todo
o comportamento.
ANTAGÔNICO - Que tem efeito
oposto.
ANTÁLGICO - Contra a dor.
ANTE CIBUM - Expressão latina
ANQ ANT
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51
que significa “antes das refei-
ções”.
ANTE MORTEM - Que ocorre antes
da morte.
ANTE PARTUM - O período que
prece de o parto. O mesmo que
anteparto.
ANTEVERSÃO DO ÚTERO - Des-
vio do útero em que o fundo desse
órgão se dirige para diante e o colo
para trás.
ANTIÁCIDO - Substância que impe-
de ou neutraliza o desenvolvimento
de ácido no estômago e duodeno.
ANTIÁLGICO - Contra a dor.
ANTIASTÊNICO - Que restaura as
forças.
ANTIBACTERIANO - Que impede o
desenvolvimento das bactérias.
ANTIBÉQUICO - Contra a tosse.
ANTIBIÓTICOS - Remédios pode-
rosos que combatem as infecções
através da destruição do agente
causador, originalmente obtidos de
organismos vivos como os levedos
(muitos podem agora ser sintetiza-
dos quimicamente). A penicilina é
o mais antigo deles. Hoje em dia,
são usados com muita freqüência os
derivados da penicilina: tetraciclina
e eritromicina. As sulfonamidas
desempenham um papel semelhan-
te, mas não são obtidas de tecidos
vivos e, portanto, não são - rigo-
rosamente falando - antibióticos.
Os antibióticos estão à venda nas
farmácias sob prescrição médica,
e o tratamento deve sempre ser
concluído. O uso abusivo de antibi-
óticos pode tornar mais resistentes
a eles as bactérias.
ANTIBRÔMICO - O mesmo que
deso dorante.
ANTICITOTÓXICO - Que faz di-
minuir ou cessar a destruição das
células e por isso, teoricamente,
retarda a velhice.
ANTICOAGULANTE - Que retarda
a coagulação do sangue.
ANTICOLINÉRGICO - Antagonista
da ação da acetilcolina.
ANTICONCEPCIONAL - Medi-
camento que inibe a ovulação,
anovulatório.
ANTICONVULSIVANTE - Que
combate as convulsões.
ANTICORPO - Proteína de na-
tureza gamaglobulina que reage
es peci camente com determinado
antigênico da molécula do antígeno.
Pode ser protetor ou neutralizante
(vacinas e soros), ou sen sibilizar o
organismo. Agente de imu nidade,
substância que se forma no or-
ganismo após a injeção ou ingestão
de germes e toxinas, que tem a pro-
priedade de agir sobre esses germes
ou toxinas neutralizando-os.
ANTIDEPRESSIVO - Psiq. Substân-
cia heterogênea que, comparada
ao placebo, apresenta e cácia na
remissão de sintomas caracterís-
ticos da síndrome depres siva, em
pelo menos um grupo de pacientes
ANT ANT
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52
com transtorno depressivo de, no
nimo, moderada intensidade. As
substâncias que se mostram efetivas
somente em sintomas ines pecí cos
da depressão (por exemplo, insônia
ou ansiedade) não se consideram
antide pressivos. Não existe con-
senso se uma substância de e cácia
superior a placebo, porém inferior
a um antidepressivo padrão (por
exemplo, um anti depressivo tricí-
clico) deva ser chamada de anti-
depressivo. Algumas substâncias
antidepressivas podem ser e cazes
em outros transtornos mentais,
como o transtorno do pânico.
ANTÍDOTO - Contraveneno. Agente
que previne ou anula o efeito de
um veneno.
ANTIEFÉLICO - Contra as sardas.
ANTIEMÉTICO - O mesmo que
antivomi tativo.
ANTIESCORBÚTICO - Vitamina
C ou ácido ascórbico. Agente
que atua contra o escorbuto. (V.
Escorbuto.)
ANTIESPASMÓDICO - Que comba-
te os espasmos e convulsões.
ANTIFEBRIL - Antipirético, que faz
baixar a febre.
ANTIFLOGÍSTICO - Que combate
a in amação.
ANTIFTÍRICO - Contra os piolhos.
ANTÍGENO - Toda proteína estranha
que, inoculada ou ingerida, vai pro-
vocar a formação de um anticorpo.
Substância que estimula a formação
de anticorpos.
ANTI-HELMÍNTICO - Contra os
vermes.
ANTI-HISTAMÍNICO - Substância
usada para neutralizar a ação da
histamina nos processos alérgicos.
ANTILACTAGOGO - Que supri-
me ou faz diminuir a secreção de
leite.
ANTILUÉTICO - Contra a lues ou
lis.
ANTIMICÓTICO - Contra as mico-
ses.
ANTIMICROBIANO - Que impede
o desenvolvimento dos micróbios.
ANTIONEOGENES - Genes normal-
mente envolvidos no controle da
expansão do oncogenes.
ANTIPRURÍDICO - Que combate
o prurido.
ANTIPSICÓTICOS - Em Psiquiatria:
Chamados também “neu rolép-
ticos”, são medicamentos usados
especialmente no tratamento de
psicoses, visando reduzir ou ali-
viar sintomas tais como delírios e
alucinações. Não curam a doença,
mas controlam seus sintomas. O
primeiro anti psicótico posto em
uso foi a clorpro mazina (1952),
que revolucionou o tratamento
das psicoses, sobretudo da esquizo-
frenia. Outros, como halo peridol,
fuflenazina, tioreda zina foram
descobertos, tendo como processo
básico de ação o bloqueio de um
neuro transmissor cerebral chamado
ANT ANT
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53
dopamina. Chamados clássicos ou
convencionais, tais antipsi cóticos
são e cazes no controle de sintomas
denominados positivos como, por
exemplo, delírios, alucinações, de-
sorganização do pensamento. Pro-
duzem também efeitos colaterais
chamados extra piramidais, como:
tremores e ri gidez muscular. Surgiu,
a partir dos anos 1990, nova geração
de anti psi cóticos, como clozapina,
olan za pina, que, além de bloquear a
dopamina, também bloqueia outros
neurotransmissores cerebrais, como
a serotonina. Agem não somente
nos sintomas positivos, mas tam-
bém nos chamados negativos, como
o pauperismo do pensamento, o
embotamento afetivo e a falta de
motivação. Produzem estes novos
medicamentos menos efeitos cola-
terais extrapiramidais do que os
clássicos. No mercado brasileiro há
muitos antipsi cóticos disponíveis,
alguns em forma de comprimidos e
também de injeção de longo efeito,
aplicada com intervalo de semanas.
Eles levam algumas semanas para
fazer efeito e melhorar o paciente.
Em certas doenças, precisam ser
usados por períodos longos, porém
não causam dependência.
ANTI-RAQUÍTICO - Que evita o
raquitismo, como, por exemplo, a
vitamina D.
ANTI-SEPSIA - Ataque aos micró-
bios.
ANTI-SÉPTICO - Substância que im-
pede o crescimento dos micróbios
patogênicos vivos. Os anti-sépticos
são essenciais nas cirurgias e outros
procedimentos médicos, na desin-
fecção das mãos e dos instrumentos,
nos tratamentos de urgência de
lesões e feridas, etc.
ANTITRAGO - Proeminência na por-
ção inferior do lóbulo da orelha.
ANTITOXINAS - São anticorpos que
neutralizam o efeito das toxinas ou
venenos produzidos por bactérias.
Constituem medicamento especí -
co para certas toxina -infecções. São
usadas contra o botulismo, tétano,
picada de serpentes, aranhas, es-
corpiões, etc.
ANTIVENENO - Antídoto, contra-
vene no.
ANTRACOSE - Doença dos minei-
ros, pela inalação de carvão.
ANTRAZ - Usado como arma bacte-
rio gica - os Estados Unidos têm
o maior arsenal desse instrumento
letal -, o antraz é uma in amação
dérmica, causada pelo Bacillus
anthracis, comum nos animais.
Atinge os seres humanos pelo con-
tato físico com animais infectados
(20% dos casos fatais), ingestão de
alimentos contaminados (de 25%
a 60% de mortalidade), ou por
inalação da bactéria, uma forma
rara de contágio que em 90% dos
casos mata. Muitos casos ocorreram
nos Estados Unidos, por causa do
combate ao terrorismo, após o ata-
que de 11 de setembro de 2001. Os
sintomas são parecidos com os da
gripe: febre, dor de cabeça, tosse,
ANT ANT
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54
náusea e vômito. O tratamento pode
ser feito com antibióticos antes
do aparecimento dos sintomas.
A contaminação por inalação é a
mais perigosa: se não for tratada, a
morte é certa. Existe vacina contra
o antraz e são necessárias seis doses
para imunizar o organismo. Muitas
das vítimas receberam cartas conta-
minadas com a bactéria.
ANTRO - Uma cavidade no osso da
face que se comunica com o nariz,
através de uma pequena abertura.
Os mais importantes espaços ocos
nos ossos da cabeça são os dois
antros, um em cada lado do rosto,
e as duas cavidades acima das
sobrancelhas. Infelizmente, em
especial depois de um resfriado, os
micróbios podem penetrar nesses
espaços e provocar uma infecção.
Isso resulta numa secreção nasal
crônica e numa dor local, condição
conhecida como sinusite. Se o
antro estiver ataca do, o rosto ca
dolorido e sensível. Se a cavidade
frontal estiver atacada, há dor acima
das sobrancelhas, e geralmente uma
dor de cabeça que vai subindo, e
desa pare ce durante o dia. Nessa
condição, o nariz deve permanecer
limpo, para deixar o seio, ou antro,
escoar. As inalações de vapor são
úteis. Se o estado não melhorar
rapidamente, deve-se consultar um
médico.
ANTROSCÓPIO - Instrumento para
analisar os seios ósseos.
ANTROSTOMIA - Operação de
abrir um antro para drenagem.
ANTROTOMIA - Incisão de um
antro.
ANTRÓTOMO - Instrumento des-
tinado a abrir uma cavidade, espe-
cialmente cavidade óssea.
ANULAR - Em forma de anel.
ANÚRIA - Ausência de secreção
urinária.
ÂNUS - Orifício de saída retal.
AORTA - A maior artéria do organis-
mo, que sai do ventrículo esquerdo
do coração e distribui o sangue
oxigenado a todo o corpo, pelas
rami cações do sistema arterial.
AORTALGIA - Sensação dolorosa
na aorta.
AORTITE - In amação da aorta.
AORTOMALACIA - Amolecimento
das túnicas musculares da aorta.
AORTOPTOSE - Deslocamento da
aorta de sua posição normal.
AORTOSCLEROSE - Esclerose da
aorta.
AORTOSTENOSE - Estreitamento
da aorta.
AORTOTOMIA - Incisão da aorta.
AOSMIA - Privação do olfato.
APARELHO - Conjunto de órgãos
constituído de tecidos diferentes,
mas executando a mesma função.
Ex.: aparelho digestivo, aparelho
circulatório, etc.
APARELHO CIRCULATÓRIO -
Atinge todas as células do orga-
ANT APA
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55
nismo, transportando o sangue
com as substâncias vitais desde os
órgãos onde são produzidas até os
tecidos que delas necessitam. O
coração bombeia o sangue através
dos vasos sangüíneos, os quais
oferecem ao sangue duas grandes
rotas: a circulação sistêmica e a
pulmonar. O sangue também trans-
porta os rejei tos do organismo até
os órgãos nos quais são separados
em seus componentes, voltando a
ser usados ou sendo excretados.
Existem outras duas circulações: a
portal, que leva sangue ao fígado e
a renal, que abastece os rins.
APARELHO DIGESTIVO - Atu-
almente denomina-se “sistema
diges tório. O termo aparelho é
utilizado para designar dois ou mais
sistemas; na digestão apenas um
está envolvido, daí a mudança de
nome. Compõe-se de duas partes:
tubo digestivo, formado por boca,
faringe, esôfago, estômago, intesti-
no delgado, intestino grosso, reto e
ânus; e glândulas anexas, que são:
glândulas salivares, fígado, pâncre-
as. A digestão começa na boca, onde
as glândulas salivares preparam a
saliva, suco digestivo que contém
a ptialina ou amilase salivar. São
três pares de glândulas salivares:
as sublinguais, as sub maxilares e
as parótidas. O fígado produz a bile,
que contém sais biliares com função
digestiva. O pâncreas contém dois
grupos de células excretoras: um
deles produz o suco pancreático, o
mais importante dos sucos digesti-
vos, que é lançado no duodeno; o
outro produz hormônios lançados
no sangue, por isso o pâncreas
é considerado célula mista. Dos
hormônios, o mais importante é
a insulina, que regula o teor de
glicose no sangue.
APARELHO REPRODUTOR - No
homem, consta dos seguintes ór-
gãos: testículos, dois órgãos ovais,
formados por um sistema de tubos,
chamados “tubos seminí feros”,
onde milhões de espermatozóides
são produzidos e armazenados. En-
tre eles cam as células de Leydig,
que produzem testosterona, hormô-
nio que desenvolve as característi-
cas sexuais secundárias, com pêlos,
engrossamento da voz, aumento dos
músculos no rapaz; epidídimos,
dois tubos muito torcidos sobre
os testículos, por onde passam os
espermatozóides; canal deferente,
tubo que leva espermatozóides de
cada testículo à uretra; vesículas
seminais, duas bolsas que fabricam
líquido denso e leitoso, com o m
de facilitar a viagem dos esperma-
tozóides e de con servá-los vivos;
próstata, glândula atravessada pela
uretra; produz líquido semelhante
ao das vesículas seminais; uretra,
pequeno canal procedente da be-
xiga por onde a urina passa, assim
como o esperma; os dois nunca são
eliminados ao mesmo tempo; pênis,
órgão de forma cilíndrica, percor-
rido interiormente pela uretra, que
leva ao exterior a urina e o esperma.
APA APA
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56
Cada centímetro cúbico de esperma
ou sêmen contém cerca de 70 mi-
lhões de espermatozóides.
Na mulher, o aparelho reprodutor
compõe-se de: ovários, dois órgãos
de forma oval e do tamanho de
uma noz, na cavidade abdominal,
com a função de produzir óvulos e
hormô nios; ovidutos ou trompas de
Faló pio, dois tubos nos e longos
que unem os ovários ao útero; são
caminho para o óvulo quando este
deixa o ovário e encaminha-se para
o útero; nas trompas dá-se o encon-
tro do óvulo com o esperma tozóide,
no momento da fecundação; útero,
órgão único com forma de pêra,
oco, cuja função é guardar o óvulo
depois de fecundado e abrigar o
novo ser até que nasça. Uma dife-
rença entre homem e mulher é que
esta tem aberturas diferentes para
o sistema reprodutor e o urinário: a
vagina para a reprodução e a uretra
para a urina.
APARELHO RESPIRATÓRIO - Tem
a função de fazer entrar ar no orga-
nismo, para pô-lo em contato com
o sangue, e isto se faz através das
vias respiratórias e dos pulmões. As
vias aéreas são: fossas nasais, que
se comunicam com o meio exterior;
faringe, continuação das fossas na-
sais, por onde passa o ar em direção
à traquéia, e os alimentos para o
esôfago; a laringe, entre a faringe
e a traquéia; a laringe eleva-se ao
mesmo tempo em que a epiglote
fecha o orifício de comunicação
com a faringe, para impedir que o
alimento entre na traquéia; traquéia,
tubo com anéis cartilaginosos;
brônquios, duas ramificações da
traquéia, que penetram nos pul-
mões, à direita e à esquerda; no
interior dos pulmões os brônquios
se rami cam em tubos cujo diâme-
tro vai diminuindo à medida que
se sub dividem, tornando-se por
fim finís si mos canais chamados
bronquío los, que vão terminar nos
alvéolos pulmonares. Os pulmões
são dois órgãos de consistência es-
ponjosa, nos quais o oxigênio do ar
passa para o sangue e o ar carbônico
do sangue passa para o ar atmosféri-
co. Envolvendo os pulmões há duas
membranas chamadas pleuras. Os
alvéolos não dispõem de mecanis-
mos para expulsar os poluentes, daí
os efeitos prejudiciais do fumo, que
causam várias doenças.
APATIA - Falta de energia. Estado de
indiferença.
APÁTICO - Indiferente, sem reações
afetivas.
APÊNDICE - Apêndice ileocecal,
órgão em forma de tubo ou saco,
medindo de 8 cm a 15 cm, situado
entre o íleo e o ceco, que se projeta
do intestino grosso; também cha-
mado apêndice vermiforme, por sua
semelhança com um verme. Diz-se,
comumente, apêndice.
APENDICECTOMIA - Operação de
extirpa ção do apêndice cecal.
APENDICITE - In amação do apên-
dice. Os alimentos saem do estô-
mago por um tubo comprido (o
APA APE
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57
intes ti no) que ca enrolado dentro
do abdome. Numa extremidade há
uma pequena rami cação lateral - o
apêndice - que dá numa ponta sem
saída. Em animais mais baixos, ele
é maior e desempenha um papel
na digestão, mas, no homem, ele
provavelmente é só rudimentar.
Apendicite signi ca in amação do
apêndice (todos os termos médicos
terminados em “ite” signi cam in-
amação, como, por exemplo, cis-
tite, etc.). O alimento parcialmente
digerido pode penetrar no apêndice
e, como há sempre micróbios nos
intestinos, isso pode resultar numa
irritação e infecção do apêndice.
Isso pode provocar uma dilatação
do apêndice, do mesmo modo que
a pele em torno de um furúnculo se
dilata, de forma que o pus não possa
sair do canal fechado. Desenvolve-
se, então, a apendicite e, se esta não
for tratada, o apêndice pode se rom-
per e espalhar a infecção por todo o
interior do abdome, provocando a
perito nite - um estado grave.
Conteúdo da cavidade abdominal:
A – Fígado F - Estômago
B - Vesícula biliar G - Pâncreas
C – Duodeno H - Intestino
delgado
D Apêndice I - Cólon (in-
tes- tino
grosso)
E – Baço J - Reto
A apendicite começa com uma
dor no meio do abdome, ao redor
do umbigo, e pode haver náusea
ou uma pequena diarréia. O mais
comum é haver prisão de ventre.
Há geralmente febre; a temperatura
sobe para 37,5
o
C mais ou menos
(de 99
o
F a 100
o
F); pouco depois,
a dor desce para o lado direito e se
torna mais forte. Deve-se colocar
o paciente na cama e procurar
um médico, pois se for apendicite
o tratamento é retirar o apêndi-
ce. O médico deve ser chamado
logo, antes que haja o perigo de
o apêndice se romper e espalhar a
in fecção. Existe uma regra da qual
todos devem se lembrar: no caso
de uma dor de estômago, prin-
cipalmente numa criança, nunca
dê um laxante sem instrução
médica. Se for apendicite, a ação
violenta dos intestinos, causada
pelo purgante, pode fazer com que
o apêndice se rompa, provocando
resultados fatais. Se não houver
febre e houver suspeita de prisão de
ventre, pode-se seguramente usar
um suposi tório.
APENDICÓLISE - Destruição do
apêndice.
APENDICOLITÍASE - Presença de
cálculos no interior do apêndice.
APEPSIA - Falta de suco gástrico no
estômago.
APERIENTE - Que abre. Diz-se das
substâncias que abrem o apetite.
APERITIVO - Que estimula o
apetite.
APETITE - Desejo natural de alimen-
tos no intervalo entre duas refeições
APE APG
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58
normais. O apetite pode estar
sujeito a impulsos desregrados,
constituindo-se em compensação
por perdas ou frustrações, para
chamar a atenção dos mais velhos.
A diminuição ou perda de apetite
acompanha estados anormais, po-
dendo ser sintoma de tuberculose
ou anemia. A recusa sistemática de
ingerir alimentos é conhecida como
anorexia nervosa. (V. Anorexia
nervosa.)
APEX - V. Ápice.
APGAR, BOLETIM DE - Sistema
de avaliação dos recém-nascidos,
usando-se critérios respiratórios,
circulatórios e neurológicos, e
que permite notas de zero a dez.
Crianças com notas menores do que
oito são consideradas deprimidas e
merecem reanimação.
APICAL - V. Ápice.
ÁPICE - O ponto mais alto de uma
raiz dentária.
APICECTOMIA - Remoção cirúrgica
do ápice de uma raiz dentária.
APICITE - In amação do ápice.
APICÓLISE - Destruição do ápice.
APINEALISMO - Ausência de glân-
dula pineal.
APIOGÊNICO - Que não produz
pus.
APIRÉTICO - Sem febre.
APIREXIA - Ausência de febre.
APISTEIRO - Vasilha especial pela
qual se dá de beber ao doente.
APITERAPIA - Tratamento pelas
picadas de abelha.
APITUITARISMO - Falta de ati-
vidade da glândula pituitária ou
hipó se.
APLACENTÁRIO - Sem placenta.
APLASIA - Falta de desenvolvimento
normal de um órgão ou de uma
parte do corpo.
APLASIA DA MEDULA ÓSSEA
- Inadequada (pouca) produção
de sangue.
APLÁSTICO - Com desenvolvimen-
to de ciente.
APNÉIA - Palavra grega que signi-
ca “respiração”. Esta síndrome
foi diagnosticada pela primeira
vez na década de 1960. Ela causa
interrupções momentâneas da
respiração durante o sono (por
isso se denomina apnéia obstru-
tiva do sono) e pode provocar
até ataques cardíacos. Sintomas:
ronco, cansaço, falta de memória,
irrita bilidade, sonolência durante o
dia ou ida ao banheiro várias vezes
por noite. A apnéia atinge 2% a 4%
da população mundial. Ela também
afeta o estado mental, provocando
depressão. O exame que se faz
para detectar o problema é o de
polissonogra a: o paciente passa a
noite no hospital onde o seu sono
é monitorado. Um dos problemas
do apnéico, enquanto dorme, é o
relaxamento da musculatura res-
ponsável por manter a mandíbula
para a frente e a faringe aberta, o
API APN
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59
que garante a passagem do ar. Tam-
bém a obesidade, com acúmulo de
gordura na região do pescoço, deixa
esse canal mais estreito, obstruindo
a respiração. Resultado: falta de
oxigênio, déficit energético, que
causam sonolência, irritabilidade,
aumento da pressão sangüínea,
parada cardíaca e até a morte. Para
corrigir o mal há um aparelho in-
traoral, feito de aço inox e resina,
que reposiciona a mandíbula e
deixa o ar passar; a respiração volta
ao normal e o ronco desaparece;
porém esse tratamento é indicado
para portadores da doença em níveis
leve e moderado, isto é, quando o
exame identifica no máximo 40
interrupções da respiração por hora.
Para casos mais graves o tratamento
é o aparelho CPAC (que, em inglês,
signi ca “pressão contínua de ar nas
vias aéreas”). Ele é elétrico e força
a entrada do ar, mantendo as vias
superiores abertas. O único alívio
para os apnéicos, no passado, era
a traqueos tomia, descartada atual-
mente devido ao alto risco de infec-
ção e o desconforto para o paciente.
É difícil curar-se; os que se livraram
da síndrome submeteram-se a cirur-
gias que deslocam inteiramente o
maxilar e a mandíbula.
APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO
- Síndrome que se caracteriza
por episódios de diminuição e/ou
ausência de uxo aéreo durante o
sono ocasionando desatu ração de
oxigênio. (V. Apnéia.)
ÁPODE - Sem pés.
APÓFISE - Saliência em um osso.
APÓFISE MASTÓIDE - Uma pro-
jeção do osso temporal atrás da
orelha. Igual aos vários ossos da
cabeça, ela é oca (V. Antro.), e
contém pequenos espaços cheios
de ar. Esses espaços comunicam-se
com a parte interna do ouvido; se
houver descuido numa infecção do
ouvido médio, a apó se mastóide
pode ser envolvida. A condição,
atualmente rara, é conhecida como
“mastoidi te”. O tratamento imedia-
to da dor de ouvido deve eliminar
essa condição.
APOFISITE - Inflamação de uma
apó se.
APONEURORRAFIA - Sutura de
uma aponeurose.
APONEUROSE - Ou aponevrose.
Membrana que protege os mús-
culos.
APONEUROSITE - In amação de
uma aponeurose.
APONEURÓTOMO - Instrumento
para incisar uma aponeurose.
APOPLEXIA - Falando de um modo
geral, a metade direita do corpo é
controlada pela metade esquerda
do cérebro e vice-versa. Uma
apo plexia geralmente provoca a
debilidade de uma metade do corpo.
Ocorre devido a um dano na metade
oposta do cérebro e quase sempre
resulta de alguma interferência no
abastecimento de sangue. Uma das
APN APO
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60
causas é a hemorragia cerebral,
na qual há sangramento dentro dos
tecidos do cérebro, devido a ruptura
de um vaso sangüíneo. Isso, às ve-
zes, é conseqüência atrasada de uma
pressão arterial alta não tratada, ou
pode ocorrer devido a uma mancha
fraca numa das artérias do cérebro.
Em outros casos, a apople xia não se
deve a um sangramento, mas a um
coágulo numa das artérias, que pri-
va parte do cérebro de seu sangue.
Às vezes, o coágulo se forma no
vaso, talvez devido a uma mancha
áspera na parede. Isso é uma trom-
bose cerebral. O coágulo também
pode se formar em qualquer outro
lugar e ser levado na circulação até
o cérebro, obstruindo uma das arté-
rias - uma embolia cerebral.
Qualquer que seja a causa, os resul-
tados são semelhantes. O paciente
pode car inconsciente, com uma
metade do corpo debilitada e pode
haver perda da fala. Geralmente,
ocorrem apoplexias muito meno-
res, nas quais pode haver somente
uma leve debilidade de um mem-
bro ou pronúncias indistintas das
palavras.
A recuperação é quase sempre com-
pleta e rápida - talvez dentro de um
ou dois dias. Essas apoplexias mui-
to pequenas são geralmente classi -
cadas como espasmos, supondo que
um vaso sangüíneo foi bloqueado, e
depois se abriu novamente. Os es-
pasmos são um bom aviso, pois eles
geralmente permitem que algum fa-
tor de risco, como a pressão arterial
alta, seja reconhecido e tratado. Até
mesmo com as apople xias maiores
há quase sempre uma recuperação
considerável, já que as partes do
cérebro que permanecem ilesas são
capazes de assumir o comando das
funções da parte dani cada. Isso
leva tempo e requer perseverança
por parte do paciente. Geralmente,
quanto mais jovem a vítima, maior
a recuperação, e todos que sofreram
uma apoplexia nunca devem perder
a esperança.
Uma sioterapia pode ser preparada
e, se os exercícios forem realizados
regularmente, uma melhora lenta
- porém segura - provavelmente vai
recompensar a vítima. Um exercício
bom para uma mão enfra que cida é
apertar uma bola macia em séries de
vinte, quatro vezes ao dia. O trata-
mento logo pédico é útil para aqueles
cuja fala é afetada, e isso pode
incluir também um re treina mento
de caligra a. Existem aparelhos que
podem ser adaptados em casa, para
tornar mais fácil o dia-a-dia de uma
vítima de apoplexia.
APOSIÇÃO - Posição um ao lado
do outro.
APÓSITO - Curativo ou ligadura que
se põe sobre as feridas.
APOSTEMA - V. Abscessos.
APOSTEMAR - Formar pus.
APÓZEMA - Decocto (cozimento)
de substâncias vegetais a que se jun-
tam clari cantes e edulcorantes.
APROCTIA - Ausência ou imper-
APO AQU
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61
furação do ânus.
APTIALISMO - Falta de secreção
salivar.
AQUEILIA - Ausência de lábios.
AQUILES (TENDÃO DE) - Forte
tendão que liga o músculo da pan-
turrilha ao calcanhar.
AQUILIA - Falta ou de ciência de
formação de quilo. É doença rara na
qual se registra a ausência de todos
os componentes do suco gástrico
que as glândulas do estômago re-
gularmente produzem.
AQUILODINIA - Dor no tendão de
Aqui les.
AQUIMIA - Falta de quimo.
AR RESIDUAL - Ar que ca no pul-
mão, mesmo após uma expiração
forçada. É geralmente de 1 litro.
ARACNIDISMO - Envenenamento
pelas toxinas de aranha.
ARACNITE - In amação da membra-
na aracnóide (uma das meninges).
ARACNODACTILIA - Anomalia
considerada de tendência hereditá-
ria na qual os dedos das mãos e, às
vezes, dos pés são anormalmente
longos e nos.
ARACNÓIDE (MEMBRANA) -
Lepto meninge, uma das três mem-
branas me níngeas.
ARACNOIDITE - V. Aracnite.
ARCO SENIL - Ou gerontóxon,
opacidade branca circular ou acin-
zentada ao redor da córnea das
pessoas idosas.
AREJAMENTO - Renovação do ar
ou ventilação.
ARÉOLA - Pigmentação disposta
em anel.
AREOLAR - Cheio de interstícios.
AREÔMETRO - Instrumento para
medir a densidade dos líquidos.
ARGÊNTICO - Que contém prata.
ARGENTINO - Semelhante à prata.
ARGILOFAGIA - Geofagia, vício de
comer terra.
ARGIRIA - Descoloração da pele
devido à deposição de prata.
ARGIRISMO - Envenenamento
crônico pelos sais de prata.
ARGIROSE - V. Argiria.
ARGYLL-ROBERTSON (PUPILA
DE) - Pupila pequena que reage
à acomodação, mas não à luz.
Encontrada na tabes dorsales e em
outras doenças.
ARITENÓIDE - Em forma de
concha.
ARITENOIDITE - Inflamação da
cartilagem aritenóide.
ARMAMENTÁRIO - Conjunto
de medicamentos, aparelhagem
e livros do médico para uso da
pro ssão.
ARREFLEXIA - Abolição dos re-
exos.
ARRENOBLASTOMA - Tumor ova-
riano constituído de células mas-
culinas e que produz na paciente o
AR ARS
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62
aparecimento de caracteres sexuais
secundários do homem.
ARRINIA - Falta congênita do na-
riz.
ARRINO - Sem nariz.
ARRITMIA - Irregularidade e desi-
gualdade das contrações do cora-
ção. Ele possui atividade elétrica
própria que consiste na geração e
transmissão de estímulos. Distúr-
bios destas propriedades resultam
em alterações do ritmo cardíaco ou
arritmia cardíaca. Entre nós, a causa
mais comum de arritmia cardíaca é
a Doença de Chagas.
ARSENICISMO - Envenenamento
crônico pelo arsênico.
ARSENOTERAPIA - Tratamento
pelos sais de arsênico.
ARSONVALIZAÇÃO - Tratamento
pelo aparelho de Arsonval, baseado
nas correntes de alta freqüência.
ARTERECTOMIA - Extirpação de
um segmento de artéria.
ARTÉRIA - Vaso sangüíneo de
paredes grossas que transporta o
sangue vindo do coração. Depois
de o sangue ter sido distribuído
para os tecidos do organismo, ele
é recolhido em vasos sangüíneos
de paredes nas - as veias - que o
levam de volta ao coração. (V. Co-
ração e Doenças cardíacas.)
ARTÉRIA RADIAL - Artéria em que
se toma o pulso, situada no prolon-
gamento da linha do polegar, junto
ao osso rádio.
ARTERIALIZAÇÃO - Transformação
do sangue venoso em arterial.
ARTERIOECTASIA - Dilatação de
uma artéria.
ARTERIOGRAFIA - Exame das arté-
rias aos raios X, depois da injeção
de uma substância rádio-opaca para
contraste.
ARTERIOGRAFIA CEREBRAL -
Radiogra a do crânio obtida após
injeção de contraste nas artérias
cerebrais.
ARTERIOGRAMA - Traçado de
uma artéria.
ARTERÍOLA - Pequena artéria.
ARTERIÓLITO - Cálculo no interior
da artéria ou de suas paredes.
ARTERIOMALACIA - Amolecimen-
to da túnica muscular da artéria.
ARTERIOPATIA - Toda afecção de
artérias.
ARTERIOPLASIA - Falta de desen-
volvimento de uma artéria.
ARTERIOPLASTIA - Cirurgia repara-
dora de uma ou mais artérias.
ARTERIOSCLEROSE - Doença
degene rativa das artérias, carac-
terizada pelo espessamento das
paredes, por acúmulo de material
depositado, principalmente cristais
de colesterol e cálcio, quando elas
cam mais grossas e rígidas.
Esse endurecimento das artérias
coro nárias causa a angina, en-
quanto que a arteriosclerose nas
pernas causa uma dor intermitente
ARS ART
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63
na panturrilha quando a pessoa
anda. Essa condição é mais co-
mum nos fumantes e naqueles
com uma tendência a ter colesterol
elevado. Deve-se parar de fumar e
pode-se tomar remédio para bai-
xar o coles terol. É prudente uma
dieta com pouca gordura animal.
Descobriu-se que cebola, alho e
óleo de peixe são bons para redu-
zir taxas de gordura no sangue, e
isso pode ser útil quando não se
tolera remédios ou quando estes
não são encontrados. As formas
mais graves de arteriosclerose
apresentam-se quando estão afeta-
dos vasos do cérebro e do coração.
(V. Aterosclerose.)
ARTERIOTOMIA - Incisão cirúrgica
de uma artéria.
ARTERIÓTOMO - Instrumento para
praticar incisão de artéria.
ARTERITE - In amação da parede
de uma artéria. Um caso importante
é aquele que ocorre na artéria das
têmporas, pois pode estar asso-
ciado a uma perda de visão. Uma
irritabilidade persistente acima da
região das têmporas, numa pessoa
geralmente acima de 65 anos, re-
quer cuidados médicos urgentes,
pois o tratamento pode preservar a
visão. A falta desses cuidados pode
resultar numa cegueira repentina
- geralmente num dos olhos.
ARTICULAÇÃO - Junta entre dois
ou mais ossos. As articulações
movem-se e se reforçam por meio
de fibras musculares e tendões.
Luxações, in amações, lesões na
rótula, cotovelo e ancilose, além
de rompimento de ligamentos, são
alguns dos males das articulações.
ARTICULAR - Relativo a uma junta
ou articulação.
ARTRALGIA - Dor na articulação.
ARTRECTOMIA - Retirada parcial
ou total de uma articulação.
ARTRITE - In amação articular, que
se caracteriza por dor, aumento de
temperatura, vermelhidão, aumento
do volume do local afetado e di-
minuição da mobilidade. É mais
comum na meia-idade e velhice.
Existem muitas variedades. Às
vezes, uma ou mais juntas são afe-
tadas durante alguma outra doença,
como, por exemplo, a rubéola. Esse
tipo de artrite aguda geralmente sara
por completo. (V. Estado agudo.)
A febre reumática está também
associada à in amação aguda das
juntas.
Os tipos de artrite comuns, no
entanto, são crônicos e se desen-
volvem lentamente, podendo durar
anos. A forma mais comum é a os-
teoartrite, que pode ser vista como
resultado de um desgaste. Pode ser
também o resultado atrasado de
um ferimento ou fratura. Ocorre
em grupos de idade mais avançada
e, geralmente, nas juntas sujeitas
a maiores esforços, como quadril,
joelhos e espinha dorsal. As juntas
devem permanecer em movimento
ART ART
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64
o maior tempo possível e, a não ser
que estejam muito in amadas ou
quentes, o exercício é vital. Pode-
se dizer que ele é tão essencial que
o divertimento e a vida futura de
alguém dependem dele. Normal-
mente 10 minutos por dia devem
ser su cientes. As juntas maiores,
como o quadril e o joelho, têm
uma tendência de car encurvadas
e entrevadas; os exercícios visam
endireitar essas juntas até o limite
e manter a mobilidade. Exercícios
em casa podem evitar que se chegue
além de uma simples dor. Um médi-
co pode esquema tizar os exercícios
necessários. Uma proteção (joelhei-
ra, cotoveleira, torno zeleira) pode
ser usada nessas juntas, trazendo
um alívio extraordinário. Deve
ser durante poucos dias, cada vez,
pois o seu uso regular enfraquece
os músculos.
A artrite reumatóide atinge os mais
jovens - mais freqüentemente, as
mulheres. A causa é incerta, apesar
de que pode ocorrer devido à reação
alterada a uma infecção. Ela come-
ça nas pequenas juntas das mãos
e pulsos, e pode estar associada a
uma enfermidade geral. As juntas
tendem a car mais quentes e in a-
madas do que na osteoartrite.
Durante os estágios menos agudos,
os sofredores de ambas as formas
de artrite podem ser ajudados com
exercício, massagem nos múscu-
los circundantes, aquecimento ou
hidroterapia. Quando o exercício
ativo não é possível, o sioterapeuta
pode colocar passivamente a junta
em seu limite total de movimento.
Isso é para evitar a ancilose e a
deformidade, que podem se desen-
volver rapidamente nas juntas que
não são usadas. Todas as formas de
artrite podem ser tratadas com com-
primidos para reduzir a in amação
e a dor, e a artrite reumatóide pode
ser tratada também com injeções.
Algumas requerem tratamento com
óleo de fígado de bacalhau.
As modernas cirurgias de reposição
das juntas têm trazido bastante
alívio para os sofredores. O alívio
da dor e uma melhor mobilidade,
especialmente no quadril, são
conseguidos num espaço de tempo
surpreendentemente curto. O maior
empecilho são as longas listas de
espera.
Existe uma forma de artrite reuma-
tóide que se dá em crianças. Esta
requer tratamento num centro
especializado. Há muitos outros
tipos, mas as prioridades gerais de
tratamento são as mesmas. (V. Dor
lombar e Exercício.)
ARTRITE REUMATÓIDE - V.
Artrite.
ARTRITISMO - Nome popular
dado a qualquer doença das arti-
culações.
ARTROCLASIA - Operação de fra-
turar uma articulação anquilosada
para restaurar os movimentos.
ARTRODESE - Intervenção cirúrgica
ART ART
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65
para imobilizar uma articulação.
ARTRODINIA - Dor na articulação.
ARTROPATIA - Toda afecção de
articulações; doença articular.
ARTROPLASTIA - Intervenção ci-
rúrgica pela qual se deseja restituir
ou aumentar a mobilidade de uma
articulação, cujos movimentos
estão abolidos ou limitados por
causas diversas (traumáticas, in a-
matórias, degenerativas, etc.).
ARTRÓPODE - Animal de patas
articuladas. Ex.: os insetos.
ARTROSE - Doença das articulações.
Processo degenerativo localizado
nos elementos que constituem uma
articulação.
ARTROTOMIA - Incisão de uma
articulação.
ASBESTOSE - Doença que afeta
os pulmões; manifesta-se entre os
que inalam pó ou outros materiais
procedentes do asbesto. A inalação
de suas bras produz modi cações
brosas nos pulmões; estes reagem
especialmente ao silício, dando
origem à silicose.
ASCARICIDA - Que mata os áscaris
(tipo de vermes).
ASCARIDÍASE - Infestação pelos
áscaris (tipo de vermes).
ÁSCARIS - Verme parasita longo e
cilíndrico que infesta o intestino,
às vezes provocando a ascaridíase.
Fixam-se no intestino e alimen-
tam-se do quimo intestinal. (V.
Lombrigas.)
ASCHOFF (NÓDULOS DE) - Nó-
du los reumáticos nos músculos e
órgãos. Consistem em tecido colá-
geno destruído. Este tipo de nódulo
foi descrito por Aschoff em 1904.
ASCITE - Edema localizado na ca-
vidade peritonial (abdome), com
acumulação de líquido.
ASCLÉPIOS - Ou Esculápio, o deus
da Medicina na mitologia grega.
ASCOLE (REAÇÃO DE) - Reação
de precipitação utilizada no dia-
gnóstico do carbúnculo hemático
(Bacillus anthracis).
ASFIXIA - É a condição de sufocação,
na qual o organismo ca privado de
ar ou, mais especi camente, de oxi-
gênio. (V. Anemia.) A as xia pode
acontecer de várias formas. As pas-
sagens de ar podem ser bloqueadas,
como num estrangulamento - quan-
do a traquéia é comprimida - , ou ao
car com algum alimento ou outro
objeto entalado na garganta. Ela
pode ocorrer ao se respirar gases
com falta de oxigênio - como numa
casa repleta de fumaça, durante
um incêndio. Pode resultar de um
choque elétrico - quando os mús-
culos que movem o tórax e levam
o ar para dentro dos pulmões cam
paralisados, ou pode acontecer num
afogamento - quando a água penetra
nos pulmões. Qualquer que seja a
causa, deve-se começar uma respi-
ração normal assim que possível,
para evitar a morte.
ART ASF
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66
Se uma criança engasga e ca com
o rosto roxo, com algo entalado
na garganta, deve-se pegá-la pelas
pernas, virá-la de cabeça para bai-
xo e bater vigorosamente em suas
costas, para expulsar o objeto. Um
socorro médico deve ser chamado
com urgência e, se a providência
citada acima não desobstruir a
passagem de ar, deve-se en ar um
dedo na garganta, até onde se con-
seguir, na tentativa de acabar com
a obstrução. Se isso não adiantar,
uma pancada forte bem abaixo do
ester no poderá, às vezes, resolver.
(V. Sufocação.)
Se, depois de uma intoxicação por
vapores ou gás de carvão, choque
elétrico ou afogamento, a respiração
não voltar imediatamente, deve-se
fazer respiração arti cial sem de-
mora. (V. Respiração arti cial.)
ASMA - A asma é uma condição de
constrição periódica e reversível
dos tubos respiratórios, e resulta
numa respiração sibilante e difícil.
É, geralmente, hereditária e ocorre
devido a uma sensibilidade anormal
a substâncias do meio ambiente. (V.
Alergia.) Também se pode dizer que
é um processo in amatório crônico
das vias aéreas caracterizado por
hiper-responsividade a estímulos
bronco constritores, com episódios
de limitação ao fluxo aéreo que
revertem espontaneamente ou com
auxílio de medicação.
Os pacientes com asma devem
ser examinados para se identi car
suas sensibilidades particulares.
As substâncias mais comuns que
causam asma são os ácaros da po-
eira e os pêlos de animais. Pode-se
ajudar bastante o paciente, evitando
os animais pertinentes; deve-se
diariamente tirar o pó do quarto -
inclusive da cama e das cobertas, e a
roupa de cama deve ser de material
sintético. O quarto deve ser mobi-
liado espaçadamente, e as roupas
guardadas em qualquer outro lugar.
Os colchões são as maiores fontes
de poeira e devem ser fechados em
sacos plásticos. (O ácaro da poeira
é um minúsculo inseto que não pode
ser visto a olho nu).
Muitos remédios (comprimidos
e inala dores para abrir os tubos
respiratórios) são utilizáveis para
prevenir e controlar os ataques.
Quando um ataque grave não
melhora rapidamente com o re-
médio usual, deve-se chamar um
médico, pois pode ser necessário
um tratamento mais urgente (inje-
ções, oxigênio, etc.). Não abuse de
seu inalador numa tentativa mal
orientada de evitar importunar o
médico. O fato de não conseguir
alívio pode signi car que você
precisa de uma reavaliação mé-
dica urgente.
Exercícios físicos moderados e
exercícios respiratórios especiais
podem ser de alguma ajuda. A asma
pode, no entanto, piorar com exer-
cícios, e alguns pacientes precisam
usar inaladores antes de participar
ASM ASP
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de algum jogo, corrida, etc. A nata-
ção é uma atividade particularmente
útil para os asmáticos, tendo menos
tendência de provocar uma constri-
ção respiratória, e pode ser utilizada
num programa graduado de treinos
que o médico pode estabelecer.
ASMA CARDÍACA - Crises notur-
nas de dispnéia em pacientes com
insu ciência cardíaca.
ASPERGILOSE - Afecção crônica,
geralmente nos pulmões, produzida
por um cogumelo, o aspergillus
fumigatus; tem sinais e sintomas
muito parecidos com os da tuber-
culose pulmonar.
ASPERMATISMO - Falta de esper-
ma tozóides no líquido seminal.
ASPIRAÇÃO - Retirada de líquido
de uma cavidade mediante aspira-
dor ou seringa; ato de inalar o ar na
respiração.
ASPIRINA - V. Ácido acetilsali-
cílico.
ASSEPSIA - Ausência completa de
germes patogênicos ou causadores
de doenças. Ferida asséptica: a que
está livre de germes.
ASSÉPTICO - Estéril, sem nenhum
mi cróbio.
ASSEXUAL - Sem sexo. Não
sexual.
ASSEXUALIZAÇÃO - Castração.
Retirada dos testículos ou dos
ovários.
ASSIALIA - Ausência de saliva.
ASSIDEROSE - Ausência de fer-
ro.
ASSIMILAÇÃO - Anabolismo.
Trans formação no organismo
dos alimentos em energia ou em
tecidos.
ASSINCLITISMO - Apresentação
oblíqua da cabeça do feto no estrei-
to superior da bacia.
ASSINERGIA - Falta de coordena-
ção entre grupos musculares.
ASSINTOMÁTICO - Que se apre-
senta sem os sintomas caracterís-
ticos.
ASSISTOLIA - Grau adiantado de
insu ciência cardíaca; a sístole se
faz com di culdade.
ASTASIA - Incoordenação motora
que torna impossível ao doente
permanecer de pé.
ASTASIA - ABASIA - Impossibili-
dade de car de pé e de andar.
ASTEATOSE - De ciência de se-
creção sebácea.
ASTENIA - Falta de vitalidade e
perda de energia em conseqüência
de um estado de fraqueza geral.
Fadiga.
ASTENOPIA - Cansaço ou enfra-
quecimento dos olhos causado pela
fadiga dos músculos ciliares.
ASTIGMATISMO - Forma de
ame tro pia em que a refração dos
diferentes meridia nos do globo
ocular é desigual. De ciência de
visão causada por irregularidades
na curvatura de uma ou mais de uma
superfície ocular. A visão diz-se
normal quando os raios luminosos
se reúnem exatamente sobre a reti-
na. Quando o fazem antes da retina,
tem-se a miopia; se antes da retina,
temos a hipermetropia; quando se
reúnem seguindo meridianos ou
ASP ATA
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ângulos distintos, há astigmatismo.
Pode ocorrer de modi cações na
curvatura da córnea ou por pressão
sobre as pálpebras que pode desviar
o globo.
ATADURA - Bandagem constituída
de faixa de pano. Pode ser de gaze,
cambraia, morim, linho, algodão,
crepom etc.
ATADURA GESSADA - Atadura de
tarla tana embebida de gesso.
ATAQUE - Termo usado vulgar-
mente para designar epilepsia,
apoplexia e até mesmo acesso
cardíaco. Acesso repentino e grave
de uma doença, seguido ou não de
convulsões.
ATAVISMO - Reprodução dos
carac teres físicos e siológicos dos
antepassados.
ATAXIA - Incoordenação moto-
ra. Perturbação da coordenação
muscular em que o movimento é
controlado apenas parcialmente.
Exemplos: Doença de São Vito, mal
de Parkinson, paralisia cerebral. A
ataxia é mais um sintoma do que
uma doença.
ATAXIA LOCOMOTORA PRO-
GRESSIVA - A infecção da medula
por sí lis é a causa da grave afecção
progressiva do sistema nervoso.
Pode aparecer a qualquer mo mento,
dos cinco aos quinze anos, depois
da infecção inicial. É chamada Ta-
bes dorsalis a in amação da medula
vertebral, de natureza si lítica.
ATELECTASIA - Expansão incom-
pleta ou colapso parcial de um
pulmão. Pode aparecer no nasci-
mento ou como resultado de doença
pulmonar ou brônquica. Consiste na
perda de ar dos alvéolos.
ATEROMA - Tumor esbranquiçado
e elásti co das artérias, contendo
líquido grumoso.
ATEROMATOSE - Existência de
atero mas.
ATEROSCLEROSE - Ateromatose
com esclerose.
ATETOSE - Movimentos involun-
tários, lentos e sem coordenação.
ATLAS - A primeira vértebra cer-
vical.
ATÔMICO (PESO) - O peso
dos diversos elementos químicos,
comparado com o do hidrogênio
que é 1.
ATOMIZAÇÃO - Conversão de
um líquido em vapor.
ATONIA - Debilidade. Falta de
tonicidade normal.
ATOPIA - Este termo designa
certas formas clínicas de hipersensi-
bilidade humana, de influência
hereditária. Pode-se manifestar
como dermatite atópica, asma,
rinite alérgica, etc.
ATÓPICO - O mesmo que Des-
locado.
ATOXICIDADE - Atoxidez, quali-
dade de não ser tóxico.
ATREPSIA - Caquexia infantil.
ATRESIA - Ausência de luz de um
órgão tubular, em que ocorre falta
de desenvolvimento completo da
luz, uma estrutura tubular, oca.
Exemplo: atresia de esôfago, atresia
ATA ATR
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de duodeno. Fechamento de um
conduto.
ATROFIA - Falta de desenvol-
vimento, desnutrição. Redução
normal ou anormal das dimensões
de um órgão ou célula que tenham
alcançado, previamente, o tamanho
próprio da maturidade. A atro a
patológica pode ser seguida de
degeneração dos tecidos
ATROPINA - Princípio ativo da
beladona.
AUDIOGRAMA - Grá co mos-
trando a percepção do ouvido a
sons variados.
AURA - Sensação subjetiva e pas-
sageira que precede uma crise (de
epilepsia, de histeria ou outra).
AURÍCULA - Cada uma das duas
cavidades do coração, que recebem
sangue das veias, a da direita é a da
circulação geral, e a da esquerda, o
sangue dos pulmões.
AURICULAR - Referente à orelha,
ou à aurícula.
AURISMO - Intoxicação crônica
pelos sais de ouro.
AURISTA - Especialista em doen-
ças de ouvidos.
AUROTERAPIA - Tratamento
pelos sais de ouro.
AUSCULTAÇÃO - Método de
exame em que o médico escuta
os ruídos internos do organismo e
procura interpretá-los.
AUTISMO - Uma forma lastimosa
de doença mental em crianças. A
criança é emocionalmente indife-
rente e não se relaciona com a fa-
mília e com o ambiente. Pode estar
ou não associada a outras formas
de retardamento. Requer tratamento
psiquiátrico urgente.
AUTO - Pre xo que signi ca “de si
próprio” ou “por si próprio”.
AUTO-ANTICORPO - Anticorpo
dirigido contra qualquer constituin-
te do próprio organismo.
AUTOCATETERISMO - Passa-
gem de uma sonda pelo próprio
paciente.
AUTOCLAVE - Aparelho esterili-
zador com base no vapor d’água sob
pressão a 120 ºC de tempe ratura.
AUTO-EROTISMO - Mastur-
bação.
AUTÓGENA (VACINA) - Vacina
preparada com germes do próprio
doente.
AUTÓGENO - Produzido dentro
do próprio organismo.
AUTO-HEMOTERAPIA - Trata-
mento pelas injeções de sangue do
próprio doente (por via intramus-
cular).
AUTO-INFECÇÃO - Infecção
por germes existentes no próprio
or ganismo.
AUTO-INTOXICAÇÃO - Intoxi-
cação por toxinas produzidas no
interior do próprio organismo.
AUTOLISADO - Produto de au-
tólise.
AUTÓLISE - Digestão das células
ou dos tecidos por fermentos exis-
tentes ali mesmo.
AUTOMATISMO - Estado em
que ações são praticadas sem cons-
ciência.
ATR AUT
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AUTÓPSIA (OU NECRÓPSIA)
- Exame macro e microscópico do
cadáver. A autópsia é dita médica
quando não há suspeita de morte
violenta. Porém quando se tratar
de morte violenta ou criminosa, a
autópsia é médico-legal, e deve ser
realizada no IML - Instituto Médico
Legal. A autópsia médica é realiza-
da por patologista, e a médico-legal
por médico legista, abrangendo
o exame dos órgãos, para ns de
instrução do processo legal.
AUTO-SOROTERAPIA - Trata-
mento pela reinjeção do soro san-
güíneo do próprio paciente.
AUTO-SUGESTÃO - Sugestão a
si próprio, usada no tratamento de
certas doenças de fundo nervoso.
AUTOVACINA - Vacina preparada
com germes retirados do próprio
doente.
AUXOGRAMA - Sistema de coor-
denadas que, utilizando os dados
de idade cronológica, idade/altura,
idade/peso, idade óssea, idade
mental e idade genital, contribui
para o diagnóstico dos distúrbios
do crescimento.
AVASCULAR - Sem vasos, sem
sangue.
AVIRULENTO - Não virulento.
AVITAMINOSE - Estado mórbido
proveniente da falta de vitaminas.
AVULSÃO - Retirada de um órgão
ou parte dele.
AXILA - Região debaixo dos bra-
ços. Não use nunca sovaco, que é
de mau gosto.
AXIS - A segunda vértebra cer-
vical.
AZIA - Um tipo de indigestão, no
qual se sente um ardor no meio do
peito. Pode estar associada à hérnia
do hiato. (V. Hérnia do hiato.)
ÁZIGOS - Ímpar. Sem par. Nome
de uma veia.
AZOOSPERMIA - Ausência de
esperma tozóides.
AZOTEMIA - Uremia, excesso de
uréia no sangue.
AZOTÚRIA - Aumento da uréia
na urina.
AZUL (DOENÇA) - Doença con-
gênita, defeito circulatório ou no
coração que faz os sangues veno-
so e arterial se misturarem.
AUT AZU
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71
B
B
B.C.G. - Bacilo de Calmette e
Guérin, bacilo da tuberculose ate-
nuado, empregado como vacina
contra a tuberculose. É antigênico
sem ser patogênico.
BACILOGÊNICO - Causado por
bacilos.
BACILOS - Microorganismos unice-
lulares, em forma de bastonete. É
um dos principais grupos de bacté-
rias, responsáveis por enfermidades
como a tuberculose, difteria, febre
tifóide, lepra, tétano e outras.
BACILOSE - Infecção por bacilos.
Geralmente, a expressão se refere
à tuberculose.
BACILÚRIA - Presença de bacilos na
urina.
BACINETE - Reservatório membra-
noso, um em cada rim, que recebe
a urina produzida.
BAÇO - O maior órgão linfático do
corpo, o baço localiza-se na parte
superior esquerda da cavidade ab-
dominal, imediatamente abaixo do
diafragma. Ele armazena corpúscu-
los de sangue e os libera na circula-
ção, se esses forem requisitados
numa emergência. Ele também re-
move da circulação as células
sangüíneas velhas e gastas. O baço,
se muito danificado, pode ser remo-
vido sem qualquer efeito ruim apa-
rente.
BACTÉRIA - Microorganismo unice-
lular, microscópico, do Reino
monera, formado por uma célula
procarionte desprovida de membra-
na nuclear. Não apresenta o envol-
tório protetor do núcleo; o material
genético (cromatina), constituído
por uma única molécula de DNA,
está disperso no citoplasma. As bac-
térias causam doenças infecciosas,
transmitidas pelo ar ou por contato
direto - gotículas de salivas ou muco
- ou indireto. Podem ser classifica-
das segundo a sua forma: as esféri-
cas são cocos; em forma de basto-
netes, bacilos; as espiraladas,
espirilos; aquelas em meia espiral,
vibriões. Para desenvolverem suas
funções de proteção e nutrição,
podem constituir agrupamentos
celulares (colônias): aos pares,
diplococos; em forma de colar,
estreptococos; ou de cacho de uva,
estafilococos. As bactérias, em sua
maioria, são inofensivas e muitas,
até, imprescindíveis à vida do ho-
mem. Lisogênica: a que traz, em um
locus específico de seu cromos-
somo, o ADN injetado por um fago,
o qual se duplica com a duplicação
do cromossomo bacteriano, sendo
assim transmitido às gerações su-
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72
cessivas do microorganismo com o
material genético dele.
Bactéria gigante: Em 16 de abril de
2000, a revista Science divulgou a
descoberta de uma bactéria visível a
olho nu na costa da Namíbia, sul da
África, pela cientista alemã Heide
Schultz. Chamada Thiomargarita
numibiensis, ela tem quase um milí-
metro de diâmetro, volume cem ve-
zes maior do que o das maiores bac-
térias conhecidas. Como se alimen-
ta de poluentes (nitratos e sulfetos),
estuda-se a possibilidade de ser usa-
da no combate à poluição.
Seqüenciamento: Cientistas brasi-
leiros da Rede Nacional do Projeto
Genoma Brasileiro completaram o
seqüenciamento de uma bactéria de
vida livre (não causa doenças) em
ambiente tropical. Trata-se da
Chromobacterium violaceum, típi-
ca das margens do Rio Negro, no
Estado do Amazonas. A bactéria
tem grande potencial biotecnoló-
gico, podendo fornecer moléculas
para utilização na indústria e na
Medicina. A violaceína, pigmento
produzido pela bactéria, pode com-
bater doenças como o Mal de Cha-
gas e a Leishmaniose; outras molé-
culas atuam contra tumores. Ela
produz, ainda, um polímero que
pode ser aproveitado para a produ-
ção de plástico biodegradável. O
DNA é composto de 5 milhões de
pares de base.
BACTERICIDA - Substância que
mata as bactérias.
BACTERIEMIA - Presença temporá-
ria de bactérias no sangue. Na sep-
ticemia há proliferação delas na
corrente sangüínea, com graves si-
nais de infecção.
BATERIÓFAGO - Vírus que pode
provocar a destruição das bactérias.
BACTERIOLOGIA - Ramo da Mi-
crobiologia que estuda as bactérias.
BACTERIOSCOPIA - Exame mi-
croscópico das bactérias.
BACTERIOSTÁTICO - Agente que
paralisa o crescimento das bactérias.
BACTERIOTRÓPICO - Que é atraí-
do pelas bactérias.
BAGASSOSE - Doença causada pela
inalação do açúcar de cana em pó.
BAIXA ESTATURA - Quando o per-
centil da estatura é inferior a 2,5 cm.
BAL - Dimercaprol, antídoto do en-
venenamento por metais pesados. O
nome deriva das iniciais de British
Anti-Lewisite. Lewisite era um gás
de guerra.
BALANITE - Inflamação que resulta
de uma infecção sob o bálano
(prepúcio), nos garotos e nos ho-
mens. Uma vez solto, geralmente
por volta dos 4 anos de idade, o
prepúcio deve ser retraído por com-
pleto para poder ser lavado. Dessa
forma, o problema pode ser evita-
do. Pode ser produzida também
pelo vírus do herpes simples, se
acompanhada de infecção secundá-
ria. (V. Circuncisão e Fimose.)
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BAC BAL
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BALANOPOSTITE - Inflamação da
glande e do prepúcio.
BALANTIDIOSE - Infecção causada
pelo protozoário Balantidium coli.
Recebe o nome de colite balanti-
diana, às vezes caracterizada por
diarréia sanguinolenta.
BALNEOTERAPIA - Tratamento pe-
los banhos.
BALSÂMICO - Medicamento aro-
mático, de natureza dos bálsamos.
BÁLSAMO - Nome de variadas subs-
tâncias que só têm em comum a na-
tureza ungüentácea, tais como po-
madas, linimentos, etc.
BANCO DE ESPERMA - Local nas
empresas que fazem inseminação
artificial, onde o esperma é arma-
zenado.
BANCO DE LEITE - O Governo im-
plantou no Brasil um programa de
aleitamento materno, contando já
com 120 bancos de leite humano em
22 Estados, uma das maiores estru-
turas do mundo. O leite armazena-
do destina-se a bebês prematuros,
a recém-nascidos com baixo peso e
a crianças cujas mães não podem
amamentar.
BANCO DE PELE - Local onde são
conservados enxertos de pele por
refrigeração.
BANCO DE SANGUE - Depósito de
sangue para transfusão, que existe (ou
deveria existir) em todo hospital.
BANDAGEM - Enfaixe, atadura,
ligadura.
BANDAGEM EM T - Tipo de atadu-
ra para o períneo.
BANHO ÁCIDO - Banho com água
a que se junta um ácido mineral.
Usado, às vezes, na hiperidrose.
BANHO ALCALINO - Banho em
água adicionada de um carbonato
alcalino.
BANHO ALCOÓLICO - Banho em
água adicionada de álcool. Diz-se
ser estimulante.
BANHO DE AREIA - Usado em la-
boratório para se obter altas tempe-
raturas.
BANHO DE ASSENTO - Semicúpio.
Imersão da bacia e dos quadris.
BANHO DE BRAND - Banho frio a
20
o
C na febre tifóide.
BANHO DE FARELO - Banho a que
se junta farinha cozida. É emoliente.
BANHO DE LAMA - Banho com
certas lamas medicinais, como a de
Araxá, por exemplo.
BANHO FRIO - Banho à tempera-
tura de 20
o
C para menos.
BANHO-MARIA - Aquecimento por
imersão da vasilha em água ferven-
te, ou apenas quente.
BANHO TÉPIDO - Banho entre 21
o
C e 28
o
C.
BARBEIRO - Inseto Triatoma me-
gista, que transmite o Trypanosoma
cruzii, causador do mal de Chagas.
Também chamado “chupão” ou
“chupança”.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BAL BAR
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74
BARBITURATO - Sal do ácido
barbitúrico.
BARBITÚRICOS - Usados em Me-
dicina como hipnóticos ou sedati-
vos, são derivados do ácido barbi-
túrico. Embora existam medica-
mentos mais modernos, alguns ain-
da são usados, por exemplo, em me-
dicação secundária na epilepsia. O
uso prolongado de barbitúricos pro-
voca no usuário dificuldade de ra-
ciocínio e de efetuar cálculos sim-
ples, perde a capacidade de avaliar
distâncias, torna-se infantil, chora
com facilidade e chega a desejar a
morte. Do ponto de vista puramen-
te físico, os barbitúricos são piores
que os narcóticos.
BÁRIO - Metal rádio-opaco usado
como contraste em Radiologia.
BARLOW (DOENÇA DE) - V.
Escorbuto infantil, Raquitismo e Vi-
taminas.
BARTHOLIN (GLÂNDULAS DE) -
Glândulas vulvovaginais em núme-
ro de duas.
BARTHOLINITE - Inflamação das
glândulas de Bartholin.
BASE - Em Química: substância al-
calina que se combina com ácidos
para formar sais.
BASEDOW (DOENÇA DE) - Doen-
ça de Graves, Doença de Flaiani, in-
suficiência da tireóide ou bócio
exoftálmico.
BASIÓTRIBO - Instrumento para es-
magar a cabeça do feto.
BASÓFILO - Que se cora facilmen-
te com os corantes básicos.
BAUDELOCQUE (DIÂMETRO DE)
- Em Obstetrícia: diâmetro sacro-
púbico externo, diâmetro antero-
posterior.
BEBÊ DE PROVETA - (V. Inferti-
lidade.) - A técnica do bebê de pro-
veta foi planejada para superar o
problema de trompas totalmente
obstruídas, devido à apendicite. Pla-
nejou-se um método para calcular
o tempo de ovulação e retirou-se um
óvulo do ovário nesse momento. A
pequena cirurgia feita sob anestesia
geral foi realizada através do
laparoscópio, de forma que foi ne-
cessária apenas uma incisão minús-
cula. O óvulo foi misturado com o
sêmen fresco do marido, num tubo,
e depois reimplantado no reves-
timento do útero à noite (aparen-
temente melhor hora para uma
“tomada”). A partir daí, a gravidez
continuou do seu jeito normal. Esta
é a mais extrema forma de inse-
minação artificial com sêmen do
marido.
Em casos menos extremos, o gine-
cologista pode colocar o sêmen do
marido diretamente no colo do útero
- com uma seringa -, onde há algum
tipo de problema, como posição
incomum do colo do útero, proble-
ma de impotência, etc. Quando há
uma contagem baixa de espermato-
zóides, pode-se centrifugar várias
amostras de sêmen do marido e in-
serir um líquido mais concentrado.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BAR BEB
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Consideremos um pouco mais o as-
pecto masculino. Um exame sim-
ples do sêmen feito pelo médico da
família pode mostrar algo que vai
de um número satisfatório e vigo-
roso de espermatozóides a até pou-
cos espermatozóides, ou uma con-
dição que precise de tratamento. Às
vezes, até os espermatozóides sau-
dáveis ficam indolentes no contato
com o muco contido no colo do úte-
ro da mulher. Isso pode ser confir-
mado com um exame na mulher al-
gumas horas após a relação sexual.
Até mesmo a ausência total de
espermatozóides no fluido seminal
pode simplesmente indicar uma
obstrução em algum lugar dos tu-
bos que coletam o esperma, enquan-
to que a produção deste pelo testí-
culo está normal. Isso pode ser tra-
tável com uma cirurgia. Às vezes,
a situação se corrige sozinha.
Se nada mais puder ser feito para
ajudar os problemas do homem, ao
passo que a fertilidade da esposa
está normal, surge a questão da
inseminação artificial com sêmen
de doador. Geralmente, o casal
quer ter uma criança que seja pelo
menos parte de sua própria carne e
sangue. Se ambas as partes concor-
darem, a técnica é semelhante à da
inseminação com sêmen do mari-
do. O doador voluntário é sempre
jovem e saudável; em certos lu-
gares, ela é feita geralmente com
um estudante de Medicina. É
mantido sigilo total quanto à sua
identidade.
Aqui estão algumas pequenas infor-
mações para aquele casal que até
agora não achou necessária uma
ajuda médica. Como no ato sexual
o sêmen tem que se deslocar ao lon-
go do canal cervical através do útero
e chegar até a trompa de Falópio, a
mulher pode ajudar, permanecendo
de costas, com o quadril levantado
sobre um travesseiro, durante vinte
minutos após o ato; melhor ainda
se o casal permanecer nessa posi-
ção juntos, sem se mexer muito.
Se o útero estiver inclinado para
trás, os espermatozóides tendem a
ser depositados atrás, e não sobre o
colo do útero. O ato no qual o ho-
mem penetra por trás ajuda a depo-
sitar o sêmen no lugar certo. É me-
lhor tentar essa posição várias ve-
zes, até mesmo se você não tiver
certeza da posição em que se en-
contra seu útero.
A abstenção de relações sexuais du-
rante alguns dias aumenta a conta-
gem de espermatozóides, mas isso
não deve ser levado a extremos.
Tudo o que é necessário é uma abs-
tenção de três dias antes da relação,
na época calculada da ovulação.
Provavelmente, depois de vários
exames, o médico vai dizer que não
encontrou qualquer motivo pelo
qual você não possa engravidar.
Embora nessas circunstâncias pos-
sa chegar um bebê uns sete ou dez
anos após terem surgido suas pri-
meiras ansiedades, é prudente que
se procure agências de adoção.
Embora não existam muitos bebês
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BEB BEB
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76
brancos, saudáveis e com menos de
um ano disponíveis, existem bebês
de raças misturadas, alguns com
problemas, e também crianças mais
velhas.
BEBIDA - V. Alcoolismo e Vício.
BEIJO DA VIDA - Respiração boca-
a-boca.
BELADONA - Planta Atropa bella-
donna, que produz a atropina. Cau-
sa intoxicação.
BELL (PARALISIA DE) - Paralisia dos
músculos de um ou de ambos os la-
dos da face, podendo ser afetados
outros órgãos do corpo. As causas
permanecem indeterminadas. Antes
da paralisia ocorre ligeira dor nos
olhos, nos ouvidos ou no rosto. Em
poucas horas, o olho da parte atin-
gida parece mais aberto do que o
outro, não fecha e ocorre abundan-
te lacrimejação; a boca é torcida
para um lado e a fala se torna difí-
cil, além de outras ocorrências.
BENIGNO - Diz-se do tumor que não
oferece risco de vida.
BENIQUÉ (VELA DE) - Cateter de
estanho com dupla curvatura desti-
nado a acomodar-se no trajeto da
uretra masculina e empregado no
tratamento das estenoses. Tem ta-
manho e numeração crescentes.
BERKFEELD - Filtro no qual os líqui-
dos são forçados a passar através de
uma preparação de algas diato-
mácea.
BESTIALIDADE - Cópula com animais.
BETA - A segunda letra do alfabeto
grego, muito empregada em termi-
nologia médica.
BEXIGA - Órgão muscular oco, re-
servatório musculomembranoso,
com capacidade de 250 cm
3
(pode
aumentar), que armazena a urina até
o momento da micção.
BEXIGA, DOENÇAS DA - A bexiga
e a uretra são suscetíveis de muitas
doenças e acidentes, como inflama-
ções ou infecções; podem também
formar-se cálculos (pedras). A
bexiga tambem pode sofrer um
choque e desprender-se. Chama-se
“cistite” a inflamação da bexiga,
mais comum na mulher; está quase
sempre relacionada com uma infec-
ção prévia acima ou abaixodesse
órgão, sendo muito rara a infecção
da bexiga apenas. Sintomas: estre-
ma freqüência do desejo de urinar,
sensação de queimadura e, às vezes,
aparecimento de sangue na urina.
Em geral infecções da bexiga não
são acompanhadas por febre.
BEXIGA NEUROGÊNICA - Sob este
diagnóstico, enquadram-se as dis-
funções de natureza neurológica e
muscular da bexiga e esfíncter
urinário. As causas mais importan-
tes são os traumatismos graves de
coluna e o diabetes mellitus.
BEZOAR - Bola de cabelos engoli-
dos, que pode causar obstrução in-
testinal.
BICARBONATO DE SÓDIO -
branco, cristalino, que tomado
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BEB BIC
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77
como antiácido suprime o excesso
de acidez do suco gástrico e do cor-
po em geral. Em caso de acidose
produzida por diabete ou outra en-
fermidade pode ser tomado em
grandes doses.
BÍCEPS - Nome que se dá ao grande
músculo anterior e superior do bra-
ço. Esse nome foi-lhe dado por ter
duas cabeças, uma longa e outra
curta, que se unem à omoplata em
pontos diferentes.
BÍCEPS CRURAL - Grande músculo
situado na face posterior da coxa.
BICLORETO DE MERCÚRIO -
Substância constituída por dois áto-
mos de cloro e um de mercúrio,
também chamado sublimado corro-
sivo; em soluções fracas é usado
como germicida. Sendo muito
venenoso, quando ingerido provo-
ca inflamação grave no fígado e in-
toxicação dos nervos periféricos
causando paralisia das pernas
BICÓRNEO - Com dois cornos e
duas cavidades. Anomalia não rara
no útero.
BICÚSPIDE (PRÉ-MOLAR) - Den-
te de duas pontas, com total de oito
num homem, dois entre cada cani-
no e o primeiro molar correspon-
dente. Assim chamado por se colo-
car antes dos molares.
BIERMER (DOENÇA DE) - V. Ane-
mia perniciosa.
BIFOCAL - Com dois focos. A lente
bifocal serve para perto e para longe.
BILE - Solução aquosa produzida no
fígado, que inclui os sais biliares (os
únicos que têm função digestiva,
funcionando como um detergente),
fundamentais no metabolismo das
lípides por meio da transformação
inicial das gorduras em partículas
menores (micelas). A secreção da
bile pelo fígado é contínua, mas fica
armazenada na vesícula biliar e so-
mente é lançada no duodeno quan-
do ali chega o bolo alimentar. A
bilirrubina é o principal pigmento
biliar excretado pela bile e sua de-
gradação gera os radicais heme,
substratos imprescindíveis para a
formação da molécula de hemo-
globina. (V. Bilis.)
BILIAR - Relativo à bílis.
BILHARZIOSE - V. Esquistossomose.
BILIOSIDADE - Distúrbio digestivo,
seguido de dor de cabeça, náusea,
constipação (prisão de ventre), lín-
gua saburrosa e outros sintomas.
BILIOSO - Ligado à bílis. Nauseoso
ou nauseado pela bílis.
BILIRRUBINA - Um dos pigmentos
biliares, pigmento amarelo alaran-
jado resultante da decomposição
dos glóbulos vermelhos do sangue,
metabolizado no fígado e ex-
cretado pelas vias biliares para o
duodeno e o trato intestinal.
BÍLIS - V. Bile.
BILIVERDINA - Um dos pigmentos
da bílis.
BIMANUAL - Com as duas mãos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BÍC BIM
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78
BINAURAL - Com os dois ouvidos.
BINET-SIMON, PROVA DE - Des-
tinada a medir a capacidade mental
das crianças, idealizada por Alfred
Binet em colaboração com Theo-
dore Simon. Consiste em submeter
grupos de crianças a testes com
questões adequadas à sua idade
mental, podendo determinar se ela
está adiantada, atrasada ou normal.
(V. Inteligência, QI.)
BINOCULAR - Relativo aos dois
olhos.
BINÓCULO - Enfaixe dos dois
olhos.
BINOVULAR - Bivitelino. Gravidez
por dois óvulos ao mesmo tempo.
BIOFÍSICA - A Física aliada à Bio-
logia.
BIOGÊNESE - Nascimento da maté-
ria viva.
BIOLOGIA - Ciência que estuda a
vida e os seres vivos.
BIOMETRIA - Aplicação da Mate-
mática a problemas biológicos.
BIÓPSIA - Remoção de um pequeno
pedaço de tecido para exames de la-
boratório. Retirada de fragmento ou
de todo o tumor para a avaliação
com o patologista.
BIÓPSIA ENDOMIOCÁRDIA -
Consiste na retirada por punção ve-
nosa de um pequeno fragmento de
miocárdio para ser analisado em
nível de microscopia óptica e/ou
eletrônica. A biópsia endomiocár-
dica é empregada no seguimento de
pacientes submetidos a transplante
cardíaco e no diagnóstico e acom-
panhamento das endomiocardio-
patias.
BIÓPSIA PLEURAL - Obtenção de
um fragmento da pleura parietal a
com auxílio de agulha.
BIÓPSIA PULMONAR - Obtenção
de um fragmento de tecido pulmo-
nar para estudo anatómopatológico.
BIÓPSIA PULMONAR A CÉU
ABERTO - Obtenção de um frag-
mento de tecido pulmonar através
de uma abertura torácica.
BIÓPSIA PULMONAR TRANS-
BRÔNQUICA - Obtenção de um
fragmento de tecido pulmonar com
auxílio de broncoscópio e uma pin-
ça de biópsia que atravesse a pare-
de brônquica.
BIÓPSIA PULMONAR TRANSTO-
RÁCICA - Obtenção de um frag-
mento de tecido pulmonar com au-
xílio de uma agulha de biópsia rea-
lizada através da parede torácica.
BIOQUÍMICA - Ramo da Química
que trata das reações passadas nos
organismos vivos; química biológi-
ca, química fisiológica.
BIOQUÍMICO - Especialista em
Bioquímica.
BIOS - Palavra grega que significa
“vida”.
BIOSSÍNTESE - Síntese de coisa viva.
BIOTINA - Vitamina H.
BIÓTIPO - Grupo de indivíduos que
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BIN BIÓ
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apresentam as características fun-
cionais geneticamente iguais, em
Biologia, tipo constitucional em
Medicina. No Brasil a pronúncia
mais usada é biotipo.
BÍPARA - Mulher que já teve dois
partos.
BISSEXUAL - Hermafrodita, que
apresenta características dos dois
sexos.
BISSINOSE - Inalação de partículas de
algodão, que se alojam nos pulmões.
BISTURI ELÉTRICO - Eletródio de
aço inoxidável ligado a um apare-
lho de diatermocoagulação.
BLASTODERMA - Membrana ger-
minal do ovo.
BLASTOMICOSE - Nome pelo qual
se designa toda micose, geralmen-
te profunda, causada por blasto-
micetos, isto é, fungos que se re-
produzem nos tecidos.
BLEFARITE - Inflamação contagiosa
das bordas das pálpebras, mais fre-
qüente nas crianças, principalmen-
te depois de alguma doença. Sua ca-
racterística é a formação de peque-
nas pústulas nas raízes das pesta-
nas. Se a infecção não é combatida,
toda zona afetada fica vermelha,
incha e cobre-se de lesões. Deve-se
evitar o uso das mesmas toalhas ou
roupa de cama, por causa do risco
de contágio.
BLEFAROPLASTIA - Cirurgia plás-
tica que elimina rugas profundas nas
pálpebras ou bolsas na pele. A
blefaroplastia é uma intervenção
simples que remove o excesso de
pele e sulcos acima e abaixo da pál-
pebra, com ótimos resultados.
BLEFAROPLEGIA - Paralisia das pál-
pebras.
BLEFAROPTOSE - Queda das pál-
pebras.
BLEFAROSPASMO - Espasmo do
músculo orbicular das pálpebras.
BLEFAROSTATO - Instrumento para
manter as pálpebras afastadas du-
rante as intervenções cirúrgicas ou
exames no olho.
BLEFAROSTENOSE - Estreitamento
da fenda palpebral.
BLEFAROTOMIA - Incisão da pál-
pebra.
BLENOFTALMIA - Secreção mucosa
nos olhos.
BLENORRAGIA - V. Gonorréia.
BLENORRÉIA - Infecção purulenta
das membranas mucosas, especial-
mente da vagina e uretra. Também
chamada blenorréia, gonorréia, e,
popularmente, esquentamento.
BLENÚRIA - Presença de muco na
urina.
BLOCO CIRÚRGICO - Centro ci-
rúrgico. A sala de operação e as sa-
las anexas.
BLOQUEIO CARDÍACO - Condi-
ção em que os impulsos elétricos do
átrio para o ventrículo são bloque-
ados por uma doença no tecido con-
dutor. As causas são as mesmas das
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BÍP BLO
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80
doenças cardíacas. Esses impulsos
regulam o ritmo das batidas do co-
ração e, se bloqueados, o coração
bate devagar demais para uma cir-
culação eficiente. Os remédios aju-
dam, mas pode ser necessária a in-
serção de um marcapasso.
BOCA - Orifício para ingestão de ali-
mentos ou cavidade que contém o sis-
tema mastigatório. Compreende o
espaço entre as maçãs do rosto e os
dentes e a cavidade bucal propriamen-
te dita, limitada na parte superior pela
abóbada palatina, na parte anterior
pelos lábios e na posterior pelo pálato
e faringe. Nela se situam as glându-
las salivares (parótidas) e muitas ou-
tras glândulas pequenas que secretam
a saliva, a qual serve para umedecer a
boca, transformar os alimentos em
massa e lubrificá-los, assim como
limpar a boca das bactérias e partícu-
las de alimentos. É uma das regiões
do corpo mais sujeita ao ataque de
microorganismos patogênicos. (V.
Estomatite.)
BÓCIO - Hipertrofia da glândula
tireóide, que se situa na parte supe-
rior do pescoço, num dos lados da
traquéia, e produz a tiroxina - um
hormônio que ela despeja no san-
gue. A tiroxina controla a rapidez
com que o organismo funciona.
Com o seu excesso, o organismo se
acelera - o coração bate mais rápi-
do, perde-se peso, etc.; e com a sua
falta ele se torna mais lento. Uma
tireóide dilatada pode estar associ-
ada ao excesso ou à falta de tiroxina.
Se for excesso, diz-se que o bócio é
tóxico, e a condição pode ser cha-
mada de “tireotoxicose”. Se for fal-
ta, o paciente fica sempre cansado,
o corpo fica gordo e preguiçoso, e
a condição é conhecida como
“mixedema”. Para o bócio tóxico,
pode ser necessário operar e remo-
ver parte da glândula, mas, às ve-
zes, a cirurgia pode ser evitada com
o uso de remédios que são capazes
de diminuir a ação da tireóide. Para
a condição de mixedema, é neces-
sário dar tiroxina ao paciente pela
boca, para recuperar o funciona-
mento normal do organismo. Às
vezes, o bócio ocorre devido a uma
insuficiência de iodo na dieta, e ten-
de a ocorrer em regiões onde falta
iodo na água. O uso regular de sal
iodado (produzido por todos os
principais produtores de sal) pode
evitar esse tipo de bócio. (V. Glân-
dulas e Hormônios.)
BÓCIO EXOFTÁLMICO - Molés-
tia causada por superprodução de
hormônio da tireóide, acompanhada
do aumento de volume desta glân-
dula. Caracteriza-se pelo surgi-
mento de bócio, papo, atividade
cardíaca acelerada, globos oculares
salientes, excitabilidade nervosa,
leve tremor involuntário, perda de
peso, debilidade muscular, e ten-
dência a crises nervosas. Também
chamada “Doença de Graves.”
BOLHA - Deslocamento da camada
superficial da pele. Contém líquido
originado do plasma. As bolhas po-
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BOC BOL
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dem ser produzidas por doenças
como eczema, herpes, impetigem,
varicela, ou por lesões como esco-
riações e queimaduras. A exposição
ao sol pode também causar bolhas
dolorosas.
BOLO - Massa grande e arredonda-
da. Ex.: o bolo alimentar antes de
ser deglutido.
BOLSA - Pequeno saco contendo um
fluido que protege parte do corpo
contra ferimentos. É geralmente en-
contrada acima de algum osso sali-
ente, o qual ele escora.
BOLSA DE ÁGUA - Este nome de-
signa vulgarmente o âmnio, mem-
brana que envolve o feto durante a
gravidez. No parto pode preceder
total ou parcialmente o novo ser.
BOMBA DE COBALTO - Fonte de
raios X para penetração profunda.
BOQUEIRA - V. Queilose.
BORBORIGMO - Saída de gases do
intestino; “a barriga ronca”.
BORBULHA - Nome de uma erup-
ção na pele. Existem vários tipos,
todos com nomes especiais: Erite-
ma: vermelhidão espalhada na pele
- como um rubor. Pode seguir uma
exposição ao sol ou uma queima-
dura leve. Máculas: pequenas man-
chas na pele, não ficam elevadas.
Uma sarda pode ser descrita como
uma mácula marrom. As máculas
vermelhas ocorrem em certas doen-
ças de pele. Pápulas: pequenas erup-
ções na pele. A brotoeja do saram-
po geralmente consiste de uma mis-
tura de máculas e pápulas. Assim,
há uma descoloração desigual da
pele em alguns lugares, sem eleva-
ção e, em outros lugares, se elevam
em pequenas saliências. Vesículas:
pequenas bolhas contendo fluido.
Ocorrem na catapora. Pústulas: pe-
quenas bolhas contendo pus. Ocor-
rem no acne e em muitas outras
condições.
BORAX - Cristal ou pó transparente,
incolor e solúvel em água, conhe-
cido por borato de sódio. Usa-se
como anti-séptico na estomatite, in-
flamação da boca, e como compo-
nente de alguns cremes para pele.
Em doses excessivas age como po-
deroso veneno.
BORDA EM ESCOVA - Nome dado
à margem luminal das células do
túbulo contorneado proximal, que
estão no córtex dos rins, em virtu-
de de suas vilosidades que dão um
aspecto peludo ou semelhante a um
pente.
BORRA DE CAFÉ - Aspecto do vô-
mito ou da defecação que contém
sangue.
BOTULINA - Toxina encontrada nas
carnes e conservas que se deterio-
ram. É originada de contaminação
pelo Clostridium botulinum.
BOTULISMO - Intoxicação causa-
da pela ingestão de alimentos em
conserva, contaminados pelas toxi-
nas do Clostridium botulinum. É a
mais grave das intoxicações alimen-
tares. A toxina ataca os nervos e
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BOL BOT
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causa debilidade e paralisia, inclu-
indo a dificuldade de deglutir, falar
e enxergar. Em grande número dos
casos (65%) os distúrbios respira-
tórios podem provocar a morte.
BRADICARDIA - Diminuição das
batidas cardíacas.
BRAILLE - Sistema de escrita para ce-
gos, sendo os caracteres e letras re-
presentados por pontos gravados em
relevo sobre papel resistente, o que
os faz sobressair na superfície e se-
rem facilmente identificáveis ao
tato. Aperfeiçoado em 1837 por
Louis Braille, é hoje usado univer-
salmente com algumas alterações.
BRAQUIAL - Que diz respeito ao
braço; são chamadas assim as arté-
rias que se estendem ao longo da
faixa externa do braço.
BRAQUIALGIA - Dor no braço.
BRAQUICEFALIA - Cabeça chata.
BRAQUIDACTILIA - Qualidade de
pessoa que tem os dedos das mãos e
dos pés anormalmente curtos. Do
grego braqui (curto) e dactilo (dedo).
BREGMA - Junção das suturas
coronária e sagital do crânio.
BROMATOLOGIA - Estudo dos ali-
mentos.
BROMETOS - Combinações de
bromo, elemento químico não me-
tálico, venenoso e cáustico, com ou-
tros elementos. São usados em Me-
dicina, entre outros os brometos de
potássio, cálcio, ferro, amônio e
sódio, que produzem em geral efei-
to sedativo e diminuem a tensão
nervosa. Tomados por um período
longo e ultrapassado determinado
nível ocorre a intoxicação por
brometo (V. Bromismo.)
BROMIDROSE - Suor fétido.
BROMISMO - Envenenamento pelo
bromo, cujos sintomas são: dor de
cabeça, frio nas extremidades, so-
nolência, apatia, delírio, alucina-
ções e palidez.
BROMO-HIPERIDROSE - Sudação
abundante e fétida.
BROMOMENORRÉIA - Menstrua-
ção fétida.
BROMOPNÉIA - Hálito fétido.
BRONCODILATADOR - Medica-
ção utilizada para obtenção do re-
laxamento das vias aéreas.
BRONCOGRAFIA - Radiografia dos
brônquios após instilação de uma
substância rádio-paca, como meio
de contraste.
BRONCOPNEUMONIA - Um tipo
de pneumonia no qual a infecção se
espalha dos tubos respiratórios - ou
brônquios - até o fundo do pulmão.
Constitui perigo em qualquer épo-
ca do ano e, sob as suas diversas
formas, ataca pessoas de qualquer
idade. (V. Pneumonia.)
BRONCOPULMONAR - Referen-
te aos brônquios e pulmões.
BRONCORRAGIA - Hemorragia
nos brônquios.
BRONCORRÉIA - Escoamento exa-
gerado de muco pelos brônquios.
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BRA BRO
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BRONCOSCOPIA - Procedimento
em que o especialista utiliza um
tubo iluminado para olhar dentro
dos tubos respiratórios grandes, e
com o qual pode detectar certas
doenças e retirar amostras para
exames.
BRONCOSCÓPIO - Instrumento de
luz que se introduz nos brônquios
para exame.
BRONCOSPASMO - Espasmo nos
músculos das paredes dos brônquios.
BRONCOSTENONE - Esteno de um
brônquio.
BRONCOTOMIA - Incisão do
brônquio.
BRONCOVESICULAR - Referente
ao brônquio e aos alvéolos.
BRONQUIOCELE - Dilatação par-
cial de um brônquio.
BRONQUIOECTASIA - Infecção
crônica do pulmão, causada pela
fraqueza e distorção dos tubos res-
piratórios menores - ou brônquios.
Pode, às vezes, ser remediado com
uma cirurgia para remover a parte
afetada do pulmão. Pode ser um
efeito retardado da coqueluche, e é
um bom motivo para vacinar as cri-
anças no primeiro ano de vida.
BRONQUIOLITE - Infecção grave
dos tubos respiratórios menores nos
bebês. Qualquer bebê com dificul-
dade respiratória necessita de assis-
tência médica urgente. O ar úmido
e quente pode ajudar temporaria-
mente. (V. Crupe.)
BRONQUIÓLITO - Cálculo num
brônquio.
BRONQUÍOLO - Pequeno brônquio
terminal.
BRÔNQUIOS - São duas ramifica-
ções da traquéia, direita e esquer-
da, que penetram nos pulmões, onde
se ramificam em tubos cujo diâme-
tro vai diminuindo à proporção que
eles se subdividem, reduzindo-se fi-
nalmente a finíssimos canais cha-
mados bronquíolos. Estes, por sua
vez, terminam nos alvéolos pulmo-
nares. Responsáveis pelo transpor-
te de ar para os pulmões.
BRONQUITE - Enfermidade provo-
cada pela inflamação ou infecção
dos brônquios. Começa em forma
de catarro que persiste e provoca
tosse crônica. Pode ocorrer após o
sarampo, coqueluche, gripe ou in-
vasão de germe que ataca a cavida-
de nasofaríngea. Também os vírus
podem provocar bronquite, assim
como o fumo e a aspiração de ga-
ses, fumaça ou pós nocivos. É do-
ença que ocorre principalmente no
inverno, e que acompanha sempre
um resfriado. Os fumantes e os que
trabalham em ambientes empoei-
rados e poluídos são os mais atin-
gidos. Nos bebês, a bronquite pode
ser uma doença passageira, facil-
mente curável; nos adultos, a bron-
quite crônica tende a ser um pro-
blema periódico.
Ela pode não ser perceptível de co-
meço, a não ser por uma tosse ma-
tinal, mas, depois do ataque adicio-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BRO BRO
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nal de uma infecção virulenta, o re-
vestimento dos tubos respiratórios
fica inchado e inflamado. Há, ge-
ralmente, dor no peito, temperatura
alta, tosse e produção de escarro. O
paciente fica melhor na cama, num
ambiente quente. A mistura de li-
mão e mel é um sedativo e, se hou-
ver febre, pode-se tomar aspirina ou
paracetamol. Um inalante é um bom
remédio, mas é necessário o conse-
lho de um médico, pois pode ser
preciso usar antibióticos. Pare defi-
nitivamente de fumar, pois essa do-
ença tende a voltar se os brônquios
ficarem irritados repetidamente. O
resultado final de ataques repetidos
pode ser uma extrema falta de ar,
até mesmo em repouso, e isso pode
ser evitado. (V. Fumo.)
Além de parar de fumar, peça a seu
médico um conselho sobre injeções
contra gripe, e avise-o mesmo quan-
do estiver com um pequeno resfria-
do. Ele pode querer que você come-
ce com os antibióticos no primeiro
sinal. (Isso não se aplica à grande
maioria das pessoas saudáveis, que
raramente precisam de antibióticos.)
Fique de cama quando estiver com
bronquite, se houver risco de pneu-
monia. Faça movimento com as per-
nas enquanto está na cama. Não saia
de casa até ficar curado.
BRONQUITE ASMÁTICA - Uma
das manifestações alérgicas mais
freqüentes, em que ao lado de fe-
nômenos inflamatórios se desenvol-
vem outros de origem alérgica. O
alérgeno é representado, em geral,
por germes que acarretam infecções
das vias aéreas superiores, do que
resulta num espasmo da muscula-
tura brônquica, diminuição do cali-
bre dos brônquios e dificuldade para
a expiração.
BRONQUITE CRÔNICA - Tosse e
expectoração por mais de três me-
ses, por dois anos consecutivos.
BROWNIANO (MOVIMENTO) -
Movimento de trepidação das par-
tículas infinitamente pequenas, vis-
tas ao microscópio.
BRUCELLA MELITENSIS - Bacilo da
brucelose ou febre ondulante.
BRUCELOSE - Infecção contraída pelo
contato com gado contaminado ou
seu leite; é caracterizada por febre,
aflição e dores intermitentes. Como
os sintomas são vagos, é difícil
diagnosticá-la; deve-se considerá-la
toda vez em que houver uma febre
persistente e inexplicada. As pessoas
das áreas rurais devem evitar beber
leite não pasteurizado. É importante
que haja inspeção veterinária e exa-
me do gado freqüentemente, para a
prevenção dessa doença angustiante.
BUBÃO - Tumefação de gânglio lin-
fático, mais freqüente na região
inguinal. É característico da peste
bubônica.
BUBÃO INDOLENTE - Bubão
indolor e duro, que não mostra ten-
dência à supuração.
BUBÃO SIFILÍTICO - Adenite que
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BRO BUB
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acompanha o cancro sifilítico ou
cancro duro (nada tem a ver com
câncer).
BUBÔNICA (PESTE) - Doença in-
fecciosa produzida por um bacilo e
transmitida ao homem pelas pulgas
originárias de ratos acometidos da
moléstia. Também se diz simples-
mente bubônica.
BUBÔNICO - Referente a um bubão.
BUCAL - Oral. Referente à boca.
BUCOFARÍNGEO - Referente à
boca e à faringe.
BUCONASAL - Referente à boca e
ao nariz.
BUFTALMIA - Aumento de volume
do olho, lembrando o olho de um
boi.
BUFTALMO - Glaucoma congênito.
BULBAR - Que diz respeito ao bul-
bo raquidiano ou medula oblonga
do encéfalo.
BULBO - Ou medula alongada, é um
centro nervoso essencial, regula a
circulação e a respiração, além de
outras funções.
BULIMIA - Ataca principalmente mu-
lheres de 20 a 40 anos que querem
manter o seu peso. As vítimas, tam-
bém preocupadas com a estética,
sentem culpa quando comem demais
e acabam provocando o vômito após
as refeições ou tomando laxantes e
diuréticos. As bulímicas têm crises
de compulsão alimentar em que che-
gam a ingerir a média de 2.000 a
5.000 calorias de uma só vez. A
anorexia pode evoluir para a bulimia.
O inverso nunca acontece.
BURETA - Tubo graduado usado em
laboratório para medir reagentes.
BURSITE - Inflamação de uma bolsa
sinovial. Isso ocorre com mais fre-
qüência nos pés, cotovelos e joe-
lhos. Existe uma pequena bolsa na
base de cada dedão do pé, do lado
interno. Ela fica comumente infla-
mada com o uso de sapatos muito
apertados, e isso é conhecido como
joanete. Se for protegido da pres-
são, com o uso de sapatos folgados
ou chinelos, ele irá diminuir. Uma
pequena proteção ao redor do joa-
nete pode ajudar. Quando os sinto-
mas atribuídos ao joanete forem, na
realidade, causados pela rigidez da
junta do dedo (hallux rigidus), os
exercícios com o pé - como levan-
tar bolas de gude ou saquinhos de
arroz com os dedos do pé - podem
ajudar.
Num joanete verdadeiro, a bolsa
pode ficar infeccionada e emitir pus.
O tratamento consiste em descan-
so, aquecimento e antibióticos.
Uma cirurgia pode ser a melhor
maneira de evitar maiores proble-
mas. Os resultados finais são geral-
mente bons, apesar de que a pessoa
terá que suportar uma longa conva-
lescença, mancando com muletas
durante várias semanas. Os joane-
tes são um tormento - pior que dor
de dente. Aqueles que usam sapa-
tos apertados terão, provavelmen-
te, que pagar um preço doloroso.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
BUB BUR
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Toda criança tem que ter espaço
suficiente para que o pé cresça den-
tro do sapato. Os pais devem ficar
atentos para ver se os dedos não fi-
cam apertados.
No joelho há uma bolsa, acima da
rótula, que pode inflamar se a pes-
soa ficar muito de joelhos (inflama-
ção da bolsa sinovial). Isso melho-
ra com repouso, e pode ser neces-
sário que a pessoa evite ajoelhar-
se. Exercitar essa região - não a pon-
to de extrema dor - pode ajudar a
dissipar a coalescência e a evitar
uma recaída. Usar joelheira ou
cotoveleira durante um ou dois dias
(não regularmente, por causa do
efeito de enfraquecimento dos mús-
culos) pode ajudar.
BUTIRÓIDE - Semelhante à manteiga.
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BUT BUT
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C
C
CA - Abreviatura de câncer.
CABEÇA, LESÕES - Podem ser de
recuperações rápidas ou graves e até
gravíssimas requerendo tratamento
prolongado. No couro cabeludo,
cortes e lacerações são curados em
pouco tempo se forem tratados logo
e se não houver infecções. Fraturas
de crânio mesmo graves têm cura
lenta e sem conseqüências sérias; as
complicadas, porém, podem causar
até meningites. A lesão da cabeça é
gravíssima se o encéfalo fica expos-
to à infecção, quando se verifica da-
nos nos nervos cranianos, ou causa
lesões no cérebro e na dura-máter.
São chamadas concussões, isto é,
comoções e abalos fortes que pro-
duzem inconsciência passageira;
contusões, que podem afetar os cen-
tros nervosos de variadas formas,
detendo, diminuindo ou acelerando
as suas funções; lacerações, quan-
do supõe dano real do tecido cere-
bral, seguido de inflamação e per-
turbação da circulação sangüínea.
Nas lesões graves, as funções cere-
brais superiores podem sofrer pa-
ralisia; neste caso, se atingir o sis-
tema respiratório, a morte pode so-
brevir imediatamente, a não ser que
se aplique respiração artificial a
tempo. As lesões sofridas por bo-
xeadores repetidamente na cabeça
podem provocar embotamento, por
causa de pequenas hemorragias ce-
rebrais, com perda ou redução de
determinadas faculdades, como as
de coordenação, memória, concen-
tração, visão e audição.
CABELO - V. Pelo e Calvície.
CACOSMIA - Perversão do olfato;
o doente tem prazer em gostos de-
pravados.
CACOFONIA - Voz anormal e
desagradável.
CADÁVER - Corpo morto.
CADUCA - Decídua, porção da
mucosa do útero hipertrofiada du-
rante a gravidez e que se elimina
depois do parto, com a placenta.
CADUQUICE - V. Velhice.
CAFÉ - Ainda que não tenha valor
nutritivo, o café tomado com mo-
deração é recomendado, porque o
alcalóide cafeína que estimula o cé-
rebro, o rim e a circulação san-
güínea, fortalece o coração e au-
menta suas batidas, assim como o
fluxo da urina, o que facilita a
excreção de subprodutos metabóli-
cos. Diz-se também que uma xíca-
ra de café após as refeições facilita
a digestão por que acelera a produ-
ção de suco gástrico.
CAFEÍNA - Trimexilxantina. Alca-
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lóide encontrado no café, no chá e
em outras plantas.
CÂIMBRA - Condição que se deve a
um espasmo muscular dolorido, ge-
ralmente associado a uma exposi-
ção ao frio. Ela pode atacar os na-
dadores que permanecem muito
tempo na água. Trate dela endirei-
tando a parte que está com câimbra
e esfregando com força o músculo
atingido, para aquecê-lo e fazer vol-
tar a circulação. Nos climas quen-
tes, a câimbra pode ocorrer devido
à falta de sal. Fazer uma alimenta-
ção contendo mais sal pode ser im-
portante; em alguns lugares existem
pastilhas de sal especiais à venda
com esse propósito. A câimbra ame-
dronta nadadores, mas há uma
chance menor de ela acontecer se a
pessoa só entrar na água depois de
uma hora e meia das refeições. (É
mais seguro ficar numa profundi-
dade não maior que a sua altura.)
As câimbras na perna, durante a
noite, estão geralmente associadas
a uma má circulação que reage bem
a comprimidos de bissulfato de qui-
nina, os quais devem ser tomados
somente com indicação médica, por
causa de seus efeitos colaterais.
CAL - Óxido de cálcio.
CALAFRIO - Ataque de tremor que
ocorre quando a temperatura se ele-
va. Quando o organismo quer au-
mentar sua temperatura, uma das
formas de fazer isso é por meio de
tremores. Isso faz com que os mús-
culos trabalhem em movimento de
um lado para outro, o que produz o
ardor. Normalmente, quando o cor-
po se resfria, pode ocorrer o tremor.
Se o corpo é invadido por micróbi-
os, a temperatura sobe de repente e
podem ocorrer ataques fortes de tre-
mor; isso é conhecido como cala-
frios. (V. Pielonefrite e Malária.)
CALAZAR - Doença endêmica que
se caracteriza por esgotamento fí-
sico, anemia progressiva, aumento
de volume do fígado e do baço; afe-
ta a medula óssea, gânglios linfáti-
cos e outros órgãos vitais. Ocorre
na África do Norte, partes da Ásia
Menor, China e Índia. Sua causa é
o parasita Leishmania donovani,
transmitido pela picada de um mos-
quito do gênero Phlebotomus. A
doença ocorre no Brasil, principal-
mente no Ceará.
CALÁZIO - Pequeno tumor na pál-
pebra, originado da dilatação de
uma glândula de Meibomius cheia
de secreção.
CALCÂNEO - Osso do calcanhar.
CALCÁRIO - Que contém sais de
cálcio.
CALCIFEROL - Vitamina D.
CALCIFICAÇÃO - Deposição de sais
insolúveis de cálcio. Ex.: a calci-
ficação de um tecido.
CÁLCIO - Mineral abundante no
corpo e dos mais vitais por desem-
penhar papel essencial para a saú-
de de todos os tecidos e células do
organismo. A falta de cálcio dá ori-
gem às chamadas doenças degene-
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CÂI CÁL
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rativas. Representa entre 1.000 a
1.200 gramas do peso corporal.
Participa na coagulação do sangue,
na geração e transmissão de impul-
sos nervosos, na contração das fi-
bras musculares, e na ativação de
sistemas enzimáticos assim como
na liberação de alguns hormônios.
É necessária a vitamina D para
potencializar a absorção do cálcio.
CÁLCULO - O termo médico para
“pedra”. São pequenas massas de
substância composta de colesterol,
sais inorgânicos e pigmento biliar. As
pedras podem se formar em órgãos
como a vesícula biliar, os rins ou a
bexiga, provocando dor e outros dis-
túrbios, desde uma cólica suave até
a ruptura da vesícula, peritonite e
mesmo infecção do pâncreas. Quan-
do uma pedra se forma e causa al-
gum problema, geralmente é neces-
sária a sua remoção por meio de ci-
rurgia. Alguns cálculos renais podem
ser tratados com ondas de choque
externas. Já existem remédios que
dissolvem os cálculos biliares, mas
a recaída depois da interrupção do
tratamento pode ser um problema.
Atualmente, trata-se também com
emissão de raio laser. (V. Vesícula
biliar, Doenças do rim e Pedras.)
CÁLCULO RENAL - Nefrólito, pe-
dra no rim ou no ureter.
CALIBRAR - Graduar um instrumento
para agir de acordo com um padrão.
CÁLICE (NOS RINS) - Cavidade em
forma de taça.
CALISTENIA - Prática de movimen-
tos rítmicos para dar graça e desen-
volvimento ao corpo.
CALMANTE - Sedativo que diminui
a excitação.
CALOMELANO - Protocloreto de
mercúrio. Usado antigamente como
purgativo.
CALOR, PERIGOS DO - Da exposi-
ção excessiva ao calor decorrem três
anormalidades: 1) insolação ou ata-
que, cujos sintomas são enjôos, dor
de cabeça, secura da boca e da pele e
náuseas. Pode seguir-se de perda da
consciência, até a morte; 2) esgota-
mento, que tem como sintomas: ros-
to pálido, sudorese abundante, corpo
pegajoso, pulso débil, respiração su-
perficial e, às vezes, extrema fraque-
za; também ocorrem náuseas, vômi-
to, enjôo e insegurança; 3) câimbras,
que afetam os músculos dos braços,
das pernas ou do abdome.
CALORIA - É a unidade de medida
do metabolismo. O ser humano gas-
ta no mínimo 2.500 calorias por dia.
Equivale à quantidade de calor ne-
cessária para elevar de um grau a
temperatura de um centímetro cú-
bico de água.
CALORÍFICO - Que produz calor.
CALORÍMETRO - Instrumento para
medir a quantidade de calor gasta
com a combustão de determinada
substância.
CALOS - Pequenas regiões dolori-
das da pele, achatadas e grossas,
geralmente nos dedos do pé e, na
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CÁL CAL
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maioria das vezes, causados por sa-
patos que não se ajustam bem. As
proteções para calos e compressas
de água e sal aliviam a dor, mas o
melhor é fazer um tratamento com
um quiropodista, especialista em
Quiropodia, ramo da Medicina que
cuida dos pés.
CALOSIDADE - Espessamento de-
limitado da pele.
CALVÍCIE - Perda de cabelo. A cal-
vície comum está quase que total-
mente confinada aos homens, e é
geralmente de família. Até pouco
tempo atrás, não havia cura. No
entanto, já existe um novo tratamen-
to (Regaine), que estimula o cres-
cimento de novos fios. Esfrega-se
o produto no couro cabeludo duas
vezes ao dia e ele produz um cres-
cimento satisfatório do cabelo em
quase 30% das pessoas. Custa caro
e deve ser usado sempre, pois, se o
tratamento for interrompido, perde-
se o cabelo novamente. É mais fácil
dar resultado em pessoas jovens que
ficaram calvas há menos de 10 anos.
A perda total do cabelo da cabeça e
do resto do corpo (Alopecia totalis)
é uma condição rara, que ocorre em
ambos os sexos. Existem à venda
perucas para os casos de alopecia
total, ou onde a calvície estiver cau-
sando sérios sofrimentos.
Os transplantes de cabelo podem ser
feitos em algumas clínicas particu-
lares. Fragmentos de pele com ca-
belo são transferidos da parte de trás
do pescoço para a cabeça (um pou-
co por vez). O procedimento é de-
morado e caro, mas geralmente fun-
ciona.
Um outro tipo que atinge os dois
sexos é a Alopecia Areata, em que
o cabelo cai em chumaços. Isso
pode ser resultado de uma doença
séria, ou de muita preocupação.
Nesse tipo de calvície, o cabelo
cresce novamente, embora isso pos-
sa demorar meses. O processo pode
ser acelerado com aplicações de
cortisona e com um tratamento para
ansiedade.
CAMA FOWLER - Cama articulada
em que se modifica a posição do do-
ente mediante o acionamento de
manivelas.
CAMPÍMETRO - Aparelho para me-
dir o campo visual.
CANAL ALIMENTAR - Tubo diges-
tivo.
CANAL ANAL - Espaço entre o reto
e o ânus.
CANAL AUDITIVO - Canal do
ouvido.
CANAL CÍSTICO - Canal que traz
bílis da vesícula e que se junta ao
canal hepático para formar o canal
colédoco, que termina no duodeno.
CANAL COLÉDOCO - Canal que
traz a bílis para o duodeno.
CANAL DEFERENTE - São dois ca-
nais, um de cada lado, que condu-
zem a secreção testicular para as
vesículas seminais.
CANAL DE VIGILÂNCIA PARA
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAL CAN
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91
ALTA ESTATURA - Quando o
percentil da estatura localiza-se en-
tre 90,0 e 97,5.
CANAL DE VIGILÂNCIA PARA
BAIXA ESTATURA - Quando o
percentil da estatura localiza-se en-
tre 10,0 e 2,5.
CANAL DE WIRSUNG - Canal que
traz o suco pancreático do pâncre-
as para o intestino.
CANAL EJACULADOR - Canal que
só entra em função no ato da cópu-
la, fazendo sair o sêmen com forte
pressão, aos jatos.
CANAL GALACTÓFORO - Nume-
rosos canalículos que conduzem a
secreção láctea da glândula mamá-
ria para o mamilo, onde é sugada
pela criança ou aspirada mecanica-
mente.
CANAL INGUINAL - Canal que vai
do anel inguinal interno ao exter-
no. No homem, dá passagem ao
cordão espermático. Na mulher, ao
ligamento redondo do útero.
CANAL TORÁCICO - O maior vaso
linfático. Recebe a linfa da maior
parte do corpo. Lança-se na união
da veia jugular com a veia sub-
clávia.
CANALÍCULO - Canal pequeno.
CÂNCER - Essa condição é muito
comum e é a segunda causa mortis
mais freqüente. O termo “câncer”
engloba um grupo de distúrbios
aparentados, que têm em comum o
crescimento desenfreado de alguma
pequena parte do corpo, com a
formação de um caroço ou tumor.
Normalmente, o crescimento de
qualquer parte do corpo é regulado
para encontrar suas necessidades.
Quando alguma parte está injuria-
da, as células (minúsculas estrutu-
ras vivas), das quais ela é compos-
ta, multiplicam-se até que a injúria
sare; mas o processo todo é contro-
lado. Na condição de câncer, por
alguma razão, um grupo de células
começa a se multiplicar anor-
malmente, e continua assim, desor-
denando o funcionamento normal
do organismo. Às vezes, grupos
dessas células podem ser levados
para outras partes do corpo, através
do sangue, e aí se formam novos tu-
mores. Se o processo não for con-
trolado, algum órgão vital ficará
eventualmente tão desordenado que
não será possível que a pessoa con-
tinue viva. É imprescindível que as
pessoas leigas não adotem uma
visão muito geral de que o câncer
não tem cura. Em muitos casos,
ele é curável se for detectado no
início. O tratamento mais eficaz -
em vários casos - ainda é a cirur-
gia, que consiste em retirar a parte
afetada.
Se todas as células cancerosas fo-
rem removidas, a condição será cu-
rada. Quanto menor o tumor, me-
nor a chance de ele ter se espalha-
do e maior é a probabilidade de uma
cura completa.
Existem ainda outros meios valio-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAN CÂN
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92
sos de tratamento como a radiote-
rapia, drogas antitumores e certos
hormônios. Pesquisas indicam que
alguns tipos de câncer são causa-
dos por substâncias químicas do
ambiente. A maior esperança talvez
seja a prevenção. Métodos para de-
tectar e identificar as substâncias
causadoras do câncer estão sendo
desenvolvidos e irão ajudar a lim-
par o meio ambiente; as fontes são
os resíduos industriais, o escapa-
mento dos carros e a fumaça dos
cigarros.
Os novos tratamentos que estão sen-
do desenvolvidos incluem alta ra-
diação energética, como os raios de
nêutrons. Novas drogas e novas
combinações de antigas drogas es-
tão prometendo a cura para alguns
tipos de câncer.
A doença não é comum antes dos
40 anos, e a incidência aumenta de
acordo com a idade. Talvez, acima
dessa idade, as células se tornem
menos eficientes para lidar com os
danos causados pelos irritadores. A
chave do sucesso é o tratamento
logo no começo. Qualquer pessoa,
apresentando um sintoma que não
desaparece dentro de algumas se-
manas, deve consultar um médico.
Os sinais de perigo são: um caroço
na mama (V. Mama.), nos testícu-
los, etc; uma tosse persistente (mais
de três semanas); uma mudança
persistente no funcionamento do
intestino; uma perda de peso; uma
dor persistente ou periódica e o apa-
recimento de sangue, por exemplo,
do intestino, da urina, da boca (de-
pois de tossir ou vomitar), do ma-
milo ou da vagina (depois da me-
nopausa ou entre os períodos de
menstruação). Existe a possibilida-
de de haver outras explicações para
esses fatos, e o seu médico poderá
acertar isso. Se o médico estiver
com suspeitas, ele poderá solicitar
exames para estabelecer o diagnós-
tico. (V. Leucemia e Colo do útero.)
O físico alemão Jorrit de Boer, da
Universidade de Munique, apresen-
tou no Instituto de Física da USP
uma nova técnica para tratamento
do câncer, que utiliza feixes de
prótons em vez de raio X. A vanta-
gem é que esta técnica não apresen-
ta efeitos colaterais nos tratamen-
tos da doença. Também está em uso
em São Paulo o remédio alemão
Tamoxifena, indispensável contra o
câncer de mama.
Cientistas nos Estados Unidos cri-
aram uma bactéria geneticamente
modificada que, em estudos com
ratos, destruiu tumores do câncer de
cólon em 24 horas. A bactéria, da
espécie C. novyi, sobrevive apenas
em ambientes livres de oxigênio,
como o de tecidos mortos no inte-
rior dos tumores.
CÂNCER DE COLO DE ÚTERO -
É câncer comum e pode ocorrer em
pessoas relativamente jovens, mas
é uma forma de câncer, nas mulhe-
res, que se pode prevenir. Um teste
fácil é usado para detectar as pri-
meiras mudanças. O procedimento
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CÂN CÂN
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93
demora alguns segundos e não é
mais desagradável que um exame
interno. A mancha é examinada
num laboratório, e as células alte-
radas podem ser identificadas an-
tes de terem invadido outros teci-
dos (isto é, antes de se tornarem
malignas).
A doença no começo pode ser
tratada removendo-se parte do colo
do útero (conização). Em outros ca-
sos, a histerectomia (remoção do
útero) é realizada, e a paciente é
acompanhada cuidadosamente. (V.
Parto, Prevenção da gravidez e
Infertilidade.)
CÂNCER DE PELE - É Uma doença
perigosa, muito comum e causada
por um motivo muito simples: a ex-
posição ao sol. A luz do sol contém
um tipo de radiação muito nociva à
nossa pele, chamada ultravioleta,
uma das principais responsáveis
pelo câncer de pele. Ela causa uma
transformação nas células da pele,
que começam a multiplicar-se
desordenadamente, formando o te-
cido cancerígeno. O câncer de pele
atinge principalmente pessoas de
pele branca, que se queimam com
facilidade e bronzeiam-se com di-
ficuldade. Cerca de 90% das lesões
localizam-se nas áreas da pele que
ficaram expostas ao sol. Os sinto-
mas do câncer de pele são manchas
escuras ao longo do corpo, com for-
mato irregular, tonalidades de cor
diferentes e diâmetro maior que 6
milímetros. Sinais de alerta nessas
manchas são o aumento de tama-
nho, sangramento, coceira e infla-
mação. Pode ser curado se desco-
berto ainda no início.
CÂNCER DE PULMÃO - Prolifera-
ção anormal e sem limites das cé-
lulas originárias dos pulmões levan-
do ao aparecimento de massas.
CÂNCER DOS FUMANTES - Epite-
lioma cancróide localizado nos lá-
bios ou na língua.
CÂNCER NA PRÓSTATA - Uma for-
ma de câncer comum, mas facil-
mente tratável, que provoca uma di-
ficuldade em urinar. O tumor pode
se espalhar da próstata para dentro
dos ossos. O tratamento é por meio
de cirurgia e do uso de comprimi-
dos ou injeções de hormônio.
CANCERIFORME - Em forma de
câncer.
CANCERÍGINOS QUÍMICOS -
Substâncias cuja absorção pelo or-
ganismo, seja pela pele, por inala-
ção ou por ingestão, levam à pro-
dução de mutações que provocam
a transformação celular.
CANCERISMO - Tendência à cance-
rização.
CANCERIZAÇÃO - Transformação
em câncer.
CANCEROFOBIA - Temor mórbido
do câncer.
CANCRO - Úlcera de evolução rá-
pida que aparece na pele e em ou-
tros lugares, como na boca, consti-
tuindo o chamado cancro duro.
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CÂN CAN
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Existe, também, o cancro mole. (V.
Cancro mole.) Nada tem a ver com
câncer.
CANCRO MOLE - Úlcera de Du-
crey. A doença começa com dor na
virilha e inflamação dos gânglios
linfáticos que se tornam, aos pou-
cos, massa dolorosa e cheia de ma-
téria infectada, os bubões podem
romper-se e dar vazão ao pus.
CANCRÓIDE - Semelhante ao cân-
cer. Epitelioma mergulhante na pele
e nas mucosas.
CANCRUM ORIS - Ulceração da
boca. Nada tem a ver com câncer.
CANDIDÍASE - Ou monilíase vagi-
nal; provoca corrimento espesso
tipo nata de leite e geralmente
acompanhado de coceira ou irrita-
ção intensa. Candida ou Monília é
um fungo e a candidíase é, portan-
to, uma micose. A candida aparece
quando a resistência do organismo
cai ou quando a resistência vaginal
está diminuída. Alguns fatores são
causadores da micose: antibióticos,
gravidez, diabetes, infecções, defi-
ciência imunológica, medicamentos
como anticoncepcionais e corti-
cóides. Eventualmente o parceiro
sexual aparece com pequenas man-
chas avermelhadas no pênis. O di-
agnóstico é clínico, através de exa-
mes de laboratório e papanicolau.
O tratamento é à base de anti-
micóticos mas deve-se tentar tratar
as causas da candidíase para evitar
as recidivas.
CÂNFORA - Óleo volátil, de odor
característico, obtido de árvore do
mesmo nome, que atua como anti-
séptico refrescante aplicado às
mucosas e à pele.
CANÍCIE - Branqueamento dos ca-
belos.
CANINO - Relativo ao cão. Nome
de dois dentes laterais superiores.
CANNABIS SATIVA - Maconha, câ-
nhamo indiano.
CANTÁRIDAS - Mosca do gênero
Cantharis e da espécie Vesicatoria.
Empregava-se antigamente como
revulsivo ou afrodisíaco.
CANTARIDISMO - Intoxicação pela
cantáridas.
CANTECTOMIA - Excisão de um
canto palpebral.
CANTITE - Inflamação do canto do
olho.
CANTÓLISE - Separação cirúrgica
do canto do olho.
CANTORRAFIA - Sutura do canto
do olho.
CANTOTOMIA - Incisão do canto
do olho.
CAPACIDADE PULMONAR - É de
4 litros e meio de ar.
CAPACIDADE VITAL - É a capaci-
dade pulmonar menos o ar residual
(o ar que fica no pulmão após a
expiração forçada).
CAPARROSA - Denominação de al-
guns sulfatos.
CAPELA - Recinto fechado, com cha-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAN CAP
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miné para o exterior, em laborató-
rio, para se trabalhar com gases tó-
xicos.
CAPELINA - Bandagem em capuz
para a cabeça ou para cotos de am-
putação.
CAPILARES - Vasos finíssimos, mais
finos que um fio de cabelo (daí seu
nome) e que estabelecem a ligação
entre as arteríolas e as vênulas,
conectando a circulação arterial
com a venosa.
CAPILARIDADE - Força natural que
faz o dreno atrair o líquido para fora.
CÁPSULA - 1) Membrana sacular
que envolve um órgão ou parte de
um órgão. 2) Recipiente de amido
para medicamentos em pó.
CÁPSULA ARTICULAR - Tecido
conjuntivo que envolve as articu-
lações.
CÁPSULA DE GLISSON - A cápsu-
la conetiva do fígado.
CAPSULOLENTICULAR - Relativo
ao cristalino e à sua cápsula.
CAPSULOTOMIA - Incisão de uma
cápsula.
CAPSULÓTOMO - Instrumento
para incisão da cápsula.
CAPURRO, MÉTODO DE - Siste-
ma de avaliação da idade gesta-
cional do recém-nascido, baseado
em critérios físicos e neurológicos
CAPUT - V. Cabeça.
CAQUEXIA - Adiantada desnutrição,
que pode provir de várias causas,
até de ordem psíquica.
CAQUEXIA ESTRUMIPRIVA -
Caquexia por extirpação da tireóide.
CARAMELIZAR - Transformar o
açúcar em caramelo.
CARAMELO - Açúcar queimado.
CARBO - O mesmo que Carvão.
CARBOGÊNIO - Mistura de oxigê-
nio e gás carbônico usada contra as
asfixias.
CARBOIDRATO - V. Hidrato de car-
bono. Hidrocarbonado. Glicídios.
CARBÓLICO (ÁCIDO) - Fenol, áci-
do fênico.
CARBONATADO - Impregnado
pelo ácido carbônico.
CARBONIZAÇÃO - Transformação
da matéria orgânica em carvão.
CARBOXI-HEMOGLOBINA - Com-
posto que se forma pela combinação
do monóxido de carbono com a
hemoglobina nos envenenamentos
por esse gás.
CARBÚNCULO - Doença infeccio-
sa causada pelo Bacillus anthracis,
que ataca animais, como vacas e
ovelhas, e através deles se transmite
ao homem, por ferida, arranhão, pi-
cada de inseto ou inalação. Também
chamado de “pústula maligna”, o
primeiro sintoma é um prurido do-
loroso; horas mais tarde aparece no
corpo uma lesão que se torna dura,
vermelha no centro e rosada ao re-
dor; aumentando a lesão, produz-se
pus sanguinolento no meio e infla-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAP CAR
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mam-se os gânglios linfáticos e vei-
as adjacentes. Outros sintomas: fra-
queza geral, calafrios, inapetência,
náuseas e febre elevada. Semelhan-
te ao furúnculo, só que este supura
através de uma única abertura; o
carbúnculo pode ter várias aberturas.
Para um carbúnculo pequeno, o tra-
tamento é semelhante (V. Furúncu-
lo.); mas se for grande, procure um
médico.
CARCINOGÊNICO - Substância
que predispõe à formação de carci-
noma.
CARCINÓGENO - V. Carcino-
gênico.
CARCINOMA - Câncer do tecido
epitelial.
CARCINOMA CUTÂNEO - V.
Epitelioma.
CARCINOMA PAPILÍFERO - Tu-
mor maligno mais freqüente da
glândula tireóide, normalmente de
comportamento não agressivo.
CARCINOMATOSE - Aparecimen-
to de várias metástases carcino-
matosas.
CARDÍACO - Relativo ao coração.
(V. Coração e Doenças Cardíacas.)
CARDIOCENTESE - Função do co-
ração.
CARDIODINIA - Dor no coração.
CARDIOECTASIA - Dilatação do co-
ração.
CARDIO-ESFIGMÓGRAFO - Apa-
relho que registra ao mesmo tempo
os batimentos do coração e do
pulso.
CARDIO-ESTENOSE - Estenose das
válvulas do coração.
CARDIOGRAFIA - Exame do cora-
ção pelo cardiógrafo. Registro, atra-
vés do cardiógrafo, dos movimen-
tos normais ou patológicos do co-
ração.
CARDIÓGRAFO - Aparelho que re-
gistra os movimentos cardíacos.
CARDIOGRAMA - Traçado feito
pelo cardiógrafo.
CARDIO-INIBITÓRIO - Que inibe
a ação do coração.
CARDIÓLISE - Operação para sepa-
rar o pericárdio da parede torácica
nos casos de aderência.
CARDIOLOGIA - Estudo do cora-
ção e de suas doenças.
CARDIOMALACIA - Amolecimen-
to do miocárdio.
CARDIOMIOPLASTIA - Cirurgia
destinada a melhorar o bombar-
deamento do sangue exercido pelo
coração quando as paredes muscu-
lares de seus ventrículos estão com
sua capacidade contrátil muito di-
minuída devido a sucessivos infar-
tos ou miocardites. Tal cirurgia
consta da dissecção do músculo
grande dorsal da parede do tórax e
de sua introdução no interior da cai-
xa torácica, utilizando-o para envol-
ver o coração a fim de comprimir
ritmicamente os ventrículos a cada
batimento cardíaco.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAR CAR
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CARDIOPATIA - Denominação ge-
nérica de toda afecção do coração.
CARDIOPERICARDITE - Inflama-
ção do pericárdio e de outros teci-
dos do coração.
CARDIOPLEGIA - Paralisia do co-
ração.
CARDIOPTOSE - Queda do coração.
CARDIOPULMONAR - Relativo ao
coração e aos pulmões.
CARDIOPUNTURA - Cardiocentese.
CARDIORRAFIA - Sutura do coração.
CARDIORREXE - Ruptura do coração.
CARDIOSCLEROSE - Esclerose do
coração.
CARDIOSPASMO - Espasmo do co-
ração.
CARDIOSTROFIA - Dextrocardia
congênita, situação do coração do
lado direito.
CARDIOVASCULAR - Relativo ao
coração e aos vasos.
CARDITE - Inflamação do coração,
séria complicação da febre reumá-
tica. Distinguem-se a endocardite
(inflamação das válvulas e membra-
nas interiores do coração) e a
pericardite (inflamação da membra-
na que envolve a víscera).
CÁRIE - Degeneração ou necrose ós-
sea. Dentária: processo pelo qual se
desenvolvem, nas superfícies dos
dentes, bactérias que atuam sobre
hidratos de carbono e produzem áci-
dos que destroem gradualmente o
esmalte e a dentina, resultando in-
fecção local e destruição do dente
afetado.
CARIÓTIPO - Estrutura cromos-
sômica de uma célula ou organismo;
análise ou descrição do número e da
morfologia dos cromossomos que
constituem o genoma de uma espé-
cie; chama-se também idiograma.
CARMINATIVO - Agente que alivia
a flatulência e a cólica, impedindo
a formação de gases no tubo di-
gestivo ou lhes facilitando a eli-
minação.
CARNE ESPONJOSA - Granulação
exuberante e fungosa.
CÁRNEO - Da natureza da carne.
CARNIFICAÇÃO - Alteração pato-
lógica dos tecidos que adquirem as-
pecto e consistência de carne.
CAROTENASE - Enzima que transfor-
ma a provitamina A em vitamina A.
CAROTENO - Provitamina A. A
substância que existe em vários ve-
getais. Ex.: a cenoura, que se trans-
forma em vitamina A pela ação da
carotenase.
CARÓTIDA - Principal artéria da ca-
beça.
CARPAL - Relativo ao carpo ou punho.
CARPO - Punho. Liga a mão ao an-
tebraço.
CARPOPTOSE - Queda do punho.
CARTILAGEM - Tecido fibroso, con-
juntivo e semi-opaco, que se ca-
racteriza por extrema suavidade,
elasticidade e tenacidade. Encon-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAR CAR
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trado em várias juntas, age como
um amortecedor entre os ossos. A
mais comum a apresentar proble-
mas é a do joelho. Uma torção pode
fazer com que ela se rompa, provo-
cando uma dor aguda no joelho, que
fica travado e inchado. Às vezes, os
sintomas podem ceder com repou-
so, mas geralmente é necessário re-
mover a cartilagem com uma cirur-
gia simples, para evitar maiores pro-
blemas. O uso de uma joelheira du-
rante alguns dias pode melhorar, en-
quanto se tenta uma cura com re-
pouso.
CARTILAGEM TARSAL - Cartila-
gem palpebral.
CARTUCHOS - Cornetos, ossos in-
ternos do nariz.
CARÚNCULA - Pequena formação
córnea.
CARÚNCULA LACRIMAL - Peque-
no mamilo avermelhado situado
entre as porções lacrimais das pál-
pebras.
CARÚNCULA URETRAL - Forma-
ção patológica, mamilo averme-
lhado e sangrando, que se forma no
meato uretral da mulher.
CARÚNCULAS MIRTIFORMES -
Pequenas carnosidades que circun-
dam o orifício vaginal na mulher
não virgem e que são restos do
hímen roto.
CÁSCARA - Medicamento extraído
do córtex da árvore Picramnia
antidesma e de alguns arbustos. Age
como laxante sobre o cólon.
CASEIFICAÇÃO - Transformação
em substância caseosa.
CASEÍNA - Composto albuminoso
do leite. Principal proteína do leite;
serve de base para elaboração de re-
queijão e queijos. De grande valor
nutritivo e industrial.
CASEOSO - Semelhante a queijo.
CASPA - Acúmulo de células cerati-
nizadas no couro cabeludo.
CATACLISMA - Dilúvio, uma he-
morragia muito violenta.
CATAFORESE - Introdução, pela cor-
rente elétrica, de certas substâncias
através da pele.
CATALEPSIA - Supressão dos movi-
mentos e da sensibilidade, com con-
servação do pulso e da respiração,
embora muito lentos.
CATALISADOR - Substância que
produz catálise.
CATÁLISE - Influência na realização
de uma reação, por certas substân-
cias chamadas catalíticas que não
se alteram com essas mesmas
reações.
CATAMENIAL - Referente à mens-
truação.
CATAMÊNIO - Menstruação, regras.
CATAPLASMA - Aplicação em par-
te do corpo dorida ou inflamada de
papa medicamentosa, entre dois
panos, quente e úmida, feita com
farinha de linhaça, farinha de man-
dioca, fubá, etc. Há remédios indus-
triais que fazem, hoje, idêntico
efeito.
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CAR CAT
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CATAPLASMA SINAPISADO - Ca-
taplasma em cuja superfície se dei-
ta um pouco de mostarda em pó.
CATAPORA - Uma das doenças in-
fecciosas da infância, causada por
um vírus. A maioria das crianças
contrai a doença, geralmente, du-
rante os anos escolares. É rara uma
segunda ocorrência. Durante duas
ou três semanas, mais ou menos, ela
fica incubada, ou seja, leva esse
tempo para desenvolver os sintomas
depois da invasão do vírus. Às ve-
zes, a criança perde a cor antes que
se desenvolvam as pintas, mas, ge-
ralmente, as pintas são os primei-
ros sintomas. Primeiro, elas são pe-
quenas saliências vermelhas, depois
desenvolvem uma ponta branca,
contendo fluido e, mais tarde, for-
mam uma casca. As pintas geral-
mente aparecem no peito e se espa-
lham para o rosto, couro cabeludo
e partes superiores dos membros. A
criança pode apresentar uma febre
ligeira, e a doença é contagiosa du-
rante sete dias após o aparecimento
das pintas. As complicações da ca-
tapora são raras (embora ela possa
ser pior nos adultos), e é normal
uma recuperação tranqüila. O mes-
mo micróbio pode, posteriormente,
provocar a herpes zoster. (V. Her-
pes-Zoster.)
CATARATA - Opacidade ou perda de
transparência do cristalino que, ao
se tornar totalmente opaco, causa
perda da visão. Pode estar presente
no nascimento da criança e em jo-
vens, como resultado de um trauma-
tismo, porém quase sempre afeta
pessoas de 50 a 60 anos por dege-
neração gradual dos tecidos do cris-
talino. A visão vai piorando pro-
gressivamente, mas a perspectiva é
boa. Às vezes, a condição se esta-
ciona ou atinge apenas um olho e,
em qualquer um dos casos, é possí-
vel operar e remover a opacidade.
Pode-se também ser inserido um
cristalino artificial no momento da
cirurgia. Deve-se usar óculos com
lentes grossas após a cirurgia, para
enfocar a luz. Atualmente faz-se a
retirada do cristalino colocando-se
uma lente artificial.
CATARATA MADURA - Catarata em
que o cristalino está totalmente
opacificado.
CATARRO - Um termo bem vago,
mas geralmente usado para indicar
uma sensação de obstrução na cabe-
ça e nariz, com ou sem secreção na-
sal e, às vezes, associado a uma sen-
sação de que um fluido viscoso está
pingando na garganta. Esses sinto-
mas são normais durante uma ou
duas semanas após um resfriado ou
gripe. As crianças têm a tendência
de ficar resfriadas duas vezes mais
que os adultos e, assim, no inverno,
parecem estar sempre com coriza e
catarro. Secreção constante do nariz
e respiração pela boca, numa crian-
ça, podem indicar grandes vegeta-
ções adenóides. No entanto, muitas
crianças catarrentas superam essa
condição na faixa dos sete anos, pois
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAT CAT
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100
as passagens nasais se tornam mais
largas e menos fáceis de ficarem blo-
queadas. A secreção nasal de aspec-
to ruim numa criança sugere um cor-
po estranho - uma conta, por exem-
plo - entalado no nariz.
O catarro que acompanha um res-
friado pode ser atenuado inalando-
se um vapor. Se o catarro persistir
por mais de três semanas após um
resfriado, pode haver uma sinusite
latente, que pode ser tratada pelo
médico. (V. Antro.)
Alergia, como a febre do feno, pro-
duz um catarro aguado, espirro fre-
qüente e nariz entupido. Os produ-
tos alérgicos tendem a desenvolver
pólipos nasais (dobras espessas no
revestimento do nariz) que aumen-
tam o catarro. Em algumas pesso-
as, o pedaço de cartilagem que di-
vide as passagens nasais é desvia-
do para um lado. O lado estreito
pode ficar obstruído e tapado. Uma
pequena cirurgia pode ajudar.
Outras causas do catarro são: o
fumo, o ar poluído ou úmido e o uso
exagerado de descongestionantes
para o nariz.
CATARRO GÁSTRICO - Gastrite
catarral.
CATARRO INTESTINAL - Enterite
catarral.
CATARRO NASAL - V. Coriza.
CATARRO PULMONAR - V. Bron-
quite.
CATARRO UTERINO - Endometrite
catarral.
CATARRO VESICAL - Cistite catar-
ral.
CATARSE - Purgação, eliminação.
CATÁRTICO - Purgativo enérgico,
mais forte do que o laxante, porém
mais suave do que o drástico.
CATATONIA - Inibição muscular ge-
neralizada.
CATETER - Tubo rígido ou flexível
usado para desalojar líquidos de di-
versas partes do corpo e, atualmen-
te, utilizado para exames mais es-
pecíficos como os relacionados às
doenças do coração, por exemplo
desobstrução de veias.
CATETER-CENTRAL - Cateter para
administração de soro, antibióticos
ou nutrição parenteral, cuja extremi-
dade encontra-se em veia central,
isto é, localizada na transição entre
a veia cava superior e o átrio direito.
CATETERISMO - É um exame diag-
nóstico, realizado por meio de um
cateter introduzido num vaso san-
güíneo, a partir da perna ou braço,
atingindo os grandes vasos do co-
ração e o próprio coração. Por esse
cateter, injeta-se pequena quantida-
de de contraste à base de iodo, ao
mesmo tempo em que um sistema
de filmagem é acionado e fotogra-
fa as diferentes partes do coração.
Por meio de várias filmagens em di-
versas posições, o médico poderá
definir o diagnóstico.
O cateterismo cardíaco não é uma
forma de tratamento e sim um exa-
me diagnóstico.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAT CAT
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101
Para antes do exame recomenda-se:
parar de fumar; jejum de pelo me-
nos quatro horas antes do horário,
no dia anterior e posterior ao exa-
me a dieta é normal; apresentar exa-
mes realizados (se o paciente já se
submeteu a cateterismo cardíaco,
angiosplastia coronária ou cirurgia
cardíaca, trazer relatórios desses
procedimentos).
O cateterismo cardíaco não é reali-
zado no dia marcado se o paciente
estiver com gripe ou resfriado, fe-
bre, gravidez, diarréia, problemas
dermatológicos infectados ou tosse
com catarro abundante, nessas si-
tuações o exame será remarcado.
Antes do exame o paciente deve
comunicar à enfermeira se é alérgi-
co à penicilina ou qualquer outro
antibiótico, esparadrapo ou outros
elementos; se usa anticoagulante; se
teve hepatite; se tem diabetes ou
problemas renais.
CATIGUTE - Fio de tripa de carneiro
usado para suturas cirúrgicas.
CATIONTE - Elemento eletropo-
sitivo que na composição eletro-
química aparece no pólo negativo.
CATÓDIO - Pólo negativo.
CAUDA DE CAVALO - Cauda
eqüina, porção terminal da medula
espinhal.
CAUDAL - Referente à cauda.
CAUSALGIA - Dor no território de
um nervo da pele e que persiste
muito tempo após a lesão desse
nervo.
CÁUSTICO - Que destrói os tecidos.
CÁUSTICO INFERNAL - Nitrato de
prata.
CÁUSTICO LUNAR - Nitrato de
prata.
CAUTÉRIO - Instrumento para des-
truir tecidos, pelo processo de
cauterização.
CAUTERIZAÇÃO - Ação de destruir
tecidos, por meio do cautério.
CAVA - Nome de duas grandes veias
(cava superior e cava inferior) que
se abrem na aurícula direita.
CAVIDADE MEDULAR - Cavidade
que existe na diáfise óssea e que
contém a medula óssea.
CAVITAÇÃO - Formação de cavidades.
CAVITÁRIO - Que apresenta cavi-
dades.
CAVO - Oco, escavado, côncavo;
aplica-se especialmente à deformi-
dade do pé caracterizada por um
exagero do arco plantar.
CAVUM - O mesmo que Cavidade.
CAXUMBA - Uma das infecções
agudas da infância, causada por um
vírus que afeta as glândulas saliva-
res. Essas glândulas produzem sa-
liva e estão localizadas no pesco-
ço, uma embaixo de cada orelha, e
duas embaixo do queixo, a uns 5 cm
de cada lado da linha do meio. As
glândulas afetadas com mais fre-
qüência são as debaixo das orelhas,
e o primeiro sintoma é uma dor ao
mastigar. Geralmente há febre e, de-
pois de um ou dois dias, as glându-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CAT CAX
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102
las começam a inchar. Os dois la-
dos podem ser afetados juntos, ou
primeiro um, e em seguida o outro
- no dia seguinte ou depois. O
período de incubação da infecção
(intervalo entre o contato e o
desenvolvimento da doença) é de
duas a três semanas. A inchação
dura de dois a cinco dias, e o paci-
ente deve ficar separado das outras
pessoas (principalmente homens
jovens, que podem desenvolver
uma inflamação no testículo) até
que a inchação tenha desaparecido
por completo; ele deve fazer uma
alimentação bem suave durante os
primeiros estágios, pois a mastiga-
ção geralmente é dolorida.
De vez em quando, outras glându-
las são afetadas, inclusive as glân-
dulas sexuais. Nos homens, os tes-
tículos podem ficar inchados - con-
dição conhecida como orquite. É
muito raro que isso resulte numa es-
terilidade. Em alguns países, as cri-
anças recebem vacinação aos 2 anos
de idade. (V. Orquite.)
CBC - Carcinoma basocelular, cân-
cer de pele mais freqüente.
CEC - Carcinoma epidermóide, cân-
cer mais freqüente da mucosa em
cabeça e pescoço, que também
ocorre na pele.
CECAL - Relativo ao ceco.
CECO - Porção do intestino, na re-
gião direita inferior do abdome.
Forma grande saco cego na união
dos intestinos grosso e delgado e
neles se projeta o apêndice.
CECOSTOMIA - Formação de ânus
artificial no ceco.
CEFALÉIA - O mesmo que Cefa-
lalgia; Dor de cabeça.
CEFALEMATOMA - Tumor san-
güíneo sob o pericrânio, no recém-
nascido.
CEFÁLICO - Referente à cabeça.
CEFALOCELE - Hérnia do cérebro.
CEFALOMETRIA - Mensuração da
cabeça fetal pela radiografia.
CEFALORRAQUIANO - Relativo à
cabeça e à raque.
CEFALOSTATO - Instrumento para
manter a cabeça do paciente.
CEFALOTOMIA - Esmagamento da
cabeça do feto, a fim de permitir o
parto.
CEFALÓTOMO - Cefalótribo, instru-
mento para esmagar a cabeça do feto.
CEGUEIRA - Perda de visão.
CEGUEIRA NOTURNA - A parte
sensível de trás do olho (a retina)
tem dois componentes - um para a
visão diurna, inclusive as cores, e
outro para a visão noturna, em que
não há apreciação de cor, apenas de
sombra e formato. O funcionamen-
to eficiente desse último depende de
um bom abastecimento de vitami-
na A. Se esta estiver faltando na ali-
mentação, pode resultar na ceguei-
ra noturna.
CEGUEIRA VERBAL - V. Alexia.
CELA TÚRCICA - Fossa no osso
esfenóide, onde se aloja a hipófise.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CBC CEL
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103
CELÍACO - Relativo à cavidade ab-
dominal.
CÉLIO-HISTERECTOMIA - Extir-
pação do útero por via abdominal.
CELIOSCOPIA - Peritonioscopia.
Exame visual da cavidade peritonial
mediante pequena incisão abdomi-
nal e passagem de um instrumento
de luz com espelho.
CELIOTOMIA - Incisão da parede
abdominal anterior.
CELOTOMIA - V. Quelotomia.
CELSIUS (TERMÔMETRO DE) -
Termômetro centígrado.
CÉLULA - Massa de protoplasma que
contém um núcleo; constitui a uni-
dade básica dos seres vivos, sendo
a menor unidade estrutural do cor-
po animal.
CÉLULA-TRONCO - Atualmente os
cientistas estudam a utilização de cé-
lulas-tronco para a reposição de ar-
térias nos implantes. As células-tron-
co são colhidas de embriões descar-
tados; elas se formam dias após a fer-
tilização do óvulo e se transformam
em todos os tipos de célula necessá-
rios para formar um ser humano.
Pesquisadores do Instituto de Tecno-
logia de Massachusetts transforma-
ram células-tronco embrionárias em
vasos sangüíneos funcionais, no pri-
meiro indício de que essas células
podem vir a ser usadas para repor
tecidos cardíacos ou artérias obs-
truídas. O assunto vem causando
acirradas polêmicas. Em dezembro
de 2001, pesquisadores do Hospital
Pró-Cardíaco do Rio, em convênio
com a UFRJ - Universidade Federal
do Rio de Janeiro e Instituto do Co-
ração do Texas, fizeram o primeiro
experimento da América Latina com
células-tronco para o tratamento de
doenças cardíacas. Em três dos qua-
tro pacientes, o implante conseguiu
recuperar a capacidade de funciona-
mento do coração e restaurar artéri-
as para combater a sua insuficiên-
cia. Os médicos retiraram células-
tronco da medula óssea dos pacien-
tes e, por cateterismo, as reintro-
duziram em vários pontos deficien-
tes do coração.
CELULÍFUGO - Que sai da célula.
CELULÍPETO - Que vai ter à célula.
CENESTESIA - Conjunto de sensa-
ções mais ou menos vagas que te-
mos dos nossos próprios órgãos.
CENSURA - Termo usado por Freud
para designar a repressão de certas
memórias que deixam de aparecer
no consciente.
CENTESE - Perfuração por agulha ou
trocarte. Empregada também como
sufixo-centese, indicando punção
ou perfuração cirúrgica da parte as-
sinalada pelo primeiro elemento do
termo. Ex.: abdominocentese,
paracentese.
CENTESIMAL - Na proporção de 1
para 100 partes.
CENTÍGRADO - Que tem 100 par-
tes iguais.
CENTRIFUGAÇÃO - Processo de
separação de substâncias em uma
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CEL CEN
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104
mistura mediante a ação da força
centrífuga.
CENTRÍPETO - Que vai para o centro.
CENTRO CIRÚRGICO - A sala de
cirurgia e as salas anexas.
CENTRO DA FALA - A parte do cé-
rebro que controla a fala.
CENTRO MOTOR - Centro nervo-
so que rege os movimentos de de-
terminado segmento do corpo.
CENTRO NERVOSO - Qualquer
grupo de células nervosas que agem
em comum para executar determi-
nada ação.
CENTRO RESPIRATÓRIO - Centro
localizado no bulbo e que acelera e
modera a respiração.
CERA - Normalmente é produzida
uma cera mole no canal que vai até
o tímpano. Em algumas pessoas a
produção é maior do que em outras;
se a cera se acumula, ela fica seca e
dura, e pode reduzir a audição ou
causar uma irritação. Ela pode ser
removida por um médico ou enfer-
meiro, injetando água quente com
uma seringa; pode ajudar se o paci-
ente usar algumas gotas de água
para amolecer durante alguns dias
antes de retirá-la. É uma insensatez
tentar remover a cera seringando ou
cutucando o ouvido sozinho, pois o
tímpano, que é delicado, pode so-
frer algum dano.
CERATINA - Ou queratina. Uma es-
pécie de proteína em forma de
fibrilas.
CERATITE - Inflamação da córnea.
CERATOCONE - Queratocone. De-
formação da córnea, que assume o
aspecto de um cone.
CERATÓLISE - Ou queratólise.
Esfoliação da camada córnea da
pele.
CERATOMA - Ou queratoma. Calo-
sidade. Excesso de tecido córneo
que cresce e faz saliência.
CERATOMALACIA - Ou querato-
malacia. Amolecimento da córnea.
CERATÔMETRO - Ou queratô-
metro. Instrumento para medir os
meridianos da córnea.
CERATOPLASTIA - Enxerto de
córnea. (V. Queratoplastia.)
CERATOSE - Ou queratose. Espessa-
mento da camada córnea da pele.
CEREBELO - O órgão da motrici-
dade, situado na parte posterior do
encéfalo.
CEREBRAL - Relativo ao cérebro. (V.
Apoplexia.)
CÉREBRO - Parte frontal e superior
do sistema nervoso central, que se
compõe de dois hemisférios, ou
metades diferenciadas; abriga os
centros nervosos que regulam as
principais funções orgânicas, tanto
as vegetativas como as de relação
ou de intelecção. A porção mais
importante do sistema nervoso.
CÉREBRO-ESPINHAL - Referente
ao cérebro e à medula.
CÉREO - Relativo a cera.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CEN CER
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105
CERECTASIA - Protusão da córnea.
CERUME - Secreção cerosa das
glândulas ceruminosas do ouvido
externo.
CERVICALGIA - Dor na região
cervical, parte posterior do pescoço.
CERVICECTOMIA - Amputação do
colo do útero.
CERVICITE - Inflamação do colo do
útero.
CERVIOBRACTEALGIA - Dor na re-
gião cervical que se irradia para o
braço e antebraço.
CERVIX - V. Colo.
CERVIX UTERINA - Colo do útero.
CESÁRIA (OPERAÇÃO) - Cesaria-
na, parto cirúrgico com incisão do
abdome.
CESARIANA - Cirurgia pela qual o
bebê é retirado do útero da mãe,
através de uma incisão no abdome.
O nome é derivado das épocas ro-
manas. A cesariana, particularmen-
te, não é difícil, e pode ser utiliza-
da nos casos em que o parto nor-
mal pode ser perigoso. Ela não tem
nenhum efeito posterior sério, e
muitas pacientes consideram-na
menos desagradável que o parto
normal. A cesariana não é um em-
pecilho para se ter outros filhos. A
cicatriz geralmente pode ser escon-
dida por um biquíni. Depois de
uma cesariana, a mãe demora um
pouco mais para conquistar auto-
confiança, mas todos os conselhos
abaixo podem ser seguidos.
Todas as mães estão propensas a se
sentirem fracas durante alguns dias
após o parto - dias de resguardo. Isso
deve desaparecer depois de uma se-
mana mais ou menos e, se uma mãe
estiver se sentindo profundamente
deprimida depois dos 10 primeiros
dias, deve procurar o médico com
urgência, pois a depressão pós-natal
pode ser grave; apesar disso, ela re-
age bem a um tratamento imediato.
Há muito cansaço nas primeiras se-
manas de um bebê, pois as deman-
das são grandes e o sono é pertur-
bado. As mães devem descansar o
máximo possível entre as deman-
das do bebê, e tirar proveito (sem
sentimento de culpa) dos ofereci-
mentos de ajuda de parentes ou
amigos. Fora o fato de estabelecer
uma rotina para o bebê, essa não é
uma fase para ficar obcecada com
os serviços domésticos. Procure sair
com seu marido ao menos uma vez
por semana.
As mães devem consumir um pou-
co mais de ferro durante algumas
semanas depois do parto, para res-
tabelecer as suas reservas. Elas de-
vem comparecer a exames pós-na-
tais durante seis semanas depois do
parto, para checar se está tudo bem
e receber recomendações sobre an-
ticoncepcionais. (V. Parto.)
CESTÓIDES - Ordem de vermes
platelmintos (chatos) a que perten-
cem as tênias (solitárias).
CETOGÊNICO - Que produz corpos
cetônicos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CER CET
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106
CETOGÊNICO (REGIME) - Diz-se
da dieta com alta quantidade de gor-
dura.
CETONÚRIA - Presença de corpos
cetônicos na urina.
CHAGA - Ferida viva e sanguino-
lenta.
CHAGAS, DOENÇA DE - Doença
tropical e subtropical própria das
Américas Central e do Sul. A con-
taminação se faz através do mos-
quito do gênero Triatoma, vulgar-
mente conhecido como “barbeiro”.
O protozoário flagelado responsá-
vel pela afecção, o Trypanosoma
cruzi, que fica nas fezes dos referi-
dos mosquitos, depois de penetrar
no organismo humano toma forma
intracelula, infectando principal-
mente células do cérebro e do
coração. Neste caso, ele atinge as
fibras musculares e provoca uma
miocardite chagásica, extremamen-
te grave, que pode levar à morte.
Esta doença foi descoberta pelo pes-
quisador brasileiro Carlos Chagas.
A única forma de preveni-la é a pul-
verização de inseticidas nas pare-
des das casas nas zonas em que a
doença é endêmica, especialmente
nas casas de barro da zona rural, já
que os barbeiros se ocultam em fen-
das nas paredes. Em abril de 2000
foi identificada nova espécie do
protozoário Trypanossoma cruzi,
que causa a doença de Chagas. A
façanha coube a Ricardo Couto e
Bianca Zingales, da USP, e a Otá-
vio Fernandes, da Fundação Osval-
do Cruz/RJ. Desde 1909, sabia-se
da existência de duas variedades do
protozoário denominadas “Z1” e
“Z2”, Mas não se sabia que eram
espécies diferentes; ambas causam
a doença, porém o Z1 é mais peri-
goso.
CHARLATANISMO - Exercício ile-
gal ou não científico da Medicina.
CHARPA - Bandagem em tipóia.
CHATO - A doença chama-se “fiti-
ríase”, provocada por um piolho (o
phtirius pubis, mais conhecido por
“chato”). Ele tem predileção pela
região pubiana, sendo preferencial-
mente a doença adquirida através do
contato sexual. Sintoma mais co-
mum é o prurido (coceira), além da
presença de lêndeas, podendo-se
notar máculas de tonalidades azula-
das, de formas ovais e limites irre-
gulares, que aparecem após algu-
mas horas da picada, conhecidas
como máculas cerúleas. Tratamen-
to: procede-se como na pediculose,
ou seja, aplicação de benzoato de
benzila, lindano e monossulfira.
CHEYNE-STOKES (RESPIRAÇÃO
DE) - Ritmo respiratório que au-
menta gradualmente até um máxi-
mo, em seguida diminui até um
mínimo quase imperceptível, depois
recomeça o ciclo.
CHOLERA MORBUS - Nome lati-
no do cólera.
CHOQUE - Em Medicina, esse ter-
mo significa um colapso da circu-
lação quando a pressão arterial está
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CET CHO
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baixa e o fluxo do sangue através
dos tecidos fica reduzido. Ocorre
mais comumente depois de uma
perda de sangue ou uma dor forte.
A pulsação fica rápida e fraca; a
pele, pálida e úmida; e a respiração,
pouco profunda e difícil. Requer
cuidados médicos urgentes. Se o pa-
ciente estiver machucado, não mexa
com ele; deixe-o calmo, certifique-
se de que a respiração não está li-
mitada por roupas apertadas e dei-
xe-o enrolado num cobertor até que
chegue o auxílio médico.
CHOQUE ELÉTRICO - O perigo da
passagem de eletricidade pelo cor-
po é triplo. Primeiro, pode haver
uma queimadura nos pontos onde a
corrente elétrica entrar e sair; isso
pode ser tratado em linhas gerais.
(V. Queimaduras.) Em segundo lu-
gar, a corrente elétrica tem um efei-
to paralisante sobre o sistema ner-
voso e o coração; a vítima pode fi-
car atordoada, chegando à perda da
consciência; o coração pode parar
de bater e a respiração pode cessar.
Em terceiro lugar, são provocados
fortes espasmos musculares, que
são danosos e podem levar a uma
paralisia ou ancilose temporária.
Quando uma pessoa sofre um cho-
que elétrico, primeiro certifique-se
de que o contato com a corrente foi
rompido. Não toque na vítima com
sua mão, ou você também levará um
choque; use algum material não
condutor: uma vara, uma cadeira de
madeira, uma almofada - alguma
coisa seca e que não contenha me-
tal. Depois, veja se a vítima está
respirando. Se estiver, deixe-a
aquecida e confortável, mas, se não
estiver, faça respiração artificial até
que chegue auxílio médico. Se você
suspeitar que o coração parou (con-
firme com o ouvido diretamente
sobre a região do mamilo esquer-
do), um golpe com punho direta-
mente sobre o esterno (meio do pei-
to) poderá reanimá-lo. (V. Respira-
ção artificial.)
Recomenda-se evitar os choques
elétricos e tomar muito cuidado
com interruptores, etc., principal-
mente nos banheiros, pois a água
age como condutor.
Deve-se tomar muito cuidado na co-
zinha, nunca usar a mão molhada
para mexer em interruptores e
plugues. Deve-se usar sempre
soquetes de parede seguros, espe-
cialmente se houver crianças na
casa. Todos os aparelhos elétricos
devem ser checados por um técni-
co ao menor sinal de defeito, e os
fios elétricos da casa devem aten-
der modelos seguros; as melhorias
devem ser empreendidas somente
por eletricistas qualificados.
CHOQUE-INSULÍNICO - Usado
para o tratamento de esquizofrenia
e outras perturbações mentais. Por
meio de uma injeção de insulina, o
paciente é posto em estado de coma
por um certo tempo durante o qual
a psicoterapia pode ser usada com
mais eficácia.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CHO CHO
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108
CIANIDROSE - Suor azul.
CIANOCOBALAMINA - Vitamina
B12.
CIANOPIA - Distúrbio visual em que
todos os objetos parecem azuis.
CIANOPSIA - V. Cianopia.
CIANOSADO - Com cianose.
CIANOSE - Cor azulada da pele por
falta de oxigênio no sangue.
CIANOSE CONGÊNITA - Defeito
congênito do coração que permi-
te a recirculação de uma quanti-
dade de sangue venoso, sem que
ele tenha previamente passado
pelos pulmões para oxigenar-se.
Manifesta-se externamente pela
coloração azulada da pele, lábios
e unhas.
CIANÓTICO - Aquele que sofre de
cianose.
CIATALGIA - Dor na região do ner-
vo ciático (parte lateral da coxa e
posterior da perna).
CIÁTICA - Termo para a dor no ner-
vo ciático - um nervo comprido que
passa pela nádega e desce pela par-
te de trás da perna. Às vezes, o ner-
vo fica inflamado devido à pressão
provocada por um deslocamento de
disco (V. Deslocamento de disco.)
nas suas origens - na região lom-
bar. Os ossos da espinha - ou vérte-
bras - são separados por um peque-
no disco de cartilagem e, se um des-
ses discos intervertebrais é deslo-
cado, ele pode exercer uma pressão
sobre uma raiz nervosa adjacente.
Geralmente, a ciática não é grave e
reage a remédios simples, como re-
pouso e comprimidos para reduzir
a inflamação; mas, se um disco es-
tiver deslocado, pode ser necessá-
ria a tração e, às vezes, uma cirur-
gia. Procure o médico. (V. Nervo
ciático.)
CÍBALO - Massa fecal dura e seca.
CICATRIZAÇÃO - Ato ou efeito de
cicatrizar.
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA
INTENÇÃO - Quando não há mi-
cróbios, os bordos da ferida se
unem, quase não fica cicatriz; o
restabelecimento é rápido.
CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA
INTENÇÃO - Quando há micróbi-
os na ferida, há reação inflamatória
e infecção; os bordos se unem irre-
gularmente com feia cicatriz.
CICLAMATO - Adoçante, sal do áci-
do ciclo-hexilsulfânico.
CICLITE - Inflamação do corpo ciliar.
CICLO - Sucessão de sintomas.
CICLOPLEGIA - Paralisia do mús-
culo ciliar.
CICLOTIMIA - Forma ligeira de psi-
cose maníaco-depressiva, com fa-
ses de depressão e excitação.
CIESE - O mesmo que Gravidez.
CIFOSE - Curvatura da coluna ver-
tebral, de concavidade posterior.
Deformidade correspondente ao
aumento da convexidade da coluna
dorsal.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CIA CIF
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109
CILINDRO-EIXO - Prolongamento
da célula nervosa.
CILINDRÓIDE - Em forma de cilin-
dros.
CILINDROS - Peças de material com
a forma das cavidades em que esti-
verem alojadas. Ex.: os cilindros
urinários em certas doenças dos
rins.
CÍLIOS - Apêndices de aspecto piloso
que recobrem as membranas muco-
sas do aparelho respiratório. Agem
como filtros naturais, protegendo os
pulmões contra a entrada de partí-
culas nocivas; têm movimentos as-
cendente e descendente que empur-
ram para a boca mucosidades, pó e
partículas infecciosas, evitando as-
sim que elas entrem nos pulmões
pela respiração. As pestanas desem-
penham papel semelhante, sendo os
cílios que protegem os olhos contra
partículas estranhas.
CIMEX LECTULARIUS - Tipo de
Percevejo.
CINESE - O mesmo que Movimento.
CINESTESIA - Sentido do movimen-
to muscular (não confundir com
cenestesia).
CINÉTICO - Relativo ao movimento.
CINETOSE - V. Enjôos.
CINTILOGRAFIA (OU MAPEA-
MENTO) - Processo em que a subs-
tância radioativa vai se concentrar
em determinado órgão que será ana-
lisado por aparelho especial (cinti-
lógrafo, gama-câmara).
CINTILOGRAFIA DE PERFU-
SÃO DO MIOCÁRDIO COM
TÁLIO 201 - Procedimento não
invasivo realizado para avaliar a
perfusão miocárdica durante o exer-
cício e em repouso, comparativa-
mente, administrando-se o elemen-
to radioativo Tálio 201 por via
venosa. O estudo da perfusão
miocárdica possibilita avaliar a
função do músculo cardíaco e di-
agnosticar isquemia do músculo
decorrente de patologia da artéria
coronariana.
CIRCULAÇÃO - No homem e em
todos os mamíferos a circulação do
sangue é feita através de um siste-
ma fechado de vasos sangüíneos,
cujo centro funcional é o coração.
A cada contração desse órgão, o
sangue é bombeado com certa
pressão para o interior dos vasos
sangüíneos (artérias, arteríolas, ca-
pilares, vênulas e veias).
CIRCULAÇÃO ASSISTIDA - Utili-
zação de aparelhagem especial para
manutenção de perfusão dos teci-
dos de todos os órgãos, incluindo o
coração, sem aumentar os requeri-
mentos da energia deste órgão.
CIRCULAÇÃO COLATERAL - Cir-
culação que se forma por vias se-
cundárias quando é interrompido o
condutor principal.
CIRCULAÇÃO PORTA - Passagem
de sangue do intestino, estômago e
baço pelo fígado (pela veia porta) e
sua saída pela veia supra-hepática.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CIL CIR
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110
CIRCULAÇÃO PULMONAR - Ou
pequena circulação. Circulação de
ida e volta do coração aos pulmões.
CIRCUNCISÃO - Remoção cirúrgi-
ca do prepúcio, ou prega da pele que
cobre a extremidade do pênis, pra-
ticada como um rito judaico e em
algumas regiões. Na maioria das
crianças, o prepúcio se retrai total-
mente por volta dos seis anos. O
prepúcio ajuda a proteger a glande
do pênis contra uma irritação da
fralda. Uma lavagem diária debai-
xo do prepúcio deve evitar uma in-
flamação ou infecção. Se a abertu-
ra do prepúcio estiver do tamanho
de um furo de alfinete, ou ocorrer
uma inchação ao urinar, ou houver
ataques repetidos de balanite, pode
ser necessária a circuncisão por
motivos médicos. Não tente puxar
para trás o prepúcio antes dos três
ou quatro anos. Ele ainda não está
solto, e as tentativas muito entusi-
asmadas de fazer isso podem pro-
vocar dor ou uma escoriação. Nas
regiões de deserto, o risco de areia
sob o prepúcio pode justificar a cir-
cuncisão. (V. Balanite.)
CIRCUNDUÇÃO - Movimento cir-
cular contínuo.
CIRCUNSCRITO - Bem limitado.
CIRCUNVOLUÇÃO - Dobra ou pre-
ga em qualquer órgão. Usa-se o ter-
mo especialmente para as dobras do
cérebro, separadas umas das outras
por cisuras.
CIRRO - Carcinoma endurecido com
grande predominância de tecido
conjuntivo.
CIRRÓIDE - Semelhante ao cirro.
CIRROSE - Doença hepática crôni-
ca caracterizada por alterações
macro e microscópicas, com trans-
formação nodular no fígado e resul-
tante do processo cicatricial de re-
paração nodular. Existem muitas
causas. O abuso do álcool é uma das
principais causas da cirrose. (V. Al-
coolismo.) Constitui geralmente
uma enfermidade de adultos; é três
vezes mais comum nos homens do
que nas mulheres, e provoca endu-
recimento do fígado por causa do
excessivo desenvolvimento de ele-
mentos de tecido conjuntivo em
detrimento das células hepáticas
verdadeiras.
CIRROSO - Duro, com predominân-
cia do tecido conjuntivo.
CIRSOCELE - V. Varicocele.
CIRSÓIDE - Semelhante a varizes.
CIRSOTOMIA - Incisão de varizes.
CIRURGIAS - É a técnica de tratar
lesões ou enfermidades por proces-
sos operatórios. Atualmente pode-
se intervir cirurgicamente em qual-
quer parte do organismo.
CIRURGIA DE CABEÇA E PESCO-
ÇO - Especialidade que trata
malformações congênitas, tumores
benignos e malignos da tireóide,
paratireóide, glândulas salivares,
boca, laringe, faringe, seios para-
nasais e tumores de pele da região
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CIR CIR
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111
cervical, da face e do couro ca-
beludo.
CIRURGIÃO - Médico especializa-
do em técnicas operatórias, que tra-
balha sempre em equipe.
CISTECTASIA - Dilatação da bexiga.
CISTICERCO - Forma larvar da tênia.
CÍSTICO - Relativo a um cisto, ou à
bexiga ou à vesícula biliar.
CISTICOCETOMIA - Excisão do
canal cístico.
CISTICOTOMIA - Incisão do canal
cístico.
CISTITE - Termo médico para infla-
mação aguda ou crônica da bexiga,
causada por microorganismos, ge-
ralmente acompanhada de uma dor
forte e urina freqüente. A bexiga fica
na parte de baixo do abdome e re-
cebe a urina dos rins. Às vezes, en-
tram micróbios na bexiga causan-
do infecção e inflamação.
A cistite é mais comum nas mulhe-
res, pois os micróbios que geral-
mente a provocam vêm do intesti-
no, e as aberturas da bexiga e dos
intestinos ficam mais próximos na
mulher. Para evitar a cistite, as mu-
lheres devem tomar um cuidado
especial com sua higiene pessoal.
Depois da evacuação, deve-se pas-
sar o papel higiênico da frente para
trás; nunca na direção contrária. As
meias e calças de algodão são pre-
feríveis às apertadas. Os sintomas -
necessidade de urinar, pus na uri-
na, espasmos dolorosos durante a
micção, além de febre e, em casos
mais graves, pulso rápido, calafri-
os e retenção da urina - geralmente
aparecem depois de uma relação se-
xual, e as sofredoras devem sem-
pre urinar imediatamente após as
relações sexuais. Os pacientes com
sintomas devem levar uma amostra
de urina (uma porção colhida no
meio da urinação), num recipiente
esterilizado (pode ser um vidro fer-
vido) para o médico examinar. Os
exames podem confirmar o micró-
bio comum do intestino (E. Coli), e
os antibióticos geralmente curam.
Nesse meio tempo, muito líquido
(2,5 l a 3,0 l de água por dia) e um
álcali (como a mistura de citrato de
potássio) - uma colherada em meio
copo de água, três vezes ao dia -
podem amenizar.
Os ataques periódicos e a não me-
lhora indicam a necessidade de um
exame especializado.
Alguns pacientes com sintomas pe-
riódicos nunca mostram a evidên-
cia de micróbios. O problema pode
ser de sensibilidade às substâncias
químicas ou à borracha dos anticon-
cepcionais, produtos de banho per-
fumados ou desodorantes.
Algumas mulheres temem estar
com uma doença venérea, pois os
sintomas quase sempre ocorrem nos
primeiros meses de atividade sexu-
al; embora essa geralmente não seja
a causa, elas devem mostrar essas
preocupações ao médico, ou com-
parecer a uma clínica especializa-
da para que possam ser realizados
mais alguns exames.
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CIR CIS
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112
Depois da menopausa, os tecidos
em volta da bexiga morrem, e a va-
gina fica delicada e fácil de infla-
mar, de modo que a cistite pode se
tornar comum novamente. Aqui, as
pomadas de estrogênio geralmente
ajudam os outros tratamentos.
Até mesmo um único ataque de cis-
tite numa criança requer um exame
especializado, para assegurar que a
infecção não está subindo para os
canais do rim, vindo da bexiga.
CISTO - Um acúmulo de fluido numa
parte do corpo. Lesão normalmen-
te ovalada ou circular, com conteú-
do líquido no seu interior. O cisto
comum na pele se deve ao fluido
numa glândula produtora de óleo
obstruída. É conhecido como cisto
ou quisto sebáceo, e o melhor tra-
tamento é a remoção cirúrgica - uma
operação minúscula. Se não forem
retirados, os cistos podem infecci-
onar e causar problemas.
CISTOCELE - Hérnia da bexiga.
CISTO DENTÁRIO - Cisto na raiz
de um dente, geralmente contendo
material estéril e colesterol.
CISTO DERMÓIDE - Cisto congê-
nito que contém ossos, pêlos, unhas,
etc., encontrado no abdome. Resulta
de inclusão de um embrião em ou-
tro. Este tipo de cisto, talvez de ori-
gem pré-natal, cresce lentamente e
não se propaga, mas à medida que
a pessoa envelhece ele pode irritar
as partes do corpo, por isso se reco-
menda sua extirpação cirúrgica.
CISTO HIDÁTICO - Cisto encontra-
do no homem e nos animais e que
contém uma tênia em sua forma
larvar de cisticerco.
CISTO NO OVÁRIO - Inchação
cheia de fluido que pode se desen-
volver num ou nos dois ovários.
Não deve haver sintomas, a não ser
que ele seja torcido e provoque dor.
Os cistos podem, às vezes, provo-
car menstruações irregulares, e os
cistos de chocolate da endometriose
estão associados a menstruações
dolorosas.
Às vezes, os cistos são notados
somente quando ficam grandes o
suficiente para provocar um aumen-
to na cintura. Um cisto no ovário
requer investigação médica, pois
pode, ocasionalmente, conter um
tumor. (V. Dismenorréia.)
CISTO PILONIDAL - É representa-
do por uma formação sob a pele, no
fim da coluna dorsal, que pode con-
ter folículos pilosos e secreta flui-
dos sebáceos e de outros tipos, não
tendo orifício de saída. Isto causa a
formação do cisto que pode infec-
cionar e tornar-se doloroso.
CISTOPTOSE - Prolapso da mucosa
da bexiga na uretra.
CISTORRAGIA - Hemorragia vesical.
CISTOSCÓPIO - Instrumento para
exame no interior da bexiga, dos
cureteres e dos rins.
CISTO SEBÁCEO - V. Cisto.
CISTO SINOVIAL - Cisto da mem-
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CIS CIS
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brana que envolve as articulações
(membrana sinovial).
CISTÓSQUISE - Ferida na bexiga.
CISTOSTOMIA - Abertura de comu-
nicação da bexiga com o exterior.
CISTO SUBCONDRAL - Cisto lo-
calizado logo abaixo da cartilagem
que protege o osso.
CISTO TIREOGLOSSO - Lesão
cística congênita, localizada na li-
nha média, normalmente acima do
pomo de Adão, de tratamento cirúr-
gico.
CISTOTOMIA - Incisão da bexiga.
CITODIAGNÓSTICO - Contagem e
classificação das células dos lí-
quidos orgânicos para fins diag-
nósticos.
CITÓLISE - Desintegração da célula.
CITÔMETRO - Instrumento para
contagem celular.
CITOTÓXICO - Que é tóxico para a
célula.
CLAMP - Pinça para hemostasia, ou
para comprimir tecidos ou órgãos.
CLARIFICANTE - Substância empre-
gada para tornar límpida uma so-
lução.
CLASSIFICAÇÃO DE LANDSTEI-
NER - Classificação dos tipos
sangüíneos adotada pela OMS.
Compreende os quatro tipos: A, B,
AB e O, além de subtipos. O grupo
O é chamado universal.
CLAUDICAÇÃO - Fraqueza mo-
mentânea de um membro.
CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE -
Ato de mancar, devido à isquemia
dos músculos da perna.
CLAUDICAR - O mesmo que man-
car.
CLAUSTROFOBIA - Temor mórbi-
do dos recintos fechados.
CLAVÍCULA - Osso ligado ao ester-
no e à omoplata.
CLEPTOMANIA - Neurose em que
o paciente sente impulso irresistível
a furtar.
CLIDO - Relativo à clavícula.
CLIDOCOSTAL - Relativo à claví-
cula e às costas.
CLIDOTOMIA - Seccionamento da
clavícula.
CLIMATÉRIO - Menopausa. Idade
da cessação da menstruação.
CLIMATOLOGIA - Estudo dos cli-
mas em relação ao tratamento das
doenças.
CLÍNICA - Casa de Saúde. Hospital
pequeno. Instituição para tratamen-
to de doentes.
CLÍNICO - Relativo à doença.
CLISTER - Introdução no intestino,
pelo ânus, de pequena quantidade
de água, medicamento ou alimen-
to.
CLITORIDECTOMIA - Extirpação
do clitóris.
CLITÓRIS - Órgão sexual feminino.
Massa de tecido erétil rico em file-
tes nervosos e situado na junção dos
pequenos lábios.
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CIS CLI
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CLITORITE - Inflamação do clitóris.
CLOASMA GRAVÍDICO - Pigmen-
tação bronzeada no rosto, em cer-
tos casos de gravidez.
CLONAGEM - A clonagem da ove-
lha Dolly em 1997, a partir de célu-
las de um animal adulto, foi o acon-
tecimento científico mais espetacu-
lar dos últimos anos, e continua ten-
do desdobramentos em novas expe-
riências. Ela foi feita pelo cientista
Ian Wilmut, do Instituto Roslin de
Edimburgo/Escócia. A tarefa não
foi fácil, houve muitos erros: antes
de obter um clone saudável, os es-
coceses fizeram cerca de 400 ten-
tativas fracassadas. A fêmea adulta
usada como doadora do material
genético morreu antes da experiên-
cia; suas células foram congeladas
em tubo de ensaio. Depois de Dolly
foram clonados diversos animais e
nenhum deles foi copiado a partir
de um animal adulto. Dolly está en-
velhecendo precocemente e pode
morrer mais cedo; mas Bonnie, o
primeiro filhote de Dolly, gerado
naturalmente é saudável.
Na Grã-Bretanha em 1998, a Co-
missão de Genética Humana, jun-
tamente com a autoridade de em-
briologia e fertilização humana,
recomendou a clonagem de embri-
ões humanos para a produção de te-
cidos e órgãos para transplantes,
cura do mal de Parkinson e de al-
guns tipos de câncer. A técnica para
isso é semelhante à da clonagem de
Dolly: retira-se o núcleo de um óvu-
lo que, com uma corrente elétrica,
é fundido a uma célula somática
humana. Ele é cultivado por duas
semanas em laboratório para desen-
volver um aumento suficiente das
chamadas “células-tronco”. Entre-
tanto, a clonagem humana está
suspensa na Grã-Bretanha, nos Es-
tados Unidos e outros países e con-
denada pela Igreja Católica. Cien-
tistas japoneses transferiram mate-
rial genético (DNA) de uma vaca
adulta para óvulos não fecundados
dos quais retiraram o núcleo, os
óvulos resultantes desta fusão fo-
ram implantados em cinco vacas e
a gravidez foi bem-sucedida em
quatro delas. Cientistas americanos
clonaram bezerros com uma dife-
rença, usaram células de um feto em
vez de um animal adulto.
A clonagem da ovelha Dolly con-
tou com efetiva participação de
Lawrence C. Smith, um paulistano,
filho de ingleses, formado pela
Unesp de Jaboticabal/SP; ele fez
mestrado em Genética Animal na
Universidade de Edimburgo/Escó-
cia e doutorado no Instituto Roslin,
onde desenvolveu a técnica de
clonagem por transferência nucle-
ar, que sete anos depois daria ori-
gem à ovelha Dolly. Em Montreal,
Canadá, ele comandou a clonagem
de um bezerro, o Estarbuck II, feita
a partir de células congeladas de
animal já morto, o EstarbucK I, um
touro premiado.
O Congresso Americano decidiu
proibir a clonagem de embriões hu-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CLI CLO
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manos mesmo para fins terapêu-
ticos; entretanto cientistas da
Advanced Cell, empresa de biotec-
nologia, anunciaram em novembro
de 2001 terem criado o primeiro
clone humano, na verdade uma bo-
linha com cerca de 100 células que
nem sequer é ainda um embrião, e
recebe o nome técnico de “blasti-
cisto”. Querem usá-la para cultivar
tecidos que podem salvar pessoas
que sofrem de doenças neurológi-
cas, e dezenas de outras com a cha-
mada “Clonagem terapêutica”.
Também o médico italiano Antinori
insiste em realizar experiências de
clonagem humana, apesar do repú-
dio a essa técnica em todo o mun-
do, tendo anunciado em 2002 que
uma paciente inglesa teria sido usa-
da para essa clonagem, informação
depois desmentida, assim como o
fracasso das tentativas da Advanced
Cell. No Brasil, a primeira clona-
gem de um animal foi feita em mar-
ço de 2001, com o nascimento da
bezerra Vitória nos arredores de
Brasília. Ela se desenvolveu a par-
tir de uma célula embrionária: os
pesquisadores dividiram em várias
células um embrião retirado de uma
vaca que, normalmente, geraria so-
mente um filhote. Cada uma dessas
células, a seguir, foi implantada em
um óvulo e cada qual gerou novo
embrião, sendo que Vitória nasceu
de um deles. Rodolfo Rumpf, da
Embrapa - Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, foi o coor-
denador da clonagem e usou técni-
ca desenvolvida no Canadá pelo
cientista brasileiro Lawrence Smith,
que participou desde o início da
clonagem de Dolly. Em abril de
2002, a equipe do professor José
Antônio Visintin, da USP, realizou
em Campinas/SP, uma clonagem
com célula de uma vaca adulta
nelore, a primeira dessa raça no
mundo. Esperava-se o nascimento
de uma bezerra, mas, para surpresa
geral, nasceu um bezerro. Rodolfo
Rumpf, que clonou a bezerra Vitó-
ria, afirma que o caso recente do
inesperado bezerro não tem expli-
cação, porque o sexo já está defini-
do na célula somática. O bezerro
nasceu por cesariana.
CLONE - Ser resultante da nova téc-
nica de clonagem. (V. Clonagem.)
CLÔNICA - Contração espasmódi-
ca irregular e de certa duração.
CLÔNICO - Contração alternada
com relaxamento.
CLONO - Contrações clônicas.
CLORAÇÃO - Tratamento pelo
cloro.
CLORADO - Impregnado de cloro.
CLORALISMO - Intoxicação pelo
cloro.
CLOREMIA - Excesso de cloretos no
sangue.
CLORETO DE SÓDIO - Sal de co-
zinha.
CLORO - Mineral necessário para
manutenção do pH gástrico; permi-
te digestão adequada dos alimentos
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CLO CLO
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e favorece melhor absorção dos
elementos constitutivos dos car-
boidratos e gorduras.
CLOROFÓRMIO - Líquido incolor
com leve odor de éter, também cha-
mado “triclorometano”, utilizado
como anestésico. Em doses exces-
sivas e habituais pode produzir in-
toxicação, lesões de fígado e rim, e
outras enfermidades.
CLOROFORMIZAÇÃO - Anestesia
geral pelo clorofórmio.
CLOROPIA - Perturbação visual na
qual os objetos parecem coloridos
de verde.
CLOROPSIA - V. Cloropia.
CLOROSE - Forma especial de ane-
mia na puberdade, principalmente
em meninas, com ausência ou defi-
ciência de menstruação, inapetência
e outros sintomas. Atualmente qua-
se desaparecida.
CLORÓTICO - Com clorose.
CLOSTRIDIUM BOTULINUM -
Bacilo do Botulismo.
CLOSTRIDIUM TETANI - Bacilo do
Tétano. É dotado de esporos.
CLOSTRIDIUM WELCHI - Bacilo
da Gangrena gasosa.
CLOWNISMO - Atitudes grotescas
que se observam na histeria. Da
palavra inglesa clown, palhaço.
COAGULAÇÃO - Espessamento de
um líquido (sangue, leite e outros)
formando coágulos. Quando ocorre
uma hemorragia, a substância do
sangue chamada “fribrinogênio”
atua no sentido de produzir fibrina
em forma de fibras filiformes, as
quais retêm os glóbulos brancos e ver-
melhos dando origem ao coágulo.
COALESCÊNCIA - União de duas ou
mais partes que se achavam sepa-
radas.
COALTAR - Alcatrão. Produto da
destilação do carvão de pedra ou
carvão mineral.
COANAS - Os dois orifícios pelos quais
as fossas nasais se abrem na faringe.
COAPTAÇÃO - Adaptação recí-
proca de fragmentos de um osso
fraturado.
COARCTAÇÃO - Compressão das
paredes de um vaso.
COBALTO - Elemento químico cuja
falta no organismo acarreta anemia.
COBRE - Nutriente essencial para o
organismo humano, cuja deficiên-
cia ocorre apenas em casos de má
nutrição protéica, no Sprue e outras
raras doenças que provocam perda
de cobre pela urina. Junto com o
ferro, o cobre forma os glóbulos
vermelhos e é importante compo-
nente na mielina, que recobre os
nervos. Participa no metabolismo
do colágeno, que é a proteína es-
trutural mais abundante no organis-
mo; também participa na formação
de pigmentos da pele. O cobre for-
ma parte da enzima superóxido
dismutase citoplasmática que pre-
cisa dele e do zinco para inibir os
produtos oxidativos vindos do me-
tabolismo do oxígênio.
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CLO COB
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COCAÍNA - Alcalóide extraído de
folhas da coca, há séculos usado em
procedimentos médicos como anes-
tésico, especialmente em oftalmo-
logia. Tóxico muito usado no mun-
do inteiro acarretando dependência
química e vício. Atualmente seu uso
está proibido.
COCAINISMO - Intoxicação pela
cocaína.
COCAINIZAÇÃO - Anestesia pela
cocaína.
COCAINOMANIA - Distúrbio men-
tal acarretado pela aspiração vicio-
sa de cocaína.
COCÇÃO - Ação de cozinhar.
COCCIGECTOMIA - Extirpação do
cóccix.
COCCIGIANO - Referente ao cóccix.
CÓCCIX - Pequenino osso, ou últi-
mo da parte inferior da coluna ver-
tebral, também chamado “osso da
cauda”. O nome é de origem grega
e faz menção à sua forma, a qual se
assemelha ao bico do cuco.
COCEIRA - Causada por uma leve
irritação na pele, ela é sintoma co-
mum de várias doenças de pele. A
ação de unhar a pele pode curar a
coceira temporariamente, enchendo
as mensagens que percorrem os
nervos com outras mais intensas;
mas, no longo trajeto isso geralmen-
te piora, aumentando a irritação.
Para uma coceira leve, uma loção
de calamina é sempre eficaz. Se não
for, procure o médico, pois talvez
haja uma doença de pele que pode
ser tratada. (V. Escabiose.)
COCOBACILO - Microorganismo
intermediário entre coco e bacilo.
COCOS - Bactérias arredondadas.
Conforme a coloração em labora-
tório, dividem-se em gram positivo
e gram negativo.
CODEÍNA - Um dos alcalóides do
ópio; por sua constituição química
é aparentado com a morfina, tendo
ação similar à ela. Usado para re-
duzir a sensibilidade à dor e contra
tosse.
CÓDEX - Farmacopéia. Formulário
oficial.
COFOSE - Perda total de audição.
COLAÇÃO - Refeição rápida, entre
duas refeições principais.
COLÁGENO - Substância basal que
constitui as fibras do tecido con-
juntivo.
COLAGENOSE - Reação inflamató-
ria e degenerativa do colágeno da
pele, artérias, tecidos articulares,
etc. observada em várias doenças
cutâneas, vasculares e artríticas.
COLAGOGO - Medicamento que
aumenta o fluxo da bílis.
COLANGIOGRAMA - Radiografia
do sistema biliar.
COLANGITE - Inflamação dos ca-
nais biliares.
COLAPSO - Diminuição ou inibi-
ção repentina da excitabilidade
nervosa ou de qualquer função vi-
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COC COL
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tal, por exemplo no colapso cardí-
aco e colapso nervoso. Estado de
depressão e prostração extremas.
Diz-se também do achatamento
das paredes de um vaso ou achata-
mento de um órgão. Ex.: colapso
do pulmão.
COLAPSOTERAPIA - Antigo trata-
mento da tuberculose pulmonar
pela imobilidade do pulmão, que se
conseguia por vários meios, como
o pneumotórax, a frenicectomia, a
costectomia, etc.
COLCHICINA - Alcalóide solúvel
em água, derivado do cólquico usa-
do como analgésico no tratamento
da gota. (V. Gota.)
COLE - Prefixo que significa “bílis”.
COLECISTECTASIA - Dilatação da
vesícula biliar.
COLECISTECTOMIA - Remoção da
vesícula biliar.
COLECISTENTEROSTOMIA - Inter-
venção cirúrgica para abrir ligação
entre a vesícula biliar e o intestino.
COLECISTITE - Inflamação da
vesícula biliar.
COLECISTOGRAFIA - Radiografia
da vesícula biliar.
COLECISTOLITÍASE - Litíase biliar.
Cálculos na vesícula ou nos canais
biliares. Também se diz “Cole-
litíase.”
COLECISTOSTOMIA - Formação
de abertura da vesícula biliar para
o exterior.
COLECISTOTOMIA - Incisão da
vesícula biliar.
COLECTOMIA - Remoção total ou
parcial do cólon.
COLEDOCODUODENOSTOMIA
- Formação de comunicação cirúr-
gica entre o canal colédoco e o
duodeno.
COLEDOCOENTEROTOMIA -
Abertura cirúrgica do canal colé-
doco ao intestino.
COLEDOCOLITOTOMIA - Incisão
do canal colédoco para retirada de
um cálculo.
COLEDOCOLITOTRIPSIA - Esma-
gamento de um cálculo dentro do
canal colédoco.
COLEDOCOSTOMIA - Abertura ci-
rúrgica do canal colédoco para es-
coamento.
COLEDOCOTOMIA - Incisão do
canal colédoco.
COLEDOCTOMIA - Ablação de
parte do canal colédoco.
COLÉICO - Relativo à bílis.
COLELITÍASE - Existência de cálcu-
los biliares. (V. Colecistolitíase.)
COLÉLITO - Cálculo biliar.
COLÊMESE - Vômito de bílis.
COLEMIA - Presença de pigmentos
biliares no sangue.
CÓLERA - Doença infecciosa, aguda
e contagiosa caracterizada por forte
diarréia, que leva a uma depleção de
fluido, cólicas e colapso. Após cin-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COL CÓL
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co ou seis dias em que a pessoa foi
infectada, começa a diarréia com
evacuação violenta que, ao final, se
reduz praticamente a mucosidade e
a água; começam em seguida os vô-
mitos e depois o colapso, a pele per-
de a elasticidade, ocorrem cãibras
musculares, os olhos tornam-se fun-
dos e a voz enfraquece. Com a per-
da constante de água, a sede torna-
se aguda, o pulso se acelera e enfra-
quece e a pressão sangüínea cai. São
necessários cuidados médicos urgen-
tes. É causada pela bactéria Vibrio
cholerae que invade os intestinos e
pode se propagar pela água conta-
minada. Enfermidade alcança mai-
or extensão em climas quentes e
úmidos. Ocorre em epidemias, par-
ticularmente na Ásia, África e Me-
diterrâneo; é importante que as
pessoas que forem viajar para essas
e outras regiões de risco sejam
vacinadas. As vacinações oferecem
uma proteção parcial; a melhor
prevenção é o cuidado rigoroso com
alimentos e bebidas (principalmen-
te água, moluscos e alimentos crus).
CÓLERA INFANTIL - Diarréia de
verão das crianças.
COLERÉTICO - Que estimula a se-
creção da bílis. V. Colagogo.
COLERIFORME - Semelhante ao
cólera.
COLERINA - Forma leve e esporá-
dica do cólera.
COLERRAGIA - Descarga excessi-
va de bílis.
COLESTEATOMA - Tumor do ou-
vido com transformação e degene-
ração da mucosa.
COLESTEROL - O colesterol é o
principal esteróide do ser humano,
servindo como uma matéria-prima
para um grande número de substân-
cias fundamentais, como os hormô-
nios e a membrana celular.
Substância adiposa que circula no
sangue e serve de base a processos
químicos desenvolvidos no organis-
mo. Presente em diversos alimen-
tos, como carne, manteiga e ovos.
O seu excesso na corrente sangüínea
resulta no enrijecimento prematuro
das artérias e em doenças cardíacas.
O colesterol deposita-se em placas
nas paredes interiores das artérias,
que perdem elasticidade; reduz-se
o fluxo sangüíneo pela porção arte-
rial afetada ou ocorre o desprendi-
mento de um pedaço da parede en-
grossada que bloqueia o fluxo aos
tecidos servidos pela artéria. Se isto
ocorrer nas artérias que transportam
o sangue ao músculo cardíaco pro-
duz-se a Trombose coronária. Atu-
almente, os cardiologistas recomen-
dam a redução do consumo de gor-
dura animal e o uso de óleos vege-
tais que têm baixos teores de
colesterol, assim como exercícios
físicos. (V. Artrose e Doenças car-
díacas.)
COLIBACILO - Bactéria responsável
pela Colibacilose (V. Colibacilose).
COLIBACILOSE - Infecção genera-
lizada pelo colibacilo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CÓL COL
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CÓLICA - Violenta contração da
musculatura da parede de certas
vísceras do organismo, provocando
dor intermitente e aguda no abdo-
me. Originalmente referia-se à dor
no cólon (intestino grosso), mas
hoje em dia é usada para descrever
uma dor periódica aguda em vários
órgãos - cólica intestinal, cólica
biliar, cólica renal, etc. Os adultos
devem procurar o médico para um
exame. A cólica indicada por gritos
de dor é comum nos bebês até por
volta dos três meses de idade.
CÓLICA BILIAR - V. Cólica hepática.
CÓLICA DE CHUMBO - Cólica
saturnina, intoxicação pelo chum-
bo (freqüente entre os gráficos).
CÓLICA HEPÁTICA - Dor forte
provocada pela passagem ou encra-
vamento de um cálculo nos canais
biliares.
CÓLICA MENSTRUAL - Dor forte
durante a menstruação.
CÓLICA NEFRÉTICA - Cólica
urinária, obstrução do ureter por um
cálculo.
CÓLICA RENAL - Às vezes formam-
se cálculos dentro do rim - geral-
mente na parte coletora do rim, ou
pelve. (V. Pielonefrite.) Se for pe-
queno, o cálculo pode tentar passar
do rim para a bexiga através de um
tubo estreito conhecido como
ureter. Isso geralmente provoca uma
dor forte, que vem em espasmos e
é conhecida como “cólica renal”.
Essa dor geralmente começa no
lombo e se espalha para baixo, em
direção à virilha do mesmo lado.
Pode vir acompanhada de sangue na
urina, devido ao ferimento que
ocorre no ureter quando o cálculo
passa por ele. A condição requer tra-
tamento especializado, e é sempre
melhor tratá-la num hospital, onde
estão disponíveis raios X e outros
tipos de exames. A presença de san-
gue na urina (hematúria) é sempre
um indício de que algo está errado,
e requer cuidados médicos. (V. Cál-
culo, Doença do rim, Próstata.)
CÓLICA SATURNINA - Cólica de
chumbo.
CÓLICAS UTERINAS - Dores senti-
das após o parto, em virtude da con-
tração do útero para voltar ao tama-
nho normal. (V. Parto.)
CÓLICO - Relativo ao cólon.
COLIFORME - Bactéria semelhante
ao colibacilo ou Escherichia coli.
COLINÉRGICO - Que desprende
acetilcolina, que age como acetil-
colina.
COLÍRIO - Todo medicamento, quer
líquido quer seco ou em pomada,
que se aplica nos olhos.
COLITE - Inflamação do cólon, a parte
terminal grossa do intestino que se
estende desde o ceco e o reto. Ge-
ralmente associada a uma dor no
abdome e diarréia, acompanhada de
um muco ou até mesmo de sangue.
A colite ulcerativa é uma forma séria
e debilitante. Existem vários remé-
dios disponíveis que podem ajudar.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COL COL
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121
Ocasionalmente, uma parte do intes-
tino pode ter que ser removida se a
colite persistir, e é realizada uma
ileostomia. (V. Ileostomia.)
COLO - A porção mais estreita de
um órgão.
COLO DO ÚTERO - A parte do úte-
ro que se abre no parto. Está situa-
do profundamente no interior do
conduto sexual, tendo a forma de
pequeno cilindro oco, e cerca de 5
cm de comprimento por 2,5 cm de
largura. O canal do colo uterino fica
hermeticamente fechado durante a
gravidez por um grosso tampão de
muco que impede a penetração de
infecções na matriz. Ao chegar o
momento do parto o tampão é ex-
pulso, e o sangue expelido indica o
começo do parto, na maioria das
mulheres. A abertura do colo ute-
rino se dilata gradualmente até per-
mitir a passagem do bebê, o que é
acompanhado pelas conhecidas do-
res de parto. Terminado o parto o
colo uterino se encolhe rapidamen-
te até recuperar suas dimensões nor-
mais. Ele pode sofrer infecções por
infecções, inflamações e câncer.
COLOBOMA - Fenda no olho.
COLOCOLOSTOMIA - Anastomo-
se do cólon a outra porção do mes-
mo órgão.
COLÓDIO - Piroxilina dissolvida
em álcool e éter.
COLOENTERITE - Enterocolite, in-
flamação do cólon e do intestino
delgado.
COLOFÔNIA - Resina de pinheiro.
Breu.
COLÓIDE - Estado físico-químico
de certos não eletrólitos em solu-
ção. Não atravessam as membranas
semipermeáveis.
CÓLON - Porção do intestino gros-
so que vai do ceco ao reto.
COLONCENTESE - Punção do cólon.
COLÔNIA - Grupo de bactérias num
meio de cultura.
COLOPEXIA - Fixação cirúrgica do
colo uterino.
COLOPTOSE - Queda do cólon.
COLORAÇÕES ESPECÍFICAS - Co-
lorações outras que não as rotinei-
ras de preparados histológicos e que
se prestam para evidenciar agentes
etiológicos ou componentes teci-
duais de forma mais definida. Exis-
tem em grande número e seu uso
pode ser rotineiro ou eventual, de-
pendendo do material a ser exami-
nado.
COLORÍMETRO - Instrumento para
verificar o grau de coloração de um
líquido.
COLOSCOPIA - Exame do cólon
por meio de um coloscópio.
COLOSCÓPIO - Instrumento que se
introduz pelo ânus, munido de uma
lâmpada e espelho, para exame do
cólon.
COLOSTOMIA - Produção cirúrgi-
ca de uma nova abertura do intesti-
no grosso, na região do abdome,
para permitir a evacuação quando
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COL COL
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122
inutilizados os condutores retal e
anal normais. Ela é necessária após
a remoção de uma parte grande de
intestino infeccionada. A evacuação
é feita dentro de sacos de politeno,
o que tem tornado a vida do paci-
ente mais fácil. Os métodos cirúr-
gicos desenvolvidos têm tido resul-
tado, em muitos casos, na ação in-
testinal regular e previsível; assim,
o sofredor, raramente, precisa
agüentar um saco plástico sujo por
muito tempo. Os problemas do co-
meço, das evacuações erráticas e do
odor, são superados em grande par-
te. Em alguns lugares, existem gru-
pos que ajudam os sofredores da
colostomia. (V. Ileostomia.)
COLOSTRO - Líquido leitoso que
as glândulas mamárias segregam
dias antes e depois do parto.
COLOTOMIA - Incisão do cólon.
COLPALGIA - Dor na vagina.
COLPEURINTER - Bolsa de borra-
cha para dilatação da vagina.
COLPITE - Inflamação da vagina.
COLPOCELE - Hérnia da vagina.
COLPOCISTOCELE - Hérnia da be-
xiga através da vagina.
COLPOCISTOPEXIA - Operação
para enurese (incontinência de uri-
na), que consiste em ligar o colo da
bexiga à parede vaginal.
COLPO-HISTERECTOMIA - Abla-
ção do útero por via vaginal.
COLPO-HISTEROTOMIA - Incisão
do útero por via vaginal.
COLPOPERINEOPLASTIA - Cirur-
gia plástica da vagina e do períneo.
COLPOPERINEORRAFIA - Opera-
ção reparadora em torno da vagina
e do períneo.
COLPOPLASTIA - Operação plásti-
ca na vagina.
COLPOPTOSE - Queda da vagina.
COLPORRAFIA - Reparo cirúrgico
em redor da vagina.
COLPORRAGIA - Hemorragia va-
ginal.
COLPORRÉIA - Leucorréia, secreção
vaginal mucosa e esbranquiçada.
COLPOS - O mesmo que Vagina.
COLPOSCOPIA - Exame de preven-
ção do câncer do colo do útero.
COLPOSCÓPIO - Instrumento para
exame visual da vagina.
COLPOTOMIA - Incisão da vagina.
COLUNA VERTEBRAL - É um dos
elementos estruturais do corpo mais
importante; constitui um eixo em
torno do qual se ordenam outras
partes essenciais do corpo. Vista de
frente aparece como uma linha reta;
se esta linha se altera formando uma
arco para um ou outro lado produz-
se uma escoliose ou desvio da co-
luna vertebral. (V. Escoliose.) O
conjunto das vértebras.
COLUNA VERTEBRAL, FRATURA
DA - Ocorre quando há ruptura de
alguns dos seus ossos. As fraturas
mais graves são as da região do pes-
coço onde se concentram maior
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COL COL
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123
quantidade de nervos relacionados
com outras partes do corpo do que
em qualquer outra parte da coluna.
A fratura com maiores conseqüên-
cias é a que atinge ou rompe a me-
dula espinhal provocando hemorra-
gias. Para a medula, tão grave como
a própria fratura pode ser a separa-
ção violenta de duas ou mais vérte-
bras sem chegar a fraturá-las.
COLÚRIA - Bílis na urina.
COLUTÓRIO - Medicamento para
aplicação na boca e na garganta.
COMA - Estado de perda total da
consciência, do qual o paciente não
pode ser acordado, nem mesmo
com estímulos intensos. Existem
várias causas, como overdose de
drogas ou álcool e doenças ou
ferimentos no cérebro. Existe tam-
bém o coma diabético que ocorre
na hipoglicemia. O leigo deve pro-
curar auxílio médico imediato. O
paciente deve ser colocado numa
posição confortável e ser mantido
aquecido. Não dê nada, pois colo-
car líquidos à força na garganta de
uma pessoa inconsciente irá prova-
velmente provocar um choque.
Qualquer coisa apertada no pesco-
ço deve ser removida, e o paciente
deve ficar em observação para ver
se ele está respirando. Se não esti-
ver, pode ser necessária uma respi-
ração artificial. (V. Asfixia e Respi-
ração artificial.)
COMADRE - Recipiente para rece-
ber as excreções do doente.
COMA INDUZIDO - Estado a que
é levado um paciente através de me-
dicação específica quando precisa
ser mais bem observado pela equi-
pe médica.
COMATOSE - Estado de coma.
COMATOSO - Em estado de coma.
COMA VIGIL - Coma em que de vez
em quando o doente delira.
COMEDÃO - Acne, espinhas. Acu-
mulação de secreção sebácea num
folículo piloso.
COMISSUROTOMIAS VALVARES
- Abertura cirúrgica das comissuras
das valvas cardíacas possuidoras de
estenose congênita ou adquirida
(popularmente chamadas valvas
entupidas). Esta abertura cirúrgica
das valvas constitui-se na secção da
fibrose que ocasiona a fusão das
bordas comissurais das cúspides
valvares.
COMOÇÃO - Abalo ou choque vi-
olento de parte do corpo por golpe
ou queda; designa também o esta-
do mórbido resultante de tais aci-
dentes. (V. Concussão.)
COMOÇÃO CEREBRAL - Equiva-
le a uma paralisia da função do cé-
rebro, não causada por fratura ou
laceração. Podem surgir sinais de
hemorragia ou perda de sangue nas
membranas que recobrem o encé-
falo. São produzidos, às vezes,
transtornos na circulação do líqui-
do espinhal para o encéfalo, acha-
tamento da substância branca deste
último ou lesão e destruição das fi-
bras que unem suas diferentes par-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COL COM
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124
tes. Em si mesma, a comoção cere-
bral raramente leva à morte.
COMOSO - Com muito cabelo.
COMPATÍVEL - Que pode ser mis-
turado sem resultado danoso.
COMPLEXO - Segundo Freud, con-
junto de idéias associadas a um es-
tado de recalque.
COMPLEXO DE CAIM - Rivalida-
de entre irmãos.
COMPLEXO DE DIANA - Tendên-
cia máscula na mulher.
COMPLEXO DE ÉDIPO - Atração
do filho pela mãe, com hostilidade
ao pai.
COMPLEXO DE ELECTRA - Re-
pressão do desejo sexual de uma fi-
lha pelo próprio pai.
COMPLEXO DE INFERIORIDADE
- Sensação de inferioridade produ-
zindo timidez ou agressividade exa-
gerada.
COMPLICAÇÃO - Numa doença, o
aparecimento de distúrbios gerados
pela causa principal.
COMPORTAMENTO - Conduta,
modo de proceder.
COMPRESSA - Pedaço de gaze do-
brada, de pano, ou de outro materi-
al, para aplicação local em qualquer
parte do corpo, com a finalidade de
aliviar inflamações, produzir pres-
são ou evitar hemorragias. A com-
pressa pode ser seca ou úmida,
quente ou fria e, às vezes, perfura-
da para permitir drenagem ou ob-
servação da porção subjacente da
pele.
CONCAVIDADE - Depressão.
CONCENTRAÇÃO - Quantidade de
uma substância dissolvida numa
solução.
CONCEPÇÃO - Impregnação do
óvulo pelo espermatozóide.
CONCREÇÃO - Cálculo, pedra.
CONCUSSÃO - Injúria cerebral
provocada por uma violência disso-
nante na cabeça, que pode resultar
num atordoamento, vômito ou per-
da da consciência. (V. Coma.) Uma
concussão grave pode estar associ-
ada a outras injúrias, como fratura
de crânio, e é geralmente seguida
de uma perda de memória (V. Am-
nésia.) e dores de cabeça. Chame
com urgência um médico, e uma
ambulância no caso de ferimento
grave na cabeça. Se o paciente esti-
ver inconsciente, trate-o como em
estado de coma, até que chegue a
ajuda.
Os sintomas que devem ser obser-
vados seriamente, mesmo se o
ferimento da cabeça parecer insig-
nificante, são: ficar desmaiado (ain-
da que por um segundo), náusea e
vômito, visão dupla, palidez e mu-
dez. Nessas circunstâncias, o paci-
ente deve ser levado a um hospital.
CONDENSAÇÃO - Transformação
de um gás em líquido ou de um lí-
quido em sólido.
CONDICIONAMENTO - Desen-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COM CON
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125
volvimento, por meio de exercício
e treinamento de melhores condi-
ções fisiológicas. Consiste em boa
alimentação, exercícios, ar puro,
descanso, sono, e outros hábitos
saudáveis.
CONDILARTROSE - Articulação
pelo sistema de côndilos.
CONDILECTOMIA - Ablação de um
côndilo.
CÔNDILO - Projeção arredondada
da extremidade de um osso.
CONDILOMA - Também conhecida
como “cristas de galo” ou “vegeta-
ção venérea”. O agente responsável
ainda não é conhecido; julga-se de
origem virótica. É transmitida por
contato sexual. Manifesta-se pela
irritação da pele e das mucosas
(glande, vulva e vagina), que se tor-
nam vermelhas e enrugadas; surgem
depois botões isolados ou em gru-
pos, semelhantes a verrugas. Con-
vém tratá-las para não proliferarem
rapidamente. Desaparece completa-
mente quando tratada de imediato.
Os sintomas são mais facilmente
identificáveis no homem. Deve-se
prevenir o parceiro quanto à neces-
sidade de tratamento.
CONDOM - Camisa de Vênus,
envoltório de borracha ou de plás-
tico que envolve o pênis na cópula,
para proteger contra infecção ou
para evitar a concepção.
CONDRAL - Relativo a cartilagem.
CONDRALGIA - Dor numa car-
tilagem.
CONDRECTOMIA - Ablação de
uma cartilagem.
CONDRIFICAÇÃO - Formação de
cartilagens.
CONDRINA - Tecido cartilaginoso.
CONDRITE - Inflamação de uma
cartilagem.
CONDRODINIA - Condralgia, dor
numa articulação.
CONDROMA - Tumor benigno de
células cartilaginosas. Que pode
reaparecer depois da extirpação ci-
rúrgica.
CONDROMALACIA - Amoleci-
mento das cartilagens.
CONDROTOMIA - Incisão de uma
cartilagem.
CONDRÓTOMO - Instrumento
para cortar cartilagens.
CONDUTA - Comportamento, ma-
neira de responder a certos es-
tímulos.
CONDUTIVIDADE - Capacidade de
levar um estímulo de um ponto a
outro do organismo.
CONECTIVO - Que liga, conjuntivo.
CONFINAMENTO - Isolamento.
Recolhimento a um hospital.
CONFLUENTE - Que se une.
CONFUSÃO - Impossibilidade de
pensar com clareza.
CONGELAÇÃO - Significa estado
produzido pela exposição do corpo
ao frio excessivo, ou ao frio e ven-
to gelado. Os dedos dos pés e mãos
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CON CON
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126
são as primeiras partes do corpo
afetadas. A congelação é perigosa
e enganosa porque não produz ne-
nhuma sensação dolorosa para a
vítima. Em casos graves os tecidos
ficam tão irreparavelmente danifi-
cados que sobrevém a gangrena,
quando pode ser necessária a am-
putação de dedos e extremidades
inteiras. (V. Gangrena.)
CONGELAÇÃO, EXAME DE - Tra-
ta-se de procedimento diagnóstico
anátomo-patológico rápido realiza-
do durante o ato cirúrgico, em que é
utilizado o micrótomo de congela-
ção. Permite, além do diagnóstico
durante a cirurgia da patologia do
paciente, avaliar o grau de invasão
dos tumores pelo exame das margens
cirúrgicas, linfonodos, etc, orientan-
do o cirurgião no sentido da maior
ou menor extensão do ato cirúrgico.
CONGÊNITO - Que nasce com o in-
divíduo, que existe desde o nasci-
mento ou até antes do mesmo; não
adquirido.
CONGESTÃO - Acúmulo anormal
ou excessivo de sangue numa parte
do organismo.
CONGRESSO SEXUAL - Cópula,
coito, fornicação.
CONJUNTIVA - Membrana que re-
cobre a parte exterior do globo ocu-
lar (conjuntiva ocular) e a face in-
terna da pálpebra (conjuntiva
palpebral).
CONJUNTIVITE - Inflamação da
membrana delicada que reveste o
olho e a parte de dentro das pálpe-
bras. Ela resulta num vermelho,
principalmente nos cantos do olho,
e numa secreção aguada ou visco-
sa. As pálpebras podem ficar gru-
dadas de manhã. A condição se deve
freqüentemente a uma infecção,
mas pode também ser causada por
substâncias químicas ou alergia (fe-
bre do feno). Os sintomas fracos
podem reagir a um banho com uma
solução de sal (uma colher de chá
de sal para cada ˚ litro de água), mas
o olho dolorido necessita de cuida-
dos médicos urgentes, pois podem
estar presentes outras condições
sérias. Qualquer problema nos
olhos deve ser mostrado a um mé-
dico. O tratamento da conjuntivite
infecciosa comum é feito por meio
de colírios antibióticos. (V. Olhos.)
CONJUNTIVITE AGUDA CONTA-
GIOSA - O nome popular para uma
conjuntivite bacteriana. (V. Olhos.)
CONJUNTIVITE GRANULOSA -
(V. Tracoma.)
CONSANGÜINIDADE - Parentesco
de pessoa do mesmo sangue.
CONSOLIDAÇÃO - Solidificação.
CONSTIPAÇÃO (Prisão de ventre)
- Retenção de matérias de defe-
cação no intestino por um tempo de-
masiadamente longo ou dificulda-
de anormal de evacuar. Dá-se quan-
do a evacuação intestinal é traba-
lhosa e ocorre raramente ou com di-
ficuldade. O funcionamento saudá-
vel do intestino é fácil e regular, em-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CON CON
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127
bora haja uma enorme variação na
sua freqüência - talvez de duas ou
três vezes por dia até uma vez em
cada três dias. O que importa é a
facilidade com que ocorre.
A falta de fibras e exercícios físi-
cos, a pressa para trabalhar, igno-
rando, às vezes, a necessidade de
evacuar, são as causas comuns da
constipação. Com o uso regular de
laxantes, os intestinos se tornam
menos sensíveis.
A constipação geralmente pode ser
corrigida com duas colheres de
farelo e cereal diariamente, frutas,
vegetais, mais exercícios físicos e
um tempo de manhã para acomo-
dar o hábito do intestino.
Laxantes ocasionais podem ser ne-
cessários, se estiver viajando para
um lugar onde a água e os alimen-
tos forem diferentes. O uso regular
de laxante pode ser essencial para
alguns, mas só sob recomendação
médica. Avise ao médico sobre
qualquer mudança persistente nos
hábitos intestinais.
As crianças, num treinamento no
penico, devem ser encorajadas -
dando-se um tempo a elas - a fazer
funcionar o intestino diariamente
após o café da manhã. Encoraje-as
a fazer uma alimentação rica em
frutas, fibras, verduras e legumes.
Não se deve dar laxante às crianças,
a não ser sob instruções médicas.
CONSTITUCIONAL - Que afeta o
organismo inteiro.
CONSTITUIÇÃO - Temperamento.
Peculiaridade do organismo de cada
um.
CONSUMPÇÃO - Nome antigo e
popular da tuberculose.
CONTAGIOSIDADE - Grau de
transmissibilidade de uma doença.
CONTAMINAÇÃO - Presença de
micróbios vivos.
CONTRACEPÇÃO - Anticoncep-
ção. Ato ou meio de evitar a con-
cepção.
CONTRA-EXTENSÃO - Tração da
extremidade proximal de um osso
fraturado para obter a coaptação.
CONTRA-INDICAÇÃO - Razões
para considerar um medicamento
não aconselhável em certos casos.
CONTRATURA - Contração muscu-
lar duradoura, que causa dor local.
Deformidade provocada por partes
moles, o que impede a extensão
normal de uma articulação.
CONTROLATERAL - Do lado oposto.
CONTROLE DE NATALIDADE - V.
Prevenção da gravidez.
CONTUSÃO - Lesão corporal cau-
sada por trauma sem solução de
continuidade. Provocada por vio-
lência que não rompe a pele, mas
fere os tecidos. As mudanças de cor
devem-se ao sangramento dentro
dos tecidos danificados. O único
tratamento é o tempo, que faz com
que tudo volte ao normal. Se esti-
ver dolorido, uma compressa fria -
gaze molhada em água gelada -
pode ajudar. O olho roxo é uma va-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CON CON
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128
riedade de contusão. O famoso pe-
daço de carne é inútil. Quando se
produz o rompimento da pele a
lesão recebe o nome de “ferida
contusa”.
CONVALESCENÇA - Período de
gradual restabelecimento após uma
enfermidade, traumatismo ou ope-
ração. Medidas como alimentação
equilibrada, dieta rica em ferro, ve-
rificação diária da temperatura, são
medidas recomendadas para o con-
valescente.
CONVALESCENTE - O que venceu
a fase aguda da doença e permane-
ce alguns dias hospitalizado para o
seu restabelecimento completo.
CONVERSÃO - Em Psicologia,
quando uma emoção se converte em
manifestação física, como diarréia,
paralisia, hemorragia, etc. (V.
Somatização.)
CONVULSÃO - Contração violenta
involuntária e patológica dos mús-
culos, com perda da consciência,
com movimentos de contorção ou
contração de uma parte do corpo ou
do corpo todo; geralmente conhe-
cido como “espasmo”. Os espas-
mos, às vezes, ocorrem em crian-
ças novinhas com temperatura alta;
sob essas condições, eles não são
sérios. Deve-se dar às crianças que
tiveram uma convulsão febril o re-
médio indicado pelo médico e ba-
nho morno durante qualquer doen-
ça febril subseqüente, como a
amidalite ou um resfriado forte. Os
momentos de perigo são à noite,
quando a temperatura começa a su-
bir. Se realmente houver um espas-
mo, coloque a criança deitada de
lado, num lugar onde ela não possa
se ferir com mobílias, etc. A maio-
ria dos espasmos febris dura ape-
nas alguns minutos, mas o médico
deve ser chamado com urgência no
caso de persistirem as contorções,
e a criança precisar de um sedati-
vo. Os ataques febris geralmente
cessam por volta dos cinco anos. (V.
Epilepsia.)
CONVULSIVANTE - Que produz
convulsões.
COPROFAGIA - Estado mórbido
que leva a pessoa a comer fezes.
COPRÓLITO - Cálculo fecal.
COPROLOGIA - Estudo das fezes.
COPROLOGIA CLÍNICA - Exame
detalhado das fezes para diagnóstico.
COPROSTASE - Acumulação de fe-
zes no intestino.
COQUELUCHE - Doença infeccio-
sa específica que ocorre geralmen-
te em crianças, causada pela bacté-
ria Bordetella pertussis. A doença
quase sempre ocorre em epidemias
e pode ser grave em bebês. É raro
um segundo ataque, mas as crian-
ças mais velhas ou os adultos, que
tenham escapado da infecção, po-
dem, às vezes, pegar a doença. Os
micróbios se espalham por meio do
ar, e o período de incubação (V.
Quarentena.) é geralmente de quin-
ze dias, mais ou menos. Os primei-
ros sintomas lembram um resfria-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CON COQ
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129
do, mas continuam por mais tem-
po, com uma tosse progressiva. A
característica inspiração ruidosa ge-
ralmente não se desenvolve duran-
te duas ou três semanas. Há uma
tosse forte, que a criança não con-
segue controlar; o rosto pode ficar
azulado e, finalmente, a respiração
fica ruidosa. Esses ataques ocorrem
num número variável de vezes por
dia, dependendo da gravidade da in-
fecção, e quase sempre são um in-
cômodo à noite. São freqüen-
temente seguidos de vômito. Esse
estágio agudo dura de uma a três
semanas, e geralmente são receita-
dos antibióticos. Pode ser necessá-
rio um cuidado intensivo no hospi-
tal em se tratando de pessoas muito
novas, que podem desenvolver
complicações, como a pneumonia.
Deve-se procurar conselhos nos pri-
meiros sinais de tosse espasmódica
numa criança, no caso de poder ser
coqueluche. A criança deve ficar de
repouso durante o estágio febril da
doença, mas deve levantar quando
estiver se sentindo melhor, mais
animada. Se a criança quiser se le-
vantar e nadar, ela provavelmente
está bem o suficiente para fazê-lo.
Ela deve retornar à escola ou ao par-
que até três semanas, pelo menos,
depois de começar a tosse - presu-
mindo que ela esteja se sentindo
bem e forte. Ela deve ser submeti-
da a uma última checagem do mé-
dico antes de voltar à escola - para
certificar-se de que o peito está
desobstruído - e deve fazer pelo
menos uma semana de convales-
cença, incluindo caminhadas ao ar
livre - para certificar-se de que o ar
frio não provoca mais espasmos de
tosse. Um grau mínimo de tosse
pode persistir durante semanas,
mas, desde que a criança esteja bem
e forte, isso pode ser ignorado.
A imunização é oferecida de graça
aos bebês, na forma de vacina. A
Tríplice (também contém proteção
contra a difteria e o tétano) deve ser
dada aos três, cinco e onze meses.
A coqueluche é séria, e pode cau-
sar danos permanentes aos pulmões
e ao cérebro nos casos graves. Re-
centemente tem havido uma gran-
de expectativa em relação aos oca-
sionais efeitos prejudiciais da vaci-
na, por causar danos ao cérebro. As
epidemias de coqueluche causam
muito mais danos que a vacina, mas,
se você estiver preocupado com a
vacina tríplice, fale sobre isso com
o médico. Em vez dela, pode ser
dada uma vacina alternativa, con-
tendo apenas componentes da dif-
teria e do tétano.
COR BOVINUM - Coração hiper-
trofiado, coração de boi.
COR PULMONALE - Expressão
latina que significa uma doença
cardíaca originada de afecção no
pulmão.
CORAÇÃO (e DOENÇAS CARDÍA-
CAS) - O coração é um músculo oco,
o centro motor do sistema circulató-
rio que, especialmente adaptado,
bombeia continuamente o sangue
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COQ COR
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pelo corpo. O propósito disso é car-
regar alimento para os tecidos, levar
embora os produtos inúteis dos teci-
dos e, talvez o mais importante, dis-
tribuir o oxigênio do ar por todo o
corpo. O oxigênio constitui, mais ou
menos, um quinto do ar que respira-
mos, e todos os tecidos vivos neces-
sitam de constante abastecimento. O
ar é levado para dentro dos pulmões,
onde há uma rede de minúsculos
vasos sangüíneos, e o sangue que os
atravessa absorve o oxigênio que res-
piramos. Esse sangue retorna ao co-
ração, de onde é distribuído pelo
corpo, através das artérias. Ele volta
ao coração depois de ter o seu oxi-
gênio para os tecidos, é bombeado
novamente para os pulmões para re-
colher mais oxigênio, retorna ao co-
ração, e assim por diante. O coração
é uma bomba de quatro cavidades:
duas recebem o sangue (os átrios) e
duas o bombeiam para fora (os
ventrículos). Ele também é dividido
em dois lados: o direito e o esquer-
do, cada um deles consistindo de um
átrio e um ventrículo.
O coração pode ser afetado de vári-
as formas. O músculo pode ser da-
nificado, às vezes, pelo veneno dos
micróbios - condição conhecida
como “miocardite tóxica” que pode
acompanhar várias doenças infec-
ciosas. Mas, felizmente, o dano é
quase sempre temporário, e o mús-
culo do coração se recupera. A fe-
bre reumática, que felizmente é rara
hoje em dia em muitos países, às
vezes, deixa para trás problemas
permanentes, como o músculo do
coração enfraquecido e as válvulas
danificadas. Outras vezes - especi-
almente nas idades avançadas -, o
músculo enfraquece porque chega
pouco sangue ao coração, vindo das
artérias coronárias. (V. Angina
pectóris e Trombose coronária.)
Em certos casos, o ritmo do cora-
ção fica perturbado. Normalmente
ele bate de forma regular de 70 a
80 vezes por minuto, mas, às ve-
zes, devido a uma doença, a ação
de bombeamento se torna irregular
e menos eficiente.
A passagem de sangue pelo cora-
ção é regulada por válvulas, que
permitem que o sangue passe numa
única direção. Às vezes, elas são
afetadas por uma doença, de modo
que se tornam estreitas demais, ou
ineficientes, permitindo que o san-
gue passe na direção contrária. Hoje
em dia, as válvulas podem ser subs-
tituídas com sucesso por um mode-
lo sintético. É realmente uma cirur-
gia importante feita em centros
especializados.
O músculo do coração pode ficar
cansado por ter que agüentar a pres-
são sangüínea, mas isso demora a
acontecer, e a condição geralmente
é detectada antes que surja um dano
permanente.
Muitos remédios podem ser recei-
tados para ajudar nas doenças car-
díacas. Você também pode se aju-
dar, mantendo um peso baixo e pa-
rando de fumar. Caminhar é um óti-
mo exercício, e deve ser aumenta-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COR COR
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131
do o quanto for aconselhado. A pre-
ocupação é o pior inimigo. A ativi-
dade do coração, como a digestão,
é involuntária e deve ocorrer natu-
ralmente. O coração tem uma gran-
de reserva de força, de modo que é
capaz de lidar com as necessidades
básicas até mesmo quando está da-
nificado. Não se deve desistir de
atividades ou interesses, a não ser
que esses estabeleçam sintomas
definidos. Oriente-se com seu mé-
dico. (V. Edema e Sopro.)
CORAÇÃO ARTIFICIAL - Implan-
ta-se, cirurgicamente, no organismo
de um paciente um aparelho que
assiste, ou substitui totalmente,
alguma ou todas as funções do
coração.
CORAÇÃO, TRANSPLANTE - Em
3 de dezembro de 1967, o cardio-
logista sul-africano Christian Bar-
nard realizou o primeiro transplan-
te de coração no Hospital Goot
Schuur na Cidade do Cabo. Ele
transferiu o coração de uma jovem,
que falecera em um acidente de car-
ro, para o comerciante Louis Wash-
kansky, diabético de 53 anos, que
sobreviveu apenas por 18 dias. Para
o sucesso da operação, porém, era
preciso desenvolver algumas drogas
contra a rejeição; isto feito, a técni-
ca criada por Barnard tornou-se ro-
tineira. Barnard tornou-se uma ce-
lebridade mundial por causa dessa
cirurgia. Após o primeiro transplan-
te, Barnard realizou outra operação
semelhante em Phillip Blaiberg. Em
1968, visitando o Brasil, ele afir-
mou: “Estou certo de que, para o
futuro, teremos um caminho: o
transplante de órgãos de animais
para seres humanos. Resolvidos
dessa forma os problemas de rejei-
ção desses órgãos”. Barnard nasceu
em 8 de novembro de 1922, em
Baufort West, e faleceu no dia 2 de
setembro de 2001.
Até hoje mais de 40 mil pessoas já
se submeteram a transplantes car-
díacos. Seis meses depois desse pri-
meiro transplante a equipe do Dou-
tor Euryclides de Jesus Zerbini re-
alizou a cirurgia pioneira no Brasil.
Os três primeiros pacientes morre-
ram porque pouco se sabia sobre o
processo de rejeição. O pioneirismo
de Zerbini e sua equipe aceleraram
a criação do Instituto do Coração
em São Paulo, onde atualmente os
transplantes são rotina.
CORACÓIDE - Semelhante ao bico
de um corvo.
CORDÃO ESPERMÁTICO - Cor-
dão deferente. Conjunto do canal
deferente, artérias, veias e nervos.
O cordão segura o testículo ao
abdome.
CORDAS VOCAIS - Duas dobras ou
pregas da mucosa da laringe presas
à cartilagem tireóide e à cartilagem
aritenóide. A voz é produzida pela
variação de posição dessas cordas.
CORDIALGIA - Dor no coração.
CORDIFORME - Em forma de co-
ração.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COR COR
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132
CORDITE - Inflamação da corda
vocal.
CORDOTOMIA - Secção cirúrgica
dos cordões da medula.
CORECTASIA - Dilatação da pupi-
la, midríase.
CORÉIA - Popularmente conhecida
como “dança-de-são-vito”. Atual-
mente ela é rara em muitos países.
Pode ocorrer em crianças e adoles-
centes, acompanhando uma infec-
ção na garganta. (V. Febre reumá-
tica.) Os movimentos descontro-
lados ocorrem devido a um distúr-
bio temporário do cérebro. O trata-
mento consiste em ficar de repouso
absoluto durante o estágio agudo e
tomar uma série prolongada de an-
tibióticos.
CORÉIA DE HUNTINGTON -
Uma doença progressiva do sis-
tema nervoso, que é de família. Os
sintomas começam na meia-ida-
de e incluem movimentos espas-
módicos involuntários e debilita-
ção intelectual. Em certos lugares,
como no Reino Unido, existe uma
associação que oferece informa-
ção e ajuda às famílias e aos so-
fredores.
COREIFORME - Semelhante à
coréia.
COREOPLASTIA - Reparação plás-
tica da pupila.
CORETOMIA - Incisão da íris.
CÓRIO - A membrana mais externa
do feto, que envolve, nutre e prote-
ge o seu desenvolvimento e, a se-
guir, passa a formar parte da pla-
centa.
CORIÔNICO - Relativo ao cório.
CORIZA - Inflamação catarral agu-
da das mucosas nasais. Usa-se
como sinônimo de resfriado.
CÓRNEA - Membrana dura e trans-
parente situada na parte anterior do
globo ocular.
CÓRNEA, TRANSPLANTE DE -
Operação pela qual se enxerta no
olho uma seção de córnea transpa-
rente no lugar de outra opaca que
foi extirpada.
CÓRNEO - Da dureza de um chifre.
CORNEOIRITE - Inflamação da
córnea e da íris.
CORNETOS - Cartuchos. Dois os-
sos no interior do nariz.
CORNIFICAÇÃO - Ato de ficar duro
ou córneo.
CORNO - Qualquer excrescência
córnea.
CORÓIDE - Membrana sita na parte
posterior do globo ocular, funciona
como uma câmara escura foto-
gráfica.
COROIDECICLITE - Inflamação da
coróide e do corpo ciliar.
COROIDEIRITE - Inflamação da
coróide e da íris.
CORÓIDE-RETINITE - Inflamação
da coróide e da retina.
COROIDITE - Inflamação da coróide.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COR COR
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CORONÁRIOS (VASOS) - Artérias
e veias que nutrem o miocárdio.
CORONARIOGRAFIA - Arterio-
grafia do coração (coronárias).
CORONÓIDE - Semelhante a uma
coroa.
CORPO AMARELO - Substância
glandular que se forma no local de
onde se desprendeu um óvulo e que
produz a progesterona.
CORPO ESTRANHO - Todo mate-
rial encontrado no corpo e que nor-
malmente ali não deveria estar.
CORPO LÚTEO - Corpo amarelo do
ovário.
CORPO PINEAL - Passa a chamar-
se, pela nova terminologia científi-
ca, de “glândula pineal”. Estudos
recentes comprovaram que real-
mente se trata de uma glândula.
CORRENTE ALTERNADA - Cor-
rente que muda a direção a cada
momento, para um lado e para o
oposto, pela ação de um alter-
nador.
CORRENTE CONTÍNUA - Corren-
te constante na mesma direção.
CORRETIVO - Substância que se
junta para corrigir o gosto de um
remédio.
CORRIMENTO VAGINAL - V.
Vaginite.
CORROBORANTE - Remédio for-
tificante.
CORTICAL - Referente ao córtex
(geralmente o córtex cerebral).
CÓRTICO-ESPINHAL - Referente
ao córtex cerebral e à medula.
CORTICOSTERÓIDES - Nome ge-
nérico de esteróides hormonais do
córtex supra-renal e do simpático.
CORTICOTROFINA - ACTH, hor-
mônio da hipófise anterior, tem ação
anti-reumática e antialérgica.
CORTISONA - Substância química
complexa presente no extrato do
córtex das supra-renais. De rápida
absorção no tubo digestivo se con-
verte em hidrocortisona no corpo,
podendo substituir o hormônio na-
tural. Usada em processos agudos
como a febre reumática, a artrite
reumatóide e a poliartrite.
COSMÉTICO - Produto para repa-
rar ou conservar a beleza da pele,
dos cabelos, etc.
COSTAL - Relativo às costelas.
COSTELA CERVICAL - Crescimen-
to da sétima vértebra cervical que
vai atingir a costela abaixo.
COSTELA FLUTUANTE - Costela que
não se prende ao osso esterno. Falsa
costela. São em número de cinco.
COSTELA VERDADEIRA - A que se
prende ao osso esterno por meio de
ligamentos. São sete.
COSTELAS - Ossos laterais, alonga-
dos e curvos que se estendem da
coluna dorsal à parte anterior do
tórax, num total de 24 costelas, doze
de cada lado da caixa torácica.
COSTOCLAVICULAR - Relativo às
costelas e à clavícula.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COR COS
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COSTOCONDRAL - Relativo às
costelas e às cartilagens.
COSTOESTERNAL - Relativo às
costelas e ao esterno.
COSTOTOMIA - Ressecção de cos-
telas.
COSTÓTOMO - Instrumento para
cortar costelas.
COSTUREIRO - Músculo da coxa
que ao contrair-se faz dobrar a coxa
sobre a perna como no ato de sen-
tar-se, posição dos alfaiates e
costureiros na Antiguidade.
COTILÉDONES - As porções em que
se divide a placenta.
COTILÓIDE - Em forma de taça.
COTOVELO - Na nova terminolo-
gia, criada pela Federação Interna-
cional da Anatomia, o termo coto-
velo, que indicava articulação do
osso do braço (úmero) com os do
antebraço (cúbito e rádio) passou a
ser chamado de “cúbito”.
COW POX - Vacina, doença dos bo-
vinos que corresponde à varíola no
homem. É das lesões do cow pox
que se extrai a linfa vacínica para
imunizar contra a varíola.
COWPER (GLÂNDULAS DE) -
Glândulas sitas na uretra masculi-
na, adiante da próstata.
COWPERITE - Inflamação da glân-
dula de Cowper.
COXA - Parte do membro inferior
acima do joelho.
COXEADURA - Em geral, a coxea-
dura é uma forma que a natureza
tem de proteger um membro do cor-
po contra um esforço indevido, ou
indicar alguma irregularidade. Um
ferimento num membro fatalmente
vai produzir um certo grau de
coxeadura por algum tempo.
No entanto, uma coxeadura que
ocorrer sem um ferimento anterior,
numa criança ou adolescente, entre
as idades de 5 e 18 anos, nunca deve
ser ignorada, pois existem duas con-
siderações importantes que podem
estar presentes e que devem ser de-
tectadas nos estágios iniciais. Pode
haver dor na coxa, virilha ou até no
joelho. Numa das condições, a par-
te em desenvolvimento no topo do
fêmur escapa do lugar (deslocamen-
to de epífise) e, se não for corrigida,
leva a uma coxeadura permanente
e uma posterior artrite. No outro
distúrbio, o topo do fêmur tende a
ficar achatado e novamente é pro-
vável o desenvolvimento posterior
de uma artrite, se a condição não
for tratada.
Os bebês no estágio de engatinhar,
ou que tenham começado a andar,
precisam do parecer de um médi-
co, caso se recusem consistente-
mente a segurar algum peso ou a
usar um braço ou uma perna. En-
quanto que as crianças mais velhas
podem coxear de vez em quando
para chamar a atenção, a coxeadura
em crianças que estão começando
a andar sempre indica algum pro-
blema - possivelmente uma fratu-
ra. Alguns bebês nascem com o qua-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
COS COX
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dril deslocado, e um exame de roti-
na nas primeiras semanas de vida
geralmente identifica isso. O trata-
mento é feito com emplastro ou tala,
e os resultados são bons. Infeliz-
mente, algumas coxeaduras não são
descobertas no começo. Uma co-
xeadura ou discrepância no tama-
nho do fêmur, em bebês que estão
começando a andar, requer investi-
gação urgente.
CRANIECTOMIA - Ablação de um
segmento do crânio.
CRÂNIO - O arcabouço ósseo da ca-
beça. O crânio verdadeiro é forma-
do pelo osso frontal, na parte ante-
rior; o occipital, na posterior; dois
parietais e dois temporais, que cons-
tituem as paredes laterais; e o
petmóide e esfenóide, que formam
a sua base. A abóbada crâniana é
formada pela prolongação do fron-
tal e dos parietais.
CRANIOCLASIA - Esmagamento da
cabeça fetal.
CRANIOCLASTIA - V. Cranioclasia.
CRANIOMETRIA - Mensuração do
crânio.
CRANIOPLASTIA - Operação plás-
tica no crânio.
CRÂNIO-RAQUÍSQUISE - Fenda
congênita no crânio e na raque.
CRANIÓSQUISE - Fenda congênita
nas suturas cranianas.
CRANIOTABES - Afinamento dos
ossos da abóbada craniana. Ocorre
no raquitismo.
CRANIOTOMIA - Fragmentação da
cabeça fetal para facilitar o esvazi-
amento uterino no parto.
CRANIÓTOMO - Instrumento para
craniotomia.
CRAUROSE - Estado de secura e
enrugamento.
CRAVAGEM DO CENTEIO - Espo-
rão do centeio. Produto da ação do
fungo Claviceps purpurea sobre o
grão de centeio. Daí se extrai a
ergotina e derivados.
CRAVOS - Pequenos pontos pretos
na pele devido a um acúmulo de
sujeira nas aberturas dos folículos
pilosos. O tratamento geral para
acne e cravos é o mesmo, e as duas
condições são comumente encon-
tradas juntas. (V. Acne.)
CREATINA - Substância cristalina
encontrada nos músculos.
CREATINEMIA - Excesso de creatina
no sangue.
CREDÉ, MÉTODO DE - Instilação
nas conjuntivas oculares do recém-
nascido de solução a 1% de nitrato
de prata visando infecções oculares.
CREMÁSTER - Músculo que suspen-
de os testículos.
CREME - A parte gordurosa do leite.
CREMOR - Nata, leite.
CRENOLOGIA - Estudo das águas
minerais.
CRENOTERAPIA - Tratamento pe-
las águas minerais.
CREPITAÇÃO - Ruído semelhante
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CRA CRE
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ao que se produz quando se lança
sal no fogo.
CRETINISMO - Enfermidade gerada
durante a vida fetal ou a primeira in-
fância, quando grave distúrbio de
funcionamento da tireóide faz deter-
se o desenvolvimento mental e físi-
co. Condição rara em que os bebês
nascem com uma glândula tireóide
deficiente. Um tratamento no início
pode evitar um retardamento men-
tal e outras anormalidades.
CRETINÓIDE - Semelhante ao cretino.
CRIALGESIA - Dor provocada pelo
frio.
CRIANÇA AZUL - Pessoa que nasce
com uma deficiência no coração, que
impede que o sangue seja bombea-
do com eficiência para os pulmões.
Com isso, o sangue com falta de
oxigênio é mandado para o resto do
organismo, de forma que o paciente
fica com uma aparência azulada ou
escura. Hoje em dia são obtidos bons
resultados com uma cirurgia, e uma
paciente pode ter seu próprio bebê
normal, depois de uma gravidez e
um parto sem complicações.
CRIANÇA PREMATURA - Aquela
que nasce antes de completados os
nove meses de gestação ou que pese
menos de 2,5 kg.
CRIBRIFORME - Cheio de furos,
como ralo de um irrigador.
CRICÓIDE - Em forma de anel.
CRICOIDECTOMIA - Ablação da
cartilagem cricóide.
CRICOTOMIA - Incisão da cricóide.
CRIESTESIA - Sensibilidade anormal
do frio.
CRIOPRICIPITADO - Fator do san-
gue para tratamento da hemofilia.
CRIOSTATO, MICRÓTOMO DE
CONGELAÇÃO - Aparelhos que
permitem que, após resfriamento,
os tecidos adquiram textura sufici-
entemente dura para a obtenção de
cortes finos. No micrótomo de con-
gelação o resfriamento é consegui-
do através do gás carbônico. No
criostato o micrótomo fica no inte-
rior da câmara frigorífica, regulável
para a temperatura desejada.
CRIOTERAPIA - Terapêutica pelo frio.
CRIPTA - Pequeno saco, cavidade
glandular.
CRIPTITE - Inflamação de uma
cripta.
CRIPTORQUIDIA - O testículo nor-
malmente aparece dentro da cavi-
dade abdominal antes do parto. Na
hora que o bebê nasce, ele deve
descer para ocupar sua posição
dentro de um saco especial de pele
- o escroto. Às vezes, um órgão -
ou os dois - não fazem isso, e a con-
dição é então conhecida como
“criptorquidia”. Sem ocupar sua
posição normal, ele não pode fun-
cionar adequadamente. Às vezes,
pode-se fazer com que ele desça
por meio de injeções de hormônio,
mas quase sempre é necessária
uma pequena cirurgia. Nos garo-
tos pequenos os testículos podem
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CRE CRI
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137
se retrair para fora do escroto - es-
pecialmente se examinado com
mãos geladas. Os pais podem che-
car se o escroto contém dois pe-
quenos blocos ovais rijos na hora
do banho, quando tudo está quen-
te. Alguns especialistas gostam de
tratar os garotos com criptorquidia
na idade de quatro ou cinco anos
(outros preferem esperar mais, para
ver se ocorre a descida natural). Se
uma mãe suspeitar essa condição
em seu filho de quatro anos, deve
procurar um médico.
CRISE - O ponto decisivo de uma
doença. Paroxismo doloroso ou
agitante.
CRISOL - Crucíbulo. Instrumento de
laboratório para altas temperaturas
e fusão de substâncias.
CRISOTERAPIA - Tratamento pelos
sais de ouro.
CRISTA - Bordo afilado num osso.
CRISTAIS - Substâncias sólidas de
formas geométricas definidas.
CRISTALINO - Lente em forma de
ervilha, sita logo atrás da íris, no
globo ocular.
CRISTALITE - Inflamação do cris-
talino.
CRISTALIZAÇÃO - Formação de
cristais que passam através das
membranas animais e que podem
cristalizar.
CRISTALÓIDE - Substância que
atravessa as membranas semiper-
meáveis, ao contrário dos colóides.
CRISTALÚRIA - Presença de cristais
na urina.
CROMATINA - É um conjunto de
fios, cada um deles formado por
uma longa molécula de DNA asso-
ciada a moléculas de histomas, um
tipo essencial de proteína. Esses fios
são chamados “Cromossomos”.
CROMATOGRAFIA - Separação
dos componentes de uma mistura
pelas suas propriedades físicas.
CROMATOSE - Pigmentação anormal.
CROMIDROSE - Suor colorido.
CROMO - Mineral encarregado de
regular os níveis de glicose plas-
mática. O cromo trabalha junto com
a insulina para permitir a entrada da
glicose no interior dos tecidos. É
muito importante por regular a to-
lerância ao açúcar. Os níveis de cro-
mo diminuem na criança, em paci-
entes com diabetes, e nas doenças
coronarianas, isto é, aquelas asso-
ciadas à patologia aterosclerótica.
O cromo trivalente é a única forma
terapêutica tolerada pelo organis-
mo; a hexavalente é tóxica. Pacien-
tes com alto consumo de açúcar ne-
cessitam mais de cromo, porque
apresentam perda maior do mine-
ral pela urina.
CROMOSSOMOS - Corpúsculos
bastonetiformes compostos de
cromatina que se apresentam num
núcleo de células eucarióticas por
ocasião da divisão celular e cujo
número é constante para cada es-
pécie animal ou vegetal. São 46 fila-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CRI CRO
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mentos longos e finos, que coloca-
dos em linha formariam um fio de
5 cm de comprimento e espessura
de 30 nanômetros. O primeiro cons-
tituinte cromossômico identificado
foi o ácido desoxirribonucléico, o
DNA; o segundo foram proteínas
denominadas histomas. Quando a
célula vai se dividir, o núcleo e os
cromossomos passam por grandes
modificações. Os preparativos co-
meçam com a condensação dos
cromossomos que passam a se en-
rolar sobre si mesmos, tornando-se
cada vez mais curtos e grossos, até
assumirem o aspecto de bastões
compactos, aos pares, unidos num
ponto chamado centrômetro. Nos-
sos cromossomos foram herdados
de nossos pais: 23 cromossomos no
óvulo e outros 23 no esperma-
tozóide. Os mesmos de cada par
cromossômico são chamados “cro-
mossomos homólogos”.
CRÔNICO - De longa duração.
CROSSA DA AORTA - Curvatura da
aorta, onde nascem a carótida e a
subclávia.
CROSTA - Camada externa, de
matéria sólida, formada pela soli-
dificação das secreções.
CROSTA LÁCTEA - Crosta formada
por seborréia no couro cabeludo do
recém-nascido.
CRUCIAL - Decisivo, agudo.
CRUCÍBULO - Crisol, cadinho, re-
cipiente para expor substâncias em
altas temperaturas.
CRUCIFORME - Em forma de cruz.
CRÚOR - Sangue coagulado.
CRUPE - Laringite diftérica; infec-
ção da garganta em que as cordas
laringes ou vocais ficam inflama-
das ocasionando uma respiração si-
bilante e tosse contínua.
CRURAL - Referente ao membro in-
ferior.
CRUS - Em latim, perna.
CRUZ VERMELHA - Instituição de
socorro nas guerras e nas calami-
dades. A Cruz Vermelha Internaci-
onal foi fundada em 1863; a Brasi-
leira, em 1908.
C.T.I. - Centro de Tratamento In-
tensivo.
CUBITAL - Ulnar. Relativo ao cúbito
ou ao antebraço.
CÚBITO - Ulna. Um dos ossos do
antebraço. Atualmente é o nome que
se dá ao cotovelo.
CULEX - Gênero de insetos que
abrange os mosquitos.
CULTURA - Em Microbiologia: arte
de cultivar os microorganismos em
meios artificiais.
CULTURA DE URINA QUANTITA-
TIVA - Onde uma quantidade deter-
minada de urina é cultivada de forma
que havendo crescimento de colôni-
as de bactérias pode-se determinar o
número de colônias por ml de urina.
CURARE - Veneno extraído de cipós
da América do Sul e que paralisa
os nervos motores.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CRÔ CUR
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139
CURATIVO COMPRESSIVO - Cu-
rativo nas feridas que sangram.
CURATIVO FROUXO - Curativo
em feridas que supuram.
CURATIVO SECO - Feito apenas
com gaze.
CURATIVO ÚMIDO - Quando há
aplicação de medicamentos líqui-
dos ou úmidos.
CURETA - Instrumento em forma de
colher, para raspagens ou cure-
tagens.
CURETAGEM - V. Raspagem.
CURETAGEM UTERINA - Procedi-
mento utilizado para o esvaziamen-
to da cavidade uterina através de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
CUR CUT
instrumental cirúrgico denominado
cureta.
CURIE - Unidade de radioatividade;
nome dado em homenagem a Ma-
dame Curie sua descobridora.
CÚSPIDE - Ponta, extremidade aguda.
CUTÂNEO - Referente à pele.
CUTÍCULA - Epiderme.
CUTICULARES (MÚSCULOS) -
São os músculos da mímica, que
dão expressão à fisionomia.
CUTIFICAÇÃO - Formação de pele.
CÚTIS - Pele humana, pele do rosto.
CUTITE - Dermatite, inflamação da
pele.
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D
D
DACRIADENITE - Inflamação da
glândula lacrimal.
DACRIAGOGO - Que faz aumentar
a secreção lacrimal.
DACRIOBLENORRÉIA - Abun-
dante secreção mucosa do saco
lacrimal.
DACRIOCELE - Hérnia do saco la-
crimal.
DACRIOCISTITE CRÔNICA - Infla-
mação que se instala secundaria-
mente à obstrução parcial ou total
da via lacrimal excretora, levando
a estase líquida no interior do saco
lacrimal. A secreção pode diminuir
durante o uso de colírios antibióti-
cos, mas o tratamento é sempre ci-
rúrgico. Aguda: é uma intercor-
rência da crônica, havendo um agra-
vamento súbito da cimatologia pela
obstrução concomitante do canalí-
culo comum e do ducto lacri-
monasal. Os germes ficam confina-
dos no interior do saco lacrimal e
proliferam rapidamente originando
um abscesso. O germe mais en-
contrado é o S aureus, e o tratamen-
to antibiótico deverá visar este
microorganismo.
DACRIOCISTORRINOSTOMIA -
Operação de comunicação de aber-
tura entre o saco lacrimal e o nariz.
DACRIOCISTÓTOMO - Instru-
mento para punção do saco la-
crimal.
DACRIO-HEMORRAGIA - Emis-
são de lágrimas sanguinolentas.
DACRIOLITÍASE - Cálculos no apa-
relho lacrimal.
DACRIÓLITO - Cálculo lacrimal.
DACRIOMA - Tumor benigno ori-
ginado no aparelho lacrimal.
DACRIOPIORRÉIA - Lágrimas pu-
rulentas.
DACRIPIOSE - Supuração no apare-
lho lacrimal.
DACRIORRÉIA - Excessiva secreção
de lágrimas.
DACTILITE - Inflamação de um
dedo.
DACTILOGRIPOSE - Encurvamento
dos dedos.
DACTILOLOGIA - Linguagem mí-
mica dos mudos pelos dedos em
variadas posições.
DACTILOSCOPIA - Exame das im-
pressões digitais.
DALTONISMO - Incapacidade de
perceber certas cores, em especial
o vermelho, ocorrendo daí a impos-
sibilidade de distinguir o vermelho
do verde.
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DANÇA-DE-SÃO-VITO - V. Coréia.
DARTOS - Delgada camada de fibras
musculares lisas aplicadas contra a
face interna do escroto.
DARTRO - Nome impreciso que se
dava outrora a várias afecções da
pele.
DATURISMO - Intoxicação pelo
estramônio.
DDT - Dicloro-difenil-tricloroetano
- Poderoso inseticida surgido du-
rante a II Guerra Mundial ajudan-
do a reduzir a extensão do tifo
exantemático nas áreas devastadas.
É eficaz como agente parasiticida,
contra moscas, mosquitos e outros
artrópodes.
DÉBIL MENTAL - Pessoa com Q.I.
(quociente intelectual) em níveis
baixos, com deficiências inte-
lectivas.
DEBRIDAMENTO - Limpeza de
uma ferida pela aparação de seus
bordos.
DECANTAÇÃO - Operação de obter
a separação do sedimento de um
líquido pelo repouso ou pela cen-
trifugação.
DECEREBRADO - Sem cérebro. Re-
fere-se a experiências com animais
de laboratório.
DECÍDUO - Temporário, que cai.
Ex.: a dentição temporária infantil,
a mucosa uterina após o parto, etc.
DECINORMAL - Que contém a dé-
cima parte do normal.
DECÍPARA - Mulher que deu à luz
10 filhos.
DECLÍNIO - Período de decréscimo
de uma doença.
DECOCÇÃO - Ato de cozinhar.
DECOCTO - Resultado da decocção.
DECORTINAÇÃO PULMONAR -
Remoção da pleura parietal e da
pleura pulmonar quando acometi-
das de intensa fibrose que impede a
expansão do pulmão e da caixa
torácica impedindo portanto a
insuflação pulmonar.
DECREPITUDE - Senilidade, velhice.
DECÚBITO - Posição deitada.
DECÚBITO AGUDO - Escara de
decúbito, escara aguda. Formação
de úlcera grave e fatal nos casos de
posição deitada, e imóvel por para-
lisia ou estado de coma.
DEDEIRA - Dedo de luva, de borra-
cha ou de plástico. Usa-se no toque
retal.
DEDETIZAÇÃO - V. Fumigação.
DEDO EM MARTELO - Condições
em que um dos dedos do pé -
geralmente o segundo - fica encur-
vado em ângulo reto. Uma proteção
sobre o dedo evita calos doloridos.
Se a dor persistir, o dedo pode ser
endireitado com uma cirurgia. Está
geralmente associado ao joanete e
é agravado pelo uso de sapatos
apertados.
DEDO SÉPTICO - A infecção por
micróbios nos tecidos macios do
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DAN DED
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143
dedo é comum e pode levar à ina-
bilidade se não for tratada. Ela pode
seguir-se de uma picada ou um
ferimento, mas geralmente a brecha
na pele é tão pequena que nem é
notada. O dedo fica vermelho, in-
chado, quente e latejando. O trata-
mento com antibióticos deve ser ini-
ciado o mais rápido possível. É sem-
pre melhor consultar um médico
para qualquer infecção no dedo. Se
a infecção se espalhar até a base da
unha, provavelmente se tornará crô-
nica e não será curada enquanto a
unha não for arrancada. Outro pe-
rigo é de a infecção se espalhar para
os tendões, que movimentam as jun-
tas do dedo; se isso acontecer, o
dedo pode ficar permanentemente
entrevado.
DEFECAÇÃO - Ato de expelir as fezes
do intestino. (V. Prisão de ventre.)
DEFECÇÃO - Evacuação intestinal.
DEFEITO GENÉTICO - Qualquer al-
teração patológica de natureza
anátomo-fisiológica ou psicológica
causada por fatores hereditários.
Estritamente, aplica-se o termo a
qualquer defeito metabólico condi-
cionado por gene mutante, que pode
se expressar em homozigose, como
na fenilcetonúria ou albinismo, ou
em heterozigose, como em certos
casos de alcapetonúria, na qual a ati-
vidade de determinada enzima é de-
ficiente ou ausente.
DEFEITO IMUNOLÓGICO - Deno-
minação genérica para qualquer tipo
de alteração no comportamento
imunológico.
DEFERENTECTOMIA - Extirpação
do canal deferente.
DEFERENTITE - Inflamação do ca-
nal deferente.
DEFERVESCÊNCIA - Queda de tem-
peratura.
DEFICIÊNCIA MENTAL - Tipo de
atraso mental em que o indivíduo
não possui o nível médio de in-
teligência, ou não consegue alcan-
çar este nível por deficiência de
desenvolvimento, não confundir
com Deficiência Mental. Indivídu-
os com QI abaixo de 20, idade men-
tal de 3 anos, são considerados idi-
otas. Os de QI abaixo de 50 são
chamados imbecis. Entre 50 e 70
são chamados débeis mentais, não
ultrapassando a idade mental de 7 a
12 anos.
DEFLORAÇÃO - Ruptura do hímen.
DEFLORAMENTO - V. Defloração.
DEFLUXO - Fluxo de catarro.
DEGENERAÇÃO CASEOSA - Ca-
seificação. Amolecimento dos teci-
dos que assumem o aspecto de quei-
jo, como na tuberculose pulmonar.
DEGLUTIÇÃO - Ato de engolir,
quando o bolo alimentar passa para
a faringe e desta para o esôfago, que
se abre no estômago.
DEGLUTIR - Engolir a comida.
DEISCÊNCIA - Abertura da vesícula
de Graaf para a saída do ovo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DEF DEI
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144
DEJEÇÃO - Evacuação, fezes.
DELIQÜESCÊNCIA - Liqüefação por
absorção de água da atmosfera.
DELÍRIO - Estado de inquietação em
que o paciente está apenas parcial-
mente consciente. O delírio geral-
mente acompanha uma febre alta, e
o paciente pode se virar de um lado
para o outro, se agarrar às roupas
de cama e murmurar sem parar. Se
o paciente estiver consciente, pode-
se ajudá-lo dando aspirina dissol-
vida em água ou paracetamol, e
molhá-lo com compressa de água
morna até que chegue o médico.
Isso irá reduzir a temperatura do
corpo e acalmar o paciente por al-
gum tempo. Existe uma forma es-
pecial de delírio conhecido como
delirium tremens, que está associa-
do ao alcoolismo. (V. Alcoolismo.)
DELIRIUM TREMENS - Variedade de
delírio grave, com ansiedade, tremor
e grande agitação. Observado nos al-
coólatras e toxicômanos. Surge em
função de interrupção total de
ingestão alcoólica (ou de drogas),
instalando-se o quadro de delirium
tremens e aparecimento de sudorese,
taquicardia, hipertensão, elevação da
temperatura, náuseas e vômitos, de-
sidratação, rebaixamento da consci-
ência, desorientação temporo-espa-
cial, distúrbio da atenção, alucina-
ções visuais e tácteis, intensificação
da ansiedade e agitação psicomotora,
podendo ocorrer também convul-
sões, coma e morte. A crise dura ge-
ralmente de 2 a 10 dias.
DELIVRAMENTO - Expulsão da
membrana e da placenta após o
parto.
DELTÓIDE - Músculo do braço, em
forma de um “D”, onde se aplicam
as injeções intramusculares.
DEMARCAÇÃO - Marcação dos li-
mites. Linha de demarcação é a li-
nha que separa o tecido são do
necrosado, na gangrena.
DEMÊNCIA - (Senile Dementia) -
Condição progressiva de perda da
inteligência, geralmente encontra-
da na velhice e, às vezes, causada
pelo Mal de Alzheimer. Eventual-
mente, pode ser necessária uma as-
sistência hospitalar. Em geral, a de-
mência se inicia com uma dificul-
dade para evocar nomes, principal-
mente nomes próprios, de pessoas,
de ruas, depois de nomes comuns
de classes e categorias de objeto. (V.
Doença mental e Velhice.)
DEMENTE - Insano. Louco. Quem
sofre de demência.
DEMOGRAFIA - Estudo da coleti-
vidade humana.
DEMULCENTE - Que alivia, que
abranda a irritação.
DENGUE - Infecção produzida por
arbovírus transmitido pelos mosqui-
tos Aedes aegypti, vetor também da
febre amarela urbana, e Aedes
albopictus. Eles se reproduzem em
poças de água nas regiões tropicais
e semitropicais do mundo. Doença
típica das regiões urbanas, a dengue
tem maior incidência no período das
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DEJ DEN
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145
chuvas. A OMS estima que 3,5 bi-
lhões de pessoas vivem atualmente
em áreas propícias para o desenvol-
vimento da doença. Em 2001 foram
registrados 390 mil casos da doen-
ça; em 2002 ela se espalhou ainda
mais tornando-se epidêmica no
país. Ainda não há vacina contra a
dengue. São quatro os vírus de-
terminantes, antigênicamente dis-
tintos: um, dois, três e quatro. O
período de incubação é de 5 a 6 dias,
atingindo especialmente crianças
maiores e adultos. Sintomas: Febre,
exantema, dor de cabeça, dores
musculares, dor ocular, arrepios,
artralgias, náuseas, vômitos, tosse
e diarréia. Na dengue comum esse
quadro dura de 4 a 7 dias. Formas
graves são a dengue hemorrágica e
a do choque, que atingem lactentes
e crianças de 2 a 13 anos. Neste
caso, acrescentam-se à febre mani-
festações hemorrágicas: púrpuras,
equimoses, epistaxes, etc. A sín-
drome de choque se caracteriza por
taquicardia, hipotensão, pele visco-
sa e torpor.
A forma hemorrágica, a mais gra-
ve, ocorre quando a pessoa é conta-
minada mais de uma vez.
DENSIDADE - Peso específico, grau
de concentração de um corpo com-
parado com igual volume tomado
como padrão.
DENSÍMETRO - Instrumento para
determinar a densidade de um
líquido.
DENTADURAS - Aqueles que so-
frem com a má adaptação de den-
tes artificiais não devem insistir.
Volte ao dentista e faça uma nova
dentadura. Se esta não se ajustar,
mude de dentista.
Se você tem uma dentadura boa, não
há necessidade de tirá-la à noite (o
que melhora o moral). Lave-a de
manhã e à noite, e escove as gengi-
vas. Alguns dentistas discordam
disso, mas milhões deles concor-
dam, o que não os fazem piores. As
dentaduras pequenas ou parciais de-
vem ser removidas para dormir, por
causa do perigo de engoli-las.
As dores ao morder podem melho-
rar conforme as gengivas se enri-
jecem. Para alguns alimentos, você
precisa usar a sucção (intencional-
mente) e a língua, para evitar que
os dentes se desloquem para fren-
te. Vá progredindo para alimentos
mais duros e, finalmente, você po-
derá pensar em comer uma maçã
sem cortá-la em pedacinhos.
DENTES ARTIFICIAIS - V. Den-
taduras.
DENTES DO SISO - Os molares pos-
teriores, que se manifestam entre 16
e 21 anos.
DENTIÇÃO - São 32 dentes que nas-
cem dos 4 aos 6 anos e se comple-
tam aos 18 anos.
DENTIÇÃO DECÍDUA - Dentição
temporária, dentes de leite.
DENTIÇÃO INFANTIL - São os cha-
mados “dentes de leite”. São 20 e
caem entre os 4 e 6 anos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DEN DEN
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DENTINA - Substância com aparên-
cia de marfim que rodeia o esmalte
da coroa e o cemento da raiz dos
dentes.
DEONTOLOGIA - Estudo e codi-
ficação dos deveres e da ética pro-
fissional.
DEPILAÇÃO - Ato ou efeito de de-
pilar-se, de rapar os pêlos. Em al-
guns procedimentos médicos a de-
pilação faz-se necessária, especial-
mente em operações cirúrgicas.
DEPILADO - Sem pêlos.
DEPILATÓRIO - Agente removedor
dos pêlos.
DEPLEÇÃO - Ato de diminuir os lí-
quidos orgânicos.
DEPÓSITO - Sedimento.
DEPRESSÃO - V. Neurose; Psicose
maníaco-depressiva.
DEPRESSÃO MENTAL - Estado de
prostração emocional e tristeza,
com diminuição da atividade, da
iniciativa e paralisação da decisão.
O deprimido fica bastante cautelo-
so, teme divertir-se, vacila em reu-
nir-se com outras pessoas e pode
entrar em conflito com o mundo em
geral e consigo mesmo. Tende a vi-
ver no passado ou a pensar apenas
no futuro. O estado depressivo re-
flete-se logo na aparência pessoal,
pois ele se descuida do modo de tra-
jar e não se incomoda com enfei-
tes, seja homem ou mulher. É co-
mum na depressão a pessoa mudar
de opinião a respeito dos outros; às
vezes, passa a procurar companhi-
as que antes detestava. Torna-se
irritadiço a ponto de parecer rude e
excessivamente crítico. A depressão
mental manifesta-se através de sin-
tomas físicos; a preocupação pode
causar taquicardia ou quando a aten-
ção se centraliza no estômago ou
intestino podem aparecer sintomas
de diarréia ou de constipação.
DEPRESSOR - Que reduz a ativida-
de funcional.
DEPURAÇÃO - Purificação.
DEPURATIVO - Que liberta o orga-
nismo das substâncias nocivas.
DERIVAÇÃO - Irritação de uma par-
te superficial do corpo para obter
efeito terapêutico em outra parte.
DERIVATIVO - Revulsivo que retira
o sangue de uma região doente.
DERMALGIA - Nevralgia na pele.
Dor na pele.
DERMATITE - Nome que designa ci-
entificamente qualquer inflamação da
pele e, portanto, inclui praticamente
toda a classe de doenças de pele. A
idéia leiga de que essa condição ocor-
re devido à sujeira é falsa. Exemplos
comuns são as dermatites de contato,
causadas pela sensibilidade a deter-
gentes ou a metais, como o níquel.
Os cremes isolantes e as luvas aju-
dam, assim como as pomadas de
hidrocortisona. (V. Acne; Pele.)
DERMATITE DE CONTATO - Infla-
mação da pele causada por sensibi-
lidade a alguma substância que en-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DEN DER
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147
tre em contato com ela. Esta peque-
na forma de alergia não constitui
perturbação grave nem é permanen-
te, mas costuma ser persistente e
causa muito incômodo. Afeta pes-
soas de qualquer idade, da primeira
infância à velhice. Em alguns ca-
sos, o distúrbio se estende às unhas
e produz a afecção denominada
anicólise, na qual as unhas se tor-
nam quebradiças, lascam e se des-
prendem totalmente.
DERMATITE EXFOLIATIVA - Der-
matite com placas escamosas.
DERMATITE HERPETIFORME -
Dermatite com lesões vesiculosas ou
bolhosas que tendem a agrupar-se.
DERMATITES FITOGÊNICAS - Le-
sões ou alterações da pele causadas
por plantas, que podem ser assim
agrupadas: 1) Plantas de ação fun-
damentalmente mecânica, portado-
ras de espinhos ou farpas; 2) Plan-
tas urticantes e vesicantes, como a
urtiga; 3) Plantas que causam
sensibilização ou fotossensibi-
lização, responsáveis pelas der-
matites fitogênicas alérgicas.
DERMATITE SEBORRÉICA - Doen-
ça crônica, freqüente, não contagi-
osa, que se localiza em áreas onde
há maior número de glândulas se-
báceas.
DERMATITE TROPICAL - Uma
erupção pruriente na virilha - mais
comum nos homens. É provocada
por uma infecção fungosa na pele.
(V. Pé-de-atleta e Tinha.)
DERMATITE VENENATA - Inflama-
ção aguda da pele causada pelo con-
tato com substâncias irritantes.
DERMATITE VERRUCOSA - Afec-
ção cutânea bastante rara provocada
por fungos dos gêneros Phialo-
phora e Cladospórium, encontrados
em plantas e árvores de regiões
quentes e úmidas. Em geral, a in-
fecção começa nos pés e pernas; a
pele fica arroxeada e aparecem ver-
rugas semelhantes a pequeninas
couves-flores.
DERMATOCISTO - Cisto da pele.
DERMATOFÍCIA - Micose superfi-
cial da pele.
DERMATÓFITO - Cogumelo para-
sito da pele.
DERMATÓIDE - Dermóide. Seme-
lhante à pele.
DERMATOLOGIA - Ciência que
estuda a pele e suas doenças.
DERMATOMA - Tumor da pele.
DERMATOMALACIA - Amoleci-
mento da pele.
DERMATOMIA - Incisão da pele.
DERMATOMICOSE - Doença da
pele provocada por fungos. Causa
lesões cutâneas como descoloração,
edema, eritemas pluriginosos,
atrofia ou espessamento, além de
lesões nos músculos que causam
fraqueza muscular, dores à apalpa-
ção, paralisias e hipertomia. Os
músculos apresentam edema, per-
da da estriação, fragmentação das
fibras, hialinização do sarcoplasma
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DER DER
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e progressiva substituição por teci-
do calógeno.
DERMATOMIOMA - Mioma da
pele.
DERMATOMIOSITE - Inflamação
de músculos e da pele subjacente.
DERMATOMO - Aparelho usado
para retirar os enxertos da área do-
adora.
DERMATOPLASTIA - Cirurgia plás-
tica da pele.
DERMATORRÉIA - Hipersecreção
das glândulas da pele.
DERMATOSE - Qualquer doença da
pele.
DERMATROFIA - Atrofia da pele.
DERMATOTOMIA - Dermatomia,
incisão da pele.
DERMATÓTOMO - Instrumento
para fazer incisão na pele.
DÉRMICO - Relativo à pele.
DERMITE - V. Dermatite.
DERMÓFITO - V. Dermatófito.
DERMOFLEBITE - Inflamação das
veias da pele.
DERMOGRAFISMO - Estado espe-
cial da pele quando ela é riscada por
algum objeto pontiagudo, tornando-
se vermelha e saliente.
DERMOMALACIA - V. Dermato-
malacia.
DERMOPATIA - Toda doença da
pele.
DERMOPLASTIA - V. Dermato-
plastia.
DERMORRAGIA - Hemorragia da
pele.
DERMOVACINA - Vacina intradér-
mica que se aplica na pele, no seu
interior e não debaixo dela (senão
seria hipodérmica ou subcutânea).
DERRAME PLEURAL - É o acúmulo
de líquido no espaço pleural (tórax).
DESARTICULAÇÃO - Amputação
numa articulação; fazer sair da ar-
ticulação; destroncar.
DESBRIDAR - Seccionar os tecidos
para ampliar uma ferida com a fi-
nalidade de exploração cirúrgica.
DESBRIDAMENTO - Secção de
bridas construtivas. Limpeza mecâ-
nica de uma ferida infectada com a
remoção de toda matéria estranha e
tecidos desvitalizados nela con-
tidos.
DESCALCIFICAÇÃO - Perda ou re-
moção dos sais de cálcio dos ossos.
DESCAPSULIZAÇÃO - Remoção da
cápsula de um órgão.
DESCOMPENSAÇÃO - Falta de re-
ação normal a certos estímulos. In-
suficiência.
DESCORTICAÇÃO - Remoção ci-
rúrgica da camada externa ou
córtex.
DESEQUILÍBRIO - Perda de equi-
líbrio.
DESFIBRILADOR - Aparelho que
transmite impulsos elétricos ao co-
ração para combater a fibrilação
auricular, que é mortal em poucos
segundos.
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DER DES
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149
DESFIBRILADOR IMPLANTÁVEL -
Procedimento que consiste na im-
plantação de aparelho no tórax do
paciente, capaz de automaticamen-
te corrigir arritmias graves através
de descargas elétricas, evitando o
agravamento de suas condições clí-
nicas, e em muitas ocasiões até o
óbito.
DESIDRATAÇÃO - Perda anormal de
líquido do organismo. A desidrata-
ção começa quando a quantidade de
líquidos ingerida é inferior àquela
que é eliminada através da urina, da
respiração, da transpiração e das fe-
zes. A desidratação surge freqüente-
mente em conseqüência de vômitos,
diarréia ou perda sangüínea, ou re-
sultante de transpiração copiosa
provocada pelo calor ou por grande
excitação. O tratamento consiste no
aumento da ingestão de líquidos,
como água, suco de frutas ou leite,
mas principalmente soro fisiológico.
DESINFECÇÃO - Destruição dos mi-
cróbios patogênicos. Deve ser feita no
quarto do hospital ou na residência
do doente após seu restabelecimento
da doença infecciosa, ou até mesmo
durante o curso da moléstia para evi-
tar sua transmissão a outros.
DESINFETANTE - Substância que
mata os micróbios patogênicos.
DESLOCAÇÃO - V. Deslocamento.
DESLOCAMENTO - Ocorre quan-
do um osso sai do lugar. Geralmen-
te, resulta de alguma violência e
pode ocorrer em quase todas as jun-
tas. Talvez o mais comum seja o
deslocamento do ombro - quando a
cabeça arredondada do úmero (osso
da parte de cima do braço) sai da
sua concavidade, no ombro. Há uma
dor aguda, e a junta fica imóvel. Os
que não têm experiência não devem
fazer nada, a não ser colocar o pa-
ciente numa posição confortável e
conseguir ajuda médica. As tentati-
vas de movimentar o osso desloca-
do podem danificar a junta e devem
ser evitadas. A parte afetada pode
ser apoiada (por uma almofada, por
exemplo) até que o médico chegue.
DESLOCAMENTO DE DISCO - A
espinha dorsal consiste de uma
coluna de ossos fortes (vértebras),
separados por discos rijos, mas
compressíveis. Ocasionalmente
pode ocorrer de um dos discos - que
é como um coxim - sofrer um dano
e o seu enchimento gelatinoso ser ex-
traído da vértebra pela pressão. Isso
provoca uma pressão sobre os teci-
dos circundantes, e o resultado é uma
forte dor nas costas. Quando os ner-
vos que saem da medula espinhal são
comprimidos, o resultado é a ciática
- dor na nádega e perna. Quase sem-
pre segue-se um formigamento ou
entorpecimento na panturrilha ou no
pé. O deslocamento de disco pode
ser tratado de várias formas. O re-
pouso absoluto, um emplastro ou co-
lete sustentador e a tração são sem-
pre usados. O alívio da dor prova-
velmente se deve mais ao enru-
gamento da parte deslocada do que
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DES DES
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pelo retorno desta à concha do disco.
Exercícios de fortalecimento das
costas (V. Dor lombar.) são úteis
depois que a dor cede. O valor do
emplastro ou colete é que com eles
a espinha pode descansar enquanto
o paciente fica de pé. Apesar de in-
cômodo, geralmente é preferível a
um longo período de cama. Oca-
sionalmente, casos graves se be-
neficiam com uma cirurgia, na qual
é removido o disco danificado
(laminectomia).
Como o núcleo do disco é formado
de um material gelatinoso, na mai-
oria dos casos é improvável que ele
possa ser recolocado. Mais prova-
velmente, a manipulação estica e
rompe pequenos pedaços de tecido
fibroso, permitindo que o disco se
estabeleça numa área mais confor-
tável, com menos pressão sobre o
nervo. Todo mundo deveria procu-
rar colocar o mínimo esforço pos-
sível sobre a coluna vertebral,
flexionando sempre os joelhos para
pegar qualquer objeto do chão. A
maioria dos deslocamentos de dis-
cos reage às medidas cautelosas ci-
tadas acima, somadas a um bom
senso no dia-a-dia.
Nenhuma dor lombar aguda é um
deslocamento de disco. Existem
muitos tipos de deslocamentos pe-
quenos entre as muitas facetas das
vértebras. Existem muitos tipos de
problemas nas costas, variando de
uma pequena irritação a até mesmo
uma paralisia total - quando o mús-
culo do fêmur se desgasta. Alguns
neuróticos se escondem por trás de
uma dor nas costas, mas esse é um
outro problema.
DESMAIO - Perda de consciência
momentânea, que tem várias causas.
A maioria dos desmaios não é séria
e passa rápido. Sua causa geralmen-
te é emocional. Algumas pessoas
desmaiam ao ver sangue; outras des-
maiam na igreja ou ao receber más
notícias. Esses fatores causam um
abalo no controle nervoso da circu-
lação que resulta no desmaio. As
pessoas variam na sua constituição,
e algumas passam a vida toda sem
desmaiar, enquanto que outras des-
maiam facilmente. O desmaio pode
ser bastante reduzido, agitando-se
continuamente os dedos do pé - aju-
dando, portanto, o sangue a retornar
das pernas para o coração. A pessoa
desmaiada precisa ser deitada de
costas. Não é preciso mais nada e é
imprudente tentar introduzir lí-
quidos (conhaque, etc.) garganta
abaixo, pois isso pode provocar um
choque. Na sensação de desmaio,
sente e coloque a cabeça entre os
joelhos, o mais para baixo possível,
até que a sensação passe.
Em certos casos, o desmaio pode
ser um sintoma de doença, como a
anemia ou, ocasionalmente, uma
doença cardíaca. Em geral, um úni-
co desmaio não deve ser motivo de
alarme, principalmente se houver
alguma causa emocional, ou estiver
muito calor. No entanto, se uma
pessoa desmaiar sempre e aparen-
temente sem nenhum motivo, deve
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DES DES
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consultar um médico para ver se há
alguma causa subjacente.
DESMÓIDE - Como um feixe. Teci-
do fibroso.
DESNUTRIÇÃO - Estado em que o
paciente se apresenta emagrecido,
normalmente por falta de alimen-
tação ou por uma doença con-
sumptiva. Deficiência de nutrientes
que compromete o adequado esta-
do nutricional do indivíduo.
DESTILAÇÃO - Processo pelo qual
se separam as partes voláteis das
partes fixas de uma substância. Ex.:
água destilada.
DESTILADO - A porção da substân-
cia que foi destilada.
DESVIO CONGÊNITO DO QUA-
DRIL - Alguns poucos bebês nas-
cem com as juntas do quadril
deslocadas. Felizmente, hoje exis-
tem exames adequados, e em geral
há cura com o uso de uma tala du-
rante alguns meses.
DETERGENTE - Que limpa.
DETERSIVO - V. Detergente.
DETRITO - Resto, resíduo.
DEUTEROPATIA - Doença secundá-
ria a outra.
DEXTRINA - Glicídio isômero do
amilo.
DEXTRO - Sito à direita.
DEXTROCARDIA - Transposição do
coração para o lado direito do tórax.
DEXTROCULAR - Relativo ao olho
direito.
DEXTRÓGIRO - Que desvia para a
direita o plano de polarização da luz.
DEXTRÔMANO - Que tem mais
agilidade na mão direita.
DEXTROPÉDIO - Que emprega
preferentemente o pé direito.
DEXTROSE - Tipo de glicose de ação
rápida, adequada para recuperar a
energia e evitar o sono em viajan-
tes de longas distâncias. Um dos
açúcares produzidos no organismo
pela digestão dos amidos. (Os dia-
béticos a carregam consigo para se
precaver de quedas repentinas do
açúcar no sangue e evitar o coma.)
DEXTROVERSÃO - Torção para a
direita.
DIABETES - No diabetes, o orga-
nismo fica incapaz de fazer uso
apropriado dos carboidratos ou ali-
mentos doces. Normalmente, os
carboidratos passam por transfor-
mações no organismo, liberando
energia que este possa utilizar. Es-
sas transformações são controladas
pela insulina, produzida por uma
das glândulas internas - o pâncre-
as. No diabetes, o pâncreas não pro-
duz insulina suficiente, de modo
que o açúcar se acumula, em vez
de ser utilizado apropriadamente.
Os rins tentam se livrar desse ex-
cesso de açúcar, e o paciente urina
mais do que o normal, como con-
seqüência, tem uma sede persisten-
te. Outros sintomas incluem uma in-
disposição geral, perda de peso e
energia, prurido na pele e possibili-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DES DIA
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152
dade de infecções como furúnculos.
Existem dois tipos de diabetes - um
que ocorre em jovens, e o outro em
pacientes obesos, mais idosos.
Em 90% dos casos a causa do dia-
betes é a deficiência de produção
de insulina, hormônio responsável
pela assimilação do açúcar no or-
ganismo (diabetes tipo 1), ou por
uma falha nos receptores deste
hormônio (diabetes tipo 2) associa-
da à vida adulta.
O diabetes nos jovens requer sem-
pre uma reposição regular de insuli-
na, enquanto que os pacientes ido-
sos podem reagir apenas com uma
restrição na dieta, ou à dieta mais os
comprimidos de glicose. Isso permi-
te que o paciente produza a maior
parte de seus suprimentos limitados
de insulina natural. A maioria dos
diabéticos (inclusive muitos médi-
cos!) pode levar uma vida normal,
com uma ou duas doses ao dia. Eles
devem ter horários regulares de re-
feição e estar cientes de sua tolerân-
cia para com os exercícios, senão,
podem se afundar em estados de bai-
xa taxa de açúcar no sangue. Depois
que pacientes e médicos estabelece-
ram a dieta, as necessidades de in-
sulina e os exercícios balanceados,
os diabéticos podem viver por com-
pleto suas vidas. Sensações de fra-
queza, irritação ou falta de concen-
tração podem indicar uma taxa bai-
xa de açúcar no sangue e, por essa
razão, eles carregam consigo com-
primidos de glicose.
A maior vantagem da atividade fí-
sica para os diabéticos é prevenir
complicações da doença, porque, a
longo prazo, o excesso de glicose
no sangue causa problemas nos rins,
olhos e coração; e carência de açú-
car afeta os tecidos, os ossos e a
musculatura. Uma das respostas do
organismo ao exercício físico é a
imediata melhora da fadiga e con-
trole de peso. As caminhadas são
indicadas para casos do tipo 2, e o
ideal é andar entre 20 e 30 minutos
por dia, começando gradualmente
com 15 minutos. As principais van-
tagens do exercício físico para o
diabético do tipo 2 são: 1) diminui-
ção da quantidade de colesterol e
triglicérides no sangue, reduzindo
o risco de doenças cardíacas, visto
que o exercício aumenta a quanti-
dade de HDL - colesterol, fração do
colesterol relevante para a preven-
ção da ocorrência da arteriosclero-
se, grande ameaça aos diabéticos;
2) queima o excesso de calorias, o
que reduz o peso corporal, desde
que o paciente diminua a ingestão
de alimentos mais ricos em calori-
as, deve-se repor o líquido perdido
durante o exercício para evitar a
desidratação; 3) aumenta a sensi-
bilidade à insulina e, em conse-
qüência, a dose de insulina ou
hipoglicemiantes orais pode ser
reduzida.
Os diabéticos geralmente carregam
um cartão, ou usam um bracelete
médico, indicando sua condição. Se
uma pessoa for encontrada em es-
tado semiconsciente ou bêbado, é
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DIA DIA
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melhor checar isso. Se ela estiver
consciente o suficiente para engo-
lir açúcar, isso pode restabelecê-la;
senão, é necessária assistência mé-
dica urgente. O coma diabético se
produz quando o açúcar alcança ní-
vel elevado no sangue, e se acumu-
lam neste os produtos ácidos pro-
cedentes da desintegração incom-
pleta dos carboidratos. Há uma per-
turbação no organismo por não ha-
ver o necessário equilíbrio entre o
nível de açúcar e insulina.
Cinco milhões de brasileiros são di-
abéticos, segundo a OMS, o que
coloca o país em 6º lugar em casos
da doença. Os endocrinologistas
advertem que os casos de diabetes
vêm aumentando na proporção em
que cresce o número de obesos. A
obesidade é considerada um proble-
ma de saúde pública no Brasil e no
mundo. Caso não seja controlado
corretamente, o diabetes leva a
complicações, como deficiência cir-
culatória, lesões renais e cegueira.
DIABETES GESTACIONAL - Surge
durante a gravidez, geralmente após
o quarto mês de gestação, e atinge
2,5% a 5% do total de gestantes. Ela
traz problemas para a mãe relacio-
nados ao parto prematuro, facilida-
de para adquirir e também o risco
de aumento de pressão; e para o
bebê como recém-nascido com
mais de 4 kg, risco de convulsões
(hipoglicemia), problemas respira-
tórios e malformação. O diabetes
gestacional deve ser diagnosticado
antes que a mãe ou o feto fiquem
doentes, daí a importância do acom-
panhamento médico desde o início
da gravidez. O diabetes gestacional
desaparece após o parto em 98%
dos casos; ele atinge especialmente
mulheres com mais de 30 anos,
obesas ou que ganharam muito peso
durante a gestação, ou que tenham
parentes próximos com esta doença.
DIABETES MELLITUS - V. Diabetes.
DIABETES RENAL - Doença em que
o paciente expele quantidade mui-
to grande de urina (vários litros)
esbranquiçada e aquosa, mas sem
glicose, e ingere outro tanto de
água.
DIABETES SACARINO - Diabetes
verdadeiro. Diabetes mellitus. Pro-
duzido pela falta ou deficiência de
insulina.
DIABÉTIDE - Manifestação cutânea
do diabetes.
DIADOCOCINÉSIA - Faculdade
normal de fazer movimentos rápi-
dos e alternados como, por exem-
plo, pronação e supinação dos de-
dos, da mão, etc. A incapacidade de
o fazer é a adiadococinésia.
DIÁFANO - Que deixa passar a luz.
DIÁFISE - Corpo dos ossos longos;
corresponde à porção mais ou me-
nos cilíndrica, situada entre ambas
as epífises.
DIAFISITE - Inflamação de uma
diáfise.
DIAFORESE - Sudação profunda.
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DIA DIA
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154
DIAFORÉTICO - Que produz sudação.
DIAFRAGMA - Músculo em forma
de guarda-chuva, que separa o tórax
do abdome. É imprescindível tanto
no processo respiratório como no
circulatório, nos quais se contrai e
se expande. Graves conseqüências
ocorrem em qualquer transtorno
funcional do diafragma, por lesão
nervosa. Sua inflamação provoca
mal-estar, dispnéia e uma sensação
de pressão na região inferior ao tó-
rax. É sujeito a espasmos clônicos
(vulgarmente chamados “soluços”)
e a espasmos tônicos, nos quais o
músculo se encontra em constante
tensão; os tônicos mais graves ge-
ralmente se associam a doenças
como o tétano, a hidrofobia e a epi-
lepsia. O diafragma também está
sujeito a hérnia ou ruptura por
traumatismo, deformidade congêni-
ta ou penetração do estômago atra-
vés do hiato ou abertura isofágica.
DIAGNOSE - Diagnosticar, reconhe-
cer a natureza de uma doença.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL -
Distinção entre doenças, cujos si-
nais e sintomas são parecidos.
DIALISADOR - Dispositivo para efe-
tuar a diálise.
DIÁLISE - Processo de separação de
substâncias cristalóides e colóides
por meio de filtração em uma mem-
brana semipermeável. As cristalinas
passam rapidamente; as colóides,
muito lentamente.
DIAPEDESE - Passagem de glóbulos
através das paredes vasculares ín-
tegras.
DIARRÉIA - Condição em que as fe-
zes ficam anormalmente líquidas,
mas é comum usar a definição quan-
do os intestinos funcionam com
mais freqüência que o normal. Es-
sas condições geralmente ocorrem
juntas. Existem muitas causas para
a diarréia, desde uma simples indi-
gestão até uma infecção aguda ou
um câncer. Nas crianças, ela pode
ocorrer depois de terem comido
muita fruta; mas ela é geralmente
causada por uma infecção. Nas di-
arréias mais amenas, é melhor que
a pessoa se alimente só com líqui-
dos durante 24 horas, ou seja, com
sucos de frutas ou soluções de
glicose - uma colher de sobremesa
para meio litro de água, mais uma
pitada de sal. Continue isso com
uma dieta leve no dia seguinte ou
durante dois dias - nada de carnes,
só verduras e legumes; ou só frutas
durante três dias. Se a diarréia per-
sistir e vier acompanhada de dor ou
aumento de temperatura, procure o
médico. Os bebês (com menos de
um ano) devem ser levados ao mé-
dico logo, pois estão suscetíveis a
perdas de líquido, e a sua taxa de
líquidos no organismo pode ficar
muito baixa, de forma perigosa.
Constitui um sintoma e não propri-
amente uma doença.
DIARTOSE - Articulação que se mo-
vimenta livremente. Ex.: o braço
que se dobra, a perna, etc.
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DIÁ DIA
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DIASTASE - Fermento contido no
malte, que converte o amilo em
maltose.
DIASTEMA - Espaço, fenda.
DIÁSTOLE - Dá-se esse nome aos
movimentos de dilatação do cora-
ção, durante os quais as câmaras
cardíacas se enchem de sangue, e
que durante a sístole é impulsiona-
do para o interior das artérias.
DIATERMIA - Energia radiante por
meio de ondas ultracurtas, curtas e
longas.
DIATERMOCOAGULAÇÃO - Co-
agulação por meio de diatermia a
alta temperatura.
DIÁTESE - Suscetibilidade especi-
al de certas pessoas a algumas
doenças.
DIÁTESE ESPASMOFÍLICA - Ten-
dência às convulsões e à tetania.
DIÁTESE EXSUDATIVA - Tendência
à excessiva secreção das mucosas,
com formação de escamas e cros-
tas na pele.
DIÁTESE HEMORRÁGICA - Ten-
dência à púrpura e às hemorragias.
DIATÉSICO - V. Diátese.
DICK (REAÇÃO DE) - Reação para
verificar se o indivíduo é sensível à
escarlatina. Trata-se de uma prova
cutânea, intradérmica, feita com a
toxina eritrogênica, produzida pelo
Streptococcus Pyogenes, para se
determinar a suscetibilidade ou re-
sistência à escarlatina.
DICOTOMIA - Divisão em duas
partes.
DIDÁCTILO - Que só tem dois de-
dos.
DÍDIMO - Gêmeos.
DIELÉTRICO - Material não condu-
tor de eletricidade.
DIÉRÉSE - Separação cirúrgica de
partes normalmente unidas.
DIET
-
Termo inglês que indica pro-
dutos dietéticos que não contêm
açúcar, recomendados para diabé-
ticos. Alguns alimentos diet podem
apresentar elevado teor calórico
(chocolates e sorvetes), não confun-
dir com o termo inglês light.
DIETA - Regime alimentar com
ingestão de alimentos que se faz
visando preencher as necessidades
do indivíduo sadio ou enfermo (in-
cluindo ou excluindo alimentos).
Ex.: dieta hipocalórica, dieta rica em
ferro, dieta sem resíduos, dieta para
diabetes.
DIETA BALANCEADA (EQUILI-
BRADA) - Esta dieta deve ter cerca
de 50% de suas calorias sob a for-
ma de carboidratos, 35% sob a for-
ma de lipídios (gorduras) e 15% de
proteínas. No Brasil o vocábulo in-
glês balanced foi mal traduzido e
esta dieta que se chama “equilibra-
da” ficou sendo mais conhecida
entre nós como “balanceada”.
DIETA DE EMAGRECIMENTO -
Quando há excesso de peso (obe-
sidade), o melhor tratamento é uma
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIA DIE
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dieta de emagrecimento, a qual
deve ser acompanhada pelo conhe-
cimento do valor nutritivo e calóri-
co dos alimentos. Uma vez atingi-
da a redução desejada no peso é
importante manter a dieta e os há-
bitos alimentares sob constante vi-
gilância.
DIETA DE SIPPY - Dieta para úlcera
péptica abrangendo as modalidades
n
os
1, 2 e 3 que suavizam progressi-
vamente.
DIETAS ESPECIAIS - Certas doenças
como o diabetes, afecções do cora-
ção e rins, úlceras e diversos tipos
de infecção, requerem dietas espe-
ciais sob controle médico.
DIETÉTICA - Ciência da alimentação
equilibrada, que contribui para
manter a saúde.
DIETOTERAPIA - Tratamento exclu-
sivo ou como fator auxiliar do tra-
tamento de doenças através da ali-
mentação.
DÍFALO - Anormalidade muito rara:
presença de dois pênis (e geralmen-
te duas bexigas).
DIFTERIA - Uma doença que já este-
ve espalhada pelo mundo todo e
que, atualmente, desapareceu de
muitos países devido à vacinação
generalizada das crianças em tenra
idade. Ela começa com uma infec-
ção de garganta e produz uma mem-
brana que pode bloquear a respira-
ção e também um veneno que pode
danificar o coração e os nervos.
Toda infecção de garganta, acom-
panhada de febre alta, necessita de
assistência médica. A difteria é rara
hoje em dia, mas pode haver tonsi-
lite, necessitando de antibiótico. Se
houver qualquer motivo para dúvi-
da, pode-se fazer um exame espe-
cial. A infecção é causada pelo
bacilo de Loeffler, que se localiza
de preferência nas mucosas da boca
e da garganta provocando inflama-
ção, febre, alterações cardíacas e
anemia.
DIGÁSTRICO - Músculo que abai-
xa a mandíbula. Com duas intumes-
cências ou dois ventres.
DIGESTÃO - Processo pelo qual os
alimentos se transformam em ele-
mentos mais simples, para que pos-
sam ser absorvidos pela corrente
sangüínea e darem origem à produ-
ção de energia, à reestruturação dos
tecidos e ao crescimento. A diges-
tão realiza-se no tubo digestivo, que
é composto pela boca, faringe,
esôfago, estômago, intestino delga-
do, intestino grosso, o cólon, o reto
e o ânus (incluindo pâncreas e fíga-
do). (V. Aparelho digestivo.)
DIGESTIVO - Eupético, que facilita
a digestão.
DIGITAL - 1) Referente aos dedos.
2) Nome de uma planta dotada de
notáveis propriedades tonicardíacas
e da qual se extrai a digitoxina e
outros alcalóides. É a Digitalis
purpurea.
DIGITALINA - Droga de grande va-
lor obtida das folhas secas da
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIE DIG
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Digitalis purpurea, que constitui
poderoso estimulante cardíaco.
Usada também para ativar o fluxo
urinário em pessoas que sofrem de
hidropisia ou edema.
DIGITALISMO - Intoxicação pela di-
gital.
DIGITALIZAÇÃO - Administração
de digital até o total das doses ne-
cessárias.
DILACERAÇÃO - Divisão violenta.
DILUENTE - 1) Medicamento que
torna as secreções mais líquidas. 2)
Substância que dilui outra.
DINAMIA - Energia vital.
DINAMIZAÇÃO - Diluição crescen-
te das substâncias, o que, segundo
a Homeopatia, aumenta-lhes a efi-
ciência.
DÍNAMO - Máquina geradora de
eletricidade.
DINAMÔMETRO - Instrumento
para medir a força da contração
muscular.
DIOPTRIA - Poder de refração de
uma lente com a distância total de
1 metro. É a unidade de medida do
poder de refração.
DIÓXIDO - Composto que contém
dois átomos de oxigênio.
DIÓXIDO DE CARBONO - Gás in-
color e inodoro produzido pela
combustão. Em forma de neve
carbônica é usado em Medicina
para destruir os nervos. Constitui
um dos produtos finais do metabo-
lismo celular das proteínas, carboi-
dratos e gorduras, os quais contém
compostos de carbono. Elimina-se
durante a fase respiratória chama-
da “exalação” ou “expiração”.
DIPLEGIA - Paralisia de duas partes
homólogas.
DIPLOCOCO - Coco duplo (bactéria).
DIPLOCORIA - Pupila dupla.
DIPLOE - Tecido esponjoso que se
encontra entre as lâminas de tecido
compacto que formam os ossos do
crânio.
DIPLOPIA - V. Visão dupla.
DIPSOMANIA - Alcoolismo. Impul-
so irresistível a fazer uso de bebi-
das alcoólicas.
DIS - Prefixo grego que significa “di-
fícil”, “anormal”, “doloroso”.
DISARTRIA - Dificuldade em articu-
lar as palavras devido a defeitos nos
centros nervosos.
DISBASIA - Dificuldade nos movi-
mentos.
DISCINESIA - Distúrbio da motili-
dade voluntária.
DISCO - Placa cartilaginosa encai-
xada entre ossos que se relacionam
em uma articulação, por exemplo,
na coluna dorsal. Quando um des-
ses discos se rompe, a matéria mole
que contém pode passar através do
orifício e exercer pressão sobre os
nervos espinais (hérnia de disco).
DISCOPATIA - Qualquer alteração
do disco que se localiza entre as
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIG DIS
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vértebras (que tem função amor-
tecedora).
DISCORIA - Distúrbio das pupilas.
DISCROMATOPSIA - Perda da vi-
são das cores.
DISCROMIA - Anomalia da pig-
mentação.
DISENTERIA - Doença infecciosa do
cólon, provocada por bactérias que
dão origem à inflamação. Os micró-
bios se propagam por meio de água
e alimentos contaminados. A doen-
ça é comum nos climas quentes. Os
sintomas são: diarréia, que pode vir
seguida de um pequeno sangra-
mento, cólica no estômago e febre,
geralmente. Uma atenção às neces-
sidades de líquidos, comprimidos
para tornar mais lento o intestino e
antibióticos apropriados geralmen-
te cortam a doença logo no início.
DISENTERIA AMEBIANA - Afecção
provocada pelo parasita unicelular
Entamoeba histolytica, presente em
alimentos e bebidas contaminados.
Doença comum em climas quentes
e regiões pobres. Os sintomas be-
nignos são fadiga e depressão; os
graves são náuseas, falta de apeti-
te, flatulência e dores abdominais.
Quando os microorganismos se
estendem às paredes do intestino,
produz-se intensa diarréia, excreção
de sangue, fraqueza, vômitos e dor
do lado direito do abdome. O
microorganismo pode ser veicula-
do por frutas, verduras e água, as-
sim como por moscas e baratas.
DISFAGIA - Dificuldade na deglutição.
DISFONIA - Distúrbio na voz.
DISFUNÇÃO - Distúrbio no funcio-
namento de um órgão.
DISLALIA - Dificuldade na pronún-
cia das palavras.
DISLEXIA - Condição em que uma
pessoa de inteligência normal tem
dificuldade para aprender a ler.
Existem centros especializados para
tais pacientes.
DISMENORRÉIA - Menstruação do-
lorosa que pode ter várias causas. Ela
é mais comum nas mulheres entre
15 e 25 anos de idade. As mulheres
com dores fortes geralmente produ-
zem níveis altos de uma substância
chamada “prostaglandina”, que pro-
vocam espasmos musculares no úte-
ro. Se a dor não passar com analgé-
sicos simples, o médico pode recei-
tar outros tratamentos. A menstrua-
ção dolorosa na meia-idade ou em
outras épocas pode ser provocada
por outros distúrbios ginecológicos.
DISOPIA - Defeito na visão.
DISOPSIA - V. Disopia.
DISOSMIA - Perturbação do olfato.
DISOVARIA - Distúrbio da função
ovariana.
DISOVARISMO - Disovaria.
DISPAREUNIA - Termo usado para in-
dicar relações sexuais dolorosas.
Com a mulher, há geralmente algu-
ma dificuldade na primeira vez em
que acontece a relação. A entrada da
vagina é mais ou menos vedada por
uma membrana conhecida como
hímen, e esta pode ser rompida an-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIS DIS
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tes que ocorra uma penetração total.
Às vezes, quando as primeiras ten-
tativas forem desajeitadas ou dolo-
rosas, a mulher fica amedrontada ou
apreensiva, de modo que a relação
seguinte será difícil para ela e seu
parceiro. As mulheres que sonham
que a relação sexual será fabulosa
(ela pode ser, mas em geral não da
primeira vez), acham um pouco
traumatizantes os ajustes necessári-
os. Se o homem for paciente, enco-
rajando-a, dando-lhe amor (acima de
tudo, amor) e dando-lhe tempo (tal-
vez alguns dias até, antes da pene-
tração completa), normalmente tudo
irá se acertar dentro de semanas.
Em alguns casos, a dispareunia é
provocada por uma doença ou in-
flamação da vagina ou dos órgãos
pélvicos. Quando a dispareunia apa-
recer de repente, depois de relações
sexuais sem dor, é necessário um
exame médico. Alguns casamentos
são destruídos porque os casais, por
uma ou outra razão, são incapazes
de estabelecer uma união física ade-
quada; é vital que se procurem con-
selhos se houver uma dificuldade
contínua. (V. Frigidez.)
DISPENSÁRIO - Lugar onde se dá
assistência a doentes com distribui-
ção de medicamentos ou alimentos.
DISPEPSIA - Termo vago que abran-
ge diferentes tipos de indigestão. A
dispepsia geralmente implica em
mal-estar e flatulência após as re-
feições. Ela pode ocorrer devido a
excesso (V. Acidose.) ou pode estar
associada a distúrbios internos,
como úlceras (V. Úlcera duodenal.)
ou cálculos biliares.
DISPEPSIA AGUDA - Indigestão;
os alimentos são rejeitados pelo
vômito.
DISPERSÓIDE - Solução colóide em
que os grãos não são visíveis ao mi-
croscópio.
DISPLASIA - Desenvolvimento anô-
malo de um órgão ou de um tecido.
DISPLASIA MAMÁRIA - Doença
benigna da mama (dor e/ou cistos
da mama).
DISPNÉIA - Falta de ar, dificuldade
em respirar.
DISPNÉICO - Com dispnéia. Relati-
vo à dispnéia.
DISQUEZIA - Evacuação difícil e do-
lorosa.
DISRITMIA - Presença de ondas
anormais, geralmente no eletroen-
cefalograma.
DISSECAR - Dividir, separar em
partes.
DISSECÇÃO DA AORTA - Dilata-
ção da túnica média e externa da
aorta que se faz mais ou menos agu-
damente, resultante da rotura do
endotélio arterial num ponto do
vaso onde a túnica média e interna
foram lesadas por moléstia infecci-
osa ou degenerativa.
DISSEMINADO - Diz-se de um tu-
mor que se dissemina pelo corpo.
DISSOLUÇÃO - Ato de uma subs-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIS DIS
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tância desaparecer em outra sem
perder suas propriedades.
DISSOLVENTE - Que dissolve outra
substância.
DISTAL - Distante do corpo.
DISTENSÃO - Tensão excessiva e/
ou violenta que causa deslocamen-
to ou repuxo; retesamento; pode
ocorrer em músculos, nervos e li-
gamentos de articulação. As juntas
são presas por faixas fortes de teci-
do conhecidas como ligamentos. Se
uma junta é estendida além de seu
alcance normal de movimento por
uma torção repentina, por exemplo,
os ligamentos que os unem podem
ser torcidos ou rompidos. Isso é
conhecido como distensão. Há dor
na junta que persiste, e logo ela fica
inchada e rija. Uma das juntas que
se distendem comumente é a do tor-
nozelo, que geralmente é torcido
enquanto a pessoa caminha ou cor-
re em uma superfície irregular. O
melhor tratamento inicial é uma
compressa gelada, que ajuda a re-
duzir a inchação. Geralmente é ne-
cessário repousar um ou dois dias,
e a atividade pode então ser reto-
mada, desde que a junta esteja com
uma proteção. Uma bandagem ou
uma peça elástica é útil; a primeira
deve ser aplicada formando um oito
ao redor do pé e da parte inferior da
perna e deve ser usada até que pas-
se a sensibilidade e a inchação, que
podem durar até duas semanas. O
pulso também é sempre distendido
e deve ser protegido da mesma for-
ma, com uma bandagem em senti-
do espiral, do nó dos dedos até a
metade do antebraço. Para as
distensões graves, procure um mé-
dico, pois pode haver uma injúria
no osso além do ferimento no liga-
mento.
DISTENSÃO DO TÊNIS - Causada
pelo esforço dos músculos que
endireitam o braço no cotovelo.
Raramente causada pelo próprio
jogo de tênis; geralmente segue
atividades, como pintar a casa, em
que o esforço é maior. O braço
precisa de repouso de até três
semanas. Uma proteção elástica
usada por um ou dois dias geral-
mente apressa a recuperação. Uma
ou duas injeções de hidrocortisona
e um anestésico local nos lugares
frágeis, se necessário, geralmente
curam. A dor parece pior durante as
24 horas após a injeção ter sido
dada, depois melhora. Aquecimen-
to e manipulação podem ser úteis
nos casos inflexíveis, ou uma pe-
quena cirurgia.
DISTOCIA - Parto difícil e com-
plicado.
DISTROFIA - Perturbação grave da
nutrição.
DISTROFIA MUSCULAR - Um gru-
po de distúrbios hereditários, no
qual os músculos vão se enfraque-
cendo gradualmente, por causa de
um defeito no metabolismo. Exis-
tem diferentes formas, mas um tipo
comum afeta principalmente os ga-
rotos nos primeiros cinco anos de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DIS DIS
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161
vida. A condição progride de for-
ma que, eventualmente, a criança fi-
que presa a uma cadeira de rodas, e
raramente viva mais do que vinte
anos, quando os músculos respira-
tórios são envolvidos. Existem tam-
bém formas de distrofia mais ame-
nas. Atualmente, a fisioterapia é a
base do tratamento. Os casais jo-
vens, com um caso de distrofia
muscular na família, podem rece-
ber informações quanto aos riscos
genéticos exatos. Consulte o médi-
co sobre isso. Uma mulher grávida
de uma família de risco pode fazer
um teste na décima quinta semana
de gravidez para descobrir o sexo
do bebê. Se for menino, há a pro-
babilidade de 50% de estar conta-
minado. Uma menina não será atin-
gida, mas pode ser portadora da do-
ença. Vamos esperar que novas pes-
quisas encontrem tratamento para
essa doença penosa.
DISÚRIA - Micção difícil e dolorosa.
DIURESE - Excreção de urina, nor-
mal ou abundante, natural ou
provocada por medicamentos diu-
réticos.
DIURÉTICO - Medicamento que au-
menta a secreção urinária.
DIVERGENTE - Que se move em di-
reção diferente.
DIVERTICULITE - Inflamação dos
divertículos ou pequenas bolsas que
se formam nas paredes do intestino
grosso dos adultos e que podem
ficar irritadas e infeccionadas. An-
tes que ocorram a inflamação e a
infecção, a condição pode ser
controlada por uma dieta rica em fi-
bras. Se ocorrer a infecção, ela
pode, quase sempre, ser curada com
antibióticos. A cirurgia raramente é
necessária. Na diverticulite aguda
pode ocorrer ulceração e perfuração
das paredes intestinais, com hemor-
ragia profusa, que requer imediata
intervenção cirúrgica. Foi de diver-
ticulite, e suas complicações, que o
presidente eleito no Brasil, Tan-
credo Neves, veio a falecer antes de
tomar posse em 21 de abril de 1986.
DIVERTÍCULO - Pequeno fundo de
saco ou bolsa, nas paredes do trato
intestinal; quando inflama, desen-
cadeia sintomas semelhantes aos da
apendicite. Podem se formar diver-
tículos no esôfago, estômago,
duodeno e no cólon.
DIVERTICULOSE - Doença diver-
ticular, presença de numerosos
divertículos no intestino.
DIVULSÃO - Arrancamento, extra-
ção. Dilatação.
D.L.M. - Dose letal mínima. A me-
nor quantidade de toxina que mata
um animal de laboratório.
DOADOR - Pessoa da qual sangue
ou tecidos são removidos para
outra.
DOCIMASIA - O mesmo que Exame.
DOCIMASIA HIDROSTÁTICA -
Exame do pulmão do feto morto
para saber se respirou ou não, isto
é, se nasceu vivo ou morto.
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DIS DOC
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DOENÇA - Diz-se de qualquer afas-
tamento do quadro normal de saú-
de (Miguel Couto).
DOENÇA AGUDA - Aquela que tem
início relativamente súbito, com
sintomas evidentes de duração li-
mitada. O contrário de Doença
Crônica.
DOENÇA AUTO-IMUNE - Aquela
na qual alterações funcionais ou
estruturais são causadas por anti-
corpos ou células imunologica-
mente competentes com reatividade
contra constituintes normais do pró-
prio organismo.
DOENÇA AZUL - Cianose. Comu-
nicação do sangue venoso com o
arterial.
DOENÇA CRÔNICA - Doença de
longa duração, com evolução lenta
e nunca é curada totalmente.
DOENÇA DA VACA LOUCA -
Acredita-se que esta doença, surgi-
da na Inglaterra há poucos anos e
que atinge o rebanho vacum, seja
causada pela ingestão de partes de
animais contaminadas, inseridas na
ração do gado. O chamado “Mal da
Vaca Louca” atingiu maciçamente
o rebanho inglês, que precisou ser
inteiramente sacrificado. Muitas
pessoas morreram e, atualmente,
todos os rebanhos do mundo são
cuidadosamente examinados para
prevenir qualquer tipo de doença,
entre elas a aftosa.
DOENÇA DE ALZHEIMER - Trans-
torno Mental Orgânico, que recebeu
o nome do psiquiatra alemão Alois
Alzheimer, após a descrição que ele
fez de alguns casos no início do sé-
culo XX. A doença de Alzheimer é
considerada uma doença única, com
dois subtipos: pré-senil ou precoce
(com início antes dos 65 anos), e
senil ou tardia (com início após os
65 anos). Os principais sintomas são
esquecimentos, dificuldade de con-
centração, desorientação no tempo
e no espaço, dificuldade para encon-
trar palavras e para nomear objetos,
dificuldade para fazer cálculos e de-
senhos simples. Os pacientes podem,
também, apresentar alterações de
personalidade, idéias exageradas de
desconfiança ou ciúme, alterações da
percepção (ilusões, alucinações e fal-
sos reconhecimentos), e alterações
do comportamento (como agressi-
vidade). O início desta doença é
lento e sua evolução progressiva.
Atualmente, existem tratamentos
farmacológicos e psicossociais que
podem aliviar os sintomas, ou ao
menos retardar a sua progressão,
principalmente se instituídos no iní-
cio da evolução.
DOENÇA DE CARÊNCIA - Doença
pela falta de substâncias indispen-
sáveis à nutrição, como vitaminas,
sais minerais, etc.
DOENÇA DE NICOLAS-FAVRE -
Linfogranulomatose inguinal.
DOENÇA DO SONO - Doença tro-
pical causada por um tripanossoma
transmitido pela picada da mosca
tsé-tsé.
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DOENÇA DOS PAPAGAIOS - V.
Psitacose.
DOENÇA FUNCIONAL - Doença
sem lesão orgânica.
DOENÇA IDIOPÁTICA - Doença
sem causa conhecida.
DOENÇA INDUSTRIAL - Doença
profissional que aparece em conse-
qüência da ocupação habitual dos
pacientes, como, por exemplo, a
pneumoconiose dos mineiros. (V.
Doença profissional.)
DOENÇA INFECCIOSA - Doença
transmissível causada por diferentes
microorganismos - bactérias, fungos,
vírus, vermes ou protozoários -, que
penetram, se desenvolvem e se mul-
tiplicam no organismo.
DOENÇA INTERCURRENTE - Do-
ença que surge no decurso de ou-
tra, mas sem relações com essa.
DOENÇA MENTAL - Muitas pesso-
as no mundo sofrem de algum tipo
de doença mental, e milhares ten-
tam o suicídio - na maioria, sem
êxito.
A inteligência abaixo do normal, o
autismo, a senilidade e os distúrbi-
os resultantes de causas físicas,
como acidentes, tumores, danos no
cérebro, etc., não estão incluídos
neste verbete.
Como numa doença física, o distúr-
bio pode variar de trivial e tolerá-
vel até penoso e debilitante. Uma
doença relativamente amena, em
que o paciente tem um bom insight
de sua condição, é conhecida como
neurose (V. Neurose.) Uma doença
grave em que o paciente pode não
ter nenhum insight do absurdo de
algumas de suas idéias (quando ele
perde o contato com a realidade, por
exemplo) é conhecida como psico-
se (V. Psicose.) Esta requer trata-
mento especializado urgente.
Apesar de poder ser diagnosticada
uma doença - como a depressão ou
a ansiedade (V. Ansiedade.) por
exemplo -, pode estar presente uma
mistura de várias condições. A fo-
bia, que é um medo irracional, pode
ocorrer sozinha ou como caracterís-
tica de uma doença mais extensiva.
Os sintomas de doenças mentais são
vários e incluem sensações, de-
pressão, ansiedade e obsessões,
compulsões, fobias, delírios e
excitamento ou agressões verbais
ou físicas excessivas (por causa do
medo ou de culpa), etc. A fobia, ou
medo irracional, pode estar re-
lacionada a um espaço aberto
(agorafobia), a espaços restritos
(claustrofobia), à escuridão, a cer-
tos animais, etc.
As pessoas obcecadas têm a mente
obrigada (de forma doentia) a girar
em torno de um assunto. Os paci-
entes podem decair e desenvolver
os delírios (V. Alucinação.), às ve-
zes acreditando, por exemplo, que
vão desenvolver mais uma série de
dentes. Quando os medos normais
de inflação, bombas e guerra, e de
ser estuprado atingem um nível ir-
racional, a condição pode ser des-
crita como estado de ansiedade.
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A depressão é comum, com as víti-
mas não vendo luz no final do túnel
ou se assentando na miséria. Os
sintomas podem incluir a incapa-
cidade de lutar, falta de senso,
raciocínio lento, indecisão, distúr-
bios de sono e sensações de desme-
recimento. O perigo é que isso
pode levar à idéia de suicídio; des-
sa forma, é necessário assistência
médica urgente. As pessoas depri-
midas também podem telefonar
para o C.V.V. Samaritanos (núme-
ro na lista telefônica local), que trata
de tudo em sigilo absoluto.
DOENÇA MITRAL - Insuficiência
da válvula mitral.
DOENÇA ORGÂNICA - Doença
com lesão manifesta.
DOENÇA POR RADIAÇÃO - Cau-
sada pela exposição à radiação, nas
atividades ligadas à radioterapia ou
de energia nuclear. Sintomas: náu-
seas intensas, fadiga, diarréia, he-
morragia interna e destruição gra-
dual dos glóbulos brancos.
DOENÇA PULMONAR OBSTRU-
TIVA CRÔNICA - Limitação crô-
nica ao fluxo aéreo causada por
bronquite crônica e ou enfisema.
DOENÇA PULMONAR OCUPA-
CIONAL - Doença pulmonar cau-
sada por inalação de agentes pre-
sentes no ambiente de trabalho.
DOENÇA PROFISSIONAL - Doen-
ça contraída por um trabalhador, em
razão especificamente de seu exer-
cício profissional. Exemplos: Infec-
ções como o carbúnculo, tubercu-
lose e até o resfriado comum; de
origem biológica, como a febre
paratifóide, doença de Newcastle;
e a brucelose.
DOENÇA REUMÁTICA - Doença in-
fecciosa, com um potencial de agres-
são para todos os tecidos mesen-
quimatosos, mas com predileção
para certos pontos do organismo,
especialmente o coração, onde ata-
ca o endocárdio e o miocárdio.
DOENÇA SECUNDÁRIA - Doença
conseqüente a outra ainda ativa.
DOENÇAS AMIOTRÓFICAS - São
assim denominadas aquelas que
produzem degeneração muscular.
(V. Esclerose lateral.)
DOENÇAS CARENCIAIS - Hoje em
dia menos freqüentes por causa do
melhor conhecimento sobre nutri-
ção, dieta e manutenção de boas
condições de saúde, são estados
anormais ou enfermidades provo-
cadas por deficiência na dieta das
substâncias necessárias, como vita-
minas, proteínas, aminoácidos e
sais minerais. São elas: raquitismo,
por falta de vitamina D; escorburto,
pela ausência de vitamina C; pela-
gra, associada em grande parte à fal-
ta de ácido nicotínico, uma das vi-
taminas do Complexo B; a xero-
ftalmia, ou cegueira noturna, pela
carência de vitamina A na dieta;
beribéri, por ausência de tiamina; e
o bócio, pela falta de iodo.
DOENÇAS CONTAGIOSAS - Aque-
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las transmitidas de uma pessoa para
outra, por contágio direto (raiva e
gripe); por veículos inanimados (lei-
te, carne, água) e por vetores bioló-
gicos (pulgas, piolhos, carrapatos e
mosquitos). Hoje se diz “doenças
transmissíveis”.
DOENÇAS DEGENERATIVAS - As
produzidas por deterioração ou dis-
túrbios em órgãos do corpo como
coração ou rins.
DOENÇAS DO COLÁGENO -
Nome comum que se aplica a en-
fermidades raras do tecido conjun-
tivo. São elas: periarterite nodosa,
na qual são afetados principalmen-
te os vasos sangüíneos; lúpus
eritematoso, distúrbio crônico e gra-
ve que afeta as mulheres entre os
15 e 40 anos. Um dos sinais carac-
terísticos é o surgimento de uma
inflamação no nariz com a forma
de borboleta. Também afeta articu-
lações e o coração; escleroderma,
doença não comum, que afeta par-
ticularmente o tecido conjuntivo da
pele, provocando o seu endureci-
mento, mais freqüente em mulhe-
res entre 30 e 50 anos.
DOENÇAS MENTAIS, CAUSAS DE
- O estresse ou opressão é uma cau-
sa comum. Nós dizemos “Ele
endoidou”, que indica quebra pro-
longada das regras saudáveis, como,
por exemplo, excesso de trabalho,
de jogo, ou ambos talvez. O desem-
prego pode causar medo, etc., as-
sim como a contínua preocupação
com problemas insolúveis e senti-
mentos de culpa. O conflito com
comportamento reprimido pela
consciência é comum, assim como
o medo de vida amorosa destruída
e sentimentos de inferioridade. As
dificuldades sexuais e as perturba-
ções temporárias por causa da me-
nopausa ou a alguma cirurgia po-
dem ser sérias.
O desequilíbrio hormonal (a meno-
pausa, por exemplo) e as doenças
físicas reais ou imaginárias podem
distorcer a mente. Os problemas de
dinheiro, perdas, frustrações, ciúme,
solidão, etc. podem prejudicar a fun-
ção mental. Os pesadelos, dores de
cabeça, esgotamento, pouca concen-
tração, longos silêncios e comise-
ração são sinais de “fumaça”.
Provavelmente, o maior preventivo
de doença mental seja o bom hu-
mor. Aqueles que conseguem dizer
que talvez não eram bem-tratados
porque assim o mereciam, ou tal-
vez não faziam amizades porque
não se preocupavam o suficiente
com isso, obviamente estão muito
saudáveis. Afinal de contas, “o mais
sábio homem também sente prazer
com uma pequena tolice de vez em
quando”. (V. Mania, Paranóia,
Esquizofrenia, Estado de ansieda-
de, Terapia eletro-convulsiva, De-
pressão.)
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - Aque-
las que afetam a respiração por ata-
carem os pulmões ou os sistemas,
órgãos, tecidos ou membranas que
nela intervém; tais doenças torna-
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ram-se muito freqüentes nos centros
urbanos expostos à poluição do ar,
pela grande quantidade de dióxido e
monóxido de carbono, e de outros
gases resultantes da atividade indus-
trial e da circulação de automóveis.
Exemplos: asma e bronquite que afe-
tam 15% da população brasileira.
DOENÇAS DO RIM - Os rins são
dois órgãos na parte de trás da ca-
vidade abdominal. Eles filtram o
sangue que passa continuamente
por eles e remove os produtos inú-
teis, que são descartados na urina.
Os rins são o local de uma inflama-
ção aguda, conhecida como nefrite.
Os sintomas são dor no lombo, fe-
bre e urina de cor vermelha-escuro
por conter sangue. Pode haver tam-
bém uma inchação abaixo dos olhos
e nas partes inferiores do corpo pela
presença de água nos tecidos. (V.
Edema.) É necessário tratamento
médico urgente.
Às vezes, a infecção sobe pelos ca-
nais do rim, vindo da bexiga, cau-
sando a pielonefrite. (V. Pielone-
frite.) Nesse caso, há geralmente
febre, dor no lombo e grande fre-
qüência de urina. Essa infecção ne-
cessita de investigação urgente e tra-
tamento com antibióticos.
Em alguns pacientes, a doença sé-
ria pode resultar na falha do rim em
remover os produtos inúteis do san-
gue. (V. Uremia.) Os tratamentos
modernos têm revolucionado as
perspectivas para essas pessoas.
Existem mecanismos artificiais de
rim, às vezes instalados na própria
casa do paciente, que podem subs-
tituir o trabalho dos próprios rins,
filtrando o sangue. Os pacientes são
ligados em uma máquina, três noites
por semana, e eles e suas famílias
aprendem a lidar com o maquinário,
aparentemente complicado. Muitos
são ajudados pelos transplantes de
rim, quando existe disponível um
rim de algum doador, que seja ade-
quado e se encaixe bem. Os paci-
entes com transplantado necessitam
de um tratamento contínuo com
drogas para evitar a rejeição ao novo
rim, mas em geral eles se sentem
muito bem.
Todos nós podemos ajudar esses pa-
cientes, concordando em deixar
nossos rins disponíveis para trans-
plante após a nossa morte. As pes-
soas podem deixar cartões assina-
dos doando o rim.
Às vezes, desenvolvem-se cálculos
no rim que depois escapam, provo-
cando dor e sangramento quando
passam pelo duto (ou ureter) do rim
até a bexiga. É necessária investi-
gação médica. (V. Cálculo e Cóli-
ca renal.)
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANS-
MISSÍVEIS (DST) - São as seguin-
tes: gonorréia ou blenorragia, sífilis,
cancro mole, ninfogranuloma vené-
reo, donovanose, tricomoníase,
candidíase, uretrites, herpes vaginal,
corrimentos vaginais, molluscum
contagiosum, doença de Reiter,
escabiose, pediculose.
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A mais comum é a uretrite não-es-
pecífica (V. Uretrite não-específi-
ca.), geralmente provocada por um
micróbio “clamídia”. Apesar do
tratamento, podem ocorrer com-
plicações nos olhos e juntas. As
tricomonas, que produzem uma se-
creção vaginal, podem se propagar
por meio da relação sexual, assim
como um tipo grave de hepatite. O
piolho-do-púbis também se propa-
ga através de relações sexuais.
O vírus do herpes (HSV-2) é uma
outra causa das doenças sexualmente
transmissíveis. O herpes genital ge-
ralmente produz bolhas doloridas na
genitália de ambos os sexos. A inci-
dência dessa doença está aumentan-
do, provavelmente por causa das ati-
tudes permissivas e ao maior uso de
anticoncepcionais que não são de
barreira. Ela pode ser periódica e afe-
tar a saúde de uma criança em ges-
tação, se ocorrer um ataque na gra-
videz. O vírus do herpes pode estar
envolvido no desenvolvimento do
câncer do colo de útero, alguns anos
depois. Até pouco tempo atrás, não
havia um tratamento satisfatório,
mas já existe uma droga antivirulenta
que parece eficaz. A Aids (Síndrome
de Imunodeficiência Adquirida) é,
hoje em dia, a mais grave doença se-
xualmente transmissível. Ela dimi-
nui as defesas naturais do organis-
mo contra as doenças, até tipos ra-
ros de câncer, e pode ser fatal. Ver
cada uma dessas doenças nos ver-
betes correspondentes.
DOENÇAS VENÉREAS - (V. Gonor-
réia, Sífilis, Uretrite não-específi-
ca e Doenças Sexualmente Trans-
missíveis.)
DOLERIS (SONDA DE) - Antiga
sonda de dupla corrente para lava-
gem uterina. Fora de uso hoje.
DOLICOPÉLVICO - Com bacia
anormalmente longa.
DOPAMINA - É um neurotrans-
missor que participa da regulação
do apetite no sistema nervoso cen-
tral e tem um papel importante na
percepção das sensações de prazer.
A ética médica em vigor no Brasil
condena o uso de remédios para
emagrecimento.
DOR - Sinal de advertência. Sensa-
ção desagradável ou penosa, que se
origina pela irritação do tronco, raiz
ou terminação de nervo da rede sen-
sorial. A dor nos avisa que algo está
errado e serve para proteger a parte
ferida ou doente contra outros da-
nos, já que fazemos o possível para
não mexer na parte dolorida. Numa
injúria, o organismo não pode es-
perar que o cérebro analise a men-
sagem antes de começar a agir. To-
dos nós já passamos pela experiên-
cia de tocar em alguma coisa quen-
te e sentir um movimento súbito,
quando a mão dá um pulo se afas-
tando, quase que antes mesmo de
sentir a dor. Isso é realizado pela
medula espinhal, em que os sinais
de dor sofrem um “curto-circuito”
no lugar, fazendo com que os mús-
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culos se movam antes que eles che-
guem ao cérebro. Isso é conhecido
como “reflexo” e pode ocorrer até
quando uma pessoa está inconsci-
ente. A ação de piscar quando al-
guma coisa se aproxima do olho é
um exemplo de reflexo. Qualquer
que seja a sua natureza, a dor é um
indício de alguma coisa errada. Ela
pode ser insignificante, e todos nós
sofremos de dores que não duram
muito tempo. Toda dor forte ou per-
sistente não deve ser ignorada.
DOR ABDOMINAL - Cãibras, do-
res ou cólicas do abdome podem
ser passageiras ou provir de casos
graves. Dor de estômago, cólica ou
aguilhoadas podem ter como cau-
sas a ingestão excessiva de alimen-
tos, consumo de alimentos muito
condimentados ou que estejam em
mau estado. Fumo e bebida podem
prejudicar o estômago, assim como
ansiedade e a tensão nervosa po-
dem resultar em mal-estar abdomi-
nal. Uma causa comum de dor ab-
dominal é a inflamação do apên-
dice; outra é a infecção da vesícula
biliar.
DOR DE CABEÇA - Enfermidade
comum. A maioria tem explicação
simples: preocupação, excesso de
bebida, excesso de trabalho, fome,
fumo, falta de dormir, ou uma in-
disposição passageira. Dor de ca-
beça ocasional geralmente pode ser
atenuada tomando-se remédios de
uso comum. Quando a dor de cabe-
ça se torna persistente, deve-se
observá-la e procurar alguma cau-
sa subjacente. Deve-se considerar
a vista cansada (V. Olhos.); mas, ao
contrário do que as pessoas acredi-
tam, vista cansada não provoca
sempre dor de cabeça. Uma dor de
cabeça crescente pode levar à sus-
peita de sinusite (V. Antro.) A ane-
mia, às vezes, é uma causa; e o
estresse também pode provocar do-
res de cabeça. A maioria delas não
é grave, e não é um indício de doen-
ça do cérebro. Não constitui uma
doença e sim apenas um sintoma,
podendo provir de causas comple-
xas. (V. Enxaqueca.)
DOR DE DENTE - Ocorre geralmen-
te por causa da cárie, que produz
uma cavidade num dente ou um
abscesso ao redor dele.
A cárie ocorre por vários fatores,
sendo o principal a alimentação er-
rada. A freqüência em comer ali-
mentos doces é mais importante que
a quantidade ingerida. Não se deve
comer doces entre as refeições. Se
comer depois de uma refeição, não
deixe de escovar os dentes em se-
guida. Os dentes devem ser esco-
vados duas vezes por dia, de prefe-
rência com uma pasta que contenha
flúor. Se você vive num lugar com
níveis baixos de fluoreto na água de
torneira, leve as crianças para rece-
ber aplicações de flúor durante os
anos de crescimento.
Os hábitos são adquiridos na idade
jovem, portanto, certifique-se de
que seus filhos estão escovando os
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DOR DOR
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dentes. Uma visita ao dentista a
cada seis meses é essencial para
captar qualquer possível problema
no começo. Nesse meio tempo, o
uso de fio dental ajuda a remover a
placa dental que dá início a cárie.
DOR DE OUVIDO - Pode ter várias
causas. A infecção do ouvido mé-
dio (V. Otite média.) pode acompa-
nhar um resfriado. Pequenos furún-
culos, às vezes, desenvolvem-se no
canal que vai do ouvido externo até
o tímpano, e são muito doloridos.
Eles requerem cuidados médicos.
A quantidade de cera produzida
varia de pessoa para pessoa, mas,
às vezes, é suficiente para obstruir
totalmente o ouvido e causar incô-
modo. Quando isso acontece, ela
pode ser removida por um médico
ou uma enfermeira usando uma se-
ringa. Primeiro, a cera deve ser
amolecida com óleo de amêndoa
durante alguns dias.
A dor de ouvido é freqüentemente
uma grande preocupação em crian-
ças e, se não melhorar rápido, ou
estiver associada a uma febre, a cri-
ança deve sempre ser examinada
por um médico. Pode ser preciso o
uso de antibióticos; um acompanha-
mento cuidadoso pelo médico é ne-
cessário para evitar complicações
como a surdez e a mastoidite.
Uma dor de ouvido temporária pode
afligir os passageiros dos aviões.
Quando os aviões sobem, os passa-
geiros podem sentir seus ouvidos
“estourando”, mas isso não resulta
em dor. Quando um avião desce, a
pressão na cabine aumenta, e os
tímpanos são empurrados para den-
tro, o que pode produzir dor. O re-
médio é desobstruir os ouvidos, que
se consegue bocejando, engolindo,
mastigando, sugando, meneando o
maxilar, ou fechando a boca e so-
prando pelo nariz - que também
deve ser tapado e apertado firme-
mente com os dedos. Pode-se aju-
dar as crianças dando-lhes algum
líquido para beber.
É imprudente voar com uma con-
gestão nasal (resfriado, febre do
feno, etc.), e aqueles que sofrem
disso devem consultar um médico,
assim como aqueles cujo mal-estar
persiste mais do que algumas horas
após a aterrissagem. (V. Surdez,
Apófise Mastóide e Otorréia.)
DOR LOMBAR - Uma enfermidade
comum que está geralmente relaci-
onada a um tipo de reumatismo
muscular, ou pode resultar de um
esforço do qual se está desabituado.
Um banho quente seguido de uma
fricção com linimento sobre a re-
gião afetada geralmente cura. O
excesso de peso, a má postura e as
ocupações que envolvem muito a
ação de levantar-se, ficar de pé ou
inclinar-se, podem provocar a dor
lombar. O estresse mental é também
uma importante causa.
Uma dor lombar grave, que imobi-
liza, de um ataque repentino, e dor
na(s) perna(s) sugere(m) um deslo-
camento de disco (V. Deslocamen-
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DOR DOR
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170
to de disco.), requerendo assistên-
cia médica urgente.
Aqueles com tendência a uma dor
periódica devem ter um colchão
duro e colocar tábuas de sustenta-
ção debaixo dele durante os ataques
intensos. A perda de peso e uma boa
forma geral ajudam. O exercício du-
rante os períodos sem dor ajuda a
fortalecer os músculos na parte mais
delgada das costas. Ele consiste em
deitar-se de bruços (o rosto para
baixo) e levantar a cabeça e os om-
bros do chão 10 vezes, e em segui-
da levantar as pernas de forma si-
milar 10 vezes, de manhã e à noite.
O colete ortopédico alivia a dor, mas
deve ser reservado para os episódi-
os críticos, pois os músculos ficam
fracos se tiverem sempre uma sus-
tentação. Nas mulheres, a dor lom-
bar inferior crônica se deve, às ve-
zes, a uma doença, ou a um deslo-
camento do útero, e em ambos os
sexos uma dor lombar persistente
pode ser sintoma de algum distúr-
bio interno. Se ela persistir por mais
de uma ou duas semanas, procure o
médico; mas a maioria dessas do-
res não é séria e desaparece com um
tratamento simples e com o tempo.
Os exames ortodoxos para dor lom-
bar geralmente não revelam nenhu-
ma causa óbvia, e os sofredores em
geral ficam insatisfeitos com o tra-
tamento. (V. Artrite e Osteoartrite.)
DORES DO PARTO - (V. Parto.)
DORSALGIA - Dor nas costas, na
parte posterior do tórax.
DORSO - Parte posterior de um órgão.
DORT - Doença Ocupacional Rela-
cionada ao Trabalho.
DOSAGEM - Ação de dosar. Não
confundir com posologia.
DOSE - Posologia, quantidade de re-
médio a usar de cada vez e interva-
lo entre uma e outra que se toma.
DOSE LETAL - Dose que causa a
morte.
DOSE MÁXIMA - A maior dose de
medicamento que pode ser dada
sem perigo.
DOTIENENTERIA - Febre tifóide,
impropriamente chamada “tifo”.
DOYEN (AGULHA DE) - Agulha
para sutura.
DPP - Deslocamento prematuro da
placenta normoinserida antes da
expulsão do feto, causando hemor-
ragia interna.
DRÁGEA - Pílula ou comprimido re-
vestido de verniz e açúcar.
DRÁSTICO - Purgativo irritante e vi-
olento.
DRENAGEM - Remoção do conteú-
do de uma cavidade ou ferida.
DRENAGEM MICKULICZ - Por meio
de gaze que vai até o fundo da ferida
e sai presa por um fio. É drenagem e
tamponamento ao mesmo tempo.
DRENAGEM PLEURAL - Método ci-
rúrgico destinado à remoção de ar
ou de líquidos patológicos acumu-
lados no interior das cavidades
pleurais (espaço situado entre pul-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DOR DRE
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171
mão e caixa torácica), utilizando
drenos especiais (tubos de borracha
ou de plástico) cujas extremidades
são introduzidas nessas cavidades
através da parede torácica.
DRENO - Qualquer dispositivo, como
tubo de metal, de borracha, de vidro,
fios, etc., para assegurar a saída de
líquidos de uma cavidade ou ferida.
DROGA - Qualquer substância que
afeta o funcionamento do organis-
mo e que é usada em tratamentos.
O termo “não” se restringe às subs-
tâncias que causam entorpecimen-
to ou vício.
DUBOWITZ MÉTODO DE - Outro
sistema de avaliação de idade
gestacional.
DUCHA - Jato de água para irrigar o
corpo ou parte dele, ou uma ca-
vidade.
DUCREY (BACILO DE) - Hemo-
philus Ducreyi, micróbio que cau-
sa o cancro mole, doença venérea.
DUCREY (ÚLCERA DE) - O mesmo
que Cancro mole.
DUCTO - Conduto, canal que dá pas-
sagem a secreções ou excreções.
DUODENAL - Relativo ao duodeno.
DUODENITE - Inflamação do duo-
deno.
DUODENO - A primeira porção do
intestino delgado.
DUODENOCOLECISTOTOMIA -
Abertura de comunicação entre o
duodeno e a vesícula biliar.
DUODENOJEJUNAL - Referente ao
duodeno e ao jejuno.
DUODENOPANCREATECTOMIA
- Operação que retira parte do estô-
mago (duodeno) e pâncreas.
DUODENOTOMIA - Incisão no
duodeno.
DUPLO CEGO - Experiência em que
nem o médico nem o paciente sa-
bem se o remédio ministrado é me-
dicamento ou substância inerte. (V.
Placebo.)
DURA - A dura-máter, uma das três
meninges.
DURAL - Relativo à dura-máter.
DURA-MÁTER - A mais externa das
meninges.
DUREMATOMA - Hematoma da
dura-máter.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DRE DUR
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172
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173
E
E
E.A P. - Edema agudo do pulmão.
EBERTHELLA TYPHOSA - Salmo-
nella typhosa, bacilo da febre
tifóide.
EBOLA - Em dezembro de 2001 este
vírus, ainda pouco conhecido, vol-
tou a contaminar e matou 12 pes-
soas no Congo; foi a primeira vez
que se registraram novos casos des-
de 1996. O nome do vírus foi tira-
do de um rio do Congo. Em 1995
uma epidemia matou mais de 250
pessoas naquele país. Os sintomas
são similares aos da gripe o que di-
ficulta o diagnóstico. Só nos está-
gios finais descobre-se que se trata
do Ebola, porque o vírus se espa-
lha por veias e artérias, causando
hemorragia em 90% das vítimas.
Recomenda-se evitar qualquer tipo
de contato com fluidos corporais,
incluindo o suor, das pessoas con-
taminadas.
EBULIÇÃO - Fervura, elevação de
temperatura da água a 100 ºC. Cer-
tas substâncias têm ponto de ebuli-
ção diferente.
EBÚRNEO - Semelhante ao marfim.
ECBÓLICO - Que provoca contra-
ções uterinas no parto.
E.C.G. - Eletrocardiograma.
ECIESE - Gravidez fora do útero.
ECLÂMPSIA - Crises convulsivas
antes ou depois do parto, com forte
hipertensão arterial, cefaléia e ou-
tros sinais. Geralmente há morte
fetal.
ECOCARDIOGRAFIA COM DOP-
PLER - Procedimento de comple-
mentação diagnóstica que fornece
informações sobre anatomia (válvu-
las, septos, vasos da base, paredes e
cavidades), fisiologia (funções
ventriculares direita e esquerda),
parâmetros hemodinâmicos e avali-
ação dos fluxos sangüíneos e intra-
cardíacos e que utiliza o ultra-som
como agente para essas medidas.
ECT (eletroconvulsoterapia) - É um
tipo de tratamento biológico para
transtornos mentais altamente efi-
caz e extremamente seguro. Em al-
guns casos pode salvar a vida de
uma pessoa (alguém com ideação
suicida ou que esteja definhando
por falta de alimentação, por exem-
plo). Desde os seus princípios nos
anos 1930, a ECT foi utilizada para
condições psiquiátricas nas quais
outros tratamentos tiveram pouco
ou nenhum benefício. Indepen-
dentemente da comprovada efi-
cácia, contudo, muitos medos e
incompreensões persistem com re-
lação ao uso de ECT. Algumas pes-
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174
soas reagem com surpresa quando
este procedimento é mencionado,
acreditando que é uma forma pri-
mitiva de prática médica. Outros
associam a ECT com cadeira elé-
trica, originando receios sobre bru-
talidade e punição. Na verdade, a
prática de ECT é hoje um procedi-
mento humano e tecnicamente bem
pesquisado, muito utilizado para
certas condições. O tratamento
consiste na aplicação de uma carga
elétrica no cérebro, com o paciente
anestesiado (é induzida uma anes-
tesia geral com duração em torno
de 5 minutos). Esta carga elétrica
produz uma descarga do cérebro,
originando uma convulsão (daí o
nome eletroconvulsoterapia). Esta
convulsão é bastante diferente da
que ocorre nas pessoas com epilep-
sia, pois é administrada ao pacien-
te, juntamente com a medicação
anestésica, uma medicação que pro-
move um relaxamento muscular.
Durante a aplicação, é feito um con-
trole do funcionamento cardíaco
(com monitorização através de
ECG) e da oxigenação do sangue
(através de um oxímetro, uma es-
pécie de dedal que avalia se a
quantidade de oxigênio no sangue
está adequada), além de um contro-
le da pressão arterial.
ECTIMA - Erupção pustulosa produ-
zida por germes piogênicos.
ECTOPARASITO - Parasito externo.
ECTOPIA - Posição anormal.
ECTÓPICO - Fora do local normal.
ECTRÓPION - Reviramento da bor-
da palpebral para fora. Também
pode ser no colo uterino ou outros
órgãos.
ECZEMA - Doença crônica da pele,
na qual as características mais
proeminentes são: vermelhidão,
ulceração, exsudação e irritação. É
vista sempre sobre o nó dos dedos,
pulsos e cotovelos, e pode estar
associada a uma sequidão e es-
camação espalhadas na pele. A
condição ocorre devido à sensi-
bilidade da pele (V. Alergia.), e
condições semelhantes, como a
asma ou a febre do feno, podem
ser encontradas na mesma família.
O eczema é comum em bebês e, às
vezes, a alergia a algum alimento
pode ser a responsável. A proteína
estranha do leite de vaca pode pro-
vocar alergia nos bebês, e pode até
mesmo ser responsável por proble-
mas a longo prazo. O aleitamento
materno evita bastante esse proble-
ma e, se houver uma história de
alergia na família, o leite de vaca
não deve ser dado, se possível, du-
rante os primeiros seis meses de
vida. Felizmente, muitos bebês
crescem longe da tendência de de-
senvolver um eczema. O tratamen-
to para um eczema confirmado é
difícil, e geralmente exige perse-
verança do médico e do paciente.
Se a causa - como a alergia a al-
gum alimento - for encontrada, a
sua eliminação pode contribuir
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ECT ECZ
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175
bastante para a cura, mas geral-
mente é difícil descobri-la, ou pode
haver muitas causas. Deve-se usar
roupas de algodão e evitar o supe-
raquecimento. Os pacientes com
eczema não devem usar sabonete.
Alguns preparados oleaginosos
podem ser usados para o banho. O
tratamento deve continuar durante
todo o tempo em que o eczema
persistir.
ECZEMATÓIDE - Semelhante ao
Eczema.
EDEMA - Acumulação de fluido den-
tro dos tecidos do corpo. Às vezes
chamado, arcaicamente, de “hidro-
pisia”. Devido à gravidade, as par-
tes inferiores do corpo são mais
atingidas, de modo que os tornoze-
los, depois as pernas, e mais tarde,
o abdome fiquem inchados. As per-
nas inchadas mostram um pequeno
buraco quando são pressionadas
com o dedo. Existem muitas cau-
sas. Pode estar associado a uma
doença cardíaca, quando a circula-
ção fica tão lerda que o fluido esca-
pa dos vasos sangüíneos para den-
tro dos tecidos. Pode ocorrer devi-
do a uma doença do rim, quando os
rins não conseguem eliminar o ex-
cesso de água que se acumula. Um
certo grau de inchação dos torno-
zelos, especialmente depois da
meia-idade, é comum e não indica
necessariamente uma doença séria.
O excesso de peso é uma causa co-
mum e remediável. Na gravidez, al-
gumas mulheres desenvolvem uma
inchação nos tornozelos. O trata-
mento do edema inclui repouso, re-
dução de sal (que se “agarra” ao
fluido) e uso de comprimidos ou
injeções para eliminar a água
(diuréticos).
EDEMA AGUDO DO PULMÃO -
Exsudação de líquido no pulmão
causando asfixia.
EDEMA MALIGNO - Forma de gan-
grena gasosa com edema e destrui-
ção rápida dos tecidos.
EDEMATOSO - Com edema.
EDULCORANTE - Adoçante, que
adoça.
E. E. G. - Eletroencefalograma.
EFEDRINA - Alcalóide da planta
Ephedra vulgaris e de ação seme-
lhante à da adrenalina ou epinefrina.
EFÉLIDES - O mesmo que Sardas.
EFERENTE - Que transporta para
fora.
EFERVESCÊNCIA - Libertação de
gás com formação de bolhas.
EFLORESCÊNCIA - Erupção da pele.
EFUSÃO - Derrame, extravasamento.
EGOCÊNTRICO - Com todas as
idéias concentradas em si mesmo.
EGOFONIA - Voz de polichinelo,
voz caprina, fanhosa e trêmula, lem-
brando balido das cabras.
EJACULAÇÃO - Saída do esperma
em jato.
ELASTOSE - Aumento do tecido elás-
tico na pele.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ECZ ELA
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176
ELEFANTÍASE - Doença crônica, ca-
racterizada pela inflamação dos va-
sos linfáticos, obstruídos por para-
sitas. A perna e os pés atingem pro-
porções enormes, lembrando o ele-
fante. À medida que a doença evo-
lui a pele se torna espessa, os teci-
dos subjacentes se dilatam e com o
tempo se hipertrofiam sendo todas
as partes do corpo afetadas, porém,
mais comumente os braços, as per-
nas e o escroto.
ELETROCARDIOGRAMA - Traça-
do elétrico da atividade do coração,
que se altera nas doenças cardíacas,
e é útil para detectar certos tipos de
doença, como a trombose coronária.
ELETROCIRURGIA - Emprego da
eletricidade em cirurgia.
ELETROCUÇÃO - Morte pela ele-
tricidade.
ELETRÓDIO - Instrumento com uma
ponta ou superfície pela qual des-
carrega eletricidade para o corpo do
paciente.
ELETROENCEFALOGRAMA - Tra-
çado elétrico das ondas cerebrais,
útil para confirmar o diagnóstico da
epilepsia e de outras doenças.
ELETROGRAMA DO FEIXE DE HIS -
Consiste no estudo das propriedades
eletrofisiológicas das células cardíacas
através da introdução de cateteres
intracardíacos e a utilização de
aparelhos estimuladores elétricos
externos. Permite reconhecer e avali-
ar a gravidade de arritmias cardíacas.
ELETROLIPOFORESE - Técnica
para tratamento estético da celulite
e da gordura localizada. Consiste
em passar uma corrente elétrica no
local a ser tratado; o aparelho pode
estar conectado a placas colocadas
sobre a superfície da pele ou a agu-
lhas que, introduzidas através da
pele, transmitem a corrente direta-
mente ao tecido adiposo subcutâ-
neo.
ELETRÓLISE - Decomposição quími-
ca produzida pela passagem da cor-
rente elétrica através do composto.
ELETROLÍTICO - Referente à eletró-
lise.
ELETRÓLITO - Substância em dis-
solução, que conduz a corrente elé-
trica e sofre a ação dela.
ELÉTRON - Unidade de eletricidade
negativa, elemento de composição
do átomo.
ELETROPUNTURA - Passagem da
corrente elétrica em agulhas intro-
duzidas no organismo.
ELEVADOR DA ASA DO NARIZ -
Músculo que se contrai para expri-
mir nojo ou desprezo.
ELIMINAÇÃO - Expulsão de vene-
nos ou resíduos do corpo.
ELIXIR - Forma farmacêutica com ál-
cool, água, açúcar e essência.
EMACIAÇÃO - O mesmo que Ema-
grecimento.
EMACIADO - O mesmo que Ema-
grecido.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ELE EMA
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177
EMAGRECIMENTO - Diminuição
dos depósitos corporais de tecido
adiposo. Não confundir com perda
de peso, que pode ser devida à eli-
minação de líquidos ou a perda de
massa muscular.
EMASCULADO - O mesmo que
Castrado.
EMBOLECTOMIA - Remoção cirúr-
gica de um êmbolo.
EMBOLIA - Coágulo de sangue ou
outra partícula carregada ao longo
da corrente sangüínea, que pode
alojar-se em um vaso sangüíneo e
obstruí-lo. Isto interrompe o forne-
cimento de sangue para o órgão em
questão, causando dano ao tecido.
Portanto, a embolia cerebral é cau-
sada por um coágulo de sangue
alojado numa das artérias do
cérebro, e é uma das causas da
apoplexia. (V. Apoplexia.) Às ve-
zes, o coágulo pode ser dispersado
com algum tratamento urgente e,
geralmente, são receitados remé-
dios anticoagulantes para evitar
outras embolias. Também pode ser
causada por uma bolha de ar que
pode bloquear um vaso se for sufi-
cientemente grande; e também por
uma partícula de gordura proce-
dente da fratura de um osso gran-
de. Sintomas: ligeira elevação da
temperatura e rápida aceleração
dos batimentos cardíacos. No caso
de embolia pós-operatória, os sin-
tomas podem ser palidez repenti-
na, pulso rápido e colapso.
EMBOLIA CEREBRAL - Embolia
nos vasos do cérebro.
EMBOLIA GASOSA DOS MERGU-
LHADORES - Ocorre em mergu-
lhadores que sobem à tona muito
depressa. Como a pressão é reduzi-
da rapidamente, os gases saem do
sangue causando dores nos mem-
bros e no abdome. O tratamento
consiste na recompressão numa câ-
mara especial.
EMBOLIA GORDUROSA - Obstru-
ção de um vaso por glóbulos de
gordura.
EMBOLIA PULMONAR - Obstru-
ção aguda da circulação pulmonar
por êmbolos originários do sistema
venoso.
EMBOLISMO - O mesmo que Em-
bolia.
ÊMBOLO - Um trombo que marcha
pela circulação.
EMBRIÃO - Novo organismo na pri-
meira fase de desenvolvimento.
Durante a gestação, entende-se por
embrião o produto da concepção
nos três primeiros meses de vida no
útero materno.
EMBRIECTOMIA - Retirada do em-
brião.
EMBRIOCARDIA - Ritmo cardíaco
semelhante ao ritmo do coração
fetal.
EMBRIOLOGIA - Estudo do embrião.
EMBROCAÇÃO - Aplicação de um
medicamento por meio de fricção.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EMA EMB
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178
EMENAGOGO - Que estimula a
menstruação.
EMENOGÊNICO - O mesmo que
Emenagogo.
EMENOLOGIA - Estudo da mens-
truação.
ÊMESE - Ato de vomitar.
EMÉTICO - Medicamento que pro-
duz vômito. Vomitivo. Vomitório.
EMETINA - Alcalóide extraído da
ipecacuanha, usado como medica-
mento e poderoso emético.
EMETISMO - Intoxicação pela
emetina.
EMETOCATARSE - Vômito simul-
tâneo com evacuação intestinal.
EMETOCATÁRTICO - Vomitivo e
purgativo.
EMETROPIA - Refração normal no
olho.
EMÉTROPO - Que tem refração
normal.
EMISSÃO - Expulsão de líquidos ou
de gases do corpo.
EMOÇÃO - Resposta do organismo
e do espírito (funções mentais) a es-
tímulos. Exemplo: medo, cólera,
amor. A Medicina Psicossomática
destaca a relação existente entre os
distúrbios físicos e a tensão deriva-
da de emoções reprimidas. A ten-
são emocional causada por medo
excessivo ou algum acontecimento
incomum pode provocar elevação
da pressão arterial ou aumento da
concentração de açúcar no sangue.
EMOLIENTE - Substância que produz
efeito suavizante em qualquer parte
do corpo ou em região inflamada.
EMPIEMA - Nome que em Medici-
na se dá à presença de pus em uma
cavidade ou órgão, especialmente
na cavidade pleural, na vesícula
biliar e no pericárdio. O empiema
pode ser descrito como um absces-
so no pulmão. (V. Abscessos.) O
pulmão é envolvido por uma cama-
da dupla de membrana que o prote-
ge e, se o pulmão ficar inflamado,
pode-se criar um líquido entre as ca-
madas. Se os micróbios se espalha-
rem no pulmão, esse líquido fica
infectado e desenvolve-se um em-
piema. Isso pode acontecer depois
de uma pneumonia, mas, hoje em
dia, os antibióticos curam a infec-
ção do peito antes desse estágio.
Se realmente acumular pus, ele
pode ser removido por um tubo, que
é inserido no peito. O empiema
pleural afeta mais as crianças que
os adultos
EMPÍRICO - Baseado na prática.
Não-científico.
EMPIRISMO - Doutrina baseada ex-
clusivamente na prática.
EMPROSTÓTONO - Espasmo
muscular com contrações tônicas,
em que o corpo se encurva para
frente.
EMULSIONANTE - Substância que
se mistura às gorduras.
EMUNCTÓRIO - Órgão ou canal de
excreção.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EME EMU
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179
ENANTEMA - Erupção nas mucosas.
ENCEFALITE - Inflamação do encé-
falo que causa sonolência e entor-
pecimento de faculdades mentais e
físicas. Há numerosos tipos de
encefalites, a maioria causada por
vírus. Ela pode ocorrer sozinha ou
como complicação de uma enfermi-
dade geral, como o sarampo. Esta é
uma boa razão para a vacinação
contra a doença aos dois anos de
idade (o risco da encefalite por meio
da vacina é muito menor que por
meio da doença em si). O paciente
com encefalite está seriamente do-
ente, e pode ficar inconsciente ou
ter delírios. A perspectiva de uma
recuperação permanente é razoa-
velmente boa. O maior perigo da
encefalite é o de lesão definitiva do
sistema nervoso.
ENCÉFALO - A parte do sistema ner-
voso central que está contida no crâ-
nio e abrange os hemisférios cere-
brais, tronco cerebral e cerebelo. As
células do encéfalo comunicam-se
com as da medula espinhal e for-
mam um complexo sistema de
retransmissão, que recolhe, deposita
e envia estímulos e informações.
Cada região do encéfalo responde
pelo controle de uma parte do cor-
po ou de um grupo de sensações ou
impulsos.
ENCEFALOCELE - Hérnia do encé-
falo.
ENCEFALOMENINGITE - Inflama-
ção do encéfalo e das meninges.
ENCEFALOMIELITE MIÁLGICA -
(V. Síndrome da fadiga pós-viral.)
ENCEFALOPATIA - Denominação
genérica de toda afecção do encé-
falo.
ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA -
Sintomatologia cerebral aguda por
elevação súbita da pressão arterial.
ENCEFALORRAGIA - Hemorragia
no encéfalo.
ENDAMEBA HISTOLÍTICA - O pa-
rasito que causa a disenteria ame-
biana e a amebíase em geral.
ENDARTERITE - Inflamação da tú-
nica de revestimento interno de uma
artéria, que se apresenta em certos
tipos de endocardite.
ENDEMIA - Variação na incidência
de uma doença, em limites consi-
derados normais para uma comuni-
dade, quer dizer, na faixa limitada
por dois desvios-padrão, acima e
abaixo da incidência média da do-
ença, tendo como base certo núme-
ro de anos anteriores. Exemplo: a
malária, o mal de Chagas, a esquis-
tossomose, etc.
ENDÊMICO - Que existe permanen-
temente em determinado lugar.
ENDO - Prefixo grego que significa
“dentro”, “interno”.
ENDOCÁRDIO - Membrana endo-
telial que reveste internamente o
coração.
ENDOCARDITE - Inflamação do
endocárdio.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ENA END
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180
ENDOCOLPITE - Inflamação da
mucosa vaginal.
ENDOCRÍNICO - Endócrino, de se-
creção interna.
ENDÓCRINO - Relativo a secreção
interna, que é lançada diretamente
no sangue.
ENDOCRINOLOGIA - Estudo das
glândulas de secreção interna e dos
hormônios.
ENDÓGENO - Formado no próprio
organismo.
ENDOLINFA - Líquido que existe no
labirinto, no ouvido interno.
ENDOMÉTRIO - Mucosa que reves-
te internamente o útero.
ENDOMETRIOMA - Tumor de te-
cidos semelhantes ao do endo-
métrio.
ENDOMETRIOSE - Localização da
mucosa uterina fora do útero, cau-
sando dor.
ENDOMETRITE - Inflamação da
membrana que reveste internamen-
te o útero e é uma causa da mens-
truação dolorosa. Nessa condição,
o fluxo menstrual tende a correr
para trás, de modo que fragmentos
do revestimento do útero cheguem
às trompas de Falópio e aos ovári-
os, em vez de se esvaziarem por
completo na vagina. Pode-se formar
um tipo de cisto no ovário (cisto de
chocolate). A dor abdominal e uma
possível infertilidade resultantes re-
querem atenção médica. O trata-
mento é por meio de hormônios e
remoção dos cistos. (V. Disme-
norréria e Cisto no ovário.)
ENDOPARASITO - Parasito interno.
ENDOSCOPIA - Estudo que visua-
liza, por meio de fibras ópticas, os
órgãos do trato aerodigestivo alto.
ENDOSCÓPIO - Instrumento para
examinar algumas cavidades do
corpo.
ENDOTOXINA - Produto tóxico re-
tirado do corpo microbiano, que é
incapaz de se difundir nos meios de
cultura ou no organismo do hospe-
deiro.
ENEMA - Clister. Introdução de lí-
quidos pelo reto, para limpar o in-
testino ou introduzir no organismo
substâncias nutritivas, medicamen-
tos ou contrastes no corpo.
ENFAIXE - Bandagem, curativo com
ataduras.
ENFARTE - Área de necrose ou de
hemorragia, em forma de cunha,
produzida pela obstrução de uma
artéria terminal. Também se diz
“Infarto”.
ENFERMIDADE - Desarranjo na dis-
posição material do corpo.
ENFERMO - O mesmo que Doente.
ENFISEMA PULMONAR - Dilata-
ção e rompimento das delicadas
passagens de ar terminais nos pul-
mões, com distensão excessiva de
suas paredes. Está freqüentemente
associado ao estreitamento dos tu-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
END ENF
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181
bos de ar largos (brônquios), como
na bronquite crônica. A passagem
do oxigênio dentro do sangue fica
menos eficaz do que deveria ser,
resultando numa deficiência respi-
ratória. Existem vários tipos de
enfisema conforme as diferentes
causas que os provocam. Sintomas:
redução dos movimentos respi-
ratórios e tosse, geralmente por
causa da inflamação crônica dos
brônquios.
ENGASGO - O engasgo com alimen-
tos é comum e pode pôr em risco a
vida. Fique atrás da vítima, coloque
a mão cerrada bem no meio, entre
o umbigo e as costelas. Segure essa
mão cerrada com sua outra mão e
dê um golpe firme e rápido para
cima. Esse golpe deve expulsar o
alimento. Se não der certo, repita
várias vezes. Se estiver sozinho, dê
esse golpe você mesmo, ou tente
uma flexão repentina sobre as cos-
tas de uma cadeira. Se houver afli-
ção ou dificuldade em respirar, pro-
cure auxílio médico, para evitar
complicações no peito. As crianças
devem evitar balas redondas, cas-
tanhas, etc. Partículas do alimento,
como pedacinhos do amendoim,
podem ocasionalmente ser inalados,
provocando dificuldades respirató-
rias. As crianças correm maior ris-
co; por isso, procure rapidamente
assistência médica em caso de alar-
me. Isso pode evitar posteriores
complicações no peito.
ENJÔO - (V. Náusea em viagens e
Vômito.)
ENOFTALMIA - Retração anormal
do olho dentro da órbita.
ENOSTOSE - Tumor em um osso.
ENSIFORME - Em forma de espada.
ENTERAL - O mesmo que Intestinal.
ENTERALGIA - Dor Intestinal.
ENTERECTOMIA - Excisão de par-
te do intestino delgado.
ENTÉRICO - Relativo ao intestino.
ENTERITE - Inflamação aguda ou
crônica do intestino delgado. Dor e
diarréia estão entre os sintomas.
ENTEROANASTOMOSE - Ligação
cirúrgica de duas porções de in-
testino.
ENTEROCOLITE - Inflamação do in-
testino delgado e do cólon.
ENTERÓLITO - Cálculo no intestino.
ENTEROLOGIA - Estudo dos intes-
tinos.
ENTEROLOGISTA - Especialista em
Enterologia.
ENTERÓCLISE - Enteroclisma, lava-
gem intestinal. Introdução no intesti-
no, pelo reto, de grande quantidade
de água pura ou com medicamento.
ENTEROCLISMA - Enteróclise, la-
vagem intestinal.
ENTEROPATIA - Denominação ge-
nérica de toda afecção do intestino.
ENTEROPEXIA - Fixação do intes-
tino.
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ENG ENT
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ENTEROPLASTIA - Cirurgia plásti-
ca do intestino.
ENTEROPTOSE - Prolapso do intes-
tino.
ENTERORRAFIA - Sutura do intestino.
ENTERORRAGIA - Hemorragia in-
testinal.
ENTEROSTOMIA - Formação de
uma abertura comunicando o intes-
tino com o exterior.
ENTEROTOMIA - Incisão do intes-
tino.
ENTORSE - Distensão traumática ao
nível de ligamentos e/ou cápsula ar-
ticular.
ENTRANHAS - Vísceras abdomi-
nais.
ENTUBAÇÃO - Introdução de um
tubo no organismo.
ENTUBAÇÃO DUODENAL - Intro-
dução de sonda no intestino pela
boca, para colher bílis para exame.
ENUCLEAÇÃO - Descapsulização
de um tumor ou órgão para conse-
qüente extração.
ENURESE - Denominação científica
para incontinência urinária. Comum
nas crianças, a idade em que a cri-
ança ganha controle sobre a bexiga
varia consideravelmente; mas por
volta dos quatro anos o controle
noturno geralmente é adquirido. A
criança só ganha um controle vo-
luntário de sua bexiga por volta dos
dezoito meses, e capacidade de ir
ao banheiro sozinha, de dois anos a
dois anos e meio. O fato de colocar
a criança no penico regularmente,
antes dessa idade, pode economi-
zar as fraldas molhadas, mas isso
não serve como treinamento, pois
não envolve nenhum controle real
da bexiga. A principal ajuda que a
mãe pode dar a uma criança de de-
zoito meses é oferecer-lhe o penico
depois das refeições, ao chegar em
casa depois de caminhadas, etc.,
mas desistir da tentativa, caso não
dê resultado dentro de uns dois mi-
nutos. Ela deve ficar preparada para
pegar o penico e colocar a criança
sobre ele, se esta der sinal de sua
necessidade; mas a mãe deve tam-
bém estar preparada filosoficamen-
te para um monte de recusas, alar-
mes falsos e uma certa sujeira ge-
ral. Quando o controle durante o dia
é adquirido, o fato de colocar a cri-
ança no penico antes de ir para a
cama pode evitar que ela se molhe
durante a noite. Por volta dos dois
anos e meio, a criança pode cola-
borar, usando um penico ao lado da
cama, podendo então abandonar as
fraldas durante a noite. Elas não
devem ser descartadas muito rápi-
do, pois os acidentes desencorajam
a criança e pioram a questão. A cri-
ança sempre adquirirá controle da
bexiga de dia e à noite na hora cer-
ta, contanto que tenha chance para
isso e que não tenha abalos emoci-
onais excessivos.
Se a criança de quatro anos molha
a cama constantemente, o médico
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ENT ENU
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deve examinar sua urina, pois a cau-
sa pode ser alguma infecção. Ge-
ralmente, não há nenhuma anorma-
lidade, e a criança adquire controle
um pouco mais tarde. A persistên-
cia de pingos, se oposta a uma série
de pequenas enxurradas, requer
sempre uma investigação médica.
Algumas famílias parecem ter be-
xigas imaturas, pois vários de seus
membros só adquirem um controle
noturno sobre elas bem tarde. A
maioria dos médicos vai oferecer
um tratamento na idade de quatro
anos e meio a cinco. Uma restrição
excessiva aos líquidos não é ade-
quada, e pode ser cruel. As crianças
podem, temporariamente, voltar a
molhar a cama por motivo de uma
revolução na família ou um interna-
mento no hospital. O que se requer
é confiança e não repressão. (V. In-
continência.)
ENURESE NOTURNA - (V. Enurese,
Incontinência urinária.)
ENVENENAMENTO - Muitas subs-
tâncias usadas no dia-a-dia são pre-
judiciais, e podem ser tomadas aci-
dentalmente, ou às vezes delibe-
radamente, num suicídio intencio-
nal. Os sintomas mais comuns são:
dor na boca, garganta e estômago,
vômito, colapso e sonolência exces-
siva. Mais tarde há, geralmente, di-
arréia. Uma enfermidade repentina
numa pessoa previamente bem deve
levantar suspeita e, se a vítima for
questionada, pode-se descobrir que
esta tomou alguma coisa fora do
usual. O remédio para o veneno
depende da natureza deste, mas o
tratamento geral é normalmente o
mesmo. Chame o médico e conte a
ele que se suspeita de uma overdose
de remédio ou de envenenamento.
O tratamento é muito complicado e
geralmente requer cuidados médicos
especializados num hospital. Muitos
procedimentos de primeiros socor-
ros podem ser perigosos. As tentati-
vas para que um paciente sonolento
ou semiconsciente vomite não
devem ser feitas antes da chegada de
um médico, pois pode ocorrer fa-
cilmente a inalação do vômito
para dentro dos pulmões. Nunca
dê uma solução de sal. Se alguém
tomar uma overdose de comprimi-
dos, guarde o frasco para permitir
que o médico identifique qual é a
droga e qual a quantidade que foi
tomada. O material vomitado tam-
bém deve ser mantido para exame.
Não dê outros remédios ou álcool,
exceto para os pacientes totalmen-
te conscientes e que colaboram. A
sonolência e o coma devem ser tra-
tados colocando-se o paciente dei-
tado de lado, certificando-se de que
a língua está puxada para frente,
para manter livre a passagem de ar.
Dentaduras devem ser removidas.
Esteja preparado para fazer respi-
ração artificial se necessário. (V.
Respiração artificial.)
a) Ácidos - Incluem ácido sulfúrico
(óleo de vitríolo), ácido clorídrico
(espírito de sal), ácido de bateria,
ácido nítrico, fluido de solda, ácido
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ENU ENV
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fórmico e fenol (ácido carbólico).
Para o paciente completamente
consciente, dê um copo de leite mis-
turado com duas colheres (de chá)
de bicarbonato de sódio, ou remé-
dio específico para o estômago. Não
induza o vômito.
b) Álcalis - Os mais comuns são os
cáusticos, como a potassa cáustica,
a soda cáustica e o amoníaco. Pode-
se dar ao paciente consciente um
copo de leite misturado - se possí-
vel - com clara de ovo batida. Não
induza o vômito.
c) Arsênio - Está presente na loção
desinfetante para carneiros e, menos
comumente hoje em dia, nos vene-
nos para ervas daninhas. Pode-se
induzir o vômito no paciente cons-
ciente, dando-lhe duas colheres (de
chá) de mostarda num copo d’água.
Isso deve ser seguido por um copo
de leite misturado com duas colhe-
res (de chá) de óleo vegetal.
d) Tetracloreto de carbono - (fluido
de lavagem a seco) - Não dê nada
pela boca.
e) Paraquat - Este é o mais perigo-
so dos venenos para ervas daninhas.
É vital um cuidado especializado
urgente, e o paciente deve ser leva-
do às pressas para o hospital mais
próximo, por uma ambulância ou
um transporte particular, se for mais
rápido. Deve-se induzir o vômito,
como para os casos de arsênio.
f) Overdose de comprimidos para
dormir, tranqüilizantes ou drogas
antidepressivas - Se o paciente es-
tiver totalmente consciente, como
pode ocorrer dentro de alguns mi-
nutos após tomar a overdose, pode-
se tentar induzir o vômito com duas
colheres (de chá) de mostarda com
água. Mantenha o paciente aqueci-
do enquanto aguarda ajuda médica,
e esteja preparado para fazer respi-
ração artificial se necessário. (V.
Respiração artificial.)
Para evitar um envenenamento
acidental, todos os remédios e ou-
tras substâncias venenosas devem
ser mantidos fora do alcance de
crianças, pois estas podem achar
que são doces. Elas podem tam-
bém beber qualquer líquido, em
especial aqueles insensatamente
transferidos para uma garrafa de
refrigerante. Essa é a causa co-
mum de beber acidentalmente
detergentes domésticos, ácido
carbólico e paraquat. Um pouco de
bom senso pode evitar essas tragé-
dias. Advirta as crianças para que
não comam qualquer semente, pois
é impossível que elas saibam dis-
tinguir as que são venenosas das que
não são.
ENVENENAMENTO COM ALI-
MENTOS - Existem dois tipos. No
primeiro, o alimento pode estar en-
venenado, por exemplo, quando se
come - por engano - um fungo ve-
nenoso. No segundo, o alimento
é inocente, mas é invadido por mi-
cróbios e torna-se nocivo; o vene-
no produzido pelos micróbios é que
é o responsável pelos sintomas. Os
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ENV ENV
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alimentos enlatados, se não forem
usados logo depois de abertos, es-
tão particularmente sujeitos a estra-
gar. O organismo geralmente faz
qualquer esforço para se livrar do
veneno, e uma dor forte no abdome
é seguida de vômito. Num estágio
seguinte, há geralmente diarréia. Os
alimentos não identificados nunca
devem ser comidos; deve-se ficar
atento aos cogumelos colhidos por
pessoas que não sejam especialis-
tas. Com relação aos alimentos ca-
seiros, se houver suspeita quanto à
sua salubridade, é preferível jogá-
los fora. Melhor um desperdício que
uma doença séria (às vezes, fatal).
Deve-se suspeitar dos alimentos en-
latados dos quais só se tenham usa-
do uma parte, e dos alimentos cozi-
dos e guardados há algum tempo,
principalmente em climas quentes.
As aves congeladas devem ser com-
pletamente degeladas antes de co-
zidas, e os alimentos cozidos devem
ser guardados na geladeira ou con-
gelador assim que esfriem até a tem-
peratura ambiente - não devem ser
deixados expostos em qualquer lu-
gar enquanto quentes (são uma in-
cubadora ideal para os micróbios).
Esteja atento e cuidadoso com qual-
quer lata adenteada ou protuberante.
Se houver suspeita de intoxicação
com comida, os restos desta devem
ser guardados, e deve-se buscar aju-
da médica. É melhor que o pacien-
te fique na cama, aquecido.
ENVENENAMENTO COM GÁS -
Causado pelo monóxido de carbo-
no contido no gás de carvão. Mui-
tos países estão usando o gás natu-
ral (base de metano), que não é ve-
nenoso. O envenenamento com gás
pode ocorrer em lugares onde ain-
da é usado o gás de carvão. (V. Res-
piração artificial, Asfixia.)
ENXAQUECA - Condição em que o
paciente sofre de dores de cabeça
fortes e periódicas. Isso geralmen-
te é hereditário. Os ataques variam
de três ou quatro ataques por ano,
ou até um ataque por semana. Na
enxaqueca, os vasos sangüíneos que
vão para o cérebro se contraem e
depois se dilatam. Durante a enxa-
queca, no começo de um ataque, o
paciente vê clarões, ou vultos colo-
ridos, e depois disso vem uma forte
dor de cabeça, geralmente restrita
à metade da cabeça e da face. O pe-
ríodo da dor corresponde ao período
de dilatação dos vasos sangüíneos.
Não é raro ocorrer vômito no auge
do ataque - que geralmente dura de
24 a 48 horas. Se a enxaqueca per-
sistir, é melhor que o paciente fi-
que de repouso. Às vezes, a elimi-
nação de alguns produtos (como
queijo, chocolate, laranja e vinho
tinto) da alimentação leva à cura,
mas geralmente é difícil apontar
com precisão o item prejudicial.
Tratamentos mais fortes podem ser
receitados pelo médico. Existem
comprimidos que podem reduzir a
incidência de ataques, mas esses
precisam ser tomados regularmen-
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ENV ENX
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te. Os sofredores freqüentes preci-
sam de conselhos de um médico.
ENXERTIA DE PELE - Retirar uma
lâmina fina de pele da área doadora
para transplantar numa ferida.
ENXERTO - Lâmina fina de pele uti-
lizada na reconstrução de defeitos
de pele ou mucosa.
ENXERTO ARTERIAL - Substituição
de uma artéria por outro vaso (do
próprio organismo ou sintético).
ENXERTO AUTÓGENO - Enxerto
originado do próprio receptor.
ENXERTO DE PELE DE ESPESSU-
RA PARCIAL - O enxerto tem só
as camadas superficiais da pele
(menos de 1 milímetro).
ENXERTO DE PELE DE ESPESSU-
RA TOTAL - O enxerto tem todas
as camadas da pele (1 a 2 milíme-
tros).
ENXERTO HETERÓGENO - Enxer-
to que se origina de animal de ou-
tra espécie.
ENXERTO HOMÓGENO - Enxer-
to que se origina de outra pessoa.
ENZIMA - Proteína que age como ca-
nalizador.
EOSINA - Corante ácido muito usa-
do para cortes histológicos.
EOSINÓFILO - Que se cora facil-
mente pela eosina.
EPICANTO - Prega cutânea que vai
do nariz ao supercílio na pálpebra,
na raça amarela.
EPICRÂNIO - Couro cabeludo.
EPICRISE - Uma segunda crise.
EPIDEMIA - Aumento importante do
nível de prevalência de uma deter-
minada doença na população. Do-
ença transmissível que acomete ao
mesmo tempo e no mesmo lugar um
grande número de pessoas.
EPIDEMIOLOGIA - Estudo das epi-
demias.
EPIDERME - Camada externa da
pele.
EPIDERMIZAÇÃO - Enxerto cutâ-
neo, ato de cobrir uma região com
retalhos de pele.
EPIDERMÓIDE - Semelhante à
epiderme.
EPIDERMÓFITO - Dermófito, der-
matófito, fungo parasito da pele.
EPIDERMÓLISE - Destruição da
epiderme.
EPIDIDIMITE - Inflamação do epidí-
dimo.
EPIDÍDIMO - Corpo alongado em
forma de canal, localizado acima do
testículo e do qual é continuação.
EPÍFISE - A extremidade de um osso;
é geralmente compreendida entre a
cartilagem de conjugação e a carti-
lagem articular.
EPIFISITE - Inflamação de uma
epífise.
EPÍFORA - Lacrimejamento contí-
nuo.
EPIGASTRALGIA - Dor no epigastro.
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ENX EPI
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EPIGASTRO - Porção média e supe-
rior do abdome.
EPIGLOTE - Lâmina fibrocarti-
laginosa que cobre a entrada da la-
ringe. Ao fechar-se a glote, a epiglote
colabora com o fechamento da tra-
quéia e impede que, na deglutição,
penetrem na laringe os alimentos.
EPILAÇÃO - Depilação, remoção
dos pêlos.
EPILATÓRIO - O mesmo que Depi-
latório.
EPILEPSIA - Conceituada como uma
síndrome, isto é, um conjunto de
sintomas e/ou sinais decorrentes e
causas diversas. As manifestações
epiléticas se caracterizam por sin-
tomas e/ou sinais motores, sensiti-
vos, sensoriais, psíquicos ou neuro-
vegetativos que surgem de modo
paroxístico e recorrente, originan-
do-se de uma descarga neuronal pa-
tológica que pode ser registrada no
eletrencefalograma (EEG) como
uma modificação paroxística dos
rítmos cerebrais. A sua etiopa-
togenia pode relacionar-se a um
processo cerebral já cicatrizado ou
a um processo cerebral ativo. No
primeiro caso trata-se de seqüela de
uma doença passada; no segundo é
sintoma de doença atual do encéfalo
(meningite ou tumor) que deve ser
diagnosticada e tratada. O paciente
sofre acessos periódicos. Geralmen-
te, não há uma razão óbvia, e esse
tipo de epilepsia começa bem cedo.
Existem vários tipos de epilepsia.
Na infância, a mais comum é a au-
sência (antigamente chamada “petit
mal”), na qual ocorrem lapsos de
consciência que duram somente al-
guns segundos; eles podem ser mui-
to freqüentes e difíceis de notar para
o espectador; são importantes en-
quanto causas para o pouco progres-
so e a aparente desatenção na esco-
la. O eletroencefalograma ajuda a
confirmar o diagnóstico.
As crianças podem também ter
acessos tônico-clônicos (ataques
fortes ou “grand mal”), que são as
formas mais comuns nos adultos.
Geralmente, o paciente recebe al-
guns avisos antes que esse tipo de
acesso ocorra: ele vê clarões ou ex-
perimenta sensações peculiares,
conhecidas como aura. Depois dis-
so, geralmente, há um grito e o pa-
ciente cai inconsciente. O corpo fica
rijo e entrevado, mas logo depois
ocorrem movimentos rápidos e
bruscos, que diminuem gradual-
mente. O paciente fica azulado no
rosto e pode morder a língua ou uri-
nar. Durante o acesso é melhor agir
o menos possível. O paciente pode
ser segurado ao cair, para evitar feri-
mentos. Deve-se deixar que ele dei-
te de costas até que o acesso termi-
ne; deve-se examinar o pescoço,
para ver se a roupa não o está aper-
tando. Depois do acesso, o pacien-
te deve ser colocado na cama; pro-
vavelmente ele dormirá. Esse tipo
de ataque é semelhante à convul-
são febril na infância. (V. Convul-
são.) O médico deve ser chamado
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EPI EPI
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no início de toda convulsão em cri-
anças, para que ele possa - se ne-
cessário - dar uma injeção para
controlá-la; os acessos prolongados
podem ser perigosos. A maioria dos
adultos sai espontaneamente de um
acesso, mas deve-se procurar ajuda
médica se este persistir por mais de
dez minutos. Os remédios anticon-
vulsivos podem provocar uma gran-
de redução na freqüência de aces-
sos, ou até mesmo acabar com eles.
Em geral, os epiléticos devem viver
a vida da forma mais completa
possível, mas evitar ocupações nas
quais um acesso seria muito pe-
rigoso, como dirigir, limpar janelas
ou trabalhar próximo a máquinas
em movimento. A discriminação
mal instruída dos empregadores
contra os epiléticos deve ser con-
denada. Muitos médicos têm con-
trolado a própria epilepsia sozinhos.
EPILEPSIA JACKSONIANA - Epi-
lepsia com espasmos localizados,
sem perda da consciência e com le-
são orgânica.
EPILEPTIFORME - Semelhante à
epilepsia.
EPILEPTOGÊNICO - Que produz
epilepsia.
EPINEFRINA - (V. Adrenalina.)
EPINEFRITE - Inflamação da supra-
renal.
EPILO - Prega de tecido gorduroso
que vai do estômago aos órgãos
subjacentes.
EPIPLOPEXIA - Fixação do epiplo à
parede abdominal.
EPIPLÓICO - Relativo ao epiplo.
EPISCLERAL - Situado sobre a
esclerótica ocular.
EPISCLERITE - Inflamação da escle-
rótica.
EPISIORRAFIA - Sutura do períneo
ou dos grandes lábios.
EPISIORRAGIA - Hemorragia pe-
rineal.
EPISIOTOMIA - Pequeno corte fei-
to, às vezes, na parte externa da
vagina, sob anestesia local, para
ajudar a saída da cabeça do bebê
durante o parto. Ele evita um es-
tiramento excessivo dos músculos
e um rasgo maior; é costurado sem
dor, também sob anestesia local.
EPISPÁDIAS - Abertura da uretra no
dorso do pênis.
EPISTAXE - Hemorragia nasal.
EPISTÓTONO - Contrações mus-
culares generalizadas com encur-
vamento do corpo para frente.
EPITÉLIO - Tecido de revestimento
da pele e das mucosas.
EPITELIOMA - Tumor maligno de
natureza fibrosa com base de célu-
las epiteliais.
EPÚLIDE - Tumor da gengiva, periós-
teo ou maxilar.
EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO - (V.
Ácido-básico.)
EQUIMOSE - Pequeno derrame
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EPI EQU
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sangüíneo debaixo da pele, mancha
escura.
EQÜINO - Deformidade do pé que
impede o apoio sobre o calcâneo.
EREÇÃO - Turgidez e endurecimen-
to por congestão, afluxo de sangue.
EREPSINA - Fermento intestinal que
ajuda a digerir as proteínas.
ERETISMO - Irritabilidade, sensibi-
lidade exagerada.
ERGOTINA - Extrato hidroalcoólico
de esporão de centeio.
ERGOTINA DE BONJEAN - Extra-
to mole de esporão de centeio.
ERGOTINA DE YVON - Extrato
aquoso de esporão de centeio.
ERGOTISMO - Intoxicação pela
ergotina. Doença causada pelo uso
excessivo de medicamentos ou ali-
mentos que contenham esporão de
centeio. Este mal se caracteriza pela
gangrena das pontas das mãos, dos
dedos e dos pés
ERISIPELA - Infecção da pele produzi-
da por estreptococos, que se espalha
semelhante à celulite. Na erisipela,
contudo, a infecção se espalha den-
tro da pele, e não embaixo dela. Sin-
tomas: Dor de cabeça, vômitos, cala-
frios e febre, dor nas articulações e
prostração. Aparece com mais fre-
qüência no tempo de frio, começan-
do por uma mancha irregular, redon-
da ou ovalada. (V. Celulite.)
ERITEMA - Vermelhidão na pele;
uma característica de várias erup-
ções e doenças de crianças. O
eritema nodoso caracteriza-se pelo
surgimento de lesões nodulares, re-
dondas ou ovaladas, nas pernas
abaixo dos joelhos e no antebraço.
Um tipo de eritema mais grave, que
afeta os órgãos internos, é o lúpus
eritematoso, em sua forma aguda.
ERITRASMA - Micose da pele, com
placas róseas.
ERITRÓCITO - Hemácia, glóbulo
vermelho do sangue quando jovem.
ERITRODERMIA - Pele avermelhada.
ERITROPOESE - Produção de eri-
trócitos que depois se transformam
em hemácias.
EROGÊNICO - Que provoca desejo
sexual.
ERÓGENO - O mesmo que Erogênico.
EROSÃO - Perda superficial de
tecido.
EROSÃO SUBCONDRAL - Peque-
na falha no osso logo abaixo da car-
tilagem que o protege.
ERÓTICO - Relativo ao desejo
sexual.
EROTISMO - Desejo sexual.
ERRO MÉDICO - Ação ou omissão,
em que se verificou negligência, im-
prudência ou imperícia do médico.
ERUCTAÇÃO - Expulsão ruidosa de
ar, gases, ou ácido do estômago.
Quando se come demasiada ou
apressadamente, ou se fala muito
durante a refeição há a tendência
para engolir ar juntamente com os
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EQÜ ERU
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alimentos. Este ar é liberado pela
eructação. Popularmente conhecido
como arroto.
ERUPÇÃO - Lesão visível que apa-
rece na pele.
ERUPTIVO - Caracterizado por uma
erupção.
ESBACH, ALBUMINÍMETRO DE -
Tubo graduado que permite ler a
quantidade de albumina na urina.
ESCABIOSE - Doença de pele conhe-
cida como “sarna”, causada por um
ácaro. Este faz pequenas covas na
pele, onde põe seus ovos; como ele
fica ativo quando a pele está quente,
a coceira piora na cama, à noite, ou
quando o paciente se senta perto do
fogo. As mãos (particularmente a
palmura dos dedos) e os pulsos são
as partes atingidas com mais fre-
qüência. É contagiosa, sendo passa-
da de um para outro, e, assim como
a infestação de piolhos, é favorecida
por aglomerações de gente e falta de
asseio.
O tratamento consiste em tomar ba-
nho quente e esfregar as partes atin-
gidas com uma escova dura para
abrir as covas, mudando e aferven-
tando toda a roupa de cama e a de
vestir, e aplicando preparados quí-
micos para matar os ácaros. Um dos
medicamentos mais eficazes é a lo-
ção de Benzoato de Benzilo, que
deve ser aplicada em todo o corpo -
do pescoço para baixo -, deixando
que fique por 24 horas antes de la-
var. Duas aplicações com um inter-
valo de cinco dias quase sempre
cura, mas, a não ser que se lide ade-
quadamente com as roupas, e que
todos os membros da família sarem,
é provável que haja uma reinfecção.
ESCAFÓIDE - Em forma de barco.
Um dos ossos da mão.
ESCALDADURAS - (V. Queima-
duras.)
ESCALENO - De três lados desiguais.
Nome de um músculo inserido nas
vértebras cervicais.
ESCALPELO - O mesmo que Bisturi.
ESCAMOSO - Com escamas.
ESCÁPULA - Omoplata, osso da es-
pádua, também chamado apá, pá,
paleta.
ESCAPULALGIA - Dor na espádua.
ESCAPULOCLAVICULAR - Refe-
rente à espádua e à clavícula.
ESCARAS - Lesões de necrose da
pele, estremamente dolorosas.
Crosta amarela ou enegrecida que
se forma nas queimaduras ou feri-
das infectadas. Pele morta aderida
ao corpo do doente queimado.
ESCARAS DE DECÚBITO - Úlcera
perfurante na região lombar das
pessoas imobilizadas pela paralisia
ou por estado de coma.
ESCARIFICAÇÃO - Ato de praticar
pequenas incisões próximas.
ESCARIFICADOR - Lanceta. Instru-
mento para fazer escarificações.
ESCARLATINA - Antigamente, uma
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ERU ESC
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doença infecciosa aguda e mortal. A
escarlatina é menos grave agora, por-
que o micróbio que a causa - o
estreptococo - se tornou menos
agressivo. É infecciosa, com um pe-
queno período de incubação (3 a 5
dias), começando com garganta in-
flamada, amidalite e febre. Uma
erupção aparece na pele depois de
um ou dois dias, com uma ver-
melhidão geral (eritema), exceto ao
redor da região da boca, que fica
pálida. Ela reage rapidamente a
antibióticos, e as complicações a lon-
go prazo - como a nefrite e a febre
reumática - são raras hoje em dia.
ESCARLATINIFORME - Semelhan-
te à escarlatina.
ESCARRO - Substância que é expe-
lida tossindo. Normalmente, ele
não deve existir porque, apesar de
haver uma leve secreção dentro
dos brônquios, esta não acumula
o suficiente para subir com a tos-
se. A produção de escarro é um in-
dício de que os brônquios estão ir-
ritados. Ocorre com freqüência
nas pessoas que fumam muito e
que tragam; o escarro é de cor es-
cura nesses casos. Ele também é
produzido em várias doenças. A
bronquite, a pneumonia e a tuber-
culose são alguns exemplos. Toda
tosse persistente (três semanas ou
mais), com a qual é produzido es-
carro, deve ser tomada como um
aviso de que se deve fazer um exa-
me médico.
ESCATOL - Composto hidrogenado
encontrado nas fezes.
ESCLERITE - Inflamação da escleró-
tica.
ESCLERODERMIA - Doença da pele
com espessamento e endureci-
mento.
ESCLEROMA - Placa de endureci-
mento.
ESCLEROSADO - Com esclerose.
ESCLEROSANTE - Que produz
esclerose.
ESCLEROSE - Endurecimento de pe-
quena ou larga extensão do corpo,
provocado pelo crescimento exces-
sivo de tecido conjuntivo. Aplica-
se o termo especialmente ao en-
durecimento do tecido nervoso
causado por atrofia ou degeneração
dos elementos nervosos e pelo
espessamento das artérias por cau-
sa do crescimento do tecido fibro-
so e dos depósitos de substância
gordurosa e de sais de cálcio.
ESCLEROSE DISSEMINADA - V.
Esclerose Múltilpla
ESCLEROSE LATERAL - Enfermida-
de rara do cérebro em medula espi-
nhal, que aparece em homens de 40
a 50 anos. A degeneração e a cica-
trização atuais levam à perda do
controle dos músculos das mãos,
braços, pernas e garganta.
ESCLEROSE MÚLTIPLA - Doença
das mais comuns, do sistema ner-
voso, na qual fragmentos do reves-
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ESC ESC
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timento protetor das fibras nervo-
sas são consumidos pouco a pou-
co. A causa não é seguramente co-
nhecida. Ela atinge adultos de am-
bos os sexos, e o seu curso é vari-
ável. Pode começar com um defei-
to temporário da visão ou sensa-
ções de formigamento num mem-
bro do corpo. A princípio, os sin-
tomas tendem a aumentar conside-
ravelmente; eles podem ser poucos
e raros. Alguns sofredores têm uma
deficiência muito pequena ou uma
pequena inabilidade e fraqueza
depois de muitos anos. Outros se-
guem um curso progressivo mais
rápido, e se tornam gradualmente
paraplégicos, tendo que contar com
cadeiras de rodas. Ainda assim,
pode haver períodos de melhora.
Os movimentos do braço tendem
a ser retesados. Ainda não existe
cura, mas vários tratamentos sin-
tomáticos são usados. A fisiotera-
pia faz com que o paciente apro-
veite o máximo os músculos bons,
que devem ser mantidos o mais
ativos possível.
Os pacientes diagnosticados no iní-
cio devem tomar consciência de que
podem estar com um tipo da doen-
ça no qual não devem ocorrer defi-
ciências sérias durante trinta anos
ou mais. As pesquisas em relação
às causas e aos tratamentos conti-
nuam.
ESCLERÓTICA - Membrana fibrosa
do globo ocular, que o povo chama
de “branco dos olhos”.
ESCLEROTICOTOMIA - Incisão da
esclerótica para aliviar o glaucoma.
ESCLEROTOMIA - O mesmo que
Escleroticotomia.
ESCOLIOSE - Deformidade no pla-
no latero-lateral da coluna, de ca-
ráter permanente, acompanhada
pela rotação dos corpos vertebrais.
ESCOLIÓTICO - Referente à esco-
liose.
ESCOLIÓTOMO - Instrumento para
cortar ossos ou tecidos duros.
ESCORBUTO - Doença de carência
que ocorre por causa da falta de vi-
tamina C, que é necessária para
manter saudável os vasos san-
güíneos e, na sua ausência, os va-
sos capilares ficam fracos e permi-
tem um sangramento na pele e gen-
givas. A vitamina C é encontrada
nas frutas, verduras e legumes fres-
cos. Pode ocorrer a doença em pes-
soas pobres, na velhice, ou em “ex-
cêntricos”, que adotam uma dieta
que não inclui verduras e legumes.
ESCORIAÇÃO - Abrasão, erosão,
perda superficial dos tecidos. Feri-
da superficial.
ESCÓTOMO - Ponto cego no cam-
po visual.
ESCÓTOMO CINTILANTE - Pon-
tos luminosos no campo visual, que
ocorre na hipertensão arterial.
ESCRÓFULA - Palavra antiga, hoje
fora de uso, que significa tendência
à tuberculose ganglionar ou outra
forma de tuberculose já declarada.
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ESC ESC
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ESCROFULODERMIA - Tuberculo-
se da pele.
ESCROFULOSE - Tuberculose gan-
glionar.
ESCROTAL - Relativo ao escroto.
ESCROTITE - Inflamação do escroto.
ESCROTO - Saco de pele suspenso
na região do períneo e que aloja os
testículos e os epidídimos.
ESCROTOCELE - Hérnia do escroto.
ESCULÁPIO - Ou Asclépios, o deus
da Medicina na mitologia grega.
ESFACELO - Necrose, gangrena.
ESFACELODERMIA - Gangrena da
pele.
ESFENOIDAL - Referente ao esfe-
nóide.
ESFENÓIDE - Osso situado no cen-
tro do assoalho do crânio.
ESFÍGMICO - Relativo ao pulso.
ESFIGMOCARDIÓGRAFO - Apa-
relho que registra graficamente os
movimentos do pulso e do cora-
ção.
ESFIMÓGRAFO - Aparelho que re-
gistra graficamente os movimentos
do pulso.
ESFIGMOGRAMA - Traçado do
pulso.
ESFIGMOMANÔMETRO - Apare-
lho para medir a pressão arterial.
Existem o aneróide (sem líquido) e
o de mercúrio.
ESFÍNCTER - Músculo circular que
contrai o orifício de um órgão.
ESFINCTERALGIA - Dor no esfíncter.
ESFINCTEROPLASTIA - Reparação
cirúrgica de um esfíncter.
ESFINCTEROTOMIA - Divisão dos
músculos de um esfíncter.
ESFREGAÇO - Material espalhado
numa lâmina de vidro para exame.
ESFREGAÇO CERVICAL - Esfre-
gaço das secreções mucosas do colo
do útero.
ESGOTAMENTO - Perda de energia
vital por fadiga ou doença. Quando
o esgotamento é extremo recebe a
denominação de prostração nervo-
sa ou psicastenia, chamada também
astenia ou debilidade neurocir-
culatória. Sintomas: insônia, perda
de memória e apetite, falta de aten-
ção e palpitação.
ESMALTE - A camada externa dos
dentes.
ESMEGMA - Secreção caseosa em
redor do prepúcio ou dos pequenos
lábios.
ESOFAGECTOMIA - Operação que
retira parcial ou totalmente o
esôfago.
ESÔFAGO - Tubo muscular longo si-
tuado atrás da traquéia e pelo qual
caminham os alimentos da faringe
para chegar ao estômago.
ESOFAGOCOLOPLASTIA - Opera-
ção que transpõe o cólon, que subs-
titui o esôfago para levar os alimen-
tos ao estômago.
ESOFAGISMO - Espasmo do esôfago.
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ESC ESO
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ESOFAGOCELE - Hérnia do esôfago.
ESOFAGOMALACIA - Amoleci-
mento do esôfago.
ESOFAGOPTOSE - Prolapso do
esôfago.
ESOFAGOSCÓPIO - Instrumento
para exame visual do esôfago.
ESOFAGOSTENOSE - Estreita-
mento do esôfago.
ESOFAGOSTOMIA - Abertura de
comunicação entre o esôfago e o
exterior. Formação de uma fístula
esofagiana.
ESOFAGOTOMIA - Incisão do
esôfago.
ESPAÇO LINFÁTICO - Espaço mi-
croscópico entre as células.
ESPARADRAPO - Emplastro ade-
sivo.
ESPASMO - Contração involuntária
e brusca dos músculos lisos. Exem-
plo: a cólica hepática, a cólica
nefrética, a dismenorréia, etc. Um
espasmo geral do corpo recebe o
nome de “convulsão”.
ESPASMÓDICO - Rígido, com es-
pasmo.
ESPASMOFILIA - Tendência aos es-
pasmos e às convulsões.
ESPASMOLÍTICO - Medicamento
que combate o espasmo.
ESPASTICIDADE - Capacidade de
entrar em espasmo.
ESPÁSTICO - Em estado espasmó-
dico.
ESPÁTULA - Faca achatada e sem lâ-
mina cortante, usada para deprimir
a língua ou para lidar com poma-
das e pastas.
ESPECIALISTA - Médico especializa-
do em determinada área de Medi-
cina. O médico da família deve ter
muitos colegas especialistas e tam-
bém acesso a uma variedade de de-
partamentos especializados. Prova-
velmente, ele vai sugerir que você
procure um especialista, se o achar
necessário. Se não fizer isso é por-
que está confiante quanto à nature-
za de sua condição, achando que
você não obterá nenhuma vantagem
de outras investigações ou cirurgi-
as. Às vezes, pode ser porque você
minimizou os sintomas ou ansieda-
des, o que indica que você está me-
lhor do que parece.
Se você está aflito com alguns sin-
tomas, conte ao seu médico essa
preocupação e o motivo dela (um
caso de doença na família, por
exemplo). É melhor conversar com
seu médico do que ouvir a opinião
de qualquer pessoa. Uma vez que
entende a razão da ansiedade, a
maioria dos médicos pode indicar
um especialista.
ESPÉCIE - Grupo de animais ou de ve-
getais que têm as mesmas caracte-
rísticas e pertencem ao mesmo gê-
nero. Exemplo: a espécie humana.
ESPECÍFICO - Remédio que age de
maneira especial curando determi-
nada doença.
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ESO ESP
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ESPECTRO - Faixa de cores que se
zo esperma.
ESPERMATORRÉIA - Incontinência
de esperma.
ESPERMATOZOÁRIO - Espermato-
zóide. A célula geradora masculi-
na, que caminha por meio de um
flagelo. São 250 mil por centíme-
tro cúbico.
ESPERMATOZÓIDE - O mesmo que
Espermatozoário.
ESPERMATÚRIA - Presença de es-
perma na urina.
ESPERMICIDA - Que destrói o
espermatozóide.
ESPICA - Bandagem em forma de 8.
ESPÍCULA ÓSSEA - Pequeno aumen-
to ósseo decorrente da degeneração
da cartilagem que protege o osso.
ESPINHA - Projeção aguda num
osso; nome popular da coluna ver-
tebral.
ESPINHA BÍFIDA - Fase fundamen-
tal no desenvolvimento do embrião,
é o crescimento conjunto de ambos
os lados da coluna vertebral para
formar o espaço onde irá se alojar a
medula espinhal. Quando não se dá
este desenvolvimento conjunto, re-
sultará uma estrutura conhecida por
espinha bífida, quer dizer, espinha
fendida.
ESPINHA DORSAL - V. Coluna ver-
tebral.
ESPIRAL - Bandagem em forma de
caracol.
ESPIRAL REVERSA - Enfaixe de um
membro.
ESPÍRITO DE VINHO - Álcool co-
mum.
ESPIROMETRIA - Obtenção de
volumes, capacidades e fluxos
pulmonares por intermédio de um
espirômetro.
ESPIRÔMETRO - Aparelho que
mede a capacidade respiratória dos
pulmões.
ESPLÂNCNICO - Relativo às vísceras.
ESPLANCNOCELE - Hérnia de uma
víscera ou de parte dela.
ESPLANCNOPTOSE - Queda de
uma ou mais vísceras.
ESPLENECTOMIA - Retirada parci-
al ou total do baço.
ESPLENECTOPIA - Queda do baço.
ESPLENELCOSE - Ulceração do
baço.
ESPLÊNICO - Relativo ao baço.
ESPLENITE - Inflamação do baço.
ESPLENIZAÇÃO - Ato de adquirir
consistência semelhante à do baço.
Ocorre em certas pneumonias.
ESPLENOCELE - Hérnia do baço.
ESPLENODINIA - Dor no baço.
ESPLENOMALACIA - Amolecimen-
to do baço.
ESPLENOMEGALIA - Aumento do
volume do baço.
ESPLENOPATIA - Denominação ge-
nérica de toda afecção do baço.
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ESP ESP
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ESPLENOPEXIA - Fixação cirúrgica
do baço.
ESPLENOPNEUMONIA - Pneumo-
nia com esplenização do pulmão ou
parte dele.
ESPLENOTOMIA - Incisão no baço.
ESPONDILALGIA - Dor nas vér-
tebras.
ESPONDILARTRITE - Inflamação da
vértebra e dos tecidos ao seu redor.
ESPONDILITE - Inflamação de uma
ou mais vértebras.
ESPONDILÓLISE - Fratura da vér-
tebra.
ESPONDILOLISTESE - Escorrega-
mento da vértebra, alterando o alinha-
mento com as vértebras vizinhas, dan-
do lugar a uma curvatura lombar exa-
gerada. Na falta de suporte adequado
produz-se dor nas costas, que desa-
parecem se a pessoa descansa e rea-
parece com o reinício das atividades,
estendendo-se até a coxa à perna.
ESPONDILOSE - Degeneração dos
discos invertebrais com ossificação
periférica.
ESPONDILOSE CERVICAL - Osteo-
artrite que ocorre nas juntas do pes-
coço. Os sintomas podem incluir dor
localizada e rigidez no pescoço, e
também dor, fraqueza e formiga-
mento nos braços, quando os nervos
que saem dos canais da vértebra no
pescoço ficam irritados pela pressão
das juntas inchadas. Um colete de
espuma ou plástico usado de um a
três meses pode aliviar a dor, assim
como exercício, fricção e calor ra-
diante. (V. Artrite e Osteoartrite.)
ESPONJOSO - Cheio de pequenos
orifícios ou cavidades.
ESPORÁDICO - O mesmo que iso-
lado; não freqüente.
ESPORÃO DO CENTEIO - Ou cen-
teio espigado, cravagem do centeio.
Fungo parasita do centeio e outros
cereais. Excrescência que se forma
no centeio quando atacado por um
fungo, o Claviceps purpurea. Do
esporão se extraem as ergotinas e
derivados.
ESPOROS - Células reprodutoras es-
peciais de certos micróbios, as quais
resistem anos ao dessecamento e
podem reviver causando a doença,
como, por exemplo, o tétano, o
carbúnculo, etc.
ESPOROTRICOSE - Infecção da
pele provocada pelo Sporotrichum
Schenckii, um fungo que se desen-
volve nas plantas de folhagem
abundante. De 20 dias a 3 meses
após o contato com o fungo, surge
na zona danificada um abcesso duro
e elástico, que se inflama e acaba
rompendo a pele e descarregando
pequena quantidade de pus claro; a
pele adjacente se torna negra. A in-
fecção pode atingir outras zonas da
pele, mas raramente os órgãos in-
ternos.
ESPORULAÇÃO - Reprodução pela
formação de esporos.
ESPRU - Doença crônica de carên-
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ESP ESP
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cia do tubo digestivo, com anemia
macrocítica e outras manifestações.
O nome deriva de uma palavra ho-
landesa que significa “inflamação
da boca”.
ESPUMA DE FIBRINA - Substância
seca extraída da fibrina humana e
que facilita a coagulação do sangue;
daí seu emprego em cirurgia.
ESPUTO - Escarro, material expec-
torado. Pode ser mucótico, muco-
purulento, purulento, hemorrágico,
espumoso.
ESQUELETO - O arcabouço ósseo do
corpo, que sustenta os tecidos mo-
les e protege os órgãos internos.
ESQUINÊNCIA - Um abscesso na
amídala. (V. Abscessos.) A amídala
está sujeita à infecção e, às vezes,
esta se espalha debaixo da amídala,
onde se forma um pequeno absces-
so. A temperatura fica razoavelmen-
te alta, há uma inchação considerá-
vel da garganta e dor. Geralmente é
receitado um antibiótico mas, às
vezes, a esquinência se rompe sol-
tando o pus. Ocasionalmente é ne-
cessário que ela seja lancetada pelo
médico para que sare.
ESQUISTOSSOMA - Ou chisto-
soma. Gênero de trematódios para-
sitos entre os quais o Schistosoma
mansoni, causador da esquistos-
somose.
ESQUISTOSSOMOSE - Doença in-
fecciosa e parasitária causada por
vermes platelmintos chamados de
“esquistossomos”, conhecida no
Brasil como “barriga-d’água”. O
mais conhecido no país é o Schisto-
soma mansoni. No Oriente Médio
e na Índia encontra-se o S. haemato-
bium, também comum na África; S.
japonicum é encontrado no Orien-
te, todos causadores da mesma do-
ença. O ciclo dos esquistossomos
começa quando eles penetram no
Biomphalaria ou no Planorbis, es-
pécies de caramujos de água doce,
na forma de pequenas larvas cha-
madas “miracídios”. O caramujo é
um hospedeiro intermediário que as
larvas, já desenvolvidas, abando-
nam e voltam para a água sob a for-
ma de cercárias. O organismo hu-
mano é o hospedeiro definitivo e
nele penetrando, através da pele, as
larvas alcançam a corrente san-
güínea e alojam-se nas veias do fí-
gado, onde amadurecem e se repro-
duzem. Migram depois para o in-
testino, onde seus ovos são elimi-
nados com as fezes por um ou dois
anos, mas podem chegar a 25 anos
ou mais. Caindo na água novamen-
te, os ovos transformam-se em
miracídios e todo o ciclo recome-
ça. Depois de 4 a 6 semanas após a
infecção surgem os sintomas: febre,
dor de cabeça, perda de apetite, suor
intenso, tosse e diarréia. Nos casos
graves ocorre hipertensão pulmo-
nar, insuficiência hepática, compli-
cações intestinais, crises hemor-
rágicas e tumores.
ESQUISTOSSOMOSE HEPATES-
PLÊNICA - Doença hepática crôni-
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ESP ESQ
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ca, endêmica no Brasil, causada
pela obturação de ramos venosos do
sistema porta intra-hepático por
ovos do Schistosoma mansoni, que
condicionam a formação de fibrose
peri-portal e hipertensão portal.
ESQUIZOFRENIA - O termo esqui-
zofrenia vem do latim esquizo = ci-
são, frenia = mente; foi introduzi-
do em 1911 pelo psiquiatra suíço
Eugen Bleuler para definir uma do-
ença psíquica caracterizada, basica-
mente, pela cisão do pensamento,
do afeto, da vontade e do sentimen-
to subjetivo da personalidade. Des-
creve uma mente seriamente pertur-
bada, em que as idéias e o compor-
tamento perdem o contato com a re-
alidade, isto é, no estágio agudo, o
sofredor fica psicótico. Existem
vários tipos, incluindo a forma pa-
ranóica, em que os sofredores po-
dem ficar suspeitosos, talvez de al-
gumas pessoas apenas. Na forma
clássica, o pensamento se torna in-
coerente, e as emoções e reações
inadequadas. O paciente pode ou-
vir vozes dando instruções e, por
causa disso, pode, às vezes, agir de
forma perigosa. O bom senso e o
controle de emoções são afetados;
os delírios são comuns, e a pessoa
pode ficar relutante ou incapaz de
colaborar com os amigos e médi-
cos. Pode acabar num colapso. O
doente fica desequilibrado, e a fa-
mília não sabe o que fazer.
A interação da mente sobre o corpo
é muito pouco compreendida; toda-
via, os conselhos, a psicoterapia e a
consideração de uma mudança no
estilo de vida são de alguma ajuda,
mas somente depois que o estágio
agudo da doença esteja controlado.
Nos primeiros dias, o sofredor pre-
cisa de auxílio médico urgente, que
pode incluir uma medicação a lon-
go prazo e, ocasionalmente, uma
terapia eletroconvulsiva.
Os sintomas da esquizofrenia são
classificados em sintomas produti-
vos e sintomas negativos. Os sinto-
mas produtivos mais característicos
são o delírio e as alucinações. En-
tende-se por delírio um juízo falso
e irredutível da realidade, como por
exemplo um delírio de perseguição
(delírio paranóide), no qual o paci-
ente sente-se perseguido e ameaça-
do por outras pessoas, interpretan-
do fatos da vida quotidiana como
provas cabais de sua perseguição.
Alucinações são percepções sem es-
tímulo externo, como por exemplo
ver ou ouvir coisas não presentes.
Na esquizofrenia as alucinações
auditivas são as mais freqüentes: o
paciente escuta vozes de pessoas
ausentes, comentando sobre seu
comportamento ou dando-lhe or-
dens imperativas, às quais ele não
consegue resistir. O paciente passa
a sentir-se influenciado por outros,
perde o controle de sua própria von-
tade, sente-se controlado por tele-
patia, por hipnose, “como um
robô”. Pode também interpretar de-
lirantemente estímulos reais, como
por exemplo achar que uma deter-
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ESQ ESQ
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minada notícia na televisão ou no
rádio refere-se à sua pessoa. Os sin-
tomas negativos caracterizam-se,
principalmente, por uma diminui-
ção da ressonância afetiva e por um
empobrecimento do conteúdo do
pensamento.
Na população geral, o risco de um
indivíduo adoecer de uma esqui-
zofrenia durante a vida é de 1%, a
prevalência da doença (freqüência
em determinado ponto no tempo) é
de 0,5% e a incidência é de 30 no-
vos adoecimentos em cada 100.000
habitantes por ano. A idade média
de início da esquizofrenia é de 20 a
25 anos nos homens e de 25 a 30
anos nas mulheres. Os sintomas ini-
ciais são uma irritabilidade genera-
lizada, um estreitamento dos inte-
resses, morosidade, indecisão, iso-
lamento social e descuido do aspec-
to pessoal.
De uma maneira geral, sabe-se que
após o primeiro surto esquizo-
frênico 1/3 dos pacientes nunca
mais adoece, 1/3 volta a ter outros
surtos com intervalos sadios, e ape-
nas 1/3 tem um curso desfavorável,
desenvolvendo uma sintomatologia
residual (comportamento excêntri-
co, diminuição do afeto e da vonta-
de, autismo com perda de contato
com o mundo circundante). Diver-
sos estudos mostram que 50% dos
esquizofrênicos são hospitalizados
apenas uma vez, e que em 60% dos
casos, com um tratamento adequa-
do, consegue-se uma reintegração
social e profissional satisfatória.
Mesmo nos casos de curso desfa-
vorável, a gravidade dos sintomas
evolui dentro dos primeiros 5 anos
da doença, não havendo piora após
este intervalo. Com isto, sabe-se
hoje que o prognóstico da esquizo-
frenia não é tão catastrófico como
se acreditava há algumas décadas.
As causas da esquizofrenia ainda
não foram totalmente elucidadas.
Supomos tratar-se não de uma do-
ença única, mas de uma síndrome
com diferentes etiologias. Sabe-se
que um fator genético tem um pa-
pel importante, visto que em gême-
os monozigóticos, quando um so-
fre da esquizofrenia, o outro terá um
risco de 50% de adoecer, compara-
do com 1% na população geral. En-
tretanto, o fato de que o risco de
concordância para a doença nesses
indivíduos geneticamente idênticos
ser bem abaixo dos 100% prova que
outros fatores, não genéticos, tam-
bém tem de estar operantes.
Um número grande de estudos mos-
tra que a esquizofrenia está associ-
ada com uma disfunção cerebral,
principalmente do lobo frontal.
Como essa disfunção já está presen-
te em pacientes jovens, no primei-
ro surto da doença, supomos que ela
não seja conseqüência da psicose
em si ou de seu tratamento, mas sim
que resulte de um distúrbio na
maturação do cérebro durante a in-
fância e a adolescência. Assim, fa-
tores metabólicos ou ambientais
que influenciem este processo de
maturação poderiam contribuir fa-
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ESQ ESQ
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cilitando ou protegendo o desenca-
deamento da doença.
Concluindo, sabemos que a esqui-
zofrenia é uma doença universal,
ocorrendo em todos os povos e cul-
turas com incidência semelhante.
Aqui, as mulheres parecem ter uma
vantagem sobre os homens, visto
que elas apresentam um adoe-
cimento mais tardio e um curso
mais favorável. Diversos experi-
mentos sugerem que os hormônios
sexuais femininos (estrógenos) po-
deriam contribuir para essa vanta-
gem. O desenvolvimento recente
de novos medicamentos antips-
icóticos mais eficazes e com me-
nos efeitos colaterais, adicionados
à introdução de novas estratégias
de reabilitação, causaram um gran-
de impacto no tratamento e no
prognóstico da esquizofrenia, per-
mitindo um tempo de hospita-
lização mais curto e beneficiando
uma maior reintegração social e
profissional de nossos pacientes.
(V. Estado de ansiedade, Depres-
são, Terapia Eletroconvulsiva,
Doença Mental, Paranóia.)
ESQUIZÓIDE - Próximo da esqui-
zofrenia.
ESTADIAMENTO - Estudo clínico
para saber o tamanho e a agres-
sividade do tumor.
ESTADO - Período, fase.
ESTADO AGUDO - Repentino, de
vida curta, como, por exemplo, a
apendicite aguda, que requer tra-
tamento imediato. O oposto de
crônico, que significa longo, de-
morado.
ESTADO BILIOSO - Termo leigo que
descreve um mal-estar digestivo
temporário, particularmente a náu-
sea e o vômito. (V. Acidose e
Dispepsia.)
ESTADO DE ANSIEDADE - Senti-
mentos de ansiedade persistentes,
como mãos trêmulas, transpiração,
palpitações, irritação e sono agita-
do. Pode não haver nenhuma causa
óbvia imediata, ou o sofredor pode
ter problemas antigos na família ou
no trabalho, os quais ele não agüen-
ta mais. As condições fazem com
que seja cada vez mais difícil para a
pessoa solucionar seus problemas e,
então, deve-se procurar ajuda médi-
ca, caso não esteja resolvendo o fato
de conversar sobre esses assuntos
com o companheiro ou com amigos
íntimos. É normal ter sintomas de an-
siedade, como tremedeira, durante
algumas horas, ou alguns dias, após
um choque grave - como escapar por
pouco de um acidente de trânsito. Os
problemas de tiróide podem provo-
car essas sensações. (V. Bócio e
Doença mental.)
ESTADO DE MAL - Crises contí-
nuas, uma se emendando na outra.
ESTADO DE MAL ASMÁTICO -
Ataque severo de asma que dura
mais de 24 horas e quase impede a
respiração.
ESTADO EPILÉPTICO - Sucessão de
ataques epilépticos graves.
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ESQ EST
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ESTADO NASCENTE - A substância
no momento em que se liberta de
uma reação química.
ESTADO NUTRICIONAL - Condi-
ção do corpo resultante da utiliza-
ção dos nutrientes disponíveis.
ESTAFILEDEMA - Edema da úvula.
ESTAFILITE - Inflamação da úvula.
ESTAFILOCOCEMIA - Presença de
estafilococos no sangue.
ESTAFILOCOCOS - Bactérias do
gênero Staphylococcus que se apre-
senta em forma de cacho de uvas,
causadoras de muitas doenças.
ESTAFILOMA - Protusão da córnea
ou da esclerótica em caso de infla-
mação.
ESTAFILOPLASTIA - Cirurgia plás-
tica da úvula.
ESTAFILORRAFIA - Sutura da úvula.
ESTAPEDECTOMIA - Ablação do
osso estribo, do ouvido.
ESTAPÉDICO - Relativo ao estribo
(ossinho do ouvido).
ESTARVAÇÃO - Privação de ali-
mentos.
ESTASE - Deficiência de drenagem
do sangue de um determinado seg-
mento do corpo.
ESTASE INTESTINAL - Demora ex-
cessiva das fezes no intestino.
ESTATURA NORMAL - Quando o
percentil da estatura localiza-se en-
tre 2,5 e 97,5.
ESTEAPSINA - Fermento contido no
suco pancreático e que digere as
gorduras.
ESTEATOMA - Lipoma, tumor de te-
cido gorduroso.
ESTEATORRÉIA - Evacuação de fe-
zes descoradas contendo muita
gordura.
ESTEATOSE - Degeneração gordu-
rosa.
ESTÊNICO - Forte, vigoroso.
ESTENOSADO - O mesmo que Es-
treitado.
ESTENOSE - Estreitamento congêni-
to ou adquirido de uma estrutura
oca. Exemplo: estenose de esôfago,
estenose de traquéia, etc.
ESTENOSE DO PILORO - Estreita-
mento do piloro.
ESTERCÓLITO - Fecólito. Massa
dura e compacta de fezes. Cíbalo.
ESTERCORAL - O mesmo que Fecal.
ESTEREOAGNÓSIA - Impossibilida-
de de reconhecer os objetos pelo tato.
ESTEREOGNOSE - Reconhecimen-
to de um corpo pelo tato.
ESTÉRIL - Incapaz de conceber ou de
fecundar. Em cirurgia: asséptico,
livre de qualquer micróbio.
ESTERILIDADE - Incapacidade de ter
filhos. A condição de ser estéril.
Existem diversos tratamentos para
superar a esterilidade.
ESTERILIZAÇÃO - Operação pela
qual uma substância ou um objeto
passa a não conter nenhum micró-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EST EST
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202
bio. Em termos médicos diz-se de
procedimentos cirúrgicos, ou uso
de dispositivos (como o Diu), que
causam a esterilidade permanente
ou temporária. Há programas em
curso no Brasil pelo qual alguns
médicos induzem as gestantes (es-
pecialmente no Nordeste) a passa-
rem por cirurgia que as esteriliza o
que, ainda hoje, é um assunto alta-
mente polêmico. A esterilização
definitiva impede a fecundação,
mediante o seccionamento ou liga-
dura das vias de excreção das cé-
lulas sexuais, conservando a fun-
ção endócrina das glândulas res-
pectivas.
ESTERNAL - Relativo ao osso esterno.
ESTERNALGIA - Dor no esterno.
ESTERNO - O osso chato do peito.
ESTERNOCLIDOMASTÓIDEO -
Forte músculo do pescoço que liga
o esterno à clavícula e à apófise
mastóide. Responsável pelo movi-
mento da cabeça para o lado.
ESTERNUTAÇÃO - O mesmo que
Espirro.
ESTERNUTATÓRIO - Que provoca
espirro.
ESTEROL - Esteróide com um grupo
alcoólico, como a cortisona.
ESTERTOR - Ruído respiratório que
não se ouve à auscultação no esta-
do de saúde. Sua existência indica
um estado mórbido.
ESTETOSCÓPIO - Aparelho com
que se ausculta o peito e as costas,
ampliando os sons dos órgãos res-
piratórios ou circulatórios.
ESTIGMA - Sinal característico de
uma doença.
ESTILÓIDE - Semelhante a uma pena
ou estilete.
ESTIMULANTE - Que acelera uma
função.
ESTIMULANTE DIFUSIVO - Esti-
mulante que tem efeito rápido e
passageiro.
ESTIOMENO - Úlcera crônica com
elefantíase da vulva.
ESTIRÃO - Predomínio relativo da
estatura sobre o peso; aspecto de
criança espigada.
ESTOMACAL - Estimulante do es-
tômago.
ESTÔMAGO - Parte do trato diges-
tivo que vai da extremidade inferi-
or do esôfago até o começo do
duodeno, ou primeira porção do in-
testino delgado. A digestão gástri-
ca se faz no estômago, onde as mo-
léculas de proteína começam a ser
desdobradas em muitas moléculas
menores, graças à ação das enzimas
presentes no suco gástrico.
ESTOMATITE - Infecção bucal que
afeta principalmente os lactentes e,
às vezes, os adultos, popularmente
conhecida como “sapinho”, é pro-
vocada pelo fungo Candida albi-
cans. Forma placas brancas que se
transformam em úlceras pouco
profundas e acarreta febre e dis-
túrbios gastrintestinais. O “sapinho
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EST EST
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203
vaginal” é caracterizado pelo sur-
gimento de corrimento e prurido
vulvar, sendo comum em gestantes
no último trimestre da gravidez.
ESTOMATOLOGIA - Estudo das
doenças da boca.
ESTOMATORRAGIA - Hemorragia
da boca.
ESTRABISMO - Normalmente, os
olhos estão coordenados e apontam
para a mesma direção. Isso permite
que o cérebro forme uma figura
com as imagens recebidas separa-
damente dos olhos. Quando há o es-
trabismo (vesguice), os músculos
do olho estão fora de equilíbrio, de
modo que um olho aponta para den-
tro ou para fora. Isso faz com que
fique difícil para o cérebro fundir
as duas imagens, de forma que, de-
pois de um certo tempo, o olho afe-
tado se torna preguiçoso e partici-
pa pouco da visão. É importante que
o estrabismo seja tratado cedo, an-
tes que o olho afetado tenha ficado
preguiçoso. A ação de envesgar os
olhos só é normal nas primeiras se-
manas de vida e, se descuidado, o
olho pode eventualmente ficar cego.
Se isso persistir depois de três me-
ses, procure o médico. O tratamen-
to pode ser feito por meio de uma
combinação de exercícios - cobrin-
do o olho perfeito durante algum
tempo, a fim de fazer com que o
olho que envesga trabalhe mais - e
por meio de óculos receitados. Às
vezes, uma cirurgia melhora o efei-
to visual.
ESTRANGÚRIA - Micção dolorosa.
ESTRATIFICADO - Em camadas.
ESTRATO - O mesmo que Camada.
ESTREPTOCOCO - Gênero de bac-
térias Gram-positivas que se apre-
senta em forma de cadeia ou ro-
sário.
ESTRIAS - Cicatrizes na pele do ab-
dome ou da coxa pela dilatação das
fibras na gestação ou no parto; são
causadas por distensão excessiva da
pele. Faixas de pele fina e retraída
aparecem com coloração averme-
lhada porém com o tempo se tornam
esbranquiçadas. Locais mais afeta-
dos: abdome, nádegas e as coxas.
Quando há uma distensão rápida da
pele que excede o limite de suas fi-
bras elásticas, estas se rompem e dão
origem à estria. As situações mais
freqüentes para esta ocorrência são
a gravidez e o ganho rápido de peso.
ESTRICNISMO - Intoxicação crôni-
ca pela estricnina.
ESTRÍDULO - Que causa ruído agu-
do como um assobio.
ESTRITURA - Estreitamento de um
canal.
ESTRITUROTOMIA - Incisão de
uma estenose.
ESTRO - Período de atividade sexual
no animal.
ESTROGÊNIO - Ou estrógeno, um
dos hormônios do ovário.
ESTRÓGENO - Que produz o estro.
(V. Estrogênio.)
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EST EST
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204
ESTROMA - Tecido de sustentação.
ESTRUMA - O mesmo que Bócio.
ESTRUMECTOMIA - Ablação cirúr-
gica de um bócio.
ESTRUMIPRIVO - Produzido pela
extirpação da tireóide.
ESTRUMITE - Inflamação da glân-
dula tireóide.
ESTUPEFACIENTE - Entorpecente,
narcótico.
ESTUPOR - Incontinência parcial.
ESVAZIAMENTO CERVICAL - Re-
tirada dos linfonodos cervicais e
outras estruturas que podem ficar ou
estão acometidos por câncer.
ÉTER - Líquido muito fluido, inco-
lor, volátil e altamente inflamável.
Antes usado como anestésico nas
operações e também como solvente.
ETERIZAÇÃO - Anestesia pelo éter.
ETEROMANIA - Embriaguez habi-
tual pela inalação de éter.
ÉTICA MÉDICA - Aplicação de con-
ceitos, questionamentos e codifi-
cação éticos ao exercício profissio-
nal do médico.
ETILISMO - O mesmo que Alcoolismo.
ETILISTA - O mesmo que Alcoólatra.
ETIOLOGIA - Estudo das causas da
doença.
ETMÓIDE - Osso sito no assoalho
do crânio ao lado do esfenóide.
EUFORIA - Sensação de bem-estar.
EUGENIA - Estudo da melhoria físi-
ca e mental da raça.
EUNUCO - Macho humano cas-
trado.
EUPÉPTICO - Que auxilia a digestão.
EUPNÉIA - Respiração normal.
EUTANÁSIA - A morte fácil e feliz.
Prática pela qual se busca abrevi-
ar, sem dor ou sofrimento a vida
de um doente reconhecidamente
incurável. Existem pessoas bem-
intencionadas que acham que o in-
divíduo, com uma doença incurá-
vel, deve ter o direito de pedir para
se livrar da vida num estágio que
ele julgue apropriado. Os meios
considerados são uma injeção sem
dor com uma dose letal de narcóti-
co ou semelhante. A eutanásia é
ilegal.
Curiosamente, a idéia é mais popu-
lar entre as pessoas saudáveis e mais
jovens, que testemunharam o que
elas vêem como a desintegração e
degradação de uma pessoa a quem
amavam. O paciente mesmo, ape-
sar de talvez acreditar na eutanásia,
raramente parece sentir que o mo-
mento certo chegou. Alguns asilos
têm trazido a esperança de uma vida
sem dor e completa para as doen-
ças incuráveis. Esses pacientes vi-
vem todos os dias na sua totalida-
de, e aceitam a morte nas suas pró-
prias condições.
A discussão sobre a validade da eu-
tanásia e sua aprovação continua,
mas persiste a proibição de praticá-
la na maioria dos países. Nos Esta-
dos Unidos um médico notabilizou-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EST EUT
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205
se pela prática da eutanásia, sendo
apelidado de Dr. Morte e acabou
condenado pela Justiça.
EUTÓCIA - Parto natural.
EUTROFIA - Boa nutrição. Estado
nutricional adequado.
EVACUAÇÃO - Ato de eliminar as
fezes.
EVACUANTE - Medicamento que
produz evacuação de um órgão, seja
purgativo, vomitivo, diurético ou
outro.
EVANESCENTE - Passageiro, efê-
mero.
EVENTRAÇÃO - Hérnia do intesti-
no na parede abdominal.
EVERSÃO - Versão para fora.
EVISCERAÇÃO - Remoção de vís-
ceras.
EXACERBAÇÃO - Agravação dos
sintomas.
EXAME CITOLÓGICO - Exame di-
agnóstico através de esfregaços,
imprints ou de grupos de células cell
block, este último obtido após
centrifugação de líquidos e exsuda-
tos.
EXAME DE CONGELAÇÃO (OU
INTRA-OPERATÓRIO) - Trata-se
de procedimento diagnóstico aná-
tomo-patológico rápido, realizado
durante o ato cirúrgico e em que é
utilizado o micrótomo de congela-
ção. Permite, além do diagnóstico
durante a cirurgia da patologia do
paciente, avaliar o grau de invasão
do tumor pelo exame das margens
cirúrgicas, linfonodos, etc., orien-
tando o cirurgião no sentido da
maior ou menor extensão do ato ci-
rúrgico.
EXAME GENITAL - Exame dos ór-
gãos genitais para fins de instrução
de processo legal.
EXAME MACROSCÓPICO - Exa-
me a olho nu de peça cirúrgica,
biópsia ou de órgãos obtidos duran-
te a necropsia. Inclui a medida, o
peso e a descrição detalhada dos
órgãos, biópsia e peça cirúrgica. É
a partir deste exame que o patolo-
gista escolhe as áreas a serem exa-
minadas à microscopia. Dado o seu
tamanho pequeno as biópsias são
geralmente incluídas para exame in
totum.
EXAMES DE SANGUE - Muitas
condições podem ser checadas por
meio de exames de sangue. A ane-
mia e outras doenças no sangue
podem ser detectadas, assim como
as doenças no rim e fígado. Pode
ser descoberto o excesso de co-
lesterol (uma substância adiposa
ligada aos problemas do coração e
das artérias); várias doenças crô-
nicas, glandulares e formas de ar-
trite também podem ser confirma-
das pelos exames de sangue. Po-
dem ser medidos os níveis de ál-
cool, drogas e venenos no sangue
(é, às vezes, útil para saber se o pa-
ciente está tomando os remédios).
Uma das utilidades dos exames é
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EUT EXA
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206
que, se derem negativo, eles tran-
qüilizam o paciente, que pode es-
tar temendo o pior. (V. Grupos
sangüíneos.)
EXANGUE - Exsangue, sem sangue.
EXANTEMA - Erupção da pele.
EXAUSTÃO - Esgotamento da energia.
EXCIPIENTE - Veículo inerte para
uma fórmula farmacêutica. Exem-
plo: lactose para cápsulas, lanolina
para pomadas, etc.
EXCISÃO - Corte ou retirada de um
órgão ou parte; ressecção (angli-
cismo).
EXCITABILIDADE - Capacidade de
reagir a um estímulo.
EXCITANTE - Estimulante, que ex-
cita.
EXCREÇÃO - Eliminação dos pro-
dutos de excreção do corpo como
fezes, suor e urina.
EXCREMENTÍCIO - Fecal.
EXCRESCÊNCIA - Qualquer cresci-
mento anormal.
EXCRETA - Os resíduos eliminados
do corpo.
EXERCÍCIO - Atividade dos múscu-
los. Exercício físico é exigência
fundamental para desenvolvimento
adequado do corpo. São muito úteis
em determinadas doenças, como o
diabetes.
EXFOLIAÇÃO - Desprendimento de
tecido necrosado sob a forma de lâ-
minas.
EXIBICIONISMO - Comportamen-
to extravagante para atrair a aten-
ção. Ou perversão sexual com exi-
bição dos órgãos genitais.
EXODONTIA - Extração de dentes.
EXOFTALMIA - Projeção dos olhos
para fora, freqüente sobretudo nos
casos de bócio exoftálmico.
EXÓGENO - De causa externa.
EXOSTOSE - Projeção óssea para
fora da superfície do corpo.
EXOTOXINAS - Metabólicos tó-
xicos excretados por certos mi-
croorganismos, em condições arti-
ficiais ou no organismo de um hos-
pedeiro. Possuem ação patogênica
característica. Exemplo: toxinas
diftérica, tetânica, botulínica,
escarlanítica, estafilocócica, di-
sentérica.
EXPECTAÇÃO - Ato de deixar a do-
ença evoluir limitando-se o médi-
co a atenuar os sintomas.
EXPECTORAÇÃO - Expulsão de ca-
tarro das vias respiratórias.
EXPECTORAÇÃO SANGÜÍNEA -
(V. Hemoptise.)
EXPECTORANTE - Medicamento
que promove a expulsão de catar-
ro e mucosidades da traquéia e
brônquios.
EXPRESSÃO - Ato de exprimir.
EXSANGÜÍNEO (TRANSFUSÃO) -
Método terapêutico para icterícias
e anemias graves consistindo na tro-
ca lenta e sucessiva de pequenas fra-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EXA EXS
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207
ções do sangue do recém-nascido
por sangue compatível até totalizar
cerca de duas vezes o volume de
sangue da criança.
EXSANGUE - Sem sangue.
EXSUDATO - Substância líquida eli-
minada patologicamente.
EXTENSÃO - Estender um osso
afastando-o de outro. Exemplo:
abrir o braço, estender a perna, etc.
EXTIRPAÇÃO - Retirada completa.
EXTRA-ARTICULAR - Do lado de
fora da articulação.
EXTRADURAL - Fora da dura-máter.
EXTRATO PLACENTÁRIO - Extra-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
EXS EXU
to de placentas humanas obtendo-
se soluções de globulinas capazes
de neutralizar vários vírus. Estuda-
se hoje a utilização de elementos re-
tirados da placenta para cura de do-
enças.
EXTROFIA - Reviramento de um ór-
gão para fora.
EXTRÍNSECO - Que provém de fora.
EXTROVERSÃO - Reviramento para
fora.
EXTROVERTIDO - Pessoa cujos in-
teresses se voltam para o exterior.
EXUMAÇÃO - Ato de desenterrar
um cadáver.
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209
F
F
FACE - Parte dianteira da cabeça,
composta de numerosos ossos, sen-
do os principais: etmóide, nasal,
lacrimal, vômer, maxilar superior
ou maxila, zigomático, palatino,
maxilar inferior ou mandíbula, o
osso hióide, e o pescoço, abaixo da
mandíbula e na frente da laringe, é
incluído porque serve de inserção
para importantes músculos do soa-
lho da boca, que atuam na masti-
gação e na deglutição.
FACIAL - Referente à face.
FACIES - Expressão fisionômica.
FACOSCLEROSE - Esclerose do
cristalino.
FACULTATIVO - Nome que se dava
antigamente aos médicos.
FADIGA - Cansaço, esgotamento.
FAGEDÊNICO - Que destrói os teci-
dos vizinhos.
FAGÓCITOS - Leucócitos poli-
nucleares capazes de digerir as bac-
térias que atacam o organismo.
FAGOCITOSE - Ação de atacar e
destruir as substâncias estranhas
pelos leucócitos.
FAIXA MUSCULAR LARGA - Diz-
se do envoltório de tecido conjunti-
vo forte que envolve todos os mús-
culos da coxa.
FALA - A faculdade de falar.
FALANGES - Ossos do dedo: falange,
falanginha e falangeta.
FALO - O mesmo que Pênis.
FALÓPIO (TROMPAS DE) - Órgão
que liga o ovário ao útero. São cha-
madas também de “oviduto”. Em
seu interior é que ocorre a fecun-
dação; o óvulo, incapaz de se mo-
vimentar por si mesmo, é empur-
rado por contrações da trompa e
pelos batimentos de minúsculos
cílios que existem na parede des-
ta. O óvulo não sobrevive mais do
que 24 horas depois de liberado
pelo ovário; sendo seu desloca-
mento em direção ao útero muito
lento, ele só pode ser fecundado no
terço superior da trompa de Faló-
pio; ocorrendo a fecundação, o
zigoto resultante irá passando por
divisões celulares à proporção que
caminha; assim, chegando ao úte-
ro, ele já será um pequeno embrião,
com várias células.
FALSA MEMBRANA - Película
patológica que se parece com
uma membrana, mas que é cons-
tituída de fibrina, leucócitos e
germes.
FAMILIAR - Que afeta vários mem-
bros de uma mesma família.
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210
FAN (FATOR ANTINUCLEAR) -
Auto-anticorpo dirigido contra
constituintes do núcleo das células.
FANTASIA - O mundo da imagina-
ção.
FARINGE - Órgão situado entre a
boca e o esôfago. Funciona como
um órgão de ressonância da fala;
possui um grupo de músculos
semicirculares que ajudam na
deglutição dos alimentos. divide-se
em nasofaringe, que se estende até
o nariz, e orofaringe que conduz à
faringe e à traquéia. A mucosa que
reveste a faringe pode ser afetada
por inflamações crônicas ou agudas
como efeito secundário de resfria-
do grave, inflamação de garganta ou
amidalite aguda.
FARINGECTOMIA - Ablação cirúr-
gica da faringe.
FARINGITE - Inflamação da gargan-
ta, que quase sempre acompanha a
amidalite, mas, se as amídalas já fo-
ram retiradas, ocorre sozinha. Pode
ser causada pelo estreptococo (o
micróbio da amidalite) ou por vári-
os vírus. Apenas as gargantas ata-
cadas pelo estreptococo reagem a
antibióticos.
FARINGODINIA - Dor na faringe.
FARINGOPLEGIA - Paralisia dos
músculos da faringe.
FARINGOSCÓPIO - Instrumento
para exame da faringe.
FARINGOTOMIA - Incisão da
faringe.
FARMACOLOGIA - Estudo dos
medicamentos.
FARMACOPÉIA - Livro que serve
de padrão para o preparo e análise
dos medicamentos.
FARMACOTERAPIA - Tratamento
por medicamentos.
FASCIA - Aponeurose. Faixa de te-
cido conjuntivo que envolve o mús-
culo.
FASTÍGIO - O ponto mais elevado.
FATAL - Mortal, letal.
FATOR INTRÍNSECO - Fator de
Castle, contra a anemia perniciosa.
Encontra-se no suco gástrico e no
fígado. Facilita a absorção da vita-
mina B12.
FATOR RH - Assim como é classifi-
cado em grupos A, B, O e AB, o
sangue pode ser dividido nos tipos
Rh positivo e Rh negativo, depen-
dendo da presença ou ausência de
fatores Rh nas hemácias. Costuma-
vam surgir problemas quando uma
mãe de Rh negativo, casada com
um pai de Rh positivo, dava à luz
um bebê de Rh positivo. A mãe pro-
duzia anticorpos para as hemácias
do bebê que passavam pela circu-
lação dele através da placenta (V.
Parto.) Esses anticorpos poderiam,
dessa forma, voltar para o sangue
do bebê através do cordão umbili-
cal, e destruir as suas hemácias, pro-
vocando icterícia e anemia.
O período de risco da passagem das
hemácias do bebê para o sangue
materno é na hora do parto ou abor-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FAN FAT
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211
to, quando a placenta se desprende
do revestimento do útero. Isso ex-
plica o fato de que um primeiro fi-
lho geralmente não era atingido (a
menos que tivesse havido anterior-
mente um aborto).
Um grande avanço nos últimos anos
foi a introdução da imunoglobulina
anti-RH, que é dada às mães de Rh
negativo, na época de cada parto ou
aborto. Ela limpa todas as hemácias
do bebê que tenham entrado na
circulação da mãe, antes que te-
nham tido tempo para produzir os
anticorpos. Assim, houve uma gran-
de redução do número de bebês gra-
vemente atingidos, precisando de
transfusão de sangue ou sendo pre-
judicados pela icterícia.
As mães podem ser classificadas
quanto ao grupo sangüíneo e exa-
minadas para ver os anticorpos em
vários estágios da gravidade, de
modo que os bebês que correm pe-
rigo podem ser detectados antes do
nascimento.
FATORES DESENCADEANTES -
Não são a causa da obesidade, po-
rém podem favorecer a instalação
do quadro ou agravar uma obesida-
de preexistente. Eventos relaciona-
dos com o aparecimento ou agra-
vamento da obesidade: gravidez,
puberdade, casamento, menopausa
e uso de certos medicamentos.
FEBRE - A temperatura do corpo hu-
mano é cuidadosamente regulada,
e varia pouco, nas circunstâncias
normais. Ela é normalmente de 37 º
centígrados, mais ou menos, ou 98 º
Fahrenheit, e não deve exceder os
37 ºC, 15 ºC (98 ºF, 4 ºF). Quando
o corpo é atacado por micróbios, um
sistema de defesa complicado en-
tra em jogo, e uma das reações do
organismo é subir a temperatura.
Isso tem dois propósitos: primeiro,
a temperatura elevada é geralmen-
te inadequada para os micróbios, de
forma que eles podem ser des-
truídos com mais facilidade; segun-
do, quando a temperatura está ele-
vada, o funcionamento interno do
organismo é acelerado, de modo
que ele pode trabalhar com mais
rapidez e eficiência. No entanto, a
temperatura é apenas um dos mui-
tos fatores a serem levados em con-
ta; a aparência do paciente e outros
sintomas devem ser considerados.
As crianças ficam febris com mais
facilidade que os adultos, e a mãe
pode ficar surpresa ao descobrir que
seu filho, mesmo estando frio na
cabeça, e não aparentando particu-
larmente estar doente, está com uma
temperatura de 38 ºC (100 ºF), mais
ou menos. Isso pode ser tratado
prontamente em casa, a não ser que
ocorram complicações como dor de
ouvido ou sintomas no peito.
Por outro lado, uma temperatura de
36,5 ºC a 38,0 ºC (99 ºF a 100 ºF)
apenas pode ser muito significati-
va num paciente que estiver se sen-
tindo muito mal, principalmente se
houver dor no abdome ou vômito.
Como regra geral, você deve pro-
curar conselho de um médico quan-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FAT FEB
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212
do a temperatura, numa criança, for
de 39 ºC (102 ºF) e, num adulto,
acima de 38 ºC (100 ºF); mas, no-
vamente, o importante é a serieda-
de dos sintomas. Se o seu filho pa-
rece doente, com febre, não está
comendo e está se queixando de dor
ou vomitando, você precisa procu-
rar um médico, independentemen-
te da leitura do termômetro. (V.
Hipotermia e temperatura.)
FEBRE AMARELA - Doença infec-
ciosa grave, causada por um vírus
que se transmite pela picada do
mosquito Aedes aegypti, em cujo
corpo vive e se reproduz. A enfer-
midade se inicia entre 3 a 6 dias
depois da picada; a temperatura des-
ce abaixo do normal, o pulso fica
lento e a pele fria com um tom ama-
relado, o que explica o nome da
doença. Algum tempo depois ocor-
re um vômito negro característico,
que indica hemorragia interna.
FEBRE CEREBRAL - O mesmo que
Meningite.
FEBRE DO FENO - Doença alérgica
(V. Alergia.), na qual há uma sensi-
bilidade anormal a polens. Durante
o verão, as árvores, flores e gramas
produzem milhares de partículas de
pólen, que são levadas de planta para
planta, pelo ar. Esse pólen não é no-
civo, mas pode produzir uma irri-
tação no nariz e nos olhos daqueles
que são sensíveis a isso. A época
varia de acordo com o tipo de pólen
que é responsável pelos sintomas.
Muita coisa pode ser feita para aju-
dar. Os recentes comprimidos de
anti-histamina atenuam os sintomas,
sem causar sonolência. Outros tra-
tamentos estão disponíveis sob pres-
crição médica. Os remédios des-
congestionantes de nariz não devem
ser usados por mais de uma semana.
As injeções dessensibilizantes são
raramente usadas hoje em dia.
FEBRE ENTÉRICA - (V. Febre Tifói-
de.)
FEBRE ERUPTIVA - Qualquer doen-
ça febril que se acompanha de erup-
ção na pele.
FEBRE GLANDULAR - Doença in-
fecciosa causada por um vírus. Ela
comumente ataca crianças, adoles-
centes e alguns poucos adultos. Os
principais sintomas são garganta in-
flamada e dilatação das glândulas
linfáticas - geralmente por todo o
corpo. (V. Glândulas.) A doença é
acompanhada de febre e, ocasional-
mente, de uma leve erupção. A con-
dição dura várias semanas mas, ape-
sar de muito desagradável nos pri-
meiros dias, ela geralmente não é
perigosa, e são raras as complica-
ções. É recomendável o repouso du-
rante o estágio febril, período em
que o baço pode se dilatar e ficar
fraco. A fadiga pode persistir até três
meses. Os antibióticos não resol-
vem o tratamento é o repouso. Po-
dem-se tomar remédios apropriados
para diminuir a febre e a inflama-
ção na garganta.
FEBRE INTERMITENTE - Alternati-
vas de febre e temperatura normal.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FEB FEB
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A malária, por exemplo, produz fe-
bre intermitente, com intervalos
certos.
FEBRE RECORRENTE - Alguns dias
de febre seguidos de outros sem fe-
bre, e novamente outros com febre.
FEBRE REMITENTE - Febre que
apresenta melhoras ou diminuição
mas sem chegar a desaparecer.
FEBRE REUMÁTICA - Hoje em dia
uma doença rara, porém mais co-
mum em crianças; ela geralmente
segue uma infecção de garganta com
um determinado micróbio estrep-
tococo. Depois de um intervalo de
mais ou menos seis semanas, as for-
ças combatentes do organismo, in-
cluindo os anticorpos, contra-rea-
gem e atacam seus próprios tecidos
(particularmente as juntas), provo-
cando a inflamação. Essas reações
também podem envolver o músculo
e as válvulas do coração. Febre, gar-
ganta inflamada e juntas inchadas e
doloridas são típicas.
Ocasionalmente, o cérebro pode
estar envolvido, provocando movi-
mentos espasmódicos e descon-
trolados, conhecidos como dança-
de-são-vito. (V. Coréia.) Hoje em
dia, os antibióticos são eficazes para
curar a infecção estreptocócica ori-
ginal e ajudar a evitar a febre reu-
mática. Mas, se a doença realmen-
te se desenvolver, o tratamento é
ficar de cama para descansar as jun-
tas e o coração, e uma série pro-
longada de remédios específicos.
Às vezes, após a recuperação - que
pode demorar várias semanas -, o
paciente fica com uma válvula do
coração danificada. As técnicas ci-
rúrgicas modernas são freqüente-
mente eficazes para reparar ou subs-
tituir essas válvulas.
FEBRE TIFÓIDE (Febre Entérica) -
Infecção dos intestinos com o gru-
po de micróbios tifóides. Os sin-
tomas são semelhantes aos da
disenteria (V. Disenteria.), apesar
de que a constipação pode ser um
sintoma inicial, juntamente com a
febre, antes de aparecerem erup-
ção, dor abdominal e diarréia. A
doença é mais grave que a disen-
teria, mas reage bem a antibióticos.
A imunização protege contra o tifo,
até um certo ponto, e deve ser dada
às pessoas que foram para lugares
onde é comum a doença. A doença
é contraída pela água e pelos ali-
mentos contaminados, e pode ser
eliminada por meio de medidas da
saúde pública.
FEBRÍCULA - Febre pouco elevada
e passageira.
FEBRÍFUGO - Que afasta a febre.
FECAL - Que se refere a fezes.
FECALÓIDE - Semelhante às fezes.
FÉCULA - Amido, amilo.
FECUNDAÇÃO - Impregnação do
óvulo pelo espermatozóide.
FEITICISMO - Fetichismo. Perver-
são sexual e mental; o indivíduo
transfere para um objeto (sapato,
vestido) o desejo sexual pelo sexo
oposto.
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FEB FEI
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FEL - O mesmo que Bílis.
FÊMUR - Osso tubular maior e o
mais forte de todo o esqueleto. A
cabeça do fêmur é sua extremidade
superior esférica, dirigida para a
bacia. Apresenta revestimento
cartilaginoso e corresponde à cavi-
dade cortilóide da cintura pélvica.
Portanto, é parte da articulação
coxo-femural (coxa).
FENDA PALATINA - Durante o de-
senvolvimento de um bebê no úte-
ro, o céu da boca fica dividido, e o
lábio superior tem duas fendas, que
normalmente se juntam antes do
nascimento. Fenda palatina é a con-
dição em que o céu da boca não se
junta, e lábio leporino é quando isso
ocorre com o lábio. Isso pode in-
terferir na alimentação, mas uma ci-
rurgia deve resolver. Ocasional-
mente é necessária uma outra cirur-
gia, e pode haver um pequeno pro-
blema na fala.
FENESTRADO - Com aberturas ou
janelas.
FENOL - Ácido fênico.
FENOLIZAÇÃO - Tratamento pelo
fenol, como anti-sepsia. Hoje fora
de uso.
FEOCROMOCITOMA - Tumor das
glândulas supra-renais, que produz
elevação da pressão arterial.
FERIDA - (V. Abcesso.)
FERIDA CIRÚRGICA - A incisão ci-
rúrgica, asséptica.
FERIDA INCISA - O mesmo que corte.
FERIDA INFECTADA - Aquela em
que há micróbios.
FERIDA LACERADA - Quando há
arrancamento ou laceração dos te-
cidos.
FERIDA PERFURADA - Ferida pro-
duzida pela penetração de objeto
perfurante.
FERIDA SÉPTICA - Ferida infectada.
FERIDA SUPURADA - A que apre-
senta presença de pus.
FERIMENTO - Lesão corporal cau-
sada por trauma com solução de
continuidade.
FERMENTAÇÃO ACÉTICA - Trans-
formação de uma solução alcoóli-
ca em vinagre.
FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA - Fer-
mentação com produção de álcool.
FERMENTAÇÃO AMONIACAL -
Decomposição da uréia com forma-
ção de amônia.
FERMENTAÇÃO BUTÍRICA - Trans-
formação do leite em ácido butírico.
FERMENTAÇÃO LÁCTEA - Aze-
damento do leite pelo ácido láctico.
FERMENTO - O mesmo que Enzima.
FERMENTO DE CERVEJA - Leve-
dura de cerveja, segregado pelo
Saccharomyces cerevisiae.
FERRUGEM - Óxido de ferro. Ferro
oxidado.
FERRUGINOSO - Que contém ferro.
FERTILIZAÇÃO - O mesmo que Fe-
cundação.
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FEL FER
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FETICHISMO - V. Feiticismo.
FETICÍDIO - Ato de matar o feto.
FETO - O produto da concepção a
partir do 4
o
mês de vida intrauterina.
FETO A TERMO - Feto em condi-
ções de nascer, com aproximada-
mente 280 dias de gestação.
FETO MACHO - Planta cripto-
gâmica, Aspidium filismas, da qual
se extrai uma essência outrora usa-
da contra a tênia.
FETO PAPIRÁCEO - Feto morto, com-
primido pela ação de um feto vivo.
FEZES - Conjunto de materiais não
digeridos, gorduras, pigmentos
biliares, células descamadas, bacté-
rias, toxinas e água.
FIBRAS - Nome genérico que se dá
às partes não digeríveis dos alimen-
tos. Produzem-se as preparações de
fibras a partir da parede celular dos
vegetais. Usadas em doses terapêu-
ticas podem aumentar a saciedade
e diminuir a absorção de calorias,
com eliminação de calorias pelas fe-
zes que podem chegar a 200 kcal
por dia.
FIBRILA - Pequena fibra.
FIBRILAÇÃO - Tremor muscular. A
fibrilação cardíaca é mortal.
FIBRILAÇÃO AURICULAR - Fibri-
lação cardíaca.
FIBRINA - A porção essencial do
coágulo sangüíneo.
FIBRINOGÊNIO - Proteína solúvel
do plasma que se transforma em
fibrina pela ação da trombina.
FIBRINOSO - Relativo à fibrina.
FIBRINÚRIA - Presença de fibrina na
urina.
FIBROADENOMA - Adenoma com
tecido fibroso.
FIBROCARTILAGEM - Cartilagem
com tecido fibroso.
FIBROMA - Pequenos caroços que
se desenvolvem na parede do úte-
ro. Eles se tornam cada vez mais
comuns na meia-idade. Geralmen-
te, o principal sintoma é o aumen-
to da perda de sangue (do fluxo)
na menstruação. Se não houver sin-
tomas, eles não devem ser mexi-
dos, mas, se o fluxo estiver muito
forte, a histerectomia pode ser o
melhor tratamento. (V. Histe-
rectomia.) Surpreendentemente, a
remoção dos fibromas é uma
operação mais difícil que a histe-
rectomia, e é feita somente nas
mulheres que desejam ter mais fi-
lhos, especialmente se os fibromas
puderem provocar infertilidade. Os
fibromas em si não são perigosos,
e não são malígnos.
FIBROSE - Formação de tecidos fi-
brosos.
FIBROSE CÍSTICA OU MUCOVIS-
CIDOSE - Doença de origem ge-
nética caracterizada por bron-
quiectasias e insuficiência pancre-
ática exócrina.
FIBROSITE - V. Reumatismo muscu-
lar.
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FET FIB
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FIBROSO - Composto de fibras.
FÍBULA - Novo significado para
“perônio”, fíbula significa “união”.
Esse osso da perna une a parte su-
perior e inferior da tíbia.
FÍGADO - É a maior das glândulas e
uma das maiores vísceras do corpo
humano, situado no lado superior
direito do abdome, abaixo do dia-
fragma e unido a ele por ligamen-
tos. Ele exerce importantes funções.
O sangue vindo do aparelho diges-
tivo passa pelo fígado antes de
retornar à circulação geral. Grande
parte dos alimentos é alterada pelo
fígado, para torná-la adequada ao
uso do organismo. Alguns alimen-
tos - particularmente o açúcar - são
armazenados no fígado, de modo
que possa ser usado depois, se o
organismo necessitar. O fígado tam-
bém remove da circulação os cor-
púsculos usados do sangue, e usa o
pigmento vermelho (hemoglobina)
das hemácias na produção da bílis.
Essa bílis é armazenada na vesícula
biliar e, em seguida, despejada den-
tro do intestino, onde ajuda na di-
gestão de gorduras. A inflamação
do fígado é conhecida como hepa-
tite (V. Hepatite e Icterícia.) e, às
vezes, as células se degeneram de
forma que o fígado fica escoriado e
não consegue mais realizar suas
funções adequadamente - condição
conhecida como “cirrose do fíga-
do”. Apesar de haver outras, o ex-
cesso de álcool é uma importante
causa da cirrose. Você não precisa
ser um alcoólatra para contrair cir-
rose; o fato de beber social e regu-
larmente mais de três canecas de
cerveja diariamente pode causar
grande dano. (V. Alcoolismo.) Em
1968, o Dr. Marcel Cerqueira Cézar
Machado realizou o primeiro trans-
plante de fígado no Brasil.
FILAMENTO - O mesmo que Fibri-
la.
FILÁRIA - Gênero de parasitos
nematóides.
FILARÍASE - Infecção pelas filárias.
FILARICIDA - Que mata as filárias.
FILÁTICO - Que protege.
FILAXIA - Proteção, defesa.
FILIFORME - Em forma de fio.
FILODÉRMICO - Que conserva a
maciez da pele.
FILOPRESSÃO - Compressão de um
vaso sangüíneo por um fio.
FILTRAÇÃO - Passagem através de
um filtro para clarificação ou este-
rilização.
FILTRADO - Líquido que passou
através de um filtro.
FIMATOSE - O mesmo que Tuber-
culose.
FIMOSE - Constrição do prepúcio
masculino. Normalmente, depois
dos três anos, ele pode ser empur-
rado para trás para expor a ponta
do pênis, com propósitos de higie-
ne, mas, às vezes, a abertura do
prepúcio é estreita demais. As mães
não devem tentar retrair o prepúcio
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FIB FIM
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217
da criança antes dos quatro anos,
pois pode ocorrer uma escoriação
nos tecidos delicados. Uma leve
aderência do prepúcio num garoto
novo pode geralmente ser tratada
por um médico, com um leve
estiramento. Quando há a fimose
propriamente dita, a melhor forma
de tratá-la é por meio de uma
circuncisão, pois é provável que
acumule sujeira debaixo do pre-
púcio, resultando numa inflamação
(balanite). Às vezes, um prepúcio
apertado fica constrito ao redor da
cabeça do pênis, depois de ser em-
purrado para trás - condição conhe-
cida como “parafimose”. Nesse
caso, também o melhor tratamento
é a circuncisão. (V. Balanite e Cir-
cuncisão.)
FINSEN (LUZ DE) - Raios ultra-
violetas.
FISIATRIA - Fisioterapia, tratamento
por meios físicos.
FÍSICA - Ciência que estuda as for-
ças e as formas da Natureza.
FÍSICO - Cientista versado na ciên-
cia da Física.
FISIOLOGIA - Ciência que estuda as
funções do corpo humano.
FISIOTERAPIA - Fisiatria, tratamen-
to por meios físicos.
FISSURA - O mesmo que Fenda.
FISSURA ANAL - A abertura da via
posterior é protegida por um mús-
culo circular - o ânus. Uma peque-
na rachadura pode ocorrer na pele
que o reveste, da mesma forma que
pode haver uma rachadura no can-
to da boca. Ela é conhecida como
fissura anal. Há uma dor aguda toda
vez que se evacua e pode haver
sangramento. A infecção por micró-
bios e o fato que o ânus fica estica-
do quando se evacua tornam difícil
a cicatrização. Ela pode reagir se for
mantida uma evacuação mais ame-
na, com o uso de um laxante e com
uma pomada anestésica receitada
por seu médico. Geralmente, pode-
se prevenir essa condição evitando-
se a constipação. (V. Constipação.)
FISSURECTOMIA - Operação para
tratamento da fissura anal.
FÍSTULA - Abertura anormal entre os
órgãos internos ou entre um órgão
e a superfície do corpo; trajeto co-
municando normalmente duas ca-
vidades ou uma cavidade com o
meio externo. Um tipo comum é a
fístula anal, que ocorre por causa
de uma infecção profunda numa
fissura anal. (V. Fissura anal.) O tra-
tamento é uma pequena cirurgia. Há
um acúmulo de pus, que forma um
abscesso (V. Abscesso.), e este se
rompe na superfície da pele, perto -
mas não através - da fissura ori-
ginal.
FÍSTULA CEGA - Fístula em que uma
das extremidades é fechada.
FISTULECTOMIA - Operação para
tratamento de fístula anal.
FISTULÓTOMO - Instrumento para
incisão de fístulas.
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FIN FIS
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FITOTERAPIA - Tratamento com
produtos derivados da flora medi-
cinal. Fitoterápicos têm um ou mais
princípios ativos e componentes de
diversas naturezas. Da medicina
oriental vem grande parte do conhe-
cimento em fitoterapia.
FIXAÇÃO - Procedimento pelo qual
o tecido é colocado em contato com
substâncias químicas que preser-
vam sua estrutura, evitando sua
autólise. Existem muitos fixadores,
mas o mais comum é formol a 10%.
Os fixadores alcoólicos são também
de uso corrente. O fixador líquido
deve ser empregado em volume 10
vezes superior ao do material a ser
fixado.
FLAGELAÇÃO - Forma de massa-
gem em que se dão pancadas leves
com os dedos.
FLAGELADOS - Protozoários que
apresentam um ou mais flagelos nas
extremidades.
FLAGELO - Cílio semelhante a pêlo,
que algumas bactérias apresentam
(e também os espermatozóides e
alguns parasitos como a tricomona).
FLAMBAGEM - Ato de imergir o
objeto em álcool e deitar fogo.
FLATO - Ar ou gases no intestino.
FLATULÊNCIA - A liberação dos
gases do aparelho digestivo. O ter-
mo geralmente se aplica às eruc-
tações do estômago (arrotos), mas
também é usado para descrever os
gases dos intestinos. A flatulência
excessiva pode ser sintoma de uma
digestão desarranjada (V. Dis-
pepsia.), e algumas vezes está as-
sociada a uma doença da vesícula
biliar ou a uma úlcera péptica.
FLEBECTOMIA - Extirpação de uma
veia.
FLEBITE - Inflamação de uma veia.
As veias podem ficar inflamadas
como resultado de uma doença ou
injúria, e a situação mais comum é
na perna - onde a causa geralmen-
te é uma varicosidade das veias. (V.
Varizes.) A veia atingida fica
rígida, e pode ser sentida como um
cordão embaixo da pele. Ela fica
geralmente sensível, e a pele de
cima pode ficar inflamada. Consul-
te um médico, porque a flebite
numa veia superficial pode se es-
palhar, se não for tratada adequa-
damente. É provável que ele recei-
te uma atadura, comprimidos para
reduzir a inflamação e muita ca-
minhada para manter a circulação
fluindo através das veias mais pro-
fundas da perna. Em geral, a pers-
pectiva é excelente.
FLEBÓCLISE - Injeção intravenosa
de grande quantidade de líquido.
Exemplo: ampolas de soro de 250
ou 500 cm
3
.
FLEBOGRAFIA - Radiografia das vei-
as pela injeção por meio de contraste.
FLEBOGRAMA - Registro do pulso
venoso.
FLEBORREXE - Ruptura de uma veia.
FLEBOSCLEROSE - Esclerose das
veias.
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FIT FLE
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FLEBOTOMIA - Incisão de uma
veia. Venosecção. Dissecção veno-
sa para colocação de cateter e ad-
ministração de soro, sangue, nutri-
ção parenteral.
FLEBÓTOMO - Lanceta para san-
gria. Fora de uso hoje. Também cha-
mado “fleme”.
FLEGMASIA - O mesmo que Infla-
mação.
FLEIMÃO - Supuração do tecido
conjuntivo.
FLEME - Lanceta para sangria. O
mesmo que Flebótomo.
FLEXÃO - Dobrar um osso sobre
outro. Exemplo: dobrar o braço,
dobrar a perna.
FLICTEMA - Vesícula. Pequena bo-
lha cheia de líquido.
FLICTENULAR - Com filictenas.
FLOGÍSTICO - Que é próprio para
desenvolver calor interno.
FLOGOGÊNICO - Que provoca in-
flamação.
FLOGOSE - O mesmo que Infla-
mação.
FLORA - O conjunto de vegetais.
FLORA INTESTINAL - O conjunto
de micróbios de natureza vegetal
(bactérias) que existem normalmen-
te no intestino.
FLORAIS DE BACH - Método de tra-
tamento criado pelo médico inglês
Dr. Edward Bach. Baseia-se no
princípio de que os medicamentos
devem atuar sobre as causas da do-
ença, promovendo o reequilíbrio
das desarmonias emocionais inter-
nas, que têm origem nas caracterís-
ticas individuais da personalidade.
Ele propõe medicamentos para o
medo, para o desalento, para o de-
sinteresse, etc.
FLORENCE NIGHTINGALE - O
símbolo da enfermeira inglesa, vi-
veu de 1820 a 1908. Foi quem criou
praticamente a enfermagem atual.
FLUIDIFICANTE - Que torna fluido,
que amolece.
FLUIDO - O mesmo que líquido.
FLÚOR - Metalóide que impede a
cárie dentária, usado na água ou em
pincelagens periódicas nos dentes,
sob a forma de fluoreto de cálcio.
FLUOROSCÓPIO - Tela fluorescen-
te que mostra as imagens pelos rai-
os X. O mesmo que Radioscópio.
FLUXÃO - Congestão ativa.
FLUXO - Descarga excessiva.
FOBIA - Temor mórbido, sem moti-
vo, persistente e irracional de um
objeto específico, atividade, ou si-
tuação considerados sem perigo,
que resulta em necessidade incon-
trolável de evitar esse estímulo. Se
isto não é possível, o confronto é
precedido por ansiedade anteci-
patória e realizado com grande
sofrimento e comprometimento do
desempenho.
As fobias podem ser classificadas
em: Agorafobia que designa medo e
esquiva de diversas situações: sair ou
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FLE FOB
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ficar desacompanhado, entrar em
lojas, mercados, ou lugares públicos
abertos ou fechados, transporte co-
letivo, elevador, carros, andar em
vias expressas e congestionamentos.
Nos casos mais graves, o paciente
não consegue sair de casa, ou só pode
fazê-lo acompanhado, até certa dis-
tância, com grande comprometimen-
to de sua vida pessoal e familiar.
Uma avaliação mais fina mostra que
ele não teme as situações, mas tem
medo de nelas sentir sensações cor-
porais de ansiedade ou crises de
pânico. Este “medo do medo” é a
característica fundamental da ago-
rafobia. Denomina-se “Síndrome
do Pânico” ao conjunto de mani-
festações englobadas pelos con-
ceitos de transtorno de pânico e
agorafobia.
Fobia social é o medo excessivo, e
o evitar situações em que a pessoa
possa ser observada ou avaliada
pelos outros, pelo temor de se com-
portar de modo embaraçoso ou hu-
milhante. Se é impossível evitar a
situação, ele apresenta ansiedade
patológica, podendo chegar a um
ataque de pânico. As situações mais
comumente descritas são: participar
de festas ou reuniões, ser apresen-
tado a alguém, iniciar ou manter
conversas, falar com pessoas em
posição de autoridade, receber vi-
sitas em casa, ser observado duran-
te alguma atividade (comer, beber,
falar, escrever, votar, usar o telefo-
ne), ser objeto de brincadeiras ou
gozação e usar banheiro público.
Outros temores são o de poder vir a
vomitar, tremer, suar ou enrubescer
na frente de outros.
As queixas somáticas são as mes-
mas, mas predominam o enru-
bescer, o suor e o tremor.
Algumas pessoas que evitam con-
tato social apresentam na verdade
dismorfofobia. Nesta síndrome há
queixa persistente de um defeito
corporal específico, que não é no-
tado por outros. Os portadores es-
condem-se atrás de roupas, óculos
escuros e outros artifícios. As quei-
xas mais comuns são problemas na
face (cicatrizes, pintas, pêlos), de-
formidades, defeitos no pênis ou
seios, odores nas axilas, nos genitais
ou no ânus e mau hálito. Ela adqui-
re às vezes a dimensão de um delí-
rio ou pode fazer parte da constela-
ção de sintomas da esquizofrenia ou
outras psicoses. Com muita fre-
qüência procuram cirurgiões plás-
ticos e dermatologistas.
Fobias específicas caracterizam-se
por comportamentos de esquiva em
relação a estímulos e situações de-
terminados, como certos animais,
altura, trovão, escuridão, avião,
espaços fechados, alimentos, tra-
tamento dentário, visão de sangue
ou ferimentos, etc. As fobias a se-
guir são as mais importantes para o
clínico:
Fobias de animais: Envolvem ge-
ralmente aves, insetos (besouros,
abelhas, aranhas), cobras, gatos ou
cachorros.
Fobias de sangue e ferimentos: Al-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FOB FOB
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221
gum desconforto à visão de sangue,
ferimentos ou grandes deformida-
des físicas é normal. Quando che-
ga a níveis fóbicos, o paciente apre-
senta prejuízos pessoais e sofrimen-
to importantes. Recusam procedi-
mentos médicos e odontológicos,
não conseguem fazer exames sub-
sidiários. Abandonam carreiras,
como medicina ou enfermagem, ou
evitam a gravidez com medo dos
procedimentos associados ao parto.
Essa fobia apresenta características
próprias: tendência a perder a cons-
ciência diante do estímulo fóbico,
caráter familiar; e a não predomi-
nância em mulheres. Em relação à
perda de consciência, esses pacien-
tes apresentam uma resposta bifá-
sica de freqüência cardíaca e pres-
são arterial (PA), caracterizada por
uma fase inicial com aumento de
freqüência cardíaca e pressão arte-
rial, seguida por queda importante
de pulso e pressão, acompanhada de
sudorese, palidez, náuseas e, fre-
qüentemente, síncope. Mais rara-
mente pode haver até períodos de
assistolia e convulsões.
Fobias de doenças: A hipocondria,
caracterizada por uma percepção
ameaçadora de doença física, é um
quadro relativamente comum e he-
terogêneo. Quando o temor de do-
enças refere-se a múltiplos sistemas
orgânicos, falamos em hipocondria
e, se é mais específico, em fobia de
doença. Muitos pacientes com essa
fobia apresentam comportamentos
de esquiva em relação a reporta-
gens, conversas, hospitais ou qual-
quer outra situação que o confronte
com a doença temida. As doenças
mais classicamente temidas são as
estigmatizadas pela sociedade,
como a sífilis, câncer ou a Aids.
O tratamento das fobias é feito atra-
vés de técnicas de exposição. Atra-
vés delas ocorre diminuição dos sin-
tomas ansiosos e habituação a situa-
ção fóbica. Os três segredos dos
exercícios de Exposição: estabelecer
um objetivo prático e importante;
permanecer na situação até o medo
passar ou diminuir muito de intensi-
dade; repetir o exercício sistemati-
camente.
FOCO - Sede principal de uma
doença.
FOGO SELVAGEM - Pênfigo foliá-
ceo.
FOLICULINA - Nome antigo do
estrógeno.
FOLICULITE - Inflamação de fo-
lículos.
FOLÍCULO - Órgão microscópico
existente no ovário e que ao ama-
durecer forma o óvulo. Também,
pequeno saco ou cavidade.
FOLÍCULO PILOSO - Depressão
que contém a raiz do pêlo.
FOLÍCULOS DE MONTGOMERY
- Pequeninas proeminências rode-
ando o mamilo dos seios na mulher
grávida ou que já esteve grávida.
São de coloração escura.
FOME - Ao contrário de apetite, é a
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FOC FOM
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222
necessidade física de alimento. É re-
gulada através de um centro hipota-
lâmico diferente do que regula o
apetite; expressa-se por meio de di-
versas sensações que levam alguém
a procurar alimento.
FOMENTAÇÃO - Aplicação quente
e úmida.
FONAÇÃO - Emissão de sons vocais.
FONENDOSCÓPIO - Estetoscópio
que amplia os sons.
FONÉTICO - Referente à voz.
FONIATRA - Médico que cuida de
distúrbios da voz.
FONIATRIA - Parte da Medicina que
estuda os distúrbios e afecções da voz.
FÔNICO - O mesmo que Fonético.
FONOAUDIOLOGIA - Ciência que
abrange aspectos da saúde e educa-
ção ao realizar ações na área da voz,
fala, audição, linguagem oral, lingua-
gem escrita e motricidade orofacial
(sucção, mastigação, deglutição, res-
piração e estética facial).
FONOAUDIÓLOGO - Profissional
de nível universitário que pratica a
Fonoaudiologia.
FONOCARDIOGRAMA - Registro
dos sons do coração.
FONTANELA - Ou moleira, parte não
ossificada dos ossos do crânio em
crianças até 10 a 12 meses.
FORAME - Orifício, abertura.
FÓRCEPS - O mesmo que Pinça.
FÓRCEPS OBSTÉTRICO - Fórceps
para apreender o feto e apressar ou
facilitar o parto.
FORCIPRESSÃO - Compressão por
pinças.
FORMALDEÍDO - O mesmo que
Formol.
FORMALINA - O mesmo que Formol.
FORMIGAMENTO - Sensação
como ardor e agulhadas - geralmen-
te nos membros. Pode ocorrer por
causa da pressão no nervo (seu bra-
ço pode “adormecer” se você dei-
tar sobre ele), ou por uma inflama-
ção, como a neurite. (V. Neurite.)
Geralmente, as agulhadas desapa-
recem se a pessoa muda a posição
de dormir, deixando um braço atrás
das costas, por exemplo. Se essas
sensações persistirem, procure o
médico. (V. Parestesia.)
FORMINA - Urotropina. Hexame-
tilenotetramina.
FORMOL - Solução de aldeído
fórmico em água, usada como anti-
séptico e bactericida.
FÓRMULA - Prescrição, receita. Pre-
paração que tem mais de um medi-
camento em sua composição, avia-
da segundo receita médica em far-
mácias de manipulação.
FÓRMULA MAGISTRAL - Fórmu-
la que o médico receita para cada
caso.
FÓRMULA NATURAL - Aquela que
só tem em sua composição produ-
tos fitoterápicos, por isso se presu-
me isenta de riscos. Pesquisas re-
velaram, porém, que muitas delas
são falsas e perigosas. É preciso ter
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FOM FÓR
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cuidado, pois algumas continham
inibidores do apetite e tranqüilizan-
tes de alto poder.
FÓRMULA OFICIAL - Fórmula já
conhecida e que existe nas Farma-
copéias.
FORMULÁRIO - Coleção de fórmu-
las. Livro auxiliar da Farmacopéia.
FORNO DE PASTEUR - Forno fe-
chado em que se eleva a tempera-
tura para esterilizar os objetos ali
colocados.
FOSFÁTIDE - Lipóide que contém
fósforo.
FOSFATO - Sal do ácido fosfórico.
FOSFATÚRIA - Presença de fosfatos
na urina.
FOSFOLÍPIDE - O mesmo que
Fosfátide.
FOSFONECROSE - Necrose da
mandíbula, doença rara, nos operá-
rios que manipulam fósforos.
FOSSA - Depressão rasa num osso.
FOTOBIOLOGIA - Estudo dos efei-
tos da luz sobre a vida.
FOTOFOBIA - Termo usado quan-
do os olhos estão excessivamente
sensíveis à luz. É comum ocorrer
quando os olhos estão inflamados,
e pode ser um aspecto de infecções
generalizadas, nas quais os olhos
estão envolvidos - no sarampo, por
exemplo. Geralmente, acompanha
toda dor de cabeça forte, e ocorre
com freqüência durante um ataque
de enxaqueca. Uma causa mais sé-
ria - porém menos comum - é a
meningite, quando acompanha uma
dor de cabeça e rigidez do pescoço.
O tratamento depende da causa,
mas, qualquer que seja ela, é sem-
pre melhor evitar pegar luz forte e
forçar os olhos, quando eles estão
sensíveis.
FOTÔMETRO - Instrumento para
medir a intolerância à luz.
FOTOQUÍMICA - Estudo dos efei-
tos da luz sobre as reações químicas.
FOTOSSENSIBILIDADE - Tendência
dos tecidos a reagirem anormal-
mente à luz.
FOTOTERAPIA - Exposição do re-
cém-nascido despido à luz fluores-
cente branca ou azul, visando redu-
ção da taxa de bilirrubina no sangue.
FÓVEA - Fosseta, depressão.
FRATURA - Osso quebrado. Perda da
continuidade óssea por trauma.
Numa fratura exposta, o ponto de
ruptura está em contato com a su-
perfície externa do corpo, quando
se trata de fraturas simples, a rup-
tura está coberta com pele. Nunca
se deve mover o paciente até que o
médico assim o determine, a não ser
em caso de absoluta necessidade.
Mover a parte machucada provavel-
mente causará danos maiores. A
vítima deve ficar acomodada,
aquecida e tratada como num cho-
que. (V. Choque.) Deve-se colocar
um apoio na parte machucada (com
o menor movimento possível) até
que chegue o auxílio médico.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FÓR FRA
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224
FRATURA COMINUTIVA - Fratura
em que o osso se divide em mais de
dois fragmentos.
FRATURA DE COLLES - Fratura
transversa do rádio junto ao punho.
FRATURA ESPONTÂNEA - Fratura
óssea por rarefação (osteoporose)
ou por outra doença óssea.
FRATURA EM VARA VERDE - Fra-
tura em que um lado é fraturado e o
outro fica indene.
FRATURA EXPOSTA - Fratura gra-
ve com ruptura da pele e tecidos
com exposição do osso.
FRÊMITO - Vibração perceptível
pela palpação.
FRENALGIA - Dor no diafragma.
FRENITE - Inflamação no diafragma.
FRENOLOGIA - Estudo do caráter
pela conformação do crânio.
FRENOPATIA - Doença do diafragma.
FREQÜÊNCIA DE URINA - Muito
comum. Muitas causas estão liga-
das a várias doenças, mas a freqüên-
cia é, às vezes, apenas um sintoma
de preocupação, frio, bebida em
excesso e, ocasionalmente, segue
uma relação sexual prolongada.
Nesses casos a cura é acabar com a
causa. Normalmente, não adianta
reduzir os líquidos - exceto aban-
donar o chá ou o café, mais especi-
ficamente, noturnos. As pessoas
variam muito na sua freqüência. (V.
Cistite, Insônia, Doenças do rim,
Gravidez, Próstata, Pielonefrite,
Retenção de urina.)
FREUD - Sigmund Freud, o criador
da Psicanálise.
FRIÁVEL - Que se quebra facilmente.
FRIEIRA - Forma clínica de pé-de-
atleta, ou de dermatofitose. As le-
sões de frieira localizam-se entre os
artelhos; são pruriginosas que po-
dem ser causadas por dermatófitos
do gênero Trichophyton ou pela
Candida albicans. Ocorre nas ex-
tremidades, após a exposição ao
frio, mais freqüentemente nos pés,
mãos e nariz. Está geralmente as-
sociada a uma má circulação. As
pessoas suscetíveis devem tomar
cuidado nas épocas de frio, usando
meias e luvas quentes. As extremi-
dades não devem ser aquecidas de
uma vez, perto do fogo ou em água
quente, depois de terem sido expos-
tas ao frio, pois isso pode piorar a
condição.
FRIGIDEZ - Frieza sexual na mulher.
Ela varia de uma leve indiferença a
uma recusa ou inabilidade em man-
ter relações sexuais. A inabilidade,
na qual é impossível a penetração,
pode ocorrer na primeira vez que
uma mulher mantiver uma relação
sexual. Pode haver condições em
que a causa seja algum problema
físico na mulher ou no parceiro; um
hímen espesso, por exemplo, pode
precisar de uma pequena cirurgia.
Esses exemplos raros requerem
conselho imediato do médico da fa-
mília. Eles devem ser curáveis.
Quase toda frigidez está ligada a
medo, sentimentos de culpa ou ig-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FRA FRI
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225
norância e, felizmente, pode ser
vencida em geral com compreensão
e amor - o grande afrodisíaco que
provoca milagres.
FRIGOTERAPIA - Tratamento pelo
frio.
FRONTAL - Osso da frente, no crânio.
FRUSTRAÇÃO - Decepção, desa-
pontamento de alguém que não con-
seguiu o objetivo desejado.
FRUTOSE - Açúcar de frutas.
FRUTOSÚRIA - Presença de frutose
na urina.
FTIRÍASE - Dermatose causada por
artrópodes do gênero Phtirius, que
tem patas em forma de garras e
aderem fortemente aos pêlos da re-
gião pubiana, assim como das axi-
las, das sobrancelhas e das pesta-
nas. Alimentam-se da pele próxima
do pêlo ao qual aderem, provocan-
do um prurido irritante. É também
chamado “piolho-das-virilhas” ou
“chato”.
FUGA - Afastamento da realidade,
em certas doenças nervosas e
mentais.
FULGURAÇÃO - Perturbação pro-
duzida no organismo vivo por des-
carga elétrica, principalmente o
raio. A destruição dos tecidos ani-
mais por faíscas elétricas de alta fre-
qüência e alta-tensão, controladas
por um elétrodo móvel.
FULGURAÇÃO INTRACARDÍACA
- Procedimento realizado com a uti-
lização de cateteres intracardíacos
que emitem impulsos elétricos po-
tentes capazes de eliminar áreas de
tecido cardíaco considerados preju-
diciais ao desempenho do ritmo car-
díaco e que geralmente ocasionam
arritmias cardíacas.
FULGURANTE - Que vai e vem
como um relâmpago. Exemplo: do-
res fulgurantes da tabes.
FULMINANTE - De marcha rápida
e fatal.
FUMIGAÇÃO - Desinfecção por
meio de gases.
FUNDA - 1) Aparelho para manter a
hérnia no lugar. 2) Tipo de ban-
dagem para o queixo e para o nariz.
FUNDO DE SACO - Cavidade fe-
chada numa extremidade.
FUNGICIDA - Que mata os fungos.
FUNGÓIDE - Semelhante aos fungos.
FUNGOS - Microorganismos causa-
dores das micoses superficiais e
profundas.
FUNGOSIDADE - O mesmo que
Excrescência.
FUNICULAR - Relativo a um cordão.
FUNICULITE - Inflamação do cor-
dão espermático.
FURFURÁCEO - Com aspecto de
farelo.
FURÚNCULO - Abscesso que se
desenvolve na pele por causa de
uma infecção provocada em geral por
certos tipos de bactérias (estafiloco-
cos), na qual penetram por meio de
pequenas aberturas das glândulas
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FRI FUR
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sudoríparas. Não esprema. O cui-
dado com a limpeza, principalmente
das mãos, somado a uma dieta equi-
librada, deve minimizar o furúncu-
lo. O enfermo deve ter suas própri-
as toalhas, que devem ser fervidas
após o uso. Panos e toalhas descar-
táveis são ainda mais seguros. (V.
Abscesso.)
FURUNCULOSE - Aparecimento de
vários furúnculos.
FUSÃO - Ato de derreter, de fundir.
FUSIFORME - Em forma de fuso.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
FUR FUS
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G
G
GABA - Sigla que designa o ácido
gama-aminobutírico que, com o
ácido glutâmico e a glutamina, par-
ticipa de diversos processos cere-
brais, sendo utilizados para estimu-
lar o desempenho intelectual e para
certos casos de ansiedade.
GAGUEIRA - Defeito de fala, no
qual há uma hesitação periódica ao
fluir das palavras. Existem diferen-
tes tipos de gagueira, sendo que um
dos mais comuns é a repetição do
começo de uma palavra, especial-
mente se esta começar com uma
consoante (c-c-c-c-consoante, por
exemplo). A condição piora pelo
nervosismo, e isso sempre estabe-
lece um círculo vicioso - o pacien-
te fica com medo de gaguejar e,
então, gagueja mais ainda. Procu-
re um tratamento especializado
para uma criança novinha que ga-
gueja. Foram desenvolvidos méto-
dos especiais para o tratamento
logopédico, e é mais fácil curar a
anormalidade antes que ela se es-
tabeleça de vez. Procure uma clí-
nica especializada (fonoaudio-
logia) se você estiver preocupado,
de alguma forma, com a fala de seu
filho de quatro anos. Pode ser pre-
ciso checar a audição e, caso se
mostre necessário o tratamento
logopédico, vai demorar algum
tempo para que a criança entre na
escola. Embora muitos defeitos pe-
quenos possam ocorrer nessa épo-
ca simplesmente pela imaturidade,
é melhor se certificar da acuidade
da audição e da fala.
GALACTAGOGO - Que estimula a
secreção de leite.
GALACTOCELE - Dilatação da glân-
dula mamária em forma de cisto
cheio de leite.
GALACTOFORITE - Inflamação dos
canalículos galactóforos.
GALACTOPOÉTICO - Lactagogo.
Que aumenta a secreção de leite.
GALACTORRÉIA - Secreção exces-
siva de leite que se derrama.
GALANINA - Proteína do cérebro
que se relaciona ao apetite para gor-
duras e doces. Variam os seus níveis,
aumentando de manhã, diminuindo
à noite. Age mais fortemente nas
mulheres, desde a puberdade, fazen-
do com que ganhem mais peso.
GALÊNICO - Oficial, medicamento
já conhecido e transformado, apto
a ser ministrado, como as tinturas,
os extratos, etc.
GALENO - Médico famoso na Roma
antiga, daí tornar-se sinônimo de
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médico. Exemplo: “o galeno”, “um
galeno”.
GALVANISMO - Utilização em te-
rapêutica da corrente elétrica direta.
GAMAGLOBULINA - Fração das
globulinas do plasma sangüíneo. O
organismo pode criar anticorpos
para combater várias doenças e es-
tes anticorpos estão exatamente li-
gados à fração gama das proteínas
do sangue.
GAMETO - Célula sexual repro-
dutora.
GÂNGLIO - Tipo de cisto no reves-
timento de um tendão, que ocorre
geralmente perto do pulso. Ele pode
causar incômodo, mas é inofensivo
e quase sempre desaparece espon-
taneamente no período de 6 a 12
meses. Se persistir, pode ser cura-
do com uma pequena cirurgia.
GÂNGLIO DE GASSER - Gânglio da
raiz sensitiva do 5º par craniano, o
trigêmeo, situado no crânio e que,
às vezes, precisa ser operado em
caso de nevralgia intratável do
trigêmeo.
GÂNGLIO ESTRELADO - Gânglio
do sistema nervoso simpático, situ-
ado no pescoço.
GÂNGLIO LINFÁTICO - É um nó-
dulo ou um aglomerado de tecido
linfóide, dividido em compartimen-
tos por tecido fibroso.
GÂNGLIO NERVOSO - Coleção in-
dependente de células nervosas for-
mando um centro nervoso, como,
por exemplo, os gânglios do siste-
ma simpático.
GANGLIONITE - Inflamação do
gânglio.
GANGRENA - Degeneração por
necrose da extremidade de um
membro. Condição em que morre
uma parte do corpo. Ocorre geral-
mente por causa de uma interferên-
cia na circulação, e pode resultar de
um coágulo de sangue na veia que
abastece tal parte (V. Embolia.); ou
pode ocorrer por um estreitamento
progressivo dos vasos sangüíneos
que mantêm essa parte viva. Esse
tipo de gangrena não é raro nos ve-
lhos, e geralmente ataca o dedo do
pé, que fica escuro e enrugado. As
pessoas mais idosas e os diabéticos
devem visitar regularmente um
quiropodista, pois pequenos cortes
no pé podem trazer problemas
sérios.
GANGRENA DE RAYNAUD - Gan-
grena simétrica das extremidades.
GARGANTA - Espaço compreendi-
do entre o palatino e a entrada do
esôfago. Em sentido amplo, com-
preende a laringe, a faringe, o gru-
po de músculos que intervém na
deglutição, os arcos palatinos e a
base da língua. Na parte exterior
também se considera garganta a
porção anterior do pescoço
GARGAREJO - Solução líquida em-
pregada para combater irritação ou
infecção que atingem a garganta, a
faringe ou a nasofaringe.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GAL GAR
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GARGARISMO - O mesmo que
Gargarejo.
GARROTE - Curativo compressivo
para deter hemorragia. Faz-se com
um torniquete. É preciso afrouxar a
cada meia hora para evitar isquemia
e gangrena.
GASTRALGIA - Dor no estômago.
GASTRECTOMIA - Excisão de par-
te ou total do estômago em casos
de úlcera, câncer, etc.
GASTRENTERITE - Nome que se dá a
várias perturbações gastrintestinais,
com náuseas, vômitos e diarréias, se-
guidos geralmente de cólicas. Exem-
plo de gastrenterite é a intoxicação ali-
mentar por estafilococos.
GÁSTRICO - Relativo ao estômago.
GASTRITE - Inflamação das paredes
do estômago; pode aparecer depois
de um excesso de álcool ou enve-
nenamento com comida. O termo é
geralmente usado para a indigestão.
Sintomas: perda de apetite, sensa-
ção de pressão e plenitude na boca
do estômago, acompanhada por ar-
rotos, náuseas, dor de cabeça e li-
geira elevação da temperatura, se-
guindo-se depois os vômitos. (V.
Acidose e Dispepsia.)
GASTROANASTOMOSE - Anasto-
mose entre duas porções do estô-
mago.
GASTROCELE - Hérnia do estômago.
GASTROCOLOSTOMIA - Forma-
ção de uma anastomose entre o es-
tômago e o cólon.
GASTROCOLOTOMIA - Incisão do
estômago e do duodeno.
GASTRODINIA - Dor no estômago.
GASTRODUODENITE - Inflamação
do estômago e do duodeno.
GASTROENTERITE - Inflamação si-
multânea do estômago e do intes-
tino.
GASTROENTEROSTOMIA - For-
mação de anastomose entre o estô-
mago e o intestino.
GASTRO-HEPÁTICO - Relativo ao
estômago e ao fígado.
GASTRÓLITO - Presença de cálcu-
lo no estômago.
GASTROMALACIA - Amolecimen-
to do estômago.
GASTROPATIA - Toda afecção do
estômago.
GASTROPEXIA - Operação para fi-
xação do estômago caído.
GASTROPLASTIA - Operação plás-
tica do estômago.
GASTROPLEGIA - Paralisia do es-
tômago.
GASTROPTOSE - Prolapso do estô-
mago.
GASTRORRAFIA - Sutura do estô-
mago.
GASTRORRAGIA - Hemorragia
pelo estômago.
GASTRORRÉIA - Secreção excessi-
va pelo estômago.
GASTROSCOPIA - Exame do inte-
rior do estômago.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GAR GAS
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GASTROSCÓPIO - Instrumento
para examinar o interior do estôma-
go mediante a introdução pelo
esôfago de um foco luminoso e um
espelho.
GASTROSTOMIA - Abertura de
uma fístula na região da barriga por
onde se passa um tubo flexível (son-
da) que alcança o estômago para
alimentar uma pessoa que não pode
ou não consegue se alimentar pela
boca.
GASTROSUCORRÉIA - Excessiva
secreção de suco gástrico pelo es-
tômago.
GASTROTAXIS - Hemorragia no es-
tômago.
GASTROTOMIA - Incisão do estô-
mago.
GASTRÓTOMO - Instrumento para
gastrotomia.
GAZE - Tecido frouxo usado em cu-
rativos e compressas.
GEL - Colóide de consistência firme.
GELADURA - Lesão produzida pelo
frio.
GELÉIA DE PETRÓLEO - O mesmo
que Vaselina.
GELO, BOLSA DE - Usada em apli-
cações de frio seco para aliviar a
dor, diminuir a irrigação sangüínea
de determinada zona ou baixar a
temperatura para promover a cura.
GELOSE - Ágar-ágar, substância
mucilaginosa extraída de algas ma-
rinhas.
GÊMEOS - Dois fetos da mesma ges-
tação. Ou: os dois músculos da per-
na que formam a panturrilha ou
“barriga da perna”.
GEMINADO - Aos pares.
GENAL - Relativo à bochecha.
GENE - A unidade material da heredi-
tariedade. É formado de ácido deso-
xirribonucléico. O gene é parte de um
cromossomo e responsável por uma
função. São os genes que fornecem a
informação genética de célula a célu-
la, garantindo o aparecimento das ca-
racterísticas hereditárias.
GENE A1 - Responsável pela síntese
de receptores dopaminérgicos; tem
relação com certas formas de obe-
sidade.
GENE ob - Responsável pela síntese
da leptina, relacionada a algumas
formas de obesidade.
GENÉRICO - Classe de remédios, com
fórmula idêntica aos do mercado, po-
rém vendidos mais barato, dentro de
um programa instituído pelo Minis-
tério da Saúde no Brasil. Começa a
ser usado no Brasil, de início por São
Paulo, o Tamoxifeno, o primeiro ge-
nérico - e mais barato - para o trata-
mento do câncer de mama, o mais fre-
qüente nas mulheres. Ele é usado há
dez anos na Alemanha, onde é fabri-
cado pelo laboratório Hexal, e será
importado pelo Brasil.
GENE POUPADOR - Considerado
responsável pela tendência de en-
gordar.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GAS GEN
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GENÉTICA - Estudo da hereditarie-
dade. Ramo da medicina e da biolo-
gia que estuda os mecanismos de
transmissão hereditária de diferen-
tes características biológicas. As pes-
quisas genéticas assumem importân-
cia cada vez maior, com o desenvol-
vimento do Projeto Genoma Huma-
no (V. Projeto Genoma Humano.)
GENÉTICO - Relativo à geração.
GENGIVAL - Relativo à gengiva.
GENGIVAS - Tecido fibroso muscu-
lar revestido de mucosa que reco-
bre os bordos dos maxilares e ro-
deia as raízes dos dentes. A infla-
mação das gengivas chama-se
gengivite. A mais comum e grave
das infecções purulentas da gengi-
va é a piorréia. São sujeitas também
a tumores e abcessos alveolares. A
supuração das gengivas ou ulcera-
ção com pus recebeu o nome de
fleimão.
GENGIVITE - Inflamação da gen-
giva.
GENIANO - Relativo ao queixo.
Mentoniano.
GENICULADO - Semelhante ao
joelho.
GENIOPLASTIA - Cirurgia plástica
do queixo.
GENITAL - Relativo a um órgão se-
xual da reprodução.
GENITÁLIA - Os órgão genitais.
GÊNITO-URINÁRIO - Relativo aos
órgãos genital e urinário.
GENOMA - V. Projeto Genoma Hu-
mano.
GENOVALGO OU GENUVALGO -
Condição em que os tornozelos fi-
cam separados numa certa distân-
cia, quando os joelhos são coloca-
dos juntos. Isso é comum em crian-
ças novas e saudáveis, e se corrige
espontaneamente em 99% dos ca-
sos. Desde que a distância entre os
tornozelos não seja maior que 10
cm numa criança de quatro anos, os
pais podem ficar seguros de que a
condição deve se corrigir sem tra-
tamento. Nos poucos casos persis-
tentes, um aparelho ortopédico ou
uma cirurgia perto da maturidade -
quando os ossos já estão crescidos
- dão bons resultados.
Genuvalgo (quando as pernas se
cruzam para fora, abaixo dos joe-
lhos, e depois retornam novamen-
te) ocorre algumas vezes por causa
de uma deficiência na alimentação,
e também é normal em muitas cri-
anças que estão começando a an-
dar, desaparecendo por volta dos
quatro anos. O raquitismo devido à
insuficiência de vitamina D pode
ser uma causa disso nas crianças
asiáticas e outras. O tratamento aqui
é por meio de vitamina D (óleo de
fígado de bacalhau), cálcio e movi-
mentos ortopédicos extras. Nas épo-
cas seguintes da vida, uma doença
no osso, como a Paget, pode pro-
vocar a curvatura das pernas.
GENOPLASTIA - Cirurgia plástica
da bochecha.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GEN GEN
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GENÓTIPO - O tipo genético do in-
divíduo.
GENUPEITORAL - Relativo ao joe-
lho e ao peito.
GEOFAGIA - Vício de comer terra.
GEOFAGISMO - O mesmo que
Geofagia.
GERIATRA - Médico especializado
no tratamento de idosos.
GERIATRIA - Estudo das doenças dos
velhos. (V. Gerontologia.)
GERIÁTRICO - Referente às doen-
ças da velhice.
GERME - O mesmo que Micróbio.
GERMICIDA - Que mata os germes.
GEROMORFISMO - Velhice pre-
matura.
GERÔNTICO - Senil. Referente à
velhice
GERONTOLOGIA - O mesmo que
Geriatria.
GERONTÓLOGO - O mesmo que
Geriatra.
GEROTOXO - Arco senil da córnea.
GESTAÇÃO - Gravidez. Formação
e desenvolvimento do feto.
GESTAÇÃO DE ALTO RISCO - É
toda gravidez que traz alguma for-
ma de risco para a gestante e/ou para
o feto.
GESTÁGENO - Que favorece a ges-
tação. Progesterona, um dos hormô-
nios do ovário.
GIBA - Proeminência dorsal da coluna.
GIBOSIDADE - O mesmo que Protu-
berância.
GIGANTISMO - Doença causada
pelo excesso de função da hipófise.
GINÁSTICA AÉROBICA - Aquela
em que predominam os exercícios
gerais, repetidos por longos pe-
ríodos.
GINÁSTICA LOCALIZADA - Exer-
cício misto, aeróbico e anaeróbico.
Trabalha grupos de músculos me-
nores em relação a massa corporal.
GINECOLOGIA - Ramo da medici-
na que trata das doenças da mulher
e, em particular, dos órgãos relacio-
nados com a gestação.
GINECOLOGISTA - Médico espe-
cialista em doenças da mulher e
procedimentos relacionados à gra-
videz e à gestação. Também se usa
Ginecólogo.
GINECOMASTIA - Estado caracte-
rizado pelo crescimento das glân-
dulas mamárias nos homens. Há tra-
tamento cirúrgico.
GLÂNDULA - Existem duas estru-
turas diferentes no organismo que
são chamadas de glândulas. O ter-
mo glândula - inadequado - geral-
mente se refere às glândulas linfá-
ticas, que têm mais ou menos o ta-
manho de uma ervilha, e que estão
distribuídas pelo corpo. Uma de
suas funções é filtrar os venenos que
são liberados quando os micróbios
invadem o corpo; quando isso acon-
tece, geralmente as glândulas do
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GEN GLÂ
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pescoço incham; com um dedo sép-
tico, por exemplo, pode-se sentir a
glândula inchada, próxima à dobra.
Os outros tipos de glândulas pro-
duzem substâncias que regulam as
funções do organismo. Se a glân-
dula tiver um canal ou um duto, por
onde passam essas substâncias, ela
é conhecida como “glândula exó-
crina”; exemplos dela são as glân-
dulas sudoríparas na pele, e as
glândulas produtoras da saliva, que
chega à boca através dos dutos sa-
livares.
Se a glândula não tem um duto, mas
despeja suas secreções diretamente
na corrente sangüínea, ela é conhe-
cida como “glândula de secreção
interna” ou “glândula endócrina”,
e a secreção é conhecida como
hormônio. Por exemplo, a tireóide,
o ovário e o testículo.
GLÂNDULA ANFÍCRINA OU MIS-
TA - Aquela que possui, ao mesmo
tempo, atividade exócrina e endó-
crina, isto é, lança produtos no ca-
nal de secreção e na corrente
sangüínea. Exemplo: o pâncreas,
que secreta suco pancreático no
duodeno e insulina (produto de se-
creção interna) na corrente san-
güínea.
GLÂNDULA CERUMINOSA - Sé-
rie de glândulas que existem no
ouvido externo e que segregam o
cerúmen, de ação protetora.
GLÂNDULA JEROCAL - Fígado.
GLÂNDULA LACRIMAL - Glându-
la situada no ângulo externo da ór-
bita e que segrega as lágrimas.
GLÂNDULA PINEAL - Órgão do ta-
manho de uma ervilha que se situa
no crânio próximo da base do
encéfalo.
GLÂNDULAS DE BARTHOLIN -
Minúsculas glândulas de cada lado
do orifício da vagina, que podem
ficar infeccionadas ou obstruídas, e
formar um cisto. O tratamento é
feito por uma pequena cirurgia.
GLÂNDULAS ENDÓCRINAS - Ór-
gãos que produzem hormônios, as
mais importantes são: hipófise, que
controla o funcionamento das ou-
tras; tireóide, supra-renais, testícu-
los, ovários, pâncreas.
GLÂNDULAS DE NABOTH - Pe-
quenas glândulas localizadas no
colo do útero.
GLÂNDULAS DE SKENE - Peque-
nas glândulas na parte posterior da
uretra feminina.
GLÂNDULAS SALIVARES - São três
pares: parótidas, submaxilares e
sublinguais. São os órgãos encar-
regados de produzir a saliva, suco
digestivo que contém a ptialina ou
amilase salivar.
GLÂNDULAS SUPRA-RENAIS -
Duas pequenas glândulas localiza-
das acima dos rins. Elas produzem
várias substâncias (hormônios) que
circulam no sangue e ajudam a re-
gular as atividades do organismo.
Uma dessas substâncias, a adre-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GLÂ GLÂ
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nalina, aumenta o ritmo do coração
e torna o organismo capaz de agir
rapidamente numa emergência. As
outras controlam muitas funções
complexas do corpo e são impor-
tantes por enfrentarem pressões
como uma infecção.
GLAUCOMA - Aumento da pressão
dentro do globo ocular que, se não
for cuidado, pode levar à cegueira.
Pode ser anunciado por uma visão
embaçada passageira e auréolas ao
redor das luzes. Qualquer distúrbio
da visão deve ser motivo para uma
investigação médica imediata, pois
o glaucoma no início geralmente
pode ser contido com a prescrição
de colírios apropriados, antes que
se chegue a um dano permanente.
Muitas vezes, ele é remediado com
uma pequena cirurgia, que ajuda a
drenagem do fluido do olho.
GLENÓIDE (CAVIDADE) - Cavida-
de na omoplata que recebe a cabe-
ça do úmero.
GLIA - Tecido de sustentação do sis-
tema nervoso.
GLICEMIA - Presença de açúcar no
sangue. Existe uma glicemia nor-
mal entre 90 e 110 mg por 100 ml
de sangue. Acima e abaixo dela sur-
gem acidentes.
GLICÍDIOS - Moléculas orgânicas
fundamentalmente formadas por
átomos de carbono, hidrogênio e
oxigênio. São também conhecidos
como açúcares, sacarídeos, car-
boidratos ou hidratos de carbono.
Classificam-se em monossacarídeos
a glicose, a frutose, a galactose e a
desoxirribose; dissacarídeos, mo-
léculas formadas pela união de dois
monossacarídeos, exemplos: saca-
rose (uma molécula de glicose e
uma de frutose); lactose (o açúcar
do leite); polissacarídeos: molécu-
las grandes formadas pela união de
centenas ou milhares de monos-
sacarídeos. Exemplos: amido,
glicogênio, celulose, quitina, entre
outros.
GLICINA - Um dos aminoácidos.
GLICOCORTICÓIDES - Hormônios
produzidos pela córtex das glându-
las supra-renais e que controlam
parte do metabolismo.
GLICOGÊNESE - Formação do
glicogênio a partir da glicose.
GLICOGÊNIO - Hidrocarboneto que
se encontra no fígado e outros
órgãos. Converte-se em glicose na
medida em que o organismo ne-
cessita.
GLICOGENÓLISE - Desdobramen-
to do glicogênio.
GLICOSE - Denominação química
que se dá a um tipo de açúcar tam-
bém conhecido como “dextrose”,
que é o açúcar contido no sangue.
GLICOSÚRIA - Termo que indica
açúcar na urina. A causa comum é
o diabetes. Pode ocorrer também na
gravidez.
GLIOMA - Neoplasia constituída de
neuroglia ou glia.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GLA GLI
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GLOBO HISTÉRICO - Ou bolo his-
térico. Sensação que os histéricos
têm de uma bola que sobe do estô-
mago à garganta.
GLOBULICIDA - Que destrói os
glóbulos sangüíneos.
GLOBULINA - Grupo de proteínas
muito disseminadas no organismo
e que desempenham funções varia-
das. Muito importantes são as
gamaglobulinas, que funcionam
como anticorpos.
GLÓBULO BRANCO - O mesmo
que Leucócito.
GLÓBULO SANGÜÍNEO - Hemá-
cia, glóbulo vermelho.
GLÓBULO VERMELHO - O mes-
mo que Hemácia.
GLOMERULITE - Inflamação dos
glomérulos do rim.
GLOMÉRULO - Novelo, pequeno
tubo.
GLOMERULOESCLEROSE FOCAL
E SEGMENTAR - Glomerulopatia
primária, de causa desconhecida,
caracterizada por esclerose ou
hialinose de parte ou segmentos de
alguns glomérulos (focal) localiza-
dos profundamente no córtex dos
rins.
GLOMERULOESCLEROSE INTER-
CAPILAR DE KIMMELSTIEL-
WILSON - Glomerulopatia grave,
secundária, a Diabetes mellitus, que
ocorre em 50% dos diabetes depen-
dentes de insulina e em 10% dos
não dependentes de insulina.
GLOMERULONEFRITE DIFUSA
AGUDA PÓS-ESTREPTOCÓCI-
CA - Glomerulopatia aguda, carac-
terizada clinicamente por hema-
túria, hipertensão arterial e edema,
que se inicia em cerca de 15 dias
após uma infecção causada por al-
gumas bactérias denominadas
estreptococos.
GLOMERULONEFRITE ENDOCA-
PILAR - Glomerulopatia caracteri-
zada por proliferação de células no
interior das alças dos capilares
arteriolares que formam o glomé-
rulo renal.
GLOMERULONEFRITE EXTRACA-
PILAR - Glomerulopatia caracteri-
zada por proliferação de células
epiteliais parietais que ficam por
fora dos capilares arteriolares que
formam o tufo glomerular renal.
Esta glomerulopatia também é co-
nhecida por outros nomes como
glomerulonefrite rapidamente pro-
gressiva.
GLOMERULONEFRITE MEMBRA-
NOSA - Glomerulopatia caracteri-
zada por espessamento e desdobra-
mento da membrana basal que en-
volve as alças dos capilares arterio-
lares que formam o glomérulo. Nes-
sa glomerulopatia não há prolifera-
ção celular.
GLOMERULONEFRITE MEMBRA-
NOPROLIFERATIVA - Também
conhecida de mesângiocapilar ou
mista, pois se caracteriza por proli-
feração celular e espessamento e
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GLO GLO
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desdobramento da membrana basal
que envolve as alças dos capilares
arteriolares que formam o tufo
glomerular renal.
GLOMERULONEFRITE RAPIDA-
MENTE PROGRESSIVA - Também
conhecida por extracapilar, sub-
aguda, etc. Caracteriza-se por ter em
70% ou mais dos glomérulos renais
uma proliferação das células epite-
liais parietais que envolvem o tufo
glomerular, comprimindo-o e difi-
cultando a filtração glomerular e
respectiva formação de urina.
GLOSSALGIA - Dor na língua.
GLOSSECTOMIA - Remoção cirúr-
gica da língua.
GLOSSITE - Inflamação da língua.
GLOSSODINIA - Dor na língua.
GLOSSOFARÍNGEO - Referente à
língua e à faringe.
GLOSSOPLEGIA - Paralisia da
língua.
GLOSSOTOMIA - Incisão da língua.
GLOTE - A abertura entre as cordas
vocais e a laringe.
GLUCÍDIO - O mesmo que Glicídio.
GLUCOSE - Glicose.
GLÚTEN - A proteína do trigo e ou-
tros cereais. A alergia a ela produz
uma doença no celíaco, na qual o
revestimento do intestino fica dani-
ficado, de forma que o alimento não
pode ser absorvido, resultando
numa desnutrição. O tratamento é
uma dieta sem glúten. (V. Psilose.)
GLÚTEO - Referente às nádegas.
GLÚTEOS - Três músculos (o gran-
de, o médio e o pequeno glúteos)
que constituem a região glútea ou
nádegas. É um local para aplicação
de injeções intramusculares.
GLUTINOSO - O mesmo que Vis-
coso.
GNATALGIA - Dor no queixo.
GNÁTICO - Referente ao queixo.
GOMA - V. Sífilis.
GÔNADA - Glândula sexual. Na
mulher, é o ovário; no homem, o
testículo.
GONADECTOMIA - Extirpação de
uma gônada (ovário ou testículo).
GONADOTRÓFICO - Que nutre as
gônadas.
GONADOTROFINA - Ou gonado-
tropina. Hormônio da hipófise que
estimula as gônadas.
GONADOTROFINA CORIÔNICA
- Hormônio produzido pela placen-
ta durante a gestação.
GONARTRITE - Inflamação da arti-
culação do joelho.
GONECISTITE - Inflamação da
vesícula seminal. (V. Vesiculite.)
GONOCOCO - Bactéria que causa
a gonorréia.
GONOCOCOCEMIA - Presença de
gonococos no sangue.
GONORRÉIA - Uma das doenças
venéreas que se propaga por meio
de uma relação sexual. Ela ocorre
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GLO GON
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por causa de um micróbio, Neis-
seria gonorrheae, mais conhecido
como gonococo, que invade os ór-
gãos sexuais e produz uma infla-
mação. No homem, os sintomas
geralmente começam por volta de
quatro a sete dias após a relação
sexual, e há, às vezes, alguma dor
ao urinar, e talvez uma secreção
amarelada do pênis. Na mulher, os
sintomas podem atrasar e ser bem
indefinidos, mas a dor e uma se-
creção da vagina estão geralmente
presentes. A dor ao urinar pode pa-
recer pior, e as mulheres podem
classificá-la como “cistite”. Se a
mulher tiver receio que sua “cisti-
te” possa ter sido provocada por
um contato sexual, ela deve men-
cionar isso ao médico, para que
possam ser feitos exames especi-
ais; os exames normais para “cis-
tite” podem deixar escapar a
gonorréia. A gonorréia pode ser
curada rapidamente com antibió-
ticos, mas o tratamento deve ser
feito no início, para assegurar os
melhores resultados.
A gonorréia não tratada pode ter
sérias conseqüências. Na mulher,
ela pode se espalhar e resultar na
esterilidade ou em graves distúrbi-
os internos e, no homem, ela pode
se espalhar e atingir os testículos.
(V. Orquite.) Outras conseqüências
desagradáveis da gonorréia não tra-
tada são: uma artrite aguda (V. Ar-
trite.) e o fato de que o bebê de uma
mãe não tratada pode desenvolver
uma infecção nos olhos, que pode
levar à cegueira.
Não é demais enfatizar bastante
que, se houver qualquer sintoma
que sugira gonorréia, deve-se con-
sultar um médico. Se houver a do-
ença, deve-se continuar o tratamen-
to até que os exames mostrem que
a cura está completa. Os médicos
das clínicas especiais planejam para
que os contatos sexuais sejam in-
vestigados e tratados. Como nas
mulheres não aparecem logo os sin-
tomas, um homem tratado pode aju-
dar sua parceira sexual (e talvez
muitas outras), informando-a do ris-
co imediatamente. Antes um cho-
que desagradável agora que poste-
riores abscessos abdominais e este-
rilidade. Como sempre, é melhor
prevenir do que remediar. O uso da
camisinha pode evitar a infecção,
mas não é totalmente seguro. Des-
prezar os sintomas ou tentar se tra-
tar sozinho, com remédios charla-
tanescos, é reservar problemas para
o futuro - não apenas para si, mas
para os outros que possam se con-
taminar. Não há necessidade de ver-
gonha: os médicos não são mora-
listas, e o tratamento é confidenci-
al. (V. Uretrite não-específica.)
GORDURA (OU LIPÍDIO) - Nutri-
ente responsável pelo fornecimen-
to de energia e de vitaminas ao or-
ganismo. Óleos, margarinas e ba-
nha são fontes de lipídio. O nome
designa também depósitos lipídicos
corporais como a gordura dos ali-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GOR GOR
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mentos. É o nutriente que mais en-
gorda.
GORDURA LOCALIZADA - Exces-
so de tecido adiposo em certos pon-
tos do corpo; ocorre principalmen-
te em mulheres, mais nos glúteos e
coxas, lugares onde a gordura é
mais difícil de ser queimada, por
causa dos receptores do tipo alfa 2,
que inibem a sua queima.
GORDURA VISCERAL - A que se
acumula em torno das vísceras no
interior do abdome. Traz maior ris-
co para a saúde do que aquela que
se acumula sob a pele.
GOTA - Forma dolorida de artrite
causada por cristais de ácido úrico
que se depositam nas juntas. A jun-
ta atingida com mais freqüência é
a base do dedão do pé, e a doença
se manifesta por ataques periódi-
cos de dor. Outras juntas também
podem ser envolvidas, como o tor-
nozelo, o calcanhar, e mesmo no
dorso do pé. A articulação afetada
torna-se tão sensível que qualquer
pressão, até a de um lençol, pode
tornar-se insuportável. O tratamen-
to se resume na moderação de be-
bidas, redução de excessos na ali-
mentação e repouso das juntas du-
rante os ataques agudos. A dieta
proíbe alimentos que contenham as
substâncias chamadas purinas,
como a maioria das carnes (boi,
carneiro e porco) e das vísceras,
como o fígado, moela, rins e mio-
los. Os médicos recomendam usar
remédios para diminuir a inflama-
ção da junta durante alguns ataques
e tomar allopurinol regularmente
para evitar mais recaídas, pois ele
reduz o nível de ácido úrico no or-
ganismo. Outro medicamento in-
dicado é a colchicina, que é utili-
zada no tratamento da gota desde
o século V. A inflamação surge
quando o ácido úrico não é devi-
damente eliminado pelo organismo
e acumula-se no sangue, onde se
combina com o sódio, formando
urato sódico, sal que se deposita
nas cartilagens e em outros tecidos.
GRAM (COLORAÇÃO DE) - Após
a coloração com violeta de metila e
solução de Gram, os germes que
descoram pelo álcool são chamados
“Gram negativos” e os que resistem
são os “Gram positivos”.
GRANDE MAL - A forma intensa da
epilepsia, com crise convulsiva e
perda dos sentidos.
GRANDE OBLÍQUO - Músculo do
abdome que ajuda a conter as
vísceras.
GRANDE PEITORAL - Um dos mús-
culos do tórax.
GRANDE RETO - Músculo do ab-
dome; é uma fita que se estende do
esterno ao púbis.
GRANULIA - Tuberculose miliar ge-
neralizada.
GRÂNULO - Pequeno grão.
GRAVATA - Tipo de bandagem em
que se fazem dobras transversais no
triângulo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GOR GRA
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GRAVES (DOENÇA DE) - O mes-
mo que Doença de Basedow. Hiper-
tireoidismo.
GRAVIDEZ - A gravidez ocorre quan-
do o óvulo feminino é fecundado
pelo espermatozóide e se implanta
satisfatoriamente no revestimento
do útero. O primeiro indício geral-
mente é a interrupção da menstrua-
ção, embora isso possa ter outras
causas. (V. Menorréia.) Qualquer
perda de sangue depois de confir-
mada a gravidez requer cuidados
médicos. Durante os primeiros me-
ses, às vezes, há náusea ou vômito
pela manhã. Os seios aumentam um
pouco e, durante uma primeira gra-
videz, os mamilos e a pele circun-
dante se tornam mais escuros. De-
pois do terceiro mês, mais ou me-
nos, a barriga se torna notável e pro-
gressivamente maior. A duração
normal da gravidez é de 9 meses ou,
mais precisamente, 40 semanas. A
data esperada do parto pode, então,
ser calculada. Pegue o primeiro dia
da última menstruação, conte 3
meses para trás e some 7 dias. Por-
tanto, se a última menstruação co-
meçou no dia 14 de agosto, o nas-
cimento deve ser esperado para o
dia 21 de maio. Toda mulher deve
ficar sob o cuidado de um médico
durante a gravidez. É importante
fazer um controle regular para ver
se tudo está indo bem. A mulher
deve pedir também conselhos sobre
dietas e exercícios para que ela pos-
sa permanecer com boa saúde du-
rante a gravidez. A pressão arterial
deve ser medida regularmente para
excluir as elevações, que podem ser
prejudiciais. Se a pressão arterial re-
almente subir e se aparecer albu-
mina na urina, a mãe precisa de re-
pouso absoluto - às vezes, no hos-
pital. De vez em quando, o parto
precisa ser induzido antes da hora,
se o repouso não for suficiente.
Deve-se parar de fumar, pois isso
prejudica o bebê em gestação, e é
uma das causas dos bebês deficien-
tes em peso, além de outras defici-
ências. Não se deve tomar nenhum
remédio, principalmente nos três
primeiros meses, pois eles podem
provocar deformidades no bebê.
Ferro e vitaminas extras são acon-
selháveis durante a gravidez, e po-
dem ser receitados pelo médico. Se
tudo estiver indo bem, não há moti-
vo para que você não continue seu
trabalho, pelo menos até o sétimo
mês. (V. Parto, Mama e Alimenta-
ção infantil.)
GRAVIDEZ ECTÓPICA (GRAVIDEZ
TUBÁRIA) - Gravidez que ocorre
fora do útero. O útero está ligado
aos ovários por meio de dois canais.
A célula sexual feminina, ou óvu-
lo, desce desses canais (as trompas
de Falópio) e entra no útero, e,
quando a fecundação ocorre, o óvu-
lo normalmente se aloja aí. Mas,
ocasionalmente, acontece de o óvu-
lo fecundado se alojar numa das
trompas. Quando isso ocorre, não
há espaço para o óvulo se desen-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GRA GRA
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volver, de forma que logo aparecem
problemas. Freqüentemente há dor
na parte inferior do abdome, num
dos lados, além de uma secreção de
cor marrom, ou um pequeno san-
gramento através da vagina. Se a
condição continuar, a trompa de
Falópio pode se romper. Os sinto-
mas geralmente ocorrem logo de-
pois de uma menstruação que fa-
lhou, antes que esteja confirmada a
gravidez; então, em caso de dor e
secreção marrom, consulte o médi-
co sem demora, até mesmo se você
não tiver certeza se está grávida. O
tratamento de uma gravidez tubária
é feito com uma cirurgia para re-
mover a trompa que está se rom-
pendo. Os dois ovários e a trompa
saudável são deixados; assim, a fer-
tilidade não é muito afetada.
GRAVIDEZ PRECOCE - Trata-se de
um problema de saúde mundial;
mais de 14 milhões de adolescen-
tes dão à luz no mundo por ano. No
Brasil, segundo o Ministério da
Saúde, cerca de 1 milhão de ado-
lescentes ficam grávidas todo ano.
Cerca de um terço dos partos é de
meninas de 10 a 19 anos, e cresce
também o número de adolescentes
que procuram os serviços do SUS
para resolver problemas de saúde
provocados por aborto malfeito.
Segundo a Sociedade Civil do Bem-
Estar Familiar no Brasil, a propor-
ção entre as adolescentes de mães
sem escolarização é quase 14 vezes
maior que entre aquelas com o tem-
po de estudo de 9 a 11 anos. E mais:
apenas 14% das jovens de 15 a 19
anos usam algum tipo de método
contraceptivo.
GRIPE - Infecção generalizada que
ocorre em epidemias. Vários tipos
diferentes de vírus causam gripe
levemente diferentes. A doença
geralmente começa com febre, mal-
estar e dor nos ombros, costas e
cabeça. O paciente fica indisposto
e sente calor e calafrios, alter-
nadamente. Pode haver uma secre-
ção nos olhos e nariz, seguida de
uma inflamação na garganta e uma
tosse irritante. Mais tarde pode apa-
recer náusea, e, nesse caso, a doen-
ça é chamada de “gripe gástrica”.
Ela geralmente não é grave, embo-
ra possa haver fortes epidemias. A
temperatura se estabelece geral-
mente numa semana, e o paciente
aos poucos recupera a saúde. A gri-
pe é perigosa porque diminui as
defesas do organismo, e pode vir
seguida de complicações, como a
pneumonia. Não é uma condição de
que se possa descuidar, e o pacien-
te deve ficar de cama por 24 horas,
até que a temperatura esteja normal.
É comum uma depressão acompa-
nhar a gripe, e a convalescença não
deve ser precipitada.
Ainda não existe um tratamento es-
pecífico para a gripe. Os antibióti-
cos não curam; eles são usados ape-
nas para complicações, como a
bronquite. Já foram desenvolvidas
muitas variedades de vacinas, mas
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GRA GRI
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o vírus da gripe muda freqüente-
mente, e se torna resistente às vaci-
nas. A proteção contra uma epide-
mia não irá necessariamente prote-
ger contra a seguinte.
GRUMOSO - Espesso e viscoso.
GRUPOS SANGÜÍNEOS - O san-
gue pode ser dividido em quatro
grupos principais - A, B, O e AB.
Isso depende da presença ou ausên-
cia de anticorpos que atacam e des-
troem as células vermelhas de um
grupo diferente; por exemplo, se o
sangue do grupo A é dado para um
paciente do grupo O, os anticorpos
do paciente destroem as células ver-
melhas transfundidas, causando
uma grave enfermidade, com tre-
mor e febre.
Os grupos A, B e O podem ainda
ser subdivididos em positivo e ne-
gativo. (V. Fator Rh.) Todos os pa-
cientes devem receber sangue dos
grupos A, B, O e Rh corretos, para
uma transfusão bem-sucedida.
GUTURAL - Relativo à garganta.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
GRU GUT
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243
H
H
HÁBITAT - O ambiente natural de um
animal ou planta.
HÁBITO INTESTINAL - Maneira de
funcionamento do intestino, fre-
qüência de evacuações, consistên-
cia das fezes.
HDL - Sigla que designa a fração do
colesterol presente em lipoproteínas
de alta densidade (do inglês Hight
Density Lipoproteins). É a fração
chamada de “colesterol bom”.
HÁLITO - O cheiro da boca e da res-
piração. O ar que se expira, pelo
qual podem ser notadas alterações
na saúde bucal ou do organismo.
HÁLITO DIABÉTICO - Hálito ado-
cicado, cheiro de maçã estragada.
HÁLITO FÉTIDO - Ocorre no abs-
cesso do pulmão, nas nasolaringites,
nas amidalites.
HÁLITO URÊMICO - Hálito urino-
so, amoniacal. Na uremia.
HALITOSE - Mau Hálito. Pode ocor-
rer com distúrbios locais nas gen-
givas, dentes, garganta ou cavida-
des. Pode ocorrer também em do-
enças distantes, como apendicite,
doenças do fígado e coma diabéti-
co, pois o ar exalado contém subs-
tâncias odorosas derivadas da cor-
rente sangüínea. Se a causa for re-
movida, o problema deve acabar.
Geralmente, uma pessoa fica exces-
sivamente preocupada por imaginar
a repugnância que pode causar seu
hálito. Requer-se aí mais um trata-
mento para ansiedade do que para
halitose.
HALÓGENO - Não-metálico, como
a série de flúor, cloro, bromo e iodo.
HÁLUX - O dedo grande do pé.
HAMARTOMA - Nervos e tumores
pigmentares benígnos.
HANSEN (BACILO DE) - Bacilo da
lepra, Mycobacterium leprae.
HANSENIANO - Pessoa que sofre de
hanseníase. A palavra “leproso”,
por sua forte conotação precon-
ceituosa, está sendo banida do
linguajar médico.
HANSENÍASE - Doença ainda fre-
qüente no Brasil, causada pela bac-
téria Micobacterium leprae (bacilo
de Hansen), popularmente conhe-
cida como lepra. Causa lesões na
pele, especialmente nos braços e
pernas, atingindo também o siste-
ma nervoso. No Brasil, o tratamen-
to é feito pelo sistema gratuito de
saúde pública, em ambulatórios
especializados. Dados do Ministé-
rio da Saúde (1999) informam que
há 5,07 casos de hanseníase por gru-
po de 10 mil habitantes no país, nú-
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244
mero apenas inferior ao da Índia.
Áreas com maior incidência: Cen-
tro-Oeste, 13,88 e Norte, 12,45 por
10 mil habitantes.
HEBEFRENIA - O mesmo que Esqui-
zofrenia.
HEBERDEN (NÓDULOS DE) -
Osteófitos encontrados nas falanges
terminais, nos casos de osteoartrite.
HÉCTICA - Tísica, tuberculose.
HÉCTICO - Relativo à tuberculose.
HEDONISMO - Atração excessiva
pelos prazeres.
HEGAR (DILATADORES DE) - Uma
série de dilatadores numerados para
o colo do útero.
HELCOLOGIA - Estudo das úlceras.
HELCOSE - Formação de úlceras.
HÉLIO - Gás inerte, utilizado para
certos exames em medicina.
HELIOTERAPIA - Terapia pela luz
solar.
HELIOTROPISMO - Atração para
luz solar.
HELMINTÍASE - O mesmo que
Verminose.
HELMINTICIDA - Que mata os vermes.
HELMÍNTICO - Relativo aos ver-
mes.
HELMINTO - Verme intestinal.
HELMINTOLOGIA - Tratado sobre
os vermes intestinais.
HELMINTOLÓGICO - Relativo à
Helmintologia.
HEMÁCIA - Glóbulo vermelho; são
5 milhões por centímetro cúbico de
sangue.
HEMÁCIAS DISMÓRFICAS - No
exame do sedimento urinário, de-
pósito obtido da urina por centri-
fugação, as hemácias podem se
apresentar como ausentes, normais
ou deformadas (dismórficas). Acre-
dita-se que as hemácias dismórficas
são aquelas que tiveram de atraves-
sar uma membrana, por diapedese,
para atingirem a urina.
HEMANGIOMA - Tumor com ori-
gem em vasos sangüíneos.
HEMARTROSE - Derrame de san-
gue no interior de uma articulação.
HEMATÊMESE - Vômito de sangue.
A causa mais comum é o desgaste
de um vaso sangüíneo no estôma-
go, provocado por uma úlcera ou
pelo uso excessivo de aspirina (V.
Úlcera gástrica e duodenal). Ge-
ralmente o sangue vomitado man-
tém a sua cor vermelha, mas, al-
gumas vezes, ele é alterado pelo
suco gástrico e adquire uma cor
marrom escuro. Qualquer pessoa
com hematêmese deve ser coloca-
da na cama, e o médico deve ser
chamado com urgência. Não dê ab-
solutamente nada pela boca, mas
se o paciente queixar-se de sede dê
um pouco de água gelada. O paci-
ente deve ser tratado no hospital,
onde se pode usar a transfusão e
outros tratamentos, caso o sangra-
mento continue. Algumas vezes é
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
HEB HEM
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245
recomendável uma cirurgia, mas
na maioria dos casos ela não é ne-
cessária.
HEMÁTICO - Relativo ao sangue.
HEMATÍMETRO - Aparelho desti-
nado a contar os glóbulos do
sangue.
HEMATOCÉFALO - Tumor san-
güíneo no cérebro.
HEMATOCELE - Diz-se de hemor-
ragia numa cavidade, especialmente
nas túnicas da vagina ou nos testí-
culos. Cisto contendo sangue.
HEMATOCOLPO - Acúmulo de
sangue no interior da vagina (geral-
mente, sangue menstrual, nos casos
de imperfuração do hímen ou de
atresia da vagina).
HEMATÓCRITO - Instrumento com
que se determinam, em dada quan-
tidade de sangue, os volumes rela-
tivos de plasma e glóbulos.
HEMATÓFAGO - Que se alimenta
de sangue.
HEMATÓGENO - Que produz
sangue.
HEMATOLOGIA - Ramo da Histo-
logia que estuda as células do san-
gue e dos órgãos hematopoéticos.
HEMATOLOGISTA - Especialista
em hematologia. O mesmo que
hematólogo.
HEMATOMA - Ferimento que se
forma, em razão de queda ou pan-
cadas, com sangue extravasado e
coágulos em alguma cavidade.
HEMATOMIELIA - Hemorragia na
medula.
HEMATOPOESE - Formação de
glóbulos no sangue.
HEMATOPOÉTICO - Que produz
sangue.
HEMATOSE - Transformação do san-
gue venoso em arterial nos pulmões;
oxigenação do sangue nos pulmões.
HEMATOXILINA - Corante básico.
HEMATOZOÁRIO - Protozoário
que vive no sangue.
HEMATÚRIA - Presença de sangue
na urina. Este termo significa urina
contendo sangue. Ocorre em gran-
de número de doenças dos rins e das
vias urinárias, como infecções, cál-
culos e tumores. O tratamento de-
pende de um diagnóstico preciso da
causa de hematúria.
HEMERALOPIA - Cegueira noturna
ou inaptidão para ver a luz escassa
à noite ou à hora crepuscular. O
contrário de nictalopia.
HEMIANALGESIA - Analgesia de
um lado ou de uma metade do
corpo.
HEMIANOPSIA - Cegueira para
metade do campo visual.
HEMICOLECTOMIA - Remoção ci-
rúrgica de metade do cólon.
HEMICRANIA - Nevralgia em me-
tade da cabeça.
HEMIDROSE - Suor sanguinolento.
HEMI-HIDROSE - Sudação só em
metade do corpo.
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HEMIPARESIA - Paresia só em me-
tade do corpo, hemiplegia.
HEMIPLEGIA - Condição na qual
metade do corpo fica paralisado.
Ocorre devido a algum distúrbio do
cérebro e, mais comumente, acom-
panha uma apoplexia. (V. Apo-
plexia.)
HEMISFÉRIOS CEREBRAIS - As
duas metades do cérebro.
HEMOCROMATOSE - Doença con-
gênita em que o ferro se deposita
nos tecidos e interfere no metabo-
lismo. Diabetes brônzeo.
HEMOCULTURA - Técnica destina-
da a evidenciar micróbios existen-
tes no sangue; consiste em colocar
certa quantidade de sangue em um
meio apropriado à proliferação des-
ses micróbios.
HEMODIÁLISE - Procedimento uti-
lizado em medicina nos casos de in-
suficiência renal aguda, através de
aparelho (dialisador) que promove
a eliminação do sangue com impu-
rezas e reposição de sangue novo.
Exemplo: o rim artificial.
HEMOFILIA - Doença rara em que
o sangue não coagula. Normalmen-
te, se um vaso sangüíneo se abre,
inicia-se uma ação química compli-
cada que resulta no fato de parte do
sangue se tornar gradualmente só-
lido, formando um coágulo. Se isso
não acontecesse, nós estaríamos
sujeitos a sangrar até morrer, com
um pequeno corte. Na hemofilia,
falta um fator necessário para o pro-
cesso de coagulação. A doença é
congênita, isto é, a pessoa nasce
com ela. Ela só atinge os homens,
mas a condição é “carregada” pe-
las mulheres, que a transmitem para
os filhos homens. A hemofilia pode
ser tratada com injeções regulares
do fator de coagulação ausente.
HEMOFTALMIA - Hemorragia no
olho.
HEMOGLOBINA - Matéria corante
dos glóbulos vermelhos.
HEMOGLOBINÚRIA - Presença de
hemoglobina na urina.
HEMOGRAMA - Quadro que resulta
da contagem e classificação dos ele-
mentos do sangue.
HEMÓLISE - Destruição dos glóbu-
los vermelhos com liberação de
hemoglobina.
HEMOLÍTICO - Que destrói as
hemácias.
HEMOPERITÔNIO - Derrame san-
güíneo na cavidade peritonial.
HEMOPHILUS INFLUENZAE
-
Bactéria que causa infecções secun-
dárias na gripe.
HEMOPHILUS PERTUSSIS
-
Bacilo da coqueluche.
HEMOPOESE - O mesmo que He-
matopoese.
HEMOPTISE - Termo médico para
expectoração de sangue. O sangue
pode estar presente no escarro em
alguns traços; é, geralmente, verme-
lho claro e, em alguns casos, pode
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HEM HEM
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ser espumoso. Existem várias cau-
sas, entre elas infecções no peito e
na garganta, e também doenças car-
díacas, câncer de pulmão e coágu-
lo de sangue no pulmão. A tubercu-
lose é uma causa de hemoptise, que
pode ser tratada prontamente com
remédios modernos. Nem mesmo
uma hemoptise minúscula deve ser
ignorada. Os raios X do peito e ou-
tros exames facilitam o tratamento
imediato.
HEMORRAGIA - Termo geral para
sangramento. Hemorragia interna é
quando o sangramento ocorre den-
tro do organismo, e hemorragia ex-
terna é quando o sangue escapa para
o lado de fora. A maioria dos
sangramentos se deve a pequenos
acidentes, e muitas pessoas ficam
excessivamente alarmadas ao avis-
tar sangue. Lembre-se da experiên-
cia de milhares de doadores de san-
gue, que doam 0,5 litro de uma só
vez, para ver que se pode perder
uma quantidade de sangue sem que
haja efeitos prejudiciais.
Para os sangramentos, como cortes,
o melhor tratamento é fazer uma
pressão sobre a parte atingida; isso
é feito aplicando-se um lenço, gaze
ou algodão e enfaixando-se fir-
memente. A parte sangrando deve
ser levantada - por exemplo, se a
mão estiver sangrando, o paciente
deve deitar-se na cama, com a mão
descansando sobre a cabeceira. O
curativo não deve ser mexido, pois
isso pode interromper a coagulação;
mas, se o sangramento continuar,
deve-se aplicar mais uma bandagem
firme, em cima da primeira. O uso
de um torniquete raramente é
necessário. Na verdade, às vezes, é
perigoso, porque um torniquete mal
aplicado pode aumentar o san-
gramento.
HEMORRAGIA NASAL (EPISTAXE)
- O melhor tratamento é sentar-se à
frente de uma pia com a cabeça le-
vemente para frente, a boca aberta,
e uma rolha entre os dentes. O pa-
ciente deve respirar pela boca e não
engolir, mas deixar que o sangue
escorra pela boca. O nariz deve ser
apertado firmemente com os dedos,
e um envoltório frio deve ser colo-
cado no cavalete do nariz. A razão
pela qual o sangramento do nariz
não pára é que os pacientes quase
sempre engolem o sangue que es-
corre do fundo do nariz. Cada gole
move os músculos da boca e pro-
voca um esforço no vaso sangüíneo,
que expulsa o coágulo. Pelas medi-
das descritas, os vasos não são per-
turbados, de modo que se forma um
coágulo e o sangramento pára. Du-
rante as vinte e quatro horas seguin-
tes, os alimentos e as bebidas de-
vem ser frios.
HEMORRAGÍPARO - Que provoca
hemorragia.
HEMORRÓIDAS - Pequenos vasos
sangüíneos dilatados que ocorrem
na região do ânus - a saída do intes-
tino. Elas são semelhantes às vari-
zes. Podem causar irritação e algu-
ma dor, ou sangramento do intesti-
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HEM HEM
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no - principalmente depois da eva-
cuação. Às vezes, também uma
hemorróida “desce” e se projeta
para fora do ânus. As hemorróidas
podem reagir a um tratamento com
supositórios e pomada, duas vezes
por dia, durante três semanas ou
menos. A ação do intestino deve
continuar normal. As hemorróidas
também podem ser tratadas com
uma injeção de uma substância quí-
mica, que faz com que elas se con-
traiam. Às vezes é necessário
removê-las com uma cirurgia, ou
tratá-las pela dilatação do ânus, com
uso de anestesia. A cirurgia, apesar
de incômoda nos primeiros dias,
geralmente é bem-sucedida. As
hemorróidas às vezes ocorrem na
gravidez, devido ao aumento da
pressão provocado pela criança em
desenvolvimento; essas geralmen-
te reagem ao tratamento conser-
vador e desaparecem logo após o
parto - quando a pressão abdomi-
nal volta ao normal. No caso de
hemorróidas ou desconforto anal,
que não reajam a um tratamento
caseiro de 10 dias, deve-se procu-
rar um médico.
HEMORROIDECTOMIA - Opera-
ção para retirada de hemorróidas.
HEMÓSTASE - Hemostasia. Parada
de uma hemorragia.
HEMOSTASIA - Hemóstase. Meca-
nismo responsável pela manutenção
do equilíbrio entre os fenômenos de
deformação e lesão do coágulo
sangüíneo.
HEMOSTÁTICO - Que detém he-
morragia.
HEMOTÓRAX - Presença de sangue
na cavidade pleural.
HEPARINA - Um anticoagulante
muito usado. É um polissacarídeo
contendo enxofre.
HEPATALGIA - Dor no fígado.
HEPATECTOMIA - Operação que
retira parte do fígado.
HEPÁTICO - Relativo ao fígado.
HEPATICOSTOMIA - Operação
para abrir uma fístula do canal he-
pático para o exterior.
HEPATITE - Inflamação do fígado. O
fígado pode ser atacado por vírus
da corrente sangüínea ou do apare-
lho digestivo. Quando isso ocorre,
a bílis não consegue escapar do fí-
gado, e dessa forma vai para trás,
dentro da corrente sangüínea, pro-
vocando a icterícia. (V. Icterícia, Al-
coolismo, Vesícula biliar e Fígado.)
HEPATIZAÇÃO - Transformação em
tecido semelhante ao fígado (como
ocorre em certas pneumonias).
HEPATÓCITO - Célula hepática,
unidade morfofuncional do fígado
que desempenha inúmeras funções
no metabolismo de carboidratos,
gorduras e proteínas.
HEPATOMA - Neoplasia de células
hepáticas. Sensu lato: todo tumor
primitivo do fígado. Sensu strictu:
hepatocarcinoma, carcinoma, de cé-
lulas hepáticas, tumor primário
maligno mais comum.
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HEM HEP
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HEPATOMEGALIA - Aumento de ta-
manho do fígado.
HEPATOPATIA - Toda afecção do
fígado.
HEPATOPEXIA - Fixação do fígado.
HEPATOPTOSE - Queda do fígado.
HEPATORRAFIA - Sutura do fígado.
HEPATOTOMIA - Incisão do fígado.
HERMAFRODITA - Com duplo
sexo.
HERMÉTICO - Impenetrável ao ar.
HÉRNIA (QUEBRADURA) - O es-
paço do abdome é ocupado por vá-
rios órgãos, inclusive os intestinos,
que formam um longo tubo enrola-
do. As paredes do abdome na fren-
te são formadas de camadas de
músculo. Se ocorrer um enfraque-
cimento, uma parte do intestino
pode se introduzir entre as cama-
das de músculo e vir a se situar
embaixo da pele. Isso é conhecido
como hérnia. O lugar comum é a
virilha (parte mais fraca do abdo-
me), particularmente nos homens,
onde há uma abertura pela qual a
estrutura passa para o testículo. Se
ela for esticada, pode haver uma
quebradura. As quebraduras ocor-
rem em outras posições - ao redor
do umbigo, ou no lugar de cicatri-
zes de antigas operações. O melhor
tratamento é sempre uma cirurgia.
Se o espaço pelo qual o intestino se
projetou puder ser suturado firme-
mente, a quebradura estará curada.
A ação de levantar muito peso, a
tosse crônica, etc. podem ser cau-
sas da hérnia. Os fumantes têm que
parar de fumar antes e depois da
cirurgia.
A maioria das hérnias mostra-se
como uma dilatação na virilha, que
se torna maior com a tosse, o esfor-
ço, etc. A dor não se manifesta a
não ser que o conteúdo da hérnia
seja torcido ou apertado. A hérnia
pode, então, ficar dolorida e não se
retrair para dentro do abdome, mes-
mo que você fique deitado. Geral-
mente, requer tratamento cirúrgico
urgente. (V. Hérnia do hiato.)
HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA - Pas-
sagem de uma víscera abdominal ou
de parte dela através do diafragma
para o tórax.
HÉRNIA DO HIATO - Hérnia inter-
na em que a parte superior do estô-
mago fica saliente através da aber-
tura, no diafragma, que serve para
a passagem do esôfago. O conteú-
do ácido do estômago, portanto,
pode passar pelo esôfago sensível,
provocando dor e inflamação. A
condição é agravada por excesso de
peso e roupas muito apertadas.
Abaixar para fazer serviços domés-
ticos e deitar de costas fazem com
que o ácido flua dentro do esôfago.
Para abaixar, deve-se flexionar ape-
nas a junta do joelho, e a cabeceira
da cama deve ser levantada sobre
livros ou tijolos. Antiácidos e remé-
dios são úteis. A cirurgia para a cura
é grande e é reservada para os ca-
sos graves.
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HEP HÉR
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HÉRNIA ESTRANGULADA - Hér-
nia que sofreu torção ou compres-
são, causando necrose na parte
herniada.
HÉRNIA IRREDUTÍVEL - Hérnia que
não se consegue reduzir. O órgão
ou parte dele que deixou seu aloja-
mento natural não volta ali; é pre-
ciso intervenção cirúrgica.
HERNIOTOMIA - Quelotomia ou
celotomia; operação para cura ra-
dical de uma hérnia.
HERÓICO (MEDICAMENTO) -
Medicamento muito enérgico, de
alta eficácia, embora possa apresen-
tar inconvenientes.
HEROÍNA - Droga opiácea que pro-
duz dependência física e psíquica.
Seu uso é acompanhado de tolerân-
cia farmacológica e os principais
métodos de auto-administração é
por via endovenosa. Os sintomas
que ela produz são: sonolência ou
estupor, porém em geral extrema
euforia e “sensação de orgasmo”.
No caso de intoxicação ocorre de-
pressão, principalmente respirató-
ria, hipotensão, sonolência e coma;
e é elemento importante para o di-
agnóstico a miose pupilar. Quando
da abstinência ocorrem bocejos,
lacrimejamento, secreção nasal,
pele arrepiada, midríase, dores prin-
cipalmente musculares e o pacien-
te fica inquieto, irritável, nervoso.
Quando em coma ou intoxicações
graves recomenda-se o uso da
nalorfina na dose de 2 a 10 mg
intramuscular. O efeito surge em
minutos, mas pode, em um depen-
dente de opiácio, desencadear-se
uma síndrome de abstinência gra-
ve, quando então se deve adminis-
trar morfina ou droga semelhante e
encaminhar o paciente para trata-
mento de desintoxicação lenta.
HERPES - Um vírus que produz um
grupo de bolhas numa região de
pele inflamada. As bolhas (vesí-
culas) têm cabeças brancas conten-
do um fluido. Existem dois tipos:
herpes-zoster é o nome para co-
breiro (V. Herpes-Zoster.), e uma
outra variedade, a herpes simples -
que se desenvolve em regiões como
os lábios, geralmente durante outras
doenças, como o resfriado, por
exemplo. Mantenha as bolhas secas.
Pode-se aplicar essência cirúrgica
de vez em quando, e um pó especi-
al. Elas geralmente desaparecem
em alguns dias, sem deixar marcas.
Uma variação da herpes simples
afeta a região genital. (V. Doenças
sexualmente transmissíveis.)
HERPES SIMPLES - Dermatovirose
de quadro clínico variável, desde
benígno até grave, causada por
herpesvirus hominus tipo I e II.
HERPES GENITAL - Moléstia causada
por vírus (o herpesvirus hominis),
que promove infecções de gravida-
de variável, as quais são de interes-
se dermatológico, entre elas, a
vulvovaginite. O herpes genital é
provocado pelo vírus do herpes
simples e está atualmente em grande
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HÉR HER
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expansão. O período de incubação é
curto (2 a 6 dias); começa por cocei-
ra na glande ou no prepúcio, ou em
ambos, e pontadas no local. Surgem
depois pequenas elevações (pápulas)
que se tornam vesículas (espinhas ou
pequenas bolhas), abrem-se em pe-
quenas feridas que, em 8 ou 10 dias,
começam a regredir, mas podem vol-
tar. É contagioso e afeta o parceiro
sexual.
HERPES-ZOSTER - Uma infecção
virulenta, quase como a catapora,
na qual o dano está confinado a uma
região preenchida por um nervo. O
local comum é o tronco, mas pode
também ocorrer na face ou nos
membros. Geralmente há um ardor
antes de outros sintomas, seguido
de uma erupção. Pequenas manchas
na pele ficam inflamadas, e sobre
elas ficam pequenos pontos com
extremidades brancas numa faixa
da pele preenchida por um nervo.
No tronco, elas seguem um círculo
de trás para frente; geralmente du-
ram algumas semanas e, então, ce-
dem. Na maioria das vezes, a recu-
peração é total em três semanas
mais ou menos, mas às vezes - prin-
cipalmente na velhice - há uma dor
persistente depois que desaparece
a erupção. As loções sedativas,
como a calamina, podem ser úteis,
e os agentes antivírus disponíveis
sob prescrição médica podem redu-
zir a severidade da dor e inflama-
ção, se forem tomados logo. As pes-
soas mais idosas, às vezes, recebem
a ajuda de comprimidos analgési-
cos especiais para a dor pós herpes-
zoster. Pessoas suscetíveis podem
pegar catapora de pessoas com her-
pes-zoster.
HERPÉTICO - Relativo ao herpes.
HERPETIFORME - Semelhante ao
herpes.
HERXHEIMER (REAÇÃO DE) -
Exacerbação temporária das mani-
festações sifilíticas sob influência
do tratamento.
HETEROGÊNEO - De natureza e de
espécie diferentes.
HETEROINFECÇÃO - Infecção por
germes vindos do exterior.
HETERÓLOGO - Derivado de espé-
cie diferente.
HETEROPLASTIA - Enxerto de teci-
dos de outra pessoa.
HIALINO - Cristalino, vítreo.
HIALÓIDE - Transparente.
HIATO - Abertura, espaço.
HIBERNAÇÃO - Sono artificial pro-
longado. Sonoterapia.
HÍBRIDO - Produto de pais de espé-
cies diferentes.
HIDÁTICO (CISTO) - Cisto forma-
do pela larva da tênia.
HIDRADENITE - Inflamação de uma
glândula sudorípara.
HIDRAGÍRIO - O mesmo que Mer-
cúrio.
HIDRAGIRISMO - Intoxicação crô-
nica pelo mercúrio.
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HER HID
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HIDRÂNIO - Excesso de líquido
aniótico.
HIDRARTROSE - Presença de líqui-
do numa articulação.
HIDRATAÇÃO - Introdução de água
no organismo. Método utilizado em
certas doenças que retiram muito
líquido do corpo como a diarréia
persistente, quando se recomenda o
uso de soro.
HIDRATADO - Tratado com água ou
que se recuperou pela hidratação.
HIDRATO - Composto que contém
uma ou mais moléculas de água.
HIDREMIA - Excesso do plasma no
sangue.
HÍDRICO - Relativo à água.
HIDROCARBONADO - Glicídio,
hidrato do carbono, carboidrato.
Composto com hidrogênio e car-
bono.
HIDROCEFALIA - Aumento anormal
da quantidade de líquido na cavi-
dade craniana.
HIDROCELE - Acumulação de flui-
do no escroto. Pode estar presente
já no parto, ou se desenvolver mais
tarde. Não é grave, mas pode ser
incômodo. Retirar o fluido através
de uma agulha dá um alívio tempo-
rário, mas o melhor tratamento é
uma pequena cirurgia.
HIDROCORTISONA - Hormônio
esteróide do córtex supra-renal.
HIDRÓFILO - Que absorve umidade.
HIDROFOBIA - O mesmo que Raiva.
HIDROGINÁSTICA - Ginástica re-
alizada em piscinas, predominando
o trabalho aeróbico e o alto consu-
mo calórico. Indicada para obesos.
HIDROLATO - Água destilada.
HIDRÓLISE - Decomposição de uma
substância pela ação da água.
HIDROMA - Cisto contendo líquido.
HIDRONEFROSE - Dilatação dos
cálices renais pela contração dos
ureteres.
HIDROPERICÁRDIO - Derrame
seroso no pericárdio.
HIDRÓPICO - Relativo à hidropisia
ou ascite.
HIDROPISIA - Acumulação de sero-
sidades no tecido celular ou em uma
cavidade do corpo. (V. Edema.)
HIDROPNEUMOTÓRAX - Presen-
ça de líquido e ar na pleura.
HIDRORRAQUE - Acumulação
anormal de líquido cérebro-espi-
nhal na cauda eqüina.
HIDRORRÉIA - Descarga abundan-
te de líquido. O mesmo que hidror-
ragia.
HIDROSADENITES - Abcesso por
infecção das glândulas sudoríparas
comum nas axilas.
HIDROSE - Sudação excessiva. O
mesmo que Hiperidrose.
HIDROSSALPINGE - Acumulação
de líquido distendendo uma trom-
pa de Falópio.
HIDROTERAPIA - Tratamento pela
água.
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HID HID
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HIDROTÓRAX - Derrame na cavi-
dade pleural.
HIDRÓXIDO - O mesmo que Hi-
drato.
HIDRÚRIA - Urina excessiva e com
baixa densidade, quase aquosa.
HIGÉIA - A deusa da saúde na mito-
logia grega. Daí provém a palavra
“Higiene”.
HÍGIDO - O mesmo que sadio.
HIGROMA - Tumor com origem em
tecido linfático, presente desde o
nascimento, também conhecido
como “linfagioma”.
HIGRÔMETRO - Aparelho para de-
terminar o grau de umidade do ar.
HIGROSCÓPICO - Hidrófilo. Que
absorve umidade do ar.
HILO - Depressão em um órgão, por
onde passam vasos e nervos.
HÍMEN - Prega membranosa que fe-
cha parcialmente o orifício externo
da vagina.
HIMENORRAFIA - Sutura do hímen.
HIMENECTOMIA - Incisão do
hímen.
HIÓIDE - O único osso do corpo que
não se articula com nenhum outro.
Situado na porção posterior da
faringe. É também chamado “o osso
da língua”.
HIPER - Prefixo grego que significa
“acima” e indicando um excesso,
um aumento ou uma posição supe-
rior Exemplo: Dieta hipercalórica
(com maior quantidade de calorias).
HIPERACIDEZ - Excesso de acidez.
HIPERACUSIA - Extrema acuidade
do sistema de audição.
HEPERALGESIA - Excesso de sensi-
bilidade à dor.
HIPERBÁRICO - Pressão maior do
que a pressão atmosférica.
HIPERCALCEMIA - Excesso de cál-
cio no sangue.
HIPERCALIEMIA - Excesso de po-
tássio no sangue.
HIPERCAPNIA - Excesso de dióxido
de carbono no sangue.
HIPERCELULARIDADE - Estado
que decorre do processo de hi-
perplasia correspondente a aumen-
to no número de células. Quando
aumenta de tamanho chama-se
“hipertrofia”.
HIPERCERATOSE - Lesões da pele
com excessiva produção de ceratina
ou queratina.
HIPERCINESIA - Motilidade ou con-
trações musculares excessivas.
HIPERCLORIDRIA - Excesso de áci-
do clorídrico no suco gástrico.
HIPERCOLESTEROLEMIA - Exces-
so de colesterol no sangue.
HIPERCROMIA - Excesso de pig-
mentação.
HIPERÊMESE - Vômitos excessivos.
HIPEREMIA - Aumento da quantida-
de de sangue.
HIPEREMIA PASSIVA DE BIER -
Hiperemia que se consegue me-
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HID HIP
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diante compressão das veias por
meio de garrote ou atadura.
HIPERESPLENISMO - Aumento de
volume do baço com inibição da
maturação das células da medula
óssea.
HIPERESTESIA - Aumento da sensi-
bilidade.
HIPEREXCITABILIDADE - Facilida-
de de excitação de um nervo ou fi-
bra motora.
HIPERFAGIA - Bulimia, fome em ex-
cesso, fome canina. Ingestão exces-
siva de alimentos. Pode apresentar-
se, além da forma normal, sob a
forma de compulsão alimentar, com
grande ingestão de alimentos em
curto período de tempo.
HIPERFORIA - Elevação de um eixo
visual em relação a outro.
HIPERGLICEMIA - Excesso de
glicose no sangue.
HIPERGLOBULIA - Aumento do
número de glóbulos vermelhos no
sangue.
HIPERGONADISMO - Secreção ex-
cessiva de hormônios sexuais pro-
duzindo puberdade precoce.
HIPERIDROSE - Sudação excessiva.
HIPERINSULINEMIA - Excesso de
insulina na corrente sangüínea; é
freqüente nos casos de obesidade do
tipo andróide, junto com resistên-
cia orgânica à ação da insulina, que
muitas vezes produz o quadro de
diabetes.
HIPERINSULINISMO - Secreção ex-
cessiva de insulina pelas ilhotas de
Langherans do pâncreas.
HIPERLEUCOCITOSE - Leucocitose,
excesso do número de leucócitos.
HIPERLIPIDEMIA - Excesso de
gorduras no sangue, de colesterol,
de triglicerídeos, ou de ambos.
Freqüente na obesidade do tipo
andróide.
HIPERMETROPIA - Refração anor-
mal no olho; os raios luminosos vão
reunir-se atrás da retina.
HIPERMIOTONIA - Aumento da
tonicidade muscular.
HIPERMOTILIDADE - Aumento
exagerado da atividade motora.
HIPERNATREMIA - Excesso de
sódio no sangue.
HIPERONIQUIA - Espessamento
das unhas.
HIPEROPIA - O mesmo que Hiper-
metropia.
HIPEROSTEOSE - Hipertrofia do te-
cido ósseo.
HIPERPARATIREOIDISMO - Exces-
siva secreção do paratormônio.
HIPERPIESE - Pressão arterial ele-
vada.
HIPERPIREXIA - Febre muito alta,
acima de 40 ºC.
HIPERPITUITARISMO - Secreção
excessiva dos hormônios da hipó-
fise anterior, especialmente a
somatotropina ou hormônio de cres-
cimento.
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HIP HIP
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HIPERPLASIA - Crescimento exces-
sivo do número de células, freqüen-
te em crianças na época da puber-
dade, que engordam, por que as al-
terações hormonais costumam favo-
recer a multiplicação nas células de
gordura. Desenvolvimento deficien-
te de um órgão.
HIPERPLASIA BENIGNA DA PROS-
TATA - É o aumento da glândula
prostática, de natureza benigna, que
ocorre nos homens após os 40 anos
de idade. Pode causar obstrução e in-
fecção do trato urinário. Deve ser di-
ferenciado do adenocarinoma de
próstata, tumor maligno, porém pos-
sível de cura quando diagnosticado
precocemente.
HIPERPNÉIA - Respiração acelerada.
HIPERSECREÇÃO - Aumento da
secreção.
HIPERTENSÃO - (V. Pressão ar-
terial.)
HIPERTENSÃO ARTERIAL ACELE-
RADA OU MALIGNA - Caracte-
rizada por pressão arterial diastólica
ou mínima em geral superior a 120
mmHg, presença de exudatos, he-
morragias e/ou edema de papila,
freqüentemente, no exame de fun-
do de olho e uma insuficiência re-
nal aceleradamente progressiva,
que conduz o paciente à morte em
até 2 anos após o início do quadro,
a menos que o paciente faleça an-
tes, de um acidente vascular cardí-
aco ou cerebral, ou seja, tratado pre-
coce e convenientemente. Inicial-
mente o termo “acelerada” foi usa-
do como sinônimo, em substituição
ao termo maligna, para evitar con-
fusão com processos tumorais ma-
lignos. Nos últimos anos alguns au-
tores chamam hipertensão arterial
acelerada aquela que se acompanha
de exsudatos e hemorragias ao exa-
me de fundo de olho, reservando o
nome hipertensão arterial maligna
para os casos em que, além de
exsudatos e hemorragias, se encon-
tra edema de papila ao exame da
retina através de um oftalmoscópio.
HIPERTENSÃO ARTERIAL MALIG-
NA - (V. Hipertensão arterial ace-
lerada ou malígna.)
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊ-
MICA - Atualmente não pode mais
ser vista apenas como uma condição
clínica em que as cifras tensionais
estão acima de um determinado va-
lor. Na verdade a hipertensão arte-
rial existe num contexto sindrô-
mico, com alterações hemodi-
nâmicas, tróficas e metabólicas,
entre as quais a própria elevação dos
níveis tensionais, as dislipidemias,
a resistência insulínica, a obesida-
de centrípeta, a microalbuminúria,
a atividade aumentada dos fatores
de coagulação, a redução da com-
placência arterial e a hipertrofia
com alteração da função diastólica.
Os componentes da síndrome
hipertensiva são muitas vezes fato-
res de risco cardiovascular indepen-
dentes. Os esquemas terapêuticos
antigos, propostos com a intenção
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HIP HIP
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única de baixar os níveis tensionais,
não obtiveram uma redução da
morbidade e mortalidade como es-
perado, a despeito de uma redução
eficaz dos níveis pressóricos.
Ao tratar a hipertensão devemos ter
em mente os fatores de risco asso-
ciados e o impacto do tratamento
nestes fatores. Uma droga por ve-
zes benéfica para a redução da PA é
maléfica em relação a outro com-
ponente da síndrome, como por
exemplo uma droga pode induzir
hiperglicemia ou dislipidemia. As-
sim, apesar de um controle satis-
fatório da PA outros fatores de ris-
co potencialmente maiores podem
se sobrepor, não melhorando a si-
tuação clínica do paciente.
Assim o tratamento atual da hiper-
tensão arterial sistêmica não deve
se resumir simplesmente à redução
dos níveis pressóricos.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÓ-
LICA DOMINANTE - É a condi-
ção onde as duas pressões, sistólica
e diastólica, estão aumentadas com
aumento predominante da pressão
sistólica. Ocorre em várias condi-
ções, especialmente com a idade
avançada.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÓ-
LICA PURA OU ISOLADA - Nes-
ta forma de hipertensão apenas a
pressão arterial sistólica ou máxi-
ma encontra-se aumentada, perma-
necendo a pressão diastólica ou
mínima normal ou até diminuída.
A incidência de hipertensão arterial
sistólica aumenta com a idade, mas
esta não é a única causa conhecida
de hipertensão sistólica, embora
seja a mais comum.
HIPERTENSÃO PORTA - Síndrome
caracterizada por aumento dos ní-
veis pressóricos do sistema porta
hepático, com conseqüente desvio
do sangue portal para fora do
fígado, geralmente causada por
cirrose. A principal tradução ana-
tômica desse desvio é representada
pelo aparecimento das varizes
esofágicas.
HIPERTENSÃO PULMONAR -
Pressão aumentada na circulação
pulmonar ocasionada por diversa
doenças.
HIPERTENSÃO RENOVASCULAR -
A hipertensão arterial tem como
uma das possíveis causas a estenose
das artérias renais ou de seus ramos,
situação esta denominada “hiper-
tensão renovascular”. O tratamen-
to cirúrgico pode permitir a cura,
evitando-se as complicações da hi-
pertensão arterial e o uso de medi-
camentos por toda a vida.
HIPERTENSO - Com tensão arterial
elevada, a máxima de 15 para cima.
A mínima é de 10 ou mais, nesse
caso.
HIPERTERMIA - Elevação da tem-
peratura do corpo sem os outros si-
nais de febre.
HIPERTIMIA - Estado mental com
impulso a ações repentinas.
HIPERTIREOIDISMO - Doença de
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HIP HIP
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Basedow, Doença de Graves, bócio
exoftálmico. Excesso de hormônio
da tireóide na corrente sangüínea,
ou por doença da glândula tireóide,
que aumenta o seu funcionamento,
ou pelo uso demasiado de hormô-
nios tireoideanos, prática não reco-
mendável por ser perigosa, porém
comum em tratamentos para ema-
grecer. Quando a glândula tireóide
funciona mais que o normal.
HIPERTRICOSE - Crescimento ex-
cessivo dos cabelos ou pêlos.
HIPERTROFIA - Aumento no tama-
nho das células. Quando a pessoa
engorda, as células aumentam de
tamanho até certo limite, e daí pas-
sam a multiplicar-se. O mesmo que
Hiperplasia.
HIPERTROFIA PROSTÁTICA BE-
NIGNA - Esta é a forma mais co-
mum do problema de próstata - uma
simples dilatação da glândula com
o aumento da idade.
Se as suas funções urinárias não
estiverem funcionando normal-
mente, ou se você sente dor ao uri-
nar, ou um desconforto na bexiga
ou nos órgãos sexuais, isso pode ser
alguma coisa passageira, mas pode
ser um indício de uma próstata
dilatada.
Se isso acontecer, aja rapidamente,
não fique acanhado; isso é uma do-
ença comum, principalmente nos
homens mais idosos. Uma leve di-
ficuldade para urinar pode progre-
dir para uma total inabilidade em
fazê-lo, o que requer a inserção de
um cateter (sonda). Consulte um
médico imediatamente, porque
uma demora pode provocar um
dano sério e/ou obrigar a uma ci-
rurgia maior.
O tratamento requer uma pros-
tatectomia - cirurgia fácil hoje em
dia. Freqüentemente, ela é realiza-
da através de um tubo minúsculo
inserido na uretra.
A cirurgia consiste na remoção de
parte da glândula atingida. Ela nor-
malmente não afeta a vida amorosa
ou o prazer sexual. Por motivos
anatômicos, a ejaculação do fluido
seminal geralmente passa toda, ou
na sua maioria, dentro da bexiga,
em vez do que ocorria anteriormen-
te. Consulte o cirurgião para ver se
pode ser feito algum tratamento es-
pecial para preservar a fertilidade,
e se os prazeres sexuais serão afe-
tados e, então, aceite as garantias
deles, pois é importante manter a
confiança. (V. Impotência, Freqüên-
cia de Urina, Retenção de Urina.)
HIPNAGOGO - O mesmo que Hip-
nótico.
HIPNÓGENO - O mesmo que Hip-
nótico.
HIPNOSE - A hipnose é definida
como um estado parecido com o
sono, no qual podem ser induzidos
fenômenos de alucinação, distúrbio
de memória e comportamento alte-
rado. No entanto, isso se refere a
um estado profundo, que é menos
comum; para propósitos práticos, a
hipnose na maioria dos casos pode
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HIP HIP
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ser considerada como um estado de
relaxamento físico e mental.
O conceito leigo de hipnose está ge-
ralmente relacionado com o show
biz, com sua apresentação dramáti-
ca. Mas o que é a hipnose e como
ela funciona continuam sendo um
mistério. Portanto, os métodos de
iniciação e usos clínicos ainda es-
tão evoluindo. Tradicionalmente,
ela é usada em várias condições, até
mesmo na asma, enxaqueca e colite,
nas neuroses, no parto e na gineco-
logia, nas doenças de pele e odon-
tologia.
Mas as suas aplicações mais úteis
são na clínica geral, e estão relaci-
onadas a muitas reações de estresse
que as pessoas têm por problemas
de trabalho, dinheiro, casa e casa-
mento, por experiências desagradá-
veis, como um roubo, tempestades
e exames, e para ajudar as pessoas
a parar de fumar e a emagrecer. Na
maioria dos casos é necessária so-
mente uma investigação simples do
psique e do passado do paciente.
Uma simples eliminação do sinto-
ma, ou melhor, uma tolerância do
sintoma pode bem ser o método
mais útil no futuro. Com uma cres-
cente tolerância e aceitação, a co-
bertura ou a dificuldade psicológi-
ca com que as pessoas enfrentam
os problemas diminui, e isso pode
vir seguido de uma redução na rea-
ção de estresse do paciente para
com o seu estilo de vida. Às vezes,
a hipnose não ajuda; outras vezes,
ajuda até certo ponto, pois, como
muitos tratamentos, ela não é má-
gica. Mas é melhor tentar, princi-
palmente se os remédios tradicio-
nais falharam, porque, na pior das
hipóteses, não acontece nada, e na
melhor, a qualidade de vida é
enriquecida. Não são raros os bons
resultados, mas nunca se pode dar
garantias.
HIPNÓTICO - Que faz dormir, nar-
cótico; relacionado com hipno-
tismo.
HIPNOTISMO - Estado em que o
controle do comportamento é redu-
zido; o paciente é adormecido e in-
duzido a proceder mediante su-
gestão.
HIPO - Prefixo grego que significa
“abaixo” e indicando insuficiência,
diminuição ou posição inferior.
Exemplo: Dieta hipoprotéica (com
menor quantidade de proteína).
HIPOACUSIA - Diminuição de au-
dição.
HIPOCLORIDRIA - Deficiência de
ácido clorídrico no suco gástrico.
HIPOCONDRIA - Estado mental ca-
racterizado por depressão e doen-
tia preocupação com o funciona-
mento dos órgãos; preocupação ex-
cessiva e infundada com a pópria
saúde; depressão com ansiedade.
HIPOCÔNDRIO - Região do abdo-
me de cada lado do epigastro.
HIPÓCRATES - O fundador da
medicina como ciência; viveu 400
anos a.C.
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HIPOCROMIA - Falta de pigmentação.
HIPODÉRMICA - Subcutânea, de-
baixo da pele.
HIPODERMÓCLISE - Injeção de
quantidade elevada de soro por via
subcutânea.
HIPOEMIA - Falta de sangue em
certa região.
HIPOGLICEMIA - Diminuição, abai-
xo do teor normal (90 a 110) da taxa
de glicose no sangue.
HIPOGLOBIA - Diminuição do teor
de ferro nos glóbulos vermelhos ou
hemácias.
HIPOGONADISMO - Insuficiência
de secreção nas glândulas sexuais.
HIPOIDROSE - Diminuição da
transpiração.
HIPO-OSMIA - Diminuição do ol-
fato.
HIPOPIESE - Hipotensão. Baixa da
pressão arterial.
HIPÓPION - Acúmulo do pus na câ-
mara anterior do olho.
HIPOPLASIA - Tendência a crescer
menos que o normal.
HIPOPROTEINEMIA - Diminuição
das proteínas no sangue.
HIPOPROTROMBINEMIA - Dimi-
nuição da protrombina no sangue.
HIPOSPADIA - É um defeito congê-
nito no pênis, onde o meato (aber-
tura) uretal pode estar localizado em
qualquer ponto ao longo da haste
peniana ou no períneo. A correção
é sempre cirúrgica podendo ser ne-
cessária mais de uma intervenção
para obtenção de bom resultado.
Pode ocorrer também na mulher,
provocando a abertura da uretra na
vagina.
HIPÓSTASE - Congestão passiva.
HIPOTÁLAMO - Estrutura no cére-
bro que controla o funcionamento
das principais glândulas endócrinas.
É ainda o principal centro de con-
trole da ingestão de alimentos. Na
porção lateral do hipotálamo está o
centro da fome e na porção media-
na o centro da saciedade. Medica-
mentos que inibem o apetite produ-
zem efeito ao agirem nestes centros.
HIPOTENSÃO - Diminuição anor-
mal da tensão arterial.
HIPOTERMIA - Temperatura do cor-
po anormalmente baixa. (V. Tempe-
ratura.) As pessoas mais idosas e os
bebês são menos capazes de manter
a temperatura normal e, nas épocas
de frio, requerem mais calor do que
a média. Para essas pessoas, um lo-
cal com uma temperatura de 21
o
C
(ou 70
o
F) deve ser ideal, mas as pes-
soas diferem muito nas suas neces-
sidades. A hipotermia ocorre geral-
mente quando o paciente idoso ad-
quire uma doença - como um resfri-
ado ou gripe - e não consegue se mo-
vimentar normalmente.
HIPÓTESE - Sugestão para explica-
ção de um fenômeno.
HIPOTIREOIDISMO - Condição clí-
nica que decorre da deficiência da
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HIP HIP
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produção de hormônios pela tireó-
ide. Causa mais comum é a tireoi-
dite de Hashimoto, doença causada
por anomalia do sistema imuno-
lógico. Ela provoca a produção de
anticorpos que destroem a glându-
la tireóide progressivamente, preju-
dicando o seu funcionamento. Pa-
ciente com hipotireoidismo não
compensado por doses do hormônio
tem tendência a engordar, visto que
o seu metabolismo fica mais lento.
Seu excesso produz a doença cha-
mada “cretinismo”, quando a glân-
dula tireóide funciona menos do que
o normal.
HIPOTONIA - Tonicidade abaixo do
normal.
HIPOVITAMINOSE - Deficiência de
vitaminas.
HIPOXIA - Falta de oxigênio.
HIRSCHPRUNG (DOENÇA DE) -
(V. Megacólon.)
HIRSUTISMO - Desenvolvimento
anormal dos pêlos na mulher.
HISTAMINA - Base orgânica elimi-
nada pelos tecidos e que produz
reações alérgicas.
HISTERALGIA - Dor no útero.
HISTERECTOMIA - Cirurgia para re-
mover o útero. O útero é um recep-
táculo maravilhoso para o bebê em
desenvolvimento, mas não tem efei-
to nenhum sobre a feminilidade em
geral. Como um ovário, ou os dois,
são geralmente retidos depois des-
sa cirurgia, a mulher não precisa ter
medo de perder a feminilidade nem
dos sintomas de uma “menopausa”
repentina. Se os ovários tiverem que
ser removidos por causa de cistos
ou outra doença, a mulher poderá
receber comprimidos de reposição
de hormônios.
A histerectomia geralmente é reali-
zada por causa de menstruações in-
tensas e dolorosas, que ocorrem por
causa de fibromas. O alívio de des-
cartar a fonte das perdas de sangue
geralmente é bem mais importante
que as desvantagens da cirurgia. De-
pois de seis a doze semanas, a mu-
lher deve se sentir totalmente recu-
perada, e a atividade sexual geral-
mente pode ser retomada depois do
primeiro retorno ao médico.
A histerectomia não tem efeitos so-
bre mal-estar indefinido, depressão
e sintomas de menopausa - como o
excesso de sangue. As mulheres não
devem achar que a histerectomia é
uma cura para todos os males da
meia-idade.
HISTERECTOMIA SUBTOTAL -
Remoção do útero menos o colo.
HISTERIA - Distúrbio nervoso, no
qual o sofredor desenvolve sintomas
impressionantes, como paralisia to-
tal, perda total da voz e perda total
dos sentidos, sem que haja qualquer
doença física. A personalidade an-
terior do paciente devia mostrar
sempre uma tendência a movimen-
tos exagerados. A doença traz um
certo lucro, como a atenção ou um
modo de escapar de uma situação
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HIP HIS
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desagradável, mas o processo men-
tal não é deliberado como no fingi-
mento. A histeria também tem um
sentido popular, quando aplicada a
uma pessoa que perde o controle.
Depois de algum choque, o paciente
pode pular e se contorcer, e entrar
em risadas ou lágrimas incon-
troláveis; uma mão firme e palavras
ásperas trazem bons resultados -
mais do que a compaixão.
HISTERÓGENO - Que causa histeria.
HISTERÓIDE - Semelhante à histeria.
HISTEROMALACIA - Amolecimen-
to do útero.
HISTERÔMETRO - Instrumento
para medir o útero.
HISTEROMIOMA - Mioma uterino.
HISTEROMIOMECTOMIA - Exci-
são de um mioma uterino.
HISTEROPATIA - Toda afecção do
útero.
HISTEROPEXIA - Operação para fi-
xar o útero.
HISTEROPTOSE - Queda do útero.
HÍSTERO-SALPINGOGRAFIA -
Exame radiológico do útero e das
trompas.
HISTEROTOMIA - Incisão no útero.
HISTEROTRAQUELORRAFIA -
Sutura do colo do útero.
HISTEROTRAQUELOTOMIA - In-
cisão no colo do útero.
HISTEROTRAUMATISMO - Histe-
ria simulando traumatismo.
HISTIDINA - Um dos aminoácidos.
HISTOGÊNESE - A diferenciação dos
tecidos.
HISTOLOGIA - Estudo microscópi-
co dos tecidos e órgãos.
HISTORREXE - Ruptura do útero.
HODGKIN (DOENÇA DE) - Tumor
maligno do tecido linfóide.
HOMEOPATIA - Considerado atu-
almente como um ramo da medici-
na. Este sistema terapêutico foi de-
senvolvido no século XIX por
Hahnemann, com base no princípio
chamado “Lei dos Semelhantes”.
Os doentes são tratados com remé-
dios que produzem nos sãos os mes-
mos sintomas da doença; é a teoria
do Similia similibus curantur.
HOMEOPLASTIA - Enxerto com
tecido do próprio paciente em si
próprio.
HOMEORRESE - Capacidade de
manter o canal de crescimento.
HOMEOTÉRMICO - Que mantém
a temperatura sempre igual.
HOMOLATERAL - Do mesmo lado.
HOMÓLOGO - De situação seme-
lhante.
HOMÔNIMO - Que tem o mesmo
nome.
HOMOSSEXUALIDADE - Atração
sexual entre pessoas do mesmo sexo
(termo usado geralmente para os
homens). Quase todo mundo é, até
certo ponto, bissexual. Se um ho-
mossexual está bem adaptado, não
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HIS HOM
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há sugestão para tratamento. Exis-
tem reivindicações de que, às ve-
zes, um tratamento psiquiátrico
pode reverter a situação.
É normal que alguns jovens tenham
algumas tendências homossexuais
na adolescência, e talvez até depois
dos 20 anos; essa é uma fase bem
comum de estímulos sexuais, e es-
ses jovens não devem cometer o erro
de achar que devem ser homossexu-
ais para o resto da vida, ou permitir
que sejam conduzidos desnecessa-
riamente nessa direção. Grande par-
te dos homossexuais ativos entre-
gam-se a isso mais por experiência
e excitação do que por necessidade.
Algumas autoridades acreditam que
a população homossexual masculi-
na é um reservatório de infecção de
doenças venéreas. É mais difícil
encontrar parceiros estáveis, então,
o sexo ocasional é mais comum
(apesar de que a Aids trouxe um
comportamento mais cuidadoso por
parte da maioria dos homossexu-
ais). (V. Lesbianismo.)
HONORÁRIOS - Pagamento dos
serviços.
HORDÉOLO - Terçol, inflamação de
uma glândula sebácea da pálpebra.
HORMONAL - Relativo aos hormô-
nios.
HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO -
Hormônio produzido na hipófise
cuja falta produz o diabetes renal.
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
- Conhecido pela sigla GH, do in-
glês growth hormone, é produzido
na hipófise. Muito importante na
vida adulta, a sua deficiência causa
a redução da massa muscular e o
acúmulo de tecido adiposo, especi-
almente no abdome.
HORMÔNIOS - Substâncias quími-
cas segregadas diretamente no san-
gue pelas glândulas endócrinas, que
afetam várias funções do organis-
mo. Existem vários tipos, entre eles
os hormônios sexuais. Quando as
glândulas estão perturbadas, a re-
posição do hormônio apropriado
geralmente pode ser efetuada arti-
ficialmente. Esse é o fundamento
lógico para a terapia de reposição
de hormônios na menopausa (V.
Menopausa.) quando o ovário pára
de produzir estrogênio. Alguns
hormônios estão, direta ou in-
diretamente, ligados à deposição de
gordura corporal, sendo os prin-
cipais: os tireoideanos, o cortisol, a
testosterona, o estradiol, a proges-
terona, a insulina e o hormônio do
crescimento.
HORMÔNIOS TIREOIDEANOS -
Contam-se entre os principais, a
triiodotironina e a tiroxina. (V.
Tiroxina.)
HORRIPILAÇÃO - Ereção dos pêlos.
HOSPEDEIRO - Organismo onde
vive um parasito.
HOSPITAL DE LYON - Na França,
o mais antigo do mundo, fundado
no ano de 580, e ainda funcionando.
HUMANIZADO (LEITE) - Leite de
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HON HUM
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vaca com redução de gordura e au-
mento do açúcar (lactose).
HUMOR - Qualquer líquido do or-
ganismo.
HUMOR AQUOSO - Líquido que
existe no globo ocular entre a íris, a
córnea e o cristalino.
HUMOR VÍTREO - Meio transpa-
rente entre o cristalino e a retina.
HUMORAL - Relativo aos humores.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
HUM HUM
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I
I
I. A.M. - Infarto agudo do miocárdio.
IATROGÊNICO - Causado pelo mé-
dico ou pelo tratamento.
I.C.A. - Isquemia coronária aguda.
ICOR - Secreção purulenta que es-
corre das úlceras.
ICOROSO - Pus ralo.
ICTERÍCIA - Coloração amarelada
que adquirem a pele e as mucosas
por causa do aumento nas taxas
sangüíneas das bilirrubinas. Uma
das funções do fígado (V. Fígado.)
é produzir a bílis - um líquido ver-
de-escuro armazenado abaixo do fí-
gado, numa bolsa conhecida como
“vesícula biliar”. Ela flui para den-
tro do intestino, onde ajuda na di-
gestão de gorduras. Se a bílis não
consegue escapar para dentro do in-
testino, ela é recuada para o fígado
e entra na corrente sangüínea. A
pele e o branco dos olhos se tornam,
por isso, amarelados (a primeira não
é visível nas raças amarela ou ne-
gra). Isso é a icterícia. Qualquer que
seja a causa, o paciente se sente ex-
tremamente mal, com vômitos, do-
res no abdome e sem apetite. Exis-
tem várias causas.
1) A icterícia pode ocorrer nos bebês
recém-nascidos, por imaturidade do
fígado, que não consegue agüentar
bem suas várias funções. Esse tipo
geralmente melhora em alguns dias,
mas pode ser tratado com terapia de
raios ultravioletas, se necessário.
Quando há incompatibilidade entre
os grupos sangüíneos dos pais - es-
pecialmente do fator Rh (V. Fator
Rh.) -, a icterícia pode ser mais gra-
ve. Se o tratamento com raios
ultravioletas não for eficaz, podem
ser necessárias transfusões para tro-
ca do sangue.
2) Hepatite infecciosa (V. Hepati-
te.) - o fígado pode ser atacado por
um vírus que causa inflamação, da-
nificando as células do fígado e
obstruindo os ductos que carregam
a bílis. Outros micróbios e vírus
podem também atacar o fígado. Às
vezes, a febre glandular é compli-
cada pela icterícia.
3) O bloqueio mecânico dos ductos
da bílis leva à icterícia. Às vezes,
desenvolvem-se cálculos na vesí-
cula biliar, e um deles pode obstruir
o ducto que leva a bílis para o in-
testino. Esse ducto também pode
ser bloqueado por gânglios linfáti-
cos dilatados ou por um tumor.
4) Uma destruição excessiva das
hemácias, que ocorre em alguns
tipos de anemia, pode levar à icte-
rícia.
5) Um dano às células do fígado,
causado por venenos, pode provo-
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car a icterícia. Esses venenos in-
cluem o tetracloreto de carbono -
usado em lavagens a seco -, alguns
dos cogumelos venenosos e o con-
sumo excessivo de álcool. (V. Al-
coolismo.)
Todos os tipos de icterícia necessi-
tam de atenção médica urgente.
Nos jovens, a forma mais comum é
a hepatite infecciosa. Ela se propa-
ga por meio de alimentos e bebidas
infectados e, às vezes, pelo contato
direto de pessoa para pessoa. Uma
forma de hepatite semelhante, mas
muito grave - a hepatite do soro -, é
adquirida diretamente do sangue
infectado e pode ser transmitida por
seringas sujas e, ocasionalmente, por
transfusões de sangue. Este é o mo-
tivo pelo qual uma pessoa com uma
história anterior de icterícia nunca
pode ser um doador de sangue. É
possível ser um portador da doença
durante muitos anos, mesmo que a
pessoa esteja se sentindo perfeita-
mente bem. Os toxicômanos depen-
dentes de drogas injetáveis correm
o risco de contrair a hepatite do soro
com seringas sujas, e a doença pode
ser transmitida por relações sexuais,
com pessoas que podem ser porta-
doras; é comumente encontrada en-
tre os homossexuais.
O tratamento da hepatite infeccio-
sa consiste de repouso, dieta com
pouca gordura e abstinência total de
álcool. Não se deve tomar álcool
pelo menos durante seis meses,
mesmo que os sintomas tenham de-
saparecido nas primeiras semanas.
Pode ocorrer uma recaída de icterí-
cia, se essa regra não for obedeci-
da. Em casos de hepatite do soro,
pode ser necessária a internação em
unidades especializadas do hospi-
tal, para um tratamento intensivo.
ICTERÍCIA NEONATORUM - Icte-
rícia fisiológica, normal nos recém-
nascidos.
ICTÉRICO - Com icterícia. Relativo
à icterícia.
ICTERÓIDE - Semelhante à icterícia.
ICTIOSE - Condição de pele seca e
escamosa que às vezes é de famí-
lia. Pode ser aliviada mantendo-se
a pele constantemente lubrificada
com ungüentos especiais ou óleos
infantis.
ÍCTUS - Ataque súbito.
ÍCTUS APOPLÉTICO - Apoplexia,
congestão brusca e intensa.
IDADE ÓSSEA - Índice de desen-
volvimento do esqueleto; informa
sobre o tempo disponível para
crescer.
IDENTIFICAÇÃO MÉDICO-LEGAL
- Identificação de pessoas ou de
seus restos pela utilização de técni-
cas médico-legais.
IDIOPATIA - Origem não conhecida.
IDIOPÁTICO - Sem causa conhe-
cida.
IDIOSINCRASIA - Sensibilidade
anormal e especial de certas pesso-
as para determinadas substâncias.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ICT IDI
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267
IDIOTA - Pessoas com Q.I. abaixo
de 20.
ÍLEO - A segunda metade do intesti-
no delgado e sua terceira porção
(duodeno, jejuno e íleo). Parada na
movimentação intestinal.
ILEOCECAL - Referente ao íleo e ao
ceco.
ILEOPROCTOSTOMIA - Ligação
cirúrgica entre o íleo e o reto.
ILEORRETAL - Relativo ao íleo e ao
reto.
ILEOSTOMIA - Abertura artificial do
intestino delgado (íleo) para a
parede abdominal anterior. Essa ci-
rurgia geralmente é realizada quan-
do a maior parte do intestino delga-
do (cólon) está doente - como na
colite ulcerativa - e precisa ser re-
movida. Ao contrário do câncer,
essa condição geralmente ocorre em
pessoas jovens. Há muitos jovens
saudáveis por aí convivendo bem
com esse problema. Apesar de o
conteúdo do intestino delgado ser
líquido, ele não tem cheiro, então,
esse constrangimento específico é
evitado. Sacos plásticos adesivos
fazem com que essa condição seja
bem fácil de se lidar, e preferível
aos infortúnios da colite grave.
Existem associações que dão con-
selhos e suporte aos pacientes da
ileostomia. (V. Colostomia.)
ILHOTAS DE LANGERHANS - Gru-
pos celulares do pâncreas que se-
gregam a insulina.
ÍLIO - Osso da bacia, também cha-
mado “osso inominado”.
ILUSÃO - Visão de um objeto em
forma anormal.
IMAGEM - Quadro mental de um
objeto externo.
IMBECIL - Pessoa com Q.I. abaixo
de 50.
IMBIBIÇÃO - Absorção de um lí-
quido.
IMBRICADO - Colocado um sobre
o outro, como as escamas de um
peixe.
IMC (ÍNDICE DE MASSA CORPO-
RAL) - É a relação do peso (em
quilogramas) sobre a altura (em
metros) ao quadrado que classifica
o estado nutricional.
IMERSÃO - Mergulhar num líquido.
IMPALPÁVEL - Que não pode ser
sentido pelo tato.
IMPERFURADO - Completamente
fechado.
IMPETIGO - Doença infecciosa da
pele causada por um micróbio - o
estafilococo. Geralmente ataca o
rosto e o couro cabeludo, e é co-
mum nas crianças. Uma pequena
área da pele fica pruriente e infla-
mada - perto do canto da boca - e,
começa a exsudar e formar cascas
amareladas. Se não for tratada, ten-
de a se espalhar rapidamente. Por
isso, deve-se procurar o médico o
quanto antes nas suspeitas de
impetigo. A região afetada deve ser
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IDI IMP
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268
mantida seca, e deve-se fazer esfor-
ços para evitar que o paciente a
coce, pois esse é um dos principais
motivos de a infecção se espalhar.
As roupas de cama, travesseiros,
lençóis e materiais de banho devem
ser rigorosamente separados e bem
fervidos antes de retornarem ao uso
geral. É uma doença que reage a
antibióticos. Diz-se também “im-
petigem” e “salsugem”.
IMPLANTAÇÃO - Implante, en-
xerto.
IMPLANTE DE MARCAPASSO -
Colocação sob a pele de um apare-
lho eletrônico, denominado “marca-
passo”, composto de um circuito
eletrônico gerador de impulsos
elétricos que são levados até o
coração por elétrodos fixados no
miocárdio que provocam contra-
ções regulares do coração quando
ele está acometido de bloqueio
atrioventricular ou com alterações
de seu ritmo de batimentos.
IMPONDERÁVEL - Que não tem
peso.
IMPOTÊNCIA - Incapacidade do ho-
mem de manter relações sexuais. A
causa é física ou mental. Entre as
razões físicas, geralmente curáveis,
estão um cálculo pressionando a
uretra, interferência do sistema
nervoso por causa de um acidente
ou uma doença. O excesso de ál-
cool ou um coração partido podem
suspender a virilidade até que a
causa seja removida. As relações
sexuais prolongadas podem esgo-
tar temporariamente o sistema. O
desequilíbrio hormonal pode, às
vezes, ser a causa.
No entanto, admitindo-se que as
causas físicas possam co-existir
com as psicológicas, as causas da
mente podem ser responsáveis por
mais de 95% dos casos de impotên-
cia, no sentido de que, quando as
preocupações desaparecem, vem a
cura. Geralmente, a causa física
chega depois da psicológica, porque
o corpo e a mente se afetam um ao
outro. A prova é a de que tão logo a
confiança do homem impotente é
recobrada, também o é a sua viri-
lidade.
Os medos sexuais e os tabus datam
de milhares de anos atrás, e alguns
ainda se escondem no remanso de
nossa mente. Nas épocas vitorianas,
isso talvez fosse compreensível;
mas, desde então, foram publicados
muitos livros precursores sobre
sexo. Hoje é mais provável que o
questionador fique perplexo com a
enorme variedade de informações
disponíveis em forma de livros ba-
ratos. Esses livros refletem as vi-
sões e os preconceitos de seus au-
tores. Aqui, no entanto, estão algu-
mas verdades:
A masturbação normalmente não
é prejudicial. Quase todo ser hu-
mano a pratica, e ela é uma saída
necessária para os que não têm
parceiro.
A falha em obter ereção é causa-
da principalmente pelo medo de
falhar, depressão e outras ansieda-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IMP IMP
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269
des. Com falhas repetidas, esse
medo pode se nutrir dele mesmo. A
cura é o sucesso e a fé!
A ereção bem-sucedida acontece
quando o pênis se enche de sangue,
através da fricção, estímulo mental
ou, de preferência, ambos. A exci-
tação vem depois de beijos, jogos
de amor, fantasias, ou talvez depois
da leitura de um romance apaixo-
nado, etc.
A ejaculação precoce é um proble-
ma comum. Ela pode acontecer até
mesmo antes de começar o ato se-
xual. É geralmente provocada por
um impulso (bem natural) de se
apressar para “penetrar” antes da
ejaculação. Vá mais devagar, e não
mostre entusiasmo! Se você sentir
que seu orgasmo está vindo duran-
te as carícias que antecedem, pare e
descanse. Contenha-se e respire
fundo, que isso dá forças para o
controle. Finalmente, penetre a va-
gina num passo de lesma, parando
por algum tempo, se sentir o or-
gasmo vindo muito cedo. Uma
segunda tentativa deve ser mais
bem-sucedida; a questão é que você
não pode se prejudicar, pois a Na-
tureza não admite isso. Se você
tentar com muita freqüência, o pê-
nis vai se recusar a subir até que
esteja descansado.
Esteja certo de que, desde que não
haja uma causa física extraordiná-
ria, ninguém começa a semana vi-
ril e termina impotente. Os proble-
mas no sexo não são sinais de co-
vardia. Não se sinta culpado. A im-
potência não é uma doença, e sim
um sintoma, e é quase sempre
curável.
Os jogos de amor podem ser uma
eventual alternativa para as relações
sexuais e, às vezes, podem ser, tem-
porariamente, a única satisfação
depois de algum acidente, ou para
os paralíticos, que também têm ne-
cessidades sexuais. (V. Frigidez,
Homossexualidade e Glândula
prostática.)
IMPULSO NERVOSO - Estímulo
que se propaga, sempre no mesmo
sentido, em um neurônio e é de ori-
gem elétrica, resultando de altera-
ções nas cargas elétricas das super-
fícies externa e interna da membra-
na celular.
IMUNE - Protegido contra determi-
nada doença.
IMUNIDADE - Resistência à doença.
IMUNIDADE ADQUIRIDA - Aque-
la que se adquire durante a vida, por
vacinação ou por contágio.
IMUNIDADE NATURAL - Aquela
com que o indivíduo já nasce.
IMUNIZAÇÃO - Vacinação. Prote-
ção contra doenças, por meio da in-
trodução - em pessoas suscetíveis
- de micróbio morto ou enfraque-
cido, em pequenas quantidades, a
fim de induzir a produção de
anticorpos. Em vez disso, podem
ser usadas quantias pequenas e mo-
dificadas de veneno normalmente
produzido pelo micróbio. Os anti-
corpos produzidos são eficazes
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IMP IMU
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270
contra o micróbio real, apesar de
terem sido produzidos por substân-
cias mais fracas. Pode ser neces-
sário dar doses de vacina mais de
uma vez, a fim de adquirir imuni-
dade total. Depois de alguns anos,
geralmente são necessários os re-
forços. (V. Coqueluche, Difteria,
Poliomielite, Tétano, Sarampo e
Caxumba.)
IMUNIZAÇÃO ATIVA - Proce-
dimento que visa proteger o indi-
víduo contra uma determinada
doença por meio da administração
de vacinas.
IMUNIZAÇÃO PASSIVA - Procedi-
mento que visa proteger o indiví-
duo contra uma determinada doen-
ça por meio da administração de
anticorpos (imunoglobulinas).
IMUNOCITOQUÍMICA - Método
que permite a reação de antígeno
existente no tecido examinado, com
anticorpos que são colocados em
contato com os mesmos e que, por
meio de sua especificidade, são ca-
pazes de sua revelação e de sua lo-
calização. Os anticorpos podem ser
mono ou policlonais, isto é, ter ori-
gem de uma única linhagem de pro-
dutores de anticorpos ou de múlti-
plas linhagens. Para a visualização
da reação antígeno-anticorpo pode-
se usar fluoresceínas, complexo
avidina-biotina (ABC), peroxidase-
anti-peroxidase, etc. Esses “revela-
dores” podem estar associados ou
não ao anticorpo e podem precisar
ou não de um novo procedimento
com algum corante específico para
serem vistos.
IMUNOGÊNICO - Que produz imu-
nidade.
IMUNOGLOBULINA - Grupo de
globulinas que agem como anti-
corpos.
IMUNOSSUPRESSÃO - Supressão
deliberada da imunidade para per-
mitir o combate à rejeição em caso
de enxerto.
IMUNOTRANSFUSÃO - Transfu-
são de sangue de um doador que foi
imunizado contra a infecção que o
receptor sofre.
INALAÇÃO - Ato de inspirar, de
receber pela via respiratória. In-
trodução de elementos gasosos
pelas narinas. Absorção, pelas vias
respiratórias, de substâncias medi-
camentosas.
INALANTE - Que se inala.
INANIÇÃO - Enfraquecimento ex-
tremo por falta de alimentação.
INANIMADO - Desfalecido, sem
ânimo, morto.
INARTICULADO - Sem articulação,
sem junta.
INATO - O mesmo que Congênito.
INCESTO - Relações sexuais entre
parentes próximos, como pai e fi-
lha, mãe e filho, irmão e irmã.
INCIDÊNCIA - O mesmo que ocor-
rência.
INCIPIENTE - Em começo, em fase
de desenvolvimento, ainda no início.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IMU INC
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271
INCISÃO - Abertura de tecidos com
instrumento cortante (bisturi, escal-
pelo). O mesmo que Diérese.
INCOERENTE - Desconexo, sem
nexo, sem coerência.
INCOMPETÊNCIA - Em termos mé-
dicos é a incapacidade de exercer a
função natural. Exemplo: incompe-
tência da aorta.
INCONTINÊNCIA - Indica a perda
de controle sobre a bexiga ou o in-
testino. Por volta dos três anos de
idade, o controle da bexiga deve
estar estabelecido. (V. Enurese.) A
saída da bexiga é protegida por um
músculo; normalmente, quando nós
deixamos esse músculo relaxado é
que a urina passa. A incontinência
resulta de várias causas. Em ambos
os sexos, ela ocorre quando o con-
trole nervoso da bexiga está pertur-
bado. Portanto, um paciente pode
ficar incontinente depois de uma
apoplexia, quando parte do cérebro
fica danificada, ou de um ferimento
na espinha - em um acidente de trân-
sito. Doenças na bexiga ou em par-
tes vizinhas podem também causar
incontinência. Assim, ela pode
ocorrer temporariamente na cistite,
ou no prolapso. (V. Prolapso.) A
perda de controle do intestino tam-
bém ocorre geralmente por causa de
um dano na espinha ou a uma
apoplexia. Ocasionalmente, na ve-
lhice, ela está associada a uma cons-
tipação extrema, quando resulta
numa diarréia “espúria”. Qualquer
que seja a causa, é preciso um tra-
tamento especializado; e qualquer
pessoa que achar difícil controlar
essas funções deve consultar um
médico. (V. Paralisia e Próstata.)
INCUBAÇÃO - Espaço de tempo
que decorre entre o contágio e a
manifestação da doença.
INCUBADORA - Aparelho para re-
ceber as crianças prematuras. Ou
para culturas microbianas.
ÍNDEX - Razão de medida de quan-
tidade em comparação com um
padrão.
INDICAÇÃO - Circunstâncias que
aconselham determinado trata-
mento.
INDICADOR - Substância que muda
de cor para indicar determinada
reação.
ÍNDICE CEFÁLICO - Medida da lar-
gura do crânio multiplicada por 100
e dividida pelo comprimento.
ÍNDICE TORÁCICO - Relação en-
tre o diâmetro ântero-posterior e o
diâmetro transverso do tórax.
INDIGESTÃO - Termo que abrange
grande número de sintomas e é
usado quando há qualquer transtor-
no na digestão normal. Ele pode se
referir a um mal-estar ou dor após
as refeições, azia ou flatulência.
Num sentido médico, o termo não
tem um significado preciso, e não
se refere a nenhuma doença defi-
nida. (V. Acidose, Úlcera Dodenal,
Dispepsia, Flatulênia e Úlcera
Gástrica.)
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INC IND
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272
INDOLENTE - Insensível à dor;
apático.
INDOLOR - Sem dor.
INÉRCIA - Resistência ao mo-
vimento.
INERENTE - Que já existe na pessoa.
IN EXTREMIS
- Expressão latina que
significa “na hora da morte”, “últi-
mos momentos”.
INFANTE - Criança na primeira in-
fância.
INFANTICÍDIO - Assassinato de
uma criança.
INFANTILISMO - Persistência de ca-
racterísticas infantis na idade adulta.
INFARTO DO MIOCÁRDIO - Le-
são do músculo cardíaco decorren-
te da falta de aporte de oxigênio por
obstrução da artéria que o irriga por
placa de aterosclerose.
INFECÇÃO - Ocorre quando o orga-
nismo é invadido por micróbios.
Pode ser local - como num furún-
culo - ou generalizada - como no
sarampo. Uma doença é infecciosa
quando os micróbios podem se es-
palhar indiretamente de pessoa para
pessoa. Assim, os resfriados são in-
fecciosos, sendo transmitidos pela
tosse e espirro. Algumas doenças
são transmitidas pelo contato dire-
to; essas são chamadas de “conta-
giosas”; um exemplo é a doença ve-
nérea, na qual os micróbios normal-
mente são transmitidos somente
pelo contato sexual com uma pes-
soa doente.
INFECÇÃO CRUZADA - O fato de
um doente de hospital transmitir sua
doença a outro, ou contrair a doen-
ça de outro.
INFECÇÃO DO TRATO URINÁ-
RIO - Conceituada arbitrariamente
como sinônimo de cultura de urina
quantitativa positiva, ou seja, na
qual há crescimento de 100.000 ou
mais colônias de bactérias por ml
de urina.
INFECÇÃO FOCAL - Infecção em
que os germes estão localizados em
focos ou zonas, de onde suas toxi-
nas são lançadas na circulação.
INFECÇÃO NOS OSSOS - O mes-
mo que Osteomielite.
INFERIOR - Situado abaixo.
INFERTILIDADE - Propriamente en-
tendida como subfertilidade, pois
poucas pessoas são totalmente
inférteis. A gravidez ocorre quan-
do um óvulo (liberado mensalmen-
te pelos ovários da mulher) passa
pela trompa de Falópio e é fecun-
dado por um espermatozóide. Esse
óvulo fecundado segue ao longo da
trompa até o útero, onde se implan-
ta no revestimento mole. Esse pro-
cesso exige que tudo esteja bem
com os ovários, trompas, revesti-
mento do útero, colo do útero e va-
gina. O ovário é influenciado pela
glândula pituitária, na face inferior
do cérebro, e está sujeito a fatores
nervosos.
No homem, o mecanismo de ere-
ção e ejaculação deve funcionar, a
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IND INF
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273
produção de espermatozóides pelo
testículo deve ser satisfatória em
qualidade e quantidade, e deve ha-
ver uma passagem livre ao longo do
duto masculino (canal deferente) até
a bolsa de armazenamento (vesícula
seminal) e, então, até a passagem
através do pênis. Fluido da glându-
la prostática é também adicionado
ao sêmen na ejaculação. Muitos
casais ficam provavelmente infér-
teis por algum tempo, depois de um
ataque de gripe ou um período de
esgotamento.
O óvulo geralmente é liberado por
volta do 14
o
dia do ciclo menstrual
normal de 22 dias (contando o 1
o
dia de uma menstruação como o 1
o
dia). Tanto o óvulo como o esper-
matozóide têm vida limitada - não
mais que um ou dois dias -; então,
uma relação sexual do 13
o
ao 16
o
dia, aproximadamente, está sujeita
a resultar numa gravidez (não se
pode contar com isso para a preven-
ção da gravidez). (V. Prevenção de
gravidez.)
Se, depois do período de seis me-
ses a um ano, com uma saúde boa e
tendo mantido relações sexuais pelo
menos três vezes por semana, prin-
cipalmente no meio-ciclo, ainda não
houver sinal de um bebê, é melhor
procurar um médico, para ver se não
há alguma causa que pode ser re-
mediável. Presume-se que esse ca-
sal jovem e saudável esteja fazendo
uma alimentação balanceada, cheia
de proteínas, fibras e vitaminas, e
também fazendo exercícios e ten-
do prazeres em companhia um do
outro.
Às vezes, a sensação de que “algu-
ma coisa está sendo feita” propor-
ciona o relaxamento necessário, e é
comum descobrir que a mulher está
grávida quando está chegando per-
to da consulta com o especialista!
Enquanto espera por uma consulta
com um ginecologista, a mulher
pode conseguir saber se está ou não
ovulando (liberando óvulos) regu-
larmente, anotando a temperatura
da boca toda manhã, antes de se le-
vantar e tomar qualquer coisa. Isso
deve ser comparado com a época e
o dia do seu ciclo menstrual. Uma
minúscula queda, imediatamente
seguida de uma elevação 1/4
o
C, que
continua até o final do ciclo, indica
a ovulação. Se isso estiver ocorren-
do normalmente, não há problema
algum com a ovulação.
Às vezes encontram-se pequenas
anormalidades, como pequenos
fibromas, erosão (úlcera do colo do
útero) ou uma inclinação do útero
para trás, mas isso pode ser corrigi-
do cirurgicamente, com bons resul-
tados. Trompas obstruídas, devido
a uma apendicite avançada, tuber-
culose ou doença venérea, são pro-
blemas mais difíceis. Uma garota
de 19 anos, promíscua, raramente
dispensa um momento para refletir
sobre seu lamentável futuro depois
dos 30 anos, com trompas obs-
truídas e listas de espera para ado-
ções já encerradas. As cirurgias para
desobstruí-las não são tão bem-su-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INF INF
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274
cedidas, apesar de que se têm ten-
tado transplantes de trompas de
Falópio. Às vezes, quando as trom-
pas estão obstruídas por coales-
cências filiformes, elas podem ser
desobstruídas por uma insuflação
com dióxido de carbono.
INFESTAÇÃO - Invasão do organis-
mo por parasitos animais.
INFILTRAÇÃO - Acúmulo de subs-
tâncias anormais num órgão ou
tecido.
INFLAÇÃO - Ato de encher de ar,
de inchar.
INFLAMAÇÃO - É o conjunto de
alterações que ocorrem em se-
qüência cronológica com a fina-
lidade de restringir e posteriormen-
te eliminar agente agressor nocivo
ao organismo. De acordo com o
tempo e as características do
exsudato são divididos em agudos
e crônicos.
A reação de um tecido do corpo a
uma injúria - desde que esta não
seja suficiente para destruir a par-
te. Não importa muito o tipo de in-
júria: traumas, calor, frio ou infec-
ção. A parte fica inchada e verme-
lha, porque os pequenos vasos
sangüíneos ficam bem abertos;
pelo mesmo motivo, ela fica geral-
mente dolorida, pois as extremida-
des nervosas ficam irritadas. Um
exemplo é o furúnculo, que mos-
tra os sinais característicos da in-
flamação: inchado, vermelho,
quente e dolorido.
INFRACLAVICULAR - Abaixo da
clavícula.
INFRA-ESPINHOSA - Abaixo da es-
pinha e do omoplata.
INFRAPATELAR - Abaixo da rótula.
INFRAVERMELHO - Ondas eletro-
magnéticas de maior comprimento
do que as ondas de luz visível.
INFUNDIBULIFORME - Em forma
de funil.
INFUSÃO - Colocação de uma subs-
tância em água quente para ser reti-
rado o seu princípio ativo.
INFUSO - O produto que resulta da
infusão.
INGESTA - O conjunto de alimentos
introduzidos no organismo.
INGESTÃO - Ato de engolir alimen-
tos ou outras substâncias.
INGESTÃO HÍDRICA - Quantidade
de líquidos ingeridos num determi-
nado período de tempo.
INGUINAL - Relativo à virilha.
INIBIÇÃO - Restrição, impedimen-
to de uma atividade.
INJEÇÃO - Introdução de material
sob pressão nos tecidos.
INJEÇÃO DE DEPÓSITO (OU RE-
TARDAMENTO) - Injeção de uma
substância que só é absorvida len-
tamente, em dias ou semanas.
INJETADO - Congestionado, ou apli-
cado por injeção.
INOCENTE - Benigno, não maligno.
INOCULAÇÃO - Introdução de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INF INO
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275
substâncias estranhas nos tecidos
vivos.
INÓCUO - O mesmo que inofen-
sivo.
INORGÂNICO - Que não contém
carbono.
INQUÉRITO SANITÁRIO - Inves-
tigação para descobrir a origem de
uma doença transmissível.
INSALUBRE - Nocivo à saúde.
INSANIDADE - (V. Doença mental.)
INSANO - Demente, que sofre de in-
sanidade.
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL - Pro-
cesso de fecundação que consiste na
introdução, por recursos e métodos
científicos, aperfeiçoados em clíni-
cas especializadas, de sêmen no úte-
ro para fecundação do óvulo, atra-
vés de finíssimas agulhas.
INSERÇÃO - Ligação de um mús-
culo à parte que ele movimenta.
INSETICIDA - Que mata os insetos,
necessário no combate ao mosqui-
to da dengue.
INSIDIOSO - Oculto; que não se
pode ver a olho nu; que se desen-
volve sem dar sinal de si.
INSÍPIDO - Sem sabor.
INSOLAÇÃO - Provocada por uma
exposição excessiva ao sol, espe-
cialmente da cabeça e pescoço, e
causada pelo superaquecimento. A
luz do sol é rica em raios infra-
vermelhos, que provocam o aque-
cimento dos tecidos do corpo. Uma
exposição prolongada ao sol, sem
nenhuma proteção na cabeça ou
pescoço, pode vir seguida de uma
forte dor de cabeça e uma prostra-
ção geral. A prevenção é simples.
Ninguém deve permanecer muito
tempo sob o sol forte sem proteção
adequada - de preferência de cor
clara - que deve também cobrir a
nuca. A dor de cabeça que resulta
da imprudência geralmente pode ser
aliviada por medicamentos especí-
ficos; para os casos graves, um dia
de cama depois da exposição ao sol
geralmente cura. Nos climas quen-
tes, recomenda-se sal extra na co-
mida, para repor o que é perdido
pela transpiração excessiva.
INSÔNIA - A dificuldade de dormir
é uma condição fatigante. Ela se
torna comum com a idade. Os que
têm esse problema devem ler o ver-
bete Sono; se não resolver, procu-
re um médico. Geralmente podem
ser úteis algumas providências
simples, como cobrir os olhos para
impedir que entre claridade, ou, se
o barulho estiver atrapalhando,
existem vários tipos de peças para
colocar no ouvido e protegê-lo.
Uma bolsa de água quente para os
pés frios pode resolver o proble-
ma. Pensamentos alegres, carinho
sem sexo do companheiro, ou re-
lações sexuais podem funcionar,
mas, possivelmente, umas férias
longe das preocupações é o melhor
a fazer. Algumas pessoas acham
que sentar com o apoio de traves-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INÓ INS
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276
seiros ou usar um travesseiro ex-
tra ajuda, a menos que aconteça de
dar algum problema no pescoço.
Uma cama bem arrumada é impor-
tante; se o lençol não estiver do-
brado para cobrir o cobertor, este
pode fazer cócegas no rosto e atra-
palhar o sono. Modernamente, a in-
sônia vem merecendo estudos mais
específicos, incluindo o diagnós-
tico, entrevistas ambulatoriais pro-
longadas, avaliação psicológica,
psiquiátrica, neurológica, cardio-
lógica, respiratória, e outras, con-
forme o caso. Como regra geral,
tratam-se as condições clínicas que
forem identificadas e documenta-
das de maneira sistemática. Estu-
dos de laboratório podem incluir a
polissonografia obtida durante a
noite toda; eles são úteis para di-
agnosticar desordens de respira-
ção, mioclonias das pernas e pa-
rassônias.
INSPEÇÃO - Ato de verificar condi-
ções de diferentes tipos.
INSPIRAÇÃO - Ato de aspirar o ar.
INSTILAÇÃO - Aplicação de um lí-
quido gota a gota.
INSTRUMENTO DE LUZ - Todo ins-
trumento com lâmpada para exame
interno de uma cavidade.
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA -
Síndrome clínica de etiologia varia-
da que se caracteriza por deteriora-
ção aguda da função renal, acompa-
nhada, quase sempre, de oligúria (vo-
lume urinário inferior a 400 ml em
24 horas) ou anúria (volume urinário
inferior a 100 ml em 24 horas).
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
- É a fase de função renal em que o
rim se mostra incapaz de manter ín-
tegra a homeostasia do organismo.
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA -
Incapacidade do sistema respirató-
rio em manter a oxigenação e/ou a
ventilação.
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA
CRÔNICA AGUDIZADA - Ocor-
re em pacientes portadores de in-
suficiência respiratória crônica
com quadro agudo de descom-
pensação.
INSUFLAÇÃO - Ato de soprar um
pó ou um vapor numa cavidade.
INSULINA - Hormônio produzido
pelo pâncreas, que controla o ritmo
com que o organismo consome o
açúcar e os alimentos com amido.
A insulina é uma proteína formada
por duas cadeias polipeptídicas,
unidas por pontes de enxofre. (V.
Diabetes, Glândulas, Hormônios.)
INTELECTO - Inteligência; capaci-
dade racional de pensar com lógica.
INTELIGÊNCIA - Faculdade de
aprender, apreender e compreender.
Conjunto de funções mentais.
INTERCINESE - Curto período de in-
tervalo entre a primeira e a segunda
divisões da meiose (V. Meiose.)
INTÉRFASE - Período de vida da cé-
lula em que ela não está em proces-
so de divisão.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INS INT
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277
INTERMAÇÃO - Efeito do calor em
recinto fechado sobre os centros
nervosos.
INTERMITENTE - Que ocorre a cer-
tos intervalos.
INTERÓSSEO - Entre dois ossos.
INTERSTICIAL - Entre partes. Exem-
plo: o tecido intersticial que preen-
che partes de um órgão.
INTERTRIGO - Vermelhidão na pele
provocado pelo atrito de duas su-
perfícies próximas.
INTERVERTEBRAL - Entre as vér-
tebras.
INTESTINO DELGADO - Compo-
nente do sistema digestivo, o intes-
tino delgado é um tubo de 4 a 8
metros de comprimento, quando
distendido, mas quando vivo, por
causa dos músculos parcialmente
contraídos, tem aproximadamente
4,5 metros; quando não está haven-
do digestão, pode encurtar-se para
até 2,5 metros. Suas partes são
duodeno, jejuno e íleo. O duodeno é
a parte que se liga ao estômago e a
sede freqüente de úlceras. Na mu-
cosa intestinal encontram-se as
vilosidades intestinais, que aumen-
tam a superfície de absorção de ali-
mentos. É nele que a maioria das
substâncias passa para o sangue, tan-
to as que não precisam ser digeridas,
como os produtos finais da digestão.
O médico brasileiro Dr. Massayukai
Okumura realizou em 1968 o primei-
ro transplante de intestino no país e
o terceiro no mundo.
INTESTINO GROSSO - Parte do sis-
tema digestivo, o intestino grosso é
um tubo que mede 1,5 metro de
comprimento e compreende o ceco,
o cólon e o reto. Estende-se da por-
ção terminal do íleo até o ânus. Suas
paredes internas não produzem suco
porque nesta parte do sistema diges-
tivo não há digestão, apenas a pas-
sagem de água do intestino para o
sangue. Com isso, os materiais que
percorrem o instestino grosso vão
ficando cada vez mais sólidos; são
as fezes que se acumulam no reto e
são eliminadas pelo ânus.
INTRA - Na parte de dentro.
INTRADÉRMICO - No interior da
derme. Não confundir com hipodér-
mico ou subcutâneo.
INTRADURAL - Dentro da dura-
máter.
INTRAGÁSTRICO - No estômago.
INTRA-HEPÁTICO - No fígado.
INTRAMUSCULAR - Dentro de um
músculo.
INTRA-ÓSSEO - Dentro de um osso.
INTRANASAL - Na cavidade nasal.
INTRA-RAQUEANA - Na cavidade
vertebral. Intratecal.
INTRATECAL - Intra-raqueana.
INTRATRAQUEAL - Dentro da tra-
quéia.
INTRA-UTERINO - Dentro do útero.
INTRAVENOSO - No canal da veia.
INTRÍNSECO - Inerente, peculiar a
uma parte.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INT INT
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278
INTRÓITO - Entrada de uma cavida-
de ou de um espaço no organismo.
INTROMISSÃO - Introdução de uma
parte em outra.
INTROSPECÇÃO - Autocrítica,
auto-análise.
INTROVERTIDO - Com todos os
centros de atenção voltados para si
mesmo. É o contrário do extrover-
tido.
INTUMESCÊNCIA - Ato de inchar.
INTUSCEPÇÃO - Quando uma par-
te do intestino se encaixa dentro da
outra. Os pacientes são geralmente
bebês do sexo masculino, entre seis
e doze meses de idade, que sofrem
cólicas fortes - quando gritam e le-
vantam os joelhos. Geralmente há
náusea, e alguns evacuam um pou-
co de sangue de cor vermelho-es-
curo. A condição requer tratamen-
to urgente. Geralmente é necessá-
ria uma cirurgia.
INVAGINAÇÃO - Ato de introduzir
uma parte de um órgão dentro de
outra parte do mesmo órgão. Exem-
plo: a invaginação intestinal.
INVERSÃO - Reviramento de um
órgão para dentro.
INVERTINA - Fermento intestinal
que digere a lactose.
INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
- Pesquisa do vínculo genético pai-
filho, que se realiza prevalentemente
através de provas sangüíneas e, atu-
almente, pelo exame do DNA.
INVIÁVEL - Incapaz de sobreviver,
feto com menos de 28 semanas.
IN VITRO - Em tubo de ensaio, em
proveta.
IN VIVO - Em animal vivo.
INVOLUÇÃO - Volta, regressão.
INVOLUNTÁRIO - Que não depen-
de da vontade.
IODISMO - Envenenamento pelo iodo.
IODO - Mineral ricamente distribu-
ído nos oceanos, o iodo é um pro-
duto essencial para produção do
hormônio tireoidiano. Torna-se
mais conhecido pela sua deficiên-
cia, quando provoca alterações
bociogênicas no nível da glândula
tireióide. Associa-se o iodo à pro-
teção contra os efeitos tóxicos de
materiais radiativos. Ele diminui as
dores e tensão nas mulheres com
doença fibrocística da mama e, prin-
cipalmente, na fase pré-menstrual.
IONIZAÇÃO - Processo pelo qual as
moléculas são dissociadas em seus
iontes.
IONTE - Partícula atômica carrega-
da de eletricidade.
IONTOFORESE - Introdução de iontes
no organismo com fim curativo.
IRIDECTOMIA - Extirpação de par-
te da íris.
IRIDÊNCLISE - Formação de pupila
artificial.
IRIDOCELE - Hérnia de uma parte da
íris através de ferimento na córnea.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
INT IRI
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IRIDOCICLITE - Inflamação da íris
e do corpo ciliar.
IRIDOTOMIA - Incisão da íris.
ÍRIS - Membrana circular do olho que
apresenta no centro o orifício da pupila.
IRITE - Uma causa séria, mas facil-
mente tratável, do olho vermelho e
dolorido. Ocorre por causa de uma
inflamação da íris (parte colorida do
olho, que age como um diafragma
para a luz). Nessa condição a pupi-
la geralmente fica pequena, e a íris
parece embaçada. Requer tratamen-
to urgente. (V. Olhos.)
IRRADIAÇÃO - Exposição a subs-
tâncias que emanam ondas eletro-
magnéticas.
IRRIGAÇÃO - O mesmo que lavagem.
IRRIGAÇÃO VAGINAL - Lavagem
vaginal.
IRRIGADOR - Instrumento para la-
vagem vaginal ou intestinal.
ISO - Prefixo grego que significa
“igual”.
ISOCORIA - Igual tamanho das pu-
pilas.
ISODINÂMICO - Com a mesma força.
ISOGAMIA - Dá-se esse nome quan-
do os dois gametas que se fundem
para formar o zigoto têm mesma
forma e tamanho, sendo morfo-
logicamente indistingüíveis.
ISOLAMENTO - Separação completa
de paciente de doença transmissível.
ISÔMERO - Que têm o mesmo nú-
mero dos mesmos átomos, mas com
diferente disposição molecular.
ISOMÉTRICO - Do mesmo compri-
mento.
ISOMORFO - Da mesma forma.
ISOTÉRMICO - Da mesma tempe-
ratura.
ISOTONIA - Igual tensão de duas
substâncias ou soluções.
ISÓTOPOS - Elementos químicos
que têm o mesmo número de áto-
mos, a mesma carga elétrica, o mes-
mo arranjo dos elétrons, as mesmas
propriedades químicas, mas dife-
rem no peso atômico.
ISQUEMIA - Deficiência de chega-
da de sangue a um determinado seg-
mento do corpo.
ISQUIALGIA - Dor no quadril.
ISQUIÁTICO - Relativo ao osso
ísquio.
ISTMO - A parte mais estreita, o gar-
galo de um órgão.
ITE - Sufixo que significa “infla-
mação”.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
IRI ITE
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281
J
J
JECORAL - Relativo ao fígado.
JEJUM - Estado de uma pessoa que,
por prescrição médica, não pode
consumir alimento ou água ou qual-
quer bebida, por um determinado
tempo.
JEJUNO - A segunda porção do in-
testino delgado.
JEJUNOSTOMIA - Orifício (abertu-
ra) na região da barriga por onde se
passa um tubo flexível (sonda) que
alcança uma parte do intestino para
alimentar uma pessoa que não pode
ou não consegue se alimentar pela
boca. Ligação cirúrgica do jejuno
ao abdome, formando uma abertu-
ra artificial.
JENNER (VACINA DE) - Vacina
antivariólica.
JENNERIANO - Relativo a Jenner, o
descobridor da vacina contra a va-
ríola.
JOANETE - V. Bolsa.
JOELHO - Articulação entre o fêmur
e a tíbia. Parte anterior da articula-
ção da perna com a coxa.
JUGULAR - Relativo ou pertencen-
te à garganta ou ao pescoço.
JULEPO GOMOSO - Poção gomo-
sa que mantém substâncias em sus-
pensão.
JUNG - Famoso psicanalista, discí-
pulo e depois adversário de Freud.
JUNTA - Articulação, ponto de con-
tato de dois ou mais ossos.
JUSTAPOSIÇÃO - Posição ao lado,
aposição.
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283
K
K
KAHN, REAÇÃO - Reação soro-
lógica para diagnóstico da sífilis.
KALIUM - Palavra latina, potássio.
KEFIR - Leite que sofreu fermenta-
ção alcoólica pela ação de uma
enzima especial.
KERNING, SINAL DE - Sinal de
meningite, impossibilidade de
flexionar o pescoço para frente.
KLEBS-LOEFFLER, BACILO DE -
Bacilo da difteria.
KLINEFELTER, SÍNDROME DE - Aber-
ração cromossômica numérica da es-
pécie humana, em que o indivíduo tem
47 cromossomos (44 autossomos, 2
cromossomos X e um cromossomo
Y), sendo sempre do sexo masculino.
KOCH, BACILO DE - Mycobacterium
tuberculosis, bacilo da tuberculose.
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285
L
L
LABFERMENTO - Fermento que
produz a coagulação do leite.
LÁBIL - Instável, não-fixo, que se
altera.
LÁBIO - Parte exterior e vermelha
do contorno da boca.
LÁBIO LEPORINO - Rachadura pro-
funda no lábio superior, presente no
parto, por causa de um defeito do de-
senvolvimento. É curável por cirur-
gias plásticas e os resultados são ex-
celentes. Fissura congênita do lábio
superior; lagoquilia, lagostomia. A
medicina dispõe atualmente de téc-
nicas mais avançadas para correção
desse defeito. (V. Fenda palatina.)
LÁBIOS, GRANDES - Derivado do
latim labiu. Nome para as pregas
duplas de pele que formam parte
dos órgãos externos femininos.
Existem dois lábios, um interno e
outro externo, de cada lado do ori-
fício da vagina. Perto do par inter-
no há várias glândulas pequenas (V.
Glândulas de Bartholin.), cuja fun-
ção é lubrificar o órgão durante as
relações sexuais.
LÁBIOS, PEQUENOS - As dobras
membranosas situadas na parte pos-
terior da vulva.
LABIRINTITE - Inflamação do la-
birinto.
LABIRINTO - Conjunto das cavida-
des flexuosas existentes entre o tím-
pano e o canal auditivo interno.
LABIRINTOPATIA - Doença do la-
birinto.
LABORATÓRIO - Local onde se fa-
zem experiências científicas e inves-
tigações, ou onde se fabricam me-
dicamentos e produtos químicos ou
biológicos.
LACERADO - O mesmo que Dila-
cerado.
LACERAR - O mesmo que Rasgar,
Dilacerar.
LACRIMAIS - Dois pequenos ossos
dentro da cavidade orbitária.
LACTAGOGO - Galactagogo. Que
aumenta a secreção de leite.
LACTATO - Sal do ácido láctico.
LACTESCÊNCIA - Estado leitoso.
LACTÍFUGO - Gênero de bactérias
que produzem ácido no leite.
LACTOBACILO - Bactéria presente
no leite que executa a fermentação
láctica em que o produto final é o
ácido láctico. Os lactobacilos usam
como ponto de partida a lactose, que
é o açúcar do leite. O sabor azedo
do leite fermentado é provocado
pelo ácido láctico formado e elimi-
nado pelos lactobacilos. O abaixa-
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mento do pH provocado por esse
ácido causa a coagulação das pro-
teínas do leite e a formação do coa-
lho, utilizado na fabricação de io-
gurtes e queijos.
LACTOBUTIRÔMETRO - Instru-
mento para dosar o teor de gordura
no leite.
LACTOSADO - Que contém lactose.
LACTOSE - Açúcar, dissacarídeo,
composto de glicose e galactose que
existe no leite.
LACTOSÚRIA - Presença de lactose
na urina.
LACTUCÁRIA - Suco de certas es-
pécies de alface. Outrora usado
como sedativo.
LACUNA - Pequena cavidade ou es-
paço.
LAGOFTALMIA- Fechamento in-
completo das pálpebras; o olho fica
em parte descoberto.
LAGOFTALMO - O mesmo que
Lagoftalmia.
LÁGRIMA - Líquido contendo água,
albumina e cloreto de sódio, além
de outras substâncias (como a
lisozima), que escorre pelos canalí-
culos lacrimais.
L.A.M.D. - Lesão aguda da mucosa
duodenal.
LAMELAR - Disposto em lâminas.
LÂMINA - Chapa de vidro plano
onde são colocados os cortes histo-
lógicos obtidos depois do corte em
micrótomo. Os fragmentos são co-
roados através da impregnação com
reagentes especiais e recobertos
para proteção com pequeno frag-
mento fino de vidro (lamínula).
LÂMINA BASAL - Tapete de molé-
culas de proteínas que fica sob um
tecido epitelial e ao qual as células
se ligam. As bases das células
epiteliais aderem à lâmina basal por
meio de estruturas celulares chama-
das “hemidesmossomos”, que
conectam as bases das células
epiteliais à lâmina basal.
LÂMINA NUCLEAR - Rede de pro-
teínas na face interna da carioteca e
que lhe dá sustentação. Participa da
fragmentação e da recontituição da
carioteca, fenômenos que ocorrem
durante a divisão celular.
LAMINÁRIA - Alga em forma de lâ-
mina que absorve água e que se
emprega na diluição do colo uterino
ou de trajetos fistulosos.
LAMINECTOMIA - Ablação de uma
lâmina vertebral (o arco posterior
da vértebra).
LANCETA - Escarificador, fleme.
LANCINANTE - O mesmo que Dila-
cerante.
LANOLINA - Gordura de lã de car-
neiro.
LANUGEM - Pêlo fino.
LAPAROSCOPIA - Exame sob
anestesia que consiste em introdu-
zir aparelho óptico através de orifí-
cio na parede abdominal, para ins-
pecionar a pelve.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LAC LAP
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287
LAPAROSCÓPIO - Endoscópio para
exame da cavidade abdominal.
LAPAROTOMIA - Incisão do ab-
dome.
LÁPIS INFERNAL - Nitrato de prata.
LAQUEADURA TUBÁRIA - Opera-
ção para ligar as trompas e impedir
nova gravidez.
LARDÁCEO - Semelhante à gordura.
LARINGE - Aparelho responsável
pela produção da voz, localizado na
região do pomo-de-adão. Conduto
cartilaginoso formado pelas carti-
lagens cricóide, aritenóide, pela
tireóide e pela epiglote.
LARINGECTOMIA - Extirpação da
laringe, por cirurgia, quando aco-
metida de câncer.
LARINGISMO - Espasmo da laringe.
LARINGITE - A laringe se localiza
no pescoço, no topo da traquéia,
abaixo da garganta. Pode ficar in-
flamada em alguma infecção dos
órgãos respiratórios. A laringite
pode acontecer junto ou depois de
condições como um resfriado ou
uma bronquite. Geralmente come-
ça com cócegas no fundo da gar-
ganta, seguidas por uma tosse, que
se torna dolorida. Se o ataque for
sério, a laringe não consegue tra-
balhar direito, de modo que a voz
fica rouca, às vezes saindo só um
sussurro. A condição geralmente
melhora em mais ou menos uma
semana, ou pode ser atenuada, ina-
lando-se vapor, ao qual se adicio-
nam medicamentos sedativos.
Preparados de mel e limão são se-
dativos.
LARINGITE DIFTÉRICA - O mesmo
que Crupe.
LARINGOCENTESE - Punção da la-
ringe.
LARINGOESPASMO - Contração
espasmódica dos músculos da larin-
ge, fechando-a.
LARINGOLOGIA - Estudo das do-
enças da laringe.
LARINGOPATIA - Toda afecção da
laringe.
LARINGOPLASTIA - Cirurgia plás-
tica da laringe.
LARINGOSCOPIA - Exame onde se
vê a laringe por meio de um espe-
lho ou por fibras ópticas.
LARINGOSCÓPIO - Instrumento
para examinar o interior da laringe.
LARINGOSTENOSE - Estenose da
laringe.
LARINGOTOMIA - Incisão para ex-
tração de corpo estranho da larin-
ge. O mesmo que laringofissura.
LARINGOTRAQUEÍTE - Inflamação
da laringe e da traquéia.
LARINGOTRAQUEOTOMIA - In-
cisão da laringe e da traquéia.
LARVICIDA - Que destrói larvas de
insetos.
LATENTE - O mesmo que Oculto;
que ainda não se manisfestou.
LATERAL - Situado ao lado.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LAP LAT
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LATEROFLEXÃO - Flexão para um
lado.
LAVANDA - O mesmo que Alfazema.
LAVÂNDULA - O mesmo que Alfa-
zema.
LAXANTE - Purgativo brando para
regularizar o ritmo intestinal.
LAXATIVO - O mesmo que Laxante.
LDL - Sigla para a lipoproteína de
baixa densidade (em inglês Low
Density Lipoprotein), que é a fração
perigosa do colesterol. Estando ele-
vada sua concentração sangüínea,
pode provocar problemas de saúde
como a hipertensão, o infarto e o
derrame.
LECITINA - Um fosfolipídio funda-
mental na composição das membra-
nas das células vivas.
LEI (NATURAL) - Repetição constan-
te de um fato.
LEISHMANIOSE - Doença que se
manisfesta de forma visceral (no
intestino) ou tegumentar (pele),
causada por um protozoário Lei-
shmania brasiliensis. A visceral
incide principalmente no Nordes-
te (Piauí, Maranhão, Bahia) com
mortalidade de 10% em alguns lo-
cais; a tegumentar é a mais co-
mum (88% dos casos em 1999),
presente em todo o país e mais
fácil de tratar. Produz lesões na
mucosa oral, caracterizadas por
úlceras que acometem o palato,
acompanhadas de perfuração do
septo nasal.
LEITELHO - Leite desgordurado e
acidificado.
LENÇO DE MAYOR - Bandagem
triangular.
LÊNDEA - V. Piolhos.
LENTE - Peça de vidro ou de outro
material destinada a convergir ou a
espalhar os raios luminosos.
LENTICULAR - Relativo a uma lente.
LEPRA - Hanseníase; moléstia infec-
ciosa crônica causada pelo Myco-
bacterium leprae descoberto por
Hansen. Caracteriza-se por lesões
cutâneas hipoestésicas ou anes-
tésicas. Diz-se, de preferência,
“hanseaníase”.
LEPROMA - Edema espesso da pele
em certos casos de hanseníase.
LEPROSO - Aquele que sofre do mal
de Hansen ou hanseníase. Esta de-
nominação é evitada, por causa do
seu alto grau de preconceito para
com os doentes.
LEPTINA - Proteína reguladora que
informa ao cérebro o possível ex-
cesso de gordura no corpo, a fim de
que sejam liberadas substâncias que
facilitem o emagrecimento. O gene
“ob” é que controla sua produção.
Testes feitos com ratos provaram
sua ação na redução da obesidade;
mas não se liberou ainda seu uso
em pessoas obesas.
LEPTOMENINGITE - Inflamação
das meninges mais internas.
LEPTÓTENO - Uma das cinco
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LAT LEP
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289
subfases da profase I da meiose,
assim chamada por estarem os
cromossomos na forma de fios mui-
to finos; nela começa a condensação
cromossômica.
LER - Lesão por Esforços Repetitivos,
hoje mais conhecida por DORT:
Distúrbios Osteomusculares Rela-
cionados ao Trabalho. Doença des-
coberta pelo Dr. Yoshiaki Omura,
especialista em Ciências Médicas e
Físicas da Universidade de Colúm-
bia/EUA ao fazer testes com traba-
lhadores, especialmente na área de
informática. As partes mais atingi-
das são mãos, braços, rosto e parte
do peitoral por estarem em contato
diário com o computador. Sintomas:
dor, inchaço, irritabilidade e perda
de movimento nas articulações. Se-
gundo o médico, os campos mag-
néticos alteram a membrana celu-
lar, facilitando a penetração de bac-
térias e vírus que causam infecções.
Estas se tornam crônicas, com efei-
tos persistentes e impedem a ação
dos medicamentos usuais, dificul-
tando o tratamento. Ele recomenda
o afastamento do disco rígido e uma
proteção (placa no peitoral e luvas
próprias) para minimizar a ação do
magnetismo. Também são reco-
mendados exercícios físicos e não
exceder de um certo tempo o traba-
lho com computador. A doença tem
provocado o afastamento de traba-
lhadores de suas funções.
LESÃO - Alteração mórbida na es-
trutura de um órgão.
LESBIANISMO - Atração sexual en-
tre duas mulheres (V. Homossexu-
alidade.)
LETAL - Que causa a morte. Fatal.
LETARGIA - Sonolência de origem
mental.
LEUCEMIA - Nome dado à doença
na qual as células ou glóbulos bran-
cos se multiplicam no sangue. A
função dos glóbulos brancos é, prin-
cipalmente, lidar com os micróbios
invasores, e o seu número normal é
relativamente baixo, comparado ao
dos glóbulos vermelhos. A condição
de leucemia pode ser considerada
como uma forma de câncer, na qual
os glóbulos brancos continuam a se
multiplicar indiscriminadamente.
Existem vários tipos de leucemia.
Os glóbulos brancos podem, de um
modo geral, ser divididos em duas
categorias, conhecidas como linfó-
citos e mielócitos.
A leucemia aguda dos linfócitos
ocorre nas crianças novinhas e é,
portanto, uma das mais lastimosas
formas de câncer. Contudo, os mé-
todos modernos de tratamento es-
tão dando resultados promissores.
O tratamento com drogas especiais
e radiação podem conter a doença
em mais da metade dos pacientes
tratados, e alguns casos são curados.
O tratamento é complicado e deve
ser feito em centros especializados.
Os sintomas no início são vagos,
mas incluem cansaço e desânimo
persistentes. Geralmente há expli-
cações simples, como infecções
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LER LEU
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290
comuns da infância, ou uma ane-
mia moderada, mas, se os pais esti-
verem preocupados, um simples
exame de sangue vai confirmar os
fatos.
Infelizmente, os tipos de leucemia
aguda que ocorrem em pessoas jo-
vens têm se revelado difíceis de
curar até agora. Nas pessoas mais
idosas, as leucemias crônicas po-
dem ser tratadas, em muitos casos,
com bons resultados. Esses pacien-
tes geralmente podem levar uma
vida normal durante anos, após o
diagnóstico inicial.
LEUCÊMICO - Relativo à leucemia.
LEUCEMÓIDE - Semelhante à
leucemia, mas sem as alterações
desta.
LEUCINA - Aminoácido de grande
importância no metabolismo mus-
cular, na resposta ao estresse e no
metabolismo energético, que vem
sendo utilizado, com a isoleucina e
a valina, no estímulo à síntese da
proteína muscular.
LEUCOCITEMIA - O mesmo que
Leucemia.
LEUCÓCITO - Glóbulo branco; são
células sangüíneas que protegem o
organismo contra a invasão de bac-
térias. Detectam rapidamente uma
infecção bacteriana e se dirigem
para o local da invasão para isso
espremendo-se através dos espaços
entre as células das paredes dos ca-
pilares; esse processo de atravessar
a parede dos capilares é chamado
“diapedese”. Ao chegar ao local da
invasão os leocócitos passam a
fagocitar as bactérias e, por isso, são
mortos. No local da infecção eles
acumulam-se aos milhares mortos
e constituem o pus dos ferimentos
infeccionados. São 6 a 8 mil por
centímetro cúbico.
LEUCOCITOGÊNESE - Formação
dos leucócitos.
LEUCOCITOPENIA - Leucopenia,
diminuição do número de leucó-
citos.
LEUCOCITOSE - Aumento do nú-
mero de leucócitos.
LEUCOCITÚRIA - Presença de
leucócitos na urina.
LEUCOMA - Opacificação da cór-
nea.
LEUCONIQUIA - Manchas brancas
nas unhas.
LEUCOPENIA - Diminuição do nú-
mero de leucócitos.
LEUCOPLASIA - Placas brancas na
pele ou nas mucosas.
LEUCOPOESE - Formação de glóbu-
los brancos.
LEUCORRÉIA - Nome dado a um
leve excesso de corrimento branco
e cremoso normal da vagina. Nor-
malmente há mais corrimento na
puberdade - quando as funções se-
xuais estão sendo estabelecidas - e
também em alguns dias antes de
cada menstruação, e geralmente
durante a gravidez. Esse tipo de
corrimento nunca é irritante ou
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LEU LEU
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291
ofensivo. Qualquer corrimento que
pareça ser mais que uma leucorréia
normal, que seja ofensivo ou que
provoque ulceração, coceira ou
irritação, deve ser examinado. (V.
Gonorréia, Uretrite não-específica,
Vaginite.)
LEUCOSSARCOMA - Sarcoma não-
pigmentado.
LEUCOTOMIA - Ou lobotomia.
Seccionamento transversal das fi-
bras nervosas de um lobo a outro
do cérebro. Tentado como trata-
mento de certas doenças mentais.
Os lobos pré-frontais ficam assim
isolados do resto do cérebro.
LEVEDO - Designação genérica de
certos fungos unicelulares, agen-
tes de fermentação, empregados na
preparação de bebidas alcoólicas
não destiladas e na panificação.
Alguns são patogênicos para o ho-
mem. A pronúncia usual é levedo.
LEVEDURA - O mesmo que Fer-
mento.
LEVOGIRO - Que desvia para a es-
querda o plano de polarização da
luz.
LEVULOSE - Frutose, açúcar de
frutas.
LIBIDINOSO - Com desejo sexual
intenso.
LIBIDO - Desejo sexual.
LICOR - Nome comum a vários pro-
dutos líquidos, químicos ou farma-
cêuticos, especialmente aqueles em
cuja composição entra o álcool.
LIENAL - Relativo ao baço, esplênico.
LIENITE - Inflamação do baço.
LIENTERIA - Diarréia de fezes líqui-
das contando com matéria não
digerida.
LIENTÉRICO - O mesmo que Diar-
réico.
LIGADURA - Fio, arame ou outro
meio para ligar um vaso, fixar ou
estrangular uma parte. Ato ou ope-
ração de ligar. Plural: Fios de vari-
ada natureza para ligar artérias ou
suturar tecidos.
LIGAMENTO - Faixa fibrosa que
sustenta vísceras ou prende múscu-
los. Tecido especializado em esta-
bilizar uma articulação.
LIGAMENTO REDONDO - Liga-
mento do ovário ao útero.
LIMIAR RENAL - O limite de con-
centração de uma substância no san-
gue, após o qual essa substância
aparece na urina.
LIMINAR - No limiar da percepção.
LINFA - Líquido transparente que
enche os vasos linfáticos. Tem rea-
ção alcalina e compõe-se de parte
líquida e glóbulos.
LINFADENOMA - (V. Mal de Hod-
gkins.)
LINFANGIOMA - Tumor com ori-
gem em tecido linfático, presente
desde o nascimento, também conhe-
cido como “higroma”.
LINFANGITE - Inflamação de um
vaso linfático.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LEU LIN
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LINFÓCITO - Variedade de leucócito
de núcleo único.
LINFOCITOSE - Aumento do núme-
ro de linfócitos no sangue.
LINFOGRANULOMA VENÉREO -
Doença transmissível pelo ato
sexual. É causada por um micro-
organismo, o Chlamidea tracho-
matis, para a qual se dão, também,
os nomes de Linfogranulomatose
inguinal, Moléstia de Nicolas-
Favre e Quarta moléstia ou Bulbão.
Período de incubação: 7 a 15 dias,
ou mais ou menos, dependendo de
certos fatores. Lesão inicial de cur-
ta duração que cicatriza logo sem
remédio. 2 a 3 semanas depois sur-
ge o quadro típico da doença: íngua
dolorosa na virilha de um lado,
raramente em ambos; infecção
sistêmica, febre, cefaléia, anorexia,
dores articulares e ósseas. Compli-
cações: retite estenosante (inflama-
ção do reto); elefantíase; na mulher,
elefantíase vulvar, ulcerações e
fístulas.
LINFOGRANULOMATOSE INGUI-
NAL - Doença de Nicolas-Favre. É
uma doença venérea que produz
estenose do reto e elefantíase do
pênis e escroto.
LINFÓIDE - Semelhante ao tecido
linfático.
LINFOMA - Tumor de tecido lin-
fóide; câncer dos gânglios.
LINFONODO - Gânglio ou íngua.
LINFORRAFIA - Saída da linfa para
fora dos vasos linfáticos.
LINFOSSARCOMA - Sarcoma de te-
cido linfático.
LÍNGUA - Órgão muscular carnudo,
alongado, móvel, situado na cavida-
de bucal presa pela base na parede
inferior; como parte do sistema di-
gestivo a língua serve para degusta-
ção e para deglutição. A inspeção da
língua não é mais o ritual que era
antes, pois provavelmente existem
outras áreas importantes a serem
examinadas. Geralmente nos não-
fumantes saudáveis ela é clara e
úmida, e coberta com pequenas áre-
as em relevo - as papilas. As papilas
gustativas invisíveis são espalhadas
sobre a língua e o palato mole. Se
você estiver se sentindo bem, não
olhe para a língua procurando sinais
ou defeitos. Uma pequena camada
(marrom nos fumantes) pode apare-
cer de vez em quando, mesmo nas
pessoas mais sadias. A língua tende
a ficar saburrosa em toda a condi-
ção febril. Os antibióticos podem
deixar a língua escura, por causa de
uma infecção de fungos, a qual pode
sarar com pastilhas antifungos. A
saburra persistente pode, às vezes,
ser removida com suco de abacaxi
fresco. Esfregar com uma escova de
dentes macia ajuda. Uma língua lisa
irritada pode ser sinal de anemia, e a
língua pode ser local de infecção,
úlcera ou tumor.
LÍNGUA GEOGRÁFICA - Língua
com placas descamadas de bordos
elevados lembrando um mapa geo-
gráfico.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LIN LÍN
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LINIMENTO - Medicamento que se
emprega por meio de fricções.
LINITE - Inflamação do tecido con-
juntivo do estômago.
LINITE PLÁSTICA - Linite maligna
do estômago.
LIPASE - Enzima que desdobra os
ésteres dos ácidos graxos.
LIPEMIA - Excesso de gordura no
sangue.
LIPÍDIOS - Grupo de substâncias
abrangendo as gorduras, as fosfa-
tides, os esteróis, as ceras, etc. Os
mais conhecidos são os glice-
rídeos (óleos e gorduras), as ce-
ras (que possuem ácidos graxos
em sua constituição), os caro-
tenóides (pigmentos de cor ver-
melha ou amarela, insolúveis em
água, de consistência oleosa, pre-
sentes nas células de todas as
plantas); e os esteróides, com es-
trutura composta por quatro anéis
de átomos de carbono interligados
e dos quais o colesterol é um dos
mais conhecidos.
LIPOASPIRAÇÃO - Método pelo
qual se aspira, através de uma câ-
nula, o tecido adiposo de uma parte
do corpo onde ele esteja em quanti-
dade excessiva. Uma variante, pou-
co utilizada, feita no consultório
médico, é a aspiração através de
agulhas introduzidas na pele, na
qual primeiro se infiltra uma solu-
ção com anestésico diluído, que tor-
na entumescida a região e facilita o
desprendimento da gordura. Des-
vantagens deste método: são neces-
sárias várias sessões e a quantidade
aspirada é bem menor.
LIPOCAICO - Substância extraída
do pâncreas e que regula a utiliza-
ção das gorduras no organismo.
LIPÓIDE - Substância semelhante às
gorduras quanto à aparência e so-
lubilidade, mas que contém outros
grupos moleculares.
LIPOMA - Nome dado a um tumor
adiposo. O corpo normalmente é
protegido por uma camada de gor-
dura embaixo da pele e, às vezes, em
vez de ser distribuída uniformemen-
te, a gordura forma um caroço mole
e indolor, mais ou menos do tama-
nho de um ovo, num certo lugar em-
baixo da pele. Os tumores são ino-
fensivos, mas, às vezes, de má apa-
rência. Eles podem ser removidos fa-
cilmente por uma cirurgia.
LIPOMATOSE - Formação de lipo-
mas múltiplos.
LIPOTIMIA - Desmaio ligeiro com
perda dos sentidos.
LIPÚRIA - Presença de gordura na
urina.
LÍQUEN - Designação comum a vá-
rias dermatoses.
LÍQUIDO AMNIÓTICO - Líquido
produzido pelo feto e anexos, de re-
novação contínua.
LÍQUIDO CEFALORRAQUEANO -
Líquido que preenche as cavidades
internas e os espaços ao redor do
sistema nervoso central; liquor.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LIN LÍQ
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LÍQUIDO CÉREBRO ESPINHAL -
Ou abreviadamente “liquor”. É o
líquido semi-aquoso que enche os
espaços subaracnóides e os ven-
trículos.
LIQUOR - Líquido cérebro-espinhal.
LISE - Desaparecimento gradual dos
sintomas de uma doença.
LISINA - Aminoácido presente em
grande quantidade no tecido mus-
cular que, com a prolina e a hidro-
xiprolina, participa da síntese do
colágeno, proteína importante para
a sustentação dos tecidos. Usada no
tratamento de flacidez.
LISTERISMO - A anti-sepsia na
cirurgia antiga, preconizada pelo
inglês Lister, pelo uso em larga
escala de fenol e outros anti-
sépticos.
LITAGOGO - Que expele ou dissol-
ve os cálculos.
LITÍASE - Formação de cálculos.
LITÍASE BILIAR - Formação de cál-
culos na vesícula biliar.
LITÍASE URINÁRIA - Este termo se
refere à presença de cálculos nos
rins e vias urinárias. O sintoma
mais comum é a cólica renal,
podendo no entanto ocorrer he-
matúria, infecção urinária ou obs-
trução severa das vias urinárias. O
tratamento pode ser clínico ou ci-
rúrgico, baseado na composição
química de cálculo (oxalato de cál-
cio, ácido úrico, fosfato amoníaco-
magnesiano), no seu tamanho, lo-
calização na via urinária e compli-
cações eventuais, decorrentes do
mesmo.
LÍTICO - Relativo à pedra ou cálculo.
LITOPÉDIO - Feto morto, calci-
ficado ou petrificado.
LITOTOMIA - Abertura da bexiga
para retirada de cálculos.
LITOTRÍCIA - Esmagamento de cál-
culos no interior da bexiga.
LITOTRIPSIA - O mesmo que Litotrí-
cia.
LITÓTRITO - Instrumento para es-
magar cálculos na bexiga.
LITTLE (DOENÇA DE) - Paralisia es-
pasmódica das crianças, causada
por defeito congênito no cérebro.
LITÚRIA - Eliminação de cristais de
ácido úrico pela urina.
LIVIDEZ - Cor cadavérica, meio
azulada.
LÍVIDO - Mancha azulada na pele
por causa da estase sangüínea.
LIVOR - O mesmo que Lividez.
LOBADO - Relativo ao lobo.
LOBAR - Relativo ao lobo.
LOBINHO - (V. Cisto.)
LOBO - Parte de um órgão, delimi-
tada por divisões.
LOBOCTOMIA - Excisão de um
lobo.
LOBOTOMIA - O mesmo que
Leucotomia.
LOBULADO - Composto de lóbulos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LÍQ LOB
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LÓBULO - Pequeno lobo.
LOÇÃO - Preparação líquida desti-
nada a lavar ou a friccionar ligeira-
mente a superfície do corpo.
LOGOPEDIA - Estudo da fonação,
na fala.
LOGORRÉIA - Abundante fluxo de
palavras.
LOMBALGIA - Dor na região lom-
bar (parte baixa das costas).
LOMBAR - Região dos rins.
LONGEVIDADE - Qualidade de vi-
ver longamente.
LOQUIOMETRIA - Retenção de
lóquios no interior do útero.
LOQUIORRAGIA - Escoamento de
lóquios em grande quantidade.
LOQUIORRÉIA - O mesmo que
Loquiorragia.
LÓQUIOS - Escoamento vaginal nos
primeiros dias que se seguem ao
parto (puerpério).
LORDOSE - Curvatura da coluna de
convexidade anterior.
L.S.D. - Dietilamida do ácido lisér-
gico, de ação alucinatória. Seu uso
foi disseminado a partir dos anos
1960 e 1970 por intermédio dos
hippies. O LSD, segundo estudos
médicos, não produz dependência
física mas sim a dependência psí-
quica; seu uso, por via oral ou
parenteral, se acompanha de tole-
rância farmacológica. Sintomas:
excitação, euforia, diminuição do
cansaço, referência de melhor
concentração, lucidez. Ocorrem, às
vezes, irritabilidade e insônia, per-
da do apetite, sinais de exacerba-
ção simpatomimética, como hiper-
tensão arterial, taquicardia, mi-
dríase, sudorese. Seguem-se à ex-
citação, por vezes, manifestações
depressivas ansiosas. Na intoxica-
ção ocorre exagero das manifesta-
ções usuais, por vezes quadros psi-
cóticos assemelhados a surtos
esquizofrênicos. Em alguns casos,
as intoxicações levam a convul-
sões, comas e complicações car-
dio-respiratórias.
LUES - O mesmo que Sífilis.
LUÉTICO - Sifilítico.
LUMBAGO - O mesmo que Lom-
balgia. (V. Dor lombar.)
LÚMEN - Luz, a cavidade dentro de
um vaso.
LUNÁTICO - Louco, demente.
LUPA - Lente simples ou composta
empregada como instrumento ópti-
co de ampliação.
LÚPUS - Tuberculose da pele.
LÚPUS ERITEMATOSO - Lúpus não
tuberculoso.
LÚPUS VULGAR - Uma forma rara
de tuberculose de pele, encontrada
ocasionalmente em regiões tropi-
cais, facilmente tratável com dro-
gas modernas antituberculose.
LÚTEO - Amarelo.
LUXAÇÃO - Separação das super-
fícies ósseas de uma articulação.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LOB LUX
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Perda do apontamento articular e per-
da completa da superfície de contato
entre os ossos de uma articulação.
LUZ, DE UM VASO - Espaço no
interior de um vaso, onde corre o
sangue.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
LUZ LUZ
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297
M
M
MACA - Leito portátil para transpor-
te de doentes.
MACBURNEY, PONTO DE - Ponto
que corresponde à base do apêndi-
ce, é o meio da linha que une a cris-
ta ilíaca ao umbigo. Na apendicite,
a pressão ali causa forte dor e a re-
gião se mostra endurecida.
MACICEZ - Som cheio e obscuro que
se obtém à percussão de partes mais
condensadas.
MACRÓBIO - De vida longa, ancião.
MACRODACTILIA - Aumento exa-
gerado do tamanho dos dedos.
MACROGLOSSIA - Hipertrofia da
língua.
MACRONUTRIENTES - São nu-
trientes necessários ao organismo
em maiores quantidades. Exemplos
de macronutrientes são os carboi-
dratos, proteínas e lipídios. A uni-
dade de medida é o grama (g).
MACROQUEILIA - Lábios excessi-
vamente grossos.
MACROSCÓPICO - Visível a olho
nu.
MÁCULA - Mancha rósea na pele,
sem elevação. Com elevação é
“pápula”.
MADAROSE - Ausência completa de
cílios.
MADRE - O mesmo que Útero.
MÁ-FORMAÇÃO - Deformidade
congênita. Usa-se também “malfor-
mação”.
MAGISTRAL - Medicamento que se
prepara na ocasião em que vai ser
usado.
MAGMA - Resíduo espesso.
MAGNÉSIO - O organismo adulto
contém 25 g de magnésio e cerca
de metade delas está localizada em
1% dos fluidos corporais e o res-
tante nos músculos, tecidos moles
e ossos. De 60% a 70% do mag-
nésio são excretados pelas fezes, o
que faz com que ele seja pobremen-
te absorvido no trato gastroin-
testinal. Em dietas baixas em
magnésio, porém, o organismo ab-
sorve até 75% do que é administra-
do. Importante co-fator ou co-
enzima de mais de 300 reações
enzimáticas, o magnésio participa
na produção de energia, no meta-
bolismo da glicose, na oxidação dos
ácido graxos e na ativação dos
aminoácidos; e ainda na síntese e
na transmissão do código genético
do DNA e RNA, assim como na for-
mação do AMP cíclico. Tem tam-
bém uma grande importância na
ação vasodilatadora, anti-arritmo-
gênica, relaxante muscular e ação
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sedativa. A deficiência de vitamina
E pode causar uma deficiência de
magnésio tecidual; o consumo ele-
vado de açúcares aumenta a neces-
sidade de magnésio no organismo.
MAL ASMÁTICO - Crise de asma re-
fratária à administração de medica-
ção habitual e de reversão mais lenta.
MAL DAS MONTANHAS - Fenôme-
nos produzidos pela rarefação de ar.
MAL DE HODGKIN - Uma forma de
câncer dos gânglios linfáticos. (V.
Glândulas.) Os avanços nos últimos
anos indicam que esse tipo de cân-
cer hoje em dia é facilmente curável.
Os sintomas incluem gânglios flexí-
veis muito dilatados no pescoço,
axilas e virilhas. Procure conselho
médico logo no começo.
MAL DE PARKINSON - Paralisia agi-
tante, Doença de Parkinson. Condi-
ção em que os músculos ficam rijos
e espasmódicos. Deve-se a um dis-
túrbio da parte do cérebro que con-
trola o trabalho suave dos músculos,
provocado - em alguns casos - pelo
endurecimento das artérias cerebrais.
Os pacientes ficam bem incapacita-
dos pela rigidez e tremor, mas, ge-
ralmente, são ajudados por remédi-
os que podem diminuir esses sinto-
mas. Uma ruptura no tratamento foi
o desenvolvimento da droga “Levo-
dopa”, que tem sido de grande valor
para muitos. A condição raramente
é encontrada em pessoas com me-
nos de 50 anos.
MAL DE RAYNAUD - As pessoas
ficam com os dedos brancos e dor-
mentes, se sujeitas a um frio inten-
so. Se isso ocorrer com mais facili-
dade e freqüência do que o normal,
o fato é conhecido como fenômeno
de Raynaud, que significa que as
minúsculas artérias que levam o
sangue para os dedos se comprimi-
ram, evitando que o sangue entras-
se nas extremidades. Às vezes, é
sintoma de um distúrbio mais ge-
ral, ou pode ser um aspecto isola-
do. A condição pode ser ajudada por
comprimidos que abrem os vasos
sangüíneos. (V. Frieira, Ulceração
produzida pelo frio.)
MAL DOS AVIADORES - (V. Dor
de ouvido, Náusea em aviões e Vô-
mito.)
MAL DOS LEGIONÁRIOS - Infec-
ção bacteriana que tende a ocorrer
em guerras, pelo fato de a bactéria
estar presente em sistemas falhos de
condicionamento de ar ou torres de
resfriamento. Não há indícios de que
se transmite de pessoa para pessoa.
Pode ser uma doença amena ou gra-
ve, que afeta os pulmões, abdome
ou sistema nervoso. Para todos os
casos - exceto os mais amenos - é
necessária a internação em hospital.
MALACIA - Amolecimento pato-
lógico.
MALARES - Dois ossos da face, mui-
to importantes para o conjunto da
fisionomia.
MALÁRIA - Doença infecciosa cau-
sada por hematozoário do gênero
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MAL MAL
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299
Plasmodium, uma das doenças mais
comuns do mundo; é transmitida
pela picada do mosquito do gênero
Anofeles. Uma vez instalado no san-
gue humano, provoca febre alta,
anemia e abatimento, que tende a
repetir-se. Pode evoluir de forma
grave e até fatal. Pessoas que via-
jam para regiões subtropicais ou tro-
picais tomam comprimidos preven-
tivos semanalmente, começando
antes da viagem e continuando até
seis semanas depois de retornarem.
É doença endêmica, que atinge
vastas regiões territoriais, nas áreas
tropicais. Há quatro tipos de plas-
módios parasitas do homem: P.
vivax, P. falsiparum, P. malariai e
P. ovale. No Brasil, predominam
infecções pelos P. vivax e P. falsi-
paru. Os Estados com maior núme-
ro de casos são Pará, Amazonas e
Rondônia. O Plano Nacional de In-
tensificação das Ações Contra a
Malária vem dando excelentes re-
sultados. Pesquisadores americanos
conseguiram fazer com que camun-
dongos geneticamente modificados
produzissem, em seu leite, uma va-
cina contra a malária, a qual está em
fase de testes, prevendo-se o mes-
mo experimento com cabras, que
produzem mais leite.
MALAXAÇÃO - Massagem para
amaciar os tecidos.
MALÉOLO - Projeção do osso
cubital no cotovelo.
MALIGNO - Fatal, letal, que causa
a morte.
MALTASE - Fermento do suco en-
térico que converte maltose em
glicose.
MALTE - Grão de cevada molhado e
posto a fermentar.
MALTOSE - Dissacarídeo que con-
tém uma molécula de glicose.
MAMA - Glândula normalmente
inativa que, depois de um parto,
começa a funcionar e a produzir
leite (lactação). Às vezes é neces-
sário perseverança para começar a
amamentação, e a mãe deve ten-
tar, porque o leite materno é o me-
lhor para o bebê: contém substân-
cias valiosas para evitar infecções,
e essas substâncias não podem ser
repostas artificialmente. Nas famí-
lias em que existe uma história
de alergia (asma e eczema), a
amamentação pode proteger o
bebê contra uma posterior doen-
ça alérgica. Ela deve continuar du-
rante o maior tempo possível, tal-
vez até nove meses, embora - é cla-
ro - outros alimentos sólidos de-
vam começar a ser dados do quar-
to até o sexto mês. Às vezes, du-
rante a lactação, podem penetrar
micróbios na mama deixando-a do-
lorida e inflamada, podendo até de-
senvolver um abscesso de mama.
Isso é geralmente precedido de um
mamilo irritado e rachado; deve-
se enxugar com cuidado, depois de
lavar com água natural, e pode-se
usar uns sprays modernos para evi-
tar essa condição, mas, se ela real-
mente ocorrer, procure o conselho
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MAL MAM
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300
de um médico logo no início, para
evitar a formação de um abscesso.
Nesse estágio, os antibióticos po-
dem resolver, e a amamentação
continua. Se realmente se desen-
volver um abscesso, pode-se, numa
emergência, aplicar cataplasma
quente, mas deve-se procurar o
médico com urgência.
No caso de qualquer caroço no seio,
ou outro problema, em qualquer
idade, procure o conselho de um
médico.
Auto-exame das mamas - Exami-
ne suas mamas regularmente, todo
mês na mesma época, como, por
exemplo, um dia depois de cessar
sua menstruação. Se você já passou
pela menopausa, tenha como base
o primeiro dia do mês.
Examine a parte de cima da mama,
inclusive a axila, e depois a parte
de baixo e a do meio.
Com a mão direita, examine toda a
mama esquerda, começando pela
axila. Examine, então, a mama di-
reita com a mão esquerda.
É importante usar a palma da mão,
mantendo as pontas dos dedos li-
geiramente unidas, e certificando-
se de que as pontas dos dedos - as
partes mais sensíveis da mão - se-
guem a mesma trajetória da palma
da mão.
Se encontrar na mama um caroço,
ou algum sinal que não estava pre-
sente no mês anterior, vá ao médico.
Conte a ele exatamente que diferen-
ça você notou, e peça um conselho.
Pela falta de informação, algumas
mulheres só contam ao médico
quando o caroço ou a protuberância
no seio já existe há muito tempo.
Os pontos que se seguem podem ser
sinais de que alguma coisa pode
estar errada.
A maioria dos sintomas anteriores
requer um exame especializado. Os
testes incluem raios X e retirada de
fluido, se for um tumor cístico. Se
houver dúvida, o especialista vai
remover o caroço. Geralmente o
caroço é removido e o teste traz um
resultado satisfatório. Muitos cirur-
giões hoje em dia acreditam que a
eliminação total de um tumor ma-
ligno é tão eficaz quanto a mastec-
tomia (remoção do seio). Discuta
com o médico ou cirurgião sobre
um possível tratamento antes de fa-
zer a cirurgia.
A operação de mastectomia não é
muito séria, embora o golpe psico-
lógico seja imenso. Em certos lu-
gares, como Croydon - Londres -,
existem associações de Mastec-
tomia, formadas por mulheres que
fizeram a operação, para dar con-
selhos e apoio geral às pacientes.
A paciente pode receber um seio ar-
tificial e um sutiã especial assim que
possível, e essas associações podem
novamente ajudar em algum tipo de
problema.
Depois da cirurgia, podem ser usa-
dos a radioterapia e os remédios, se
o especialista achar necessário. É
preciso um acompanhamento cui-
dadoso, e a paciente nunca deve
perder o contato com o especialista,
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MAM MAM
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301
a menos que seja dispensada por
ele. As perspectivas podem ser
boas, se o caroço for detectado no
começo.
MAMILO - Pequena papila. O bico
do seio.
MAMITE - Mastite, inflamação do
seio.
MAMOGRAFIA - Radiografia sim-
ples das mamas.
MANDÍBULA - Novo nome para
osso maxilar inferior do queixo, no
qual os dentes inferiores estão fixa-
dos. Em latim, mandíbula significa
“que morde”. Maxilar é derivado de
queixo, por isso os anatomistas pre-
feriram mandíbula, pois indica a
função.
MANEIRISMO - Expressões ou atos
que são característicos do indiví-
duo.
MANGANÊS - Elemento metálico,
mole, cinzento, denso, usado em
diversas ligas. Importante na meta-
bolização adequada de gorduras
ingeridas. Participa no metabolismo
ósseo e dos tecidos conectivos para
a produção de energia, assim como
no processo de multiplicação celu-
lar permitindo melhor disposição do
colesterol dos ácidos nucléicos. Pa-
cientes com deficiência em ferro ab-
sorverão maior quantidade de
manganês, o que pode causar pro-
blemas tóxicos, do tipo Síndrome de
Parkinsonlike; quando existe mui-
to ferro, porém, reduz-se a absor-
ção de manganês, concluindo-se
disso que o manganês tem efeito
anti-oxidante por regular as concen-
trações plasmáticas livres de ferro.
Esse elemento participa da ativida-
de da enzima superóxido dismutase
mitocondrial, que é a principal fonte
de produção de ATP e dos Radicais
Livres provenientes do oxigênio do
metabolismo aeróbico.
MANIA e HIPOMANIA - Termos
que abrangem os estados anormais
de perturbação que afetam as pes-
soas de modos agitados, e pode ser
difícil decidir se existe a doença,
ou meramente uma grande energia.
Nos casos amenos (hipomania), as
pessoas parecem agitadas, falantes,
superexcitadas ou eufóricas. Como
todas as doenças mentais, a mania
pode surgir de um estresse prolon-
gado. Os maníacos podem se afun-
dar em depressões (V. Depressão.),
mas a perspectiva geralmente é
muito boa, com tratamento ime-
diato.
Pode ser difícil persuadir o pacien-
te, no início da hipomania, a acei-
tar ajuda, pois a euforia o leva a crer
que está saudável. Quando houver
uma história anterior, deve-se ob-
servar os sinais de risco, pois o pa-
ciente raramente se queixa. Os sin-
tomas avançados incluem idéias
eufóricas, e os sofredores se tornam
cada vez mais ativos, conduzindo-
se para um esgotamento. A provi-
dência imediata é controlar a ativi-
dade exaustiva e inútil, que pode se
tornar assustadora. Um médico vai
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MAM MAN
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302
decidir se o caso requer tratamento
em hospital, mas se houver medo
de o paciente se ferir ou ferir os
outros no ínterim, pode-se também
chamar ajuda policial.
Depois do estágio agudo, o pacien-
te deve reagir ao tratamento médi-
co e às explicações psicológicas -
inclusive uma discussão sensata dos
fatores que o transtornaram. (V.
Doença mental.)
MANIPULAÇÃO - Trabalho execu-
tado com as mãos.
MANOBRA - Movimento especial
com as mãos ou com instrumentos.
MANÔMETRO - Medidor em for-
ma de relógio, que marca a pressão.
MANOPLA - Enfaixe da mão man-
tendo os dedos afastados.
MANTOUX, TESTE DE - Prova
para diagnóstico da tuberculose.
Faz-se com tuberculina em varia-
das diluições injetadas por via
intradérmica.
MANUAL - Feito à mão.
MANÚBRIO - A porção larga do
osso esterno.
MARASMO - Enfraquecimento e
emagrecimento progressivos.
MARCA DE NASCENÇA - O mes-
mo que nevo. Existem vários tipos
de marcas que podem ficar aparen-
tes na pele, no nascimento. A “man-
cha vinhosa” varia de cor-de-rosa
até o vermelho-escuro azulado e,
infelizmente, ocorre com freqüên-
cia no rosto. O tratamento cirúrgi-
co é desapontador. Há, no entanto,
alguns cremes excelentes que po-
dem ser comprados sob prescrição
médica, em vários casos.
A “mancha muriforme” é um nevo
bem comum. Ela pode ser insigni-
ficante no nascimento e, para an-
gústia dos pais do bebê, aumentar
alarmantemente no tamanho e na
espessura durante os primeiros me-
ses, ficando de cor púrpura. Apesar
disso, a perspectiva é excelente, já
que, depois de aumentar durante
dois ou três anos, ela desaparece na
idade de quatro a sete anos. Geral-
mente não requer nenhum tratamen-
to. Os pais podem ser reassegurados
de que uma marca muriforme ou
“hemangioma” vai sempre diminuir
com o tempo. Eles não devem achar
que estão sendo iludidos por um
médico muito ocupado, quando este
os tranqüiliza. A única sugestão para
uma cirurgia é no caso de haver um
sangramento repetitivo causado
pelo atrito de roupas, etc.
As pequenas marcas cor-de-rosa
claro sobre as pálpebras e a parte
de trás do pescoço, em 50% dos
bebês, mais ou menos, desaparecem
naturalmente e não têm nada com o
que se deva preocupar.
MARCAPASSO - Um aparelho arti-
ficial preparado para regular as ba-
tidas do coração, quando se perde
o ritmo normal. (V. Coração e Do-
enças cardíacas.)
MARCHA ANSERINA - Marcha que
lembra o andar do pato.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MAN MAR
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303
MARCIAL - Relativo ao ferro.
MARTELO - Um dos ossinhos do
ouvido.
MASOQUISMO - Perversão em que
o doente só sente prazer ao ser tor-
turado.
MASSAGEM - Manipulação cientí-
fica dos vários tecidos do corpo
mediante uma combinação de mo-
vimentos.
MASSÉTER - Um dos músculos
mastigadores.
MASTALGIA - Dor no seio.
MASTITE - Inflamação da mama,
que pode produzir abscessos. (V.
Mama.) Atualmente, o termo é bas-
tante usado para indicar o incômo-
do que algumas mulheres sentem na
mama, todo mês antes da mens-
truação. Isso ocorre por causa da
retenção de fluido na mama e ao
aumento do tecido glandular, que
podem ser sentidos como uma
“protuberância” geral (não um úni-
co caroço que requer investigação
urgente). A variação mensal nos
hormônios femininos é responsável
por essas mudanças, e algumas
mulheres parecem mais propensas
a isso do que outras. Se você tiver
dúvidas quanto a nódulos no seio,
não deixe de checar isso com seu
médico. Eles podem ocorrer por
essa condição inofensiva, mas é ne-
cessária uma avaliação médica. (V.
Tensão pré-menstrual.)
MASTODINIA - Dor no seio.
MASTOIDITE - Inflamação da
apófise mastóide.
MASTORRAGIA - Hemorragia no
seio ou pelo seio.
MASTURBAÇÃO - Auto-satisfação
dos estímulos sexuais. É comum
entre os jovens de ambos os sexos;
normalmente é inofensiva, e é pre-
ferível à promiscuidade - pelos ris-
cos de gravidez ilegítima, corações
partidos ou doenças venéreas.
Espermas anormais são comuns
depois de uma abstinência, então, a
sua liberação regular parece ter um
efeito benéfico sobre a fertilidade.
(V. Frigidez e Impotência.)
MATÉRIA - Toda e qualquer subs-
tância.
MATÉRIA MÉDICA - Ciência que
estuda a natureza e o uso das dro-
gas, o que corresponde à Farmaco-
logia e à Terapêutica.
MATRIZ - Madre. Útero.
MATURAÇÃO - Processo de atin-
gir o plano de desenvolvimento.
MAU HÁLITO - (V. Halitose.)
MAXILA - O mesmo que Maxilar.
MAXILARES - Dois ossos que se jun-
tam para formar a arcada superior.
MEANOCARCINOMA - Nevocar-
cinoma. Carcinoma escuro.
MEATO - O mesmo que abertura.
MEATOTOMIA - Incisão cirúrgica
de um meato.
MECÔNIO - Substância viscosa de
cor verde-acastanhada que enche os
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MAR MEC
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304
intestinos do feto e é eliminada nos
primeiros dias de vida. É a primei-
ra evacuação do recém-nascido.
MEDIASTINO - Espaço no tórax
entre os dois pulmões.
MEDICAÇÃO - O conjunto de re-
médios receitados para o doente.
MEDICAMENTO - Substância apli-
cada ou ministrada para curar ou
avaliar o doente.
MEDICINA - Ciência e arte de curar.
MEDICINA DO TRABALHO - Área
de atuação médica, integrada com
outras ciências da saúde, que visa
preservação da saúde do traba-
lhador, com aspectos preventivos,
curativos e de reabilitação e rea-
daptação profissional.
MEDICINA LEGAL - Ramo da Me-
dicina que oferece subsídios para a
elaboração ou aplicação de leis. O
conhecimento médico-biológico é
necessário para a elaboração de nor-
mas, códigos e regulamentos, como
é o caso do conceito de aborto, de
loucura ou de morte. Ele também é
utilizado para a instrução de proces-
sos judiciais e de inquéritos polici-
ais, sendo externado por meio dos
laudos médico-periciais.
MEDICINAL - Referente à Medici-
na ou a um medicamento.
MEDICINA NUCLEAR - Uso de
isótopos radiotativos para diagnós-
tico por imagem (cintilografia ou
mapeamento) ou técnicas de labo-
ratório radioimunensaio.
MEDICINA ORTOMOLECULAR -
Estuda os desequilíbrios metabó-
licos em nível molecular, buscan-
do corrigi-los por meio de vitami-
nas, aminoácidos, enzimas, mine-
rais e outras substâncias naturais
com funções metabólicas diversas.
Um dos seus ramos é a oxidologia.
Abusos nas prescrições deste tipo
de tratamento vêm prejudicando
seu desenvolvimento no plano ci-
entífico.
MEDICINA SOCIAL - Ramo da
Medicina que visa solução de pro-
blemas sociais.
MEDULA - Haste semicilíndrica de
45 cm de comprimento, que ocupa
o canal vertebral e de onde nascem
31 pares de raízes (sensitivas e
motoras).
MEDULA ALONGADA - Bulbo. A
parte inferior do encéfalo, onde co-
meça a medula vertebral.
MEDULA ESPINHAL - O mesmo
que medula. A porção do sistema
nervoso central que está contida no
canal vertebral.
MEDULA ÓSSEA - Substância mole,
avermelhada ou amarelada, que en-
che as cavidades (canais medulares)
dos ossos e onde ocorre a hemato-
poese (formação dos glóbulos ver-
melhos).
MEFÍTICO - Com mau cheiro.
MEGACÓLON - Doença de Hirsch-
prung, grande dilatação da ampola
retal com retenção de fezes; a eva-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MED MEG
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305
cuação só ocorre a cada 15 dias ou
menos. Dilatação do cólon, causa-
da por obstáculos do trânsito intes-
tinal. Na criança a causa congênita
é a alteração nervosa intestinal.
MEGALOMANIA - Mania de gran-
deza, de poder.
MEIA VIDA - Tempo que levam as
radiações de uma substância para
decaírem até a metade da sua ati-
vidade.
MEIOS DE CULTURA - Líquidos ou
sólidos em que se semeiam os mi-
cróbios a cultivar, como carne,
gelose, leite, açúcar, sangue, ge-
latina, etc.
MELANCOLIA - Psicose com de-
pressão.
MELANIDROSE - Suor escuro.
MELANODERMIA - Carcinoma es-
curo da pele.
MELANOMA - Tumor de pele de
mucosa, que pode ser marrom ou
negro, por causa do pigmento
melanina. Pode ocorrer mudança
perniciosa nas células do pigmen-
to, e esse tipo de câncer é mais co-
mum nas pessoas de pele clara mui-
to expostas à luz do sol. Se uma
mancha ou sarda se torna maior,
sangra, coça ou vira ferida, consul-
te o médico, pois esse tipo de tu-
mor de pele geralmente é curável
com uma cirurgia simples, mas so-
mente quando é detectado no
começo.
MELENA - Ao passar para a parte su-
perior do sistema digestivo o sangue
é alterado pelos sucos digestivos, e
muda de vermelho para uma massa
preta, semi-sólida, semelhante ao
alcatrão. A evacuação desse sangue
alterado é conhecida como “mele-
na”. Existem várias causas. O san-
gramento de uma úlcera gástrica ou
duodenal pode fazer com que o san-
gue passe para os intestinos, em vez
de ser levado para cima. (V. Hema-
têmese.) Outras doenças do estôma-
go e do intestino delgado também
podem resultar num sangramento e
na melena. A melena é um indício
de uma doença séria, e precisa do
parecer imediato de um médico.
MELITO - Medicamento cujo veícu-
lo é o mel.
MEMBRANA BASAL DO GLOMÉ-
RULO - A membrana basal do
glomérulo é dividida em duas par-
tes, visceral e parietal, cada uma
continuando-se na outra. O folheto
parietal faz parte da cápsula que en-
volve o glomérulo e o folheto
visceral envolve a periferia de cada
capilar arteriolar glomerular, exceto
na sua face mesangial.
MEMBRANA BASAL DOS TÚBU-
LOS - É a continuação do folheto
parietal da membrana basal glo-
merular renal e envolve totalmente
os túbulos renais.
MEMBRANAS HIALINAS, DOEN-
ÇA DE - O mesmo que Síndrome
de Angústia Respiratória Idiopática
(SARI); doença das primeiras horas
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MEG MEM
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306
de vida de pequenos prematuros
traduzida por intensa dificuldade res-
piratória com retrações da caixa
torácica, e na qual alvéolos pulmo-
nares e bronquíolos terminais se
apresentam revestidos por membra-
nas hialinas.
MEMBRO INFERIOR - Coxa, per-
na e pé.
MEMBRO SUPERIOR - Braço, an-
tebraço e mão.
MENINGES - Membranas que envol-
vem o cérebro e a medula. São três:
aracnóide, pia-máter e dura-máter.
MENINGISMO - Perturbação da cir-
culação nas meninges, sem infla-
mação.
MENINGITE - Infecção bacteriana
aguda, causada por um meningococo
(Neisseria miningitidis), que se
caracteriza por início súbito, com
febre, rigidez do pescoço, cefalalgia
intensa, náuseas, vômitos. As me-
ninges são camadas de membrana
que oferecem proteção ao tecido ner-
voso no cérebro e na espinha. Pode
ser causada por micróbios que ata-
cam o sistema nervoso, e um em
particular - o meningococo - pode
ser responsável por epidemias. O
ataque desse tipo é repentino, e o sin-
toma mais proeminente é uma dor
de cabeça muito séria, com rigidez
no pescoço. A transmissão ocorre por
contato direto com pessoas doentes
ou através de gotículas de muco e
saliva. Como profilaxia devem ser
adotadas práticas de higiene pessoal
para evitar o contágio direto; evitar
a superlotação nas casas, nos trans-
portes públicos, nos locais de traba-
lho e, sobretudo, nos acampamen-
tos e navios; imunização com vaci-
na contra a meningite. Essa forma
de meningite reage a antibióticos, se
for diagnosticada e tratada no início.
Uma outra forma de meningite, atu-
almente rara em alguns países, é
causada por uma infecção com o
bacilo de Koch. Uma forma mais
comum de meningite é a meningite
virulenta ou asséptica. Os sintomas
são semelhantes ao da meningite
meningocócica, mas a doença tem
um trajeto mais ameno. A punção
lombar e o exame do líquido da es-
pinha confirmam o diagnóstico. O
tratamento geralmente é por meio
de repouso e analgésicos. O Brasil
promove programação anual de va-
cinação contra doenças como tuber-
culose, sarampo, difteria, coquelu-
che, tétano e poliomielite. Também
vem aplicando, de forma obrigató-
ria, desde 1999, vacina contra a bac-
téria Haemophilus influenzae tipo
B (HiB) uma das principais causa-
doras da meningite infantil.
MENINGOCELE - Protusão das
meninges por uma fenda óssea,
como na “spina bifida”.
MENINGOCOCO - Microorganis-
mo causador da meningite menin-
gocócica (há outras formas de me-
ningite).
MENINGOENCEFALITE - Inflama-
ção das meninges e do encéfalo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MEM MEN
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307
MENISCECTOMIA - Operação de
extirpação de um menisco (especi-
almente o da articulação do joelho).
MENISCO - Fibrocartilagem situa-
da no interior do joelho.
MENOPAUSA - Entre os 45 e 53
anos, a mulher normalmente se tor-
na incapaz de gerar filhos. Às ve-
zes, a menstruação pára de repente
mas, em algumas mulheres, ela fica
reduzida e irregular, antes de cessar
finalmente. Muitas funções im-
portantes do organismo são con-
troladas por várias glândulas (inclu-
sive os ovários), que despejam
hormônios na corrente sangüínea.
Essas glândulas ficam sob o con-
trole de uma glândula mestra - a
pituitária -, ligada ao cérebro. Na
menopausa, os ovários gradualmen-
te param de funcionar, e isso geral-
mente perturba o equilíbrio entre a
pituitária e as outras glândulas, de
modo que demora um tempo para o
organismo voltar ao normal. Isso
pode resultar em vários sintomas
desagradáveis. Os fluxos quentes,
por causa do excesso de um deter-
minado hormônio, são geralmente
perturbadores. Pode haver um au-
mento de peso, embora isso ocorra
mais por causa de redução na ativi-
dade física e o gosto por alimentos
doces do que pelos verdadeiros efei-
tos glandulares. Podem ocorrer tam-
bém pequenas perturbações men-
tais. A depressão é comum na me-
nopausa, e se ela não melhorar com
muita companhia e atividades, pro-
cure o médico. Nessa época podem
também aparecer enxaquecas (V.
Enxaqueca.), mas, felizmente, há
várias soluções.
Na época da menopausa, os filhos
da mulher já se tornaram adultos e
saíram de casa, e ela pode achar que
está levando uma vida muito vazia.
Num nível físico mais sério, há per-
da de cálcio dos ossos na menopau-
sa. Veja como é comum a fratura
no punho nas mulheres mais ido-
sas. (V. Osteoporose.)
Algumas mulheres - não todas - per-
dem o interesse pelo sexo na me-
nopausa; mas, o fato de querer que
sua vida sexual continue por mais
tempo, já é uma grande ajuda para
que isso aconteça. Os problemas
podem ocorrer em parte pela secu-
ra da vagina (facilmente resolvida
pela vaselina). O revestimento va-
ginal também se torna mais delica-
do e facilmente inflamado depois da
menopausa. Algumas mulheres po-
dem se beneficiar com o uso even-
tual de pomada de estrogênio para
enfrentar isso.
A substituição pelo estrogênio oral
pode ajudar em alguns - se não to-
dos - sintomas mencionados. Os
estrogênios devem ser dados em
ciclos, como num ciclo normal de
menstruação, e devem ser combi-
nados com progestogênio, que con-
cede uma menstruação mensal re-
gular, para expulsar qualquer teci-
do que esteja se formando no úte-
ro. Algumas mulheres ficam relu-
tantes para retornar à menstruação
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MEN MEN
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308
mensal; outras, com um caso forte
de doença no coração ou na artéria,
na família, ou que tenham tido - elas
mesmas - uma grave trombose, ou
que tenham varizes marcadas, não
deveriam tomar estrogênios.
No entanto, para aquelas com terrí-
veis fluxos menstruais quentes, a
reposição de estrogênio tem ofere-
cido uma melhora que vale a pena.
Ela também evita a perda de cálcio
dos ossos. Se você tiver sintomas
penosos com a menopausa, procu-
re o médico que pode lhe ajudar de
uma maneira ou de outra.
MENORRAGIA - O termo para a
menstruação intensa na mulher.
Uma menstruação normal não deve
exceder seis dias (geralmente de três
a cinco). Também não deve haver
coágulos. A menorragia é um indí-
cio de que alguma coisa está errada
com o útero ou com o equilíbrio
hormonal do organismo. Isso pode
ocorrer devido aos fibromas que às
vezes crescem no músculo do útero
(V. Fibromas.), ou pode ser sinto-
ma de uma infecção ou pólipos no
útero. Isso também ocorre com al-
guns distúrbios do sangue, como a
anemia, por exemplo, e no mixe-
dema. (V. Mixedema, Bocio.) Em
algumas meninas, as menstruações
são intensas no início da puberda-
de, mas a condição geralmente fica
normal em alguns meses. Se conti-
nuar por vários meses, a perda ex-
cessiva de sangue pode levar à ane-
mia, portanto deve-se sempre pro-
curar orientação médica. A maioria
das mulheres sabe qual deve ser a
sua perda normal de sangue, e, se
esta aumentar, deve consultar um
médico, caso não resolva com um
mês de comprimido à base de ferro.
MENORRÉIA - O mesmo que Me-
norragia.
MENOSTASIA - V. Menopausa.
MENSTRUAÇÃO - Liberação men-
sal de sangue do útero - também
conhecida como regras. O revesti-
mento do útero passa por um ciclo
contínuo de mudanças; ele se de-
senvolve gradualmente, torna-se
espesso, pronto para receber um
óvulo fecundado, mas, se não ocor-
rer a concepção, esse revestimento
se desintegra, provocando a perda
do fluido com sangue. Geralmente,
um ciclo demora 28 dias, de modo
que as menstruações devem ocor-
rer nesse intervalo; em algumas mu-
lheres, não são dolorosas, mas ge-
ralmente há uma pequena dor na
parte inferior do abdome e nas cos-
tas, principalmente no primeiro dia.
Às vezes, há uma dor considerável
conhecida como dismenorréia (V.
Dismenorréia.), e isso requer ori-
entação médica. Usam-se absorven-
tes externos ou internos para embe-
ber o fluxo.
Algumas meninas começam a
menstruar aos dez ou onze anos,
outras não antes dos dezessete. Se
não tiver nem sinal de menstruação
por volta dos dezesseis anos, dê
uma palavrinha com o médico.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MEN MEN
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309
Geralmente é só um caso de paci-
ência mas, às vezes, pode haver
algum distúrbio que pode ser corri-
gido (um hímen imperfurado, por
exemplo).
Todas as atividades dentro e fora de
casa devem continuar normalmen-
te durante a menstruação, e isso não
é uma desculpa para descansar das
ginásticas e esportes.
Se ocorrer a concepção, a membra-
na não se dissolve, parando portan-
to a menstruação.
MENSTRUAL - Relativo à mens-
truação.
MÊNSTRUO - Fluxo sangüíneo
mensal pelo canal vaginal. Consis-
te na mucosa uterina descamada e
sangue incoagulável da ruptura de
pequeninas veias e artérias.
MENTAL - Relativo à mente.
MENTE - O conjunto de faculdades
intelectuais e de raciocínio.
MENTONIANO - Relativo ao queixo.
MERCURIALISMO - Intoxicação
crônica pelo mercúrio.
MERICISMO - Regurgitação de ali-
mento do estômago à boca.
MESARAICO - Mesentérico.
MESENTÉRICO - Prega do peritônio
que fixa o intestino.
MESMERISMO - Doutrina preconi-
zada por Franz Anton Mesmer
(1733-1815), médico alemão, se-
gundo a qual todo ser vivo seria
dotado de fluido magnético capaz
de se transmitir a outras pessoas,
com isto estabelecendo-se influên-
cias psicossomáticas recíprocas,
incluindo um efeito curativo; mag-
netismo animal.
MESOAPÊNDICE - Mesentério do
apêndice.
MESOCÓLON - O mesentério do
cólon.
METABOLISMO - Conjunto de rea-
ções químicas pelas quais se reali-
za a função da nutrição. Divide-se
em anabolismo e catabolismo. O
anabolismo envolve processos con-
sumidores de energia que transfor-
mam pequenas moléculas em mo-
léculas grandes. O catabolismo en-
globa processos produtores de ener-
gia pelos quais grandes moléculas
são quebradas em moléculas me-
nores. Na maior parte dos casos a
causa para o excesso de peso está
nas características do metabolismo
do indivíduo e não nas doenças
endócrinas.
METABOLISMO BASAL - Quanti-
dade mínima de energia que o cor-
po gasta em repouso e estado de je-
jum (para manter a temperatura
corpórea, respiração, transpiração,
circulação). Costuma responder
pela maior parcela das calorias gas-
tas por dia; é diretamente proporci-
onal à massa metabolicamente ati-
va, isto é, a massa magra. Segundo
estudos atuais, pessoas que possu-
em metabolismo basal mais baixo
têm uma tendência maior a engor-
dar. Demonstrou-se também que as
pessoas que emagrecem sem terem
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MEN MET
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310
praticado atividades físicas perdem
massa muscular e diminui o seu
metabolismo basal e isto contribui
para que elas recuperem o peso per-
dido. Prova funcional da tireóide,
que se faz em aparelho especial, o
qual mede o tempo em que é con-
sumido 1 litro de oxigênio.
METABOLISMO DOS ALIMEN-
TOS - Conjunto de modificações
químicas necessárias para a produ-
ção de energia.
METABÓLITO - Todo produto do
metabolismo.
METACARPEANOS - Ossos da mão;
ligam o carpo (punho) aos dedos.
METAMORFOSE - Mudança de for-
ma ou de estrutura.
METAPLASIA - Transformação de
um tecido em outro.
METÁSTASE - Transporte da doen-
ça para um ponto distante do or-
ganismo, geralmente pela circula-
ção sangüínea. Caracteriza-se pela
presença de um tumor em local
diferente do local do tumor pri-
mário.
METÁSTASE HEPÁTICA - Tumor
maligno localizado no fígado, mas
primitivo de outro órgão.
METATARSEANOS - Ossos do
metatarso, que ligam o tarso aos
dedos do pé.
METATARSO - Parte do pé entre o
tarso e os dedos.
METEORISMO - Formação de ga-
ses no intestino e estômago.
METIONINA - Aminoácido essenci-
al, que contém enxofre. Age prin-
cipalmente sobre o fígado evitando
nele o acúmulo de gordura e cola-
borando para remoção de restos
metabólicos e substâncias tóxicas.
MÉTODO NÃO INVASIVO - Re-
curso para diagnóstico ou tratamen-
to que não implica contato com
sangue.
METRALGIA - Dor no útero.
METRITE - Inflamação do útero.
METROCOLPOCELE - Protusão do
útero na vagina.
METRODINIA - Dor no útero.
METROPATIA - Toda afecção uterina.
METROPTOSE - Prolapso do útero.
METRORRAGIA - Hemorragia
uterina fora do período da mens-
truação.
METROTOMIA - Incisão do útero.
MIALGIA - Dor muscular.
MIASMA - Emanação nociva, segun-
do crença antiga e errônea.
MIASTENIA - Nome de uma doen-
ça rara, na qual as mensagens do
cérebro para os vários músculos
não são transmitidas adequada-
mente, de forma que os músculos
afetados se tornam fracos. O rosto
está sempre envolvido, e então as
pálpebras baixam e o paciente não
consegue rir ou sorrir. A causa é
um defeito na junção do músculo
e do nervo, que fica bloqueada para
o “mensageiro químico”, que nor-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MET MIA
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311
malmente a estimula e faz com que
os músculos se movam. O trata-
mento consiste em oferecer “men-
sageiro químico em excesso” para
superar o bloqueio. Isso geralmen-
te resulta numa grande melhora;
em outros casos, pode-se obter a
cura por meio de uma cirurgia
numa glândula do peito chamada
“timo”, que não trabalha adequa-
damente nessa doença.
MIATONIA - Falha ou diminuição
de tonicidade muscular.
MICÇÃO - Expulsão de urina da
bexiga pela uretra.
MICÉLIO - Entrelaçamento de fios.
MICOLOGIA - Estudo dos fungos
(cogumelos).
MICOSE - Doença causada por
fungos.
MICOSE DE UNHA - Pode surgir
tanto na mão quanto nos pés - e dis-
seminar-se com grande facilidade -
e é causada por uma família de
fungos conhecidos como “der-
matófitos”. Alguns deles, como o
tricophytum rubrum, são muito re-
sistentes. Mas a maioria raramente
resiste aos medicamentos. Os três
tipos mais conhecidos são a onico-
micose, calosidade no sulco ungueal
e a onicatrofia, unhas atrofiadas
com bordas soltas do sulco ungueal,
que ficam finas e quebradiças.
É possível contrair micose de unha
em banheiros públicos, saunas ou
no contato direto com pessoas
infectadas. Na ida à manicure, ve-
rifique se a profissional usa estufas
de esterilização. No caso dos pés,
veja se as bacias estão forradas com
papel celofane. Não é a toa que as
unhas devem ser cortadas e lixadas
em formato quadrado, além de se-
rem curetadas. Quando ficam mui-
to arredondadas, elas facilitam a
entrada de fungos e outros micro-
organismos. Como as cutículas são
uma proteção natural das unhas, só
o seu excesso deve ser retirado.
As micoses de unha devem ser tra-
tadas pelo profissional da seguinte
forma:
Onicomicose: Assepsia, corte, lixa-
mento, algodão com fenol, cureta-
gem da maceração, além do uso de
antimicótico. Não usar esmalte.
Onicofosis: Assepsia, corte, lixa-
mento, algodão com fenol, remoção
das calosidades com bisturi nucle-
ar, para dar livre passagem às unhas.
Onicotrofia: Assepsia, corte, lixa-
mento, algodão com fenol, remoção
das unhas atrofiadas, limpeza da
maceração com bisturi e uso do
antimicótico para continuação do
tratamento.
MICROANÁLISE - Análise ao mi-
croscópio.
MICROBEMIA - Presença de bacté-
rias no sangue. Bacteriemia.
MICROBIOLOGIA - Ciência que es-
tuda os micróbios.
MICRÓBIOS - Bactérias, vírus, etc.
Nome dado a pequenos organis-
mos vivos, capazes de invadir o
corpo e provocar uma doença. As
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MIA MIC
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312
bactérias são medidas em mícrons
(cada mícron corresponde à milé-
sima parte do milímetro). Existem
muitos tipos de bactérias, como,
por exemplo, o estafilococo - que
causa os furúnculos - e o estrep-
tococo - que causa a amidalite. Os
vírus são ainda menores e provo-
cam muitas doenças, inclusive o
resfriado comum e a gripe; eles
podem ser vistos apenas com mi-
croscópios eletrônicos poderosos.
(V. Bactérias e Vírus.)
MICROBISMO - Presença perma-
nente de micróbios.
MICROCARDIA - Coração pe-
queno.
MICROCEFALIA - Excessiva peque-
nez da cabeça.
MICROCIRURGIA - Intervenção ci-
rúrgica praticada com o auxílio do
microscópio sobre uma estrutura
viva muito pequena, por vezes
sobre uma célula. Exemplo: Micro-
cirurgia do ouvido ou da laringe. Si-
nônimo: Microdissecção.
MICROCISTO - Pequeno cisto.
MICROCOCO - Coco bacteriano de
pequeno tamanho.
MICROCRISTALINO - Formado de
cristais microscópicos.
MICROFOTOGRAFIA - Fotografia
de objetos microscópicos.
MICROGLOSSIA - Língua anormal-
mente pequena.
MICROGRAMA - A milionésima
parte de um grama.
MICROMASTIA - Seios anormal-
mente pequenos.
MICROMELIA - Membros curtos.
Pode ser rizomélica, mesomélica e
acromélica.
MICRÔMETRO - Instrumento para
medidas microscópicas.
MÍCRON - A milésima parte de um
milímetro.
MICRONUTRIENTES - Nutrientes
necessários ao organismo em pe-
quena quantidade. Exemplos de
micronutrientes são vitaminas e
sais minerais. (V. Vitaminas.) A uni-
dade de medida é miligrama ou
micrograma.
MICROPODIA - Pés anormalmente
pequenos.
MICROSCOPIA - Exames com o
microscópio.
MICROSCÓPIO - Instrumento que
aumenta até duas mil vezes ou mais
a visibilidade dos objetos dimi-
nutos.
MICRÓTOMO - Instrumento destina-
do a cortar tecidos em lâminas
finíssimas para exame ao microscópio.
MIDRIÁTICO - Dilatador da pupila.
MIELITE - Inflamação da medula es-
pinhal.
MIELÓCITO - Célula da medula
óssea.
MIELOMA MÚLTIPLO - Câncer nos
ossos.
MIELOPATIA - Toda doença da me-
dula.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MIC MIE
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313
MIGRADOR - Que se transfere de
um ponto para outro.
MIÍASE - Presença de larvas de mos-
cas no organismo.
MILIAR - Do tamanho de um grão
de alpiste (não confundir com grão
de milho).
MIMÉTICO - O mesmo que Imitativo.
MINERALOGRAMA - Exame da
dosagem de minerais com função
biológica e metais tóxicos, que não
podem ser dosados de modo apro-
priado no sangue. Essa dosagem é
feita com um aparelho de alta pre-
cisão que fornece o resultado em
partes por milhão. Dos metais, os
mais importantes neste tipo de do-
sagem são cálcio, fósforo, cromo,
magnésio, selênio, cobre, manga-
nês e zinco; entre os metais tóxi-
cos faz-se a dosagem do alumínio,
chumbo, arsênio, cádmio e mer-
cúrio. A interpretação do mineralo-
grama vem sendo muito usada na
prática clínica.
MIOCÁRDIO - O músculo cardía-
co. O coração é o músculo oco cha-
mado “miocárdio”, com fibras
estriadas, revestido externamente
pelo pericárdio e dividido por um
septo vertical em duas metades,
cada uma delas formada de duas câ-
maras: a aurícula superior e o
ventrículo inferior.
MIOCARDITE - Inflamação do mús-
culo do coração. Ela pode compli-
car várias doenças virulentas; geral-
mente acompanha os ataques de fe-
bre reumática. (V. Doenças cardía-
cas e Febre reumática.)
MIODINIA - Dor muscular.
MIOESTIMULAÇÃO - Técnica usa-
da em medicina estética para me-
lhorar a tonicidade muscular. Faz-
se pela passagem de uma corrente
elétrica, através de placas metálicas
posicionadas sobre a pele da região
que se deseja estimular.
MIÓGENO - Originário dos músculos.
MIÓGRAFO - Aparelho para regis-
trar contrações musculares.
MIOGRAMA - Traçado da contra-
ção muscular.
MIOLOGIA - Estudo dos músculos.
MIOMA - Tumor de tecido mus-
cular.
MIOMALACIA - Amolecimento do
músculo.
MIOMECTOMIA - Extirpação de
um músculo ou de um mioma.
MIOMÉTRIO - O músculo uterino.
MIONEVRALGIA - Nevralgia mus-
cular.
MIOPATIA - Toda afecção do siste-
ma muscular.
MÍOPE - Que sofre de miopia.
MIOPIA - Formação da imagem fo-
cal antes da retina.
MIORREXE - Ruptura de um mús-
culo.
MIOSE - Contração da pupila.
MIOSITE - Inflamação de um mús-
culo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MIG MIO
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314
MIOSSARCOMA - Sarcoma com
elementos musculares.
MIÓTICO - Medicamento que faz a
pupila contrair-se. Exemplo: a
eserina.
MIOTOMIA - Dissecção dos mús-
culos.
MIRINGE - Membrana do tímpano.
MIRINGITE - Inflamação da mem-
brana do tímpano.
MIRINGOTOMIA - Paracentese da
membrana do tímpano.
MIRTIFORME - Em forma de folhas
de murta.
MISANTROPO - Que tem horror à
vida social.
MISCÍVEL - Que pode ser misturado.
MITRIDATISMO - Imunidade a um
veneno, obtida com o uso de doses
crescentes.
MIXEDEMA - Um distúrbio da glân-
dula tireóide, em que há secreção
insuficiente da tiroxina. O corpo
fica preguiçoso; há aumento de gor-
dura. O cabelo fica áspero, os pro-
cessos mentais lentos, e a pele seca
e escamosa. Pode ser curada com
comprimidos de tiroxina. (V. Bó-
cio.) Também podem ocorrer mens-
truações intensas nas mulheres e
anemia.
MIXÓIDE - Semelhante ao muco.
MIXOMA - Tumor mucoso.
MOLA HIDATIFORME - Cisto for-
mado pela degeneração do córion.
Pode tornar-se maligno.
MOLÉCULA - A menor divisão da
matéria. Compõe-se de átomos, mas
estes não podem viver em liberda-
de, formam logo outras moléculas.
MOLECULAR - Referente à molé-
cula.
MOLEIRA - Fontalela. Parte não
ossificada dos ossos do crânio, até
os 10 ou 12 meses.
MOLIBDÊNIO - Mineral que parti-
cipa no metabolismo do ferro no
fígado, agindo como co-fator de
muitas enzimas; sua participação
mais importante, porém, é no con-
trole da gota (V. Gota.), por ajudar
o organismo a metabolizar e remo-
ver o ácido úrico. Esse mineral pode
aumentar a excreção de cobre.
MONGOLISMO (SÍNDROME DE
DOWN) - Termo usado para des-
crever um distúrbio que ocorre por
causa da presença de um cromos-
somo extra no núcleo de todas as
células do organismo. (Cromos-
somos são filamentos coleados, pre-
sentes no centro de todas as células
do organismo, e que carregam os
genes que determinam nossas carac-
terísticas hereditárias.) O paciente
tem olhos oblíquos e outros sinais
físicos que fazem com que a condi-
ção seja facilmente diagnosticada no
parto. Há um retardamento mental
associado a ela, mas os mongolóides
geralmente são crianças adoráveis,
que se adaptam bem ao seu meio
familiar. Depois de uma educação
especializada, eles geralmente po-
dem trabalhar em lugares protegidos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MIO MON
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315
O cromossomo extra da Síndrome
de Down pode ocorrer de duas for-
mas. Nas mães mais velhas - por
volta dos quarenta anos -, acredita-
se que a idade do óvulo seja o
responsável. Nas mães jovens, que
têm bebês mongolóides, geralmen-
te descobre-se, pelos exames, que
elas carregam o cromossomo extra
preso ao normal, em todas as células
do corpo; elas mesmas não sofrem
nenhum efeito ruim disso. As mães
jovens correm o risco de ter outros
filhos mongolóides, apesar de que
isso pode ser determinado de for-
ma mais precisa por exames gené-
ticos em centros especializados. O
médico da família poderá indicar
algum, se necessário.
MONÍLIA - Gênero de fungos pato-
gênicos, ao qual pertence a Monilia
albicans ou Candida albicans, cau-
sadora do sapinho.
MONILIFORME - Em forma de
colar.
MONOANESTESIA - Anestesia par-
cial, que pode ser local, regional ou
troncular.
MONOARTICULAR - Referente a
uma só articulação.
MONÓCULO - Enfaixe de um olho.
MONOMANIA - Mania de um úni-
co assunto.
MONONUCLEADO - Com um só
núcleo.
MONONUCLEOSE - Grande au-
mento de leucócitos mononu-
cleares, com febre e outros sinto-
mas, constituindo a mononucleose
infecciosa.
MONOPLAGIA - Paralisia de um
membro.
MONOSSINTOMÁTICO - Que
apresenta um só sintoma.
MONSTRO - Indivíduo anormal.
MONTE DE VÊNUS - Coxim gor-
duroso acima do osso púbis da
mulher.
MORBIDADE - Índice de doença
numa região.
MÓRBIDO - Patológico, doentio.
MORBÍLIA - O mesmo que Sa-
rampo.
MORBILIDADE - O mesmo que
Morbidade.
MORBILIFORME - Semelhante ao
sarampo.
MORBUS - Palavra latina que signi-
fica doença.
MORDIDAS DE CACHORRO - (V.
Raiva.) Ser mordido por um cachor-
ro é perigoso por causa da transfe-
rência de infecção; a doença mais
séria é conhecida como raiva (hi-
drofobia), que provoca a loucura
nos cães. Aqueles que são mordi-
dos podem adquirir a doença, mor-
rendo de forma penosa. No Reino
Unido, a raiva foi erradicada, por-
que os cachorros que entram lá são
isolados para observação durante
seis meses, para assegurar que não
estão infectados.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MON MOR
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316
O animal geralmente morde antes
de estar aparente a doença, por isso
nem sempre é fácil fazer um diag-
nóstico rápido.
Se estiver em algum lugar onde a
raiva for endêmica, evite o contato
com animais, especialmente cães,
gatos ou ouriços. Se for arranhado
ou mordido, lave o ferimento com
detergente e passe álcool. Verifique
se o animal foi vacinado contra a
raiva. Peça ao proprietário para lhe
avisar, caso o animal fique doente.
Se não conseguir nenhuma informa-
ção, ou o animal não tiver dono, vá
imediatamente ao médico, para que
possa ser iniciada uma série de va-
cinas. Não espere pelos sintomas,
pois a doença é sempre fatal, uma
vez desenvolvidos os sintomas.
Fora essas considerações graves,
qualquer mordida de cachorro pode
ser séptica, por causa dos micróbi-
os comumente encontrados. Todas
as mordidas devem ser prontamen-
te tratadas com um anti-séptico. (V.
Abrasão.) Para as mordidas graves,
procure o médico. O tétano é uma
outra doença potencialmente fatal
que pode ser adquirida num corte
ou numa mordida de cachorro. To-
das as pessoas devem ser vacina-
das contra o tétano, de forma que
não surja este problema. Verifique
com seu médico se a sua imunida-
de está atualizada.
Se for atacado por um cão, geral-
mente é melhor encará-lo e conver-
sar com ele. Você pode ter que gri-
tar para ele, mas ainda é melhor que
tentar fugir, sair correndo. Se tiver
uma vara ou uma cadeira, aponte-a
para os olhos do cachorro.
MORFINA - Um dos vários alca-
lóides do ópio.
MORFINISMO - Intoxicação crôni-
ca pelo vício de usar injeções de
morfina.
MORFINOMANIA - Perturbação
mental acarretada pelo uso da mor-
fina.
MORIBUNDO - Em estado agônico.
MORTALIDADE - Proporção da taxa
de mortes.
MORTE - Pessoas leigas às vezes se
confrontam com a morte. Uma
questão imediata é: está morto?, ou
então: existe possibilidade de aju-
da? Cheque imediatamente se a res-
piração (ainda que leve) continua;
observe as batidas do coração, e ve-
rifique se o corpo está duro ou frio.
Para testar a respiração, olhe cui-
dadosamente para o peito, para ver
se ele se mexe; na dúvida, segure
um espelho ou um pedaço de vidro
perto da boca e das narinas do paci-
ente para ver se fica embaçado. Se
o coração estiver batendo, pode-se
escutá-lo colocando o ouvido sobre
o peito do paciente, na região do
mamilo esquerdo, ou pode-se sen-
tir o pulso na munheca, bem abai-
xo da base do polegar. Se não hou-
ver respiração nem batida do cora-
ção, e, particularmente, se o corpo
estiver duro ou frio, a pessoa está
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MOR MOR
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317
morta. Se houver um sinal de vida,
trate o paciente como em caso de
choque (V. Choque.), até chegar aju-
da médica. Se necessário, deve-se
tentar o “beijo da vida”, enquanto
se aguarda o auxílio, apenas quan-
do se tratar de pessoa conhecida;
embora se diga que a Aids não se
transmite pelo beijo, é preciso cui-
dado com o sangue nos dentes e nas
gengivas do paciente. No Brasil,
ocorreu um caso de um aidético
morder a mão da mãe e esta contra-
ir aids. (V. Respiração Artificial e
Morte no berço.)
MORTE NO BERÇO - Termo usa-
do para indicar a morte repentina
em bebês com menos de um ano -
geralmente de três a cinco meses.
Não se descobriu uma causa única,
as crianças geralmente pareciam ter
tido um resfriado insignificante du-
rante alguns dias. Já sugeriam uma
alergia aguda, mas parece que em
alguns casos uma infecção aparen-
temente insignificante revela-se fa-
tal de repente. Os pais é que neces-
sitam de bastante apoio, pois ficam
com um sentimento inútil de culpa.
Os bebês amamentados no peito
estão menos propensos a contrair
infecções e alergias do que aqueles
que usam mamadeiras e, esse pare-
ce ser outro bom motivo para in-
centivar a amamentação materna. É
melhor que os alimentos sólidos,
que podem causar alergia, sejam
evitados até que o bebê complete
quatro meses.
MÓRULA - Primeiro estágio da evo-
lução do óvulo fecundado. Asseme-
lha-se a um pequeno morango, daí
o nome.
MOSCAS VOLANTES - Filamentos
que flutuam no humor vítreo (glo-
bo ocular) e que não são visíveis ao
paciente.
MOTILIDADE - Capacidade de con-
trair ou mover.
MÓVEL - Que se movimenta por si.
MUCILAGEM - Líquido viscoso,
contendo goma ou resina de vege-
tais dissolvida na água.
MUCILAGINOSO - O mesmo que
Viscoso.
MUCINA - Substância albuminóide
que constitui o principal componen-
te do muco.
MUCINÚRIA - Presença de mucina
na urina.
MUCO - Secreção viscosa das
mucosas.
MUCÓIDE - Semelhante ao muco.
MUCOLÍTICO - Que diminui a vis-
cosidade do muco.
MUCOPURULENTO - Constituído
de muco e pus.
MUCOPUS - Muco com pus.
MUCOSA - Membrana que reveste
as cavidades do organismo, como
estômago, pulmões, boca, esôfago,
traquéia, uretra, retro, canais que se
abrem para o exterior; e segregam
muco.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MOR MUC
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318
MUCOSA NASAL - Membrana
pituitária.
MULTIFETAÇÃO - Gravidez com
mais de dois fetos.
MULTIGRÁVIDA - Multípara, mu-
lher que já deu à luz várias vezes.
MULTÍPARA - Que já teve vários
partos.
MUMIFICAÇÃO - Dessecação de
um tecido até ficar parecido com
uma múmia.
MÚSCULO - Órgão carnudo consti-
tuído pela reunião de muitas fibras,
cujas contrações determinam os mo-
vimentos das várias partes do corpo
dos animais. Há três tipos: liso,
estriado e cardíaco. Faseofaríngeo:
músculo da faringe inserto na base do
hióide. Baseoglosso: o que vai do osso
hióide à base da língua. Bucinador: si-
tuado na espessura da bochecha e atua
na mastigação e no ato de soprar e
assoviar. Gêmeo: cada um dos mús-
culos pares, paralelos um ao outro que
formam a panturrilha. Escalenos:
aqueles inseridos nas vértebras
cervicais. Pronador: cada um dos
músculos que executa a pronação.
Supinador: aquele que, no antebraço
e na mão, exerce ação oposta à dos
pronadores. Temporoauricular: um
dos músculos da orelha.
MUTAÇÃO - Mudança de caracte-
rísticas. Pl. Alteração na anatomia
dos genes, que leva à modificação
de suas funções.
MUTILAÇÃO - Perda de um mem-
bro ou de um órgão.
MUTISMO - Inibição da palavra.
MYCOBACTERIUM LEPRAE
-
Bacilo de Hansen, da lepra.
MYCOBACTERIUM TUBERCU-
LOSIS
- Bacilo de Koch, da tu-
berculose.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MUC MYC
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319
N
N
NÁDEGAS - Parte ínfero-posterior
do tronco; o conjunto das duas ná-
degas que são formadas pelos mús-
culos chamados glúteos máximos.
NANISMO - Deficiência de cresci-
mento; o paciente torna-se anão.
Geralmente isso ocorre por distúr-
bio congênito da hipófise.
NARCISISMO - Prazer na contem-
plação do próprio corpo.
NARCOANÁLISE - Psicanálise com
os pacientes seminarcotizados, o
que libertaria o subconsciente (se-
gundo os seguidores da teoria).
NARCOLEPSIA - Tendência irresis-
tível ao sono, com intervalos de vi-
gília. É um dos distúrbios do ciclo
sono-vigília.
NARCOSE - Sono artificial. Anes-
tesia. Estado de inconsciência cau-
sado pelo uso de narcóticos.
NARCOSE BASAL - Sono profundo
por drogas.
NARCÓTICO - Hipnótico, entorpe-
cente. Narcóticos são utilizados em
Obstetrícia para controle da dor no
pós-operatório de cesárea; habi-
tualmente, emprega-se a morfina di-
luindo 5 mg dela em 10 ml de solu-
ção salina, injetada através do cate-
ter após o término da operação.
NARCOTIZAR - Tornar inconscien-
te por meio de um narcótico.
NARINAS - Os dois orifícios de en-
trada do nariz.
NARIZ - Parte saliente do rosto entre
a testa e a boca, que constitui o ór-
gão do olfato, onde se localizam as
fossas nasais que se comunicam
com o meio exterior pelos orifícios
das narinas. O septo nasal divide o
interior das fossas nasais em duas
metades: a porção superior de cada
uma delas está em contato com a
base do crânio e tem função olfati-
va, a porção inferior tem função res-
piratória, sendo revestida por um
epitélio rico em glândulas mucosas,
cuja secreção umedece e filtra o ar
inspirado.
NASAIS - Dois ossos da face que se
juntam para formar o nariz.
NASAL - Relativo ao nariz.
NASCENTE - No momento do nas-
cimento, da formação, da reação.
NASOANGIOFIBROMA - Tumor be-
nigno da nasofaringe, mais freqüente
em jovens do sexo masculino.
NASOFARINGE - Espaço entre as
fossas nasais posteriores e o palato.
NASOLACRIMAL - Referente ao
nariz e ao aparelho lacrimal.
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320
NATA - Creme, a parte gordurosa do
leite.
NATALIDADE - O cômputo dos nas-
cimentos.
NÁUSEA - V. Náusea em viagens e
Vômito.
NÁUSEA EM AUTOMÓVEL - V.
Náusea em viagens.
NÁUSEA EM TREM - V. Náusea em
viagens.
NÁUSEA EM VIAGENS - O ouvido
é um órgão de equilíbrio, assim
como de audição. (V. Vertigem.)
Quando o mecanismo de balance-
amento é excessivamente estimula-
do, ele pode apresentar um reflexo
(V. Dor.) dentro do cérebro, que
provoca o vômito. Essa é a base da
náusea em viagens, que ocorre de-
vido a um movimento constante, e
o mecanismo é o mesmo se for
náusea no mar, ar (V. Dor de ouvi-
do.), carro ou trem. Certas pessoas
são mais capazes de tolerar mo-
vimentos do que outras; mas, em
todas, o mecanismo de balan-
ceamento pode se ajustar sozinho,
gradualmente, de modo que, depois
de alguns dias, a tendência para a
náusea diminui. O pior momento é
no começo de uma viagem, e é aí
que são necessárias maiores pre-
cauções.
É melhor não encher o estômago, e
aqueles que estão propensos à náu-
sea devem somente fazer uma re-
feição leve antes de embarcar. Exis-
tem alguns comprimidos que aju-
dam. Olhar para baixo parece per-
turbar o reflexo do vômito, então
não é aconselhável ler, principal-
mente num carro. Interessar-se pelo
cenário ao redor e chupar uma bala
de maltose de vez em quando são
benéficos. (V. Vômito.)
NAVICULAR - Em forma de barco.
NÉBULA - Ligeira opacidade.
NEBULIZAÇÃO - Curativo por meio
da nebulização de um líquido.
NEBULIZAÇÃO - Vaporização,
transformação de um líquido em
vapor.
NEBULIZADOR - Aparelho para
nebulização.
NECROBIOSE - Morte da célula.
NECRÓFAGO - Que se alimenta de
carne morta ou em putrefação.
NECROLOGIA - Estudo estático dos
mortos.
NECROPSIA - Exame do cadáver. O
mesmo que autópsia.
NECROSCOPIA - Exame do ca-
dáver.
NECROSE - Morte das células por
deficiência da circulação sangüínea.
Asséptica: dos ombros, dos joelhos
e, sobretudo, das coxo-femurais
podem ter causas diversas, chaman-
do a atenção para a ação dos
corticóides, usados localmente ou
de modo sistemático e quando usa-
dos por muito tempo em grandes
doses. Na osteoporose há a necrose
da cabeça do fêmur.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NAT NEC
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321
NECROSE CORTICAL AGUDA -
Quadro clínico caracterizado por di-
minuição rápida da diurese até pa-
rada completa ou quase completa da
eliminação da urina. Quando a
necrose é difusa de todo o córtex
dos rins, conduz a uma uremia
irreversível e à morte.
NECROSE PAPILAR OU PAPILITE
NECROSANTE - Também chama-
da erroneamente de papilite necro-
tizante, é um quadro clínico agudo
e geralmente dramático caracteriza-
do por febre alta, cólica, oligúria,
uremia e necrose de uma ou mais
papilas renais.
NECROSE TUBULAR AGUDA -
Principal causa de insuficiência re-
nal aguda (V. Insuficiência renal
aguda.), caracterizada por necrose
das células tubulares renais, espe-
cialmente do túbulo proximal.
NECROTÉRIO - Local onde se de-
positam os cadáveres.
NECRÓTICO - Relativo à necrose.
NEFÉLIO - Opacidade córnea. O
mesmo que Belida.
NEFELÔMETRO - Aparelho para
calcular o número de germes conti-
dos numa suspensão, conforme o
grau de turvação do líquido.
NEFRALGIA - Dor no rim.
NEFRECTOMIA - Ablação cirúrgi-
ca do rim.
NEFRITE - Termo médico para infla-
mação dos rins. Pode ocorrer como
uma condição aguda (V. Estado
agudo.) - quando a recuperação ge-
ralmente é total -, mas às vezes a
doença se torna crônica e prejudica
consideravelmente a saúde geral. O
leitor deve consultar o item sobre
Doenças do rim.
NEFRITE INTERSTICIAL - Síndrome
clínica caracterizada por inflamação
do interstício renal, por diferentes
causas, levando em geral à diminui-
ção ou perda das funções tubulares
renais. Pode ser aguda ou crônica.
NEFRO - Unidades funcionais do
rim. Ficam na camada cortical do
rim. Cada nefro é constituído de um
corpúsculo renal e de um tubo
urinífero seguido do tubo coletor de
urina. O corpúsculo renal, por sua
vez, é formado de uma cápsula de
Browman, que envolve uma rede de
capilares sangüíneos, o “glomérulo
de Malpighi”.
NEFROCELE - Hérnia do rim.
NEFRÓLISE - Destruição de substân-
cia renal por agente tóxico. Opera-
ção para separar o rim de aderên-
cias paranéfricas.
NEFROLITÍASE - Formação de cál-
culos no rim. Litíase renal.
NEFRÓLITO - Cálculo renal.
NEFROLITOTOMIA - Remoção de
um cálculo do interior do rim.
NEFROLOGIA - Estudo dos rins e
da função renal e seus distúrbios.
NEFROMA - Tumor do tecido renal.
NÉFRON - Pequenino corpúsculo
encarregado da secreção urinária, e
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NEC NÉF
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322
do qual cada rim contém um mi-
lhão. Cada néfron compõe-se de um
glomérulo, um tubo entortilhado,
uma alça intermediária e um tubo
coletor.
NEFROPATIA - Denominação gené-
rica das doenças renais.
NEFROPEXIA - Operação de fixação
do rim.
NEFROPIOSE - Pionefrose, supura-
ção do rim.
NEFROPTOSE - Deslocamento do
rim de seu alojamento natural, que-
da do rim.
NEFRORRAGIA - Hemorragia do
rim.
NEFROSE - Doença renal degene-
rativa, não inflamável, com dege-
neração dos tubos contornados (ou
tubos entortilhados) com apareci-
mento de edemas e albuminúria.
NEFROSE LIPOÍDICA PURA -
Glomerulopatia caracterizada por
síndrome nefrótica e glomérulos
praticamente normais à microsco-
pia ótica. Esta glomerulopatia é
mais conhecida atualmente como
doença glomerular por alterações
mínimas.
NEFROSTOMIA - Abertura cirúrgi-
ca de uma comunicação entre o rim
e o exterior para drenagem.
NEFROTOMIA - Incisão do rim.
NEGATIVISMO - Estado de espírito
em que as idéias e o comportamen-
to estão ao contrário da maioria.
NEISSERIA - Gênero de diplococo,
como o da gonorréia, o da menin-
gite e outros.
NEO - Abreviatura médica de neo-
plasia, câncer.
NEOFORMAÇÃO - Neoplasma,
neoplasia, tumor, câncer. Também se
pode falar, entre médicos, “C.A.”.
NEONATAL - Relativo a recém-nas-
cido. Referente às quatro primeiras
semanas de vida.
NEOPLASIAS - São neoformações
teciduais de células, de crescimen-
to autônomo, aparentemente sem
utilidade para o organismo, à custa
do qual se nutre. O crescimento é
ilimitado nas neoplasias malignas
(ou cânceres), mas não o é em todos
os benignos. A causa ou causas das
neoplasias ainda é desconhecida.
NEROLI - Essência de flores de la-
ranjeira.
NERVINO - Relativo aos nervos.
NERVO - Cordão esbranquiçado,
constituído de feixes de fibras ner-
vosas, contidos em uma bainha de
tecido conjuntivo, através do qual
estímulos nervosos se transmitem do
sistema nervoso central, ou do autô-
nomo, à periferia ou vice-versa. Pode
ter função motora, sensitiva ou vaso-
motora. Exemplos de alguns nervos:
Craniano: o que nasce no encéfalo
ou no bulbo raquiano, em número
de doze pares. Espinhal: nervo mo-
tor, que enerva músculos do pesco-
ço e também se anastomosa com o
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NEF NER
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pneumogástrico. Facial: nervo mo-
tor, que enerva os músculos cuti-
culares da cabeça e do pescoço, os
músculos da cadeia ossicular da cai-
xa do tímpano e alguns músculos do
véu palatino, tomando ainda parte da
secreção salivar por intermédio do
seu ramo chamado “corda do tím-
pano”. Grande simpático: um dos
dois extensos cordões situados late-
ralmente junto à coluna vertebral e
que constituem o arcabouço do sis-
tema nervoso autônomo. Safeno:
ramo terminal do nervo femural, o
qual fornece sensibilidade à pele da
perna e do pé.
NERVOSISMO - Excitabilidade
exagerada.
NEURAL - Relativo ao nervo.
NEURALGIA - V. Neurite.
NEURASTENIA - Estado neurótico
caracterizado por astenia, cefaléia
e irritabilidade. Esgotamento nervo-
so, depressão, cansaço fácil.
NEURECTOMIA - Extirpação de um
nervo.
NEURIATRIA - Tratamento das do-
enças nervosas.
NEURILEMA - Bainha que envolve
a fibra nervosa.
NEURITE - Inflamação de um nervo,
que não é comum. Pode ocorrer
quando um nervo passa através de
um tecido inflamado. Certos vene-
nos metálicos, como o chumbo (que
pode contaminar a água de beber),
também são capazes de provocar
uma neurite. Pode ainda ocorrer
devido a uma infecção virulenta, e
na esclerose múltipla (V. Esclerose
múltipla.) aparecem muitas áreas
espalhadas de neurite. Existem dois
tipos de nervos: aqueles que trans-
mitem as sensações (dor, etc.), na
parte de trás do cérebro, e aqueles
que transmitem as mensagens para
movimentar os músculos. Na neu-
rite, ambas as funções podem ficar
perturbadas, de modo que os mús-
culos da parte afetada ficam fracos
e as sensações perturbadas, resul-
tando em dor, insensibilidade ou
formigamento, às vezes. A condi-
ção é sempre confundida com a
neuralgia, que é a ocorrência de dor
na área servida por um determina-
do nervo. A condição geralmente
ocorre devido a uma “inundação”,
por assim dizer, de um pequeno
foco dolorido. Portanto, um dente
infeccionado pode provocar a neu-
ralgia do rosto todo. A dor da neu-
ralgia geralmente pode ser aliviada
com aspirina ou paracetamol, mas
é sempre melhor procurar o médi-
co quando houver uma dor no rosto
ou na têmpora, pois quase sempre
há alguma causa subjacente para ser
resolvida, para que o problema se
resolva por completo. A neurite é
confundida às vezes com a arterite.
NEUROBLASTO - Célula nervosa
embrionária.
NEUROBLASTOMA - Tumor ma-
ligno de um ou mais gânglios do
sistema nervoso autônomo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NER NEU
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324
NEUROCARDÍACO - Que se refere
ao coração e aos nervos.
NEUROCIRURGIA - Cirurgia do sis-
tema nervoso central e dos nervos
periféricos.
NEUROCISTICERCOSE - Nome
usado para designar o comprome-
timento do encéfalo, de seus nervos
e/ou de seus envoltórios pelo
Cysticercus cellulosae, forma
larvária da Taenia solium. É uma
grave parasitose do sistema nervo-
so, por causa da alta incidência e
precariedade da terapêutica.
NEURODERMATITE - Erupção
cutânea de origem nervosa.
NEURODINIA - O mesmo que
Nevralgia.
NEUROFIBROMA - Tumor de teci-
do conjuntivo cercando nervos pe-
riféricos.
NEUROFIBROMATOSE - Ou doen-
ça de Reckinglausen, neurofi-
bromas generalizados.
NEUROGÊNICO - O mesmo que
Neurógeno.
NEURÓGENO - De origem nervosa.
NEURÓGLIA - Tecido que constitui
o estroma do sistema nervoso.
NEUROLÉPTICOS - Drogas utiliza-
das no tratamento do episódio
esquizofrênico agudo.
NEUROLUES - O mesmo que Neu-
rossífilis.
NEUROMA - Tumor de tecido ner-
voso.
NEUROMIELITE - Inflamação da
bainha de um nervo.
NEUROMUSCULAR - Referente ao
nervo e ao músculo.
NEUROPATIA - Toda afecção do sis-
tema nervoso.
NEUROPEPTÍDEO Y - Neuro-
transmissor que tem efeito estimu-
latório sobre a ingestão alimentar.
NEUROPLASTIA - Reparo cirúrgi-
co de um nervo.
NEURORRAFIA - Sutura de um
nervo.
NEUROSE - Distúrbio funcional do
sistema nervoso. Difere da psicose
porque nela a personalidade se man-
tém e não é incapacitante. Define-
se atualmente como uma afecção
psicógena, cujos sintomas são a
expressão simbólica de conflitos do
paciente e que constituem um
compromisso entre o desejo e sua
defesa.
A palavra neurose foi criada pelo
médico escocês William Cullen no
fim do século XVIII, para designar
distúrbios das sensações e movi-
mentação corporal, sem uma lesão
anatômica correspondente na rede
nervosa.
No início do século XX o termo po-
pularizou-se, graças à difusão das
idéias de Freud e da Psicanálise,
significando conjuntos de sintomas
resultantes principalmente de con-
flitos psicológicos e recalques in-
conscientes.
Esse conceito prevaleceu na Psi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NEU NEU
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325
quiatria até a década de 1960, em
que os transtornos mentais eram
distribuídos em dois grandes gru-
pos: psicoses e neuroses. Às psico-
ses, consideradas doenças mentais
mais graves, atribuíam-se causas
orgânicas ou funcionais; as neuro-
ses, tidas como menos graves, teri-
am origem nos conflitos emocionais
e traumas psicológicos.
As pesquisas das últimas décadas
mostraram que essa distinção não
se sustenta; nas neuroses, embora
os eventos vitais tenham capital
importância, mecanismos químicos
de neurotransmissão participam,
também, da produção e manuten-
ção dos sintomas, e os fatores ge-
néticos são igualmente significati-
vos. Considera-se que, nas neuro-
ses, a autodeterminação e capaci-
dade de discernimento não são afe-
tadas seriamente.
Em muitos casos, o tratamento ape-
nas psicológico não é suficiente,
sendo necessário o suporte medi-
camentoso, até para possibilitar
maior aproveitamento da psicote-
rapia e conforto do paciente ao lon-
go da resolução de seus conflitos.
Na atual classificação oficial de do-
enças (C.I.D. - 10), são registrados
os seguintes transtornos neuróticos:
fóbico-ansiosos, transtornos de an-
siedade, obsessivo-compulsivos,
reações de estresse e transtornos de
ajustamento, transtornos dissocia-
tivos, somatoformes e outros, onde
se incluem neurastenia e desperso-
nalização. Cada um desses quadros
apresenta subdivisões e formas com
sintomas diferentes, que só o psi-
quiatra pode distinguir e tratar ade-
quadamente.
NEUROSSÍFILIS - Sífilis acometen-
do o sistema nervoso.
NEURÓTICO - Relativo às neuroses.
Doente com neurose.
NEUROTOMIA - Incisão dos nervos.
NEURÓTOMO - Instrumento para
incisão de nervos.
NEUROTRANSMISSOR - Substân-
cia responsável pela transmissão de
informações entre as células do sis-
tema nervoso. Vários deles têm pa-
péis importantíssimos na regulação
do comportamento alimentar como:
a serotonina, a dopamina, a noradre-
nalina e o neuropeptídeo.
NEUROTRIPSIA - Esmagamento de
um nervo.
NEUROTRÓFICO - Relativo à nu-
trição nervosa.
NEUROTRÓPICO - Que tem neuro-
tropismo.
NEUROTROPISMO - Influência
atrativa do sistema nervoso sobre
determinadas substâncias.
NEUTRALIZAÇÃO - Anulação das
propriedades de uma substância.
NEUTRO - Que não é nem ácido nem
básico.
NEUTRÓFILO - Leucócito que se cora
facilmente pelos corantes neutros.
NEUTROPENIA - Diminuição do nú-
mero de neutrófilos no sangue.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NEU NEU
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326
NEVO - V. Sinais de nascença.
NEVO VASCULAR - Mancha aver-
melhada e saliente da pele, forma-
da de capilares dilatados.
NEVRALGIA - Dor no território onde
se distribui um nervo.
NICOTINA - Alcalóide tóxico das fo-
lhas do tabaco. É popularmente cha-
mada de “fumo” (V. Tabagismo.)
NICOTINAMIDA - Vitamina do
complexo B sem designação numé-
rica, usada em doses que variam
entre 100 mg e 800 mg diários.
NICOTINISMO - Envenenamento
pelo excesso de nicotina nos vicia-
dos em fumar. Atinge especialmente
as artérias coronárias.
NICTALOPIA - Doença ou estado de
nictalope, pessoa que não vê de dia,
que só enxerga os objetos quando
escurece ou anoitece. Cegueira no-
turna.
NICTOFOBIA - Temor mórbido do
escuro.
NICTÚRIA - Micção freqüente à
noite.
NIDAÇÃO - V. Implantação.
NINFAS - Pequenos lábios, órgão
sexual da mulher.
NINFOMANIA - Desejo sexual ex-
cessivo na mulher.
NÍQUEL - Elemento metálico, bran-
co-prateado, denso, usado em ligas
e como catalisador. Em 1970 defi-
niu-se que o níquel, em quantida-
des muito pequenas, é essencial
para o organismo, pois participa
como co-fator ou co-enzima nas mi-
lhares de reações para obter a
homeostase. Quanto maiores as ne-
cessidades de ferro no organismo,
maiores também as de níquel; nos
pacientes com psoríase têm sido
encontrados níveis baixos de níquel.
NISTAGMO - Nome de uma condi-
ção na qual há um rápido movimen-
to de um lado para o outro do globo
ocular. Pode ocorrer em pessoas sa-
dias que tenham rodopiado até fica-
rem tontas, o que geralmente cessa
em menos de um minuto. Às vezes,
devido a uma doença do cérebro, ou
em pessoas que tenham trabalhado
muito tempo sob pouca claridade -
como os mineradores -, o controle
do movimento dos olhos fica pertur-
bado, de forma que ocorre o nis-
tagmo o tempo todo. Atualmente, as
minas são bem iluminadas e isso não
mais ocorre. Algumas famílias têm
tendência para essa condição, por ne-
nhuma razão óbvia, mas a sua visão
não é prejudicada.
NITRO - Salitre. Nitrato de potássio.
NITROGÊNIO - Elemento existente
na atmosfera (72%), gasoso, inco-
lor, inodoro, pouco ativo mas que
participa de grande número de com-
postos.
NOCTÚRIA - Micção freqüente e
repetida à noite. O mesmo que
Nictúria.
NODO - O mesmo que Protu-
berância.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NEV NOD
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NÓDULO - Pequeno nodo.
NOMA - Estomatite gangrenosa.
NORADRENALINA - Neurotrans-
missor cerebral através do qual me-
dicamentos usados em emagreci-
mento exercem suas ações. Partici-
pa do controle do apetite e da
regulação da queima de tecido gor-
duroso.
NOSOCÔMIO - O mesmo que
hospital.
NOSOLOGIA - Estudo das doenças.
NOTAL - O mesmo que Dorsal.
NOTALGIA - Dor na região dorsal.
NOVARTROSE - Pseudartrose, for-
mação de uma nova articulação.
NÓXIO - O mesmo que Nocivo.
NUBÉCULA - Ligeira turvação da
córnea.
NÚCLEO - A parte essencial de uma
célula.
NULÍPARA - Que nunca deu à luz.
NUTRIÇÃO - Ciência que estuda os
alimentos e suas relações com o or-
ganismo.
NUTRIÇÃO PARENTERAL - Admi-
nistração de solução nutriente (pro-
teínas, gorduras e glicose) por via
endovenosa para substituir a ali-
mentação natural.
NUTRICIONISTA - Técnico em Nu-
trição.
NUTRIENTES - Substâncias essen-
ciais presentes nos alimentos, fun-
damentais para o bom funciona-
mento do organismo. Exemplos de
nutrientes: carboidratos, lipídeos,
proteínas, vitaminas e sais minerais.
NUTROLOGISTA - Médico espe-
cializado em Nutrição.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
NÓD NUT
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329
O
O
OBESIDADE - Acúmulo de gordura
no organismo que provoca o surgi-
mento de doenças crônico-dege-
nerativas, como as do sistema cir-
culatório, diabetes e certos tipos
de câncer. Além disso, a obesidade
dificulta a respiração e mesmo a lo-
comoção. Uma pessoa é obesa
quando o seu índice de massa cor-
poral, que se obtém pela divisão do
peso em quilos pelo quadrado da
altura em metros, é maior ou igual
a trinta. A obesidade instala-se
quando a energia não usada pelo
corpo é estocada nas células adi-
posas sob a forma de gordura. As
células adiposas do abdome são as
mais perigosas, porque são respon-
sáveis pelo entupimento das artéri-
as. Sedentarismo e alimentação ina-
dequada são as causas mais comuns
da obesidade. Existem casos de obe-
sos anêmicos, porque sua dieta nem
sempre é nutritiva. O excesso de
peso é prejudicial à saúde, pois im-
põe um esforço desnecessário ao
corpo. Em alguns casos, a condi-
ção pode ocorrer devido a um dis-
túrbio glandular. O excesso de ali-
mentos que produzem gordura e a
falta de exercícios fazem com que
a gordura se acumule. Devido à di-
ferença de metabolismo, algumas
pessoas queimam os alimentos num
ritmo mais lento que as outras; en-
tão, têm que adotar uma dieta ali-
mentar muito mais restrita para ad-
quirir um peso razoável. Apesar dos
tratamentos que podem ser reco-
mendados, o caminho mais seguro
para perder peso é restringir os ali-
mentos que produzem gordura, de
modo a não acumular mais gordu-
ra, e queimar a que tenha sido acu-
mulada. Os principais “vilões” são
os alimentos gordos e doces, que
são transformados em gordura
quando não assimilados pelo orga-
nismo. Açúcar, doces, geléias e
massas devem ser reduzidos a um
mínimo, por qualquer pessoa que
queira emagrecer. Peixe, verduras
e frutas podem ser consumidos à
vontade. A carne deve ser magra e
não deve exceder 180 g por dia;
manteiga, margarina e leite devem
ser restritos. Queijo e ovos podem
ser substituídos por carne e peixe.
Não siga a tentação de “beliscar”
entre as refeições. Quanto mais
exercícios diários (dentro de uma
lógica), melhor, pois eles ajudam a
queimar a gordura já acumulada. A
obesidade é um problema a longo
prazo, que requer uma solução a
longo prazo. Duas ou três semanas
de dieta são inúteis. É necessária
uma mudança completa e perma-
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330
nente nos hábitos alimentares e nos
exercícios. Não peça a seu médico
remédios para emagrecer. Os úni-
cos que existem apenas diminuem
seu apetite - eles não “emagrecem”,
e os seus efeitos tendem a desapa-
recer.
Ao contrário do que as pessoas pen-
sam, o excesso de líquido não é uma
das causas do excesso de peso.
Exceto nas doenças sérias, até aque-
les que apresentam maior retenção
de líquido, carregam somente cer-
ca de 3 kg de excesso de líquido
mas, provavelmente, uns 20 kg de
excesso de gordura. A maior parte
do excesso de líquido desaparece
com a gordura, se for seguida a di-
eta mencionada acima, desde que o
consumo de sal seja mantido num
mínimo (apenas um pouco para co-
zinhar). Não é bom “passar fome”,
pois o intestino precisa de certo
volume para expelir as gorduras.
Coma muita fruta, verduras e legu-
mes para fornecer as fibras neces-
sárias para manter os intestinos em
ordem. (V. Alimentação saudável.)
Atualmente não se discute se a obe-
sidade é uma doença, pois os espe-
cialistas concluíram tratar-se de vá-
rias doenças com causas diversas e
tipos diferentes de tratamento. O
diagnóstico mais correto se faz atra-
vés da avaliação do percentual de
gordura corporal, porém as medi-
das antropométricas também são
muito utilizadas na prática.
OBITUÁRIO - Relação dos óbitos.
OBSESSÃO - Idéia fixa.
OBSOLETO - Fora de uso.
OBSTETRA - Especialista em Obs-
tetrícia.
OBSTETRÍCIA - Parte da Medicina
que estuda a gravidez e o parto.
OBSTIPAÇÃO - Constipação rebel-
de, prisão de ventre. Dificuldade no
esvaziamento do intestino. Popular-
mente conhecida como “prisão de
ventre” ou “intestino preso”. As ma-
térias fecais tornam-se duras e com-
pactas, o que ocasiona uma evacu-
ação dolorosa. Entre as causas da
prisão de ventre estão a alimenta-
ção inadequada, irregularidade de
evacuação, falta de exercício físico
e abuso no uso de laxativos a longo
prazo. A obstipação raramente é
grave, a não ser que resulte de uma
doença orgânica.
OBSTIPANTE - Constipante, anti-
diarréico.
OBSTRUÇÃO - Termo comumente
usado em relação ao intestino, quan-
do um bloqueio provocado por um
tumor ou coalescência de uma ci-
rurgia anterior, por exemplo, pro-
voca uma dor intensa devido aos
grandes esforços que o músculo do
intestino faz para expelir a causa do
bloqueio. Geralmente há prisão de
ventre e mais tarde vômito, pois o
conteúdo intestinal se desenvolve
atrás da fonte da obstrução. O tra-
tamento geralmente se dá por meio
de uma cirurgia de emergência para
remover as obstruções. A combina-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OBI OBS
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331
ção de uma forte dor abdominal,
prisão de ventre e vômito requer
ajuda médica urgente.
Nas pessoas idosas, a prisão de ven-
tre excessiva pode levar a essa con-
dição, e o tratamento é feito por meio
de uma lavagem do intestino. Isso é
raro em pessoas de outras idades.
OBSTRUÇÃO NASAL - Nariz en-
tupido.
OBTURADOR - Que fecha um ori-
fício ou uma cavidade.
OCCIPITAL - Referente à parte pos-
terior da cabeça.
OCCIPÚCIO - A parte mais poste-
rior da cabeça.
OCITÓCICO - Que estimula a con-
tração uterina e favorece o parto.
OCLUSÃO - O mesmo que fecha-
mento.
OCULISTA - Oftalmologista, médi-
co que trata das doenças dos olhos.
OCULOMOTOR - Que move o glo-
bo ocular.
OCUPACIONAL - Relativo a uma
ocupação como tratamento físico ou
mental. Exemplo: a terapêutica
ocupacional.
ODINOFAGIA - Dor à deglutição.
ODONTALGIA - Dor de dentes.
ODONTOCLASIA - Fratura de dente.
ODONTODINIA - Dor de dentes.
ODONTÓIDE - Semelhante a um
dente.
ODONTÓLITO - Depósito calcário
nos dentes, tártaro.
ODONTOLOGIA - Ciência que es-
tuda os dentes e partes afins.
ODONTOMA - Tumor do tecido
dentário.
ODORANTE - O mesmo que Aro-
mático.
OFICINAL - Medicamento que já se
encontra pronto nas farmácias e tem
fórmulas invariáveis, as quais figu-
ram nas Farmacopéias.
OFTALMIA - Doença nos olhos.
OFTALMIA CATARRAL - Conjunti-
vite simples.
OFTALMIA SIMPÁTICA - Inflama-
ção de um olho, que aparece em
caso de lesão no outro olho.
OFTÁLMICO - Referente ao olho.
OFTALMOLOGIA - Ciência que
estuda o olho e a visão.
OFTALMOLOGISTA - O especialis-
ta em Oftalmologia.
OFTALMOPLEGIA - Paralisia do
globo ocular.
OFTALMORRAGIA - Hemorragia
do globo ocular.
OFTALMORRÉIA - Oftalmia pu-
rulenta.
OFTALMORREXE - Ruptura do glo-
bo ocular.
OFTALMOSCOPIA - Exame no in-
terior do olho.
OFTALMOSCÓPIO - Instrumento
para examinar o interior do olho,
pela iluminação.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OBS OFT
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OFTALMÓSTATO - Aparelho que
mede a pressão intra-ocular. Termô-
metro.
OLEAGINOSO - Que contém óleo.
OLECRÂNIO - A ponta do osso
cúbito no cotovelo.
ÓLEO - Éster de glicerina. Compõe-
se de glicerina e um ou mais ácidos
graxos.
ÓLEO ANIMAL - Óleo de ossos.
ÓLEO CINZENTO - Óleo mercurial.
ÓLEO DE CASTOR - Óleo de rícino.
ÓLEO DE OLIVA - Azeite doce.
ÓLEO DE PALMA CHRISTI - Óleo
de rícino.
ÓLEO DOCE - O mesmo que Gli-
cerina.
ÓLEO ESSENCIAL - Essência, óleo
volátil.
ÓLEO MINERAL - Vaselina líquida.
Petrolato.
OLFATO - Pelo olfato, percebemos
o cheiro das substâncias. Os órgãos
responsáveis pela percepção do
odor são as fossas nasais, forradas
internamente pela membrana pitui-
tária. É nessa membrana que se ex-
pande o nervo olfativo. Quando o
ar, carregado de partículas odorífe-
ras, penetra nas fossas nasais, a
membrana pituitária é imediata-
mente impressionada porque o
muco por ela produzido capta e con-
serva essas partículas. As delicadas
ramificações do nervo olfativo re-
colhem, então, as impressões do
cheiro e as transmitem ao cérebro.
Quando ficamos resfriados, as se-
creções enchem as fossas nasais,
impedindo que as células olfativas
sejam estimuladas pelo cheiro.
OLHOS - O cuidado com os olhos é
importante. A sua inflamação pode
ocorrer devido a várias causas. Os
olhos que ficam vermelhos e irrita-
dos, principalmente no final do dia,
provavelmente estão sendo muito
forçados. Pode também haver uma
leve irregularidade no cristalino,
que torna difícil a focalização de luz
no fundo do olho. O cristalino pode
estar muito achatado, o que facilita
a focalização dos objetos distantes,
mas dificulta a visão de perto - a
condição do presbitismo ou hiper-
metropia. Se o cristalino estiver
muito curvado, há a miopia ou vi-
são curta, ao passo que, se o crista-
lino estiver irregular - muito curva-
do numa direção e muito achatado
noutra -, a condição é descrita como
astigmatismo. Todas requerem ócu-
los ou lentes de contato.
Vários micróbios podem produzir
uma inflamação e secreção no re-
vestimento do olho - conhecidos
como “conjuntivite”. (V. Conjun-
tivite.) Se a inflamação não me-
lhorar logo, deve-se consultar um
médico.
O sol forte também pode provocar
inflamação, por isso os olhos devem
ser protegidos com óculos escuros
(lentes polarizadas) durante o verão
- especialmente no litoral, onde o
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OFT OLH
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333
clarão pode ser mais forte. A expo-
sição inadequada à luz ultravioleta
(luz do sol) pode causar inflamações
graves. Use sempre os óculos de
proteção e siga minuciosamente as
instruções de tempo de exposição.
1) Visão normal - A luz de um ob-
jeto externo é trazida com precisão
para um foco na retina sensível do
fundo do globo ocular.
2) Hipermetropia (visão longa) -
O globo ocular é curto demais, ou
o cristalino é muito fraco, de forma
que a luz chega a um foco atrás da
retina. Os objetos distantes podem
ser vistos mais claramente que os
mais próximos. São necessários
óculos convexos para corrigir esse
problema.
3) Miopia (visão curta) - O globo
ocular é muito longo, ou o cristali-
no é muito poderoso, de forma que
a luz chega a um foco na frente da
retina. Os objetos de perto podem
ser vistos mais claramente que os
distantes. Os óculos côncavos são
recomendados para corrigir esse
problema.
4) Astigmatismo - Ou o globo ocu-
lar ou o cristalino é irregular, de
forma que a luz é trazida para um
foco em diferentes níveis e em di-
ferentes partes do olho. Óculos es-
peciais são recomendados para cor-
rigir o problema individual no
astigmatismo.
Uma outra causa de irritação é uma
pequena partícula que se aloja no
olho. O olho contendo um “corpo
estranho”, não deve, de forma al-
guma, ser esfregado, pois isso pode
causar danos à membrana delicada.
Deve-se segurar as pálpebras aber-
tas e examinar cuidadosamente o
olho - debaixo da pálpebra superi-
or, com o paciente olhando para
baixo, e debaixo da pálpebra infe-
rior, enquanto ele olha para cima.
Se a partícula for encontrada, ela
deve ser removida cuidadosamen-
te com um pedacinho de algodão
ou com o canto de um lenço macio
e limpo. Às vezes, consegue-se re-
mover a partícula puxando suave-
mente a pálpebra superior para
cima da inferior. Pode-se também
ficar livre da partícula segurando
a cabeça acima de uma bacia com
água limpa, e depois abrindo e fe-
chando os olhos debaixo d’água.
Se a partícula não puder ser vista
ou removida, o paciente deve ser
levado ao médico.
Às vezes, os dutos podem ficar
bloqueados, deixando os olhos
lacrimosos. Eles podem ser deso-
bstruídos em um ou dois minutos
pelo médico.
Duas causas importantes de olhos
vermelhos e doloridos são o glau-
coma (V. Glaucoma.) e a inflama-
ção da íris. (V. Irite.) Entre os si-
nais do glaucoma estão episódios de
embaçamento da visão e auréolas
ao redor das luzes. Estes, ou qual-
quer outro distúrbio repentino da
visão, indicam a necessidade de um
exame urgente.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OLH OLH
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A maioria das pessoas geralmente pre-
cisa de óculos por volta dos 50 anos
de idade. É imprudente demorar para
fazer um exame, se estiver com algu-
ma dificuldade; daí por diante, deve-
se fazer exames a cada 5 anos.
O médico deve ser consultado em
qualquer caso de dor, secreção vis-
cosa, distúrbio de visão e olhos per-
sistentemente vermelhos ou lacri-
mosos. (V. Arterite, Catarata e
Conjuntivite aguda e contagiosa.)
OLIGO - Prefixo grego que signifi-
ca “pouco”.
OLIGOEMIA - O mesmo que Anemia.
OLIGO-HIDRÂNIO - Deficiência
do líquido amniótico.
OLIGOMENORRÉIA - Menstruação
insuficiente.
OLIGOPNÉIA - Respiração retar-
dada.
OLIGOSPERMIA - Deficiência de
espermatozóides no esperma.
OLIGÚRIA - Diminuição da quanti-
dade de urina.
OLIVA - O mesmo que azeitona.
OLIVAR - Em forma de oliva.
OMALGIA - Dor no ombro.
OMARTRITE - Inflamação da arti-
culação do ombro.
OMENTO - Epiplo.
OMO-HIÓIDEO - Referente à omo-
plata e ao osso hióide.
OMOPLATA - Osso largo, delgado
e triangular que forma a parte pos-
terior do ombro; escápula.
ONCOGENE - Genes normalmente
envolvidos no controle da prolife-
ração celular.
ONCOLOGIA - Estudo dos tumo-
res neoplásticos, do câncer em
geral.
ONFALECTOMIA - Ablação cirúr-
gica do umbigo.
ONFÁLICO - Relativo ao coto um-
bilical (umbigo).
ONFALITE - Inflamação do umbigo.
ONFALOCELE - Hérnia umbilical.
ONFALORRAGIA - Hemorragia no
umbigo.
ONICOFAGIA - Vício de roer as
unhas.
ONICÓIDE - Semelhante à unha.
ONICOMICOSE - Micose da unha.
ONIQUIA - Inflamação generaliza-
da, atingindo as bordas, matriz e
leito das unhas com presença de
pus. V. Micose de unha.
ONIQUITE - Inflamação generali-
zada, atingindo as bordas, matriz
e leito das unhas. V. Micose de
unha.
ONIXE - O mesmo que Oniquite.
ONTOGÊNESE - Evolução de um in-
divíduo desde o ovo até a idade
adulta.
OOFORECTOMIA - Extirpação do
ovário.
OOFORITE - Ovarite, inflamação do
ovário.
OOFORO - O mesmo que Ovário.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OLI OOF
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OPACIDADE - Falta de transpa-
rência.
OPACO - Não transparente.
OPIATO - Uma preparação farma-
cêutica do ópio.
OPILAÇÃO - Ou amarelão; nomes
populares da Ancilostomíase.
ÓPIO - Substância que se extrai dos
frutos verdes de várias espécies de
papoula ou dormideira, do gênero
Papaver somniferum. É utilizada
como narcótico.
OPIOMANIA - Impulso irresistível
a fazer uso do ópio.
OPOTERAPIA - Tratamento pelos
extratos de órgãos de animais.
OPSONINA - Anticorpo que sensi-
biliza os micróbios, tornando-os
mais suscetíveis à fagocitose.
ÓPTICA - Ciência que estuda a luz e
a visão.
OPTOMETRIA - Escolha de óculos
para normalizar a acuidade visual.
OPTOMETRISTA - O profissional
que pratica a Optometria.
ORAL - Bucal, pela boca.
ORBICULAR - Que rodeia um
orifício.
ORBICULARES DOS LÁBIOS -
Músculos que se contraem no as-
sobio, no beijo, na sucção.
ÓRBITA - Cavidade que contém os
globos oculares e que é formada
pelos ossos frontal, etmóide, esfe-
nóide, lacrimal, malar e palatino.
ORELHA - Passa a substituir o termo
“ouvido”, que induzia a supor que
sua função era apenas captar sons.
Sabe-se, hoje, que a orelha também
se encarrega do equilíbrio do corpo.
ÓRGÃO - Parte do organismo que
exerce uma função especial.
ÓRGÃOS SENSORIAIS - Têm fun-
ção de colher impressões na super-
fície de nosso corpo. A pele, os
olhos, a língua e as fossas nasais
recolhem os estímulos fornecidos
pelo ambiente, e o cérebro os trans-
forma em sensações.
ORGANOLÉPTICO - Que impres-
siona os órgãos dos sentidos.
ORGANOTERAPIA - Relativo à
boca e à língua.
OROFARINGE - O conjunto da boca
e da faringe.
ORQUIDECTOMIA - Ablação do
testículo.
ORQUIDOPEXIA - Fixação do tes-
tículo.
ORQUIEPIDIMITE - Inflamação do
testículo e do epidídimo.
ORQUIOCELE - Hérnia escrotal.
ORQUIODINIA - Dor no testículo.
ORQUIOPLASTIA - Reparo cirúr-
gico no escroto.
ORQUIOTOMIA - Incisão no testí-
culo.
ORQUITE - Inflamação dos testícu-
los, as glândulas sexuais masculi-
nas. Geralmente, resulta de um ata-
que por micróbios e pode ocorrer
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OPA ORQ
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336
como uma complicação da caxum-
ba. Uma outra causa é a infecção
venérea, especialmente a gonorréia.
Os sintomas são dor e inchação nos
testículos, e se isso ocorrer não se
deve perder tempo para procurar um
médico. Num garoto novo, a incha-
ção e a dor podem ocorrer por cau-
sa de uma torção do testículo (V.
Torção do testículo.), e isso requer
uma cirurgia urgente para salvar o
testículo. Os homens que sofrem de
orquite - uma doença bem alarman-
te - não devem ficar assustados de-
mais. A enorme inchação do testí-
culo pode ser combatida por várias
drogas, e normalmente a glândula
retorna à sua função normal, sem
qualquer perda da virilidade ou da
fertilidade.
ORTODIAGRAMA - Silhueta de um
órgão traçada mediante escuta ou
exame.
ORTODONTIA - Correção das irre-
gularidades dos dentes.
ORTOLANI, SINAL DE - Manobra
feita para verificar existência de
luxação congênita do quadril.
ORTOPEDIA - Correção das defor-
midades ósseas e articulares.
ORTOPÉDICO - Relativo à Orto-
pedia.
ORTOPEDISTA - Profissional que
pratica a Ortopedia.
ORTOPNÉIA - Dispnéia tão forte
que o paciente não consegue per-
manecer deitado, tem de sentar-se
ou levantar-se.
ORTÓPTICA - Correção dos defei-
tos visuais mediante exercícios.
ORTOSTÁTICO - Na posição ereta.
ORTÓTICO - Causado pela (ou re-
lativo a) posição do pé.
ORTÓTONO - Contratura muscu-
lar total, deixando o corpo em ex-
tensão, duro como uma haste.
ÓSMICO - Relativo aos cheiros.
OSMIDROSE - Sudação com cheiro
muito forte.
OSMOSE - Penetração dos líquidos
dos tecidos para o interior dos ca-
pilares.
OSMÓTICO - Relativo à osmose.
OSSÍCULO - Pequeno osso.
OSSIFICAÇÃO - Formação de teci-
do ósseo.
OSSIFORME - Semelhante a osso.
OSSINHOS DO OUVIDO - São
três: martelo, bigorna e estribo.
Conduzem os sons para o nervo
auditivo (também chamado “acús-
tico”).
OSSO - A parte predominante da ma-
téria que forma o esqueleto da mai-
oria dos animais vertebrados; é
constituído de tecido conjuntivo
cujo substrato é a osseína. Os os-
sos constituem os órgãos passivos
do movimento, são formados por
uma parte orgânica, a osseína (pro-
teína) e por outra inorgânica cons-
tituída de carbonato e fosfato de
cálcio. O esqueleto humano é for-
mado por pouco mais de 200 ossos
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ORT OSS
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que são classificados em três tipos:
longos (fêmur), chatos (escápula) e
curtos (vértebra). Até o final da ado-
lescência o indivíduo sofre o pro-
cesso de ossificação, isto é, a
mineralização dos ossos, que ocor-
re pela fixação dos sais de cálcio
assimilados dos alimentos; para
essa fixação é indispensável a vita-
mina A. Numa criança, a carência
dessa vitamina provoca uma calcifi-
cação incompleta que determina o
raquitismo, por deformação dos
ossos e atraso do crescimento.
OSTEÍTE - Inflamação do tecido
ósseo.
OSTEOALGIA - Dor óssea.
OSTEOARTRITE - O tipo de artrite por
desgaste, no qual a superfície da jun-
ta fica enrugada, irregular e dolorida.
Pode ser agravado por um excesso de
peso ou um ferimento anterior, e é co-
mum nas juntas que suportam peso,
como o quadril e o joelho. Quanto ao
tratamento, veja Artrite.
OSTEOARTROPATIA - Doença do
osso e da articulação.
OSTEOCLASIA - Ato de fraturar ci-
rurgicamente o osso para obter re-
dução exata de fratura anterior.
OSTEOCLASTIA - V. Osteoclasia.
OSTEOCLASTO - Instrumento para
fraturar o osso.
OSTEOCLEROSE - Endurecimento
anormal do osso.
OSTEOCONDRITE - Inflamação do
osso e da cartilagem.
OSTEODINIA - V. Osteoalgia.
OSTEÓFITO - Nodosidade óssea.
Pequeno aumento decorrente de
cartilagem que protege o osso.
OSTEOGÊNESE - Formação dos
ossos.
OSTEÓIDE - Semelhante ao osso.
OSTEOLÍTICO - Que destrói o osso.
OSTEOLOGIA - Estudo dos ossos.
OSTEOMA - Tumor de tecido ósseo.
OSTEOMALACIA - Amolecimento
dos ossos.
OSTEOMIELITE - Infecção do osso.
Infecção dentro da cavidade do
osso. Micróbios de algum foco de
infecção, que às vezes não está ób-
via, podem (principalmente depois
de um ferimento) ganhar acesso à
corrente sangüínea e, de lá, ao inte-
rior de um osso. A condição ocorre
mais comumente no joelho - em di-
reção às extremidades dos ossos
acima ou abaixo da junta -, mas
pode ocorrer em qualquer outro
osso. A infecção dentro dos ossos
causa uma dor terrível e febre. As
tentativas de mexer na parte afeta-
da aumentam a dor, e a criança (pois
as crianças geralmente são atingi-
das) permanece notavelmente qui-
eta. Os antibióticos podem curar,
mas às vezes é necessário operar
para soltar o pus. De vez em quan-
do, a causa é o bacilo de Koch, e
então ela é conhecida como osteo-
mielite tuberculosa. Nesse caso, o
tratamento requer drogas antitu-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OST OST
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338
berculose, que são muito eficazes;
os antibióticos têm evitado bastan-
te os efeitos a longo prazo, que in-
cluem a destruição de áreas gran-
des do osso e recorrências de secre-
ção das cavidades dos membros,
mas a condição ainda requer tra-
tamento urgente nos primeiros
estágios.
OSTEONECROSE - Necrose do
osso.
OSTEOPATA - O profissional da
Osteopatia.
OSTEOPATIA - Doutrina médica
(nos Estados Unidos) em que todas
as doenças são causadas pela má
disposição dos ossos e tratadas me-
diante massagens e manipulação
das articulações. Ou ainda: toda
afecção dos ossos.
OSTEOPENIA - Leve redução da
massa óssea em relação ao espera-
do pela idade.
OSTEOPLASTIA - Cirurgia plástica
dos ossos.
OSTEOPOROSE - Rarefação dos
ossos que ocorre com o aumento da
idade - especialmente nas mulheres,
logo depois da menopausa. As fra-
turas no pulso, quadril e espinha se
tornam comuns.
A terapia de reposição de hormônio
ajuda a prevenir a osteoporose. É
recomendado um bom consumo de
cálcio, apesar de seus efeitos serem
questionáveis.
OSTEOSSARCOMA - Sarcoma com
tecido ósseo.
OSTEOSSÍNTESE - Fixação cirúrgi-
ca de uma fratura, por meio geral-
mente metálico.
OSTEOTOMIA - Incisão de um
osso. Secção cirúrgica de um osso.
OSTEÓTOMO - Instrumento cirúr-
gico destinado a cortar ou aparar os
ossos. Assemelha-se a um bisel com
corte dos dois lados.
OTALGIA - Dor no ouvido.
ÓTICO - Relativo ao ouvido.
OTITE - Inflamação do ouvido.
OTITE EXTERNA - Inflamação do
canal do ouvido externo que vai até
o tímpano. Ela provoca coceira, dor
e secreção. O tratamento é por meio
de gotas para o ouvido, que têm um
efeito analgésico e contêm agentes
antibióticos ou antifungos. É neces-
sário orientação médica.
OTITE INTERNA - Inflamação do
ouvido interno, afetando os órgãos
do equilíbrio (labirinto e canais se-
micirculares).
OTITE MÉDIA - Inflamação do ou-
vido médio, geralmente causada por
uma infecção que se espalha do na-
riz ou da garganta. A dor de ouvi-
do, principalmente nas crianças,
ocorre freqüentemente devido à
otite média, e é necessária uma as-
sistência médica imediata, para que
possam ser receitados antibióticos,
se necessário. Dessa forma, podem-
se evitar complicações como a
mastoidite, a secreção crônica e a
surdez.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OST OTI
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339
OTODINIA - Dor no ouvido.
OTORRÉIA - Secreção do ouvido.
Pode ocorrer na otite externa e tam-
bém na otite média, caso o tímpano
se rompa devido à pressão da for-
mação de pus no ouvido médio.
Esse tipo de perfuração no tímpano
geralmente cicatriza logo, mas nos
casos não tratados a perfuração
pode ser permanente, e a secreção
se repetir de vez em quando. (V.
Surdez.)
OUVIDO EXTERNO - O pavilhão
da orelha e o conduto auditivo ex-
terno.
OUVIDO INTERNO - A parte mais
interna e mais complexa do ouvi-
do. Contém o labirinto e os canais
semicirculares, que regulam o equi-
líbrio.
OUVIDO MÉDIO - Compartimen-
to separado do ouvido interno pela
membrana do tímpano.
OVARIALGIA - Dor no ovário.
OVARIECTOMIA - Ablação cirúr-
gica do ovário.
OVARIOCENTESE - Punção no
ovário.
OVÁRIO-HISTERECTOMIA - Abla-
ção do ovário e do útero.
OVÁRIOS - Glândulas sexuais femi-
ninas que se localizam dentro da ca-
vidade abdominal, uma de cada
lado, acima do útero. Elas produ-
zem os óvulos, que depois de se
unirem a um espermatozóide po-
dem vir a se tornar um bebê. Geral-
mente a cada 28 dias mais ou me-
nos é produzido um óvulo, no meio
do intervalo entre as menstruações,
e o revestimento do útero fica mais
espesso para recebê-lo. (V. Glându-
las, Hormônios, Infertilidade, Me-
nopausa, Menstruação.)
OVÁRIOS POLICÍSTICOS - Doen-
ça dos ovários que está associada a
defeito na regulação de sua função;
desenvolvem-se vários cistos na
superfície dessas glândulas. A do-
ença causa, geralmente, irregulari-
dade menstrual e dificuldades para
engravidar. Também a obesidade
pode estar associada aos ovários
policísticos.
OVARIOTOMIA - Incisão do
ovário.
OVARITE - Inflamação do ovário. O
mesmo que Ooforite.
OVIDUTO - Trompa de Falópio
(hoje designada “tuba uterina”).
OVO - Produto da fusão do esperma-
tozóide com o óvulo.
OVULAÇÃO - Amadurecimento e
desprendimento do óvulo do ovário.
ÓVULO - Em Farmácia: supositó-
rio vaginal. Em Biologia: célula
germinativa que se desprende do
ovário e vai à tuba uterina para ali
ser (ou não) fecundada pelo esper-
matozóide.
OXALÚRIA - Excesso de oxalatos na
urina.
OXICEFALIA - Crânio em forma de
torre.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OTO OXI
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340
OXIDANTE - Que favorece a oxi-
dação.
OXIGENAÇÃO - Combinação com
oxigênio.
OXIGÊNIO - Gás que forma 20% da
atmosfera e é indispensável à vida
humana.
OXIGENOTERAPIA - Tratamento
pelas instalações de oxigênio sob
pressão. Administração de oxigênio
medicinal via máscara ou cateter
nasal para pacientes portadores de
déficit de oxigenação.
OXI-HEMOGLOBINA - Combi-
nação de hemoglobina com oxi-
gênio.
OXIÚRO - Gênero de vermes intes-
tinais da família dos Ascarídeos,
freqüente no reto e causando inten-
so prurido.
OZENA - Rinite crônica fétida e
atrófica.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OXI OZE
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341
P
P
P. A. - Pressão arterial.
PACIENTE - Doente; pessoa que pa-
dece; pessoa que está sob cuidados
médicos.
PALATO - Abóbada palatina. Abó-
bada da cavidade bucal; o céu da
boca. Duro: a parte do palato situa-
da entre os alvéolos dentais e o véu
palatino.
PALATOFARÍNGEO - Referente ou
pertencente ao palato e à faringe.
PALATO MOLE - A parte posterior
da abóbada palatina.
PALATOPLASTIA - Cirurgia plásti-
ca do palato.
PALATOPLEGIA - Paralisia do
palato.
PALATORRAFIA - Sutura do palato.
PALIATIVO - Remédio que alivia,
mas não cura.
PALINDROMIA - Recidiva ou re-
caída de uma doença.
PALINFRASIA - Repetição mórbida
de palavras ou de frases.
PALMA - A superfície côncava da
mão.
PALMAR - Referente à palma da
mão.
PALOR - Palidez pronunciada que
pode ser simplesmente um proble-
ma de cor de pele, ou pode indicar
uma falta de substância corante ver-
melha (hemoglobina) no sangue. O
segundo caso é mais provável se os
lábios e as membranas vermelhas do
lado de dentro das pálpebras também
estiverem pálidos. (V. Anemia.)
PALPAÇÃO - Exame pelas mãos,
pelo tato.
PALPITAÇÕES - Normalmente, o co-
ração bate com constância e nós não
percebemos sua ação. Às vezes,
quando as batidas se tornam mais
rápidas ou irregulares, sentimos
uma agitação no peito, conhecida
como palpitação. Isso de vez em
quando ocorre numa doença cardí-
aca e na tireotoxicose (V. Bócio.),
quando o coração trabalha de for-
ma menos eficiente que o normal;
mas, geralmente, as palpitações não
são causadas por nenhum distúrbio
sério. Elas sempre acompanham um
abalo emocional e podem também
ser causadas pelo excesso de cigar-
ro. As pessoas leigas ficam exces-
sivamente preocupadas com as pal-
pitações e sentem que alguma coi-
sa séria está acontecendo. Se o sin-
toma persistir por algum tempo,
deve-se buscar orientação médica;
mas, na maioria dos casos, não há
motivo para ansiedade. A preocu-
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pação e o estresse fazem com que
fiquemos excessivamente atentos à
ação normal do coração, assim
como também tendem a acelerá-lo.
Essa é a causa mais comum das pal-
pitações. Se o médico disser que
está tudo bem, não se preocupe com
o fato. (V. Pulso.)
PÁLPEBRAS - São duas membranas
(uma superior e outra inferior) for-
madas por tecido epitelial. Através
de seus movimentos, controlam a
entrada de luz para o interior do
olho. Também protegem os olhos
contra traumatismos, lesões e cor-
pos estranhos, fechando-os rapida-
mente, em movimentos reflexos.
PALUSTRE - Referente ao impalu-
dismo.
PANACÉIA - Cura-tudo, remédio
empírico e sem valor.
PANARÍCIO - Infecção na dobra do
tecido de cada lado da unha poden-
do se espalhar embaixo da mesma.
Lavar em água quente com sal pode
fazer com que a infecção arreben-
te, deixando escapar o pus. Se a in-
fecção persistir e se espalhar debai-
xo da unha, faz-se necessário o uso
de antibióticos e, talvez, a drenagem
de pus. (V. Dedo séptico.)
PANARTRITE - Inflamação de todas
as articulações.
PANCARDITE - Inflamação genera-
lizada do coração.
PÂNCREAS - Órgão localizado atrás
do estômago. No pâncreas, encon-
tram-se dois grupos de células
secretoras. Um produz o suco pan-
creático, que é lançado no duodeno,
e o outro produz hormônios, que são
lançados no sangue. Por essa razão,
o pâncreas é considerado uma glân-
dula mista. Pequenas partes de sua
superfície (ilhotas) produzem a in-
sulina, o hormônio mais importan-
te produzido no pâncreas, que é des-
pejada diretamente na corrente
sangüínea para controlar o nível de
açúcar no sangue.
PANCREATECTOMIA - Extirpação
parcial ou total do pâncreas.
PANCREATITE - Inflamação do pân-
creas.
PANCREOPATIA - Toda afecção do
pâncreas.
PANDEMIA - Epidemia muito acen-
tuada, atacando quase toda a popu-
lação ao mesmo tempo.
PAN-HISTERECTOMIA - Extirpa-
ção total do útero.
PANÍCULO - O mesmo que Camada.
PANO OU PANNUS - Vascula-
rização e opacidade da córnea.
PANOFTALMIA - Inflamação de
todo o globo ocular.
PANOFTALMITE - O mesmo que
Panoftalmia.
PANOTITE - Inflamação total do
ouvido médio e interno.
PANTURRILHA - Barriga da perna
ou batata da perna.
PAPA - O mesmo que Cataplasma.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PÁL PAP
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PAPA DE HEMÁCIA - Concentrado
de glóbulos vermelhos.
PAPAÍNA - Fermento cristalino do
suco de mamão (leite de mamão).
PAPANICOLAU - Método de exame
preventivo do câncer do colo uterino.
PAPAVERINA - Alcalóide do ópio,
produz afrouxamento dos músculos
lisos e vasodilatação.
PAPILA - Pequena eminência cônica.
Elevação cônica do derma da pele
e das mucosas do epitélio pavimen-
toso. Mamária: o bico do seio. Do
nervo óptico: disco situado no pólo
posterior do olho e correspondente
à entrada do nervo óptico e dos va-
sos retinianos.
PAPILA ILEAL - É a designação nova
para “válvula ileocecal”; órgão que
fica na passagem do intestino del-
gado para o grosso. Não se parece
e não tem função de válvula, mas
se assemelha com mamilos, daí a
mudança de nome.
PAPILEDEMA - Papila do nervo
óptico.
PAPILIFORME - Em forma de papila.
PAPILITE - Inflamação da papila.
PAPILITE NECROSANTE - V. Necro-
se papilar.
PÁPULA - Mancha rósea na pele,
com elevação.
PAQUI - Prefixo grego que significa
“espesso”, “grosso”.
PAQUIDERMIA - Espessamento da
pele.
PAQUIMENINGE - O mesmo que
Dura-máter.
PARA-ANESTESIA - Anestesia da
metade inferior do corpo.
PARA-AÓRTICO - Ao lado da aorta.
PARACENTESE - Punção de uma
cavidade por uma agulha, por um
trocarte e cânula ou por outro
instrumento oco, com o objetivo de
retirar um líquido patológico aí acu-
mulado. A operação é denominada
de acordo com a cavidade puncio-
nada: abdome-abdominocentese;
coração-cardiocentese; pericárdio-
pericardiocentese; tórax-toracocen-
tese, etc.
PARACOLPO - Tecido conjuntivo
que rodeia a vagina.
PARADOXAL - Em completo desa-
cordo com a regra normal.
PARA-ESTERNAL - Junto ao esterno.
PARAFIMOSE - Retração do pre-
púcio, que não pode cobrir a glande.
PARALISIA - A perda de movimento
voluntário de uma parte do corpo;
a perda do poder de movimentar os
músculos envolvidos. Ela pode es-
tar associada a uma perda ou dis-
túrbio de sensação, mas esse não é
necessariamente o caso, já que os
dois conjuntos de nervos - motor e
sensorial - estão separados. (V.
Neurite.) A paralisia pode ser sin-
toma de uma doença ou injúria
numa parte do cérebro que contro-
la os movimentos (uma apoplexia,
por exemplo), na medula espinhal,
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAP PAR
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que transmite as mensagens, ou nos
próprios nervos (neurite, por exem-
plo). Atualmente, uma das causas
mais comuns da paralisia espinhal
é a injúria provocada por acidentes
de automóvel. Infelizmente, a mai-
oria dos tipos de paralisia (exceto
quando ocorre devido a medo, que
é passageira), que tenha persistido
por muito tempo, geralmente não é
curada por completo, porque as cé-
lulas nervosas atingidas não podem
ser substituídas. No entanto, há ge-
ralmente, alguma função restante na
parte envolvida e, por meio de exer-
cícios especiais criados para isso, o
paciente quase sempre pode fazer
muita coisa para superar a defi-
ciência.
PARALISIA DE BELL - Paralisia da
metade da face, que fica repuxada
no lado afetado, provavelmente cau-
sada por uma infecção virulenta do
nervo que supre os músculos da
face. Uma injeção pode acelerar a
recuperação, mas, mesmo sem ne-
nhum tratamento, geralmente sara
por completo em algumas semanas.
PARALISIA FACIAL - Perda da ca-
pacidade de movimentos voluntá-
rios dos músculos da face em con-
seqüência de lesão ou moléstia do
feixe nervoso que o inerva.
PARALISIA GERAL - V. Sífilis.
PARALISIA INFANTIL - V. Polio-
mielite.
PARAMASTITE - Inflamação da re-
gião próxima aos seios.
PARAMÉTRIO - O tecido que cir-
cunda o útero.
PARAMETRITE - Inflamação do
paramétrio.
PARANEFRO - Cápsula supra-renal.
PARANIQUIA - Inflamação crônica
da dobra ungueal, atingindo bordas
e placas com presença de pus. (V.
Micose de unha.)
PARANIQUITES - Inflamação ao re-
dor das unhas, atingindo bordas e
placas. V. Micose de unha.
PARANÓIA - Tipo de doença men-
tal caracterizado pela desconfiança
de ser prejudicado. Ela pode se de-
senvolver rápida ou lentamente,
persistir ou então ceder. A solidão
parece ser uma das causas dessa
doença. O paciente tende a meditar
muito. Nos casos amenos, as pes-
soas podem meramente ser consi-
deradas excêntricas ou mal-humo-
radas. Na época de procurar um
médico, o sofredor - em casos ra-
ros - pode estar iludido o suficiente
para acreditar que Deus o escolheu
para fazer alguma coisa, possivel-
mente alguma coisa terrível. Não
será fácil, mas é fundamental que o
leve. As visões do paciente são tão
firmes que algumas pessoas próxi-
mas chegam a achá-las corretas.
Requer sempre um tratamento es-
pecializado.
Nos primeiros estágios, existem
vários tratamentos com drogas mo-
dernas, de um ou outro tipo, que
geralmente são bem úteis, e preci-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAR PAR
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345
sam, quase sempre, de uma conti-
nuação durante um certo tempo. A
psicoterapia é útil mais tarde. As
perspectivas de melhora são exce-
lentes se for encontrado um médi-
co que o paciente aceite. Aconse-
lha-se um novo emprego ou condi-
ções melhores de vida. (V. Terapia
eletroconvulsiva, Mania, Doença
mental e Esquizofrenia.)
PARAPLEGIA - Paralisia dos mem-
bros inferiores que compromete,
parcialmente, também o tronco.
PARAPLÉGICO - Referente a para-
plegia. O que sofre de paraplegia.
PARAPLEURISIA - Falsa pleurisia.
PARAPLEXIA - Defeito que leva o pa-
ciente a tresler, substituindo por
vocábulos sem sentido as palavras
escritas.
PARARTREMA - Luxação incom-
pleta.
PARASITICIDA - Que mata os pa-
rasitos.
PARASITO - Planta ou animal que
vive sobre, ou dentro de, outro or-
ganismo vivo, causando dano e não
oferecendo nenhum benefício.
Exemplos de doenças parasíticas
são a malária (V. Malária.), na qual
o parasito é transmitido do mosquito
para o homem, e a disenteria
amebiana (V. Disenteria.), na qual
o parasito é adquirido de alimento
ou água contaminada.
PARASITOLOGIA - Estudo dos pa-
rasitos.
PARASSALPINGITE - Inflamação
dos tecidos conjuntivos próximos à
trompa.
PARASSIMPÁTICO - Parte crânio-
sacra do sistema nervoso autônomo
ou vegetativo.
PARATIFO - Maneira errada de de-
signar a febre paratifóide.
PARATIREÓIDES - Quatro peque-
nas glândulas, de secreção interna,
arranjadas em dois pares, perto dos
lóbulos externos da glândula tireói-
de no pescoço. Elas produzem um
hormônio que controla o metabo-
lismo do cálcio e, portanto, a con-
dição dos ossos. O excesso de
hormônio, como um tumor da
glândula, por exemplo, produz
eventualmente danos aos rins e os-
sos. A falta de hormônio causa de-
ficiências nos dentes, unhas, pele
e cabelo, e pode também provocar
uma forma aguda de cãibra mus-
cular acrescida de uma sensação de
formigamento - conhecida como
“tetania”.
PARATIREOIDECTOMIA - Extirpa-
ção das paratireóides.
PARATIREOPRIVO - Relativo à
extirpação das paratireóides.
PARATORMÔNIO - Hormônio das
paratireóides.
PARAVERTEBRAL - Ao lado das vér-
tebras.
PÁREAS - O conjunto dos anexos do
embrião: placenta, membranas e
cordão umbilical; secundinas.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAR PÁR
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346
PAREGÓRICO - Calmante contra as
dores.
PARÊNQUIMA - A parte diferenci-
ada de um órgão, excluído o tecido
de sustentação.
PARENQUIMATITE - Inflamação do
parênquima.
PARENQUIMATOSO - Referente
ao parênquima.
PARENTERAL, VIA - Por outra via
que não a bucal. Exemplo: intra-
muscular, intravenosa, etc.
PARESIA - Paralisia de nervo ou mús-
culo que não perdeu inteiramente a
sensibilidade e o movimento; para-
lisia ligeira ou incompleta.
PARESTESIA - Desordem nervosa
que se caracteriza por sensações
anormais e alucinações sensoriais;
distúrbio da sensibilidade.
PARÉTICO - Com paresia.
PARIETAIS - Os dois ossos que
formam as paredes laterais do
crânio.
PARKINSONISMO - Doença de
Parkinson, paralisia agitante. O
nome é derivado de James Parkin-
son (1755–1824), cirurgião inglês.
PARONÍQUIA - Inflamação ao re-
dor da unha.
PAROSMIA - Perversão do sentido
do olfato.
PARÓTIDAS - Par de glândulas tri-
angulares que produzem a saliva,
localizada anteriormente ao pavi-
lhão auricular.
PAROTIDITE - Inflamação da glân-
dula parótida.
PAROTIDITE EPIDÊMICA - O mes-
mo que Caxumba.
PAROXISMO - Acesso, crise, con-
vulsão.
PARTEIRO - Diz-se do médico e/ou
cirurgião que assiste a partos ou é
especialista em obstetrícia.
PARTO - Ato de dar à luz uma crian-
ça. Normalmente o bebê é expeli-
do do corpo da mãe mais ou menos
no final da 40
ª
semana de gravidez.
O trabalho de parto é dividido em
três estágios. O primeiro consiste na
dilatação do colo do útero, quando
as contrações regulares ou “dores
do parto” alargam gradualmente a
abertura, até que esteja num tama-
nho suficiente para que o bebê pos-
sa passar. O segundo estágio é a des-
cida gradativa do bebê do útero,
através de um canal - a vagina - até
deixar o corpo da mãe. No terceiro
estágio, o útero se contrai e, final-
mente, expele a placenta ou as
páreas. É um volume grande de te-
cido aderido à parte interna do úte-
ro e do qual o bebê sorve alimento
da mãe.
Normalmente, a paciente deve fi-
car sob o cuidado de um médico ou
uma parteira. Acontece que o parto
ocorre, às vezes, em algum lugar
afastado ou, então, começa prema-
tura e inesperadamente, antes que
se possa chamar auxílio médico.
Nessas circunstâncias, um leigo terá
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAR PAR
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347
que ajudar a mãe. O trabalho é ge-
ralmente anunciado por um vestí-
gio de muco e sangue ou, às vezes,
pela água da bolsa que se rompe.
Trabalhos de parto sucessivos ten-
dem a ficar mais curtos, em várias
horas, e qualquer pessoa com uma
história de trabalho anterior rápido
pode confirmar isso. Se o parto an-
terior foi extremamente rápido, é
sempre mais sensata uma prepara-
ção em que a mulher é levada para
o hospital com uma semana ou mais
de antecedência.
Quando as dores de contração de-
moram mais do que meio minuto, e
ocorre em intervalos regulares de
quinze a vinte segundos, significa
que o primeiro estágio está a cami-
nho. Nesse momento (ou se a bolsa
se romper), recomenda-se que a pa-
ciente vá para o hospital ou entre
em contato com o médico. Se de-
morar a ajuda, deve-se preparar um
quarto aquecido e arrumar a cama
com uma roupa branca limpa. A
mãe pode se deitar de lado ou de
costas. No final do primeiro está-
gio, ocorrem contrações aproxima-
damente a cada três minutos ou
mais, e elas duram cerca de um mi-
nuto e meio. Quando começa o se-
gundo estágio, a mãe geralmente
tem um desejo forte de parir, e deve
ser encorajada a fazê-lo. Quando a
cabeça do bebê aparece, deve ser
um pouco pressionada com a mão
bem lavada da pessoa que está aju-
dando. Nesse momento, deve-se
pedir para que a mãe tome fôlego e
não faça força. Isso é para evitar um
estiramento da parte externa da va-
gina, que pode ser lacerada.
Depois que a cabeça sai, o resto do
corpo em geral segue rápida e fa-
cilmente. O bebê vai estar ainda li-
gado à mãe pelo cordão umbilical,
que deve ser amarrado em dois lu-
gares, de 2,5 cm a 5 cm de distân-
cia, com um fio limpo, que fique a
uns 15 cm do bebê. O cordão deve
ser cortado entre os fios, com uma
tesoura limpa (de preferência es-
terilizada), o que vai evitar o san-
gramento. Não há urgência para se
cortar o cordão: se os instrumentos
necessários não estiverem disponí-
veis, as páreas podem ser retiradas
enquanto continuam aderidas ao
cordão; realmente deixe quieto, se
a assistência médica estiver chegan-
do em uma hora, ou menos.
O importante é checar as condições
do bebê e da mãe. Se o sangramento
for excessivo, trate como segue. Se
nenhum auxílio médico está por vir
naquele dia, e os instrumentos aci-
ma não estiverem à mão, o cordão
pode ser amarrado com um barbante
fininho, e cortado com uma faca
afiada limpa (ou até mesmo com os
dentes, numa emergência). O bebê
deve levar um ou dois tapinhas, se
ele não respirar ou chorar dentro de
20 segundos depois do parto; deve,
então, ser enrolado num pano quen-
tinho, e depois ser deixado em paz.
Se não houver respostas ao tapinha,
deve-se fazer uma respiração boca
a boca suave, até que chegue a as-
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PAR PAR
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348
sistência médica. (V. Respiração ar-
tificial.) Deve-se limpar a mu-
cosidade do nariz e da boca do bebê,
fazendo uma sucção através de al-
gum tubo ou canudinho disponível.
A mãe deve ser coberta com roupas
de cama quentes, e ela provavel-
mente vai liberar as páreas dentro
em pouco. Se estas não forem libe-
radas dentro de uma hora, ou pou-
co mais, a paciente corre perigo de
um sangramento excessivo. Se hou-
ver um sangramento considerável
depois de o bebê ter nascido, levan-
te o pé da mãe na cama (sobre uma
cadeira, por exemplo), de modo que
a cabeça da mãe fique mais baixo
que suas nádegas. Ela deve ser
mantida bem aquecida. No caso de
tal hemorragia, em áreas distantes
- onde não existe auxílio médico-,
uma pressão firme com a mão so-
bre o estômago, acima do útero
(sentido como uma protuberância
bem abaixo do umbigo) deve expe-
lir as páreas. Se o sangramento con-
tinuar, o útero pode ser comprimi-
do firmemente com uma mão colo-
cada sobre o abdome. O útero ge-
ralmente se contrai e interrompe a
perda de sangue. As páreas devem
ser mantidas para um exame do
médico, para que este possa ver se
estão completas. Nenhuma pessoa
não-qualificada deve tentar con-
duzir um parto, a não ser que não
haja outra alternativa, e devem
ser usados todos os esforços para
se conseguir um médico, partei-
ra ou enfermeira o quanto antes.
Fora a hemorragia, o parto descrito
acima é um parto normal. Deve ser
novamente salientado que os par-
tos podem complicar muito re-
pentinamente, e é um erro muito
grave deixar de fazer todas as ten-
tativas para conseguir ajuda mé-
dica rápida.
Podem ocorrer partos mais compli-
cados, como aqueles em que apa-
recem primeiro as nádegas, ou os
partos com fórceps, que estão fora
de nosso alcance. Com as condições
modernas, a mãe tem muito menos
desconforto que num parto natural
(pode-se usar anestesia local ou ge-
ral), e o parto com assistência pode
salvar vidas.
PARTO NORMAL - Não se acha
mais que o parto normal possa ocor-
rer totalmente sem dor, e qualquer
mãe que sentir necessidade de ali-
viar a dor pode pedir isso. Um co-
nhecimento sobre gravidez, traba-
lho de parto e algumas formas de
exercícios de relaxamento ajudam
a mulher a enfrentar o trabalho de
parto e a precisar de uma quantia
mínima de analgésicos e sedativos.
No parto normal, quanto menor
for o medo da mulher, menor será
a sua dor.
Grantly Dick Read foi um dos pio-
neiros do parto normal a achar que,
superando o medo e reduzindo a
ignorância por meio do conhe-
cimento, as mulheres poderiam ter
um parto “normal” relativamente
sem dor. Muitas modificações de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAR PAR
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349
suas idéias seguiram-se. Em alguns
lugares, atualmente, ensina-se às
mulheres uma versão modificada da
psicoprofilaxia somada a um re-
laxamento geral. A intenção é
distrair a mulher da dor das con-
trações, treinando-a para que se
concentre, retesando outros mús-
culos ou fazendo exercícios res-
piratórios. Isso, juntamente com o
apoio do marido - que pode ser uma
companhia útil durante o primeiro
estágio -, pode levar a um trabalho
tranqüilo. Isso não garante um
trabalho normal; ainda podem sur-
gir complicações, mas a mãe não
deve achar que isso é causado por
alguma falha de sua parte. O mé-
dico pode ajudar em qualquer
assunto relativo à gravidez, à psico-
profilaxia e ao parto.
Na outra extremidade do espectro
do parto - com o mínimo de remé-
dios -, está a tendência para uma
anestesia epidural. (V. Anestésicos.)
Teoricamente, a mãe pode passar
todo o trabalho de parto sem dor.
Nesse caso, a porcentagem do par-
to com fórceps tende a ser maior,
pois há menos impulso para avan-
çar para o segundo estágio.
PARTO PREMATURO - O parto
antes da 35
a
semana e depois da 28
a
semana de gravidez. (V. Aborto e
Parto.)
PARTURIÇÃO - Termo médico para
parto. (V. Parto.)
PARTURIENTE - A mulher na imi-
nência do parto.
PASTEURELLA PESTIS - O bacilo da
peste.
PASTEURIZAÇÃO - Processo de es-
terilização que consiste em aquecer
o líquido a 70
o
C durante alguns
minutos. A esterilização não é to-
tal, mas a maioria das bactérias
morre e as que resistem ficam mui-
to extenuadas.
PATELA - Denominação nova para
“rótula”, que quer dizer rodinha.
Significa disco chato, por isso esse
nome descreve melhor o formato do
osso.
PATELECTOMIA - Extirpação da ró-
tula.
PATOFOBIA - Temor mórbido das
doenças.
PATOGÊNESE - Origem das doen-
ças. É o mecanismo pelo qual se
origina a doença. A etiopatologia
compreende o conjunto de fatores
que favorecem o aparecimento da
doença. A patogênese formal,
patogênese morfológica ou morfo-
gênese explica as alterações macro
e microscópicas que surgem no
evolver de um processo patológico.
PATOGENIA - O mesmo que Patogê-
nese.
PATOGÊNICO - Que causa doença.
PATÓGENO - O mesmo que Pato-
gênico.
PATOGNOMONIA - Parte da Pato-
logia que trata do diagnóstico das
doenças.
PATOGNOMÔNICO - Referente à
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAR PAT
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350
Patognomonia. Diz-se dos sinais
tidos como característicos das
doenças.
PATOLOGIA - Parte da medicina
que se ocupa das doenças, suas ori-
gens, sintomas e natureza. Pode ser
feita por vários métodos, tais como
clínicos, bioquímicos, fisiológicos,
bacteriológicos, imunológicos, etc.
Portanto, o termo “patologia” tem
significado amplo.
PATOLOGIA CIRÚRGICA - Exame
macro e microscópio de espécimes
obtidos durante o ato cirúrgico (pe-
ças cirúrgicas) ou através de bióp-
sias (fragmentos menores obtidos
através de procedimentos cirúrgicos
mais simples).
PATOLÓGICO - Mórbido, doentio,
ou relativo à Patologia.
PAVILHÃO DA ORELHA - A parte
externa do ouvido.
PCI - Pesquisa de corpo inteiro, exa-
me utilizado após tireoidectomias,
para avaliar possíveis restos tireoi-
dianos, ou metástases, em casos de
câncer.
- Parte inferior da perna que com
ela se articula, assentando por com-
pleto no chão e que permite a pos-
tura vertical e o andar.
PÉ CHATO - O pé tem que suportar
o peso do corpo durante longos pe-
ríodos e agüentar enormes esforços
durante caminhadas, etc. Ele está
construído sob o princípio do arco.
Há realmente duas arcadas forma-
das pelos ossos do pé: uma arcada
longitudinal, que vai da frente para
trás, e uma arcada transversal, de
lado a lado. Os ossos são mantidos
no lugar pelos músculos, tendões e
ligamentos, que os unem. No pé
chato, a arcada cede, de forma que
o lado interno do pé toque o chão.
Isso é tão comum nas crianças que
os especialistas atualmente o con-
sideram uma variação normal. O pé
não dói, curva-se normalmente so-
bre a ponta, e não necessita de exer-
cícios ou calçados especiais. Quan-
do o pé chato é dolorido e causado
por artrite ou outra doença, é neces-
sária a ajuda de um ortopedista.
PEÇONHA - Veneno, toxina.
PECTINA - Glicídio que existe em
abundância nas plantas e que no
cozimento forma uma geléia.
PECTÍNIO - Em forma de pente.
PÉ-DE-ATLETA - Micose dos pés
gerada por cogumelo do gênero
Epidermo phiton. Trata-se de uma
infecção pruriente por fungos na
pele, entre os dedos do pé. Comum
entre os jovens que participam de
natação e outras atividades em que
ficam descalços. Evite piscinas e
chuveiros públicos até que a condi-
ção melhore. Vários cremes e pós
podem ser encontrados nas farmá-
cias. (V. Tinha.)
PEDIATRA - Especialista em doen-
ças das crianças.
PEDIATRIA - Estudo das doenças das
crianças.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PAT PED
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351
PEDICULADO - Dotado de um pé
ou pedículo.
PEDICULOSE - Doença provocada
pela presença de piolhos, Pediculus
vulgaris.
PEDICURO - Pessoa que tem por
profissão cuidar dos pés.
PEDILÚVIO - Banho nos pés.
PEDRA - V. Cálculo, Cólica renal e
Vesícula biliar.
PEDÚNCULO - O mesmo que Haste.
PEITO - O mesmo que Tórax.
PELADA - Alopecia em áreas cir-
cunscritas.
PELAGRA - Doença causada pela
falta de vitamina PP e que se mani-
festa por erupção na pele com
descamação, distúrbios digestivos e
nervosos.
PELE - É o maior órgão do corpo hu-
mano, que o reveste por inteiro. Tem
uma superfície entre 1,5 e 2,0 metros
quadrados, apresentando duas cama-
das principais: a epiderme e a derme.
Abaixo desta última existe a cama-
da subcutânea, conhecida por hipo-
derme. As células inferiores da
epiderme têm a capacidade da mul-
tiplicação e as novas células são
empurradas para cima. Na região
mais externa da epiderme essas cé-
lulas morrem, formando uma cama-
da de queratina, que é uma proteína
impermeabilizante. Também chama-
da camada córnea, ela protege o or-
ganismo contra perda excessiva de
água e se descasca constantemente.
A queratina forma os pêlos, os ca-
belos e as unhas. Encontramos na
derme grande variedade de estrutu-
ras: vasos sangüíneos, que alimen-
tam a derme e também as células
epidérmicas; os pêlos implantados
na derme com suas bases nutridas
pelos vasos sangüíneos; e também o
músculo liso que pode contrair-se
fazendo o pêlo levantar-se. Existem
também as glândulas sebáceas que
produzem o sebo para lubrificar o
pelo; as glândulas sudoríparas pro-
dutoras do suor que é levado por um
canal até a superfície da pele. Cha-
ma-se poro a abertura externa deste
canal. A derme possui ainda recep-
tores sensoriais, estruturas minúscu-
las que recolhem informações sobre
pressão, frio, calor, dor e tato. Situa-
da abaixo da derme, a hipoderme
contém células adiposas que arma-
zenam gorduras. Tal camada gordu-
rosa tem duas funções: reserva
energética e isolante térmico, que
evita a perda de calor. Por isso ani-
mais de ambientes frios têm grossas
camadas de tecido adiposo na pele.
Funções da pele:
1) Proteção: ela é uma barreira pro-
tetora entre o corpo e o ambiente. A
queratina impede a desidratação em
excesso. São impedidos de entrar
também os microorganismos, devi-
do tanto à barreira das camadas da
pele, quanto ao fato de o suor, o sebo
e as lágrimas possuírem substâncias
capazes de matar microorganismos.
2) Regulação da temperatura: o ho-
mem mantém temperatura constan-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PED PEL
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352
te, por volta dos 37
º
C; quando
ocorre excessiva produção de ca-
lor, a temperatura sobe, porém por
causa da transpiração e da dilata-
ção dos vasos da pele o calor se
transfere para o ambiente. Por ou-
tro lado, se o meio externo é muito
frio, há contração dos vasos da
pele, o que, juntamente com o
isolamento proporcionado pelo te-
cido adiposo, permite reter mais
calor.
3) Armazenamento: a pele armaze-
na gorduras que são utilizadas quan-
do faltam nutrientes energéticos. Na
pele, com ajuda dos raios solares,
também ocorre a produção de vita-
mina D.
4) Sensibilidade: a pele percebe
muitas das informações sobre o
ambiente que nos cerca: tato,
pressão, calor, frio e dor nos dão
informação sobre o ambiente, o
que é importante para nossa sobre-
vivência.
5) Absorção: não obstante a cama-
da córnea tenha condição de imper-
meabilidade, ocorrem trocas de ga-
ses entre o ar e a pele, em pequena
escala.
6) Excreção: embora ocorra a
excreção, não é o papel mais im-
portante da pele.
PELE SINTÉTICA - Não é pele; é um
material usado para cobrir proviso-
riamente as feridas.
PÊLO - Prolongamento filiforme que
cresce na pele dos homens e de cer-
tos animais.
PELVÍMETRO - Compasso para to-
mar as medidas da bacia.
PÉLVIS OU PELVE - Bacia óssea,
constituída pelos ossos ilíaco e
sacro.
PÊNFIGO FOLIÁCEO - Conhecido
como “fogo selvagem”: dermatose,
variedade de pênfigo em que as
bolhas são acompanhadas de fortes
dores.
PENFIGÓIDE - Semelhante ao
pênfigo.
PENICILINA - Descoberta por Sir
Alexander Fleming, no Hospital de
St. Mary, Londres, quando um fun-
go entrou num recipiente em que
estavam se desenvolvendo bactéri-
as. Notou-se naquele momento que
esse fungo matou as bactérias, mas
isso foi alguns anos antes que o in-
grediente ativo - a penicilina - fos-
se extraído numa quantidade sufi-
ciente para se tornar o primeiro dos
antibióticos. (V. Antibióticos.) Ao
contrário de muitas drogas podero-
sas, a penicilina é inofensiva aos
tecidos normais do corpo - exceto
em alguns poucos pacientes que
são, ou se tornam, alérgicos a ela.
A alergia amena geralmente consis-
te de uma erupção na pele, e, nesse
caso, deve-se evitar outras doses de
penicilina. (Atualmente existem
antibióticos alternativos.)
PENICILLIUM - Gênero de cogume-
los que apresentam filamentos em
forma de pincel. Alguns deles pro-
duzem a penicilina.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PEL PEN
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353
PÊNIS - O órgão sexual masculino,
que contém um canal - a uretra -
pelo qual passa a urina da bexiga.
Se este fica inflamado, como na
gonorréia por exemplo, a condição
é conhecida como “uretrite”. Nor-
malmente, o pênis fica relaxado,
mas ele possui um tecido especial,
no qual existem espaços grandes de
sangue. Com um estímulo sexual
ou, às vezes, uma fricção, esses fi-
cam dilatados - o que faz com que
o órgão fique ereto e rijo. No final
do ato sexual, o sêmen - um fluido
que contém os espermatozóides
masculinos (esperma) - é lançado
através da uretra.
Há casos em que a união sexual fica
difícil por causa de uma deformi-
dade do pênis. A abertura no final
da uretra pode se situar por baixo
do pênis (hidropadia) ou, às vezes,
o órgão pode ser encurvado para
cima. Hoje em dia são realizadas
moldagens ou correções cirúrgicas,
geralmente nos primeiros anos de
vida, que podem curar ou ajudar em
muitos casos. (V. Balancite, Circun-
cisão e Fimose.)
PENITE - Inflamação do pênis.
PENTOSE - Monossacarídeo conten-
do 5 átomos de carbono, como a
ribose, a desoxirribose e outros.
PÉ-PLANO - V. Pé-chato.
PEPSINA - Fermento do suco gástri-
co que transforma as proteínas em
alimentos assimiláveis.
PÉPTICO - Relativo à digestão. Que
facilita a digestão.
PEPTÍDIO - Composto de dois ou
mais aminoácidos.
PEPTONA - Derivado da proteína.
PEPTONIZAR - Transformar em
peptona.
PEPTONÚRIA - Presença de peptona
na urina.
PEQUENA CIRCULAÇÃO - Corres-
ponde à saída do sangue venoso do
ventrículo direito, através da arté-
ria pulmonar, e sua volta, já oxige-
nado nos pulmões, através das veias
pulmonares, até a aurícula esquerda.
PEQUENO MAL - Ligeiros ataques
de epilepsia, muito intervalados.
PEQUENO OBLÍQUO - Músculo
do abdome que ajuda a ação do
grande oblíquo.
PERCENTIL - Localização de um
parâmetro em uma escala cente-
simal. O percentil 50 da estatura é
a tendência média da população.
PERCEPÇÃO - Recebimento de im-
pressões por meio dos sentidos.
PERCUSSÃO - Processo de exame
do doente que consiste em bater le-
vemente sobre determinada parte do
corpo para avaliar, pelo som, o es-
tado da parte subjacente.
PERCUTÂNEO - Através da pele.
PERFURAÇÃO - Orifício em um
órgão causado por doença ou
traumatismo.
PERFUSÃO EXTRACORPÓREA
OU CIRCULAÇÃO EXTRACOR-
PÓREA - Método utilizado em ci-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PEN PER
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354
rurgia cardíaca que consta da utili-
zação de uma máquina (coração-
pulmão artificial) que é capaz de
substituir temporariamente as fun-
ções do coração e dos pulmões, oxi-
genando o sangue e bombeando-o
através do sistema circulatório, de
tal forma a permitir a parada do
coração e conseqüentemente permi-
tir o tratamento de suas lesões con-
gênitas ou adquiridas.
PERI - Prefixo que significa “perto”,
“junto”.
PERIAORTITE - Inflamação dos te-
cidos que rodeiam a aorta.
PERIAPENDICITE - Inflamação dos
tecidos que rodeiam o apêndice.
PERIARTERITE - Inflamação da tú-
nica externa da artéria.
PERIARTRITE - Inflamação dos te-
cidos que rodeiam a articulação.
PERICÁRDIO - Membrana serosa
que reveste o coração.
PERICARDIOCENTESE - Punção do
pericárdio.
PERICARDIOTOMIA - Incisão do
pericárdio.
PERICARDITE - O coração é circun-
dado por uma membrana conhecida
como pericárdio. Em algumas cir-
cunstâncias, ela pode ficar inflama-
da. Existem várias causas, e a mais
comum é uma série de infecções vi-
rulentas. A membrana inflamada
pode emitir um fluido, que depois se
acumula ao redor do coração - con-
dição conhecida como efusão peri-
cárdica. Qualquer que seja a causa, a
condição é grave, e o paciente geral-
mente precisa de um longo período
de repouso para que a infecção ceda.
PERÍCIA MÉDICA - Atuação médi-
ca com o fim de instrução de auto-
ridade legal, visando à aplicação da
justiça.
PERICRÂNIO - Tegumento que co-
bre o crânio.
PERIFLEBITE - Inflamação da túnica
externa da veia.
PERI-HEPATITE - Inflamação do
peritônio que reveste o fígado.
PERILINFA - Líquido claro que exis-
te no labirinto ósseo do ouvido.
PERIMETRIA - Campimetria, mensu-
ração do campo visual.
PERINEAL - Referente ao períneo.
PERINÉFRICO - Em redor do rim.
Perinefrético.
PERINEOCELE - Hérnia perineal.
PERINEOPLASTIA - Operação plás-
tica no períneo.
PERINEORRAFIA - Sutura do pe-
ríneo.
PERINEOSSÍNTESE - O mesmo que
Perineorrafia.
PERINEOTOMIA - Incisão no perí-
neo.
PERIOCULAR - Em redor do olho.
PERÍODO FÉRTIL - Diz-se do perí-
odo em que há mais possibilidade
de ocorrer a gravidez, se as relações
sexuais acontecerem entre o déci-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PER PER
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355
mo e o décimo sétimo dia do ciclo
menstrual (vinte e oito dias).
PERIODONTO - Membrana perio-
dentária.
PERIORBITÁRIO - Em redor da
órbita.
PERIÓSTEO - Membrana fibrosa que
reveste o osso.
PERIOSTOSE - Hipertrofia de um
osso.
PERIOVARITE - Inflamação do
peritônio que rodeia o ovário.
PERIRRENAL - Em redor do rim.
Perinefrético.
PERIRRETAL - Em redor do reto.
PERISSALPINGITE - Inflação do
peritônio que rodeia a trompa.
PERISTALSE - O mesmo que Peris-
taltismo.
PERISTALTISMO - Movimentos
contráteis do tubo digestivo de cima
para baixo. A direção contrária se-
ria o Antiperistaltismo.
PERITONITE - Inflamação da mem-
brana (peritôneo) que forra a cavi-
dade abdominal. É uma condição
muito séria e geralmente ocorre
quando um órgão infeccionado se
rompe, como na apendicite. O tipo
de tratamento depende da causa,
mas geralmente inclui uma cirurgia
de emergência e antibióticos. A pre-
venção significa o tratamento do
problema original (a apendicite, por
exemplo) antes de se chegar a esse
estágio. Todos nós temos, de vez em
quando, dores indefinidas na barri-
ga mas, em geral, qualquer dor que
persistir durante umas quatro horas
(especialmente se estiver associada
a febre e vômito) requer atenção de
um médico. A dor da peritonite é
tão forte que geralmente provoca
um colapso e, se o médico não pu-
der ser localizado imediatamente,
deve-se chamar uma ambulância.
PERITONSILITE - Inflamação em
redor da amídala.
PERIUTERINO - Em redor do útero.
PERIVASCULAR - Em redor de um
vaso.
PERMEÁVEL - Que pode ser atraves-
sado.
PERNICIOSO - Ruinoso, intermiten-
te. Exemplo: a anemia perniciosa.
PERÔNIO - Passa a se chamar
“fíbula”, que significa união; esse
osso da perna une a parte superior
e inferior da tíbia.
PER OS
- Palavras latinas que sig-
nificam “pela boca”.
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO -
Água oxigenada.
PERSPIRAÇÃO - O mesmo que
Sudorese.
PERTUSSIS - O mesmo que Coque-
luche.
PERVERSÃO - Aberração de condu-
ta ou de comportamento.
PESO ESPECÍFICO - Relação entre
o peso de uma substância e o peso
de volume igual de água.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PER PES
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356
PESSÁRIO - Qualquer dispositivo
colocado na vagina para tratamen-
to. Pode ser para sustentar o útero -
como no prolapso (V. Prolapso.) -,
para agir como anticoncepcional
(diafragma), ou para tratar uma in-
fecção - quando consiste, normal-
mente, de uma droga incorporada a
uma pastilha solúvel e de formato
adequado.
PESTÍFERO - Que traz a peste.
PESTILÊNCIA - Qualquer doença
epidêmica muito virulenta.
PETÉQUIA - Pequena hemorragia do
tamanho da cabeça de alfinete.
PÉTREO - Com a dureza da pedra ou
do granito. Exemplo: o rochedo,
osso do crânio onde se aloja o ou-
vido.
PETROLATO - O mesmo que Vase-
lina.
PEZ - O mesmo que Breu.
P.G. - Paralisia geral.
pH - Concentração de iontes de hi-
drogênio. O pH (potencial em hi-
drogênio) de 7 é neutro; abaixo é
ácido; acima é alcalino. Quanto
mais baixo, mais ácido; quanto mais
alto, mais alcalino.
PIA-MÁTER - Uma das meninges.
PIAN - V. Bouba.
PIARTROSE - Pus na articulação.
PICA - Perversão do apetite.
PICADA DE ABELHA - V. Picadas.
PICADA DE COBRA - Leve o paci-
ente para o hospital, o mais rápido
possível, e leve junto a cobra morta
para identificação. Se estiver previs-
ta uma longa espera, pode ser aplica-
da uma compressa larga bem firme,
e de forma nenhuma deve ser usada
uma faixa estreita, apertada, pois ao
soltá-la pode ocorrer um fluxo repen-
tino do sistema com o veneno.
PICADAS - Os insetos, abelhas,
marimbondos, formigas, etc. são
capazes de ferir os tecidos, injetan-
do uma substância por meio de um
ferrão especial ou uma picada. O
material que produz a irritação é
geralmente um ácido, e a dor pode
às vezes ser aliviada aplicando-se
um álcali. Isso pode ser feito apli-
cando-se uma compressa molhada
com bicarbonato de sódio. O ma-
rimbondo é uma exceção, pois ele
produz uma ferroada alcalina, de
modo que uma aplicação de vina-
gre medicinal pode aliviar. Geral-
mente as picadas não são graves,
mas deve-se evitar coçar, pois isso
pode introduzir micróbios e, daí, le-
var à infecção. Seja cauteloso, ob-
servando toda picada quando sai
para um piquenique. As ferroadas
de marimbondo na língua podem
ser perigosas, levando a uma incha-
ção que pode provocar dificuldades
respiratórias. É necessário cuidado
médico urgente.
É possível se tornar alérgico a pica-
das de insetos e, se a reação da sua
pele parece excessiva, consulte o
médico para evitar problemas futu-
ros. Em reações alérgicas extremas
pode haver inchação da garganta,
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PES PIC
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357
provocando dificuldades respirató-
rias e colapso da circulação. Você
deve sempre levar consigo compri-
midos de anti-histamina se for alér-
gico a picadas de abelha, mas pro-
vavelmente o melhor tratamento de
emergência para alergia a picadas de
abelha seja o uso de um inalante de
adrenalina. Esse inalante foi origi-
nalmente criado como tratamento de
asma, mas é mais rápido e eficaz que
as injeções anteriormente recomen-
dadas para a alergia forte a picadas.
Os repelentes ajudam a reduzir bas-
tante o ataque de insetos. Não são
desagradáveis de usar e podem ser
encontrados em supermercados.
PICANTE - O mesmo que Penetrante.
PIELITE - V. Pielonefrite.
PIELOCISTITE - Inflamação do
bacinete e da bexiga.
PIELOGRAFIA - Radiografia dos
bacinetes e dos ureteres após inje-
ção de uma substância rádio-opaca.
PIELONEFRITE - Pielite. O rim hu-
mano pode ser dividido em duas
partes. A camada externa do órgão
é formada de pequenos vasos
sangüíneos e canais, nos quais são
filtradas as impurezas do sangue.
Esses canais se abrem num ven-
trículo ou bolsa interna, conhecida
como pelve renal, na qual se acu-
mula a urina. Às vezes, essa parte é
atacada por micróbios, que ge-
ralmente chegam até ela através da
bexiga; essa condição é conhecida
como pielite. Como há sempre um
certo grau de difusão da infecção
dos canais coletadores até o rim
propriamente dito, a doença deve
realmente ser considerada como
uma pielonefrite. É mais comum
nas mulheres. (V. Cistite.) Sinto-
mas: dor no lombo, dor e freqüên-
cia na urina, e febre muito alta
(40,5
o
C). Às vezes há vômito e
pode haver calafrios (arrepios). O
tratamento da pielonefrite é através
de repouso absoluto, muito líquido
e antibióticos apropriados. Os ata-
ques periódicos indicam que é ne-
cessário um exame mais completo
do rim; numa criança, até mesmo
um só ataque requer investigação
especializada.
PIELONEFRITE AGUDA - Inflama-
ção bacteriana aguda da pelve e do
parênquima renal.
PIELONEFRITE CRÔNICA - Infla-
mação bacteriana crônica, ativa ou
inativa, da pelve e do parênquima
renal.
PIELOTOMIA - Incisão no bacinete.
PIGMENTO - Matéria corante.
PILEFLEBITE - Inflamação da veia
porta.
PILOCISTO - Cisto que contém
pêlos.
PILÔMETRO - Instrumento com que
se mede o grau de obstrução do
óstio da bexiga urinária.
PILOMOTOR - Que move os pêlos.
PILONIDAL - Que tem pêlos forman-
do ninhos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PIC PIL
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358
PILORECTOMIA - Ablação do
piloro.
PILORITE - Inflamação do piloro.
PILORO - Orifício de comunicação
do estômago com o intestino del-
gado.
PÍLULA - Medicamento preparado
em forma de bolinha ou confeito
para ser engolido inteiro. Anticon-
cepcional: contém substâncias mui-
to parecidas com o hormônio
progesterona. Uma das funções des-
se hormônio é inibir a hipófise, im-
pedindo novas ovulações. No perí-
odo em que a mulher toma a pílula
a ovulação não ocorre e, não haven-
do óvulo, não haverá fecundação
nem gravidez.
PINGUÉCULA - Formação conjun-
tiva amarelada na córnea junto ao
canto do olho.
PIOARTRITE - Coleção purulenta
intra-articular.
PIÓCITO - Célula de pus.
PIOCOLPO - Coleção de pus na
vagina.
PIOEMIA - Presença de pus e ger-
mes piogênicos no sangue, com for-
mação de abscessos disseminados.
PIOGÊNESE - Formação de pus.
PIOGÊNICO - Que forma pus.
PIÓIDE - Semelhante a pus.
PIOLHOS - Pequenos animais parasi-
tas, do tamanho de uma cabeça de
fósforo. Eles vivem no corpo huma-
no e geralmente habitam regiões ca-
beludas, aglutinando seus ovos, ou
lêndeas, num fio de cabelo. Existem
três famílias: o piolho-da-cabeça, o
piolho-do-homem e o piolho-do-
púbis. Pediculose é o termo médico
para a infestação de piolhos. A con-
dição é contagiosa, pois os piolhos se
propagam de uma pessoa para outra.
A infecção pelo piolho-do-homem é
estimulada pela falta de higiene pes-
soal. Os piolhos prosperam quando o
banho torna-se difícil (como nos sol-
dados em combate, por exemplo). O
piolho se alimenta do sangue de seu
hospedeiro, e a sua picada causa
irritação. A ação de coçar pode intro-
duzir micróbios, de modo que se de-
senvolvem pontos infectados e pe-
quenos furúnculos. Uma conseqüên-
cia grave é a transmissão de uma
doença conhecida como “Tifo” - uma
doença grave causada por um peque-
no micróbio que, além de atacar o ho-
mem, pode viver no corpo do piolho.
Os piolhos infectados podem se es-
palhar de pessoa para pessoa, carre-
gando a doença com eles.
Os piolhos-do-púbis são comu-
mente transmitidos pela atividade
sexual, e outros exames para doen-
ças venéreas devem sempre ser fei-
tos quando não encontrados os tam-
bém chamados “chatos”.
Ao contrário dos piolhos-do-ho-
mem, os piolhos-da-cabeça não di-
zem respeito à higiene pessoal e se
espalham rapidamente mesmo en-
tre crianças de uma sala limpa, caso
apenas uma das crianças tenha
piolhos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PIL PIO
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359
O tratamento para piolhos é por
meio de sabonetes ou xampus es-
peciais, que podem ser encontrados
em farmácias. Deve-se passar um
pente fino no cabelo antes de secar,
para remover as lêndeas.
PIOMÉTRIO - Retenção de pus no
útero.
PIONEFRITE - Retenção de pus no
bacinete renal.
PIOPERICÁRDIO - Pus no pericár-
dio.
PIOPERICARDITE - Pericardite su-
purada.
PIOPNEUMOTÓRAX - Presença de
pus e ar na cavidade pleural.
PIORRÉIA - Infecção crônica e
supurativa dos alvéolos dentares
nas gengivas, que leva a uma su-
puração e afrouxamento dos den-
tes. É uma condição que não pode
ser descuidada. Quanto mais cedo
o dentista puder começar o trata-
mento, mais fácil será a cura. A
doença pode ser prevenida se as
gengivas forem escovadas regular-
mente para cima e para baixo,
quando se escovar os dentes. Na
velhice, os dentes podem ficar
frouxos pelo desgaste.
PIOSE - O mesmo que Supuração.
PIOSSALPINGE - Coleção de pus na
trompa.
PIOTÓRAX - Empiema, coleção de
pus na cavidade pleural.
PIRAMIDO - Substância orgânica
analgésica.
PIRÉTICO - Relativo à febre.
PIRETOGÊNESE - Condição e me-
canismo da produção da febre.
PIRETÓGENO - Que eleva a tempe-
ratura.
PIRETOTERAPIA - Tratamento de
uma doença pela elevação da tem-
peratura de um doente.
PIREXIA - V. Febre e Temperatura.
PIRIDOXINA - Vitamina B6.
PIRIFORME - Em forma de pêra.
PIROGÊNIO - Que causa febre.
PIROSE - Azia, fermentação ácida
com sensação de calor no estômago.
PISIFORME - Em forma de lentilha.
Um dos ossos do punho.
PITIÁTICO - O mesmo que Histérico.
PITIATISMO - Nome dado à Histe-
ria por Babinski, médico francês
(1857-1932), porque ela se carac-
teriza por sintomas que aparecem
pela persuasão.
PITOCINA - Hormônio da hipófise
que aumenta as contrações uterinas.
PITRESSINA - Hormônio da hipófise
que eleva a tensão arterial.
PITUITÁRIA - Membrana que forra
internamente as fossas nasais; quan-
do nestas penetra o ar carregado de
partículas odoríferas, a pituitária é
imediatamente impressionada por-
que o muco que ela produz capta e
conserva essas partículas. As rami-
ficações do nervo olfativo recolhem
as impressões do cheiro e as trans-
mitem ao cérebro.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PIO PIT
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360
PITUITRINA - Hormônio do lobo
posterior da hipófise.
PIÚRIA - Presença de pus na urina.
PLACA CRIBRIFORME - Placa no
osso etmóide, cheia de orifícios por
onde passam os filetes do nervo ol-
fativo.
PLACA DE PETRI - Pequeno disco
de vidro utilizado nos laboratórios
de Microbiologia.
PLACEBO - Substância sem ação ne-
nhuma, que só se prescreve para
estudar os efeitos da sugestão.
Exemplo: lactose, pílulas de miolo
de pão, etc.
PLACENTA - Órgão que se forma no
útero durante a gestação e que esta-
belece comunicação entre a circu-
lação materna e a fetal através do
cordão umbilical. É formada tanto
por material do embrião quanto por
material do útero materno. Estuda-
se atualmente o uso de substâncias
contidas na placenta para tratamen-
to de algumas doenças.
PLACENTAÇÃO - Formação e loca-
lização da placenta.
PLANIGRAFIA - Radiografia de se-
ções ou planos do corpo obtida sem
o uso de computadores.
PLANO FRONTAL - O que divide o
corpo em duas metades, a anterior
e a posterior
PLANO LONGITUDINAL - O que
divide o corpo em duas metades, a
direita e a esquerda.
PLANO TRANSVERSAL - O que di-
vide o corpo em duas metades, a
superior e a inferior.
PLANTÃO - Horário de serviço es-
calado para o profissional exercer
suas atividades em um hospital.
PLAQUETAS SANGÜÍNEAS - Ou
trombócitos, são 500 mil por centí-
metro cúbico de sangue. Sua fun-
ção é favorecer a coagulação do san-
gue. Corpúsculo no sangue de gran-
de importância na hemóstase.
PLASMA - Parte líquida coagulável,
do sangue e da linfa. É o sangue sem
os glóbulos. Contém 90% de água
e 7% de matéria.
PLÁSTICA, CIRURGIA - Cirurgia
destinada a corrigir defeitos congê-
nitos no homem e na mulher. Utili-
zada também para supressão de ru-
gas e embelezamento da mulher. É
atualmente uma parte importante da
Medicina, tendo o Brasil excelen-
tes cirurgiões nesse setor.
PLÁSTICO - Que forma tecidos, que
repara.
PLATELMINTOS - Vermes do ramo
Platyhelminthes, de corpo achata-
do, em forma de fita, segmentado
ou não e tubo digestivo (quando
presente) desprovido de ânus. Al-
gumas espécies são de vida livre
como os Tuberlários; na maioria,
porém, são parasitos, como os
Trematódios e os Cestóides.
PLENITUDE - Sensação de distensão
abdominal que freqüentemente se
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PIT PLE
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361
segue às refeições, descrita como
sensação de empachamento.
PLEOMASTIA - Existência de mais
de dois seios. O mesmo que Pleo-
mazia.
PLEOMAZIA - V. Pleomastia.
PLETORA - Excesso de sangue nos
vasos.
PLEURA - Dupla membrana serosa
que envolve cada um dos pulmões.
PLEURAL - Referente à pleura.
PLEURALGIA - Dor na pleura,
pleurodinia.
PLEURIS - Inflamação da pleura, com
ou sem derrame.
PLEURIS SECO - Pleuris sem der-
rame.
PLEURISIA - Cada pulmão é envol-
vido por uma camada dupla de
membrana fina, conhecida como
“pleura”. Quando ela fica inflama-
da, a condição é conhecida como
Pleurisia. Isso ocorre quase sempre
devido a uma invasão de micróbios,
que podem chegar à pleura através
da corrente sangüínea por debaixo
do pulmão. Portanto, à pleurisia
podem se seguir infecções do pul-
mão - particularmente a pneumonia.
Quando a pleura fica inflamada, ela
despeja o fluido que reúne as duas
camadas, que é conhecido como
uma efusão pleural. Durante os pri-
meiros estágios, a pleurisia geral-
mente vem acompanhada de uma
dor aguda no peito ao respirar, pois
as camadas inflamadas da membra-
na acabam se esfregando uma na
outra todas as vezes que se respira.
Nos estágios posteriores, forma-se
fluido e a dor passa, já que o fluido
evita que as duas camadas se to-
quem. Contudo, a presença do flui-
do reduz o movimento do pulmão,
de forma que há sempre uma falta
de ar.
Hoje em dia a pleurisia geralmente
ocorre devido à ação de uma série
de vírus, e pode haver pouca ou
nenhuma pneumonia associada a
ela. O tratamento é por meio de re-
pouso e comprimidos para reduzir
a dor e permitir uma respiração pro-
funda. Quando a pleurisia é causa-
da por bactérias, ela reage bem aos
antibióticos.
PLEURITE - O mesmo que Pleuris.
PLEURODINIA - Infecção virulenta
comum (também chamada de “mal
de Bornholm”) que afeta os mús-
culos entre as costelas e, às vezes,
causa a verdadeira pleurisia e
pericardite. Os principais sintomas
são febre e uma dor aguda no peito
ao respirar. (V. Pleurisia.)
PLEUROPNEUMONIA - Pneumo-
nia com pleuris.
PLEXO - Rede de vasos e nervos.
PLEXO SOLAR - Plexo de nervos e
gânglios nervosos na parte superior
do abdome. É também chamado “o
cérebro abdominal de Bichat”, que
foi o primeiro a estudá-lo.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PLE PLE
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362
PLICA - O mesmo que Prega.
PLÚMBICO - Relativo ao chumbo.
PLUMBISMO - Saturnismo, intoxi-
cação crônica pelo chumbo.
PNEUMARTROSE - Ar numa arti-
culação.
PNEUMOCELE - Hérnia originada
pela saída de uma parte do pulmão
através dos espaços intercostais.
PNEUMOCOCIA - Doença infecci-
osa causada pelo pneumococo.
PNEUMOCOCO - Micróbio que
produz a pneumonia aguda (Diplo-
coccos pneumoniai.)
PNEUMOCONIOSE - Doença cau-
sada pela inalação de pó que pro-
voca engrossamento e escoriação
nos tecidos delicados do pulmão.
Ela costumava ser um risco nas
profissões relacionadas à minera-
ção, antes da introdução de medi-
das seguras como os filtros de ar.
O resultado final é uma persisten-
te falta de ar e riscos de infecções
no peito ou outra doença no pul-
mão. Reações semelhantes ocor-
rem com a exposição ao silício
(silicose) - um risco entre os amo-
ladores de faca - e ao asbesto azul,
atualmente proibido em muitas
empresas (asbestose).
PNEUMOGÁSTRICO, NERVO - V.
Nervo vago.
PNEUMÓLISE - Operação para liber-
tar o pulmão de suas aderências
pleurais inflamatórias.
PNEUMOLITÍASE - Doença que se
caracteriza pela formação de con-
creções nos pulmões.
PNEUMÓLITO - Cálculo no pul-
mão.
PNEUMOLOGIA - Dor no pulmão.
PNEUMOMICOSE - Doença pul-
monar causada por fungos.
PNEUMONALGIA - Dor no pulmão.
PNEUMONIA - Infecção do parên-
quima do pulmão produzida por
vírus, bactérias, cogumelos ou de
natureza alérgica. Ela faz com que
o tecido normalmente esponjoso fi-
que duro. Existem muitas varieda-
des de pneumonia, dependendo do
micróbio e das partes do pulmão
atingidas. Assim, a pneumonia
lobular é causada pelo pneumo-
coco, que ataca um lóbulo inteiro
do pulmão de uma vez. Na bronco-
pneumonia, que pode ser causada
por diferentes micróbios, a infecção
é mais espalhada e ocorre em tre-
chos que cercam os tubos respira-
tórios. Ela segue alguma outra in-
fecção respiratória, comum num
resfriado ou gripe, quando o paci-
ente, em vez de se recuperar, piora.
Há uma dor no peito - se a pleura
estiver envolvida (V. Pleurisia.) -,
geralmente febre alta, de 39,5
o
C, e
uma tosse causadora de um catarro
de cor ferrugem. Quando o pulmão
é mais envolvido, torna-se evidente
uma falta de ar. O rosto e os lábios
podem ficar de uma cor azulada.
A maioria das formas de pneumo-
nia responde rapidamente ao trata-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PLI PNE
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363
mento com antibióticos. No entan-
to, a pneumonia causada por vírus
não responde a esse tratamento, e
pode ser perigosa, requerendo cui-
dado intensivo no hospital, com a
utilização de oxigênio.
PNEUMONIA DA COMUNIDADE
- Pneumonia adquirida no ambien-
te caseiro.
PNEUMONIA DUPLA - Aquela que
compromete ambos os pulmões.
PNEUMONIA FIBRINOSA - O mes-
mo que Pneumonia aguda.
PNEUMONIA HIPOSTÁTICA -
Pneumonia causada pela falta de
movimentos do doente debilitado.
PNEUMONIA HOSPITALAR -
Pneumonia adquirida após 48 ho-
ras de internação no ambiente hos-
pitalar.
PNEUMONIA LOBULAR - V. Pneu-
monia.
PNEUMÔNICO - Referente à pneu-
monia.
PNEUMONITE - Inflamação dos
pulmões geralmente causada por
estreptococos. O mesmo que Pneu-
monia.
PNEUMOPATIA - Toda afecção do
pulmão.
PNEUMOPERICÁRDIO - Presença
de ar no pericárdio.
PNEUMOPERITÔNICO - Presença
de ar no peritônio.
PNEUMOTOMIA - Incisão no pul-
mão.
PNEUMOTÓRAX - O termo indica
a presença de ar ou gases inertes en-
tre as camadas da pleura. (V. Pleu-
risia.) Às vezes, quando há alguma
doença presente, e outras vezes por
nenhum motivo óbvio, um peque-
no buraco pode se formar numa pas-
sagem terminal de ar, permitindo
que o ar escape, e forçar o pulmão,
fazendo com que ele sofra um co-
lapso. Em muitos casos, o repouso
pode permitir que o pulmão se ex-
panda naturalmente, curando a con-
dição. De vez em quando, desen-
volve-se um pneumotórax de ten-
são, enquanto o ar continua a se es-
tabelecer na cavidade do peito, pres-
sionando com mais força ainda o
pulmão que sofre colapso. É neces-
sário um tratamento de emergência
num hospital, para liberar o ar por
um tubo inserido através da parede
do peito. Depois disso, o tratamen-
to é o repouso, como para o pneu-
motórax normal.
PNEUMOTÓRAX ARTIFICIAL - O
que é empregado como tratamento
de moléstias do pulmão, particular-
mente a tuberculose.
POÇÃO - Medicamento líquido,
com água, xarope e substância ati-
va, para ser tomado às colheradas.
PODÁLICO - Relativo ao pé.
PODARTRITE - Inflamação nas ar-
ticulações do pé.
PODIALGIA - Dor no pé.
PODIATRA - Especialista em doen-
ças dos pés.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PNE POD
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364
PODÓLOGO - O mesmo que Po-
diatra.
POLAQUIÚRIA - Micções freqüen-
tes e em pequena quantidade.
POLI - Prefixo que significa “mui-
to” ou “vários”.
POLIARTICULAR - Que se refere a
várias articulações.
POLIARTRITE - Inflamação simul-
tânea de várias articulações.
POLICIESE - Gravidez múltipla.
POLICÍSTICO - Que contém muitos
cistos.
POLICITEMIA - Termo médico para
uma condição rara, em que as célu-
las vermelhas do sangue aumentam
acima do normal. Ela geralmente
deixa a tez corada, e pode estar as-
sociada a dores de cabeça e, às ve-
zes, pressão alta. Existem remédi-
os que, tomados via oral, reduzem
o número de células a um nível nor-
mal.
POLICONDRITE - Inflamação do te-
cido cartilaginoso em vários pon-
tos do corpo.
POLIDACTILIA - Mais de cinco de-
dos em uma mão ou pé.
POLIDIPSIA - Sede exagerada e pa-
tológica.
POLIENCEFALITE - Inflamação agu-
da ou crônica de certos núcleos do
sistema nervoso.
POLIFARMÁCIA - Emprego de nu-
merosas substâncias numa mesma
fórmula.
POLIGLANDULAR - Referente a
várias glândulas.
POLIGLOBULIA - O mesmo que
Policitemia.
POLIMIOSITE - Enfraquecimento e
atrofia dos músculos, de causa des-
conhecida.
POLINEURITE - Neurite múltipla.
POLINEUROPATIA PERIFÉRICA -
Síndrome de lesão de nervos
periféricos. O mesmo que Poli-
neurite.
POLINOSE - Febre do feno, doença
alérgica freqüente na Europa, mas
rara no Brasil.
POLINUCLEAR - Com vários núcleos.
PÓLIO - Prefixo que significa “cin-
zento”.
POLIODONTIA - Existência de den-
tes acima do número normal.
POLIOENCEFALITE - Inflamação da
substância cinzenta do encéfalo.
POLIOMIELITE - Paralisia infantil.
Hoje em dia, essa doença é rara em
muitos países, como Inglaterra e
Brasil, e está se tornando cada vez
mais rara no mundo todo. Ela é in-
fecciosa, e causada por um vírus que
penetra nos intestinos através da
boca e estômago. Primeiro, ela pro-
duz uma enfermidade incerta, pare-
cida com uma gripe - com febre, di-
arréia, dor de cabeça e dor nos mem-
bros. Em algumas pessoas, a parali-
sia pode se desenvolver depois de
dois ou três dias. Como o vírus che-
ga às células nervosas da espinha que
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
POD POL
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365
controlam os movimentos, essa pa-
ralisia pode afetar um único mem-
bro, ou pode ser extensiva e afetar
os músculos respiratórios, provocan-
do a morte ou a necessidade de uma
respiração auxiliada por aparelhos
mecânicos. Evite exercícios no pri-
meiro estágio da doença, pois eles
parecem aumentar a extensão da pa-
ralisia subseqüente. O repouso é vi-
tal se houver qualquer suspeita de
poliomielite.
Felizmente, o desenvolvimento de
vacinas orais seguras e eficazes qua-
se erradicou essa doença em vários
países. Contudo, em alguns países
tropicais e subtropicais, ela ainda
ocorre em pequenas epidemias. As
pessoas que viajam para esses paí-
ses devem ser vacinadas ou tomar
doses de reforço. Atualmente, exis-
te uma campanha para acabar com
a poliomielite, por meio de um pro-
grama mundial de vacinação.
POLIOMIELITE ANTERIOR AGU-
DA - Paralisia infantil.
POLIOPIA - Imagens múltiplas do
mesmo objeto, podendo ocorrer
com apenas um dos olhos ou com
ambos.
POLIORROMENITE - Inflamação
de várias serosas ao mesmo tempo.
POLIPNÉIA - Respiração rápida e
ofegante.
PÓLIPO - Tumor pequeno e perifor-
me que se forma nas superfícies in-
ternas do corpo. Os pólipos geral-
mente são causados por uma infec-
ção crônica e comumente encontra-
dos nas orelhas ou no nariz. Às ve-
zes, eles também ocorrem nas mu-
lheres, no colo do útero. Os pólipos
não são perigosos por si só, mas po-
dem causar irritação e sangramento
de vez em quando. Em geral, podem
ser removidos facilmente por meio
de uma pequena cirurgia.
POLIPÓIDE - Semelhante a um
pólipo.
POLIPOSE - Existência de pólipos.
POLIÚRIA - Aumento da quantida-
de de urina.
POLUÇÃO - Emissão involuntária
de esperma.
POLUIÇÃO - Ato de tornar impuro.
PONTADA - Dor aguda.
PONTO FALSO - Esparadrapo, em-
plastro adesivo.
POPLÍTEO, ESPAÇO - Espaço na re-
gião posterior do joelho.
PORÇÃO - Quantidade limitada de
alguma coisa. Exemplo: porção de
um alimento em gramas (carne -
100 g, arroz - 150 g). É variável
conforme o tipo de alimento e a for-
ma em que ele se apresenta (cru,
cozido, assado ou frito).
PORFIRIZAÇÃO - Redução de uma
região posterior do joelho.
PORTADOR - Hospedeiro. Pessoa
que transmite infecção sem apre-
sentar sintomas dela.
PORTADOR DE GERME - Aquele
que tem e espalha os germes de uma
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
POL POR
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366
infecção mas está aparentemente
são.
PÓS - Atrás, depois.
POSIÇÃO - Atitude, postura.
POSIÇÃO DE FOWLER - Posição
semi-sentada que se obtém com
cama articulada (cama de Fowler)
ou com auxílio de travesseiros.
POSIÇÃO DE TRENDELENBURG -
Com os pés em nível mais baixo do
que a cabeça.
POSIÇÃO GENUCUBITAL - Quan-
do o paciente se apóia nos joelhos e
nos cotovelos.
POSIÇÃO GENUPEITORAL - Quan-
do o paciente se apóia nos joelhos e
no tórax.
POSOLOGIA - A quantidade de me-
dicamento que o doente deve tomar
de cada vez e o intervalo entre uma
e outra dose.
PÓS-OPERATÓRIO - Período após
a operação para restabelecimento
do paciente; o que ocorre após a
operação cirúrgica.
POSTECTOMIA - Circuncisão,
extirpação de parte do prepúcio, dei-
xando a glande descoberta.
POSTITE - Inflamação do prepúcio.
POST CIBUM
-
Depois das refeições.
POST MORTEM
-
Depois da morte.
POST PARTUM
-
Depois do parto.
POST PRANDIAL - Após a refeição.
POSTULADO - Princípio ou fato re-
conhecido, mas não demonstrado.
PÓSTUMO - Após a morte.
POSTURA - Posição do corpo, as-
pecto físico.
POSTURAL - Referente à postura ou
posição.
POTÁSSIO - É o maior íon no inte-
rior das células, mas se conserva
em equilíbrio constante com a pe-
quena quantidade do exterior da
célula. Esse potássio extracelular
é de importância crítica porque
contribui para a passagem dos im-
pulsos nervosos através do corpo,
controla as contrações musculares,
mesmo a do músculo cardíaco, e
ajuda a manter os níveis de pres-
são. A eliminação do potássio é
controlada pelos rins, mas ele tam-
bém é eliminado em pequenas
quantidades pelo suor e pelo trato
intestinal.
POTÁVEL - Que serve para beber.
POTÊNCIA - Capacidade do animal
macho para efetuar o ato sexual.
POTENCIAL - O mesmo que capa-
cidade.
P. P. - Personalidade psicopática.
PRÉ-AGÔNICO - Pouco antes de co-
meçar a agonia.
PRÉ-CANCEROSO - Estado antes
de manifestar-se o câncer, mas que
se encaminha para isso.
PRECIPITAÇÃO - Separação de um
material sólido de um líquido.
PRECIPITINA - Anticorpo que pre-
cipita as toxinas bacterianas.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PÓS PRE
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PRÉ-COMATOSO - Na iminência
de entrar em estado de coma.
PRECORDIAL - Relativo à área
torácica que corresponde ao cora-
ção.
PREGAS CUTÂNEAS - Medidas fei-
tas em algumas partes do corpo
(barriga, costas, braço) verificadas
com o auxílio de um aparelho pa-
recido com uma pinça (adipô-
metro) para quantificar a gordura
corporal.
PREMATURO - Criança nascida an-
tes do tempo normal (37
a
semana)
de gestação.
PRÉ-MEDICAÇÃO - Medicação que
precede o medicamento principal.
Ex.: um sedativo antes da anestesia.
PRÉ-MENSTRUAL - Antes da mens-
truação.
PRÉ-MOLARES - Os dois dentes
entre o canino e os molares.
PREMONITÓRIO - Que avisa, que
mostra o início de uma doença.
PRÉ-NATAL - Antes do nascimento.
Período em que as mães podem fa-
zer exercícios orientados, no pró-
prio hospital, preparando-se melhor
para a hora do parto.
PRENHEZ - Gravidez, gestação.
PRENHEZ ECTÓPICA - Prenhez na
trompa. É a implantação e o desen-
volvimento do ovo fora da cavida-
de uterina. (V. Gravidez.)
PRENHEZ MOLAR - Prenhez com
formação de uma mola, tumor
carnoso que provém da degenera-
ção do ovo.
PRENHEZ TUBÁRIA - Prenhez na
trompa.
PREPÚCIO - Dobra da pele do pênis
que recobre a glande.
PRESBIOPIA - Dificuldade de aco-
modação visual que surge com a
idade.
PRESSÃO ARTERIAL - O coração é
um músculo especialmente adapta-
do que bombeia sangue pelo corpo
através dos vasos sangüíneos. Isso
faz com que o sangue fique sob
pressão e, conforme os vasos vão
se enrijecendo com a idade, tendo
menos a oferecer, a pressão arterial
tende a aumentar. Portanto, é mais
normal se ter uma pressão arterial
alta com 60 anos do que com 20.
Nas idades menores, existem algu-
mas condições (como uma doença
nos rins ou nas glândulas ou, às ve-
zes, sem nenhum motivo aparente),
em que a pressão pode subir a ní-
veis perigosos. Os principais riscos
são os de que o coração pode não
agüentar e de que um vaso san-
güíneo pode rebentar em algum ór-
gão como o cérebro. (V. Apoplexia.)
Até mesmo nas pessoas normais, a
pressão varia bastante e há uma mar-
gem enorme de aumento de pressão,
com a qual o coração e os vasos po-
dem lidar, sem maiores perigos. Os
leigos tendem a ficar apavorados
com a hipertensão, mas aqueles com
uma elevação moderada na pressão
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRE PRE
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368
podem viver muitos anos. Conheci
sofredores que chegaram a uma ida-
de avançada e morreram de uma
outra doença que não tinha nenhu-
ma relação com esta. Consulte seu
médico. Ele irá, provavelmente, fa-
zer exames para ver se existe uma
causa curável e checar se há algum
efeito prejudicial no coração ou nos
rins, e irá sugerir que faça uma dieta
- se você estiver com excesso de peso
-, pare de fumar e reduza as gorduras
animais - se estas forem indicadas.
Ele poderá, talvez, receitar compri-
midos que baixem a pressão. Geral-
mente não há sintomas para a pres-
são arterial; ela é descoberta duran-
te exames médicos de rotina. Depois
que você fica sabendo que está com
a pressão alta, terá que medir a pres-
são de vez em quando (orientado por
seu médico), pois poderá ter que fa-
zer um tratamento. Você deve conti-
nuar as atividades costumeiras, mas,
se não faz nenhum exercício há anos,
não comece de repente um exercí-
cio vigoroso como o squash, por
exemplo; comece aos poucos, com
pequenas caminhadas e vá aumen-
tando-as gradualmente.
PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA
OU MÍNIMA - Ao medir a pres-
são arterial de uma pessoa com um
aparelho de pressão e um estetos-
cópio, chama-se “pressão arterial
sistólica ou máxima” a leitura que
se obtém, quando se ouve o primei-
ro de uma série de sons ritmicos e
“pressão arterial diastólica ou mí-
nima” a leitura que se obtém quan-
do desaparecem todos os sons.
PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA - É
constituída pela soma da pressão
diastólica ou mínima, mais um ter-
ço da diferença entre as pressões
sistólica e diastólica.
PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA
OU MÁXIMA - V. Pressão arteri-
al diastólica ou mínima.
PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ
A pílula - A prevenção da gravidez
sofreu uma revolução nos anos
1950, com o desenvolvimento e uso
de hormônios femininos sintéticos
(V. Hormônios.), que agem como
anticoncepcionais; sua principal
ação é evitar o lançamento do óvu-
lo para a trompa de Falópio.
Em alguns países existe o planeja-
mento familiar e as informações
podem ser obtidas em clínicas, ou
com algum médico.
Antes de ser receitada a pílula, é ne-
cessário que o médico examine a
mulher. Não será indicada se hou-
ver uma história de trombose, pres-
são alta ou uma icterícia recente.
Durante a diarréia ou o vômito, a
pílula pode não ser bem absorvida,
para se ter algum efeito, é necessá-
ria uma precaução extra, como o
uso da camisa-de-vênus. Ela pode
piorar as varizes e a enxaqueca. Ge-
ralmente as mulheres acima dos 35
anos que fumam devem escolher
um outro método, mas procure ori-
entação do seu médico. Depois de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRE PRE
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369
começar a tomar pílula, você pre-
cisa fazer um check-up a cada três
meses no início, e depois uma ou
duas vezes ao ano.
A maioria das pílulas é tomada uma
vez ao dia, durante três semanas,
descansando-se na quarta. Tome a
pílula sempre no mesmo horário
(geralmente na hora de dormir),
pois a variação do horário pode le-
var a uma mancha de sangue da
vagina. Na 4
a
semana vem a mens-
truação sem dor, quando o útero
solta o seu revestimento. Isso evita
a sua preparação e fornece a con-
firmação de que não ocorreu a gra-
videz. A maioria dos efeitos cola-
terais é pequena e vem explicada na
bula. Se tiver dúvida sobre algum
sintoma, você deve procurar o
médico. Uma vitamina extra pode
geralmente reverter qualquer falta
de impulso sexual ou depressão.
Veja com o médico se pode ser re-
comendado algum remédio adicio-
nal. Alguns tratamentos, como os
antibióticos, podem reduzir a eficá-
cia da pílula. Isso pode ser indica-
do por uma mancha de sangue da
vagina, que geralmente não deve-
ria acontecer depois dos dois pri-
meiros meses. Tome outras precau-
ções (a camisa-de-vênus, por exem-
plo) quando isso acontecer.
Há um risco ligeiramente maior de
o sangue coagular com o compo-
nente estrogênio da pílula, embora
esse risco seja menor que numa gra-
videz. Os riscos aplicam-se princi-
palmente às mulheres acima de 35
anos e às fumantes.
A pílula contendo apenas proges-
togênios é adequada para muitas
mulheres, principalmente as que es-
tiverem amamentando e as com
mais de 35 anos. Ela é um pouco
menos eficaz e as menstruações
podem ficar irregulares. Essa pílu-
la de doses menores permite que as
mulheres continuem usando-a de-
pois dos 40 anos.
“Pílula da manhã seguinte” - ape-
nas para emergência.
Se ocorrer uma relação sexual
desprotegida (a camisinha se rom-
per, por exemplo), pode-se tomar a
pílula da manhã seguinte. Ela ge-
ralmente evita que o óvulo fecun-
dado se implante no útero. Em al-
guns países, como a Inglaterra, a
marca de gravidez é a implantação
- e não a fecundação; então esse mé-
todo pode ser classificado como an-
ticoncepcional, e não abortivo, nes-
ses países. Essa pílula deve ser to-
mada no prazo de doze horas após
a relação sexual, e deve-se procu-
rar com urgência uma clínica de
planejamento familiar. A dose de
hormônio na pílula da manhã se-
guinte é alta, então esse método
deve ser reservado para casos de
emergência. Um D.I.U. inserido
durante quatro ou cinco dias após a
relação age de forma semelhante.
D.I.U. (Dispositivo intra-uterino) -
Muitas mulheres não gostam de to-
mar comprimidos a longo prazo, e
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRE PRE
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370
a inserção de um dispositivo de co-
bre ou plástico no útero pode ser a
solução ideal. A inserção não é do-
lorida quando feita por um mé-
dico treinado. O D.I.U. depois de
colocado no lugar, não precisa de
observação da paciente, apenas de
exames clínicos regulares (anual-
mente, a não ser que receba outras
instruções).
O D.I.U. não é tão seguro quanto a
pílula e pode provocar menstrua-
ções mais intensas. Algumas mulhe-
res não conseguem retê-lo e o ex-
pelem com cólicas logo após a in-
serção.
Com os novos avanços em hormô-
nios, existe a tendência de se esque-
cer que os simples métodos de bar-
reira ainda são muito eficazes, se
usados corretamente.
Camisa-de-vênus (preservativo) - O
sucesso da camisa-de-vênus é com-
parável ao do D.I.U., se combina-
do com uma substância química
espermicida. É mais conveniente
que a mulher assuma a responsabi-
lidade, por causa da substância quí-
mica. A camisa-de-vênus é também
valiosa por oferecer uma proteção
contra doenças venéreas, ao passo
que o uso da pílula provavelmente
tenha contribuído para a sua propa-
gação.
Nos dias de hoje já existe a camisa-
de-vênus feminina.
Capuz - Há uma margem de sucesso
semelhante para os métodos femi-
ninos do capuz do diafragma ou do
capuz cervical, também combina-
dos com substâncias químicas. Esse
capuz deve ser encaixado por um
médico e examinado em intervalos
regulares.
Os métodos químicos sozinhos não
são seguros.
Método do ritmo (tabelinha) - O mé-
todo aceito pelos católicos romanos.
Infelizmente, ele não atinge as ex-
pectativas. Por ser natural, ele seria
o controle de natalidade perfeito,
não fosse tão falível.
Contudo, para os casais que querem
um intervalo de dois anos e meio
entre os filhos, mas que não se im-
portariam se o intervalo fosse de
doze a vinte meses apenas, ou para
as pessoas recém-casadas queren-
do esperar alguns anos para ter fi-
lhos, mas que não iriam se afligir
com uma concepção antecipada, o
método é excelente. Ele também
tem algum valor como um método
adicional a um outro (o preservati-
vo, por exemplo). O método é ba-
seado no fato de que o óvulo deve
ser lançado pelo ovário aproxima-
damente quatorze dias antes (ob-
serve: antes) do primeiro dia da
menstruação seguinte. Como o óvu-
lo pode ser fecundado pelo esper-
matozóide por um ou dois dias, na
teoria, todas as outras datas seriam
seguras. Na prática, as relações de-
vem ser evitadas, diga-se, durante
cinco dias antes da data esperada da
ovulação, mais a data esperada e
mais três dias, ou seja, um total de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRE PRE
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nove dias (cinco + um + três). Um
controle para certificar se a mens-
truação da mulher ocorre em perío-
dos regulares (isto é, vinte e oito
dias) é essencial para se chegar às
datas que devem ser seguras. Infe-
lizmente a ovulação não é sempre
regular e, às vezes, um segundo
óvulo é lançado no dia seguinte.
Outras vezes, a ovulação pode acon-
tecer mais cedo ou mais tarde, por
várias razões. Portanto, o método
não é muito seguro. Há, no entan-
to, várias maneiras com as quais se
pode obter maior certeza, mas todas
elas estão além de nosso alcance.
No Reino Unido, existe o Conselho
Católico de Casamento (Catholic
Marriage Advisory Council), que
distribui um folheto - Planejamen-
to Natural da Família -, fornecen-
do as últimas informações.
A Associação de Planejamento Fa-
miliar em alguns países pode aju-
dar em relação a problemas de con-
trole de natalidade; seu médico tam-
bém pode fazê-lo.
Método da esponja - Uma esponja
circular macia impregnada de
espermicida pode ser conseguida
em alguma farmácia ou em clíni-
cas de planejamento familiar. Deve-
se obter instruções sobre o seu uso
correto.
Coito interrompido - Este método em
que o homem retira o pênis da vagi-
na antes da ejaculação, apesar de não
ser totalmente satisfatório para uma
harmonia sexual e nem como méto-
do anticoncepcional, é bastante pra-
ticado. Não é um método seguro, em
parte porque o homem geralmente
faz a retirada tarde demais. E o mais
importante - os espermatozóides
podem estar presentes na uretra an-
tes da ejaculação.
Esterilização:
Esterilização masculina (vasec-
tomia) - O canal deferente (canal
do esperma) é dividido, e as pontas
são amarradas. Só depois de várias
semanas após a cirurgia é que os
espermatozóides desaparecem to-
talmente da ejaculação.
Esterilização feminina - As trompas
de Falópio (por onde o óvulo se
desloca do ovário para ser fertiliza-
do) são cortadas e as extremidades
são amarradas.
Muitos casais estão se optando para
a esterilização quando acham que
sua família já está completa. Isso
permite que a mulher suspenda o uso
da pílula, antes da idade em que
ocorre a maioria das complicações.
Isso evita também os problemas de
menstruação intensa, causados pelo
D.I.U. depois dos 40 anos, num es-
tágio em que as perdas de sangue
mensais tendem a ser maiores. O
casal, no entanto, deve avaliar bem
as conseqüências para que não haja
arrependimento. Nunca esqueça que
podem surgir momentos em que
você queira ter filhos novamente.
Obs.: Com o advento da AIDS, re-
comenda-se o uso obrigatório da
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRE PRE
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372
camisa-de-vênus como a única
proteção mais segura contra essa
doença.
As explicações anteriores sobre os di-
versos métodos anticoncepcionais
continuam válidas para as relações
sexuais seguras entre parceiros ca-
sados ou que se conhecem há muito
tempo, mesmo assim toda precaução
deve ser tomada para evitar a Aids.
PRIAPISMO - Ereção dolorosa do
pênis. É conceituado como uma ere-
ção prolongada, não associada com
estimulação sexual e geralmente
dolorosa. Constitui-se numa emer-
gência urológica, pois o tratamento
precoce adequado evita seqüelas da
doença.
PRIMÁRIO - Original; o primeiro
que aparece.
PRIMEIRA INTENÇÃO - Expressão
usada em cirurgia para designar a
cicatrização sem germes, sem infec-
ção, assepticamente.
PRIMIGRÁVIDA - Mulher em pri-
meira gestação.
PRIMÍPARA - Mulher que deu à luz
o primeiro filho.
PRIMORDIAL - Referente ao início.
PROCESSO INTERSTICIAL PUL-
MONAR - Inflamação do espaço
intersticial pulmonar por diferentes
causas.
PROCIDÊNCIA - Saída para a frente.
PROCTALGIA - Dor no reto.
PROCTITE - Inflamação do reto.
PROCTOLOGIA - Estudo das doen-
ças do reto e ânus.
PROCTOPEXIA - Fixação do reto
mediante operação cirúrgica.
PROCTOPTOSE - Prolapso do reto.
PROCTORRAFIA - Sutura das pa-
redes do reto.
PROCTORRAGIA - Hemorragia
retal.
PROCTORRÉIA - Evacuação de
muco pelo ânus.
PROCTOTOMIA - Incisão do reto.
PRÓDROMO - Sinal que precede a
doença.
PROEMINÊNCIA LARÍNGEA - Re-
gião onde a laringe se alarga e exis-
te tanto no homem quanto na mu-
lher. Antes se chamava pomo-de-
adão, pomo significando um tipo de
fruta polpuda, como a maçã. Essa
denominação, agora substituída,
lembrava o pedaço de maçã que te-
ria ficado engasgado no pescoço de
Adão e de seus descendentes, como
eterna lembrança do pecado capital.
PROFILÁTICO - Que evita, que pre-
vine.
PROFILAXIA - Procedimento que
visa evitar o aparecimento de uma
determinada doença.
PROGÉRIA - Senilidade prematura
com infantilismo.
PROGESTERONA - Hormônio este-
róide, feminino, produzido pelo
corpo amarelo do ovário. Esse
hormônio tem dois efeitos princi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRI PRO
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373
pais durante a gravidez: mantém a
mucosa uterina num grau de desen-
volvimento, capacitando-a a nutrir
e abrigar o embrião, sem sofrer
descamação; e bloqueia a produção
de certos hormônios pela hipófise,
impedindo que ocorram novos ci-
clos menstruais, assim não são pro-
duzidos óvulos durante a gravidez.
PROGLOTE - Segmento maduro da
tênia.
PROGNATISMO - Projeção da man-
díbula para a frente.
PROGNATO - Que apresenta prog-
natismo.
PROGNOSE - O mesmo que Prog-
nóstico.
PROGNÓSTICO - Predição sobre a
marcha da doença, sua duração e
seu fim. Indica qual a chance de tra-
tamento do paciente para uma de-
terminada doença.
PROJETO GENOMA HUMANO -
As primeiras discussões sobre o
Projeto Genoma Humano (PGH)
remontam à década de 1980. E a
princípio levantou uma série de
controvérsias. O projeto foi lança-
do nos Estados Unidos e a propos-
ta era mapear todo o patrimônio ge-
nético do homem; laboratórios da
Europa, do Japão e da Austrália
uniram-se ao projeto. Atualmente o
projeto ocorre em escala mundial,
incluindo a participação efetiva e
premiada de cientistas brasileiros.
Anexados ao PGH existem vários
outros projetos de genomas, como
da mosca das frutas, já concluído.
O Brasil tem dado cada vez mais a
sua contribuição. Além de iniciati-
vas isoladas, como os diferentes
genes clonados pelo laboratório da
pesquisadora Mayana Zatz, na USP,
uma iniciativa conjunta da Fapesp,
Instituto Ludwig, Unicamp, PM e
Faculdade de Medicina da USP
criou o Projeto Genoma do Câncer.
Esse projeto utiliza o mesmo méto-
do de seqüenciamento (Orestes) de-
senvolvido em São Paulo para o
seqüenciamento da Xillela fastidi-
osa, uma praga de lavouras.
O objetivo do PGH em saúde en-
volve a melhoria de simplificação
dos métodos de diagnóstico de do-
enças genéticas, otimização das te-
rapêuticas para essas doenças e pre-
venção de doenças multifatoriais.
Segundo uma Declaração da Unes-
co, o Genoma Humano é proprie-
dade alienável de toda pessoa e por
sua vez um componente fundamen-
tal de toda humanidade.
O genoma é o conjunto completo
de genes de uma espécie, decorrente
do seu seqüenciamento já estão em
andamento a descoberta de novos
medicamentos e terapias, algumas
utilizando conhecimentos da Gené-
tica.
O Brasil, na sua colaboração com
as pesquisas internacionais, já
seqüenciou duas bactérias - Xillela
fastidiosa e a Xanthomonas citri. É
o segundo principal produtor do
mundo de informações para o
Genoma Câncer e vem trabalhan-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRO PRO
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374
do no Genoma Estrutural para se-
qüenciamento e identificação de
proteínas. No genoma humano, ci-
entistas brasileiros desenvolveram
a chamada tecnologia Orestes, usa-
da no mundo inteiro, que acelerou
a conclusão do seqüenciamento.
Um dos resultados da pesquisa é
uma placa contendo milhares de
genes que é única para cada pessoa.
Com este chip de DNA será possí-
vel confrontar o genoma de um pa-
ciente com o de uma doença que
também já tenha sido seqüenciada;
uma tabela vai definir se a pessoa
tem ou não propensão a contrair a
doença, terapia que os cientistas
consideram já madura para entrar
na rotina dos hospitais.
Os resultados da pesquisa do geno-
ma já estão presentes em diversas
atividades.
Cientistas afirmam que o seqüen-
ciamento, ao lado da ciência médi-
ca, resultará em novos procedimen-
tos terapêuticos que contribuirão
para o diagnóstico não só tera-
pêutico mas também preventivo das
principais doenças. Pesquisadores
acreditam que o mapeamento gené-
tico permitirá ao médico entender
o funcionamento do processo bio-
lógico em nível molecular e, com
isso, detectar erros genéticos res-
ponsáveis por muitas doenças,
como o câncer. Além de diagnósti-
cos precoces, o genoma poderá pro-
ver o seqüenciamento de vírus e
bactérias que servirá de base para o
desenvolvimento de vacinas. Ocor-
rerão, também, na indústria far-
macêutica novas pesquisas para
identificação de medicamentos e
produção de drogas mais potentes
e eficazes.
PROLABADO - Em prolapso.
PROLACTINA - Hormônio da hipó-
fise que aumenta a secreção de leite.
PROLAPSO - A queda ou proci-
dência de uma parte do organismo.
Pode ocorrer com muitos órgãos,
inclusive o ânus, mas é comumente
usado para descrever o afundamen-
to do útero para dentro da vagina,
ou o abaulamento das paredes da
frente e de trás da vagina. Os liga-
mentos que sustentam o útero e os
tecidos da vagina podem ser ineren-
temente fracos em algumas mulhe-
res, e podem todos ser estirados
durante o parto. Geralmente, não há
sintomas imediatos numa mãe jo-
vem e saudável, mas, depois, prin-
cipalmente na época da menopausa
- quando os tecidos ficam menos
elásticos -, podem aparecer os sin-
tomas do prolapso, que incluem
uma sensação de “alguma coisa ca-
indo” na região vaginal. Pode-se
notar uma inchação, ou pode haver
uma dor lombar e um desconforto
indefinido na parte inferior do ab-
dome. A dificuldade em urinar, o
fato de urinar acidentalmente ao
tossir ou respirar, ou uma cistite pe-
riódica (V. Cistite.) podem indicar
que a parede frontal da vagina, ao
lado da bexiga, desceu. Uma prisão
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRO PRO
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375
de ventre crescente, associada a
uma protuberância na vagina, pode
significar que a parede posterior da
vagina está se abaulando.
Uma atenção especial com exer-
cícios pós-natais, nas seis sema-
nas após o parto, pode evitar o
surgimento de um prolapso de-
pois de alguns anos. Eles consis-
tem simplesmente em contrair os
músculos que interrompem a urina
quando você assim o quer. A recom-
pensa por fazer o exercício pode ser
também um aumento no prazer se-
xual. Os mesmos exercícios podem
ajudar a controlar um prolapso ame-
no logo que ele aparecer. O trata-
mento elétrico pode também ajudar
por estimular os músculos. Um
pessário anelar (V. Pessário.) pode
controlar muitos casos de prolapso,
mas precisa de uma troca regular
(três a seis meses) feita por um
médico ou uma enfermeira, e as mu-
lheres mais jovens provavelmente
não iriam querer usar um pessário
permanentemente. Uma cirurgia
para apertar os ligamentos e a pare-
de vaginal talvez seja o melhor para
a maioria das mulheres; ela é feita
por baixo, de modo que não há uma
cicatriz visível. Depois de um perí-
odo de seis a doze semanas, a ativi-
dade sexual pode ser retomada, e
pode até mesmo ser melhorada pelo
retesamento das paredes vaginais
frouxas. No início, pode ser neces-
sária uma lubrificação extra (vase-
lina, por exemplo) e talvez uma di-
latação leve com os próprios dedos
da mulher - aumentando gradual-
mente, de um até três. Seu gine-
cologista poderá aconselhar o uso
de dilatadores de politeno, se isso
se mostrar necessário, mas ge-
ralmente medidas mais simples são
suficientes.
Se coexistirem fibromas ou alguma
outra condição com o prolapso, o
reparo pode ser combinado com
uma histerectomia (V. Histerec-
tomia.), também realizada por
baixo.
PROLAPSO DE VÁLVULA MITRAL
- Denominação atribuída à posição
peculiar de uma das duas cúspides
da valva mitral, na contração do
ventrículo esquerdo.
PROLIFERAÇÃO - O mesmo que
Multiplicação.
PRONAÇÃO - Rotação da palma da
mão para dentro.
PROPULSÃO - Tendência a cair para
a frente.
PRÓSTATA - Uma glândula situada
na saída da bexiga, nos homens. A
doença da próstata interfere no flu-
xo da urina. Ela aparece em geral
após os 50 anos, apresentando ele-
vação do volume e podendo com-
plicar-se até o aparecimento de cân-
cer de próstata. Recomenda-se exa-
me preventivo para pessoas acima
de 50 anos a cada seis meses.
PROSTATECTOMIA - Extirpação
cirúrgica da próstata.
PROSTATITE - A inflamação da prós-
tata pode ocorrer quando entram
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
PRO PRO
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376
micróbios da urina. Essa condição
provoca febre, dor lombar e dificul-
dade ao urinar. Pode também ser
causa de uma enfermidade geral. O
tratamento é feito com antibióticos.
PROSTATOMIA - Incisão da próstata.
PROSTRAÇÃO - Esgotamento ex-
tremo.
PROTEIFORME - Com variadas for-
mas.
PROTEINÚRIA - Presença de pro-
teína na urina.
PROTEÓLISE - Desdobramento da
proteína em polipeptídeos.
PRÓTESE - Substituição de uma par-
te destruída por uma peça artificial.
PROTÍDIO - Composto orgânico
complexo, com grande número de
aminoácidos. Alimento a base de
proteínas.
PROTÓCLISE - Introdução de me-
dicamento no reto pelo aparelho
gota a gota.
PROTOPLASMA - A parte essencial
da célula.
PROTÓTIPO - A forma primitiva e
original de que se copiam outras.
PROTOZOÁRIO - Animais unice-
lulares que constituem um grande
sub-reino. Agentes etiológicos da
Doença de Chagas, da Malária, do
Calazar, da Amebíase, da Toxo-
plasmose.
PROTROMBINA - Substância pre-
cursora da trombina.
PROVA DE ACIDIFICAÇÃO URI-
NÁRIA - Pela qual, através da ad-
ministração de uma sobrecarga áci-
da, se mede a capacidade tubular
renal de eliminar o íon hidrogênio.
PROVA DE CONCENTRAÇÃO
URINÁRIA - Prova que se realiza
para medir a capacidade tubular re-
nal de emitir urina concentrada.
Para isso, o paciente necessita per-
manecer de 24 a 38 horas sem in-
gerir líquidos.
PROVAS DE MATURIDADE FETAL
- Parâmetros avaliados no líquido
amniótico que nos dá indicação bas-
tante precisa do amadurecimento
fetal.
PROVAS DE VITALIDADE FETAL -
Procedimentos que visam ao reco-
nhecimento das condições de oxi-
genação fetal.
PRÓ-VITAMINA - Substância que
dá formação a uma vitamina.
PROXIMAL - A mais próxima do
corpo.
PRURIDO - Termo médico para co-
ceira. Uma forma particularmente
aflitiva de prurido intenso, conhe-
cido como “prurido vulvar” (cocei-
ra e inflamação nas partes genitais
externas), ocorre nas mulheres, e é
geralmente devido a aftas. É co-
mum no diabetes. (V. Diabetes.)
PRURIGINOSO - Que causa pru-
rido.
PRURIGO - Dermatose que se ca-
racteriza por grande prurido e lesões
devidas ao coçar.
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PRO PRU
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377
P.S. - Pronto-Socorro.
PSEUDARTRITE - Artrite simulada
de origem histérica.
PSEUDARTROSE - Falsa articulação
entre dois segmentos de osso fra-
turado.
PSEUDOCIESE - Falsa gestação.
PSEUDO-HERMAFRODITA - Indi-
víduo no qual os caracteres sexuais
secundários não correspondem aos
órgãos reprodutores.
PSEUDOMEMBRANA - Falsa mem-
brana.
PSEUDOPLEGIA - Falsa paralisia,
paralisia histérica.
PSEUDÓPODE - Prolongamento
que a ameba emite e retrai.
PSICALGIA - Dor histérica.
PSICANÁLISE - Método de tratamen-
to dos distúrbios mentais, segundo
as teorias de Sigmund Freud e seus
continuadores; esses distúrbios
constituem a estrutura das neuroses
e das psicoses.
PSICASTENIA - Psicose com fases
de ansiedade, sensação de incapa-
cidade, perda da personalidade.
PSICOCIRURGIA - Esse nome foi cu-
nhado após descobertas do eminen-
te neurólogo português Egas Moniz,
que lhe valeram o Prêmio Nobel de
Medicina em 1948, e que utilizou
através de seu cirurgião (Almeida
Lima) a lobotomia frontal para o tra-
tamento de graves doenças mentais.
Essa cirurgia histórica encontra-se
hoje em desuso, sendo substituída
por intervenções mais funcionais,
estereotáxicas, sobre estruturas do
sistema límbico, tais como o giro
cíngulo, a substância inominata, o
hipotálamo posterior, a capsulotomia
anterior, a amídala temporal, etc.
Técnicas avançadas, utilizando a res-
sonância magnética, o ultra-som fo-
calizado, a radiocirurgia estereo-
táxica e a radiofreqüência computa-
dorizada, vieram substituir as inter-
venções mais empíricas, como as
lobotomias de E. Moniz. Essas in-
tervenções são reservadas apenas
para os casos em que todos os méto-
dos psiquiátricos conhecidos já fo-
ram tentados, sobretudo em vários
tipos de depressão, transtornos ob-
sessivo-compulsivos, anorexia ner-
vosa, agressividade de ictal ou pós-
ictal e dores rebeldes de cânceres dis-
seminados, não havendo seqüelas,
tais como as alterações de persona-
lidade e abulias, observadas nas an-
tigas lobotomias. Os casos são rigo-
rosamente selecionados por grupos
especializados de psiquiatras fami-
liarizados com esses procedimentos.
PSICOFÁRMACOS - São medica-
mentos utilizados no tratamento dos
sintomas mentais. Podem ser divi-
didos em quatro grandes grupos:
antidepressivos, anti-psicóticos,
ansiolíticos e estabilizadores do hu-
mor. Apesar dessa divisão, um tipo
de droga pode ser utilizado em di-
versas situações: antidepressivos,
por exemplo, podem ser usados no
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
P.S. PSI
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378
tratamento de depressão, ansiedade,
fobias ou obsessões. O objetivo de
qualquer tratamento medicamentoso
em psiquiatria é controlar os sinto-
mas do paciente com o mínimo de
efeitos colaterais. O tempo de uso
dos medicamentos varia de acordo
com a patologia a ser tratada mas,
de forma geral, procura-se utilizar a
menor quantidade possível de me-
dicamentos pelo menor espaço de
tempo possível. Como muitos trans-
tornos psiquiátricos têm longa dura-
ção, o uso de medicamentos por
muitas semanas ou meses é, freqüen-
temente, necessário. Diversos medi-
camentos desenvolvidos nas últimas
décadas se aproximam de um perfil
ideal de eficácia e tolerabilidade,
possibilitando excelente qualidade
de vida aos pacientes. Naturalmen-
te, remédios não resolvem todos os
tipos de sofrimento psíquico e uma
adequada articulação com o trata-
mento psicoterapêutico é necessária
em muitas situações.
PSICOGÊNICO - De origem mental.
PSICOLOGIA - Ciência dos fenôme-
nos psíquicos e do comportamen-
to, que estuda o pensamento e a
consciência.
PSICOLOGIA CLÍNICA - Ramo da
Psicologia que estuda o comporta-
mento do indivíduo ou do grupo por
meio de técnicas apropriadas, tais
como testes de inteligência, perso-
nalidade, entrevistas, etc., na tenta-
tiva de compreender e resolver os
conflitos.
PSICÓLOGO - O que estuda e pro-
fessa a Psicologia.
PSICONEUROSE - Forte neurose
com traços de psicose.
PSICOPATA - O termo psicopata já
foi utilizado como sinônimo de qual-
quer indivíduo com algum proble-
ma psiquiátrico. Igualmente, é usa-
do de forma falsamente erudita para
designar indivíduos que julgamos
terem cometido atos anti-sociais,
agressivos, ou às vezes até para ofen-
der a quem não gostamos. O termo
personalidade psicopática foi intro-
duzido há mais de cinqüenta anos
para designar indivíduos que, mes-
mo não sendo considerados doentes
(psicóticos), apresentam caracterís-
ticas do seu jeito de ser (personali-
dade) que são desadaptativas. O in-
divíduo, devido a essa particularida-
de de ser, sofre ou faz sofrer aos ou-
tros. Em geral, o traço de personali-
dade desadaptativa (impulsividade,
explosividade, agressividade, deta-
lhismo, insegurança, etc) não é di-
ferente daquelas características en-
contradas na população; porém,
muito mais acentuado, o que o torna
predominante, atrapalhando a adap-
tação social do indivíduo.
PSICOPATIA - Toda afecção mental.
PSICOSE - Descreve qualquer dis-
túrbio mental sério, no qual o paci-
ente tem pouco ou nenhum insight
dentro de sua condição. V. Doença
mental.
PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA
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PSI PSI
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379
- Até pouco tempo atrás o termo
“Psicose maníaco- depressiva “, ou
PMD, designava o transtorno afe-
tivo bipolar, termo que vem caindo
em desuso progressivamente. São
sinônimos: transtorno bipolar do
humor, transtorno bipolar, doença
ou transtorno maníaco-depressivo.
O transtorno bipolar é uma enfer-
midade que se caracteriza pela
alternância de episódio de euforia
(mania ou hipomania) e episódios
de depressão, com épocas de nor-
malidade nos intervalos. Durante os
episódios, o humor e os níveis de
atividade do paciente estão signifi-
cativamente perturbados. Na eufo-
ria ocorre uma elevação do humor
e o aumento de energia e atividade
e, na depressão, rebaixamento do
humor com diminuição de energia
e atividade. Em geral, os episódios
(pelo menos dois) se repetem a in-
tervalos menores com o passar dos
anos, embora isso possa variar, exis-
tindo casos em que a pessoa tem
apenas um episódio de mania e ou-
tro de depressão. Casos exclusivos
de euforia (mania) são mais raros.
Episódios maníacos usualmente
começam abruptamente e duram
entre duas semanas a quatro-cinco
meses (duração mediana ao redor
de quatro meses). Depressivos ten-
dem a durar mais tempo (duração
mediana ao redor de seis meses),
embora raramente por mais de um
ano, exceto em idosos. O primeiro
episódio pode ocorrer em qualquer
idade, da infância ou velhice. Os
episódios (mania, hipomania ou
depressão) podem ser seguidos de
eventos de vida estressantes ou a
outros traumas mentais, mas a pre-
sença de tal estresse não é essenci-
al para o diagnóstico.
PSICOSES - Como foi dito no ver-
bete sobre neurose, este conceito
prevaleceu na Psiquiatria até a dé-
cada de 1960, em que os transtor-
nos mentais eram distribuídos em
dois grandes grupos: psicoses e neu-
roses. As psicoses eram considera-
das doenças mentais mais graves
cujas causas seriam orgânicas ou
funcionais, e as neuroses eram con-
sideradas menos graves e origina-
das a partir de conflitos emocionais
e traumas psicológicos.
Hoje conceitua-se psicose somente
pelas características dos sintomas
que a pessoa apresenta. Esses sin-
tomas são os delírios, que são cren-
ças errôneas não fundamentadas em
evidências. Por exemplo, a pessoa
acredita que marcianos estão vigi-
ando seus atos, e as alucinações que
são percepções também não funda-
mentadas em evidências, quando a
pessoa acredita escutar vozes pro-
venientes de transmissores implan-
tados em sua cabeça.
PSICOSSOMÁTICA - A palavra foi
criada por Heinroth, no começo do
século XIX, mas só ganhou maior
importância cem anos depois, quan-
do muitos psicanalistas, liderados
por Franz Alexander, passaram a
investigar mecanismos psicológicos
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PSI PSI
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380
inconscientes que poderiam provo-
car ou agravar doenças somáticas
(orgânicas). Assim, muitas enfermi-
dades, cujas causas somáticas eram
ainda obscuras, foram chamadas de
“psicossomáticas”, atribuindo-se
sua origem a conflitos psíquicos
profundos: alergias, úlceras diges-
tivas, pressão alta sem causa deter-
minada, asma, etc.
Entretanto, à medida que tais do-
enças foram melhor estudadas, ou-
tras causas orgânicas foram desco-
bertas, percebendo-se que os fato-
res psicológicos não eram os prin-
cipais determinantes, apesar de sua
importância. Hoje, psicossomática
representa uma corrente da Medi-
cina, que considera todas as doen-
ças de modo mais abrangente e in-
tegral, valorizando tanto os fatores
psíquicos quanto os somáticos.
PSICOSSOMÁTICO - Referente à
mente e ao corpo.
PSICOTERAPIA - Tratamento por
meio da sugestão. Atualmente, o
termo é genérico e abrange diferen-
tes formas de um trabalho clínico
baseado fundamentalmente num
relacionamento entre o psicote-
rapeuta (ou simplesmente tera-
peuta) e seu paciente, através de en-
contros chamados de sessões. O que
se pretende é que o paciente possa
perceber seu mundo interno e seus
conflitos, muitas vezes fontes de
angústias e sofrimentos psíquicos,
de modo diferente. Trata-se de uma
ajuda para seu crescimento ou evo-
lução pessoal. Seres humanos não
nascem prontos. Crescem física-
mente mas também precisam evo-
luir psicologicamente e amadurecer
suas personalidades. E nesse pro-
cesso outras pessoas podem ajudar.
Quando pais, amigos e mesmo mé-
dicos não conseguem algo, o tera-
peuta pode ser de grande utilidade.
Existem diversas formas de atendi-
mento: individual, grupal, familiar,
de casal. Podem ser de longa dura-
ção ou limitadas em tempo previa-
mente determinado, e focar um pro-
blema ou assunto difícil para o pa-
ciente, em alguma circunstância
particular de sua vida.
PSICÓTICO - Referente à psicose;
aquele que sofre de psicose.
PSILOSE - Doença do Celíaco. Ocor-
re quando a absorção de alimentos
dos intestinos é interferida por al-
gum motivo. O paciente perde peso,
pode ficar anêmico, e fica com os
movimentos relaxados, o que lhe dá
uma aparência de gorducho. Uma
causa comum é a Doença do Celía-
co, na qual a sensibilidade ao glúten
pode danificar o revestimento deli-
cado do intestino. Uma dieta sem
glúten restitui a normalidade.
A psilose tropical ocorre quando al-
gum tipo de infecção deixa o reves-
timento intestinal danificado e in-
capaz de absorver adequadamente
os alimentos. Requer um exame
médico num centro especializado.
PSIQUE - O espírito, as funções
mentais.
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PSI PSI
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PSIQUIATRA - Médico especializa-
do em Psiquiatria.
PSIQUIATRIA - Estudo e tratamen-
to das doenças mentais.
PSÍQUICO - Relativo a funções
mentais.
PSIQUISMO - O psiquismo é o ter-
mo que expressa a atividade de nos-
sa vida mental. Inclui-se nele tanto
os processos conscientes como os
inconscientes. O psiquismo é uma
resultante de nossas experiências
perceptivas vividas e influenciadas
por múltiplas variáveis, destacando-
se entre elas o bioquimismo indivi-
dual, a influência social do meio,
as vicissitudes ocorridas no início
do desenvolvimento da criança e de
sua vida posterior e a própria cons-
tituição daquela pessoa.
PSITACOSE - Infecção dos papa-
gaios, transmissível ao homem.
PSOAS - Importante músculo na re-
gião lombar, abaixo do fêmur.
PSORÍASE - Doença de pele comum,
na qual aparecem manchas esca-
mosas duras e vermelhas; elas ge-
ralmente afetam a pele perto das
juntas, como nos cotovelos ou atrás
dos joelhos, embora outras áreas
possam freqüentemente estar envol-
vidas. Infelizmente, a doença é crô-
nica, e as manchas são difíceis de
desaparecer. A causa exata não é co-
nhecida, mas a doença não é peri-
gosa. Os sofredores geralmente go-
zam de boa saúde, embora possa
ocorrer uma artrite associada em al-
guns pacientes suscetíveis.
O tratamento da psoríase é um pro-
blema a longo prazo. Esteróide lo-
cal, alcatrão e ungüentos são sem-
pre úteis. Recentemente foi desco-
berta uma combinação de compri-
midos e radiação ultravioleta para
ajudar em vários casos. Apesar de
a doença não ter nenhuma relação
com o câncer, algumas drogas
anticâncer também estão se mos-
trando eficazes. Mantenha contato
com o médico, pois os avanços po-
dem estar a caminho.
PTERÍGIO - Espessamento da con-
juntiva com marcha progressiva.
PTERIGÓIDE - Semelhante a uma
asa.
PTERIGÓIDEO EXTERNO - Outro
músculo mastigador.
PTERIGÓIDEO INTERNO - Um dos
músculos mastigadores.
PTIALINA - Fermento contido na
saliva e que ajuda a digestão dos
alimentos.
PTIALISMO - Hipersecreção salivar.
PTOMAÍNA - Substância produzi-
da por bactérias no animal morto ou
em matéria vegetal.
PTOSE - Queda de um órgão.
PTOSE PALPEBRAL - Queda da pál-
pebra.
PTU - Abreviatura do medicamento
propiltiouracil, usado na doença de
Graves.
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PSI PTU
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382
PUBERAL - Referente à puberdade.
PUBERDADE - Idade em que os ór-
gãos sexuais ficam em estado de
funcionar.
PUBESCÊNCIA - O mesmo que Pu-
berdade.
PÚBICO - Referente ao púbis.
PÚBIS - A porção anterior do osso
ilíaco.
PUDENDO - Relativo aos órgãos
genitais.
PUERICULTURA - Arte de cuidar da
saúde das crianças e de seu desen-
volvimento normal.
PUERIL - Relativo à infância.
PUÉRPERA - Mulher que acaba de
dar à luz.
PUERPÉRIO - As seis semanas que
se seguem ao parto.
PULGA - Pulex irritans, inseto que
pica e produz prurido e infecção. A
pulga do rato pode transmitir a
peste.
PULMONECTOMIA - Extirpação
de um pulmão ou de parte dele.
PULPITE - Inflamação da polpa
dentária.
PULSAÇÃO - A pulsação é provo-
cada por uma dilatação das artérias
que corresponde a cada batida do
coração. “Tirar o pulso” é uma for-
ma conveniente de contar essas ba-
tidas. Na maioria das doenças in-
fecciosas, o coração bate mais rá-
pido que o normal, e o ritmo da pul-
sação oferece informações úteis
para o médico. Uma pulsação mui-
to lenta (40 batidas por minuto, ou
menos) - se associada a outros sin-
tomas de doença - pode indicar um
bloqueio cardíaco ou algumas ou-
tras doenças sérias. O tratamento
pode ser feito com um marcapasso
artificial. (V. Doença cardíaca.) Os
atletas e muitas pessoas fortes, em
boa saúde, podem ter uma pulsação
lenta (50 batidas por minuto), e
qualquer um com essa tendência
não precisa se preocupar, se o resto
estiver bom. A pulsação pode ser
contada em qualquer artéria, mas
geralmente se escolhe a do pulso.
A artéria radial corre acima dos os-
sos, na frente do pulso, abaixo da
base do polegar. Para contar a pul-
sação, deve-se colocar as pontas dos
dedos alinhadas em cima da arté-
ria, com o pulso do paciente reto, e
as batidas devem ser contadas du-
rante um minuto. A taxa normal
para um adulto é de aproximada-
mente 70 a 80 batidas por minuto.
PULSO ALTERNANTE - Alternância
de uma pulsação fraca e uma forte.
PULSO CAPILAR - Enchimento e es-
vaziamento visível de capilares da
pele.
PULSO CHEIO - O que dá a sensa-
ção de artéria cheia.
PULSO DE CORRIGAN - Pulso
duro, como martelada. É conse-
qüente à regurgitação da aorta.
PULSO DURO - O que exige forte
pressão dos dedos para desaparecer.
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PUB PUL
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PULSO FILIFORME - Pulso mole e
muito pequeno; seu traçado gráfi-
co é um simples fio.
PULSO INTERMITENTE - Pulso em
que algumas pulsações não são per-
cebidas pela mão que apalpa.
PULSO MOLE - O que desaparece
mediante fraca pressão.
PULSO VAZIO - O que dá a sensa-
ção de artéria vazia.
PULTÁCEO - Semelhante à papa.
PULULAÇÃO - Reprodução intensa.
PULVERIZAÇÃO - Redução a pó.
PUNÇÃO-BIÓPSIA - Exame de
biópsia quase indolor, que se utili-
za de agulha fina para conseguir
material para estudo pelos patolo-
gistas.
PUNÇÃO ESTERNAL - Punção
aspiradora do esterno para retirada
de pequena porção da medula ós-
sea para exame.
PUNÇÃO LOMBAR - Punção do
canal medular, geralmente num
ponto após o fim da medula.
PUNÇÃO MEDULAR - Punção
esternal.
PUNCTURA - O mesmo que Pun-
ção.
PUNHO - Carpo. Liga a mão ao an-
tebraço.
PÚRPURA - Condição na qual apa-
rece na pele uma erupção de várias
pintas pequenas e vermelho-purpú-
reas. Existem várias causas. Pode
ocorrer devido a uma anormalida-
de do sangue ou a uma doença nos
vasos sangüíneos menores, ou va-
sos capilares, que permitem que
vaze um pouco de sangue. As pin-
tas, que são acumulações minúscu-
las de sangue (mais ou menos do
tamanho de uma cabeça de alfine-
te), podem também se formar nos
órgãos internos. A pressão sobre as
pintas faz com que elas percam a
cor, pois o sangue é empurrado para
um lado. Não é fácil generalizar
isso, já que o curso da doença de-
pende do seu tipo. Alguns são sé-
rios, e a pessoa fica gravemente do-
ente, enquanto que, em outros, a
condição é um simples incômodo
passageiro. O tipo ameno de púr-
pura pode, às vezes, acompanhar
outras doenças infecciosas, ou pode
ser uma forma de reação alérgica a
um micróbio ou a uma droga.
PURULENTO - Com pus.
PUS - Quando uma parte do corpo é
atacada por micróbios, forma-se ge-
ralmente um fluido grosso, conhe-
cido como “pus”. (V. Abscesso.)
PUS ICOROSO - Pus ralo.
PÚSTULA - Vesícula cheia de pus.
PÚSTULA MALIGNA - O mesmo
que Carbúnculo.
PUSTULAÇÃO - Formação de
pústulas.
PUTRESCÊNCIA - Ato de começar
a putrefazer.
PÚTRIDO - Que está putrefato.
PUTRILAGEM - Matéria pútrida.
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PUL PUT
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Q
Q
Q.I. - Quociente intelectual, que se
mede por uma série grande de tes-
tes. Gradua-se de 1 a 100. Abaixo
de 20 considera-se idiotia. Abaixo
de 50 é a debilidade mental.
QUADRÍCEPS - Músculo da coxa
formado de quatro feixes.
QUADRIL - A bacia ou o grande osso
que a forma, constituído na verda-
de de três ossos: ílion, ísquion e
púbis.
QUADRIPLEGIA - Paralisia das duas
pernas e dos dois braços.
QUARENTENA (E PERÍODO DE
INCUBAÇÃO) - O período em
que uma doença pode se desenvol-
ver após a exposição à infecção. A
maioria das doenças tem um perí-
odo de incubação durante o qual
os micróbios - apesar de estarem
no organismo - não produzem sin-
tomas. Num resfriado, por exem-
plo, o período de incubação é de
geralmente três dias (a pessoa de-
mora três dias para desenvolver a
doença depois de “pegá-la” de al-
guém). Durante esse período, a
doença é infecciosa, embora o por-
tador ainda esteja se sentindo bem.
Na quarentena, o suspeito deve fi-
car isolado de qualquer contato,
exceto de uma equipe de médicos
e enfermeiros, e de pessoas imu-
nes, durante um espaço de tempo
igual ao período de incubação mais
dois dias. Isso não é mais necessá-
rio no caso de uma doença insig-
nificante ou de fácil tratamento,
quando a perda com tal procedi-
mento é maior que o ganho. No
entanto, isso é vital numa doença
que põe em perigo a vida - como a
cólera, a febre tifóide e a poliomi-
elite -, em que todos os contatos
devem ser evitados durante a qua-
rentena.
Com as doenças comuns da infân-
cia, a criança é afastada da escola
durante certo período, que varia de
acordo com a gravidade da doença
e as exigências da escola. Você deve
se orientar com seu médico. Na
disenteria e na intoxicação com ali-
mentos, o paciente pode retornar ao
trabalho quando os exames de fe-
zes forem satisfatórios. Aqueles
cujo trabalho estiver, de alguma for-
ma, relacionado com alimentos de-
vem informar imediatamente ao
médico sobre qualquer sintoma,
como náusea, vômito, dor no abdo-
me ou evacuação descontrolada.
Aqui são mostrados os períodos de
incubação de algumas infecções co-
muns:
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Catapora: ................... 21 dias
Sarampo Alemão: ...... 14 - 21 dias
Gripe: ........................ 5 dias
Sarampo: ................... 11 dias
Caxumba: .................. 14 - 21 dias
Coqueluche: .............. 7 - 16 dias
QUARTÃ - Malária, cujos acessos se
repetem de quatro em quatro dias.
QUEBRADURA - Nome popular da
Hérnia.
QUEILITE - Inflamação do lábio.
QUEILOPLASTIA - Operação plás-
tica no lábio.
QUEILOSE - Afecção dos lábios e
dos ângulos da boca atribuída à de-
ficiência de riboflavina ou vitami-
na B6. Popularmente conhecida
como “boqueira”.
QUEIMADURA - Ferimento causa-
do por calor excessivo numa parte
do corpo, de modo a danificar ou
destruir os tecidos. Pode ser provo-
cada por uma chama, um objeto
quente, sol excessivo, ou água fer-
vendo - quando a condição pode ser
chamada de ESCALDADURA.
Não há nenhuma diferença prática
entre queimadura e escaldadura. As
queimaduras também podem ser
provocadas por substâncias quími-
cas. Nos casos leves, pode haver
somente um avermelhamento da
pele (primeiro grau). Nas queima-
duras de segundo grau formam-se
bolhas, e nas de terceiro grau toda
a espessura da pele é destruída e a
região parece carbonizada. Existem
dois perigos principais. O primeiro
é o choque - uma forma grave de
colapso que se segue às queimadu-
ras grandes. O segundo é a infec-
ção - quando os tecidos são des-
truídos ou danificados, eles não
podem se defender da invasão dos
micróbios, de forma que as queima-
duras ficam facilmente infecciona-
das e viram feridas. O tratamento
caseiro imediato para queimadura
(seca ou molhada) é refrescá-la com
água corrente fria; pode-se, assim,
reduzir o dano e a dor. Continue re-
frescando-a até que não haja mais
dor (até 30 minutos, se necessário).
Se a queimadura for grave ou gran-
de (isto é, uma área com bolhas de
mais de 25 mm numa criança, ou
75 mm num adulto), deve-se tratar
o choque enrolando as partes não
atingidas com algum pano ou co-
bertor, e dando uma bebida quente
e com açúcar, se o paciente estiver
consciente. Requer-se tratamento
urgente para as grandes queimadu-
ras, mas é sempre necessário um
resfriamento inicial. As queimadu-
ras menores podem ser tapadas com
um lenço bem limpo e fresco. Mais
tarde pode-se cobrir com uma po-
mada específica e um curativo não
adesivo. Não aplique outros cremes.
Se infeccionar, procure o médico;
ele poderá receitar antibióticos.
QUEIMADURA DE SOL - Após a ex-
posição ao sol, a pele produz um pig-
mento marrom que ajuda a protegê-
la dos danos provocados pelos raios
ultravioletas. O desenvolvimento de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
QUA QUE
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387
uma cor bronzeada demora e, se a
pele for exposta por muito tempo
antes de isso acontecer, ela pode fi-
car intensamente queimada. Os sin-
tomas são retardados e, então, o fato
de alguém se sentir bem enquanto
toma sol não é uma garantia de que
não está havendo nenhum dano. As
pessoas variam em sensibilidade,
sendo que os louros e os ruivos ge-
ralmente são mais sensíveis que os
morenos. Tome um cuidado especi-
al quando estiver em contato com o
sol forte pela primeira vez após o
inverno. Meia hora de sol é mais que
suficiente no primeiro dia, o que
pode ser aumentado dia a dia, se não
houver irritabilidade. Se a pele ficar
queimada, deve-se interromper toda
exposição ao sol até que a queima-
dura melhore. Deve-se aplicar pro-
tetores solares antes dos banhos de
sol. Quanto mais alto o fator, maior
a proteção oferecida. Para aqueles
cuja pele é mais sensível, existem
produtos com fatores de proteção
bem altos. Lembre-se de que o tem-
po que se passa na água também
deve ser contado como tempo de
exposição, já que os raios ultra-
violetas penetram na água de uma
certa distância. Uma exposição ex-
cessiva ao sol pode levar a um pos-
terior câncer de pele.
QUELÓIDE - Excesso de tecido
conjuntivo na cicatriz, que fica exu-
berante.
QUELOTOMIA - Ou Celotomia.
Operação de cura radical da hérnia.
QUEMOSE - Edema da conjuntiva.
QUERATINA - Um dos componen-
tes dos filamentos intermediários
(fios compactos de proteína, com 7
a 11 nanomilímetros de espessura)
é a queratina, proteína que se acu-
mula nas células da superfície da
pele e forma um revestimento
protetor.
QUERATITE - O mesmo que Ce-
ratite.
QUERATOMALACIA - O mesmo
que Ceratomalacia.
QUERATÔMETRO - O mesmo que
Ceratômetro.
QUERATOPLASTIA - O mesmo que
Ceratoplastia.
QUIASMA - Figuras em forma de X
resultante de cromátides homólogas
de certas tétrades cruzadas em de-
terminados pontos. Um quiasma é
conseqüência direta de uma permu-
tação cromossômica.
QUIASMA ÓPTICO - Local onde
se dá uma troca parcial de fibras do
nervo óptico.
QUIESCENTE - Não ativo. Ador-
mecido.
QUILÍFEROS - Linfáticos especiais
que absorvem o quilo no intestino.
QUILO - Líquido grosso e leitoso,
produto da digestão dos alimentos.
QUILOCALORIA (Kcal) - Energia
necessária para elevar em um grau
centígrado a temperatura de um
quilograma de água.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
QUE QUI
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388
QUIMIORRESISTÊNCIA - Processo
através do qual células tumorais são
capazes de se tornar resistentes a
uma ou várias drogas antineo-
plásicas.
QUIMIOSSÍNTESE - Realizada por
algumas espécies de bactérias
autótrofas. Esse processo consiste
na síntese de substâncias orgânicas
a partir da energia liberada em cer-
tas reações químicas inorgânicas.
QUIMIOTAXIA - Atração ou re-
pulsão que as células vivas mani-
festam por substâncias químicas.
QUIMIOTERAPIA - Tratamento de
câncer por medicamentos quimio-
terápicos.
QUIMO - Massa líquida espessa em
que se transforma o alimento no
estômago.
QUIMÓGRAFO - Aparelho para
registrar as variações da tensão ar-
terial.
QUINCKE, EDEMA DE - Edema gi-
gante, edema angioneurótico, ma-
nifestação de alergia.
QUININA - Alcalóide da quina, cris-
talino, branco, pulverulento, usado
contra a malária e a febre.
QUINISMO - Zumbido ou espécie
de surdez resultante da quinina.
QUINTESSÊNCIA - Extrato forte-
mente concentrado.
QUIROPODIA - Tratamento das
unhas e dos calos das mãos e pés.
QUIROPODISTA - Técnico em tra-
tamento das mãos e dos pés.
QUISTO - Tumor formado por um
saco cujo conteúdo é líquido ou
semilíquido. V. Cisto.
QUOTIDIANO - Que ocorre a cada
dia.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
QUI QUO
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389
R
R
RÁBIDO - Relativo à raiva ou hi-
drofobia.
RACEMOSO - Parecido com um
cacho de uvas.
RADIAÇÃO - Emanação de uma
fonte.
RADIANTE - O mesmo que Ra-
dioativo.
RADICAIS LIVRES - Moléculas ins-
táveis que em sua estrutura têm um
elétron não neutralizado. Se a quan-
tidade de antioxidantes do organis-
mo não basta para neutralizar esses
radicais, o corpo pode sofrer danos
irreversíveis, do envelhecimento ao
câncer. O primeiro estudo que com-
prova a relação entre radicais livres
e envelhecimento foi feito nos Es-
tados Unidos, em que pesquisado-
res introduziram em moscas genes
que promovem as substâncias que
neutralizam radicais livres, consta-
tando que elas sobreviveram por
mais tempo e ganharam mais agili-
dade em relação às moscas não tra-
tadas.
RADICAL - O que vai à raiz. Trata-
mento radical é o não paliativo.
RADICULAR - Referente à raiz.
RADICULITE - Inflamação das raízes
dos nervos medulares.
RÁDIO - O osso longo que, junta-
mente com o cúbito, forma o ante-
braço na porção externa, lado do
polegar.
RÁDIO - Elemento natural radioativo.
RADIOATIVIDADE - Decomposição
de um elemento com emissão de
energia.
RADIOBIOLOGIA - Estudo da ação
das radiações sobre os seres vivos.
RADIOCUBITAL - Relativo aos os-
sos rádio e cúbito.
RADIODIAGNÓSTICO - Uso de ra-
diações (geralmente raios X) para
fins de diagnóstico.
RADIOGRAFIA - Chapa radio-
gráfica.
RADIOGRAFIA CONTRASTADA -
Radiografia obtida após o paciente
ter recebido substâncias de contras-
te (bário, compostos iodados).
RADIOGRAFIA SIMPLES - Radio-
grafias obtidas sem o auxílio de
meios de contraste (substâncias que
podem ser ingeridas ou injetadas).
RADIOISÓTOPOS - Variantes de
elementos químicos com o mesmo
número de moléculas, mas em di-
ferente disposição dos átomos e
com maior número de nêutrons.
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RADIOLOGIA - Estudo das radia-
ções e do seu emprego para diag-
nósticos ou tratamento.
RADIOLOGIA INTERVENCIO-
NISTA - Procedimento radiológico
através de cateteres e sondas que
pode substituir intervenções cirúr-
gicas.
RADIOLOGISTA - Médico especia-
lizado em Radiologia.
RADIONEURITE - Neurite produzi-
da pelos raios X.
RADIOTERAPIA - Tratamento ou te-
rapia pelos raios X, pelo rádio e por
outros corpos radioativos.
RADÔNIO - Gás pesado, produto de
emanação do rádio.
RAFE - Junção fibrosa entre músculos.
RÁGADES - Fissuras lineares na pele.
RAIOS ACTÍNICOS - Raios solares
que produzem alterações químicas.
RAIOS ULTRAVIOLETAS - Raios lu-
minosos invisíveis e que são dota-
dos de forte ação bactericida. A ra-
diação ultravioleta, excessiva nos
banhos de sol, danifica as células
da base da epiderme causando a
morte de algumas delas. Os vasos
da pele ficam muito dilatados na
região atingida, o que causa ardor e
vermelhidão. A melanina, pequenos
grânulos de um pigmento escuro, é
então fabricada para a proteção do
corpo. Com a repetida exposição
dos raios solares, a pele perde sua
elasticidade e envelhece precoce-
mente. As manchas que surgem
podem ser precursoras de algum
tipo de câncer, como os melanomas
(V. Câncer de pele.)
RAIOS X - Invisíveis a olho nu, eles
lembram raios de luz em muitos
aspectos, mas têm uma penetração
maior. Assim como a luz atravessa
vidros, os raios X atravessam os te-
cidos do corpo. Assim como os rai-
os de luz, os raios X podem alterar
uma chapa fotográfica, e essa pro-
priedade os torna úteis na Medici-
na. Fazendo brilhar os raios X atra-
vés de uma parte do corpo, pode-
mos fotografar as sombras que eles
emitem, e descobrir vários distúr-
bios internos, como uma fratura no
osso, que não pode ser vista de ou-
tra forma. A estrutura interna do
estômago e dos intestinos pode ser
estudada dando-se ao paciente uma
substância opaca, como o sulfato de
bário, via oral (pode ser dado tam-
bém como um enema dentro da par-
te inferior dos intestinos). O bário
preenche todas as cavidades e fen-
das dos intestinos, revelando úlce-
ras ou tumores. Uma outra substân-
cia é dada quando se quer observar
a vesícula biliar. Um pigmento opa-
co de rádio pode ser injetado no
sangue e depois fotografado en-
quanto é filtrado pelos rins. Isso de-
lineia os rins e a bexiga, demonstra
danos, pedras ou tumores e, até cer-
to ponto, indica a eficiência do ór-
gão em filtrar. Fora a descoberta de
doenças ou diagnósticos, os raios X
são úteis para tratar várias condi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RAD RAI
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391
ções. Em grandes doses, os raios
provocam danos e podem destruir
células, e isso pode ser muito útil
em alguns tipos de câncer ou em
certas doenças do sangue. A expo-
sição continuada aos raios X pode
causar câncer.
RAIVA - V. Mordidas de cachorro.
RAMO - Galho, prolongamento, de-
rivação.
RÂNULA - Cisto de uma glândula
mucosa.
RAQUE - A espinha dorsal, a coluna
vertebral.
RAQUEANESTESIA - Anestesia por
injeção de anestésico no canal
raquiano.
RAQUIALGIA - Dor na raque.
RAQUIANO - Relativo ou perten-
cente à espinha dorsal.
RAQUIOCENTESE - Punção do ca-
nal vertebral. Punção lombar.
RAQUIOMIELITE - Inflamação da
medula espinhal.
RAQUIOPLEGIA - Paralisia da me-
dula espinhal.
RAQUIOTOMIA - Abertura cirúr-
gica do canal raquiano.
RAQUISSAGRA - Dor gotosa na
raque.
RAQUÍTICO - Relativo ao Raqui-
tismo.
RAQUITISMO - Doença da infân-
cia, produzida por distúrbios do me-
tabolismo do cálcio e do fósforo,
por efeito de carência de vitamina
D. Essa vitamina está presente prin-
cipalmente no leite e manteiga, mas
também pode ser produzida pelo or-
ganismo com a ajuda da luz do sol
- não sem ela. Se na alimentação
estiverem faltando alimentos que
contenham a vitamina, e se a crian-
ça não tomar bastante sol, então a
absorção de cálcio pode ficar abai-
xo das exigências mínimas. Quan-
do isso acontece, o crescimento é
interrompido e os ossos se tornam
fracos e encurvados. A farinha de
trigo, a margarina e os cereais ge-
ralmente têm vitamina D adiciona-
da artificialmente; existem também
gotas de vitamina que podem ser
dadas às crianças. Essa doença é
comum entre povos asiáticos e nas
regiões mais pobres.
RAREFAÇÃO - Diminuição de den-
sidade.
RASTREAMENTO DO CORPO E
DO CÉREBRO - Uma invenção que
usa raios X, com a utilização do
computador, para examinar o cére-
bro e o resto do corpo. As imagens
resultantes mostram detalhes de es-
truturas profundas e podem ajudar a
detectar doenças ainda no princípio.
RASURAÇÃO - O mesmo que Ras-
pagem.
RASURAS - O mesmo que Raspas.
REABILITAÇÃO - Reintegração do
paciente à vida social.
REABILITAÇÃO PULMONAR - Re-
alização de recondicionamento
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RAI REA
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392
pulmonar e sistêmico para a rea-
daptação do paciente com proble-
mas pulmonares às atividades da
vida cotidiana.
REABSORÇÃO - Absorção de ma-
terial secretado.
REAÇÃO - Resposta a um estímulo.
REAÇÃO DE DICK - Teste de sensi-
bilidade à escarlatina.
REAÇÃO DE SCHICK - Reação para
verificar se o indivíduo é sensível à
difteria.
REAGENTE - Substância que produz
uma reação.
REANIMAÇÃO CARDIOPULMO-
NAR - Conjunto de manobras que
tendem à recuperação da ação nor-
mal do coração (massagem cardía-
ca + ventilação pulmonar).
REANIMAÇÃO DO RN - Pro-
cedimento que visa desobstruir as
vias aéreas superiores cheias de
líquido amniótico e secreções. Para
tanto, utiliza-se um aspirador a
vácuo, adequado às condições do
RN.
RECAÍDA - Volta da doença após
haver desaparecido. O mesmo que
Recidiva.
RECALCITRANTE - Resistente
(doença resistente ao tratamento).
RECEITA - Tratamento prescrito pelo
médico em que são indicados os
remédios ou a composição dos mes-
mos, assim como a dose e o(s)
horário(s) a serem tomados.
RECEPTOR - O órgão que recebe os
estímulos. Diz respeito também à
estrutura situada na parede que re-
veste uma célula; hormônios e
neurotransmissores ligam-se a es-
ses receptores para exercer seus
efeitos sobre as células ou enviar
por meio delas alguma mensagem.
São de grande importância no estu-
do da Obesidade, especialmente os
do tipo alfa 2 que, quando ativados,
dificultam a queima de gordura; e
os do tipo beta, que estimulam a
queima de gordura.
RECIDIVA - Recaída; recrudesci-
mento da doença após remissão
bem-sucedida.
RECIPIENTE - Objeto que recolhe ou
recebe algo.
RECONSTITUINTE - Medicamento
próprio para restabelecer as forças.
RECORRÊNCIA - Volta dos sin-
tomas.
RECORRENTE - Que volta, que re-
pete. O nervo laríngio inferior, ramo
do pneumogástrico.
RECRUDESCÊNCIA - Agravação de
uma doença.
RECUPERAÇÃO (após uma doen-
ça ou uma cirurgia) - Algumas
doenças deixam a pessoa fraca e
sujeita a uma recaída.
Depois de uma doença ou cirurgia,
procure se recuperar devagar, mas
com firmeza. Esse é o ponto prin-
cipal. Após uma cirurgia, você será
aconselhado a manter os dedos do
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REA REC
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pé, pernas etc., em movimento. Isso
é para evitar estagnação e trombo-
se numa veia profunda da perna, que
pode produzir um coágulo que che-
gue ao pulmão. (V. Trombose e
Embolia.) O exercício físico forta-
lece, desde que seja feito sensata e
regularmente e nunca além do pon-
to de exaustão. No primeiro dia que
ficar de pé, deve-se apenas cami-
nhar uns 10 metros; no dia seguin-
te, de 50
a 100. Observe a rapidez
com que se pode retornar à ativida-
de física e mental, até mesmo na
velhice.
Evite os banhos quentes demais,
que podem induzir à fraqueza. Um
tônico receitado pelo médico pode
ajudar, mas é a força de vontade que
importa. Os tecidos em recuperação
precisam de muita vitamina C. A luz
do sol também é um grande tônico,
além de fomentar vitamina D extra
na pele.
Depois de cirurgias grandes, e do-
enças como a trombose coronária,
os exercícios gradativos de cami-
nhada devem deixá-lo pronto para
um trabalho sedentário por volta da
6ª semana. Se você faz um trabalho
manual, pode demorar mais tempo
- talvez até três meses. Você deve
estar pronto também para retomar
a atividade sexual entre a 6
a
e a 12
a
semana. Peça ao médico conselhos
específicos.
Depois de certas cirurgias, princi-
palmente as abdominais, a tosse
pode provocar hérnias, por isso é
aconselhável que os fumantes pa-
rem de fumar. O esforço para eva-
cuar pode ter os mesmo efeitos.
A cicatrização de ossos grandes
pode requerer uma imobilização
prolongada num hospital. Aqui, a
vontade de melhorar é ainda mais
vital. Cem por cento de cooperação,
com exercícios indicados e fisiote-
rapia, constitui geralmente a base
do tratamento - com o exercício ati-
vo sendo freqüentemente mais im-
portante que a massagem passiva.
REDUÇÃO DE UMA FRATURA -
Colocação dos fragmentos ósseos
na posição normal.
REFEIÇÃO - Porção de alimentos
que são consumidos em determina-
das horas do dia.
REFEIÇÃO DE EWALD - Refeição
de prova para exame do suco gás-
trico. Consta de 60 g de pão branco
e 250 cm
3
de chá preto ligeiramen-
te adoçado.
REFLEXÃO - Volta de um raio lumi-
noso ao encontrar superfície impe-
netrável.
REFLEXO - Contração muscular
involuntária como resposta a uma
excitação sensitiva.
REFLEXOTERAPIA - Tratamento por
irritação de uma área do corpo dis-
tante da lesão.
REFLUXO VESICO-URETAL - Con-
dição patológica na qual a urina
contida na bexiga retorna ao rim,
contra o fluxo normal, podendo le-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REC REF
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394
var a danos renais irreversíveis. É
mais comum em crianças, sendo
que o tratamento pode ser clínico
ou cirúrgico, dependendo de cada
caso.
REFRAÇÃO - Desvio do raio lumi-
noso ao atravessar meios de dife-
rentes densidades.
REFRATÁRIO - Que resiste ao trata-
mento ou a altas temperaturas.
REFRIGERANTE - Que faz baixar a
temperatura geral ou local.
REGENERAÇÃO - Reparação dos te-
cidos.
REGIÃO INGUINAL - O mesmo que
Virilha.
REGIME - Regra de alimentação ou
de vida.
REGRAS - V. Amenorréia, Parto e
Menstruação.
REGRESSÃO - Volta a um estágio
anterior.
REGURGITAÇÃO - Volta de um lí-
quido em sentido contrário. Vômi-
to sem esforço que se verifica nos
lactentes (crianças que mamam) ou
em certas doenças do esôfago e do
estômago. Exemplo: volta de ali-
mento à boca.
REIMPLANTE - Colocação de um
órgão em seu alojamento primitivo.
Exemplo: dentes no alvéolo.
REINFECÇÃO - Nova infecção de
mesmo agente.
REINOCULAÇÃO - Inoculação re-
petida.
REJEIÇÃO - Recusa a aceitar, tendên-
cia a expulsar. Ex.: um enxerto.
RELAXANTE - Agente que produz
afrouxamento.
REMÉDIO - Toda substância ou todo
processo de que se faz uso para
combater doenças.
REMÉDIOS HERBÓREOS - Algu-
mas ações benéficas de certas ervas
são conhecidas há muito tempo por
médicos e leigos. Mesmo hoje, al-
guns dos mais importantes remédios
são derivados de ervas, como, por
exemplo, a digitalina para o coração,
que é obtida da folha da dedaleira.
Uma nova descoberta interessante é
a de que a cebola e o alho reduzem
as taxas de colesterol no nosso san-
gue e talvez reduzam as doenças car-
díacas. Aos remédios naturais, não
devemos, contudo, depreciar a nova
tecnologia, que nos trouxe benefícios
com os remédios sintéticos.
REMISSÃO - Redução da neoplasia
a níveis normais, após tratamento.
Desaparecimento de uma doença ou
de seus sinais e sintomas.
RENAL - Relativo ao rim.
RPA - Recuperação pós-anestésica,
onde se recuperam os pacientes
após a cirurgia.
REPLEÇÃO - Predomínio relativo
do peso sobre a estatura; aspecto
de criança gorducha.
RPO - Recuperação pós-operatória,
local onde se recuperam os pacien-
tes mais graves.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REF RPO
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REPRESSÃO - Em Psiquiatria: afas-
tamento de pensamentos indesejá-
veis do consciente.
REPRODUÇÃO ASSEXUAL - Quan-
do uma célula se divide em duas.
REPRODUÇÃO SEXUAL - Quando
duas células diferentes, uma mas-
culina e outra feminina, se unem
para formar um ovo, iniciando
assim a procriação de sua espécie.
RESFRIADO - Coriza. Doença fre-
qüente em muitas comunidades
civilizadas, causada por uma in-
fecção virulenta; ela, por si só, não
é perigosa mas pode ser precurso-
ra de uma série de doenças: bron-
quite, pneumonia, etc. Se você es-
tiver resfriado, evite ficar muito
próximo de outras pessoas, pois os
vírus se propagam em lugares chei-
os e abafados. As temperaturas
baixas parecem não provocar res-
friados, e provavelmente o seu pre-
domínio seja devido ao fato de se
conviver em lugares pouco venti-
lados e muito aquecidos. O melhor
tratamento é o repouso por um ou
dois dias. Pode-se tomar duas as-
pirinas ou paracetamol até quatro
vezes ao dia. Mantenha o paciente
aquecido, com uma alimentação
leve e muito líquido. Fazer garga-
rejos e tomar limonada ou mel aju-
da a melhorar. O vírus não respon-
de aos antibióticos, não os solici-
te, a não ser que você sofra de
asma, bronquite ou alguma doen-
ça cardíaca. As complicações in-
cluem sinusite e bronquite. (V.
Antro, Bronquite e Catarro.) Tem-
se tentado a vitamina C para pre-
venir resfriados. Não há nenhuma
evidência real de que ela seja efi-
caz, mas também não há prejuízo
nenhum em tomá-la.
Não existe nenhuma prova científi-
ca, mas, o fato de evitar correntes
de ar, mudar de roupa quando esti-
ver molhada e evitar dormir tarde
com muita freqüência, parece redu-
zir a incidência de resfriado, talvez
porque dessa forma aumente a re-
sistência.
RESISTÊNCIA - Oposição a uma
ação. Ex.: a resistência bacteriana
aos antibióticos.
RESISTÊNCIA INSULÍNICA - Aquela
que o organismo opõe à ação da in-
sulina, problema central do Diabe-
tes do tipo 2. Está intimamente re-
lacionado com o depósito excessi-
vo de gordura na região abdominal
visceral.
RESOLUTIVO - Que cura uma
inflamação sem intervenção cirúr-
gica.
RESOLVENTE - O mesmo que Reso-
lutivo.
RESPIRAÇÃO - Ato de inspirar e ex-
pirar o ar.
RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL - Neces-
sária quando o paciente pára de res-
pirar por si só.
Em tal emergência, não se pode
perder tempo. A reanimação deve
começar imediatamente, sem que se
desperdice nenhum segundo para
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REP RES
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396
colocar o paciente numa posição
confortável. Uma pessoa afogada
deve receber respiração artificial tão
logo sua cabeça esteja fora da água.
A demora de um ou dois segundos
pode se revelar fatal.
Quando muito, se a pessoa que es-
tiver prestando o socorro suspeitar
que a garganta do paciente está gra-
vemente bloqueada por uma denta-
dura, lama ou ervas, por exemplo,
ela pode tentar desobstruí-la viran-
do a cabeça para o lado e, com gol-
pe rápido e cuidadoso com o dedo,
limpar o fundo da boca.
Depois de feita a respiração artifi-
cial durante dois ou três minutos,
com o ar entrando e saindo livre-
mente dos pulmões, pode-se, então
- e somente então -, prestar atenção
em outros detalhes, como o de
posicionar o paciente, cobri-lo, pro-
curar ajuda e assim por diante. Mas
a pessoa deve continuar o tempo
todo a fazer respiração artificial e
ficar observando cuidadosamente.
Método utilizado: Boca a boca (ou
boca-nariz)
A pessoa sopra o ar de seus próprios
pulmões para dentro dos pulmões do
paciente, através da boca ou do nariz
deste. Embora esse ar seja o ar expi-
rado pela pessoa que está fazendo a
respiração, ele ainda contém oxigê-
nio suficiente para tal propósito.
1) A cabeça deve ser segurada de
forma a ficar bem inclinada para
trás, com o maxilar inferior em-
purrado para frente. Quando uma
pessoa consciente está respirando,
há bastante espaço para o ar se mo-
vimentar da boca e do nariz até a
traquéia. Com uma pessoa incons-
ciente, deitada de costas, a língua
tende a ir para trás, bloqueando o
espaço entre a boca e a traquéia. O
ar não consegue passar.
Portanto, a cabeça do paciente é in-
clinada para trás, colocando-se uma
mão sob o pescoço e levantando-a
delicadamente, de modo que a po-
sição da cabeça seja mudada para
abrir caminho ao ar.
2) O maxilar inferior é puxado para
frente, com a cabeça ainda incli-
nada.
3) Segure o maxilar aberto e, utili-
zando a outra mão para tampar as
narinas, mantenha a parte posterior
da mão pressionada sobre a cabeça
para mantê-la na posição inclinada.
Mantenha essa posição durante todo
o tempo.
4) Respire fundo.
5) Abra bem sua boca. Encaixe seus
lábios ao redor da boca aberta do
paciente.
6) Sopre forte - mas suavemente -
dentro da boca do paciente e, en-
tão, dentro de seus pulmões.
7) Levante a boca, virando a cabe-
ça para olhar para o tórax do paci-
ente. Se for bem-sucedido, você
verá que este subiu e está agora bai-
xando à medida que sai o ar. Do
contrário, cheque se há obstrução
da garganta. (Tudo isso pode pa-
recer uma série de passos compli-
cada, mas não é. Com a prática,
ela pode ser feita como um movi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RES RES
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397
mento que dá imediatamente ar
para o paciente.)
8) Repita os itens 4, 5, 6 e 7 em qua-
tro respirações completas e rápidas.
Isso irá carregar o sangue do paci-
ente com oxigênio. A cor deve me-
lhorar.
9) Continue num ritmo lento e cons-
tante, observando a elevação do tó-
rax como garantia de que o ar está
entrando nos pulmões, e soprando
novamente assim que o tórax se es-
vaziar.
Em crianças, isso pode ser realiza-
do num ritmo um pouco mais rápi-
do - porém mais delicado - depen-
dendo do tamanho da criança.
Ressalvas importantes no método
boca a boca:
(Os números entre parênteses a se-
guir referem-se aos números dos
passos acima.)
(3) a) Aperte as narinas (não o ca-
valete ou a extremidade do nariz).
b) Coloque a cabeça bem para trás.
Você deve, olhando verticalmente
para baixo, conseguir ver as nari-
nas, tampadas.
c) Mantenha seus dedos afastados
dos lábios do paciente de modo que
os seus lábios possam formar uma
vedação perfeita.
(5) Abra bem a boca, o suficiente
para que ela faça uma vedação com-
pleta ao redor da boca do paciente.
(6) a) Sopre forçando o peito e não
as bochechas.
b) Sopre com uma força apenas su-
ficiente para fazer com que o peito
do paciente se eleve.
(7) Se o tórax não se moveu, verifi-
que se você tampou o nariz do pa-
ciente e se está mantendo a cabeça
bem inclinada.
(9) Sopre firmemente depois das
primeiras quatro vezes rápidas. Se
você continuar rápido demais vai se
cansar e poderá até sentir tontura.
(V. Asfixia.)
RESSECÇÃO - Excisão de um órgão
ou parte dele.
RESSECÇÕES PULMONARES - Re-
moção cirúrgica de um pulmão
(pneumectomia), de um de seus lo-
bos (loboctomia) ou de um de seus
segmentos (segmentectomia) quando
afetados por lesões irrecuperáveis cli-
nicamente ou por tumores malignos.
RESSONÂNCIA - V. Ressonância
magnética.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA -
Exame bem detalhado por meio de
ondas magnéticas, melhor que a
tomografia, porém com indicações
restritas. Método de diagnóstico que
usa o campo magnético e ondas de
radiofreqüência para obtenção de
imagens para diagnóstico.
RESSUSCITAÇÃO - Reviver o indi-
víduo aparentemente morto.
RETALGIA - Dor no reto.
RETALHO - Pedaço de músculo, pele
ou órgão que é transferido para cor-
reção de defeitos após cirurgias
RETENÇÃO - Incapacidade de eli-
minar.
RETENÇÃO DE URINA - Quando a
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RES RET
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398
urina se acumula na bexiga, a pres-
são aumenta, e nós sentimos von-
tade de urinar. Quando as circuns-
tâncias permitem, nós deixamos re-
laxado o músculo que protege a sa-
ída da bexiga, e esta é esvaziada.
Retenção de urina significa que há
alguma interferência nesse esvazia-
mento, e a bexiga não pode ser es-
vaziada (retenção aguda), ou então
o esvaziamento não é completo. A
retenção aguda ocorre com mais
freqüência nos homens idosos, de-
vido a uma inchação da glândula
prostática. Deve-se buscar assistên-
cia médica de imediato, e geralmen-
te é essencial que o médico passe
uma sonda (cateter) para retirar a
urina. A retenção aguda pode ocor-
rer nas mulheres durante os primei-
ros meses de gravidez, quando o
útero, caso se desloque, pode pres-
sionar a parte inferior da bexiga.
Geralmente não é difícil de reco-
locar o útero no lugar, e a condição
sara. A dificuldade em urinar fre-
qüentemente precede a retenção. É
aconselhável procurar ajuda logo,
antes que se agrave. (V. Gravidez,
Próstata.)
Às vezes, a inabilidade de urinar
ocorre devido à timidez, por exem-
plo, num banheiro público ou hos-
pital. Isso não tem uma causa física
e cura-se com o tempo. Alguns re-
médios também podem provocar
isso.
É muito comum a retenção hídrica
na fase que antecede a menstruação,
estando ou não presente a síndrome
pré-menstrual.
RETICULAR - Disposto em rede.
RETÍCULO - Rede, entrelaçamento.
RETICULÓCITO - Glóbulo verme-
lho imaturo.
RETICULOICTOSE - Excesso de
reticulócitos no sangue circulante.
RETICULOSE - Grupo de neoplas-
mas do tecido linfóide.
RETIFICADO - Purificado. Exemplo:
álcool retificado.
RETINA - A mais interna das três
membranas que circundam o olho;
é a parte sensível à luz que registra
as imagens.
RETINITE - Inflamação da retina.
RETINITE PIGMENTOSA - Condi-
ção hereditária, na qual a retina se
torna progressivamente espessa e
envolvida por pigmento (material
colorido), de modo que a visão se
deteriora gradualmente. As pesqui-
sas nesse campo continuam.
RETINOCOROIDITE - Inflamação
da retina e da coróide.
RETINOPATIA - Afecção que aco-
mete a retina. Ex.: a retinoplatia
diabética, a hipertensiva, etc.
RETITE - Inflamação do reto.
RETO - Porção terminal do intestino
grosso.
RETOCELE - Prolapso do reto.
RETOSIGMOIDECTOMIA - Extir-
pação do reto e da alça sigmóide.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RET RET
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RETOSTENOSE - Estenose do reto.
RETOTOMIA - Inflamação do reto.
RETOVESICAL - Referente ao reto e
à bexiga.
RETRAÇÃO - O mesmo que encur-
tamento.
RETRATOR - Instrumento para re-
trair o lábio de uma ferida.
RETRO - Prefixo que significa
“atrás”.
RETROBULBAR - Atrás do globo
ocular.
RETROCECAL - Atrás do ceco.
RETROCESSÃO - Movimento para
trás.
RETROCESSO - Regresso, volta ao
estado anterior.
RETROFLEXÃO - Dobra para trás.
RETROFLEXO - Dobrado para trás.
RETRÓGRADO - Que volta para trás.
RETROPERITONIAL - Atrás da ca-
mada posterior do peritônio.
RETROPEXIA - Fixação cirúrgica do
reto.
RETROSCÓPIO - Instrumento para
exame do reto.
RETROVERSÃO - A inclinação de
um órgão inteiro para trás. O termo
se refere comumente ao útero. Vin-
te por cento das mulheres nascem
com o útero nessa posição e não há
necessidade de qualquer tratamen-
to, a não ser que isso esteja provo-
cando um incômodo ou contribuin-
do para a infertilidade.
REUMATISMO - Termo que abran-
ge condições associadas a dor nas
juntas ou nos membros. O reuma-
tismo que atinge as juntas é mais
comumente conhecido como “artri-
te”, e o leitor deve consultar esse
item. Outras variedades da condi-
ção são descritas nos itens Reuma-
tismo muscular e Dor lombar.
REUMATISMO MUSCULAR (in-
cluindo a fibrosite) - Termo vago
usado para descrever várias dores
nos músculos e nos tecidos moles,
que ocorrem devido a várias cau-
sas. A maioria dos casos está asso-
ciada a graus pequenos de artrite ou
entorse de ligamentos nas juntas vi-
zinhas - como o pescoço, ombros,
quadris e joelhos. Sente-se mais dor
na região muscular carnuda do que
nos ligamentos e ossos mais profun-
dos. Outras ocorrem devido a um
entorse crônico, como nos múscu-
los lombares - o lumbago. O reu-
matismo causado pelo uso excessi-
vo dos músculos requer um peque-
no repouso num lugar bem aqueci-
do. O reumatismo causado pelas
condições crônicas na junta e nos
ligamentos requer o máximo pos-
sível de movimento na área. Esfre-
gar com linimento ajuda. Mantenha
todas as juntas em movimento, e
mantenha-se ativo no geral. Remé-
dios específicos são uma proteção
adequada e vão permitir que todos
os movimentos continuem sem pro-
blemas. As proteções não são fei-
tas para uso permanente, pois en-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RET REU
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400
fraquecem os músculos; use alguns
dias enquanto a dor estiver forte. (V.
Artrite.)
Uma forma de reumatismo muito
importante é a polimialgia reumá-
tica. Os sintomas são dramáticos e
requerem tratamento imediato.
Uma senhora idosa descobre que a
parte superior dos braços e coxas
está tão entrevada e dolorida que ela
mal consegue mover, e fica literal-
mente cravada numa cadeira. Ge-
ralmente não há nenhuma história
de reumatismo ou artrite anterior.
Ela precisa urgentemente de um
médico, pois os exames de sangue
vão provar o diagnóstico, e serão
necessários os esteróides. O trata-
mento deve durar de seis meses a
um ano - nunca menos que isso.
REVASCULARIZAÇÃO DO MIO-
CÁRIO - Método cirúrgico desti-
nado a aumentar o fluxo sangüíneo
para regiões do miocárdio, onde o
mesmo é deficiente devido à obs-
trução de sua artéria coronária oca-
sionada por placas de ateroma. Para
isso, pode-se utilizar a artéria ma-
mária interna (anastomose mamá-
ria-coronária) ou um segmento de
veia safena (ponte de safena).
REVERDIN, PORTA-AGULHA DE -
Porta-agulha para suturas.
REVERSA - Modo de aplicar uma ata-
dura rebatendo seu bordo superior
de modo a ficar mais estreita, redu-
zida à metade.
REVULSÃO - Irritação local com o
fim de desfazer o estado congestivo
ou inflamatório existente em outra
parte do corpo.
REVULSIVO - Que produz revulsão.
RIBOFLAVINA - Vitamina B2. En-
contrada no leite, fígado, clara do
ovo, e que é um fator de cresci-
mento.
RICKÉTTESIA - Microorganismo en-
tre bactéria e vírus. Uma espécie
delas causa o tifo exantemático ou
tifo verdadeiro (o falso tifo é a fe-
bre tifóide).
RIGOR MORTIS
-
Rigidez cadavé-
rica, que aparece horas depois da
morte, sucedida pelo relaxamento
e putrefação.
RIM - Víscera dupla secretora da uri-
na. Órgão da diurese. Cada rim é
um conjunto de muitíssimos nefros,
que filtram o sangue. Calcula-se que
cada rim possui cerca de um milhão
de nefros. Esses nefros constituem
as unidades funcionais dos rins. Os
nefros ficam na camada cortical do
rim. Na camada medular encon-
tram-se as pirâmides renais - for-
mações cônicas que se abrem nos
cálices renais. Estes, por sua vez,
abrem-se no bacinete, ao qual se
segue o ureter. No Brasil dava-se
esse nome a uma bacia reniforme
para uso do doente em caso de vô-
mito, lavagens oculares ou auditi-
vas, etc.
RIM ARTIFICIAL - Aparelho de
diálise pelo qual circula o sangue
que deixa ali os resíduos excretórios
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
REV RIM
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401
que não mais estão sendo elimina-
dos naturalmente.
RINAL - Relativo ao nariz.
RINALGIA - Dor no nariz.
RINITE - Inflamação da mucosa
nasal.
RINOFIMA - Tumefação congestiva
no nariz que faz com que este au-
mente de volume.
RINÓLITO - Cálculo formado no
nariz.
RINOLOGIA - Estudo do nariz.
RINOLOGISTA - Especialista em
doenças do nariz.
RINOPLASTIA - Cirurgia plástica no
nariz.
RINORRAGIA - Hemorragia nasal,
epistaxe.
RINORRÉIA - Coriza, descarga
mucosa pelo nariz.
RINOSCLEROMA - Rinite micro-
biana com infiltração dura.
RINOSCOPIA - Exame das fossas
nasais.
RINOSCÓPIO - Espéculo ou instru-
mento para iluminar e permitir o
exame do interior do nariz.
RISCO EPIDEMIOLÓGICO PARA
DESNUTRIÇÃO - Percentil do
peso abaixo de 10.
RISO SARDÔNICO - Convulsão no
tétano que dá ao rosto uma expres-
são de zombaria.
RISORIUS DE SARTORINI - Mús-
culo que se contrai no sorriso.
RITMO - Padrão de intervalo.
RIZIFORME - Semelhante a grãos de
arroz.
RIZOMÉLICO - Referente às raízes
dos membros.
R.N.A. - Ácido ribonucleico. Exis-
tem três tipos de RNA: Mensagei-
ro: que é fabricado sob o comando
direto do DNA contendo uma se-
qüência de trincas transcritas a par-
tir dele. Cada trinca de bases do
RNAm chama-se códon, corres-
pondendo a um aminoácido na pro-
teína que se formará; Transporta-
dor: para produzir a proteína é pre-
ciso captar os aminoácidos e colocá-
los na posição correta, em concor-
dância com a seqüência de bases
indicada no RNAm. Essa captação
é feita pelo RNA transportador
(RNAt); através do anti-códon o
RNAt reconhece o local onde o
aminoácido por ele transportado
deve ser colocado no RNAm;
Ribossômico: estruturas citoplas-
máticas formadas por um tipo es-
pecial de RNA, o RNA ribossômico
(RNAr), e por proteínas. Os ri-
bossomos permitem o acoplamento
do RNAt (que transportam os
aminoácidos) com o RNAm.
ROENTGEN, RAIOS - O mesmo que
Raios X.
ROMBERG, SINAL DE - Impossibi-
lidade de permanecer de pé com os
olhos fechados. Sinal de tabes
dorsalis.
ROSÁCEA - Distúrbio vasculomotor
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RIN ROS
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402
no rosto com hiperplasia das glân-
dulas sebáceas.
ROSÉOLA - Febre eruptiva transmis-
sível, muito benigna, causada por
um vírus (como as demais febres
eruptivas transmissíveis, menos a
escarlatina). Pequenas máculas.
ROTAÇÃO - Girar sobre seu eixo.
Exemplo: girar a cabeça de um lado
para o outro.
RÓTULA - Pátula. Osso do joelho.
ROTURA PREMATURA DAS MEM-
BRANAS - É a rotura das membra-
nas ovulares (âmnio e córion), com
saída de líquido amniótico antes do
início do trabalho de parto.
RUBEFAÇÃO - Irritação produzida
na pele por aplicação cáustica.
RUBEFACIENTE - Que produz
rubefação.
RUBÉOLA - Doença infecciosa agu-
da febril, benigna, provocada por
um vírus, que se caracteriza por
erupção difusa de pequenas mácu-
las assemelhadas, às vezes, às do
sarampo ou da escarlatina.
Uma das doenças infecciosas agu-
das da infância; é contraída pela
maioria das crianças, geralmente
durante os anos escolares. Assim
como as outras doenças dessa na-
tureza, é raro que volte a ocorrer. A
doença se propaga pelo contato en-
tre as crianças, e ocorre geralmente
em epidemia. O período de incuba-
ção (época entre o contato e o de-
senvolvimento dos sintomas) é ge-
ralmente de duas ou três semanas.
O primeiro sinal é quase sempre a
erupção; esta consiste em pintas ro-
sas, que podem se juntar depois de
um ou dois dias. As glândulas da par-
te de trás do pescoço aumentam e fi-
cam sensíveis. Podem ocorrer febre
leve e sensação de frio como sinto-
mas. A erupção geralmente desapa-
rece depois de uns três dias e pode
ser seguida de uma leve escamação.
O sarampo alemão não é uma doen-
ça grave, e são raras as complicações.
Ela é contagiosa durante cinco dias
após ter aparecido a erupção. Se
uma mulher, que está dentro dos três
primeiros meses de gravidez e que
não tenha contraído a doença ante-
riormente, tiver contato com ela,
deve procurar um médico o quanto
antes, pois há o risco de afetar o de-
senvolvimento do bebê em gesta-
ção, caso a mãe contraia a doença.
Não há por que manter as crianças
longe das pessoas com sarampo ale-
mão, pois é melhor que elas peguem
essa doença moderada e adquiram
imunidade. Hoje em dia existe uma
vacina combinada de sarampo ale-
mão e rubéola, que pode ser dada a
todas as crianças por volta dos dois
anos de idade. As mulheres que não
estão imunes devem procurar infor-
mações com o médico. É impre-
terível que elas não fiquem grávi-
das nos três meses após terem sido
vacinadas, e nem sejam vacinadas
quando já estiverem grávidas.
Cerca de 10% de recém-nascidos de
mulheres que tiveram rubéola nos
primeiros três meses de gestação
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ROS RUB
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403
apresentam malformações congêni-
tas, especialmente catarata, micro-
cefalia, retardamento mental, sur-
dez, defeitos cardíacos. A rubéola
é transmitida por contato direto com
pessoas doentes e se dissemina atra-
vés de gotículas de secreções
nasofaríngeas. Recomenda-se que
até o 4
o
mês de gravidez a gestante
evite o contato com pessoas doen-
tes ou suspeitas de rubéola.
RUÍDO DE GALOPE - Ruído espe-
cial, que lembra o galope de um
cavalo e se escuta em certos distúr-
bios graves do coração.
RUGINA - Instrumento para raspar
ossos.
RUPIA - Lesão da pele com uma
crosta mais espessa no centro, lem-
brando uma ostra ou então discos
empilhados de dimensões decres-
centes.
RUPTURA - Rompimento, quebra.
Exemplo: ruptura do períneo no
parto.
RUTINA - Vitamina P, princípio ve-
getal que age contra a fragilidade
capilar.
RX - Abreviatura de Radiografia.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RUÍ RX
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405
S
S
SABÃO - Combinação de um álcali
e um ácido graxo.
SABÃO MEDICINAL - Preparado
com óleo de amêndoas, usado (ou-
trora) na confecção de alguns ex-
tratos moles ou pílulas.
SABIN, VACINA - Vacina contra a
poliomielite (paralisia infantil), des-
coberta por Alfred Sabin e que se
aplica por via oral em 3 a 5 doses,
de 30 em 30 dias.
SABURRA - Camada descamativa
observada na língua em várias
doenças.
SACARINA - Produto extraído do
carvão de pedra, 550 vezes mais
doce do que o açúcar de cana ou
sacarose. Adoçante artificial, des-
coberto nos Estados Unidos em
1879, que apresenta teor calórico
praticamente nulo.
SACAROSE - Nome químico do açú-
car tradicional, derivado da cana ou
da beterraba. Trata-se de um dissa-
carídeo formado por uma molécula
de glicose unida a uma de frutose;
uma colher das de sopa de sacarose
contém cerca de 80 calorias. Pedi-
atras da Universidade de Yale de-
monstraram que crianças que con-
somem açúcar em excesso se tor-
nam irritadiças e dispersivas.
SACIAÇÃO - Processo de ativação
do centro de saciedade localizada
no cérebro.
SACRO - Osso da bacia, primitiva-
mente constituído por cinco vérte-
bras que se fundem.
SACROILIÍTE - Inflamação da arti-
culação sacroilíaca, que se localiza
na parte posterior da bacia.
SADISMO - Perversão em que o doen-
te só obtém prazer ao torturar alguém.
SAFENAS - Nome de duas grandes
veias do membro inferior, das quais
se fazem as Pontes de safena, para
restabelecer parte da circulação em
coronárias obstruídas.
SAGITAL - Em forma de seta.
SAL - Produto da combinação de um
ácido e uma base. Seu consumo
excessivo pode provocar retenção
de líquidos no organismo, com con-
seqüente aumento de peso.
SALINO - Referente a um sal.
SALIVA - A secreção das seis glân-
dulas salivares (duas parótidas, duas
submaxilares e duas sublinguais).
SALIVAÇÃO - Ptialismo, excessiva
secreção de saliva.
SALK, VACINA - Contra a poliomie-
lite. Hoje substituída pela vacina
Sabin.
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406
SALMONELA - Grupo de bactérias
que causam a febre tifóide e a
paratifóide (conhecidas popular-
mente como tifo e paratifo).
SALMONELLA TYPHOSA
- Bacilo
da febre tifóide (erroneamente cha-
mada de “tifo”).
SALOBRO - Que contém sal.
SALPINGECTOMIA - Extirpação ci-
rúrgica da trompa uterina ou trom-
pa de Falópio.
SALPINGITE - A ponta do útero é li-
gada aos ovários por meio de dois
pequenos tubos - as trompas de
Falópio (nome alterado para “tuba
uterina”) -, um de cada lado da par-
te inferior da cavidade abdominal.
Quando ficam inflamadas, a condi-
ção é conhecida como “Salpingite”,
que pode vir junto ou depois de
qualquer infecção do útero e da va-
gina. Uma causa é a gonorréia não
tratada, na qual a infecção se intro-
duz até que as tubas estejam envol-
vidas. Hoje em dia é menos comum
a Salpingite tuberculosa. A salpin-
gite - como a maioria das infecções
- geralmente é acompanhada de fe-
bre, e há dor na parte de baixo de
cada lado do abdome. Se a tuba di-
reita for atingida, a condição pode
ser confundida com apendicite. Não
se deve descuidar, principalmente
porque pode causar a esterilidade.
O tratamento é feito com anti-
bióticos e calor radiante. (V. Gra-
videz ectópica, Gonorréia e Infer-
tilidade.)
SALPINGO - O mesmo que Trom-
pa.
SALPINGOCIESE - Prenhez tubária,
gestação na tuba uterina (rompe-se
ao fim de certo tempo).
SALPINGOGRAFIA - Técnica de exa-
minar a tuba uterina pelos raios X.
SALPINGO-OOFORITE - Inflama-
ção da tuba uterina e do ovário. O
mesmo que Anexite.
SALPINGORRAFIA - Sutura da tuba
uterina.
SALPINGOSTOMIA - Operação de
abertura do canal da tuba uterina,
obstruído por uma inflamação.
SALPINGOTOMIA - Incisão da tuba
uterina.
SANATÓRIO - Hospital para doen-
tes não graves. Pode ser especializa-
do, como sanatório para tubercu-
losos, para leprosos, para doentes
mentais.
SANGRAMENTO - V. Hemorragia
e Parto.
SANGRIA - Flebotomia, incisão de
uma veia para retirada de sangue.
SANGÜÍCOLA - Que vive no sangue.
SANGUE - Líquido que corre pelas
veias e artérias, constituído de plas-
ma, glóbulos vermelhos e glóbulos
brancos, importante para a nutrição,
purificação e funcionamento do or-
ganismo. Arterial: o que circula nas
artérias e contém o oxigênio rece-
bido nos pulmões. Venoso: o que
circula nas veias e ainda não sofreu
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SAL SAN
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407
a Hematose. (V. Hematose) Exame
de sangue: feito em laboratório, traz
informações que ajudam os médi-
cos a diagnosticar as doenças. O
hemograma fornece a contagem dos
glóbulos vermelhos, permitindo a
descoberta de anemias; ele indica
também a quantidade de leucócitos
da amostra, cujo aumento pode in-
dicar a presença de um processo
infeccioso alérgico ou verminoses.
Outros exames de sangue dosam
substâncias que normalmente nele
estão presentes; o excesso de
glicose pode revelar o Diabetes;
excessos de uréia indicam proble-
ma renal. Também se faz por exa-
me de sangue a verificação de gru-
pos sangüíneos, a existência de gra-
videz e a presença de doenças como
a Sífilis e a Aids.
SANGUE OCULTO - Sangue invisí-
vel a olho nu como o que passa nas
fezes em diminutas quantidades.
SANGÜÍNEO - Com muito sangue.
SANGUINOLENTO - Contendo
sangue.
SANIDADE - Qualidade ou estado de
são. Normalidade física ou psíquica.
SÂNIE - Secreção fétida de uma
úlcera.
SANITÁRIO - Relativo à saúde.
SÁPIDO - Com sabor.
SAPONÁCEO - Da natureza do
sabão.
SAPONIFICAÇÃO - Desdobramen-
to dos corpos gordos em ácidos
graxos e glicerina. Os ácidos graxos
reagem com os álcalis e formam os
sabões.
SAPRÓFITA - Micróbio que vive na
matéria orgânica, como carne, leite
etc., mas sem causar doença.
SARAMPO - Doença infecciosa con-
tagiosa transmitida por via respira-
tória, causada por um vírus. A do-
ença geralmente ocorre em epide-
mia e atinge crianças - embora pes-
soas mais velhas, que não tenham
tido na infância, possam desen-
volvê-la. É raro uma segunda ocor-
rência. O período de incubação (isto
é, o intervalo entre “pegar” o mi-
cróbio e desenvolver a doença) é de
aproximadamente dez dias. Os pri-
meiros sintomas assemelham-se a
um forte resfriado e se desenvolvem
repentinamente com calafrios, dor
de cabeça, vermelhidão e secreção
dos olhos e nariz. Uma “tosse de
cachorro” incômoda é uma carac-
terística marcante, e a criança ge-
ralmente é levada ao médico por
causa de um problema no peito. A
temperatura sobe gradualmente até
se desenvolver a eflorescência; isso
acontece geralmente no 4º dia, ape-
sar de que, antes de as pintas se de-
senvolverem sobre a pele, elas po-
dem ser vistas (geralmente na parte
de dentro das bochechas) como pe-
quenas pintas vermelhas com o cen-
tro branco-azulado.
A erupção propriamente dita come-
ça com pequenas pintas vermelho-
escuras, levemente elevadas, que
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SAN SAR
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408
logo se juntam, dando à pele uma
aparência manchada. As pintas apa-
recem atrás das orelhas, depois no
rosto, e mais tarde se espalham por
todo o corpo. Depois de uns três
dias, geralmente a erupção começa
a desaparecer, a temperatura volta
ao normal, e o paciente começa a
se recuperar. O sarampo é, na reali-
dade, uma bronquite aguda que pro-
duz eflorescências, e a mãe pode
achar durante alguns dias que está
cuidando de uma criança com pro-
blemas no pulmão. Os banhos de
permanganato podem ser úteis, e o
médico pode recomendar antibióti-
cos no começo de um ataque para
evitar complicações.
A transmissão se faz pelas gotículas
de muco ou saliva expelidas pelo
doente ou por contato direto com
pessoa infectada; indiretamente,
através de objetos recentemente
contaminados pelas secreções
nasofaríngeas.
A criança precisa de repouso e tran-
qüilidade, muito líquido e remédio
específico, se tiver dor ou febre.
Como a doença diminui a resistên-
cia, ela pode vir seguida de compli-
cações, como inflamação dos ouvi-
dos e, ocasionalmente, pneumonia.
Assim que o apetite volte ao nor-
mal, o paciente pode receber uma
alimentação completa.
As crianças recebem vacinação con-
tra o sarampo aos dois anos de ida-
de, e então essa doença aflitiva não
deve ocorrer. Não se registrou ne-
nhum caso de sarampo no Brasil
desde dezembro de 2000, graças à
vacinação em massa.
SARAMPO ALEMÃO - V. Rubéola.
SARCÓIDE - Semelhante a carne ou
músculo.
SARCOIDOSE - Distúrbio que pode
atingir vários órgãos, incluindo
pele, glândulas, pulmões e fígado.
Os primeiros sinais são quase sem-
pre manchas roxas na pele, conhe-
cidas como eritema nodoso. Se os
pulmões estiverem envolvidos,
pode haver falta de ar. Felizmente,
a condição reage bem a esteróides;
as manchas incomuns na tíbia de-
vem sempre ser mencionadas para
o médico, pois podem ser um pri-
meiro sinal (embora possa haver
outras causas menos importantes).
SARCOLEMA - Bainha da fibra mus-
cular estriada.
SARCOLOGIA - Anatomia dos teci-
dos moles.
SARCOMA - Tumor maligno de par-
tes moles que pode abranger todo o
corpo.
SARCOSO - O mesmo que Carnoso.
SARDAS - Cada uma das pequenas
manchas pigmentadas, castanho-
escuras, que surgem no rosto e no
corpo de algumas pessoas, especi-
almente as de pele muito clara por
causa do aumento da deposição de
melanina.
SARNA - Afecção cutânea, conta-
giosa, parasitária, provocada no ho-
mem pelo Sarcoptus scabiel, e nos
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SAR SAR
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409
animais por ácaros que variam com
a espécie. O mesmo que Escabiose,
Acaríase.
SARNICIDA - Medicamento contra
a sarna.
SARTÓRIO - Músculo costureiro,
que faz dobrar a coxa sobre a per-
na, e o paciente senta-se como os
antigos alfaiates ou costureiros.
SATURAÇÃO - Existência numa so-
lução do máximo de substância que
nela pode dissolver-se.
SATURNINO - Relativo ao chumbo.
SATURNISMO - Intoxicação crôni-
ca pelo chumbo.
SAÚDE OCUPACIONAL - Área de
atuação da Saúde que visa a preser-
vação da saúde do trabalhador, me-
lhorando suas condições de traba-
lho e atenuando-lhe as conseqüên-
cias prejudiciais.
SAÚDE DO TRABALHADOR -
Conjunto de atenções de saúde
dirigidas para o trabalhador, no to-
cante a patologias profissionais e
não profissionais.
SCHICK, TESTE DE - Reação para
verificar se o paciente tem sensibi-
lidade para a difteria. Faz-se com
toxina diftérica.
SCÓLEX - Cabeça da tênia com suas
ventosas.
SEBÁCEO - Gorduroso, que secreta
material oleoso.
SEBO HUMANO - O óleo da pele
produzido pelas glândulas sebáceas.
SEBORRÉIA - Secreção excessiva
das glândulas sebáceas.
SECÇÃO - Ato ou efeito de sec-
cionar, dividir.
SECREÇÃO - Derramamento de líqui-
do por uma abertura do corpo, como
do nariz durante um resfriado. Um
motivo para preocupação é a secre-
ção através dos órgãos sexuais, que
pode ocorrer devido a uma infecção
venérea. (V. Gonorréia.) Existem
outras causas, principalmente nas
mulheres, mas qualquer secreção
dessa natureza deve receber atenção
médica. Pode haver uma explicação
inócua, mas o descuido poderia ser
sério.
SECUNDARISMO - Sintomas do pe-
ríodo secundário da sífilis.
SECUNDINAS - O conjunto da pla-
centa e membranas que são expul-
sas após o parto.
SECUNDÍPARA - Mulher que dá à
luz pela segunda vez.
SEDAÇÃO - Ato de acalmar ou di-
minuir uma excitação.
SEDATIVO - Calmante, tranqüi-
lizante.
SEDENTÁRIO - Que está quase cons-
tantemente sentado; que anda ou se
exercita pouco. Inativo.
SEDIMENTO - O mesmo que De-
pósito.
SEDIMENTO URINÁRIO QUANTI-
TATIVO - Para se avaliar de modo
mais preciso a eliminação urinária
de hemácias, leucócitos e outros
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SAR SED
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410
elementos figurados pode-se con-
tar, em microscópio, através do uso
de uma lâmina milimetrada e do se-
dimento obtido por centrifugação
de uma quantidade determinada de
urina, o número de hemácias, leucó-
citos, cilindros, etc., por ml de urina.
SEDIMENTO URINÁRIO TELES-
COPADO - O sedimento urinário,
depósito obtido da urina por cen-
trifugação, ao ser examinado em
microscópio, pode evidenciar ca-
racterísticas de doença aguda ou de
doença crônica, conforme o caso.
Numa doença denominada “lúpus
eritematoso disseminado” o sedi-
mento é misto, apresentando carac-
teres agudos e crônicos, como se
estivesse sendo vista por um teles-
cópio toda a evolução da doença
desde o início até o fim. Daí o nome
telescopado.
SEGMENTO - Pedaço, secção, sub-
divisão.
SEGUNDA INTENÇÃO - Cicatriza-
ção de uma ferida mediante granu-
lação e crescimento de nova pele.
SEIO - Uma cavidade oca - geralmen-
te uma das cavidades dos ossos
faciais que se comunicam com o
nariz. (V. Antro.)
SEIO CAVERNOSO - Seio san-
güíneo no osso esfenóide.
SEIO VENOSO - Canal dilatado con-
tendo sangue venoso.
SEIOS - Parte do corpo humano onde
se situam as glândulas mamárias fe-
mininas e a camada de gordura e
pele que as recobrem. Uma das do-
enças mais graves é o Câncer de
mama, razão pela qual se fazem
campanhas de prevenção.
SEIOS ÓSSEOS - Cavidades cheias
de ar e revestidas de mucosa. Sua
inflamação é a sinusite.
SEIOS PARANASAIS - Cavidades lo-
calizadas nos ossos da face, onde
ocorrem as sinusites.
SELA TÚRCICA - Pequena cavidade
na base do crânio onde se aloja a
hipófise, a mais importante das
glândulas de secreção interna, ou
endócrinas.
SELÊNIO - Mineral utilizado como
anti-oxidante. Sua importância é
conhecida desde 1979, quando ci-
entistas chineses descobriram sua
utilidade ao tratar uma miocar-
diopatia (doença de Keshan) que
afetava homens jovens e crianças.
Descobriu-se com isso seu elevado
potencial antioxidante, por fazer
parte da porção ativa da enzima
endógina glutationaperoxidase que
inibe os peróxidos lipídicos. O
selênio potencializa a vitamina E
que, como a vitamina C, melhora o
poder de absorção de selênio den-
tro do organismo.
SÊMEN - Líquido fecundante do
macho.
SEMICÚPIO - Imersão da bacia e dos
quadris; banho de assento.
SEMILUNAR - Em forma de meia-lua.
SEMINAL - Espermático.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SED SEM
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411
SEMINÍFERO - Que transporta o sê-
men.
SEMINOMA - Tumor maligno das
células testiculares.
SEMIOLOGIA - Estudo dos sinais e
sintomas das doenças.
SENESCÊNCIA - O processo de en-
velhecimento.
SENIL - Relativo à velhice.
SENILIDADE - Estado degenerativo
dos tecidos e órgãos devido à ve-
lhice.
SENSITIVO - Que reage aos es-
tímulos.
SEPSE - Intoxicação pela absorção de
substâncias putrefatas.
SEPSE PUERPERAL - Infecção puer-
peral.
SEPTICEMIA - É a disseminação de
bactérias patogênicas a partir de um
foco de infecção, através da circu-
lação sistêmica. Indica que os mi-
cróbios estão se multiplicando ra-
pidamente no sangue e estão quase
dominando as defesas do organis-
mo. Ocorrem febre e depois delí-
rio, e é necessário um tratamento
urgente com antibióticos.
SÉPTICO - Tóxico, infectante.
SEPTO - Divisão entre duas cavi-
dades.
SEPTO NASAL - Parede que divide
o nariz em duas partes ou narinas,
sendo uma parte óssea e outra parte
cartilaginosa.
SEQÜELA - Manifestação mórbida
que subsiste em conseqüência de
doença anterior.
SEQÜESTRO - Fragmento morto de
um osso.
SERINGA - Instrumento para injetar
ou aspirar líquidos.
SEROSA - Membrana que reveste as
cavidades que não se abrem para o
exterior. Exemplo: a cavidade
torácica (pleural), a cavidade abdo-
minal (peritônio), etc.
SEROTONINA - Neurotransmissor
importante para o controle do com-
portamento alimentar; sua deficiên-
cia implica na origem de diversos
transtornos alimentares, como a
bulimia nervosa e as compulsões
por alimentos. Baixos níveis cere-
brais de serotonina podem estar re-
lacionados com quadros de ansie-
dade, depressão, síndrome pré-
menstrual e outros transtornos psi-
quiátricos.
SERPIGINOSO - Em forma de ser-
pente.
SESAMÓIDE - Semelhante a um
grão. Nome de ossos supranu-
merários que aparecem em partes
variadas do corpo.
SESQUI
-
Palavra latina muito em-
pregada em Química, cujo signifi-
cado é “um e meio”.
SÉSSIL - Sem pedúnculo.
SEZÕES - Malária, impaludismo.
SHIGELLA DISENTERIAE
- Bacilo
da disenteria.
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SEM SHI
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SHIGA, BACILO DE - Uma das
shigellas causadoras da disenteria.
SIALAGOGO - Que produz aumen-
to da secreção salivar.
SIALECTASIA - Dilatação das glân-
dulas salivares por obstrução.
SIALISMO - O mesmo que Salivação.
SIALORRÉIA - Salivação excessiva.
SIBILANTE - Semelhante a assobio.
SICOSE - Inflamação de folículos
pilosos nos cabelos e na barba.
SIDEROSE - Uma forma de pneumo-
coniose causada por inalação de
partículas de ferro.
SIFILIDE - Qualquer erupção cutânea
de origem sifilítica.
SÍFILIS - Doença infecciosa causada
por uma espiroqueta, o Treponema
pallidum. Depois da Aids é a mais
grave das doenças sexualmente
transmissíveis. A doença invade o
organismo através da circulação
sangüínea e linfática. Tem duas for-
mas clínicas: 1) Sífilis adquirida:
transmitida pelo contato da mucosa
ou da pele (relações sexuais); 2)
Sífilis congênita: transmitida pela
mãe ao feto. Pode ser dividida em
três estágios bem definidos. O pe-
ríodo de incubação é geralmente de
quatro a cinco semanas, mas pode
variar entre dez e noventa dias. O
primeiro sintoma (estágio primário)
é uma pequena mancha indolor no
local da infecção - geralmente nos
órgãos genitais - e, muito raramen-
te, em outro lugar, como os lábios,
por exemplo. Essa mancha se trans-
forma numa úlcera ou pequena fe-
rida, exsudando um soro, que é al-
tamente infeccioso; as glândulas na
região geralmente ficam um pouco
inchadas. A gravidade dessa ferida
- ou cancro - varia, e ela pode ser
pequena e apenas temporária. Pode
passar despercebida, por causa de
sua localização interna. Por isso,
todo jovem que tenha mantido re-
lações sexuais casuais deve ser exa-
minado numa clínica especial, até
mesmo se houver sintomas vagos,
ou nenhum sintoma. O uso de mé-
todos anticoncepcionais de barrei-
ra, como o capuz ou a camisa-de-
vênus, oferecem uma certa prote-
ção contra a sífilis, mas a pílula an-
ticoncepcional não dá nenhuma
proteção. Num relacionamento se-
xual estável, em que os parceiros
são fiéis um ao outro, e nenhum de-
les tem uma história de infecção,
não há, é lógico, nenhum risco de
doença venérea. Quando o sexo é
feito casualmente, há sempre o pe-
rigo de infecção e, se estiver preo-
cupado, é sensato fazer exames clí-
nicos. Também é uma boa idéia se
certificar de que o homem está sem-
pre usando camisinha.
Do local da infecção, a espiroqueta
passa para o sangue e é destruída
por todo o corpo. Esse é o estágio
secundário. Geralmente há uma
erupção generalizada que se desen-
volve de três a quatro semanas de-
pois do cancro, e as glândulas de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SHI SÍF
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outras partes do corpo podem se
dilatar. A erupção toma formas di-
ferentes e pode estar associada a
úlceras na boca e a uma queda de
cabelo. A doença passa para o ter-
ceiro estágio, no qual podem se for-
mar úlceras profundas, porém
indolores - conhecidas como gomas
- em vários órgãos internos e na
pele. Nos últimos estágios, o siste-
ma nervoso fica particularmente su-
jeito ao ataque. Pode haver uma
paralisia lenta, na qual a pessoa se
torna cada vez mais insegura ao
andar, devido a uma degeneração da
medula espinhal, conhecida como
Tabes dorsalis; ou, em outros ca-
sos, o cérebro é atingido, e há uma
paralisia generalizada, juntamente
com uma debilitação mental pro-
gressiva - condição conhecida como
“paralisia geral”. Praticamente ne-
nhum órgão do corpo fica imune
nos últimos estágios de uma sífilis
não tratada. O coração pode sofrer
danos, o fígado pode ser afetado, e
a visão totalmente comprometida.
O curso da doença é lento e os sin-
tomas que envolvem o sistema ner-
voso podem aparecer vinte anos ou
mais depois da infecção original.
Praticamente, a doença nunca é
contraída sem ser por contato sexu-
al, já que a espiroqueta morre rapi-
damente fora do corpo humano. A
infecção em vasos sanitários é bem
improvável. A infecção pelo beijo
é rara, embora os cancros nos lábi-
os possam ser contraídos pelo sexo
oral. A sífilis pode ser transmitida
para o bebê em gestação pela mãe
infectada, mas essa condição é rara
hoje em dia. As mulheres podem ser
testadas quanto a essa doença na
primeira consulta pré-natal. Os exa-
mes sorológicos que dão o resulta-
do em cruzes (de uma a quatro cru-
zes) não servem para apreciar o
comportamento sorológico em re-
lação ao tratamento instituído.
A sífilis tem cura, mas é essencial
o tratamento logo no início. Não se
pode afirmar com muita ênfase que
a doença seja insidiosa, e deve-se
procurar informações médicas para
todo sintoma suspeito, em qualquer
pessoa que tenha corrido o risco de
infecção. É perigoso, e extrema-
mente insensato, interromper o tra-
tamento antes que o médico chegue
à conclusão de que é suficiente.
Não existe uma prevenção real con-
tra a sífilis, exceto evitar o sexo
casual.
SIFILOGRAFIA - Parte da Medicina
que trata da sífilis.
SIFILÓGRAFO - Especialista em
sífilis.
SIFILOMA - Tumor de natureza sifi-
lítica. Inicial: o cancro sifílítico.
SIFONAGEM - Método de transfe-
rir líquido de um vaso para outro
mediante um tubo inclinado e pela
pressão atmosférica; lavagem do
estômago.
SIGMÓIDE - Diz-se de certas vál-
vulas e cavidades do corpo huma-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SÍF SIG
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no que têm a forma da letra grega
sigma. Aplica-se mais à alça sig-
móide do cólon.
SIGMOIDECTOMIA - Ressecção de
uma parte da alça sigmóide.
SIGMOIDITE - Inflamação da alça
sigmóide.
SIGMOIDOSCÓPIO - Instrumento
que se introduz pelo reto para exa-
me da alça sigmóide.
SIGMOIDOSTOMIA - Abertura da
sigmóide no cólon.
SILÍCIO - Semelhante ao carbono,
sua participação no organismo pa-
rece ser muito importante por ligar
as subunidades fibrosas da elastina
e do colágeno aos quais dá força e
resistência. Participa do metabolis-
mo ósseo.
SILICONE - Polímero de átomos al-
ternados de oxigênio e de silício,
com ligação de grupos orgânicos.
Usado em cirurgia plástica. Estudo
feito nos Estados Unidos relaciona
câncer de pulmão e do cérebro a
implantes de silicone; porém, não
há conclusão definitiva sobre isso.
SILICONE, IMPLANTE DE SEIOS
DE - O implante do silicone é feito
através da axila ou pela aréola. No
primeiro caso, a prótese é inserida
embaixo do músculo e, no segun-
do, acima dele. Arredondado, o
material leva cerca de noventa dias
para adquirir o formato anatômico.
Nos primeiros meses, a sensação de
endurecimento da mama é natural
e ocorre devido ao revestimento da
prótese, que agora é feito com uma
malha corrugada, para evitar a
contratura capsular.
A prótese - que dura de dez a quin-
ze anos - não exige cuidados espe-
ciais, a não ser um exame anual de
ressonância magnética ou tomo-
grafia computadorizada, que iden-
tificam eventuais mudanças em sua
posição, assim como seu desgaste.
SILICOSE - Doença pulmonar por
inalação de partículas finíssimas de
sílica, o que ocasiona fibrose.
SIMBIOSE - Vida associada de dois
ou mais organismos, ambos ou to-
dos com vantagens recíprocas.
SIMBLÉFARO - Aderência da pálpe-
bra do globo ocular.
SIMPATECTOMIA - Excisão de par-
te da cadeia do simpático.
SIMPÁTICO - Parte tóraco-lombar
do sistema nervoso autônomo ou
vegetativo. Sistema que, junto ao
sistema parassimpático, controla
algumas funções antagônicas. O
simpático dilata a pupila e os
brônquios, acelera os batimentos
cardíacos, inibe os movimentos
peristálticos e a secreção gástrica.
Por sua vez, o parassimpático rea-
liza atividades totalmente antagôni-
cas, como contrair a pupila e os
brônquios, retardar os batimentos
cardíacos, estimular o peristaltismo
e a secreção gástrica.
SIMPATICOTONIA - Predominância
do sistema nervoso simpático no fun-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SIG SIM
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415
cionamento do organismo: contração
dos vasos, hipertensão arterial.
SINAL - Manifestação objetiva que
se observa no doente, como tosse,
febre, paralisia, etc. Difere do sin-
toma, que só o doente pode revelar
(dor, ansiedade, etc.)
SINAPISMO - Cataplasma de mos-
tarda aplicada, em geral, como re-
pulsivo.
SINAPIZADO - Que contém mos-
tarda.
SINAPSE - Ponto ou local onde as cé-
lulas nervosas se comunicam.
Quando o impulso chega à parte fi-
nal do axônio, ela produz uma subs-
tância química que se espalha por
sua área. Tal substância estimula os
dendritos do neurônio seguinte, fa-
zendo nele surgir outro impulso
nervoso, que irá até a sinapse se-
guinte.
SINARTROSE - Articulação que não
tem nenhum movimento. Exemplo:
a dos ossos do crânio.
SINCONDROSE - Articulação cujas
superfícies são ligadas por carti-
lagem.
SINCOPAL - Relativo à síncope.
SÍNCOPE - Lipotimia prolongada,
perda dos sentidos, parada momen-
tânea da respiração e da circulação.
Termo também conhecido como
desmaio, trata-se da perda súbita de
consciência com queda ao solo e re-
cuperação rápida e espontânea, sem
necessidade de reanimação cardía-
ca. As causas mais freqüentes de sín-
cope são as arritmias cardíacas, po-
rém várias outras causas podem ser
responsáveis. Entre elas, temos os
distúrbios neurológicos, o diabetes,
os distúrbios otorrinológicos, etc.
SINCRÔNICO - Que ocorre ao mes-
mo tempo.
SINDACTILIA - Fusão congênita dos
dedos.
SINDESMITE - Inflamação dos liga-
mentos.
SÍNDROME - Conjunto de sinais e
sintomas que caracterizam uma en-
tidade mórbida.
SÍNDROME DA PERNA DE LEITE
- Nome de uma condição que ocor-
re às vezes nas mulheres depois do
parto. Felizmente, ela é rara devido
à prática de encorajar as mulheres
a se levantarem e andarem o mais
rápido possível - sensatamente -
após o parto. Isso ocorre devido a
um coágulo na circulação da perna
(V. Trombose.), e o membro fica
branco, inchado e quase sempre do-
lorido. A condição requer cuidados
médicos urgentes, pois o coágulo
pode desalojar-se da perna e vir a
assentar-se no pulmão. (V. Embo-
lia.) Drogas especiais podem ser
dadas, de seis a doze semanas, para
reduzir o coágulo. Os exames de
sangue semanais são necessários
para controlar o grau de diluição de
sangue.
SÍNDROME DE BRANDALISE - De-
nominação de novo tipo de leuce-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SIN SÍN
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416
mia descoberto pela pediatra pau-
lista Silvia Brandalise, que recebeu
em 1994 o título de “mulher do ano
das ciências”, concedido pela pu-
blicação americana Who’s Who.
Realizando pesquisas em Hemato-
logia, ela descobriu uma célula
sangüínea cancerosa ligeiramente
diferente das usuais. Em 1994 a co-
munidade científica internacional
reconheceu a sua descoberta de um
novo tipo de leucemia.
SÍNDROME DE FADIGA PÓS-
VIRAL - Encefalomielite miálgica.
Essa condição acompanha uma do-
ença como a gripe e pode durar se-
manas, meses ou anos. É mais co-
mum nas mulheres. O principal sin-
toma é uma extrema fadiga ao exer-
citar os músculos. Pode estar associ-
ada a dores de cabeça, vertigens, fal-
ta de concentração, memória fraca e
outros sintomas. Geralmente não são
encontrados sinais clínicos, e alguns
pacientes são classificados como hi-
pocondríacos. Pode ocorrer devido a
uma infecção viral persistente.
SÍNDROME DE PICKWICK - Nome
que se dá à síndrome da dificulda-
de respiratória relacionada à obesi-
dade mórbida. A denominação de-
riva de um personagem de Charles
Dickens do romance Pickwick
Papers. (V. Apnéia do sono.)
SINDROME DE PRADER-WILLY -
Síndrome genética que se caracte-
riza por obesidade mórbida, defi-
ciência mental, baixa estatura e
infantilismo sexual.
SÍNDROME DE REYE - Uma doen-
ça rara, porém grave, que ataca cri-
anças - geralmente ao se recuperar
de uma gripe ou catapora. A crian-
ça fica sonolenta e pode entrar em
coma. A causa é desconhecida, mas
é mais provável ocorrer se a crian-
ça tomou aspirina. Por esse moti-
vo, não se deve dar aspirina para
crianças, a não ser que tenha sido
receitada para artrite.
SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁ-
VEL - Essa condição, mais comum
nas mulheres, consiste de um mal-
estar no abdome e uma alteração
dos hábitos dos intestinos. Não se
pode encontrar causas físicas, mas
existem vários tratamentos dispo-
níveis para ajudar nos sintomas.
SÍNDROME DO COMER NO-
TURNO - Caracterizada pela
ingestão de alimentos no horário
noturno, insônia e falta de apetite
de manhã. Foi descrita pelo pesqui-
sador americano Albert Stunkard,
em 1955. Segundo as pesquisas re-
centes, trata-se se um transtorno
muito comum.
SÍNDROME NEFRÍTICA AGUDA -
Síndrome caracterizada pela tríade
hematúria macroscópica, hiperten-
são arterial e edema, que faz o di-
agnóstico de glomerulonefrite
difusa aguda.
SÍNDROME NEFRÓTICA - Sín-
drome causada por muitas e dife-
rentes patologias renais e gerais que
teriam em comum uma ação glome-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SÍN SÍN
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rular que produz proteinúria maci-
ça, seguida de hipoalbuminemia,
edema generalizado e em geral
hipercolesterolemia e uma sensibi-
lidade aumentada às infecções.
SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL -
Caracterizada pelo aparecimento ou
agravamento de certos sintomas
como irritação, inchaços, enxaque-
ca, agressividade, dores pelo corpo,
etc. na fase que precede a menstru-
ação. Também conhecida como
TPM (Tensão Pré-Menstrual). Seu
diagnóstico é importante em mulhe-
res com excesso de peso, porque
uma das formas principais de sua
manifestação é a compulsiva, sen-
do freqüentes queixas de compul-
sões alimentares, principalmente
com aumento da ingestão de doces
e chocolates.
SÍNDROME X - Também chamada
“Síndrome metabólica”. Reúne a
obesidade e suas principais compli-
cações, como a hipertensão arteri-
al, a resistência insulínica e a
dislipidemia.
SINEQUIA - Aderência da íris à
córnea ou ao cristalino.
SINERGIA - Ação conjunta de dois
ou mais agentes.
SINÉRGICO - Que age em conjunto.
SÍNFISE - Aderência de dois folhe-
tos de uma Serosa, articulação que
tem pouca mobilidade entre si,
como a dos ossos do púbis. Linha
em que se uniram dois ossos primi-
tivamente separados.
SINISTRO - O mesmo que Esquerdo.
SINISTROMANUAL - Referente à
mão esquerda.
SINOSTEOSE - União anormal de
ossos. Soldadura de ossos adja-
centes por meio de substância ós-
sea mediante calcificação. A sol-
dadura de dois ossos normalmente
separados.
SINOVECTOMIA - Ressecção da
membrana sinovial.
SINÓVIA - Líquido espesso que lu-
brifica as cavidades articulares.
SINOVIAL - Membrana que reveste
as cavidades das articulações.
SINOVITE - Inflamação do revesti-
mento interno da articulação. Infla-
mação de uma sinovial.
SINQUILIA - Fusão congênita dos lá-
bios. Imperfuração labial.
SÍNTESE - Composição de um todo
pela reunião de suas partes. Obten-
ção artificial de compostos quími-
cos, pela união de seus elementos
ou de compostos mais simples.
Processo de trazer à consciência
atividades ou experiências que se
fragmentaram ou dissociaram.
Antônimo: Análise cirúrgica - con-
junto de manobras realizadas pelo
cirurgião para restabelecer a con-
tinuidade de todos os tecidos, pla-
no por plano, favorecendo a per-
feita e rápida cicatrização da feri-
da operatória.
SINTÉTICO - Artificial, obtido por
síntese.
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SÍN SIN
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SINTOMA - Manifestação subjeti-
va do doente. Exemplo: a dor, a an-
siedade, a angústia. É uma coisa
que não pode ser medida como o
“sinal”.
SINTOMATOLOGIA - Estudo dos
sintomas.
SINUSITE - Inflamação em um dos
seios nasais ou paranasais. V. Antro.
SINUSÓIDE - Semelhante a um seio.
SINUSOPATIA - Doença do seio da
face.
SIRINGITE - Inflamação da trompa
de Eustáquio.
SISTEMA - Esquema organizado.
SISTÊMICO - Que afeta o organis-
mo inteiro.
SÍSTOLE - Contração do coração.
Auricular: No início as duas aurí-
culas se contraem ao mesmo tem-
po, as válvulas se abrem e o sangue
chega aos ventrículos. Ventricular:
os dois ventrículos se contraem e
as válvulas se fecham, impedindo
que o sangue retorne às aurículas.
Do ventrículo direito o sangue é
enviado aos pulmões; do ventrículo
esquerdo, ao resto do corpo.
SISTÓLICO - Relativo à sístole.
S.N.C. - Sistema Nervoso Central.
S.N.P. - Sistema Nervoso Periférico.
SOFISTICAÇÃO - Artificialismo,
falsificação do natural.
S.O. - Sala de Operações.
SOBRANCELHAS - Ou Supercílios.
São pêlos situados na parte inferior
da testa; protegem o globo ocular
contra o suor, desviando-o para o
lado.
SOBREPESO - Peso desproporcional
à altura.
SOFRIMENTO FETAL - Situação ca-
racterizada por aporte insuficiente
de oxigênio acompanhado de aci-
dose fetal.
SOLEAR - Músculo da perna que se
insere juntamente com os gêmeos
no tendão de Aquiles. Cortado esse
tendão, o doente não pode mais fi-
car de pé nem andar.
SOLUÇÃO - Ato de dissolver um
sólido num líquido.
SOLUÇO - Geralmente ele ocorre
devido a uma irritação do estô-
mago, que produz uma contração
espasmódica dos músculos res-
piratórios, resultando no famoso
“hic”. Um ou dois copos de água
geralmente cortam logo um ataque,
assim como tapar firmemente o
nariz durante um minuto. Ataques
repetitivos podem indicar uma
hérnia do hiato (V. Hérnia do hia-
to.), ou outras doenças; nesses
casos, é necessária uma investi-
gação médica.
SOLUTO - O produto de uma solução.
SOLVENTE - Líquido capaz de dis-
solver outra substância.
SOMA - O corpo, excluindo as fun-
ções mentais.
SOMÁTICO - Referente ao corpo.
SOMATOTRÓPICO, HORMÔ-
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SIN SOM
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NIO - Hormônio do crescimento,
secretado pela hipófise.
SONAMBULISMO - Ato de levan-
tar-se, andar e desempenhar outras
atividades durante o sono.
SONDA - Tubo flexível ou rígido que
se introduz nos canais ou cavida-
des naturais do organismo, com a
finalidade de reconhecer o seu es-
tado e extrair líquidos ali retidos ou
de fazer penetrar alguma substân-
cia. Usa-se uma técnica moderna
para desfazer coágulos no interior
de vasos obstruídos, que consiste
em introduzir numa artéria grande
do braço ou da perna uma sonda
(cateter), que é empurrada lenta-
mente até atingir o ponto obstruído;
injeta-se então por essa sonda uma
substância que dissolve o coágulo,
fazendo com que o sangue volte a
fluir livremente.
SONDA DE EINHORN - Sonda de
borracha, revestida de espiral me-
tálica, para entubação duodenal.
SONDA NASOGÁSTRICA OU
NASOENTERAL - Tubo flexível
(tipo mangueira, bem fina) introdu-
zido pelo nariz, que percorre o
esôfago até o estômago ou intesti-
no para alimentar uma pessoa que
não pode ou não consegue se ali-
mentar pela boca.
SONO - Estado de repouso normal
e periódico caracterizado pela sus-
pensão da consciência, pelo relaxa-
mento dos sentidos e dos músculos,
pela diminuição do ritmo circula-
tório e respiratório e pela atividade
onírica. V. Insônia.
SONO, DOENÇA DO - A doença do
sono é causada por um protozoário,
o Tripanossomo, o qual se desenvol-
ve no líquido cefalorraquidiano, ori-
ginando o sono mortal; ele é intro-
duzido no sangue pela picada da
Glossina, mosca hematófaga, vul-
garmente conhecida como “tsé-tsé”.
SONOLÊNCIA - Sono incompleto.
SONO PARADOXAL - Também
chamado REM (em inglês, Rapid
Eye Moviment); caracteriza-se por
movimentos rápidos dos olhos e
aumento da atividade cerebral.
Nesse período, segundo os cientis-
tas, a pessoa tem os sonhos mais ví-
vidos e o cérebro processa e arma-
zena as informações captadas du-
rante o dia. Em oito horas de bom
sono apenas uma hora e meia é de
sono REM. Sérgio Tufik, diretor do
Instituto do Sono da Universidade
Federal de São Paulo (Unifesp),
afirma que vários estudos já de-
monstraram que a falta do sono
REM (que ocorre de manhã, duran-
te as últimas horas de sono) impli-
ca em perda de memória e dificul-
dade de aprendizado.
SOPOR - Sono profundo.
SOPORÍFERO - O mesmo que Hip-
nótico.
SOPORÍFICO - Medicamento que
faz dormir, hipnótico, sonífero.
SOPOROSO - Com sono profundo.
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SON SOP
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SOPRO - Som extra que é ouvido
além do “tum-tum” normal das
batidas do coração. Nas crianças,
geralmente isso não tem nenhuma
importância; as mães devem ficar
tranqüilas se o médico disser que
está tudo bem. Alguns exames es-
peciais podem ser realizados se
houver alguma dúvida quanto à sua
causa. As pouquíssimas crianças
que tiverem alguma deficiência
cardíaca podem ser tratadas com
bons resultados. (V. também Doen-
ça cardíaca.)
SORO - Solução que se ministra aos
pacientes durante a operação cirúr-
gica, contendo medicamentos.
Quando uma doença se instala, po-
dem ser usados anticorpos prontos,
específicos, contra o antígeno inva-
sor. Eles estão presentes nos cha-
mados “soros terapêuticos”,
como o soro antitetânico, o soro
antiofídico e o soro antidiftérico.
SORO ANTIBACTERIANO - Soro
sangüíneo de um animal que foi
vacinado com bactérias. Exemplo:
soro antidiftérico.
SORO ANTITÓXICO - Soro san-
güíneo de um animal que foi vaci-
nado contra uma toxina. Exemplo:
soro antiofídico (contra picada de
cobra).
SORO CURATIVO - Soro destina-
do a neutralizar a toxina.
SORO DE CONVALESCENTE -
Soro sangüíneo de uma pessoa que
está convalescendo de determinada
doença. Nesse momento, o seu soro
está rico em anticorpos.
SORO FISIOLÓGICO - Mais cor-
retamente “soluto fisiológico”, por
não ser propriamente um soro; é o
soluto do cloreto de sódio a 9 por
mil.
SORO GLICOSADO - É o soluto de
glicose a 47 por mil.
SORO GLICOSADO HIPERTÔ-
NICO - Soluto de glicose a 50 por
cento. Aplica-se exclusivamente na
veia.
SORO PREVENTIVO - Soro desti-
nado a evitar uma doença ou a di-
minuir-lhe a gravidade.
SPINA BÍFIDA - Uma deficiência no
fechamento da rede óssea da me-
dula espinhal, na época de seu de-
senvolvimento, antes do nascimen-
to. Assim, pode haver uma protube-
rância do tecido nervoso ou de seu
revestimento - geralmente num ní-
vel baixo - nas costas do bebê. Nos
casos menos abalados, a pele fica
intacta (somente a rede óssea fica
defeituosa); nesses casos, pode não
haver dano ao nervo, e a condição
pode simplesmente ser notada por
acaso num exame de raios X.
Quando há uma exposição conside-
rável do tecido nervoso, o paciente
tem paralisia e perda de sensibili-
dade na pelve e nas pernas, inclusi-
ve perda de controle da bexiga e
intestinos. Nos casos mais modera-
dos, há um grau variável de fraque-
za e perda de sensibilidade.
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SOP SPI
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Quando possível, o defeito é fecha-
do cirurgicamente logo após o par-
to, mas essas crianças precisam de
uma supervisão ortopédica e neuro-
lógica intensiva, para usar da me-
lhor forma as faculdades existentes
e para evitar que os músculos se
contraiam numa posição fixa e torta.
O fechamento da fenda pode predis-
por a formação de fluido circulando
através do canal raquidiano, e pode
causar a hidrocefalia (dilatação da
cabeça, devido ao aumento de flui-
do no canal cerebral), mas esse pro-
blema tem sido bem superado pelo
desenvolvimento de uma só saída,
inserida perto do ouvido para ligar
a cavidade do cérebro com a circu-
lação de sangue. As mães que têm
um filho assim, ou que são de fa-
mílias em que existe um caso de tal
condição, podem fazer um exame
do fluido do útero na 16ª semana
de toda gravidez seguinte. A presen-
ça de uma certa proteína no fluido
indica a probabilidade de o bebê ter
uma deficiência na espinha.
STEGOMYIA - Variedade de mos-
quito.
SUB - Prefixo que significa “debai-
xo” ou “sob”.
SUBAGUDO - Menos que agudo.
SUBARACNÓIDE, ESPAÇO - Espaço
entre a aracnóide e a pia-máter, onde
existe o líquido cérebro-espinhal.
SUBCLÁVIA - Abaixo da clavícula.
Nome de artéria e veias que por aí
passam.
SUBCLÍNICO - Com sinais clínicos
de doença.
SUBCONSCIENTE - Os processos
mentais que ocorrem sem consci-
ência do paciente. A percepção ou
não do subconsciente é problema
filosófico e não médico.
SUBCUTÂNEA - Hipodérmica. De-
baixo da pele.
SUBFRÊNICO - Abaixo do dia-
fragma.
SUBJACENTE - Que está por baixo.
SUBJETIVO - Interno, pertinente a
si próprio.
SUBLIMADO - Volatilizado quimi-
camente. Corrosivo: bicloreto de
mercúrio, poderoso anti-séptico.
SUBLIMINAR - Abaixo do limiar.
SUBLINGUAL - Abaixo da língua. É
uma das vias de administração de
medicamentos.
SUBLUXAÇÃO - Deslocamento
parcial.
SUBMAXILAR - Abaixo do maxilar.
SUBMUCOSO - Embaixo da mu-
cosa.
SUBSTITUIÇÕES VALVARES - Tro-
ca das valvas do coração (valva
aórtica, valva mitral, valva tricúspide
e valva pulmonar) por válvulas arti-
ficiais (válvula de dura-máter, vál-
vula de pericárdio bovino, válvula
de bola ou válvula de disco). Essas
trocas valvares são feitas quando as
valvas do coração estão alteradas
devido, na maioria das vezes, a le-
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STE SUB
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sões traumáticas, a lesões inflama-
tórias e cicatriciais, resultantes da
febre reumática ou a destruição
valvar que ocorre na endocardite.
SUCO ENTÉRICO - Suco produzi-
do pelas glândulas do intestino
delgado.
SUCO GÁSTRICO - Conjunto de se-
creções da mucosa do estômago.
Contém pepsina, ácido clorídrico e
mais fermentos digestivos.
SUCO PANCREÁTICO - É o mais
importante dos sucos digestivos.
Ele contém várias substâncias
(tripsina, amilase, lipase, entre ou-
tras) que atuam na digestão dos ali-
mentos.
SUDÂMINA - Erupção de vesículas
esbranquiçadas na pele, constituí-
das de retenção das glândulas
sudoríparas. Costuma aparecer em
certas doenças febris ou após pro-
fusa sudação.
SUDORESE - Sudação profusa.
SUDORÍFICO - Que faz suar.
SUFOCAÇÃO - Ocorre quando o or-
ganismo fica privado de ar por al-
gum motivo. (V. Asfixia e Respira-
ção artificial.)
SUFUSÃO - Infiltração de um líqui-
do do organismo nos tecidos próxi-
mos.
SUGESTÃO - Modificação do psi-
quismo de uma pessoa, que passa a
sentir o que foi sugerido.
SUGESTIBILIDADE - Estado em que
o indivíduo aceita facilmente as
idéias e sugestões dos outros.
SUICÍDIO - Matar-se a si próprio.
SULFONAMIDAS - Essas drogas
foram originalmente descobertas
durante pesquisas sobre corantes
químicos; elas combatem as infec-
ções bacterianas de forma seme-
lhante aos antibióticos. As sulfona-
midas foram substituídas em gran-
de parte pelos antibióticos.
SUOR - Perspiração. O líquido pro-
duzido pelas glândulas sudoríparas.
Tem componentes iguais aos da uri-
na: água, sais minerais e uréia. Esta
última 130 vezes menos do que na
urina. O suor, que é muito mais di-
luído, é produzido por glândulas
especiais existentes na pele, a qual,
por causa disso, pode ser conside-
rada um dos órgãos de excreção do
corpo.
SUPERCILIARES - Músculos da tes-
ta que se contraem para exprimir
cólera, raiva, etc.
SUPINAÇÃO - Posição do decúbito
dorsal.
SUPINO - Com o dorso para baixo.
SUPOSITÓRIO - Massa cônica ou
ovalar em que o medicamento vem
incorporado a sólidos como man-
teiga de cacau, gelatina ou polie-
tileno. Existem supositórios retais,
uretrais e vaginais.
SUPURAÇÃO - V. Abscesso.
SUPER - Prefixo que significa “so-
bre”, “por cima” ou “mais”.
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SUC SUP
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SUPERCILIAR - Referente ao super-
cílio ou sobrancelha.
SUPERCÍLIO - O mesmo que So-
brancelha.
SUPEREGO - Termo usado e criado
por Freud e que se aplica à cons-
ciência.
SUPERFECUNDAÇÃO - Fecunda-
ção de dois óvulos, em dois atos
distintos.
SUPERFÍCIE - A parte externa.
SUPERIOR - Acima. O que está por
cima.
SUPRA-ORBITAL - Acima da órbita.
SUPRAPÚBICO - Acima do púbis.
SUPRA-RENAL - Glândula situada
sobre o rim que produz, entre ou-
tros hormônios, o cortisol.
SUPRESSÃO - O ato de impedir de-
terminada atividade, como secreção
de glândulas, tosse, etc.
SUPURAÇÃO - Formação de pus.
SURDEZ - Existem dois tipos. Um
se deve à inadequação das termina-
ções nervosas no ouvido (cóclea),
e o outro se deve a uma condução
debilitada do som através da “cai-
xa acústica” do ouvido. A surdez
nervosa pode estar presente já no
parto, ou resultar de um ferimento
na cabeça, de exposição a um baru-
lho excessivo (em fábricas, aeropor-
tos, armazéns barulhentos, música,
fuzilaria, o mundo moderno, etc.) e
infecções virulentas. Essa é também
a surdez que ocorre gradualmente
com o avanço de idade, embora ela
possa atingir indivíduos mais novos
do que a média. A surdez pro-
duzida por barulhos deveria ser
evitável. É lamentável que muitos
trabalhadores em ocupações baru-
lhentas não usem os protetores de
ouvido que lhes são oferecidos. Se-
não, o único tratamento é amplifi-
car a audição restante, com um apa-
relho de surdez. Existem aparelhos
simples, que são colocados atrás da
orelha.
Os bebês devem fazer testes de
audição aos sete meses de idade e,
depois, na pré-escola e no primário.
Se você tiver dúvida sobre a audi-
ção de seu filho, diga ao médico de
imediato para que possam ser rea-
lizados alguns testes. A audição
normal é necessária para o desen-
volvimento da fala.
A surdez de condução pode ser cau-
sada por várias condições do ouvi-
do médio e do externo. Os micró-
bios podem penetrar no ouvido (li-
gado à garganta por um canal), num
resfriado ou outra infecção. Isso vai
causar uma inflamação e uma sur-
dez temporária. Hoje em dia, os
antibióticos curam as infecções
mas, de vez em quando, o fluido
catarrento e a surdez persistem. O
paciente - geralmente uma criança
- precisa examinar o ouvido médio
depois do tratamento, no caso de
este fluido precisar ser removido
por um especialista. Às vezes são
usados tubos especiais para fazer
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SUP SUR
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isso. Não se deve nadar enquanto
estiver com os tubos. Deve-se levar
a sério uma surdez intermitente ou
incerta numa criança, pois a condi-
ção pode existir por causa do flui-
do, ou substância viscosa, que pode
não desaparecer espontaneamente.
Embora o tímpano possa ser perfu-
rado numa infecção, ele geralmen-
te cicatriza rápido com os tratamen-
tos modernos. Às vezes, uma per-
furação pode não cicatrizar, e o ou-
vido supura de tempos em tempos,
durante anos. A combinação de um
tímpano imperfeito com uma supu-
ração no ouvido médio provoca a
surdez. Algumas perfurações po-
dem, hoje em dia, ser remediadas
por uma cirurgia. Se os pequenos
ossos do ouvido se endurecem
(otosclerose), há novamente uma
forma de surdez de condução. Essa
condição piora na gravidez e às ve-
zes com o uso da pílula. Esses pon-
tos devem ser cuidadosamente con-
siderados por qualquer paciente. A
cirurgia pode ajudar, mas nem sem-
pre. Nas várias formas de surdez de
condução, em que a cirurgia resol-
ve, o aparelho de surdez tem um
enorme papel a desempenhar.
Na surdez grave, a leitura labial
pode ser a melhor forma de co-
municação. Infelizmente, os grupos
são poucos, mas existem e podem
ajudar.
Seringar o ouvido só tem valor se a
cera estiver no canal externo. Isso
é comum e, felizmente, fácil de cu-
rar. (V. Dor de ouvido, Otite média,
Zumbido e Cera.)
SUSCETIBILIDADE - Falta de resis-
tência à doença.
SUSCETÍVEL - Sujeito, exposto.
Exemplo: suscetível a uma infecção.
SUSPENSÃO - Forma farmacêutica
em que as substâncias se encontram
divididas no veículo sem se preci-
pitarem nem sobrenadarem.
SUSPENSÓRIO ESCROTAL - Ata-
dura ou bandagem que sustenta a
bolsa escrotal.
SUTURA - O mesmo que costura.
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SUS SUT
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T
T
TABES - Ataxia locomotora progres-
siva, doença da medula espinhal, de
causa si lítica.
TABÉTICO - Doente com tabes.
TÁBIDO - Doente com tabes.
TABLETE - Pastilha medicinal.
TABLÓIDE - O mesmo que Com-
primido.
TALASSEMIA - Tipo de anemia
hemo lítica congênita.
TALALGIA - Dor no calcanhar.
TALASSOTERAPIA - Tratamento de
doenças pelos banhos de mar, via-
gens marítimas, climas marítimos.
TALHA HIPOGÁSTRICA - Punção
da bexiga com uma agulha para
escoamento da urina quando não é
possível fazer o cateterismo.
TALIDOMIDA - Sedativo não barbi-
túrico que provoca deformações
no feto.
TÁLIPES - Pé torto. Uma deformida-
de do pé, presente já no nascimento,
na qual o pé é torcido e xado para
dentro ou para fora. O tipo mais sé-
rio é conhecido como “equi no varo”,
em que o calcanhar é voltado para
dentro da linha média da perna, e o
pé é curvado para baixo. Nos casos
amenos, massagem e tala podem
ser su cientes para endireitar o pé.
Nos tipos sérios, é necessária uma
cirurgia para dividir os ligamentos
que seguram o pé de forma errada.
Graças a uma cirurgia ortopédica
cuidadosa, a maioria dos jovens
termina com pés quase perfeitos, e
a condição feia e antiga do pé chato
está desapare cendo.
TALUS - O mesmo que Calcanhar.
TAMIS - Peneira de seda usada em
laboratório ou farmácia.
TAMOXIFENO - Primeiro remédio
genérico para tratamento de câncer
de mama, o mais freqüente nas
mulheres. O remédio é equivalente
a Novaldex e vem sendo usado há
mais de dez anos na Alemanha, de
onde está sendo importado pelo
Brasil.
TAMPÃO - Porção de substância
que obtura um orifício. Exemplo:
tampão de algodão, de gaze, etc.
TAMPONAMENTO - Oclusão com
tampão.
TANATO - O mesmo que Morte.
TANATOLOGIA - Tratado sobre
a morte. Parte da Medicina Le-
gal que se ocupa da morte e dos
proble mas médico-legais com ela
relacionados.
TANINO - Substância adstrigente,
extraída principalmente da noz-
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de-galha e encontrada em certos
vegetais, que dão coloração azul
com sais de ferro, usadas no curti-
mento de couros.
TÂNTALO - Metal resistente, usado
às vezes em cirurgia sob a forma de
placa ou de os.
TAPA-BURACO CARDÍACO - A
FDA - Food and Drug Adminis-
tration - aprovou novo procedi-
mento para tapar buraco no coração
de crianças que nascem com esse
defeito. Nos Estados Unidos quase
20 mil crianças nascem, por ano,
com um buraco entre as cavidades
(átrios e ventrículos) que bombeiam
sangue no coração. Assim, o sangue
arterial (oxigenado) se mistura
com o venoso (não-oxigenado) e
é enviado uma segunda vez para o
pulmão; esse círculo vicioso força
o coração a trabalhar cada vez mais.
Os buracos fecham-se naturalmente
e são muito pequenos para causar
problemas. Mas os grandes, entre
ventrículos, causam seqüelas gra-
ves. A tela chamada “cardioseal”
tem pequenos ganchos para prendê-
la no músculo dos ventrículos. Já o
Amplatzer é retalho de pano e os
metálicos para tapar buracos nos
átrios. Os médicos fazem um corte
na virilha do paciente e, com um
cateter, levam a tela até o coração
através de uma veia. Quando ela
fica ancorada sobre o coração,
um tecido cica trizante começa a
formar-se sobre a malha, prenden-
do-a permanentemente ao coração
em seis meses. O procedimento
envolve riscos, sendo o principal
deles a tela soltar-se do músculo,
daí a necessidade de exames fre-
qüentes.
TAQUICARDIA - Termo que in-
dica um ritmo cardíaco rápido;
permite que mais sangue circule
pelo or ganismo, irrigando mais os
mús culos, o que favorece a reação
mais rápida numa eventualidade.
É comum ocorrer quando a tem-
peratura do corpo está alta (V. Pul-
sação.); ou, quando a temperatura
está normal, pode ser provocada
por um nervosismo; nesse caso,
vem as sociada a palpitações. De
vez em quando, ocorre devido a
uma doença cardíaca; uma outra
causa - que não é rara - é a ação
excessiva da glândula tireóide. V.
Bócio, Pal pitações.
TAQUIPNÉIA - Aumento de freqüên-
cia dos movimentos respiratórios;
respiração curta e acelerada.
TARSALGIA - Dor localizada na
curva da planta do pé.
TARSECTOMIA - Ressecção do tar-
so ou de algum dos seus ossos.
TÁRSEO - Cartilagem da pálpebra.
TARSEOMALACIA - Amolecimento
da cartilagem da pálpebra.
TARSEOPLASTIA - Cirurgia plástica
da cartilagem da pálpebra.
TARSEORRAFIA - Sutura da pál -
pebra.
TARSEOTOMIA - Incisão da pál-
TÂN TAR
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pebra.
TARSO - Tornozelo. Conjunto de
ossos entre a perna e o pé.
TÁRTARO - Deposição nos dentes
de uma mistura de sais de cálcio
predominando o carbonato.
TATO - Pelo tato, apreciamos prin-
cipalmente a forma, a superfície,
o tamanho e a temperatura dos
corpos que nos cercam. Percebe-
mos também as sensações de dor
e de pressão. Os órgãos táteis são
as papilas, espalhadas na camada
da derme, abaixo da epiderme. São
nas papilas que se encontram os
corpúsculos táteis, receptores dos
estí mulos.
TÁXIS - Manobra manual para redu-
zir uma hérnia.
TEBAICO - Relativo ao ópio.
TECA - Membrana, bainha que
reveste.
TECAL - Relativo a uma bainha, a
uma teca.
TECIDO - Agregado de células simi-
lares que desempenham a mesma
função.
TECIDO ADIPOSO - Tecido forma-
do por células que contêm gotículas
de gordura.
TECIDO CARTILAGINOSO - For-
mado por cartilagem, cuja substân-
cia inter celular são principalmente
bras coláge nas e uma substância
mucopolissacarídica com con-
sistência de borracha, chamada
“con drina”. Oferece sustentação
esque lética a algumas partes do
corpo. Permite o deslizamento su-
ave de um osso sobre outro durante
a movimentação. É o que forma as
superfícies articulares, os anéis da
traquéia e dos brônquios, a laringe,
o pavilhão da orelha, etc.
TECIDO CELULAR - Tecido conec-
tivo frouxo que forra certos ór-
gãos.
TECIDO CONETIVO - O mesmo
que Tecido conjuntivo.
TECIDO CONJUNTIVO - É o
que existe em maior quantidade
e que se acha mais espalhado no
corpo. Nesse tipo de tecido as
células encontram-se separadas
umas das outras por uma substância
in tercelular. São tipos de tecidos
conjuntivos: tecido ósseo, tecido
cartilaginoso, tecido san güíneo,
tecido adiposo, tecido conjuntivo
propriamente dito (derme da pele).
Tem função de ligar e sustentar os
demais tecidos.
TECIDO EPITELIAL - Constitui
todas as células que se agrupam
sem deixar espaços entre si, com
a função de revestir o corpo e os
órgãos, interna e externamente. É
o que forma as camadas externas
da pele e das mucosas, as camadas
internas das membranas e as células
se cretoras.
TECIDO FIBROSO - É uma varie-
dade do tecido conjuntivo.
TECIDO LINFÓIDE - Ou adenóide,
forma a trama das glândulas, do
TAR TEC
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fígado, do baço, da medula óssea,
das amídalas.
TECIDO MUSCULAR - Tecido que
se liga aos ossos e ao globo ocular e
que constitui as paredes das vísceras
e dos vasos sangüíneos. Pode ser
liso (involuntário) e estriado (vo-
luntário). O músculo cardíaco ou
miocárdio tem um terceiro tipo de
tecido muscular. Tem a capacidade
de se contrair (encurtar-se, diminuir
de tamanho), o que lhe permite mo-
vimentar-se. Tem células alongadas
e pode encurtar-se e depois relaxar,
retomando o tamanho inicial.
TECIDO NERVOSO - É o mais
importante e delicado dos teci-
dos, composto de neurônios, que
são as células nervosas com seus
pro longamentos. O tecido de sus-
tentação dos neurônios é a neu-
róglia. Tem o papel de transmitir
men sagens dos órgãos dos sentidos
ao sistema nervoso ou do sistema
nervoso até os músculos e as glân-
dulas. A célula mais importante do
tecido nervoso é o neurônio, que
tem prolongamentos chamados
“axô nios” e “dendritos”.
TECIDO ÓSSEO - Tecido conjun-
tivo em que o material intercelular
é sólido e impregnado de cálcio;
tem grande rigidez e resistência,
propriedades necessárias para a sus-
tentação esquelética do corpo, que
constitui os ossos ou esqueleto.
TECIDO SANGÜÍNEO - Tecido con-
juntivo que tem função de transpor-
tar oxigênio e alimento às células e
defende o organismo contra a ação
de micróbios, graças aos glóbulos
brancos nele presentes.
TECIDOS ADENÓIDES - (Respira-
ção pela boca) - Pequenos pedaços
de tecidos que crescem na parte de
trás do nariz. São parte da defesa
do organismo contra os micróbios
que penetram no nariz, e são si-
milares às amídalas, que ajudam
na prevenção contra os micróbios
que entram pela boca. Às vezes,
nas crianças, os adenóides cam
atacados de maneira crônica e cres-
cem até obstruir a respiração nasal.
Quando isso acontece, a criança fala
com uma voz nasal, passa a respirar
pela boca e pode ter um derrame
purulento freqüente do nariz. Pode
estar associado a infecções de
ouvido repetitivas e di culdade de
audição, por causa da passagem
dos micróbios pela trompa de Eus-
táquio (atualmente chamada “tuba
auditiva”) até o tímpano. É então
necessário remover os adenóides.
É uma pequena cirurgia, e a criança
sai do hospital em poucos dias.
As amídalas são dilatadas às vezes
e, em certos casos, podem ser
removidas.
TEGUMENTO - Envoltório de um
corpo.
TELALGIA - Dor no bico do seio.
TELANGIECTASIA - Dilatação dos
capilares e pequenos vasos.
TELA SUBCUTÂNEA - A nova
terminologia médica dá esse novo
TEC TEL
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429
nome à hipoderme, a antiga de-
nominação não passa a idéia de
existir ali uma mistura de tecidos
diferentes.
TELAS PARA O CORAÇÃO - V.
Tapa-buraco cardíaco.
TELEPATIA - Transmissão de pensa-
mento de uma pessoa a outra sem
ser por meio dos sentidos.
TELESSISTÓLICO - No fim da
sístole.
TÉLIO - Bico do seio, mamilo.
TELÚRICO - Relativo ao solo.
TEMPERAMENTO - Estado sioló-
gico ou constituição particular do
corpo; constituição moral; conjunto
de pendores; índole, feitio, caráter.
TEMPERATURA - Quantidade de
calor existente num corpo. Como
medi-la:
1) Segure o termômetro com o pole-
gar e o indicador na ponta superior,
longe do reservatório.
2) Fique de frente para a luz e se-
gure o termômetro horizontalmente,
um pouco abaixo dos olhos. Encon-
tre as marcações e números que
mostram o nível da temperatura.
3) Gire devagar o termômetro para
frente e para trás entre os dedos. A
luz será re etida do mercúrio, no
pequeno tubo central.
4) Se o mercúrio estiver em cima,
no tubo do termômetro, faça-o des-
cer até o reservatório, com algumas
sacudidelas vigorosas.
5) Olhe novamente e certi que-se
de que o mercúrio desceu. Coloque
o reservatório do termômetro bem
dentro da boca (embaixo da língua)
ou, no caso de uma criança, na
axila, segurando o braço.
6) Deixe o termômetro na boca por
pelo menos um minuto completo,
ou debaixo do braço, por dois
minutos.
7) Segure o termômetro à luz no-
vamente, gire-o para re etir o mer-
cúrio e encontre o nível da maneira
descrita anteriormente (3).
8) Compare o mercúrio com as mar-
cações. Os graus são marcados com
números: 37º, 38º, etc. centígrados
(também conhecidos como Cel-
sius), ou 97º, 102º etc. Fah renheit.
Alguns termômetros mostram esca-
las duplas. Entre cada número estão
marcadas dez pequenas divisões.
Encontre o número bem abaixo do
nível do mercúrio e, então, conte
as pequenas divisões até chegar
ao nível. Isso dá a temperatura.
Portanto, se o mercúrio estiver três
divisões acima do 38º, a tempera-
tura é 38,3º (trinta e oito vírgula
três). Na maioria dos termômetros,
o nível de temperatura normal
(37º) é marcado por uma seta, ou
em cor diferente; em Fahrenheit, o
normal é aproximadamente 98,4º.
Depois de usar o termômetro, não
o lave em água quente, pois ele
irá estourar.
TEMPORAIS - Dois ossos que for-
mam as paredes laterais do crânio.
TEMPORAL (MÚSCULO) - Um dos
músculos mastigadores.
TEL TEM
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TÊMPORA - A parte da cabeça
entre o ponto externo do olho e a
orelha.
TENALGIA - Dor no tendão.
TÊNAR - Região da palma da mão na
eminência do polegar.
TENDÃO - Tecido broso onde se
inserem músculos. Estrutura bas-
tante resistente, feixe de bra, mais
ou menos longo, onde terminam
os músculos e que se inserem nos
ossos, que transmitem os movi-
mentos dos músculos esqueléticos
aos ossos.
TENDÃO CALCÂNEO - Assim é
chamado atualmente, o “tendão de
Aquiles”; ca assim melhor de ni-
do porque calcâneo é o osso no qual
o tendão se prende. O termo anterior
referia-se ao único ponto vulnerável
de Aquiles, herói da Ilíada, que
morreu ao ser atingido nesse local
por uma echa envenenada na con-
quista de Tróia. É um tendão grosso
na parte de trás do tornozelo, que
pode se romper espontaneamente. A
dor causada pela ruptura é como um
golpe na panturrilha, e o paciente só
consegue andar com di culdade,
na ponta do pé. Requer tratamento
médico imediato (geralmente uma
cirurgia e/ou gesso).
TENDINITE - Inflamação de um
tendão.
TENICIDA - Que mata a tênia.
TENESMO - Sensação dolorosa
na bexiga ou na região anal, com
desejo contínuo mas quase em vão
de urinar ou de evacuar.
TÊNIA - Também conhecida como
“Solitária”, recebeu o nome pelos
cientistas de Taenia (signi ca “ ta
achatada”); no porco é a Taenia
solium e no boi é a Taenia saginata.
É um verme da classe dos “plate-
lmintos”. Tem na cabeça, chamada
de “escolex”, espinhos e ventosas,
de modo que se prende rmemente
à parede do intestino da pessoa
contaminada. É formado por anéis
ou proglotes, e seu no corpo pode
atingir 15 m.
TENÍASE - Doença produzida pela
Tênia. Manifesta-se no homem sob
duas formas: infecção benigna cau-
sada pela forma adulta da tênia do
boi (Taenia saginata) ou do porco
(Taenia solium), e, doença grave,
a cistircercose, determinada pela
localização das larvas da tênia de
porco em diferentes partes do corpo
músculos, olhos, cérebro. Ocorre
irritabilidade, insônia, anorexia,
perda de peso, dor no abdome e
distúrbios digestivos. Transmite-se
pela ingestão de carne de boi ou de
porco crua ou mal cozida, contendo
o cisticerco (larva infectante).
TENÍFUGO - Que expulsa a tênia.
TENODINIA - Dor num tendão.
TENOPLASTIA - Reparo cirúrgico
de um tendão.
TENORRAFIA - Sutura dos ten-
dões.
TENOSSINOVITE - Os tendões na
parte de trás da mão e braço que
TEM TEN
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movem os dedos e o pulso cam
envolvidos em bainhas. As partes
internas dessas bainhas podem car
in amadas por causa de um esforço
excessivo, provocando dor e estalos
ao se fazer movimentos. A condição
é comum nos jovens cujo trabalho
requer um movimento excessivo
do pulso e da mão. Também é
comum nos jardineiros. O pulso
deve ser imobilizado com gesso ou
emplastro durante três semanas, e
o uso excessivo dos dedos deve ser
evitado por dois meses.
TENOTOMIA - Incisão de um
tendão.
TENÓTOMO - Instrumento cirúr-
gico para corte de ligamentos e
tendões.
TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL (Sín-
dro me) - Nos dez dias, mais ou
menos, antes da menstruação,
muitas mulheres cam inchadas,
tensas e irritadas. Em algumas, isso
pode interferir na concentração do
trabalho, na habilidade ao dirigir e
na vida familiar. Acredita-se que a
causa seja hormonal. (V. Síndrome
pré-menstrual.)
TÉPIDO - Morno, que começa a
car quente.
TERAPÊUTICA - Parte da Medicina
que estuda e põe em prática os
meios apropriados para aliviar ou
curar os doentes. O mesmo que
Terapia. Ocupacional: Na Psi-
quiatria, aquela em que se procura
desenvolver e aproveitar o interesse
do paciente por um trabalho ou
ocupação. Também se diz Terapia
Ocupacio nal, Labor terapia, Her-
boterapia.
TERAPIA - O mesmo que Terapêu-
tica.
TERATISMO - O mesmo que Mons-
truosidade, Anomalia.
TERATÓIDE - Semelhante a um
monstro.
TERATOLOGIA - Estudo das mons-
truosidades.
TERATOMA - Tumor complexo,
formado por muitos tecidos. Tumor
que contém dentes, cabelos, unhas,
etc., e que se presume provir da
inclusão de um feto em outro. Cisto
dermóide.
TERÇÃ - Febre da malária que ocorre
a cada 48 horas.
TERÇOL - Pequeno abscesso que
se desenvolve na pálpebra devido
a uma infecção na raiz de um dos
cílios. Geralmente sara sozinho,
mas pode ser ajudado com o uso de
um ungüento de óleo anti-séptico.
Os terçóis repetitivos podem indi-
car a necessidade de um ungüento
antibiótico e de um exame médico
geral.
TEREBRANTE - Semelhante a uma
verruma perfurando o corpo.
TERMAL - Relativo ao calor.
TÉRMICO - Relativo ao calor.
Termal.
TERMINAL - Paciente cujo prognós-
TEN TER
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tico está fechado, para o qual não
há perspectiva de cura.
TERMOANESTESIA - Insensibilida-
de ao calor.
TERMOCAUTÉRIO - Instrumento
com uma ponta de platina que é
mantida em alta temperatura.
TERMOESTÁVEL - Que não se altera
pelo calor.
TERMOLÁBIL - Que se altera pelo
calor.
TERMOMETRIA - Medida da tem-
peratura.
TERMÔMETRO - V. Temperatura.
TERMOSTATO - Instrumento que
mantém de maneira automática
sempre a mesma temperatura.
TERMOTERAPIA - Tratamento pelas
aplicações de calor.
TERROR NOTURNO - Pesadelo
das crianças.
TESTE - Prova, reação.
TESTECTOMIA - Excisão dos testí-
culos; castração.
TESTE DE DNA - Teste pelo qual se
pode veri car a paternidade e tam-
bém para outros efeitos. Hospitais
começam a utilizar um dispositivo
que permitirá, a qualquer tempo,
que os pais possam fazer exame
posterior de DNA. Trata-se de uma
cha - azul para meninos e rosa para
meninas - preenchida logo após
o parto. Nela constam o nome da
mãe, o da criança e o do médico
responsável pelo parto; e ainda dois
orifícios revestidos com papel ab-
sorvente, especialmente preparado
para coleta de amostras do sangue
da mãe e do lho. O teste evita a
troca de bebês, prática que vem
aumentando nas maternidades.
TESTE DE FUNÇÃO PULMONAR -
Avaliação de volumes, capacidades
e uxos pulmonares.
TESTIS - Testículos.
TESTÍCULO - Glândula responsável
pela fabricação da testosterona e
dos esperma tozóides. V. Orquitqui-
te, Criptorquia, Varicocele.
TESTÍCULO RETRÁTIL - Testículo
que ca ora na bolsa escrotal ora
na região inguinal. Não requer
cirurgia.
TESTOSTERÓIDE - Hormônio
es teróide com propriedades antro-
gêni cas.
TESTOSTERONA - Hormônio res-
ponsável pelo desenvolvimento
dos caracteres sexuais secundários
do homem e pelo desenvolvimento
completo dos seus órgãos repro-
dutores. É fabricado nos testículos
(Células de Leydig).
TETANIA - Estado mórbido que se
caracteriza por acessos de contra-
tura dolorosa, especialmente das
extremidades e, não raro, por
acessos de sufocação, originados
de espasmo da glote.
TETANIFORME - Semelhante ao
téta no.
TÉTANO - Doença infecciosa, co-
TER TET
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433
nhecida como “trismo”, comum
ao ser humano e aos animais; é
causada pelo bacilo B. nicolaier
ou Clos tidrium tetanii, o qual entra
no organismo por um corte da pele
ou da mucosa. Caracteriza-se pela
rigidez convulsiva dos músculos,
particularmente os da mastigação.
O veneno do bacilo do tétano exerce
uma ação sobre as células do siste-
ma nervoso, que envia as mensa-
gens para movimentar os músculos,
e nelas causam uma irritação, a qual
resulta num espasmo ou contração
dolorida. Os músculos do queixo
podem ser afetados. O micróbio
pode penetrar no organismo através
de uma mordida ou um corte sujo,
pois o micróbio vive na sujeira.
Depois de um intervalo variável,
ocorrem febre e espasmos.
O tétano é perigoso e requer um
tratamento intensivo no hospital.
O soro contendo antitoxina, que
neutraliza o veneno, é válido se
dado logo no começo. Procure de
imediato o médico depois de um
corte “sujo”, principalmente um
machucado feito com uma ferra-
menta de jardim.
O tétano pode ser evitado por
meio da imunização com uma
substância chamada “toxóide”. As
crianças recebem regularmente
a vacina trí plice no primeiro ano
de vida. Depois dessas picadas, a
imunidade dura de sete a oito anos
e, a partir daí, são dadas injeções
de reforço periódicas durante os
anos es colares. Essas também são
acon selháveis para aqueles que
trabalham na terra, com animais,
ou em lugares “sujos”. As pessoas
que apresentam cortes e escoriações
podem também tomar doses de
toxóide de tétano; recomenda-se
a esses pacientes que completem a
série tomando mais duas injeções
em intervalos de seis semanas e
seis meses. Eles devem levar a sério
esses conselhos. Sintomas: dor nas
feridas, calafrios, febre alta, dor de
cabeça, di culdade para respirar,
enrijecimento da coluna vertebral,
rigidez muscular e convulsões. Pre-
venção: vacinas e soro antitetânico.
(V. Imunização.)
TETANÓIDE - Imitando o tétano.
TETRACICLINAS - Grupo de antibi-
óticos quimicamente aparentados.
TIAMINA - Aneurina, vitamina B1.
TÍBIA - Um dos dois ossos da perna,
o mais grosso e mais interno; a
chamada canela da perna.
TIBIAL - Relativo à tíbia.
TIFLITE - In amação do intestino.
TIFO - Maneira errada de designar a
“febre tifóide”. O tifo verdadeiro é
uma rickettiose causada pela Ricket-
tsia provazeki. Doença infecciosa
causada pelo bacilo de Eberth. Tam-
bém chamado “tifo exante mático”,
“febre das Montanhas Rochosas”.
TIFO ABDOMINAL - V. Febre
tifóide.
TIFO AMARÍLICO - V. Febre
amarela.
TET TIF
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434
TIFO EXANTEMÁTICO - Doença
infecciosa causada pela Rickettsia
provazeki e transmitida pelo per-
cevejo.
TIFÓIDE, FEBRE - Infecção febril
causada pela Salmonella typhosa
e erroneamente chamada de “tifo”.
Sintomas: febre alta, in amação
dos gânglios linfáticos do intestino
e diarréia. Transmitido pela água
ou alimentos contaminados. Pode
ocasionar hemorragias, aumento
do fígado e baço e perfurações nos
intestinos, podendo levar à morte.
TIMBRE - Caráter musical do som.
TIMECTOMIA - Ablação do timo.
Só se faz em casos de miastenia
grave.
TIMO - Glândula sita na base do
pescoço. É grande na criança e com
a idade se atro a. Sua função não é
bem conhecida.
TIMOMA - Tumor maligno do
timo.
TIMPANISMO - Distensão por
gases.
TIMPANITE - In amação do tímpa-
no, otite média aguda.
TIMPANOTOMIA - Incisão do
tímpano. O mesmo que Miringo-
tomia.
TINDALIZAÇÃO - Processo de es-
terilização descoberto por Tyndall
e que consiste em aquecer a 60 ou
80 graus por uma hora, três dias
consecutivos, a substância a este-
rilizar (quando esta não suporta a
fervura).
TINHA I - Micose dos pêlos, prin-
cipalmente dos cabelos, na qual o
parasita atinge o pêlo na sua raiz
e invade o folículo, bem como a
epider me da superfície. É contagio-
sa e pode ocorrer em epidemias
- nas escolas, por exemplo. Ela
comumente atinge a pele cabe-
luda da parte de trás do pescoço,
e a infecção se espalha de forma
circular, formando uma região
arredondada.
TINHA II - Nome de muitas infecções
da pele causadas por fungos. A tinea
cruris é mais comum nos homens e
produz manchas pru rientes e in a-
madas na pele - na virilha e faces
internas das coxas. Tinea pedis é
um outro nome para pé-de-atleta.
Tinea capitis e tinea corporis são
nomes para porrigem (o mesmo
que Tinha I). Essas condições se
espalham pelo uso de toalhas, tape-
tes de banheiro, etc. comunitários.
Essas práticas devem ser evitadas,
pois os fungos se desenvolvem em
áreas meio úmidas. Existem várias
pomadas à venda em farmácias.
TINHA FAVOSA - Tinha produzida
por um cogumelo do gênero Acho-
rion, que ataca especialmente as
regiões pilosas.
TINTURA - Solução alcoólica de
uma droga.
TIPAGEM - Exame dos tipos san-
güíneos, mediante a aglutinação
com soros agluti nantes.
TIF TIQ
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435
TIPÓIA - Tira de pano que se prende
ao pescoço para descansar mão ou
braço doentes.
TIQUE - Contração espasmódica de
um grupo de músculos associados
da face ou das pálpebras, involun-
tária. Pode ser hereditária ou acom-
panhar distúrbios do sistema nervo-
so, mas geralmente indica estresse.
A cura depende da eliminação das
causas da tensão.
TIQUE DOLOROSO DA FACE -
Manifesta-se por dores agudas de
curta duração em áreas inervadas
pelo trigêmeo.
TIREÓIDE - Em forma de escudo.
Glândula de secreção interna situa-
da na frente da laringe, que controla
a velocidade do metabolismo com
a produção de hormônios. O mais
importante hormônio fabricado pela
tireóide é a tiroxina. In ui no cres-
cimento físico, no amadurecimento
sexual e no desenvolvimento men-
tal. Controla a assimilação do iodo
e acelera o metabolismo. O iodo
participa diretamente no metabo-
lismo dos hormônios tireoi deanos,
e sua de ciência produz alterações
bociogênicas da glândula tireóide.
(V. Bócio.)
TIREOIDECTOMIA - Ablação cirúr-
gica de parte ou de toda a glândula
tireóide.
TIREOIDITE - In amação da glân-
dula tireóide.
TIREOPRIVO - Devido à falta de
função da tireóide.
TIREOTOXICOSE - Ocorre devido
a uma ação excessiva da glândula
tireóide. (V. Bócio).
TIREOTRÓPICO - Que tem a nida-
de para a glândula tireóide.
TIROXINA - Hormônio produzido
pela tireóide que tem como função
controlar a velocidade do metabo-
lismo. Para sua fabricação a tireóide
utiliza o iodo. A falta de iodo (Hipo-
tireodismo) pode ser acompanhada
pelo Bócio. Também pode ocorrer
hipotiroidismo por mau funciona-
mento da glândula tireóide.
TISANA - Beberagem com fraco
poder medicinal.
TÍSICA - Tuberculose pulmonar.
TÍSICA GALOPANTE - Tísica granu-
losa, de desenlace rápido.
TISIOLOGIA - Parte da Medicina
que estuda a tuberculose.
TITILAÇÃO - Ação de fazer có-
cegas.
TITULAÇÃO - Ve ri cação do título
de uma solução.
TÍTULO - Padrão de pureza ou
potência.
TOCOFEROL - V. Vitamina E.
TOFO - Depósito duro de urato
de sódio, encontrado na Gota (V.
Gota.)
TOLERÂNCIA - Capacidade de
tolerar uma substância.
TOMOGRAFIA - Planigra a. Em
planos escolhidos. Exame bem
detalhado por meio de raios X, onde
TIQ TOM
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se pode ter uma idéia tridimensional
do corpo humano.
TOMOGRAFIA COMPUTADO-
RIZA DA - Método que permite
examinar o corpo em cortes ou
fatias transversais, sendo a imagem
obtida através de raios X e auxílio
de computadores.
TONÔMETRO - Instrumento para
medir a tensão ocular.
TONSILAR - O mesmo que Amida-
lia no.
TONSILAS - O mesmo que Amída-
las.
TONSILECTOMIA - Extirpação das
amídalas.
TONSILÓTOMO - Amidalótomo.
Instrumento para extirpação das
amídalas.
TONSURANTE - Que faz cair o
cabelo.
TÓPICO - Medicamento que se
aplica externamente e que vai agir
em determinada região.
TOPOALGIA - Dor local.
TOQUE, EXAME DE - Exame
preventivo, que a própria mulher
pode fazer, para detectar o Câncer
de mama; consiste em apalpar os
seios para veri car a presença de
nódulos.
TOQUE RETAL - Prática médica
que consiste em introduzir o dedo
enluvado no ânus para pesquisar
anormalidade na próstata ou em
outro órgão.
TOQUE VAGINAL - Introdução
da mão enluvada na vagina para
exame.
TORACENTESE - Punção e aspira-
ção da cavidade pleural onde houve
formação de derrame.
TORACOCENTESE - O mesmo que
Toracentese.
TORACÓLISE - Separação de ade-
rências entre as duas folhas da
pleura.
TORACOPLASTIA - Operação
com ressecção de costelas outrora
praticada contra a tuberculose
pulmonar.
TORACOTOMIA - Operação da
abertura do tórax.
TÓRAX - Parte do corpo onde se en-
contram importantes órgãos como a
traquéia que leva o ar aos pulmões;
os pulmões, responsáveis pela res-
piração; o coração, situado entre
os dois pulmões, responsável pela
circulação sangüínea; e o esôfago,
pelo qual os alimentos chegam ao
estômago.
TORCICOLO - Manifestação reumá-
tica, o pescoço está inclinado para
um lado em virtude do es pasmo do
músculo esterno clei domastóideo.
TORÇÃO DE TESTÍCULOS - A
torção de um testículo, na sua base,
leva a um aperto do suprimento de
sangue e risco de um dano grave
ao tecido se não for tratado rapida-
mente. Os sintomas podem lembrar
uma orquite, isto é, inchaço e dor
TON TÓR
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aguda; quase sempre ocorre vômito.
Qualquer homem (geralmente um
garoto) com tais sintomas precisa
de uma consulta médica urgente,
pois é necessária uma pequena ci-
rurgia, o mais rápido possível, para
evitar a degeneração do testículo.
(V. Orquite).
TÓRIO - Isótopo radioativo do
rádio, emite radiações que pouco
penetram nos tecidos.
TORNIQUETE - Laço para compri-
mir vasos sangüíneos.
TÓRPIDO - Entorpecido, indo-
lente.
TORPOR - O mesmo que Letargia.
TORSO - O mesmo que Tronco.
TOSSE COMPRIDA - O mesmo que
Coqueluche.
TOSSE CONVULSA - O mesmo que
Coqueluche.
TOXEMIA - Presença de toxinas no
sangue. Intoxicação. Estado que ca-
racteriza os pacientes na fase aguda
de processos infecciosos graves,
geralmente bacte rianos.
TOXEMIA/DHEG - Doença própria
da gravidez caracterizada por hiper-
tensão (140 mm x 90 mm), edema
e/ou protei núria, a partir de 20ª
semana de gestão.
TOXICIDADE - Qualidade de ser
tóxico, toxidez.
TÓXICO - O mesmo que Vene-
noso.
TOXICOEMIA - O mesmo que
Toxemia.
TOXICOLOGIA - Estudo dos tó-
xicos.
TOXICOMANIA (ABUSO) - Em
todos os tipos de toxicomania, o
organismo se torna dependente de
quantidades cada vez maiores da
droga, e há cada vez mais danos
com os efeitos colaterais. Os jovens
deveriam perceber que não há nada
de inteligente em se envolver em
festas de maconha, em que podem
circular drogas ainda mais pesadas.
Hoje em dia ainda se discute se os
efeitos a longo prazo da maconha
são tão prejudiciais medicinalmente
quanto os do álcool ou os da nico-
tina, mas é certo que alguns efeitos
intratáveis são demonstrados com
o uso contínuo, e que não vale a
pena correr o risco. O perigo de
se juntar a alguns grupos é o de
ser introduzido - acidentalmente,
talvez - em alguma droga muito
perturba dora como o L.S.D. Esta
produz alucinações (as “viagens”),
que podem ser horripilantes ou eu-
fóricas. Infelizmente, durante uma
sensação eufórica de poder, pes soas
já se jogaram de edifícios, com a
impressão de que poderiam voar. As
viagens “baixas” podem produzir
uma variedade horripilante de de-
pressão, que pode persistir durante
meses depois da dose inicial.
Outra droga que mata é a heroína,
estando hoje mais difundida a
cocaí na. Aqui, a dependência físi-
ca progressiva e as complicações
TOR TOX
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438
levam à morte se o tratamento não
for feito no começo. Erros trágicos
ocorrem, como quando um homem
insensata mente dá à namorada uma
dose igual à sua, esquecendo-se de
que ele chegou aos poucos a essa
dose, e que esta pode ser letal para
um iniciante.
Atualmente, outras drogas mais po-
derosas estão sendo usadas como o
ecstasy, em forma de comprimidos
e tem efeito semelhante ao L.S.D.;
e a pedra de crack, fumada no ca-
chimbo, que leva à destruição dos
neurônios e rapidamente à morte.
Algumas pessoas parecem estar
mais propensas ao vício do que
outras e podem ficar seriamente
viciadas logo. Ninguém deve se en-
volver nem mesmo com os grupos
que fumam maconha. Apenas as
pessoas tolas correm esses riscos,
que podem fazer mal à vida e até
matar.
TOXICÔMANO - Viciado no uso
de tóxicos.
TOXICOSE - Doença por envene-
namento.
TOXÍGENO - Que produz toxina.
TOXI-INFECÇÃO - Infecção com
manifestações tóxicas.
TOXINA - Termo médico para um
veneno produzido por um micróbio.
As toxinas da difteria e tétano são
responsáveis por todos os sintomas
das doenças. Quando invadido
por micróbios, o organismo pode
produzir uma antitoxina, que irá
neutralizar a toxina. A base do tra-
tamento com soro - usado em várias
doenças - é suprir arti cialmente a
antitoxina corrente.
TOXÓIDE - Veneno modi cado que
perdeu sua ação tóxica.
TOXOPLASMOSE - Infecção cau-
sada pelo Toxoplasma gondii,
caracterizada por grande variedade
de sintomas, como febre, cefaléia,
ingurgitamento ganglionar, lesões
oftálmicas, pulmonares, etc.
T.P. - Tuberculose pulmonar.
T.P.R. - Temperatura e pulso radial.
TRACOMA - Doença contagiosa,
que assenta, de preferência, na
conjuntiva palpebral e no fundo do
saco, onde forma pequenas granu-
lações e ataca também a córnea;
recebe o nome de “conjuntivite
granulosa”.
TRANSAMINASE - Enzima que
transfere o grupo amina de uma
substância para outra. A transa-
minase é liberada no sangue provin-
do de células lesadas. Sua dosagem
permite avaliar o estado dessas
células e desses órgãos.
TRANSFERÊNCIA - Termo usado
em Psiquiatria. O paciente transfere
suas emoções para o médico.
TRANSFIXIANTE - Que corta e atra-
vessa ao mesmo tempo.
TRANSFUSÃO - Injeção de líquido
(geralmente sangue) em quantidade
no organismo por via intra venosa.
TRANSFUSÃO DE SANGUE - Téc-
nica de transferir sangue de um
TOX TRA
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439
doador saudável para um paciente.
Cirurgias que antigamente eram
impossíveis podem agora ser re-
alizadas com relativa segurança.
O processo requer cuidados para
evitar o fenômeno da aglutinação
das hemácias que pode determinar
a morte do indivíduo receptor.
Os casos de acidentes, como um
san gra mento depois do parto, têm
mais chance de recuperação, assim
como também alguns tipos de
anemia. Os Bancos de Sangue são
mantidos para estarem prontamente
disponíveis em emergência, e doar
sangue para transfusão é seguro e
simples. Toda pessoa saudável deve
apresentar-se como voluntário. (V.
Grupos sangüíneos e Aids.)
TRANSFUSÃO INDIRETA - Quando
o sangue é retirado e guardado em
recipiente com citrato de sódio
(para não coagular).
TRANSILUMINAÇÃO - Iluminação
das paredes de uma cavidade pela
luz que a atravessa.
TRANSLÚCIDO - Que só deixa
passar parte da luz.
TRANSMIGRAÇÃO - Passagem da
célula através de uma membrana.
TRANSMISSÍVEL, DOENÇA -
Doença que se transmite direta
ou indiretamente de uma pessoa
a outra.
TRANSPERITONIAL - Através do
peritô nio.
TRANSPIRAÇÃO NOTURNA - A
trans piração excessiva à noite ge-
ralmente é um sinal de temperatura
elevada e pode ser provocada por
uma série de condições; infecções
como abscessos no dente e sinusites
talvez sejam as mais comuns. A
transpiração noturna também pode
ocorrer na tireotoxicose (V. Bócio.)
e nos estados de ansiedade. Apesar
de ser muito mais rara hoje em dia,
a tuberculose é uma causa impor-
tante. As transpirações noturnas
periódicas devem ser investigadas
pelo médico.
TRANSPLANTE - A cirurgia de
transplante é uma técnica pela qual
se pode transferir órgãos sadios para
pacientes com órgãos gravemente
doentes. No caso dos rins, pode ser
usado um doador vivo (geralmente
um parente próximo com um tecido
semelhante), e as cirurgias para re-
mover um rim do doador e transfe-
ri-lo para o paciente são realizadas
simultaneamente. No caso do fíga-
do, coração e transplante do outro
rim, geralmente são usados órgãos
de vítimas de acidentes fatais. Isso
porque, nesses casos, os órgãos
geralmente não estão afetados por
doenças no momento da morte.
Uma exceção é a córnea (membrana
transparente na frente do olho). Ela
é quase sempre valiosa, qualquer
que seja a idade com que o doador
tenha morrido.
Com exceção da córnea, que pode
devolver a visão àqueles que sofre-
ram de uma doença que embaçou a
TRA TRA
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440
membrana transparente do olho, os
transplantes mais bem-sucedidos
sãos os de rim. Milhares de pessoas
estão vivas, e bem, devido a um
transplante de rim. Elas geralmente
se sentem mais adaptadas do que
quando dependentes de um rim
arti cial. Para evitar que o orga-
nismo rejeite o órgão “estranho”, é
necessário tomar drogas especiais.
Há sempre uma escassez de rins de
doadores que sejam adequados. Os
cartões de doação de rim devem
ser carregados por toda pessoa que
queira que seus rins sejam usados
para transplante após sua morte. As
pessoas que querem doar seus olhos
(córneas) depois da morte devem
procurar os bancos de olhos para
saber mais pormenores.
No dia 2 de julho de 2001 um
paciente norte-americano recebeu
o primeiro coração arti cial que
funciona inteiramente sozinho.
Ele é feito de titânio (metal) e
plástico, tem o tamanho de uma
laranja grande e pesa 1 quilo. Por
dois ventrículos com válvulas e um
sistema de bombea mento hidráu-
lico movido a motor, o coração
movimenta o sangue pelo corpo
simulando o ritmo de uma batida
cardíaca. O equipamento é operado
por uma bateria que ca no cinturão
da pessoa; dele sai um cabo que ca
em contato com a pele e responde
pela carga do aparelho.
TRANSPLANTE CARDÍACO - Pro-
cedimento cirúrgico empregado no
tratamento de pacientes portadores
de doença cardíaca terminal sem
possibilidade de tratamento clíni-
co ou cirúrgico convencional. O
método consiste na substituição
do coração doente por coração
proveniente de doador em morte
encefálica.
TRANSPLANTE CORAÇÃO-PUL-
MÃO - Procedimento cirúrgi-
co empregado no tratamento de
pacientes portadores de doença
cardio pulmonar terminal sem pos-
sibilidade de tratamento clínico ou
cirúrgico convencional. O método
consiste na substituição em bloco
do coração e pulmões, proveniente
de doador em morte encefálica.
TRANSPLANTE HEPÁTICO - Está
indicada em portadores de doenças
hepáticas irreversíveis com evo-
lução previsível e inexorável, nas
quais os métodos alternativos con-
vencionais de tratamento são consi-
derados ine cazes. Substituição do
fígado, que consiste na retirada do
órgão doente e na colocação de um
outro fígado, inteiro ou parcial.
TRANSPLANTE PULMONAR -
Substituição de um ou dos dois
pulmões em caso de doença pul-
monar avançada de diagnóstico
reservado.
TRANSTORNO DO PÂNICO
- Transtorno mental caracterizado
por ataques aleatoriamente recor-
rentes de ansiedade ictal (ataques
de pânico), que ocorrem de modo
preferencialmente espontâneo e
não exclusivamente numa situação
TRA TRA
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441
ou em circunstâncias determinadas
(como nas fobias). O ataque de pâ-
nico é caracterizado por um período
discreto de medo ou desconforto in-
tenso, que se inicia de forma abrup-
ta e que alcança seu pico em poucos
minutos, sem durar muito tempo.
Devem estar presentes sintomas
autonômicos como palpitações, ta-
quicardia, sudorese, tremores, boca
seca e podem estar acompanhados
de outros sintomas, tais como:
dispnéia, engasgo, precor dialgia,
náusea ou desconforto abdominal,
tontura, medo de morrer ou perder
o controle, rubor ou alterações de
sensibilidade.
Está freqüentemente associado com
sintomas agorafóbicos, em que a
pessoa teme ou evita situações tais
como: locais públicos, multidões,
estar sozinho, las, engarrafamento,
elevador, etc.
Para seu diagnóstico devem ser
afastadas outras doenças que
podem cursar com a mesma sinto-
mato lo gia, tais como: angina,
insu ciência cardíaca congestiva,
as ma, feocro mocitoma, intoxicação
por drogas (anfetamina, cocaína),
absti nência de drogas (álcool,
hipnóticos).
TRANSUDATO - Substância que
passou através de uma membrana.
TRANSURETRAL - Através da ure-
tra.
TRAPÉZIO - Primeiro osso da se-
gunda leira do carpo. Músculo que
movimenta a espádua.
TRAQUÉIA - Tubo musculomembra-
noso que continua a laringe e se
divide nos dois brônquios prin-
cipais.
TRAQUEÍTE - Inflamação da tra-
quéia.
TRAQUELORRAFIA - Sutura da
traquéia.
TRAQUEOTOMIA - Incisão da tra-
quéia para permitir a respiração.
TRAQUEOSTOMIA - Orifício co-
municando a traquéia com o meio
externo, utilizado normalmente
para casos onde há dificuldade
respiratória.
TRATAMENTO - O conjunto de
meios para curar a doença.
TRAUMA - Lesão. O mesmo que
Trau matismo.
TRAUMÁTICO - Relativo a trauma-
tismo.
TRAUMATOLOGIA - Estudo dos
trau matismos.
TREMOR - Signi ca um estreme-
cimento involuntário das mãos ou
outras partes do corpo por causa
de algum desequi líbrio da ação do
músculo e nervos. Algumas pessoas
nascem com mãos naturalmente
bem trêmulas, e isso em geral não
tem importância nenhuma. A maio-
ria das pessoas ca mais trêmula
quando nervosa e, novamente, isso
é uma reação normal ao medo. Com
o aumento da idade, é normal que
as mãos quem menos rmes que
na juventude.
TRA TRI
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442
Se o tremor for completamente
inesperado, acontecer todas as
vezes sem um motivo aparente,
ou estiver provocando acidentes,
procure um médico, pois pode ser
sintoma de uma doença remediável
como a tireotoxicose. (V. Bócio.)
TREPANAÇÃO - Remoção de um
disco de osso ou de outro tecido
compacto por meio de um trépano.
Ex.: trepanação do crânio, trepa-
nação da córnea.
TRÉPANO - Instrumento para trepa-
nação, ou seja, para cortar o crânio
em pedaços.
TRÍCEPS - Músculo da parte poste-
rior do braço.
TRICOBEZOAR - Bezoar, nódulo
de cabelos engolidos encontrado
no tubo digestivo.
TRICOFAGIA - Vício de roer ca-
belos.
TRICOFITOSE - Infecção do cabelo
e dos pêlos por certos fungos.
TRICOMONÍASE - Parasitose vagi-
nal que também pode afetar a uretra
masculina. É causada pelo Tricho-
monas vaginalis e representa cerca
de 10% das infecções vaginais. A
contaminação se dá pelas relações
sexuais, variando a incubação entre
três e quatro dias ou quatro sema-
nas. O bebê, segundo se acredita,
pode contaminar-se através da mãe
na hora do nascimento. A doença
pode ou não apresentar sintomas.
É comum a queixa de corrimento
vaginal espu moso, amarelado ou
branco-amarelado com odor de-
sagradável e até fétido; nos casos
agudos, pode ocorrer prurido vul-
var. Nas mulheres: sensibilidade
maior da vulva (às vezes, dor super-
cial), irritação e edema dos vasos
vaginais, assim como uretrite. Os
sintomas são mais intensos quanto
mais jovem é a paciente e agravam-
se após a menstruação. No homem:
corrimento uretral, em geral de
manhã antes da primeira micção,
e irritação da uretra. Constatada a
doença na mulher, deve-se estender
o tratamento ao marido ou parceiro,
por causa do perigo de nova conta-
minação. Deve-se ferver as roupas
íntimas durante o tratamento para
impedir novo contágio.
TRICONOSE - Anormalidade no
cabelo.
TRICÚSPIDE - Com três pontas.
TRIGÊMEO - Triplo. Um dos nervos
cranianos.
TRÍGONO - O mesmo que Triân-
gulo.
TRIPANOSSOMA - Designação
comum às espécies de protozoários
do gênero Tripanosoma Gruby de
corpo fusi forme, provido de núcleo
central, com um agelo formando
membrana ondulante. São agentes
etiológicos de numerosas doenças
do homem e dos animais.
TRIPANOSSOMÍASE - Infecção por
tripanossomas.
TRIPSINA - Um dos fermentos do
TRI TRO
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443
pân creas.
TRIPSINOGÊNIO - Precursor da
trip sina.
TRIQUINA - Gênero de vermes
intestinais que vivem em estado
larvar nos músculos de animais e
é transmitido ao homem pela carne
de porco.
TRIQUINÍASE - Infecção pela Tri-
china spiralis, parasita do porco.
TRISMO - Contração ou contratura
muscular nos maxilares que impede
a abertura da boca. Encontrado no
tétano.
TROCANTER - Cada uma das duas
tuberosidades existentes na parte
superior do fêmur.
TROCARTE - Instrumento de ponta
aguçada para puncionar. Cânula
terminada em ponta triangular
usada para punções em cavidades e
retirada de líquido nas cirurgias.
TRÓFICO - Relativo à Nutrição.
TROFONEUROSE - Distúrbio da
Nutrição de causa nervosa.
TROMBECTOMIA - Remoção de
um coágulo sangüíneo.
TROMBINA - Fator essencial da co-
agulação, encontrado no sangue.
TROMBO - Que se forma no inte-
rior de um vaso ou do coração.
Coágulo.
TROMBOANGEÍTE - Inflamação
de um vaso ou formação de um
trom bo.
TROMBÓCITOS - Plaquetas san-
güí neas.
TROMBOCITOPENIA - De ciência
de plaquetas no sangue.
TROMBOFLEBITE - Formação
de coágulos numa veia com in a-
mação.
TROMBOLIOSES - Procedimento
rea lizado com aproximadamente até
seis horas do início dos sintomas de
infarto agudo do miocárdio, o qual
consiste na administração de drogas
seletivas como estreptoquinase, o
ativador tecidual do plasmi nogênio
(TPA) com nalidade de destruir o
trombo causador do infarto.
TROMBOLÍTICO - Substância que
desfaz os coágulos.
TROMBOPLASTINA - O mesmo
que Tromboquinase.
TROMBOQUINASE - Princípio ati-
vo que se libera quando as plaquetas
sangüíneas se desintegram.
TROMBOSADO - Paciente com
trombose.
TROMBOSE - Formação de um co-
águlo num vaso sangüíneo. Numa
situação normal, isso não ocorre,
mas quando um vaso sangüíneo está
injuriado ou infeccionado, aparece
às vezes o coágulo. Em qualquer
parte do corpo, pode acontecer
uma trombose, e os sintomas vão
depender do órgão envolvido. Se
o coágulo for transportado pelo
sangue, para alguma outra parte, ele
é chamado de “êmbolo”. Lugares
comuns perigosos para a trombose
TRÓ TRO
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444
são as artérias coro nárias (V. Doen-
ças cardíacas.) e veias profundas
na panturrilha. (A trombose das
artérias cerebrais tende a ocorrer
somente na velhice).
Há um risco pouco maior de trom-
bose para as mulheres mais velhas
que tomam pílula, e um risco muito
maior se elas fumam. As mulheres
que estiverem esperando a data de
uma cirurgia planejada devem parar
com a pílula cinco semanas antes, e
parar de fumar.
A trombose nas veias profundas
da panturrilha e coxa não deve ser
confundida com problemas me-
nores nas varizes super ciais. (V.
Varizes.) A primeira tende a ocor-
rer depois de uma cirurgia ou um
parto, se houve uma imobilização
prolongada na cama. A estagnação
do sangue nessas veias pode pro-
vocar a trombose e a formação do
êmbolo, que passa para os pulmões.
(V. Embolia.) A perna ca inchada,
e dobrar o pé para cima provoca
uma dor aguda. Hoje em dia uma
mobi lização logo após uma cirurgia
ou um parto evita muitas dessas
complicações.
A veia com trombose em geral
se abre gradativamente, e outros
canais san güíneos se dilatam, de
modo que todo o inchaço na perna
vai cedendo aos poucos. Remédios
para reduzir a coagulação são dados
de seis a doze semanas para evitar
os êmbolos. Uma bandagem é apli-
cada à perna, e o paciente é mobili-
zado o quanto antes. Enquanto toma
os comprimidos anticoa gulantes,
o paciente precisa de exames de
sangue regulares para checar se os
fatores de coagulação estão num
nível satisfatório. Existem vários
tratamentos diferentes que podem
ser receitados após uma trombose
coro nária. Como a trombose in-
terfere na circulação normal para
um órgão, o tratamento visa a um
cuidado com a região atingida até a
recuperação, enquanto evita outros
coágulos. É sempre necessária
ajuda médica urgente.
TROMBOSE CEREBRAL - Forma-
ção de um trombo nos vasos que
irrigam o córtex cerebral.
TROMBOSE CORONÁRIA - Um
tipo de ataque do coração, no qual
um vaso sangüíneo (artéria coro-
nária), que abastece o coração, ca
obstruído por um coágulo. (V. An-
gina pectoris.) Há dor no meio do
peito, algumas vezes espalhando-se
para o braço ou o maxilar esquerdo.
A vítima pode cair, sentir vertigem e
suar frio, ou ter di culdade para res-
pirar. Às vezes, a dor é o único sin-
toma, e o paciente pode não achar
que está doente. A dor é inde nida,
intensa e constringente - nunca agu-
da. Qualquer dor re pentina no meio
do peito, se vier acompanhada de
algum dos sin tomas acima, requer
cuidados médicos urgentes.
Se o paciente sofreu um colapso, é
necessário que ele seja transferido
com urgência para o hospital numa
ambulância. Chame também um
TRO TRO
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445
médico no caso de a ambulância
atrasar. Se você suspeitar que o
coração parou, numa pessoa an-
teriormente saudável (confirme
com o ouvido diretamente sobre
a região do mamilo esquerdo), um
golpe brusco com o punho acima do
esterno (meio do peito) poderá fazê-
lo voltar. Se não houver nenhum
sinal de respiração, deve-se fazer
respiração arti cial. (V. As xia e
Respiração arti cial.) Senão, o pa-
ciente deve ser deixado onde está
- se possível -, coberto com um co-
bertor ou um casaco, e estendido de
costas, se estiver consciente, virado
do lado esquerdo - se incons ciente -,
e ligeiramente escorado - somente
se estiver com dificuldade em
respirar. Não tente fazê-lo sentar.
Nos casos menos graves, chame o
médico com urgência; ele decidirá
se cuidará do paciente em casa
ou se o levará para o hospital. No
hospital, as batidas do coração po-
dem ser controladas por um eletro-
cardiógrafo, de modo que qualquer
complicação seja iden tificada, e
tratada de imediato. Talvez não seja
necessário um tratamento complexo
como este, e o principal tratamento
seja o repouso. A artéria bloqueada
impede que o sangue, contendo
oxigênio e alimento, chegue a uma
parte do músculo do coração. Essa
região do músculo ca dani cada
e é, eventualmente, substituída por
uma mancha compacta. Na recupe-
ração, o objetivo é assegurar que o
restante do músculo do coração
saudável possa agüentar.
Os pacientes que estiverem com a
pressão ou a taxa de colesterol alta
devem entrar numa dieta com pouca
gordura animal e tomar remédios
apropriados. Devem parar de fumar
(V. Fumo.) e procurar perder todo
excesso de peso. O álcool, que é
um veneno suave para o coração,
também deve ser evitado.
Os pacientes convalescentes devem
procurar fazer exercícios, aumen-
tando gradualmente, como cami-
nhadas ou exercícios especí cos
dados em clínicas espe cializadas,
até estarem recuperados para as
atividades normais.
Os pacientes anteriormente inativos
devem caminhar quando possível e
andar o mínimo de carro. A maioria
pode retomar as atividades sexuais
umas oito ou doze semanas após
uma coronária, sem com plicação.
Não existe uma forma segura de se
evitar a trombose coronária. Muito
exercício, uma dieta com pouca
gordura e pouco açúcar, não fumar,
pouco ou nada de álcool, uma pos-
tura de liberdade e tranqüilidade po-
dem ajudar, mas algumas famílias
têm índices maiores que outras. Se
você tiver um índice alto de doenças
cardíacas na família, é melhor pedir
ao médico que examine sua pressão
arterial e o colesterol.
TROMPA DE EUSTÁQUIO - A
denominação mudou para Tuba au-
ditiva, canal que comunica o ouvido
médio com a nasofaringe.
TRO TSÉ
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TROMPA DE FALÓPIO - A deno-
minação mudou para tuba uterina,
canais que ligam o útero aos ová-
rios. Para os médicos lembram mais
tubas do que trompas, instrumentos
de sopro.
TRONCO - O torso. O tronco
compreende o pescoço, o tórax e
o abdome.
TRONCO CEREBRAL - Liga o cé-
rebro à medula, cuja porção mais
importante é o bulbo. Nessa parte
do encéfalo estão localizados os
centros controladores da respira-
ção, dos batimentos cardíacos e da
pressão sangüínea.
TSÉ-TSÉ (MOSCA) - Gênero de
moscas cuja picada transmite a
Ence falite letárgica ou Doença
do sono.
TUBA AUDITIVA - Nome atual para
a denominação antiga de trompa
de Eustáquio, tendo em vista o
termo tuba descrever com maior
precisão a formação anatômica do
que trompa. A nova nomenclatura
aboliu os nomes dos anatomistas
que descreveram as partes do corpo
humano.
TUBA UTERINA - Nome novo para
Trompa de Falópio.
TUBAGEM DUODENAL - Entuba-
ção duodenal.
TUBAGEM GÁSTRICA - Lava-
gem do estômago. Sinfonagem
gástrica.
TUBERCULINA - Extrato glicerina-
do de bacilos da tuberculose ou
bacilos de Koch.
TUBÉRCULO - Nódulo ou pequena
eminência.
TUBERCULOMA - Tumor de natu-
reza tuberculosa.
TUBERCULOSE - Infecção causada
pela bactéria Micobacterium tuber-
cu losis, o bacilo de Koch. O bacilo
vive dentro de uma membrana
protetora especial, e é difícil des-
truí-lo, de modo que a infecção é
geralmente longa. Qualquer parte
do corpo pode ser atacada, mas os
locais comuns são os pulmões - Tu-
berculose pulmonar. Os micróbios
são espalhados pelas pessoas que
têm a doença e, depois de serem
aspirados, eles se alojam no pulmão
e se multiplicam. A tuberculose
provoca uma destruição do tecido
pulmonar normal, de forma que
podem se formar cavidades.
Ocasionalmente, a doença pode
ocorrer em outras partes, como os
ossos, rins e tuba uterina (ex-trompa
de Falópio). No entanto, ela reage a
antibióticos antitu berculose moder-
nos. A internação nem sempre é ne-
cessária. As drogas antitu berculose
precisam ser tomadas durante vários
meses, mas o paciente pode car em
casa a maior parte do tempo.
A raridade dessa doença se deveu,
durante longo período, principal-
mente a medidas como raios X,
melhor nutrição, abrigo e drogas
e cazes. Há também uma vacina
TUB TUB
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447
chamada B.C.G., que geralmente
é dada às crianças depois de um
teste na pele. Se o teste der nega-
tivo, signi ca que a criança não
está imune à tuberculose, então é
dada a vacina. Um teste positivo
geralmente signi ca que a criança
já recebeu o micróbio da tubercu-
lose, mas o repeliu. Raios X do
peito são tirados para checar se
não há a doença. A OMS estima
que 2 bilhões de pessoas - um ter-
ço da população mundial - esteja
contaminada. Dez por cento vão
desenvolver a doença, e de 3,5%
a 6% morrerão. No Brasil foram
noti cados 78.880 casos em 1999,
tendo São Paulo o maior número
- 19 mil. A miséria e a dissemi-
nação da Aids nos últimos anos
são causas do ressurgimento da
tuberculose; o portador de HIV tem
tendência a desenvolver a doença
(7% a 10% a cada ano). O longo
tratamento (seis meses) faz com
que muitos doentes o abandonem,
o que torna o bacilo mais resistente
aos medicamentos.
Toda pessoa cuja tosse persistir por
mais de três semanas deve procurar
um médico.
TUBEROSIDADE - Projeção arre-
dondada e grande num osso.
TUBO DE ENSAIO - Tubo ou frasco
de vidro usado em laboratório.
TUBO DE FAUCHER - Tubo para
lavagem do estômago.
TUBO-OVARIANO - Referente à
trompa e ao ovário.
TUBULAR - Em forma de tubo.
TÚBULO - Pequeno tubo.
TÚBULO COLETOR - Porção
terminal dos néfrons, unidade
fundamental dos rins, que coleta a
urina que está sendo formada em
vários túbulos até a papila renal,
conduzindo-a à pelve renal e daí
ao ureter, bexiga, uretra e exterior.
Pode ser dividido em cortical, me-
dular e ducto de Bellini.
TÚBULO CONTORNEADO DIS-
TAL - Porção do néfron, unidade
fundamental dos rins, que vai da
porção ascendente da alça de Hemle
ao túbulo coletor.
TÚBULO CONTORNEADO PRO XI -
MAL - Porção do néfron, unidade
fundamental dos rins que vai do
glomérulo à porção descendente da
alça de Henle.
TULAREMIA - Infecção febril causa-
TUB TÚR
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U
U
ÚLCERA - Destruição de pele ou
membrana para formar um machu-
cado aberto, que pode ficar infla-
mado ou infeccionado. O tratamen-
to depende do tipo. Ocorrem tam-
bém pequenas úlceras periódicas na
boca. (V. Úlcera duodenal, Úlcera
gástrica, Varizes, Raios-X.).
ÚLCERA ATÔNICA - Aquela que
mostra pouca tendência à cura.
ÚLCERA DE BAURU - A que se ma-
nifesta nos portadores de leshi-
maniose.
ÚLCERA DE DECÚBITO - Aquela
que, nos doentes acamados, se ma-
nifesta em partes do corpo (em ge-
ral dorso e nádegas) prolongada-
mente em contato com o leito.
ÚLCERA DUODENAL - O duodeno
é uma parte do intestino delgado,
saindo do estômago. Uma úlcera é
uma brecha no revestimento do
duodeno, de forma que as partes
sensíveis fiquem expostas. Devido
ao desequilíbrio nos sucos digesti-
vos que chegam ao duodeno vindos
do estômago, o revestimento fica
inflamado e, mais tarde, corroído,
formando uma úlcera. O fumo, as
refeições irregulares e infreqüentes
e o estresse predispõem às úlceras.
Uma substância chamada “hista-
mina” é importante para controlar a
acidez do suco gástrico, e a sua libe-
ração é controlada por certos nervos.
A nicotina e a adrenalina (o “hor-
mônio do estresse”) afetam a libera-
ção de histamina. Atualmente, exis-
tem vários remédios que bloqueiam
a liberação de histamina e permitem
que as úlceras cicatrizem. O progres-
so das úlceras pode ser checado com
uma endoscopia. Sintomas típicos
são dor, que permanece totalmente
localizada um pouco acima do um-
bigo; ela aparece mais ou menos uma
hora após as refeições; pode durar
quase uma hora, às vezes, com uma
sensação de náusea e, ocasionalmen-
te, vômito. A flatulência (gases) tam-
bém é comum. As úlceras requerem
tratamento médico, pois, se conti-
nuarem, há o perigo de um san-
gramento interno ou de sua propa-
gação pela parede, causando uma
perfuração. Nos casos graves, ainda
é adequado um repouso absoluto.
Requer uma dieta especial, e é sen-
sato evitar qualquer alimento que
provoque os sintomas. O ponto im-
portante é: refeições regulares e fre-
qüentes. Pastilhas alcalinizantes po-
dem ajudar. Um auxílio para o trata-
mento também é uma pastilha
inibidora de secreção, lembrando
que parar de fumar e evitar o
estresse ajuda bastante.
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450
Se a úlcera não cicatrizar, e a dor
for intensa, pode ser necessária uma
cirurgia. Normalmente, isso não
representa nenhuma dificuldade em
lugares qualificados.
ÚLCERA ESTERCORAL - Aquela
que se forma no cólon provocada
por pressão ou irritação de massas
fecais retidas.
ÚLCERA FAGEDÊNICA - Úlcera
cuja ação necrosante prossegue sem
interrupção.
ÚLCERA FLEGMONOSA - A que
está cercada por tecido inflamatório.
ÚLCERA FUNGOSA - Úlcera reco-
berta de granulações.
ÚLCERA GÁSTRICA - Úlcera que se
manifesta no estômago. A dor após
as refeições aparece mais rápido do
que na úlcera duodenal - geralmen-
te em meia hora, mais ou menos -,
mas fora isso os sintomas diferem
pouca coisa, e o tratamento é seme-
lhante. A cirurgia geralmente é mais
recomendável para esse tipo de úl-
cera. V. Úlcera duodenal.
ÚLCERA PÉPTICA - Úlcera da
mucosa do estômago ou do duo-
deno.
ÚLCERA PERFURANTE - A que pro-
duz perfuração no órgão que se lo-
caliza.
ÚLCERA SIFILÍTICA - V. Sífilis.
ÚLCERA VARICOSA - Ulceração da
parte inferior da perna por causa da
redução no suprimento do sangue.
ULCERAÇÃO - Formação de úlceras.
ULCERAÇÃO PRODUZIDA PELO
FRIO E EXTREMIDADES GELA-
DAS - Dano ao tecido causado pelo
frio. Essas ulcerações se desenvol-
vem nas extremidades depois de uma
exposição ao frio. Os dedos da mão
ou do pé ficam com uma aparência
de cera; ocorrem com pessoas (os al-
pinistas, por exemplo) que se ex-
põem à temperatura abaixo de zero.
O tratamento é feito com um aque-
cimento gradual, com supervisão
médica, pois há um risco grande de
gangrena (morte do tecido). Os de-
dos doloridos ou dormentes comuns,
especialmente nos idosos, e sem si-
tuações normais de frio, podem ser
evitados usando-se várias camadas
de roupa quente, evitando-se roupas
apertadas nos membros do corpo, e
fazendo refeições quentes e regula-
res. Quando uma parte fica dormen-
te, ela deve ser aquecida bem deva-
gar. Aqui, uma bebida quente é bem
eficaz, e a fricção rápida deve ser
evitada. Tentar ajudar, usando água
quente, pode provocar uma agonia
excruciante, então não o faça. (V.
Mal de Raynald, Frieira.)
ULCERATIVO - Referente a uma ul-
ceração.
ULCUS RODENS - Epitelioma su-
perficial ulcerado (carcinoma de
células basais), em geral de pouca
malignidade e que se manifesta qua-
se sempre na face.
ULERITEMA - Dermatose eritema-
tosa com atrofia superficial dos
tegumentos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ÚLC ULE
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451
ULNA - Atual nome do osso cúbito.
ULOATROFIA - Enrugamento ou
retração das gengivas.
ULOMA - Qualquer formação tumo-
ral das gengivas.
ULONCIA - Inchação ou tumor das
gengivas.
ULORRAGIA - Hemorragia gengival.
ULTRAMICROSCÓPIO - Aquele
em que a iluminação é quase per-
pendicular ao eixo óptico e permite
a observação de pequeníssimos ob-
jetos mediante a luz que difundem.
ULTRA-SONOGRAFIA / ULTRA-
SOM - Método biofísico que utiliza
ondas de alta frequência de uso em
obstetrícia para o diagnóstico da ida-
de da gestação, morfologia, cresci-
mento e avaliação do bem-estar fetal.
Também é usado no tratamento de
doenças doloridas nos músculos ou
ligamentos, juntamente com outras
formas de fisioterapia, aquecimen-
to, massagem, etc.
ULTRA-SONOTERAPIA - Trata-
mento pelos ultra-sons, eficaz em
várias moléstias, particularmente
nas articulares.
ULTRAVIOLETA - Forma de energia
radiante, além da extremidade vio-
leta do espectro; é útil nas doenças
da pele, como o acne. Como parte
da energia solar natural, ela torna a
pele capaz de produzir sua própria
vitamina D natural - responsável
por ossos e dentes fortes. O exces-
so de exposição aos raios ultra-
violetas pode causar câncer de pele
(V. Câncer de pele.)
UMBIGO - Ponto de conexão do
canal umbilical. Cicatriz umbilical.
UMBILICAÇÃO - Depressão em for-
ma de umbigo.
ÚMERO - Osso maior e principal do
membro superior, no braço.
UMIDADE - Porcentagem do vapor
d’água no ar atmosférico.
UNÇÃO - Ato de aplicar um linimen-
to em fricções.
UNCIFORME - Em forma de gancho.
UNGUEAL - Relativo à unha.
UNGÜENTO NAPOLIATNO - Po-
mada mercurial.
UNHA ENCRAVADA - Ocorre quan-
do a dobra da pele que circunda a
unha se levanta, de modo que a
unha, ao invés de crescer acima
dela, cresce dentro, provocando
dor. Essa dobra geralmente fica in-
feccionada, podendo emitir pus.
Ocorre devido a sapatos apertados,
principalmente na infância. Para
evitar, deve-se tomar cuidado para
usar sapatos que se ajustem bem,
sobretudo na juventude. (V. Bolsa.)
As unhas devem ser cortadas retas,
de um lado a outro, e não ovais, e
os serviços de um quiropodista são
sempre de grande valor. Nos casos
graves, às vezes é necessária uma
pequena cirurgia.
UNHAS, ROER - As unhas são quase
sempre afetadas pela saúde geral e
podem indicar anemia. Depois de
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
ULN UNH
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452
uma doença grave, costumam apa-
recer defeitos, que desaparecem con-
forme a saúde volta ao normal. As
unhas quebradiças são sintoma de
que a saúde não está boa. A ação de
roer unhas geralmente é um hábito
nervoso e aflitivo nas crianças. A
repreensão geralmente tem pouco
efeito, pois o hábito é na maioria das
vezes instintivo. A punição preocu-
pa mais a criança, de forma que au-
menta - e não diminui - a ação de
roer a unha. Deve-se manter as unhas
curtas, de modo que haja menos im-
pulso para roê-las. É melhor não se
importar demais com o assunto, pois
esse é um hábito que quase sempre
as crianças abandonam quando cres-
cem, principalmente se forem re-
compensadas pelo sucesso.
UNICELULAR - Monocelular, com-
posto de uma única célula. Exem-
plo: as bactérias, a ameba, etc.
UNIDADE - Coisa individual for-
mando um todo completo.
UNILATERAL - Encontrado de um só
lado.
UNILOCULAR - Referente a um só
olho.
UNÍPARA - Que só teve um filho.
UNTUOSO - O mesmo que gordu-
roso.
URATO - Designação comum aos
sais e ésteres do ácido úrico.
URÉIA - Substância cristalina, inco-
lor, existente na urina, obtida tam-
bém sinteticamente, usada em
Medicina e na indústria, na fabri-
cação de polímeros. O produto prin-
cipal do catabolismo. É um produ-
to secretório, solúvel na água. No
sangue, normalmente a proporção
é entre 30 mg a 35 mg/100cm
3
de
sangue. Uréia aumentada é sinal de
uremia próxima e de insuficiência
da função renal.
UREMIA - Ocorre quando os rins não
são mais capazes de filtrar os pro-
dutos residuais venenosos do san-
gue. Existem vários tratamentos
para falhas do rim, variando de di-
etas baixas em proteínas a máqui-
nas artificiais de rim e, é claro,
transplantes.
URESE - Formação da urina.
URETER - Tubo comprido (um de
cada lado) que conduz a urina do
bacinete à bexiga. Mede de 25 cm
a 28 cm, em média.
URETERALGIA - Dor no ureter.
URETERECTOMIA - Excisão de um
ureter.
URETERITE - Inflamação do ureter.
URETEROCELE - Alargamento
cístico de uma porção do ureter.
URETEROLITÍASE - Retenção de
cálculos nos ureteres.
URETERÓLITO - Cálculo no ureter.
URETEROLITOTOMIA - Operação
para remoção de um cálculo encra-
vado no ureter.
URETEROPIOSE - Supuração no
ureter.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
UNI URE
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453
URETRA - Canal que transporta a
urina da bexiga para o exterior e que
também dá saída ao líquido semi-
nal na cópula.
URETRALGIA - Dor na uretra.
URETRITE - Nome genérico para a
inflamação da uretra do homem ou
da mulher, não se levando em con-
ta a causa, se de origem química ou
física. Divide-se em gonocócica
(uretrite blenorrágica) e não-gono-
cócica. Nesta última estão as
uretrites por tricomoníase e as por
candidíase (ou monolíase). Habitu-
almente cursa com secreção uretral
e ardor ao urinar. O tratamento ba-
seia-se no uso de antimicrobianos
adequados e, sempre que possível,
deve-se tratar os contactantes.
URETRITE NÃO ESPECÍFICA (In-
fecção genital não específica) -
Qualquer inflamação da uretra
(saída da bexiga) em que tenham
sido excluídas doenças como
Gonorréia, Sífilis e infecção (V.
Vaginite.); é causada por micróbi-
os maiores como tricomonas e
monilia.
Atualmente é uma doença venérea
comum. Os sintomas podem incluir
dor ao urinar, irritação e secreção,
mas são mais amenos que na gonor-
réia e quase nunca aparecem na
mulher. Acredita-se que mais ou
menos 50% dos casos de uretrite
não-específica sejam provocados
por um micróbio parecido com um
vírus chamado “clamídia”. Infeliz-
mente, a clamídia pode causar uma
infecção nos olhos de bebês recém-
nascidos, da mesma forma que a
gonorréia.
O tratamento não é perfeito, mas
consiste de antibióticos de tetra-
ciclina, de quatro a seis semanas. É
diferente do tratamento para Cisti-
te (uma outra doença), então todo
paciente que suspeitar que dor ao
urinar pode ser devido a um conta-
to sexual deve sempre mencionar
isso ao médico ou procurar uma clí-
nica específica. Apesar do tratamen-
to, alguns homens desenvolvem
complicações sérias, como artrite e
inflamação dos olhos, e não é ab-
solutamente certo que o tratamento
dos contatos femininos vá evitar o
desenvolvimento de uma inflama-
ção de olhos nos bebês recém-nas-
cidos.
A única forma clara de evitar essa
doença é não ter relações sexuais
quando não se tem certeza de que o
parceiro não tem a infecção.
URETROCELE - Divertículo da
uretra.
URETROCISTOGRAFIA - Radio-
grafia da uretra e da bexiga.
URETROFRAXIA - Obstrução da
uretra.
URETROGRAFIA - Exame da uretra
aos raios X mediante injeção pré-
via de um contraste.
URETROPLASTIA - Cirurgia plásti-
ca da uretra.
URETRORRAGIA - Hemorragia da
uretra.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
URE URE
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454
URETRORRÉIA - Fluxo ou corri-
mento pela uretra.
URETROSCOPIA - Observação do
interior da uretra.
URETROSCÓPIO - Aparelho cirúr-
gico para exame visual da uretra,
utilizado na uretroscopia.
URETROSTENIA - Aperto da uretra.
URETROTOMIA - Seccionamento
de uma estenose da uretra.
URETRÓTOMO - Instrumento para
praticar a uretrotomia.
URICEMIA - Excesso de ácido úrico
no sangue. Estado mórbido pro-
veniente da retenção do ácido úrico.
URINA - Produto excretório dos rins.
URINA RESIDUAL - Urina que per-
manece na bexiga após a micção.
Mede-se mediante cateterismo.
URINÍFERO - Que conduz urina.
URINOSO - Que contém urina.
UROCROMO - Pigmento corante
da urina.
UROGENITAL - Relativo aos órgãos
genitais e urinários.
URÓLITO - Cálculo na urina.
UROLOGIA - Parte da Medicina que
estuda as doenças do rim e das vias
urinárias.
UROLOGISTA - Especialista em
Urologia.
UROSCOPIA - Exame das urinas.
URTICAÇÃO - Irritação da pele com
sensação de queimadura.
URTICANTE - Que produz urticação
da pele.
URTICÁRIA - Uma das doenças
alérgicas. (V. Alergia, Febre do
feno.) Ocorre devido a uma irri-
tação da pele provocada por algu-
ma substância estranha - geralmen-
te na alimentação. Aparecem na
pele vergões vermelhos, que irri-
tam e têm pontas brancas. Uma
causa comum da urticária é a
ingestão de crustáceos. Os ovos, às
vezes, podem provocar essa con-
dição, especialmente nas crianças.
A erupção geralmente dura bastan-
te tempo, e o melhor tratamento é
evitar a substância que provocou o
ataque. Uma loção de calamina é
um sedativo, e os comprimidos de
anti-histamina curam rapidamente.
Alguns deles não causam sono-
lência.
UTERINO - Relativo ao útero.
ÚTERO - Órgão de paredes muscu-
lares com a forma e o tamanho de
uma pêra invertida. Durante a gra-
videz o embrião fica alojado na pa-
rede interna do útero e ali se desen-
volve até a hora do parto. (V. Parto
e Colo do útero.)
UTERÓCIPE - Instrumento cirúrgi-
co usado para apreender o colo do
útero.
UTERORRAGIA - Hemorragia do
útero. O mesmo que Metrorragia.
UTEROSCOPIA - Exame do útero
por meio de instrumentos.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
URE UTE
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455
UTEROSSALPINOGRAFIA - Exame
radiológico do útero e das trompas.
UTEROTOMIA - Incisão do colo do
útero; ablação parcial ou total do
útero.
UTERÓTOMO - Instrumento com
que se faz a uterotomia.
UTEROVESICAL - Relativo ao úte-
ro e à bexiga.
UTI - Unidade de Tratamento Intensivo.
UTRÍCULO - A maior porção do la-
birinto membranoso do ouvido.
ÚVEA - O conjunto da íris, corpo
ciliar e coróide.
UVEÍTE - Inflamação da úvea.
ÚVULA - Saliência cônica na parte
posterior do véu palatino. O mes-
mo que Campainha.
UVULECTOMIA - Excisão da úvula.
UVULITE - Inflamação da úvula.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
UTE UVU
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457
V
V
VACINA - Substância de origem
microbiana (micróbios mortos ou
de virulência branda) que se intro-
duz no organismo a fim de produ-
zir anticorpos que o defendam con-
tra determinada doença. Inoculação
não chega a causar a doença ou en-
tão a provoca de forma muito bran-
da. A vantagem para o corpo está,
em caso de invasão, em que os
antígenos do microorganismo serão
logo reconhecidos e a produção dos
anticorpos específicos rapidamen-
te ativada, criando proteção efici-
ente contra a doença propriamente
dita.
VACINAÇÃO - Procedimento que
era usado para proteger contra Va-
ríola, por meio da introdução de
micróbios chamados “vaccinia” no
organismo. Hoje em dia, geralmen-
te, esse termo se refere a todas as
campanhas de imunização.
VACINOSE - Doença ou afecção ori-
ginada do emprego de vacinas.
VÁCUO - Espaço do qual foi retira-
do o ar. Vazio.
VAGINA - Órgão genital feminino.
Sua entrada fica entre as saídas da
bexiga e do intestino. A abertura é
ladeada por dois pares de dobras de
pele conhecidas como grandes lá-
bios e pequenos lábios. Os peque-
nos lábios chegam a um caminho
na frente da entrada vaginal e
cobrem parcialmente o sensível
clitóris.
VAGINALITE - Inflamação da túni-
ca vaginal do testículo.
VAGINISMO - Contração espas-
módica do músculo constritor da
vagina.
VAGINITE (Leucorréia) - Inflama-
ção da vagina, que provoca cocei-
ra, ulceração, menstruação doloro-
sa e corrimento, que pode vir man-
chado de sangue. Isso pode ocorrer
na ausência de infecção, depois da
menopausa, quando o revestimen-
to se torna mais fino e menos elás-
tico porque baixam os níveis de
estrogênio. Esse tipo de vaginite
pode ser amenizado com pomadas
de estrogênio, mas primeiro é es-
sencial o conselho de um médico.
Essa vaginite pode continuar a ser
infectada por micróbios e pode estar
associada a uma cistite perturba-
dora. (V. Cistite.) O tratamento pode
ser com pessários ou pastilhas orais,
dependendo do tipo de micróbio.
O diagnóstico é feito pelo gineco-
logista através da anamnese (per-
guntas para a paciente), exame gi-
necológico e eventualmente de
papanicolau e de laboratórios; nos
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458
casos de corrimentos o diagnóstico
clínico tem mais valor porque nem
sempre exames de laboratório ne-
gativos significam ausência de pro-
blemas.
A infecção vaginal pode, é claro,
ocorrer em qualquer época da vida,
e a causa pode ser uma variedade
de micróbios, como monilia e
tricomonas, e também aqueles das
doenças sexualmente transmis-
síveis. Seu médico pode ajudar em
todas essas infecções apesar de
que, se você tiver se arriscado a in-
fecções transmitidas sexualmente,
por meio de contato sexual casual,
provavelmente seja melhor ir di-
reto a uma clínica especializada.
Um corrimento devido à vaginite
geralmente pode ser diferenciado
de uma secreção normal pela
irritação ou odor associados. As
mulheres muito jovens estão pro-
pensas a ter vaginite porque, como
suas avós, elas também têm níveis
baixos de estrogênio. Irritabilidade
e corrimento persistentes numa cri-
ança requerem conselhos médicos,
pois, fora outras considerações, po-
dem existir devido à introdução de
um “corpo estranho”, como uma
conta. Os vermes filiformes são
uma outra causa possível. Atrófica
da menopausa: ocorre por falta de
hormônio; Atrófica do parto e da
amamentação: também por falta de
hormônio; Irritante: aquela pro-
vocada pelo uso de camisinha,
diafragma, espermaticida, creme
lubrificante, absorvente externo e
interno; Alérgica: provocada por
calcinhas de lycra, nylon e outros
tecidos sintéticos, assim como por
roupas apertadas, jeans e meias-
calça.
VAGO (NERVO) - Nervo pneumo-
gástrico.
VAGOTOMIA - Seccionamento do
nervo vago.
VALGO - Torcido, desviado ou de-
formado lateralmente.
VALOR CALÓRICO - Calorias que
cada alimento produz: as proteínas,
4 cal/g; os hidrocarbonados, tam-
bém 4; as gorduras, 9.
VALVOPLASTIA - Procedimento uti-
lizado para tratamento de doenças
obstrutivas valvares, tais como pul-
monar, aórtica e mitral. Consiste na
dilatação da obstrução detectada
por estudo hemodinâmico, através
de cateter-balão que se insufla no
local desta, abrindo as bridas
cicatriciais que provocaram a
estenose ou movimentando as vál-
vulas imobilizadas pelo cálcio.
VÁLVULA ILEOCECAL - Válvula
que existe no encontro do intestino
delgado com o intestino grosso.
VANÁDIO - Necessário para man-
ter um equilíbrio num estado de saú-
de ao participar de diferentes pro-
cessos metabólicos para formação
de energia. Age como co-fator ou
ajuda a acelerar as reações no me-
tabolismo dos carboidratos e gor-
duras, fortalecendo também os os-
sos e dentes. Utiliza para sua absor-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VAG VAN
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459
ção os mesmos meios de transporte
que o ferro.
VANILINA - Essência artificial de
baunilha.
VARIAÇÃO SECULAR DO CRES-
CIMENTO - Fenômeno através do
qual cada geração é um pouco mais
alta do que a geração anterior. As
causas são desconhecidas, mas pos-
sivelmente ocorra devido a fatores
ambientais.
VARICELA - Doença infecciosa agu-
da, altamente contagiosa, causada
por vírus da família Herperviridae
que atinge principalmente crianças
e adolescentes. A doença apresenta
período de incubação de 14 dias,
com um pródromo de 24 a 48 horas
antes do surgimento do exantema
caracterizado por náuseas, febre e
tosse. Aparecem lesões cutâneas
eruptivas a partir de máculas fuga-
zes que em poucas horas se trans-
formam em pápulas e vesículas su-
perficiais, que não atingem a derme
e rapidamente dessecam, transfor-
mando-se em crostas. Essas lesões
atingem todo o corpo, apresentam
poucas complicações. O tratamen-
to limita-se a repouso até a regres-
são das lesões e, principalmente,
higiene corporal adequada com in-
tuito de prevenir contra infecções
bacterianas cutâneas secundárias.
VARICOCELE - Tumor produzido
pela dilatação varicosa das veias do
cordão espermático; geralmente não
é grave. Às vezes, uma varicocele
causa dor e incômodo, e é então re-
movida por uma pequena cirurgia;
ás vezes uma bandagem resolve o
caso. A condição costuma melho-
rar bastante por volta dos 30 anos -
quando a bandagem deve ser des-
cartada. Uma varicocele associada
à infertilidade pode ser tratada com
uma cirurgia; é seguro e a maioria
dos homens prefere isso a uma
bandagem. (V. Varizes.)
VARICOCELECTOMIA - Extirpação
de uma varicocele.
VARICÔNFALO - Varizes no um-
bigo.
VARICOTOMIA - Excisão de uma
veia varicosa.
VARÍOLA - Doença infecciosa, con-
tagiosa e epidêmica, que se mani-
festa por febre alta, com erupção de
pústulas na pele. Hoje essa doença
está praticamente irradicada.
VARIOLIZAÇÃO - Inoculação com
o vírus não modificado da varíola.
A inoculação se faz com o vírus ate-
nuado (da varíola do gado bovino).
É a vacinação antivariólica. A vaci-
na foi descoberta por Jenner.
VARIOLÓIDE - Forma benigna de
varíola.
VARIZ - Dilatação permanente de
uma veia.
VARIZES - O sangue que circula até
as pernas retorna ao coração em
vasos estreitos. Alguns desses va-
sos, ou veias, correm bem abaixo
da pele e contêm válvulas que evi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VAN VAR
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460
tam que o sangue desça novamente
para a perna. Essas veias superfici-
ais se ligam às veias profundas na
perna através de veias conhecidas
como perfurantes.
Nos adultos, as válvulas da super-
fície e as veias perfurantes podem
se enfraquecer, e as paredes das vei-
as têm que suportar uma pressão
maior. Como conseqüência, as vei-
as ficam inchadas e torcidas, ou
seja, “varicosas”. Se a condição não
for tratada, a nutrição da pele com
sangue fresco é atingida, e pode
ocorrer uma úlcera (úlcera vari-
cosa), difícil de curar.
Algumas varizes podem ser tratadas
com injeção, o que é simples. As
veias inchadas são esvaziadas, ele-
vando-se a perna, que é enfaixada
firmemente em seguida, e o pacien-
te é aconselhado a caminhar pelo
menos 5 km por dia. Isso é para esti-
mular o sangue a fluir nas veias pro-
fundas mais importantes, que ficam
nos músculos da perna. A bandagem
geralmente pode ser descartada de-
pois de umas seis semanas, mas é
bom continuar com as caminhadas,
e evitar ficar de pé por períodos
muito longos. A injeção faz com que
a veia murche e desapareça.
Algumas varizes podem ser con-
troladas por meias elásticas ou ma-
lhas, mas essas devem ser vestidas
como a primeira coisa de manhã,
antes de levantar-se (isto é, antes
que as veias superficiais fiquem
ingurgitadas pela gravidade); elas
também devem ser estendidas bem
acima do lugar da veia varicosa
mais alta. Não adianta nada usar
uma meia até o joelho quando há
varizes na coxa; isso pode piorar as
coisas. Pode ser necessária uma ci-
rurgia para amarrar ou remover a
veia. Se uma úlcera varicosa se de-
senvolver, é essencial que essas vei-
as recebam tratamento - talvez re-
moção das veias associadas; além
disso, a perna precisará de curati-
vos e bandagens de compressão
enquanto a úlcera cicatriza. Quan-
to antes se começar o tratamento
para as varizes, melhor. Deve-se
evitar complicações e dores persis-
tentes na perna. É comum aparece-
rem varizes durante a gravidez, e o
melhor tratamento é usar meias
elásticas e manter os pés para cima
o maior tempo possível. Elas geral-
mente desaparecem pouco depois
de terminada a gravidez.
VARO - Torcido, desviado ou defor-
mado medialmente.
VASCULAR - Relativo a vasos.
VASCULARIZAÇÃO - Formação de
vasos. Sistema vascular de um
órgão.
VASCULITE - Inflamação da parede
dos vasos (artérias ou veias).
VASCULITE PULMONAR - Infla-
mação dos vasos da circulação pul-
monar causado por uma doença
sistêmica.
VASECTOMIA - V. Prevenção de
gravidez, no item Esterilização
masculina.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VAR VAS
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461
VASO - Um canal ou ducto no corpo.
VASOCONSTRIÇÃO - Contração
dos vasos com estreitamento do seu
canal ou luz.
VASODILATAÇÃO - Dilatação dos
vasos sangüíneos.
VASO LINFÁTICO - Vaso semelhan-
te a uma veia, mas com paredes
mais finas. Os linfáticos mais finos
são os capilares linfáticos.
VASO SANGÜÍNEO - Tubo orgâni-
co como veia, artéria, etc.
VASOSPASMO - Espasmo de um
vaso sangüíneo.
VEGETAÇÃO - Excrescência mórbi-
da de tecido mais ou menos espon-
joso, nodosidade.
VEGETAÇÃO ADENÓIDE - Hiper-
trofia do tecido adenóide da região
da amídala-faríngea.
VEGETATIVO - Referente ao cresci-
mento e à nutrição, independente da
consciência ou da vontade.
VEIA - Vaso que traz o sangue de
todas as partes do corpo para o
coração. Internamente são provi-
das de válvulas que impedem o re-
fluxo do sangue. Ramificam-se em
vasos de menor calibre, denomina-
dos “vênulas”, que ligam as veias
aos capilares. As veias possuem
paredes mais finas que as artérias,
porém seu diâmetro é maior.
VEIA CAVA - A superior e a inferior,
que levam o sangue da cabeça e do
corpo para a aurícula direita do
coração.
VEIA GRANDE-SAFENA - Veia for-
mada pela união da veia dorsal do
grande podártico e do arco venoso
do pé, e que desemboca na veia
femoral.
VEIA JUGULAR - Cada uma das três
veias (a jugular anterior, a jugular
externa e a jugular interna) locali-
zadas na parte lateral do pescoço.
VEIA PORTA - Veia muito importan-
te. Seu sangue atravessa todo o fí-
gado e sai em cima pela veia supra-
hepática.
VEIA TITILAR - Cada uma das veias
situadas abaixo das axilas.
VEIAS VARICOSAS - Veias dilata-
das em que as válvulas funcionam
mal.
VELHICE - Estado ou condição de ve-
lho. Se uma pessoa vive muitos
anos, a mente e o corpo degeneram,
mas provavelmente o modo de pro-
longar uma vida feliz é deixar o
máximo possível de pensar na ida-
de em anos.
Pode ser que aqueles que são otimis-
tas e não adotam uma atitude de que
devem desistir das coisas, ou ficar
dentro de casa porque “o tempo está
muito frio ou úmido”, permaneçam
mais saudáveis. Exercite a mente e
o corpo, e desenvolva interesses
para compensar aqueles que têm que
ser abandonados. Se você não pu-
der jogar tênis aos 60 anos, pense em
boliche, caminhadas, etc. Nunca
pense: “Não devo comprar um ca-
saco, pois posso não precisar dele”.
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VAS VEL
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462
Essa é a filosofia da morte. Todas as
idades têm suas compensações, e
muitas pessoas aos 92 anos ainda
apreciam a vida. Com os remédios
modernos, há muita coisa que pode
ser feita para retardar os efeitos da
idade e reduzir a chance que você
tem de ir para o hospital. A capaci-
dade de se ajustar física e mental-
mente é provavelmente o meio mais
provável de atingir um século. Para
todos que dizem “Não quero viver
tudo isso”, uma boa resposta é “Se
você quiser, você pode”. A expecta-
tiva de vida vem aumentando e me-
didas de saúde são tomadas pelos go-
vernos como as campanhas de vaci-
nação para idosos contra a gripe e
outras doenças infecciosas.
VENENO - Substância que produz al-
terações graves no organismo, po-
dendo levar à morte.
VENÉREO - Relativo a relações se-
xuais.
VENEREOLOGIA - Estudo das do-
enças venéreas.
VENESECÇÃO - Incisão de uma
veia.
VENÓCLISE - Injeção intravenosa de
líquido em grande quantidade,
como soro, sangue, etc.
VENOGRAFIA - Exame das veias
aos raios X.
VENOSO - Relativo à veia. Diz-se
também do sangue que circula nas
veias e ainda não sofreu a hematose,
rico em gás carbônico e pobre em
oxigênio.
VENTILAÇÃO - Suprimento de ar
puro.
VENTILAÇÃO MECÂNICA - Venti-
lacão e oxigenação dos pacientes
portadores de insuficiência respira-
tória aguda com auxílio de um ven-
tilador mecânico e ou respirador.
VENTILADORES MECÂNICOS -
Máquinas utilizadas para adminis-
trar pressão positiva e oxigênio com
o intuito de auxiliar a ventilação e
oxigenação de pacientes portadores
de insuficiência respiratória aguda.
VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA -
Auxílio ventilatório através da ad-
ministração com pressão positiva
através de máscaras para pacientes
portadores de insuficiência respira-
tória aguda.
VENTOSA - Pequeno copo, de vidro
ou metal, em forma de sino, no qual
se rarefaz o ar por meio de uma
chama e que se aplica sobre a pele
para atrair o sangue para a sua
superfície.
VENTRAL - Relativo ao ventre.
VENTRE - Cavidade abdominal; o
mesmo que Abdome. Referindo-se
à mulher grávida tem o significado
também de útero: o ventre materno.
VENTRÍCULO - Cada uma das duas
cavidades inferiores do coração.
VENTRICULOGRAFIA - Exame dos
ventrículos cerebrais pelos raios X.
VENTRÍCULOS CEREBRAIS - Espa-
ços existentes no cérebro e cheios
de líquido cefalorraquidiano.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VEN VEN
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463
VÊNULA - Veia muito fina. Elas re-
colhem o sangue da rede capilar e
vão se juntando a veias cada vez
maiores, até, finalmente, desembo-
carem no coração.
VERMES - Designação usada por
Lineu para agrupar todos animais
invertebrados com exceção dos in-
setos. Vários vermes podem ha-
bitar o organismo. Seus ovos em
geral são ingeridos acidentalmen-
te, junto com o alimento, e se
desenvolvem no aparelho digesti-
vo, onde vivem do alimento do
hospedeiro. A infestação de um
verme pequeno raramente produz
sintomas sérios, mas as tênias po-
dem tomar uma proporção consi-
derável do alimento, podendo pro-
vocar um distúrbio na saúde geral
e causar efeitos colaterais, como a
anemia ou a perda de peso. Os ver-
mes nematóides filiformes são co-
muns e geralmente atacam as cri-
anças. Eles aparecem de vez em
quando nas fezes e parecem peque-
nos fiapos de linha branca. Se sus-
peitar de algo, fique atento. Eles
podem causar coceira, principal-
mente à noite, já que os vermes
saem para as nádegas para pôr seus
ovos. Essa irritação pode ser uma
causa de incontinência de urina e,
nas mulheres, a ação de coçar pode
levar a uma infecção secundária e
a uma secreção vaginal.
Os vermes nematóides filiformes
podem ser alijados facilmente com
remédios apropriados, mas deve-
se evitar uma reinfecção. Se pru-
riente, as crianças tendem a coçar
as nádegas à noite, dessa forma as
que chupam o dedo ou roem unha
estão particularmente arriscadas a
uma reinfecção. As unhas devem
ser cortadas bem rentes e deve-se
observar uma higiene rigorosa.
Cada um deve ter a sua própria
toalha de rosto, que deve ser fervi-
da depois do uso. Se uma pessoa
da família estiver com esses ver-
mes, deve-se tratar a família toda.
Toda coceira persistente nas náde-
gas e o aparecimento de vermes
nas fezes devem ser informados ao
médico.
VERMICIDA - Que mata os vermes.
VERMICULAR - Em forma de verme.
VERMÍFUGO - Que expele os ver-
mes.
VERMINAÇÃO - Produção de ver-
mes no intestino.
VERMINOSE - Doença causada pela
infestação por vermes.
VERNIX CASEOSA - Substância se-
bácea que recobre a pele do feto.
VERRUGA - Pequenas excrescências
na pele. Ocorrem geralmente nas
mãos e nos pés; são contagiosas e
podem se espalhar na própria pes-
soa ou de uma para outra. Causa-
das por um vírus, as verrugas às
vezes desaparecem depois de al-
guns meses ou anos, mas é melhor
que sejam tratadas por causa do
perigo de se espalharem. As verru-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VÊN VER
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gas na planta do pé ficam compri-
midas e doloridas. Elas são curadas
com substâncias químicas, mas isso
pode levar tempo. Os quiropodistas
tratam de verrugas; as persistentes
são tratadas com a criocauterização.
VERSÃO - Ato de fazer girar, de
mudar a posição do feto no interior
do útero para permitir o parto.
VÉRTEBRA - Osso da coluna verte-
bral. As vértebras são em número
de 24.
VERTEBRADO - Ordem dos animais
dotados de coluna vertebral ou es-
pinha.
VÉRTEX - Ponto mais alto do crânio.
VERTIGEM I - Sensação de que as
coisas em volta estão se movimen-
tando; pode ser movimento rotató-
rio ou horizontal e vertical. Deve-
se a algum distúrbio temporário do
ouvido interno - talvez uma infec-
ção ou um desarranjo na circulação.
Os comprimidos são quase sempre
úteis. Uma combinação de zumbi-
do. O tratamento é feito por meio
de comprimidos ou, ocasionalmen-
te, de uma cirurgia.
VERTIGEM II - A orelha é também
um órgão de equilíbrio; há uma par-
te especial do ouvido interno que
ajuda a manter o nosso equilíbrio.
Quando ele está perturbado, nós te-
mos a sensação de que os objetos
externos estão se movendo ao nos-
so redor, e isso pode ocorrer quan-
do o ouvido externo é excessiva-
mente estimulado por um giro rá-
pido (sobre um banco de piano, por
exemplo). Às vezes, essa parte do
ouvido pode ficar irritada por uma
doença, podendo resultar numa ver-
tigem real. Os médicos podem re-
ceitar comprimidos para ajudar.
Alguns pacientes realmente querem
dizer “uma sensação de tontura”
quando falam em vertigem. (V.
Lipotimia e Zumbido.)
VERTIGINOSO - Com vertigem, re-
lativo à vertigem.
VESÂNIA - O mesmo que Psicose.
VESÂNICO - Louco, insano.
VESICAL - Referente à bexiga.
VESICANTE - Vesicatório, que pro-
voca o aparecimento de vesículas
no corpo.
VESICOTOMIA - Incisão da bexiga.
VESÍCULA - Pequena bolha conten-
do líquido. Em Medicina, pequena
bexiga ou cavidade.
VESÍCULA BILIAR (Cálculos Bilia-
res) - Uma bolsa oca presa ao fí-
gado. Ela recebe a bílis produzida
pelo fígado e a despeja dentro do
duodeno, onde ajuda na digestão. A
vesícula biliar é, às vezes, atacada
por micróbios e fica inflamada -
condição conhecida como “cole-
cistite”. Em alguns casos, formam-
se cálculos dentro da vesícula biliar;
estes podem provocar dor e estar as-
sociados à flatulência e indigestão.
Os cálculos biliares geralmente são
vistos por meio de raios X e devem
ser removidos, juntamente com a
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VER VES
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465
vesícula biliar, por meio de uma ci-
rurgia. O paciente se recupera bem.
Os cálculos biliares podem ser dis-
solvidos por remédios, mas isso
demora vários meses, e muitos de-
les voltam.
VESICULAÇÃO - Formação de
vesículas.
VESÍCULAS SEMINAIS - Duas bol-
sas que fabricam um líquido denso
e leitoso, destinado a facilitar o per-
curso dos espermatozóides e mantê-
los com vida.
VESICATÓRIO - O mesmo que
Vesicante.
VESICULITE - Inflamação de uma
vesícula (ou mais de uma).
VESTÍBULO - Espaço sito na entra-
da de um canal.
VETOR - Transmissor que leva a in-
fecção a outrem.
VIABILIDADE - Capacidade de viver.
VIÁVEL - Capaz de viver.
VIBRIÃO - Bactéria em forma de
bastonete curto. Ex.: o vibrião co-
lérico.
VIBRIÇAS - Os pêlos do ouvido ex-
terno, protetores contra as poeiras
e corpos estranhos.
VICARIANTE - Que faz o papel de
outro, que o substitui.
VICIADO - Corrompido, poluído.
VÍCIO - Vontade ou necessidade
irresistível de uma droga. Isso ocor-
re tanto com drogas aceitas social-
mente (álcool e nicotina), como
com as ilegais - anfetaminas (“me-
tedrina”), heroína, crak e cocaína.
O vício implica que o organismo se
tornou fisicamente dependente da
droga, e que haverá desagradáveis
sintomas físicos ou psíquicos se ela
for abandonada.
Com a maioria das drogas, o vicia-
do se torna posteriormente um ob-
cecado em conseguir fornecimento
a qualquer custo, em detrimento de
seu trabalho ou sua vida familiar.
O resultado final é um colapso da
saúde mental e física, a não ser que
se consiga um tratamento especi-
alizado. Ainda assim, a cura é difí-
cil e incerta. Não há nada de inteli-
gente ou corajoso em experimentar
essas drogas ilegais. (V. Droga,
Fumo.)
VILOSIDADES CORIÔNICAS -
Processo vascular que se desenvol-
ve na superfície exterior do córion.
VILOSO - Cheio de pêlos ou cabelos.
VIOLETA DE GENCIANA - Corante
e anti-séptico muito usado contra
certos fungos como a monilia e
outros.
VIREMIA - Presença de vírus no
sangue.
VIRIL - Referente a homem.
VIRILHA - Região inguinal.
VIRILISMO - Aparência masculina
na mulher.
VIROLOGIA - Estudo dos vírus.
VIROSE - Que contém vírus ou ve-
neno.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VES VIR
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VIRULÊNCIA - Gravidade da infec-
ção, sua maior transmissibilidade.
VÍRUS - Microorganismos invisíveis
ao microscópio óptico e apenas
possível de ser examinados no
microscópio eletrônico, capazes de
atravessar os filtros bacteriológicos.
São apenas moléculas muito gran-
des de nucleoproteínas, que somen-
te têm vida no interior de células
vivas, causam inúmeras doenças,
sendo atualmente a Aids (vírus
HIV) a mais conhecida delas.
VISÃO - Ato ou faculdade de ver.
VISÃO DUPLA (Diplopia) - A
diplopia pode ocorrer devido à fra-
queza ou falta de estabilidade dos
músculos do olho. (V. Estrabismo.)
Ocasionalmente pode ocorrer devi-
do a uma enfermidade, por isso toda
pessoa que estiver tendo uma visão
dupla deve consultar um médico.
Pode-se estar apenas precisando de
óculos, mas, se houver alguma cau-
sa séria, quanto mais rápido for tra-
tada, melhor.
VÍSCERA - Qualquer órgão oco con-
tido no abdome ou no tórax.
VISCERALGIA - Dor numa víscera.
VISCEROPTOSE - Queda da víscera
de sua posição normal.
VISCOSO - Pegajoso, que adere ao
corpo.
VISUAL - Referente à visão.
VITAL - Referente à vida.
VITÁLIO - Liga metálica usada em
cirurgia óssea.
VITAMINAS - Substâncias indispen-
sáveis à vida e que precisam ser
ingeridas porque o organismo não
as fabrica (a não ser a menadiona
ou vitamina K). A deficiência de
cada vitamina produz uma sín-
drome clínica característica. A de-
nominação foi dada por Casimir
Funk em 1912, que as definiu como
princípios ativos que deveriam es-
tar deficientes nas doenças caren-
ciais como o béri-béri e o escorbuto.
Questiona-se, atualmente, a reunião
num mesmo grupo de substâncias
com características tão diferentes.
As doses de vitaminas necessárias
para evitar um quadro patológico de
carência são muito mais baixas do
que as megadoses usadas nos dias
de hoje para se conseguir efeitos
antioxidantes. Médicos condenam
os coquetéis de vitaminas, que uma
publicidade não-controlada tornou
populares.
VITAMINA A (Retinol) - Vitamina
essencial para visão, pele e mem-
branas mucosas, crescimento celu-
lar, reprodução e manutenção do
sistema imunológico. Previne res-
friado e várias infecções evitando
também a chamada cegueira notur-
na. As melhores fontes de vitamina
A estão no fígado e no peixe. O
caroteno também é uma notável
fonte de vitamina A, encontrada na
cenoura, gema de ovo, milho, bata-
ta-doce, pêssego, espinafre, abóbo-
ra e brócolis.
VITAMINA B1 (Tiamina) - Auxilia
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VIR VIT
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467
na oxidação dos carboidratos e es-
timula o apetite. Mantém o tônus
muscular e o bom funcionamento
do sistema nervoso, prevenindo o
béri-béri. Principais fontes: cereais
integrais e pães, feijão, carne de por-
co, vegetais de folha.
VITAMINA B2 (Riboflavina) - Co-
labora no metabolismo dos ácidos
graxos e age junto com a vitamina
A, na preservação das membranas
mucosas, ajudando a preservar a saú-
de da pele, olhos e sistema nervoso
central. Atua na coordenação moto-
ra e participa na formação de hor-
mônio de crescimento, insulina e
tiroxina. Interagindo com a vitami-
na E, auxilia no crescimento e de-
senvolvimento fetal. Principais fon-
tes: carnes magras, fígado, amên-
doas, espinafre, repolho e lêvedo.
VITAMINA B3 (Ácido nicotínico)
- Participa diretamente na forma-
ção de sais biliares ajudando a di-
gestão dos ácidos graxos que per-
mitem melhor absorção das vitami-
nas hipossolúveis. A administração
dessa vitamina produz diminuição
dos níveis de colesterol e trigli-
cerídeos circulantes.
VITAMINA B5 (Ácido pantotênico)
- Sua deficiência está associada a
cãibras, fadiga e parestesias. Está
relacionada com o aumento na qua-
lidade de vida na fase do enve-
lhecimento. Inibe radicais livres no
sistema nervoso central durante os
processos de isquemia e hipóxia
cerebral.
VITAMINA B6 (Piridoxal fosfato)
- Tem participação no metabolismo
das proteínas, facilitando a conver-
são de metionina em cisteína. Na
deficiência da vitamina B6 se for-
ma cistina, que pode ser agente de
lesão química endotelial, favorecen-
do a evolução da aterosclerose. É
utilizada na profilaxia da síndrome
de tensão pré-menstrual. Mais de 60
enzimas dependem da vitamina B6
para funcionar adequadamente.
VITAMINA B12 (Cobalamina,
Cianocobalamina) - Age como co-
enzima em todas as células e na sín-
tese de ácido nucléico, ajudando
também na síntese de proteínas e
gorduras. É essencial para manter a
saúde das células neurológicas e os
tecidos membranosos e fundamen-
tal para a maturação dos glóbulos
vermelhos. Sua deficiência causa a
anemia perniciosa.
VITAMINA C (Ácido ascórbico) -
Co-enzima essencial na produção
do colágeno, hormônios esteróides,
pigmentos e alguns componentes de
células de tecidos membranosos.
Regula o metabolismo dos amino-
ácidos e melhora a capacidade elás-
tica das artérias; protege as mem-
branas celulares de processos lesi-
vos como os poluentes, venenos e
outras substâncias. Também au-
menta a absorção de ferro, acelera
processos de cicatrização e protege
as células contra o estresse. A sua
deficiência está associada à fragili-
dade capilar, uma das característi-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VIT VIT
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468
cas do escorbuto. Fontes: frutas cí-
tricas, tomate, couve, repolho, pi-
mentão.
VITAMINA D (Ergocalciferol) -
Sintetizada no organismo humano
através dos raios ultra-violetas do
sol. Atua no metabolismo do cál-
cio e do fósforo; altas doses dessa
vitamina podem determinar uma
deficiência de ferro. A sua função
mais importante é a manutenção da
integridade óssea e aumento da
absorção de minerais necessários
para manter a estrutura do esque-
leto. A sua deficiência causa pro-
blemas nos dentes, ossos fracos e
contribui para os sintomas da ar-
trite e do raquitismo. Fontes: óleo
de fígado de bacalhau, fígado,
gema de ovo.
VITAMINA E (Tocoferol) - Promo-
ve a fertilidade, prevenindo o abor-
to; atua no sistema nervoso e no sis-
tema muscular. É um poderoso
antioxidante que inibe a formação
dos peróxidos lipídicos. É essencial
para o funcionamento da maior par-
te dos sistemas do organismo, au-
xiliando a manter a integridade das
membranas celulares. Protege o
corpo contra agentes tóxicos cria-
dos pelo metabolismo e pela degra-
dação dos elementos do organismo.
Protege o organismo contra proces-
sos nocivos resultantes do estresse.
Pode ser utilizada na profilaxia do
envelhecimento. A sua deficiência
provoca esterilidade do homem e
aborto. Fontes: óleo de germe de
trigo, lacticínios, alface e óleo de
amendoim.
VITAMINA K - É uma vitamina
lipossolúvel, e sua deficiência é pra-
ticamente desconhecida porque ela
é sintetizada através das bactérias
existentes no trato gastrointestinal.
Havendo situações que diminuam
absorção de gorduras pelo intesti-
no, pode haver deficiência de vita-
mina K, o que provoca hemorragias.
Também ocorre quando antibióticos
são ministrados em alta concentra-
ção e por períodos prolongados. Sua
função principal é manter os siste-
mas de coagulação em perfeito fun-
cionamento. Possui propriedades
antioxidantes. Fontes: vegetais ver-
des, tomates, castanha.
VITILIGO - Lesões acrômicas de ta-
manho, configuração e topografia
variáveis adquiridas. Leucodermia,
descolamento da pele em placas.
VIVISECÇÃO - Exame científico de
um animal vivo.
VOLATILIZAÇÃO - Evaporação à
temperatura ordinária.
VOLIÇÃO - Ato de vontade.
VOLUNTÁRIO - Livre, regulado
pela vontade.
VOLVO - Obstrução intestinal devi-
da à torção de uma alça.
VÔMER - Osso da parte posterior do
nariz.
VÔMICA - Expulsão pela glote de
um líquido primitivamente cavitá-
rio.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VIT VÔM
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VÔMITO (Náusea) - O vômito é
causado pela contração dos múscu-
los do estômago, que o esvazia de
seu conteúdo. A causa mais comum
é a irritação por alimento inadequa-
do ou em excesso. O vômito ajuda
a proteger o organismo contra os
efeitos desagradáveis que podem se
seguir, se o material ofensor não for
eliminado. Exemplos disso: quan-
do as crianças comem maçãs ainda
verdes, ou quando os adultos to-
mam álcool em excesso. Os micró-
bios e venenos dos alimentos resul-
tam no vômito e, às vezes, este está
associado a uma doença no estôma-
go ou intestino - úlcera gástrica ou
duodenal, por exemplo. O vômito
é controlado por uma parte do cé-
rebro e, se esta fica irritada, pode
ocorrer náusea sem que o estôma-
go mesmo esteja irritado. Esse tipo
é visto na enxaqueca e em várias
doenças febris. O vômito na náu-
sea em viagens se deve também a
uma irritação de reflexo do “centro
do vômito”. O vômito também pode
ocorrer devido a razões psicológi-
cas.
No tratamento do vômito, lembre-
se de que as crianças tendem a vo-
mitar com mais facilidade que os
adultos e quase sempre se livram do
catarro dessa forma. Se houver uma
causa óbvia (alimentos e bebidas
muito substanciosos, por exemplo),
a náusea vai passar, e não é neces-
sário fazer alarme. O vômito que
ocorre sem nenhuma razão apa-
rente, ou persiste e vem acom-
panhado de dor, deve receber
cuidados médicos. A aparência de
“borra de café” do material vomi-
tado pode indicar que o sangue re-
quer atenção médica urgente. (V.
Hematêmese.)
VÔMITO NEGRO - O mesmo que
Febre amarela.
VOMITÓRIO - Emético. Que faz
vomitar.
VOMITURAÇÃO - Esforços infru-
tíferos para vomitar.
VULNERANTE - Que fere.
VULNERÁRIO - Eficaz para a cura
de feridas.
VULVA - Órgão sexual feminino mais
externo.
VULVITE - Inflamação da vulva.
VULVOVAGINAL - Referente à
vulva e à vagina.
VULVOVAGINITE - Inflamação da
vulva e da vagina.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
VÔM VUL
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X
X
W
W
WIDAL, REAÇÃO DE - Reação de
aglutinação para diagnóstico da fe-
bre tifóide.
XANTELASMA - Xantoma palpe-
bral.
XÂNTICO - Amarelo.
XANTOCROMIA - Coloração ama-
rela.
XANTODERMIA - Coloração ama-
rela na pele.
XANTOMA - Deposição de lipóides
na pele formando pequenas placas
amarelas.
XANTOMATOSE - Excesso de
lipóides no organismo, com forma-
ção de tumores disseminados.
XANTOPSIA - Visão amarela dos ob-
jetos.
XANTOSE - Coloração amarelada da
pele.
471
XANTÚRIA - Excesso de xantina
(substância orgânica, azotada, bran-
ca, resistente no músculo, na urina
e em diversos órgãos) na urina.
XERASIA - Secura exagerada dos ca-
belos.
XERODERMIA - Secura da pele.
XEROFAGIA - Dieta seca.
XEROFTALMIA - Oftalmia caracte-
rizada por degeneração da con-
juntiva, que se mostra enrugada e
seca e por ausência de secreção
lacrimal, devida à deficiência de
vitamina A.
XEROSE - O mesmo que Xeroder-
mia.
XIFÓIDE - Em forma de espada.
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Z
Z
473
ZIGOMA - Nome do osso malar. É
o osso que liga estruturas da face.
Anatomistas antigos geralmente
comparavam as regiões do corpo
com frutas. Daí maçã (malar, em
latim) do rosto, onde fica esse osso.
ZÍMASE - Fermento, enzima.
ZÍMICO - Relativo aos fermentos.
ZIMOGÊNICO - Que produz fer-
mentos.
ZIMOSE - O mesmo que Fermen-
tação.
ZONA - Herpes-zoster, erupção de
vesículas com base avermelhada
acompanhando o trajeto de um nervo.
ZOOLOGIA - Parte da Biologia que
estuda a vida animal.
ZOOSPERMA - O mesmo que
Espermatozóide.
ZUMBIDO - Barulho nos ouvidos,
como um tinido, um burburinho ou
um rugido. Alguns barulhos nos ou-
vidos podem aparecer devido a uma
causa remediável, como catarro, in-
fecção no ouvido médio ou cera, e
desaparecem com a remoção da
causa. Um som de vibração no ou-
vido pode ocorrer com a pressão
arterial alta, que pode ser tratada.
O zumbido propriamente dito - um
distúrbio do nervo da audição - não
pode ser curado, exceto algumas
vezes em que haja um tumor remo-
vível no nervo; podem ser receita-
dos comprimidos para ajudar. O
zumbido verdadeiro sempre signi-
fica perda permanente da audição
e, infelizmente, está se tornando
predominante entre os jovens nos
cenários modernos, devido à expo-
sição prolongada a barulhos altos.
Quando ligado a vertigens e surdez,
a condição é conhecida como “Mal
de Menière”. (V. Surdez, Vertigens.)
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